Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 19 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.394


CCGL investe na inovação agropecuária

Com 25 cooperativas associadas, mais de 170 mil produtores integrados e um faturamento que ultrapassou os R$ 2 bilhões em 2024, a CCGL (Cooperativa Central Gaúcha Ltda) se consolida como uma das maiores forças do cooperativismo agroindustrial do Sul do Brasil. Fundada em 1976, a cooperativa atua em diversas frentes — da industrialização do leite e operação logística portuária à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias aplicadas no campo, por meio da Rede Técnica Cooperativa (RTC).

À frente dessa engrenagem está Caio Vianna, engenheiro agrônomo, produtor rural, presidente da CCGL e da Cotrijuc, e referência em gestão cooperativa e agroindustrial no Brasil. Vianna tem conduzido a central em uma trajetória de modernização, crescimento sustentável e posicionamento estratégico dentro e fora do País. Ele é também um dos principais articuladores da 3ª Jornada Técnica da RTC, que acontece de 28 a 30 de maio, em Gramado (RS), e traz como tema "O futuro do agro já chegou. Vamos juntos?". O evento reunirá nomes como o Prêmio Nobel da Paz Rattan Lal e o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, para discutir inovação, sustentabilidade e produtividade com foco na força transformadora do cooperativismo.

Empresas & Negócios - Quantos cooperados fazem parte atualmente da CCGL e em quantos municípios a cooperativa está presente?

Caio Vianna - A CCGL completa meio século de história em 2026. São 25 cooperativas singulares associadas e mais de 170 mil produtores integrados, distribuídos em praticamente todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Nossa base é ampla e diversificada, o que fortalece o modelo de intercooperação. Ao longo das últimas décadas, a CCGL ampliou sua atuação, passando da industrialização de leite para a operação portuária — com os terminais Termasa e Tergrasa — e o desenvolvimento tecnológico por meio da RTC, com sede em Cruz Alta (RS). Essa estrutura permite atender de forma descentralizada e eficaz as demandas dos produtores em campo, conectando pesquisa, assistência técnica e gestão.

E&N - Qual foi o faturamento da cooperativa em 2024 e quais são as projeções para 2025?

Vianna - Alcançamos, em 2024, o maior faturamento da nossa história: uma receita bruta superior a R$ 2 bilhões. Esse resultado expressivo reflete uma gestão profissional, com foco em excelência e compromisso com o cooperado. Tivemos também recorde na distribuição de dividendos: foram R$ 14,4 milhões em 2024, referentes ao exercício anterior, e agora, em 2025, esse valor dobrou, chegando a R$ 28 milhões. Isso representa mais que números — é o retorno direto para quem está na base, incentivando novos investimentos e reforçando o vínculo entre a produção e a cooperativa. Nossa expectativa para 2025 é manter esse crescimento sustentável, com base na eficiência operacional e no fortalecimento das cadeias produtivas.

E&N - A CCGL tem planos de expansão? Há novos investimentos em infraestrutura, tecnologia ou ampliação da base de cooperados?

Vianna - Sim, e com intensidade. Entendemos que para seguir competitivo é preciso inovar continuamente. Um dos projetos mais relevantes é o SmartCoop, plataforma desenvolvida pela FecoAgro/RS, que revoluciona o acompanhamento técnico das lavouras. Ela reúne dados agronômicos, clima, manejo e gestão em tempo real, integrando cooperativas, técnicos e produtores. No campo da infraestrutura, estamos investindo R$ 550 milhões na reconstrução do terminal Termasa, no Porto de Rio Grande, que sofreu grandes danos nas enchentes de 2024. A planta de leite em Cruz Alta, com capacidade para processar 3,4 milhões de litros por dia, é uma das mais modernas da América Latina e ainda tem margem para crescimento. Também estamos expandindo nossa presença internacional, com exportações para América Latina, África e Ásia — e a China entrou recentemente nesse mapa.

E&N - A CCGL vem promovendo um projeto para reforçar o sentimento de pertencimento dos cooperados. Como essa estratégia tem impactado o engajamento e os resultados da cooperativa?

Vianna - Em abril de 2025, lançamos o projeto "Aqui, o produtor é dono", uma websérie que apresenta histórias reais dos nossos cooperados. A proposta é valorizar quem faz o dia a dia da cooperativa, mostrar que, de fato, são os produtores que movem essa engrenagem. O engajamento nas redes tem sido muito positivo, mas, mais do que visibilidade, isso fortalece a identidade e o pertencimento. O produtor que se sente dono participa mais, compartilha decisões e investe com mais segurança. Essa relação de confiança e transparência é a base do nosso modelo de gestão.

