Após adquirir a marca Nilza por R$ 7 milhões, em janeiro deste ano - como o MilkPoint informou aqui - a Goiasminas, dona da Italac, anunciou a volta ao mercado da antiga líder no mercado paulista de leite longa vida. Segundo comunicado enviado à imprensa, além dos leites integral, semidesnatado, desnatado e sem lactose, a empresa passa a comercializar também a linha de derivados e processados composta por creme de leite, leite condensado, leite em pó e bebida láctea sabor chocolate.
A empresa não informou qual será a estratégia de reposicionamento da Nilza no mercado, já que a marca dividirá as gôndolas dos supermercados com a própria Italac. A Goiasminas também não revelou os valores envolvidos na campanha, cujo slogan será "Chega de saudades: o sabor de Nilza está de volta". A Goiasminas espera resgatar a tradicional marca, cuja empresa, a Indústria e Alimentos Nilza, faliu e teve parte dos bens leiloados judicialmente.
Com a marca Nilza avaliada na época em R$ 5,2 milhões, a Goiasminas se propôs a pagar R$ 6,05 milhões e, durante as negociações no leilão realizado em novembro do ano passado, ampliou a proposta para R$ 7 milhões. A venda foi autorizada pela Justiça em janeiro, com o pagamento de 30%, ou R$ 2,1 milhões, à vista e o restante em 24 parcelas. Além da marca, o único ativo leiloado com sucesso no pregão foi a unidade de Campo Belo (MG) da companhia, arrematada por R$ 9 milhões pela Novamix, dona da marca Quatá, que já arrendava a planta, onde também produz leite longa vida, creme de leite e achocolatado.
A Goiasminas é uma das maiores indústrias de laticínios do País, com oito unidades fabris nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia e Pará. A companhia processa leite de mais de 17.500 pecuaristas, tem capacidade de captação superior a 7 milhões de litros por dia, mas não informou se vai ampliar a produção por causa da marca Nilza. A empresa atinge uma rede de 20 mil pontos de vendas entre varejistas, atacadistas e distribuidores.
As informações são da Revista Globo Rural.
Se no Rio Grande do Sul a decisão sobre a retirada da vacina ainda está longe de ser tomada, no Paraná a auditoria de técnicos do Ministério da Agricultura já está em andamento. Com um rebanho de 9,1 milhões de cabeças, o Estado irá passar por um “pente fino” antes de formalizar o avanço do status sanitário à Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE). “Eles (técnicos do ministério) estão vindo aqui avaliar a condição do Paraná no controle da fiscalização do trânsito, na reforma dos nossos postos, fiscalização volante e recursos humanos”, explica o diretor da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Adriano Riesemberg. Uma segunda etapa da auditoria será feita em setembro. Se tudo correr bem, a estimativa do Paraná é de que até 2017 o Estado tenha em mãos o certificado de livre de aftosa sem vacinação.

