As vacas da fazenda de Michael Oakes, em Cadbury, Reino Unido, eram ordenhadas três vezes ao dia. Essa rotina terminou semana passada. “Um funcionário avisou que sairia e eu não tenho condições de substituí-lo. Então, reduzimos as ordenhas para duas vezes por dia – às cinco horas da manhã e às cinco horas da tarde”, disse ele, que sempre trabalhou como produtor de leite. Ele tem uma fazenda com 180 animais da raça holandesa – mais de duas vezes a média do rebanho no Reino Unido, que é de 70 vacas, mas, apesar do tamanho da fazenda, Oakes avalia que deverá perder £160.000 (US$ 239,67) em receita nesse ano após a forte queda nos preços do leite. Assim como o petróleo, os preços mundiais do leite caíram em resposta a um desequilíbrio entre oferta e demanda. A produção global de leite está aumentando em 5% ao ano, enquanto a demanda está crescendo apenas 2%, de acordo com a unidade da Arla Foods do Reino Unido.
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A produção de leite do Rio Grande do Sul nos últimos dez anos (2004/2014) cresceu quase o dobro da brasileira: 103,39% contra 56,72%. A produção gaúcha evoluiu de 2,36 bilhões de litros para 4,80 bilhões de litros, enquanto a brasileira aumentou de 23,50 bilhões de litros para 36,83 bilhões de litros entre 2004 e 2014. O RS é o segundo maior produtor do país, apenas atrás de Minas Gerais (9,54 bilhões de litros). Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O consumo per capita de leite no Brasil avançou de 123,9 litros, em 2000, para 178 litros, em 2014, conforme a Embrapa e Agripoint. Desde 2004 o crescimento do consumo é constante, sendo que o maior incremento ocorreu entre 2008 e 2009: de 142,5 litros por ano por pessoa para 154,5 litros. O Brasil está atrás dos vizinhos Uruguai (242 litros) e Argentina (203 litros), bem como dos Estados Unidos (257 litros) e Nova Zelândia (300 litros), por exemplo, em consumo per capita de leite.