E&N - Como a CCGL avalia o atual cenário do cooperativismo agropecuário no Rio Grande do Sul e no Brasil?

Vianna - O Rio Grande do Sul é o berço do cooperativismo brasileiro e isso nos dá uma responsabilidade histórica. Apesar dos desafios recentes, especialmente climáticos, o modelo cooperativista tem mostrado resiliência e capacidade de adaptação. A CCGL é um exemplo disso: nos reinventamos, incorporamos tecnologia, aumentamos a eficiência e continuamos entregando valor ao produtor. O cooperativismo é, antes de tudo, um modelo de desenvolvimento coletivo. E isso tem muito valor num cenário que exige sustentabilidade, inclusão e inovação.

E&N - Na prática, o que muda para um produtor ao se tornar um cooperado? Quais são os principais benefícios?

Vianna - A principal mudança é sair do isolamento. O cooperado tem acesso a assistência técnica, tecnologia de ponta, crédito, comercialização estruturada e, sobretudo, à força do coletivo. No caso do leite, isso é ainda mais visível: os preços pagos são justos e transparentes, baseados em parâmetros técnicos e de mercado. E o resultado da operação retorna para ele, como sócio. Além disso, ele participa das decisões. Isso dá previsibilidade, reduz riscos e cria um ambiente mais saudável para investir e crescer.

E&N - O modelo cooperativo segue sendo competitivo frente a outros modelos de negócio no agro?

Vianna - Sem dúvida. Hoje, as cooperativas são administradas com o mesmo nível de profissionalismo das grandes empresas privadas, mas com uma grande diferença: o foco está no associado. A governança é sólida, os resultados são compartilhados e a visão de longo prazo é parte da cultura. Além disso, o modelo tem como base a educação, a inovação e o desenvolvimento local. Isso torna o cooperativismo não só competitivo, mas estratégico para o futuro do agro.

E&N - A Jornada Técnica da RTC deveria ter ocorrido em 2023, mas foi adiada pela enchente. Como a CCGL lidou com os impactos daquele evento?

Vianna - Foi uma decisão difícil, mas necessária. A Jornada já estava com as inscrições quase esgotadas quando o Estado foi duramente atingido pelas enchentes. Cancelamos imediatamente, em solidariedade aos produtores e comunidades afetadas. Assumimos o compromisso de atuar na linha de frente do apoio humanitário, com doações de leite em pó, água potável, mantimentos e logística para atender as regiões isoladas. E mesmo em áreas com acesso comprometido, mantivemos a coleta de leite — porque o compromisso com o produtor é diário. Essa resposta rápida só foi possível porque temos uma base cooperativa forte e organizada.

E&N - O evento traz nomes de peso como o Prêmio Nobel da Paz Rattan Lal e o ex-ministro Roberto Rodrigues. O que a CCGL busca ao trazer esse tipo de debate ao setor agropecuário?

Vianna - A Jornada Técnica da RTC é muito mais que um encontro técnico. É um espaço de provocação e construção de futuro. Trazer nomes como Rattan Lal, referência mundial em solos e sustentabilidade, e Roberto Rodrigues, um ícone do agro brasileiro, mostra que queremos pensar o agro além da porteira. Nossa intenção é conectar os produtores com as grandes tendências globais — agricultura regenerativa, inovação digital, segurança alimentar. O cooperativismo tem um papel-chave nisso. É com conhecimento, cooperação e visão de longo prazo que vamos garantir um futuro sustentável para o campo e para a sociedade. (Jornal do Comércio)


Santa Clara cresce com a diversificação de negócios

Uma forma de queijo de 15 quilos e uma manteiga de dois quilos foram o resultado do processamento de 152,8 litros de leite recebidos de 32 produtores no primeiro dia de funcionamento, em 1912, da atual Cooperativa Santa Clara, com sede em Carlos Barbosa. Dentre os 32 fundadores, 18 tinham sobrenomes italianos. Um ano antes, 17 agricultores haviam criado a Latteria Santa Chiara para onde destinavam as sobras de leite da produção própria. "Este grupo proveniente da Itália já conhecia o cooperativismo e a importância do trabalho integrado. Isto foi essencial para o êxito do negócio", destaca Alexandre Guerra, diretor administrativo e financeiro.

