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03/08/2015

         

 

Porto Alegre, 03 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.076

 

  Setor lácteo reivindica acordo com Uruguai
Intenção é limitar importação de leite em pó daquele país, estabelecendo sistema de cotas
A abertura de negociações para restringir as importações de produtos lácteos do Mercosul encabeça a lista de reivindicações do setor a ser apresentada ao governo federal por um grupo de dez entidades que reúnem indústria e produtores. O documento foi produzido durante o Congresso Internacional do Leite, que terminou nesta quinta-feira, 30, em Porto Alegre.
A intenção é restringir a entrada de produtos do Uruguai por dois anos. O Brasil não negociou um sistema de cotas para a entrada de produtos lácteos do país assim como fez com a Argentina, que pode embarcar para o Brasil 3,3 toneladas por mês.
Conforme o documento, as importações de lácteos do Mercosul cresceram 199,15% no 1º semestre de 2015 em relação à média do mesmo período nos anos de 2011 a 2014 e atingiram 64,7 mil toneladas. Em relação ao mesmo período do ano passado, o incremento é de 34,1%.
Do total importado, 92,75% veio do Uruguai e 89,72% do produto adquirido é de leite em pó.
As importações de leite em pó no primeiro semestre cresceram 516,85% em relação à média dos 1ºs semestres de 2011 a 2014, e atingiram 26 mil toneladas. 
"Hoje há uma queda no preço internacional do leite em pó e nessas condições o produto importado está mais barato que o nacional", argumenta o diretor do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini.
Segundo ele, os preços no mercado interno são 50% mais caros. "A qualidade do produto brasileiro é até superior, mas para poder competir seria preciso pagar R$ 0,50 o litro ao produtor", acrescenta.
O manifesto também reivindica a revisão do acordo de livre comércio com o Mercosul, a habilitação de unidades para exportação e compras governamentais imediatas. (Portal DBO) 
 
 
Amplia arrecadação, reduz competitividade
Não é só a proposta de aumento na alíquota do ICMS, a ser apresentada nesta semana pelo governo, que está causando reações negativas. Com as atividades da Assembleia Legislativa retomadas, representantes da indústria de carnes do Rio Grande do Sul retomam a pressão para barrar projeto de lei do Executivo que já está na Casa e altera as regras do crédito presumido.
Ao limitar em 70% a apropriação - hoje de 100% -, o governo estadual estima aumentar a arrecadação anual em R$ 300 milhões no período de 2016 a 2018. Entidades do setor afirmam que o preço a ser pago pelos gaúchos é muito maior do que eventuais benefícios à arrecadação.
- O efeito disso será a invasão de produtos de outros Estados. O crédito presumido foi um dispositivo para que o Rio Grande do Sul tivesse um mínimo de isonomia. Caso seja alterado, enfraquecerá principalmente pequenas e médias indústrias - avalia José Eduardo dos Santos, diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Levantamento preliminar mostra que a alteração acarretaria, no setor de aves, perda anual de até 3 mil postos de trabalho. O segmento gera, atualmente, 35 mil empregos diretos. Também é estimada redução de 4,68% na produção anual, de 1,6 milhão de toneladas. Outro impacto, segundo Santos, seria a redução de investimentos de empresas.

Diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), Rogério Kerber reforça as críticas ao argumentar que o crédito presumido não é um benefício:

- Foi uma ferramenta encontrada pelo governo para fazer frente à guerra fiscal com outros Estados brasileiros. Uma mudança reduziria ainda mais a competitividade gaúcha.

Documento sobre os riscos da aprovação do projeto de lei já foi entregue em uma primeira rodada de peregrinação feita pela Assembleia no mês passado e da qual também participaram representantes do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sicadergs). Estão sendo feitos novos estudos que comprovam o tratamento tributário dos diferentes Estados, com o objetivo, segundo Kerber, de mostrar que "a isonomia tributária do RS é frágil". Paraná e Santa Catarina são citados como exemplos e têm produção que concorre diretamente com a gaúcha.

A tarefa de emitir um parecer sobre o projeto está nas mãos do deputado Alexandre Postal (PMDB), líder do governo na Assembleia. (Zero Hora)
 
 
 
 
Servidores da Seapa terão dia de mobilização
Com o objetivo de pressionar o governo do Estado a recuar em sua decisão de parcelar os salários do funcionalismo, os servidores da Secretaria da Agricultura irão cruzar os braços na manhã de hoje. A paralisação, que inclui os fiscais sanitários, deve reduzir os abates de frangos, bovinos e suínos nos frigoríficos com registro regional. "Vamos mostrar para o governador que ao atacar a gente ele está atacando a economia de todo o Estado", disse o presidente da Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), Antônio Augusto Medeiros. "Estamos convencidos que a culpa não é nossa e, além disso, não estamos pedindo nada, apenas o que nos é de direito. " Conforme dados da Afagro, os frigoríficos que ficarão impedidos de atuar, pela manhã, registram uma média diária de abates de 150 mil frangos, 2 mil suínos e 3 mil bovinos. "No dia 18, todo o funcionalismo se reunirá em assembleia para repercutir as medidas e definir novas ações. Nós estaremos lá e uma paralisação integral não está descartada", finalizou Medeiros.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirmou que o parcelamento não é intencional e que está disponível para conversar. "A gente compreende e respeita a posição deles, mas também pedimos compreensão. Estamos falando de um serviço essencial", declarou. Sobre o pagamento de diárias durante a Expointer, o secretário disse ainda não ter pensado no assunto. Porém, garantiu que o evento terá a estrutura mínima indispensável para a sua realização. (Correio do Povo)

 
 
 
Uruguai - Acordo de exportação com a Venezuela salvará 6.000 postos de trabalho
Após a assinatura de um acordo entre os presidentes Tabaré Vázquez e Nicolás Maduro na Venezuela, o Uruguai exportará 66 mil toneladas de queijo e leite em pó, além de arroz, soja e, ainda que em menor quantidade, frango.
Nas últimas horas, depois da viagem de Vázquez junto com empresários agropecuários à República Bolivariana, foi firmado um acordo entre os presidentes dos dois países, para exportação de alimentos.
Segundo anunciado pelo ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, Tabaré Aguerre, serão vendidas, até o final do ano, 12 mil toneladas de queijo (distribuídos entre Calcar, Claldy e Pili) e 44 mil toneladas de leite em pó, que serão vendidas pela Conaprole (o que representa 40% da sua produção anual).
Serão também enviadas 90 mil toneladas de arroz, 80 mil toneladas de soja e 9 mil toneladas de franco (Avícola Tres Arroyos). Para a oleaginosa de nosso país seria a primeira venda da história, ao país venezuelano.
O valor das exportações será superior a 300 milhões de dólares, como foi anunciado pelo presidente Vázquez, ainda que Aguerre não tenha informado o montante final.
O secretário de Estado ressaltou que o acordo com a Venezuela é chave e significará a preservação de aproximadamente 6.000 postos de trabalho no setor lácteo.
Aguerre lembrou, no entanto, a importância de retomar a linha comercial com a Venezuela. As operações com lácteos, neste ano, estiveram paradas. (Terra Viva)
 

Recebemos mais um corte no orçamento. O ministério vai se adequar com tranquilidade.", Kátia Abreu - Ministra da Agricultura, em seu perfil no Twitter, ao comentar novo ajuste nos recursos da pasta.
 
 

 

    

 

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