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15/06/2018

Porto Alegre, 15 de junho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.757

 

   IBGE: Sul do país segue sustentando o crescimento da produção de leite

Nesta quinta-feira (14/06) o IBGE divulgou os dados de captação formal de leite para o 1º trimestre de 2018. Nessa pesquisa, o instituto apontou volume aproximado de 6 bilhões de litros adquiridos pela indústria no período, 2,4% superior ao 1º trimestre de 2017. Apesar dessa recuperação, nota-se que o ritmo de retomada da produção vem diminuindo desde o 2º semestre do ano passado (vide gráfico 1), ainda refletindo as quedas nos preços do leite a partir de meados de 2017 e o forte aumento nos custos do concentrado.  

Gráfico 1. Captação formal de leite: variação em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados do IBGE. 
 
 

Nessa recuperação apresentada no início de 2018, o destaque fica por conta da Região Sul, que apresentou alta de 6,2% na captação em relação ao 1º trimestre de 2017; a Região Sudeste registrou aumento de 0,8% no mesmo período e o Centro-Oeste foi na “contramão” dessa movimentação, tendo queda de 2% na captação de leite. 

Detalhando a análise (e como mostra o gráfico 2), 90% do crescimento verificado no volume de captação de leite no país teve origem nos três estados da Região Sul. No Paraná, onde foi verificado o maior crescimento em relação ao primeiro trimestre de 2017, de 55 milhões de litros; a captação cresceu 50 milhões de litros em Santa Catarina e 22 milhões de litros no Rio Grande do Sul. Somadas, as captações de leite em Goiás e São Paulo perderam cerca de 14 milhões de litros no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017.

Gráfico 2. Variação do volume de leite 1º trimestre (2018 vs. 2017). Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado, com base em dados do IBGE. 
 

 
Agora, a valorização nos preços ao produtor vista ao longo de 2018, os preços de concentrado e os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio devem ser determinantes para o ritmo na recuperação da captação formal de leite ao longo do restante de 2018. (Milpoint)
 
 
Preços/Espanha

A entidade que representa os produtores rurais da Espanha, Unión de Uniones de Agricultores y Ganaderos, depois de analisarem o preço do leite ao produtor, o Índice de Preços do leite e dos Produtos Lácteos aos Consumidores, e os valores na Europa, denunciam mais uma vez a situação de desequilíbrio que ocorre na Espanha e pede ao novo ministro que encontre um mecanismo para solucionar o problema do produtor de leite.

A Unión de Uniones, que já denunciara em distintas ocasiões a crise setorial, destaca que foram fechadas 900 fazendas de produção de leite no último ano, conforme dados do mês de abril de 2018 levantados pela Federação Espanhola Agrária (FEGA), o que mostra que está havendo concentração em grandes propriedades e afastando os modelos sustentáveis e socialmente justos que a União Europeia diz defender.

 
 
A Unión de Uniones insiste que se não forem tomadas medidas que equilibrem a cadeia, as pequenas propriedades continuarão perdendo rentabilidade e os agricultores, consequentemente, abandonarão sua atividade, com a consequente destruição de empregos e riqueza no meio rural; além disso os consumidores pagarão cada vez mais caro os produtos lácteos.

A Unión de Uniones lembra também que o preço na origem caiu 13,82% em relação a quatro anos atrás, quando era em torno de 0,369 €/litro, um valor que não faz sentido em um país que é deficitário na produção de leite, como a Espanha; já que tanto o preço ao consumidor do leite como o de produtos lácteos é mantido com muito maior estabilidade.

Destaca que o mercado lácteo tem um comportamento anormal, diante de regras de oferta e demanda. Comparando os preços aos produtores nos países europeus, a Espanha se situa também entre os países com os menores valores, 30,87 €/100 kg e abaixo da média do bloco europeu que em abril de 2018 era de 32,44 €/100 kg, segundo  Observatório do Mercado Lácteo da União Europeia. Mesmo em países com excedentes de leite pagam melhor que a Espanha, onde existe a necessidade de importar para cobrir o consumo.

Essa situação sugere que deveria ser reeditada a mesma medida de tempos atrás, quando as autoridades espanholas multaram as indústrias de laticínios por violarem as normas de uma boa concorrência. “Ainda que as multas impostas tenham sido pequenas em comparação com o lucro das indústrias, e seus impactos, a organização considera que esta é uma situação que mereceria investigação por parte dos órgãos de controle da Concorrência”, afirmam os membros da Unión de Uniones.

A organização ressalta que o novo ministro deve revisar o regulamento da cadeia alimentar e introduzir mecanismos eficazes que evitem a posição dominante que as indústrias exercem sobre os produtores, o elo mais fraco da cadeia de valor e que atualmente vende sua produção abaixo do preço de custo. “Esta situação de crise já dura há quatro anos, desde o fim das quotas de leite e a solução está longe de ser resolvida, porque falta vontade política” – diz a Unión de Uniones.

A organização insiste que este desequilíbrio é o reflexo do que existe em toda a cadeia alimentar, mas, mais acentuado em alguns segmentos, como a do leite, do azeite ou frutas, e confia que o novo ministro irá revisar o quanto antes a Ley de Melhora da Cadeia Alimentar e estabeleça bases para seu correto funcionamento. (Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

CNA e Embrapa avaliam parceria a fim de impulsionar a exportação de lácteos

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, se reuniu com o chefe-geral da Embrapa Gado de leite, Paulo do Carmo Martins, para discutir possibilidades de parcerias técnicas entre as duas entidades. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (13), na sede da CNA, em Brasília. O leite é uma das prioridades da gestão atual da CNA, que pretende transformar o Brasil em um grande exportador de produtos lácteos nos próximos anos. Segundo João Martins, a ideia é iniciar um projeto piloto na região Sul do País e depois expandir para os demais estados. 