Denominada inicialmente como Cooperativa de Laticínios União Colonial, a Santa Clara, que ganhou este nome em 1977, tem 4,8 mil famílias associadas. Nas três plantas industriais a capacidade de processamento anual é de 25 milhões de litros de leite, coletados em 153 municípios gaúchos. A operação, com unidades em Carlos Barbosa, Casca e Getúlio Vargas, responde por 53% do faturamento. Ainda tem dois frigoríficos de suínos, cozinha industrial, 30 unidades varejistas, dentre supermercados e lojas agropecuárias, duas fábricas de rações e sete centrais de distribuição em vários estados. No total, são 73 unidades de negócios e 2.679 funcionários.

Foto: Cooperativa Santa Clara/Divulgação/JC

A partir de 1975, na busca pela diversificação e ampliação de áreas de atuação, a Santa Clara iniciou um processo de incorporação de outras cooperativas. As primeiras, com foco em leite e trigo, eram de Carlos Barbosa. As seguintes estavam localizadas em Veranópolis, Cotiporã, Paraí, Casca e São Vendelino.

O mais recente movimento envolveu a compra de frigorífico em Vila Lângaro, com capacidade para o abate de 600 suínos por dia. Com a aquisição, a Santa Clara amplia a presença no setor, somando dois frigoríficos e sete suinoculturas: uma em Carlos Barbosa, uma no Alto Jacuí e cinco no Alto Uruguai. De acordo com Guerra, a cooperativa tem como regra em seu planejamento estratégico investir em torno de R$ 30 milhões anuais, sendo dois terços próprios, em melhorias de processos produtivos, varejo, ampliação, modernização e desenvolvimento de novos produtos.

A região Sul e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso são os principais mercados consumidores dos produtos da Santa Clara, que têm no varejo, compreendendo supermercados, padarias e outros, o principal canal de venda. Hotéis, restaurantes e lojas especializadas também são abastecidos. No total, são mais de 22 mil clientes ativos.

O portfólio tem mais de quase 400 produtos entre laticínios, frigorífico, doces e sucos, dos quais em torno de 50 tipos de queijos. Guerra recorda que, em 1909, o imigrante e associado Fausto Breda voltou à Itália para aprender a fazer queijo. De lá trouxe a receita para um queijo colonial, ainda parte do portfólio atual.

Guerra salienta que a Santa Clara é a mais antiga cooperativa do segmento lácteo em atividades no Brasil e a segunda maior em captação de leite no estado. Como ações pioneiras no setor e no mercado cita a técnica de adoção da inseminação artificial, pagamento do leite pela qualidade e não só pelo volume, certificação ISO 9000, elaboração do primeiro queijo com microrganismos probióticos e o uso de ordenha automatizada por um associado seu.

A cooperativa tem trabalhado a responsabilidade social por meio do projeto social Plantando o Bem, com palestras, peças teatrais, encontros e concursos em escolas sobre ecologia, sustentabilidade e alimentação saudável, além de colaborar com o Banco de Alimentos de Porto Alegre. Em termos ambientais tem como meta reduzir em 30% a emissão dos gases estufa até 2030, além de investir em energia fotovoltaica. Uniformes de trabalhadores recolhidos após determinado tempo de uso são transformados em cobertores e doados a entidades assistenciais. (Jornal do Comércio)

Milk Pro Future

Uma viagem imersiva ao futuro do leite, com inovação, sustentabilidade e propósito.. Tudo isso presente em cada estação dessa jornada transformadora que foi o Milk Pro Summit

Nos dias 15 e 16 de maio eu e pouco mais de 400 jovens — de todas as idades — deixamos o presente para viver uma experiência inédita: fomos visitar o futuro. Ou melhor, alguns futuros prováveis.

Laura Gastaldi, Torsten Hemme, Valter Galan e Rafael Junqueira nos receberam na primeira estação do futuro. Disseram que o mundo do leite brasileiro mudou. Lá no futuro, há menos empresas, menos produtores, mas mais produção. Isso aconteceu por meio de duas palavrinhas: eficiência e produtividade. A produção por hectare, por mão de obra e por vaca aumentou. E, mais que isso, nos tornamos mais competitivos também pela forma como enfrentamos os desafios ambientais, sociais e de governança.

Mas como chegamos a esse novo patamar? As respostas estavam nos futuros prováveis que visitaríamos em cada estação da viagem...

Na estação seguinte, conhecemos a vaca do futuro. Francisco Rodriguez nos apresentou a vaca tropical: uma versão geneticamente evoluída, com menor impacto ambiental. Rogério Carvalho Souza mostrou como intervir no segundo cérebro da vaca, o rúmen, para reduzir seu impacto e aumentar sua produtividade. E também como os sensores ajudarão cada vez mais a entender o comportamento e as reações desse ser complexo e inteligente que tanto amamos.