“Vamos pegar uma parte do Brasil onde a pecuária de leite apresenta os maiores indicadores de crescimento e expandir para o resto do País, trabalhando com o foco na exportação. Inicialmente queremos exportar 5% da produção brasileira para equilibrar o mercado interno”, disse João Martins.

A CNA pretende construir um Projeto que contemple aspectos importantes para desenvolver a cadeia produtiva, passando pela produção, processamento, marcos legais e abertura de novos mercados. O grupo também deverá contar com a participação de representantes da produção, indústria e Governo.

Na opinião do chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, a instituição pode contribuir muito com o objetivo da CNA. Ele citou o sistema de monitoramento de qualidade do leite desenvolvido pela Embrapa e os cursos de capacitação para técnicos que a entidade já promove em Juiz de Fora (MG). “Hoje nós temos condições de, com inteligência, discutir qualidade do leite e não estamos fazendo isso a contento. Sabemos da decisão da CNA de priorizar o leite e atuar em termos de exportação, então temos algumas ações que poderemos trabalhar juntos”, afirmou Paulo Martins.

A reunião também contou com a presença dos vice-presidentes da CNA Júlio da Silva Rocha e Mário Borba, do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, e do superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi. (As informações são da CNA)

Produção/Uruguai 

A produção de leite continua subindo e refletiu no salto de 17% na captação da Conaprole em maio, quando quando comparada com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros cinco meses do a captação subiu 12% em relação ao mesmo período de 2017. Nos doze meses encerrados em maio o incremento foi de 6,4%, em relação ao período anterior idêntico, destacou à Conexión Agropecuaria Alejandro Pérez Viazzi, vice-presidente da Conaprole. Nos primeiros 10 de junho a produção foi 12% maior em relação ao mesmo período do ano passado, ainda que tenha apresentado uma queda que foi associada ao volume de chuvas. Mais na frente “o crescimento poderá ser significativo porque o gado está bem, assim como as pastagens”, acrescentou Pérez Viazzi. O que ocorre com o clima mais na frente será fundamental. Se o clima acompanhar, é possível que a produção seja superior a 2016, e bem próxima à de 2015. (Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Setor leiteiro mostra sinais de recuperação na Argentina

O setor leiteiro da Argentina mostrou sinais de recuperação nos primeiros quatro meses do ano crescendo em produção, exportações e consumo, segundo dados oficiais que foram analisados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA). A produção de leite teve um auge de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando os 3,21 bilhões de litros. "A princípios de 2017, vale lembrar que houveram fortes chuvas nas principais bacias leiteiras que trouxeram complicações para o produtor. Neste ano, contudo, as condições climáticas foram mais favoráveis, apesar da seca", destacou Jorge Giraudo, diretor geral da OCLA, ao Clarín Rural. Além disso, houve um aumento no final do ano passado no preço da matéria prima para os produtores de leite, principalmente na soja e no milho, componentes estratégicos para a dieta dos animais, que, a partir de agora, serão sentidos de maneira forte.

Durante o primeiro quadrimestre, foram registrados negócios de 524 milhões de litros exportados, 21,9% a mais do que no ano anterior. Este número representa 16,3% da produção total de leite. O Brasil continua sendo o principal comprador, recebendo 50% do total que o país exporta. (Fonte: Clarín/Tradução: Izadora Pimenta)

Especialistas debatem estratégias para ampliar exportação do agronegócio

Até 2022, a meta é conquistar a fatia de 10% do mercado mundial do agronegócio estimado hoje em 1 trilhão e 460 bilhões de dólares, o que representa o incremento de 146 bilhões de dólares para a balança comercial brasileira. No cronograma de trabalhos para alcançar esse resultado, instalou-se em Brasília nesta quarta-feira (13) a Comissão de Especialistas de Estratégias do Agro, liderada por Odilson Ribeiro e Silva, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O planejamento estratégico da ampliação e abertura de mercados para o agronegócio foi estabelecido na portaria 1564 do Ministério da Agricultura publicada no Diário Oficial da União em junho de 2017. Representantes dos ministérios da Agricultura, Relações Exteriores e Fazenda, da Embrapa e Conab participaram da primeira versão do documento preparada pela Secretaria de Relações Internacionais contendo listas de produtos, séries históricas, projeções de exportação e oportunidades de mercado.

“É a metodologia de trabalho que estamos propondo na instalação desta comissão de especialistas”, explicou o secretário de Relações Internacionais. “Estamos abertos a sugestões. Uma vez consolidado o planejamento estratégico com a meta para 2022, vamos apresentá-lo a todo o setor privado do agronegócio". A partir das primeiras contribuições coletadas nesta primeira reunião da comissão, o Secretário Ribeiro e Silva apresentará o documento na Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) nesta sexta-feira (15). (As informações são do Mapa)
 

Projeto na Unijuí pesquisa composição do leite no Rio Grande do Sul
A Unijuí desenvolve projeto de pesquisa para estudar e caracterizar a composição do leite no Estado. A iniciativa é intitulada “Composição do leite de vacas de tanques de resfriamento em diferentes estações do ano”, sendo desenvolvida pelo Departamento de Estudos Agrários. O projeto vai até 2019. A pesquisa pretende contribuir para esclarecer a influência da dieta dos animais sobre a composição do produto na região noroeste, além de inovar na apresentação de dados, que validem os parâmetros de cobrança pela legislação. (As informações são da Rádio Progresso de Ijuí)
 
 

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