Nosso querido brasileiro que vive na Argentina, Cristian Chiavassa, nos ensinou a conversar com o ChatGPT e outras IAs, para que elas nos respondam realmente o que queremos saber. E colocou em xeque a forma atual de aprender. Precisamos saber um pouco sobre tudo, como hoje? Ou devemos descobrir o necessário conforme a necessidade de conhecimento surge?

Na estação seguinte, paramos para conhecer a fazenda do futuro. Marcos Epp demonstrou que buscar eficiência e produtividade dá retorno — com resultados que até a turma da Faria Lima precisa conhecer. José Garcia Pretto nos mostrou que a ordenhadeira do futuro pensa, sente e interage com a vaca, com o leite e com o produtor.

Maria Antonieta Guazelli e Ad van Velde — híbridos de produtores e líderes setoriais do futuro — mostraram que tudo o que vimos sobre a vaca e a fazenda do futuro era verdade. Mas era apenas a materialização do que já havia acontecido fora da porteira. O produtor do futuro cuida de seu negócio, mas também interage com outros produtores, participa da formulação de políticas públicas, da criação de leis e das regras do mercado. Ele se organiza institucionalmente. Afinal, o leite do futuro continua sendo um assunto de Estado. E, para atuar, é preciso cooperação. No futuro, uma andorinha ainda não faz verão... Lembrei-me desse ditado antigo — e ainda tão atual.

Na estação seguinte Diana Jank encontrou um jeito de tornar fácil o difícil. Fez como nossas mães e avós: contou historinhas simples, encantadoras, e nos guiou por diversos lugares do mundo do futuro, com paisagens lindas, vacas e pessoas felizes. Tudo natural, embalado em marcas.

Sim, as marcas do futuro não são mais produtos a serem comprados. São entidades com identidade! Cada uma tem sua trajetória, personalidade e propósito. Não são apenas consumidas — criam vínculos emocionais. Afinal, como já cantavam os Titãs há quarenta anos: "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte... a gente quer a vida!"

Depois, nos levaram a uma sala de cinema. Opa! A viagem no tempo incluiu um momento de diversão?

Visitamos um mundo sem vacas. Um mundo imaginário, não natural. Um mundo impossível. Afinal, Noé, em sua sabedoria, colocou vacas na Arca diante do dilúvio iminente.

Como Diana, o filme também contou historinhas — muitas! Com visões diferentes sobre esse ser mais parecido conosco do que imaginamos. Um ser sociável, que elege líderes, que é sensível e tem humor, que se comunica, reage ao que vive, sente amor e ódio, busca prazer e... pensa! Um ser que leva nove meses para se formar no ventre da mãe. Um ser complexo, que produz um alimento também complexo: o leite — sinônimo de vida.

O filme mostrou o valor da vaca para a vida humana, inclusive entre tribos primitivas que vivem hoje como há quatro mil anos. Visitamos o passado remoto e o presente, em diferentes regiões do mundo, compreendendo o que é esse ser em cada tempo e lugar. Também conhecemos a legítima visão vegana — sem filtros ou rancores. Jovens que cresceram com fraldas descartáveis, não recicláveis, mas são honestos e verdadeiros no que acreditam, baseando-se nas histórias que ouvem.

O filme também trouxe ciência. E aprendemos a fazer contas. Vaca é mesmo um animal de baixa conversão alimentar? Descobri que não. Saí convencido: o mundo precisa mais de vacas do que de humanos. Melhor, então, que estejamos juntos.

Fora da sala, além da Diana, estavam Michelle Michael e Brandon Whitworth — os produtores do filme. Uma raridade ouvir os criadores falando sobre a criatura. Fizeram um filme para quem não conhece vacas. Afinal, elas não estão em zoológicos nem safáris... O mundo urbano não sabe o que é uma vaca. E lá também estava Bruno Girão, talvez o executivo do setor lácteo que mais busca novas experiências em outros mundos terrenos.
Lembro bem quando, em 2016, no Interleite, lançamos o Ideas For Milk. Um silêncio geral. Senti que não me comuniquei bem. Ninguém entendeu. Eis que Bruno, da plateia, pede um microfone indisponível para dizer o quanto aquilo era importante. Foi o primeiro a entender o que viria com o Ideas For Milk. E ontem, contou como os veganos tentaram impedir a participação do IFC como sócio. Sem mágoas, sem rancores. Com reflexão.

Na estação seguinte, vimos soluções possíveis para as dores atuais. A primeira, da gestão, foi tratada por Alexandre Pedroso: como transformar a infinidade de dados gerados pelas fazendas em valor para a tomada de decisão? A segunda, sobre o mercado de carbono, foi abordada por Martha Baker e Laurent Micol: como alcançar o leite net zero e gerar receita com serviços ambientais?

A terceira dor: a desorganização das relações na frágil cadeia produtiva, foi tratada por Marcelo Carvalho. E a quarta: o capital escasso e caro — problema crescente numa atividade cada vez mais intensiva — foi debatida por Jacques Gontijo e Henrique Americano. Para mostrar que todas essas dores têm remédio, veio Diogo Vriesman, produtor do futuro, contar sua história vivida com a simplicidade dos sábios.

Durante a viagem no tempo, tivemos duas companhias inspiradoras. Uma foi Tamara Klink — que eu não conhecia, mas da qual virei fã instantâneo. Quero saber tudo o que pensa e faz. Eu, que me achava especialista em estratégia, agora a sigo. A outra foi Miguel Cavalcanti, que falou de gente, gente, gente. Conheci um novo Miguel. Em tempos de economia circular, encontrei um Miguel reciclado, regenerado — um Miguel do futuro. Quero me regenerar também, Miguel! Quero estar com você no futuro!

Ao longo dos meus quase 63 anos, vivi apenas três experiências que me fizeram não querer voltar para casa: Bonito (MS), Barcelona e... a viagem futurista do Milk Pro Summit. Saí de lá impactado. Queria escrever uma crônica. Não consegui — ficou um diário de bordo. Sem contar as conversas nos intervalos com os passageiros. Cada uma, uma aula. Falei pouco para aprender muito. E ainda não sei bem o que aprendi.

Mas ficou na mente a frase arrebatadora da jovem-madura Diana: “Se pensarmos apenas em mercado de nicho, orgânico, regenerativo e com alto valor agregado, a gente não alimenta o mundo. Mas, se pensarmos apenas em eficiência, não alimentamos a alma.”
Parabéns, Marcelo, pela coragem de ser disruptivo. Parabéns a esse time jovem e competente do MilkPoint. Parabéns às empresas que apostaram nesse projeto único: Alltech, De Laval, MSD, Alvoar, Italac, Lactalis, Piracanjuba, Porto Alegre e Verde Campo. Parabéns à Frísia, à Abraleite, ao Sindilat/RS e ao Sindileite/SP.

Agora que conhecemos os futuros prováveis, cada viajante está comprometido em ajudar a construí-los, com as lições que trouxe da viagem. O tempo dirá se seremos bem-sucedidos. (Paulo do Carmo Martins para Milkpoint)


Jogo Rápido
FENASUL EXPOLEITE:  Evento atraiu 150 mil visitantes
A edição 2025 da Fenasul Expoleite foi encerrada ontem, em Esteio, sob o brilho dos campeões da pista do Parque de Exposições Assis Brasil, mas também com dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais. A mais recente está relacionada à confirmação de foco de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro. A ocorrência da patologia acarretou a retirada antecipada, por medida de segurança sanitária, das aves ornamentais que participavam do evento. A ausência, entretanto, não reduziu o entusiasmo dos visitantes com a feira de outono, que atraiu, de acordo com os organizadores, 150 mil visitantes nos cinco dias de realização. Representando o governo do Estado, o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, afirmou que a Fenasul Expoleite se consolida como o grande evento agropecuário do primeiro semestre no Rio Grande do Sul. (Correio do Povo)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.393


Sindilat/RS transforma produção do concurso leiteiro em gesto solidário

O tradicional banho de leite, além de celebrar os vencedores do Concurso Leiteiro na Fenasul Expoleite 2025, também foi marcado por um gesto de solidariedade. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) destinou 1.020 litros de leite — volume equivalente à produção registrada durante o concurso — para a Prefeitura Municipal de Esteio, que fará a distribuição entre entidades de assistência social do município.

“Com este gesto, reafirmamos o compromisso da indústria láctea gaúcha com a retomada da produção neste período desafiador, reforçando nossa responsabilidade social e o papel do setor na reconstrução da economia local”, destacou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella. O dirigente participou da cerimônia ao lado dos produtores premiados, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Foto: Isabele Klein
Texto: Jardine Comunicação


Milk Pro Summit: o futuro da pecuária leiteira 

Mais de 430 pessoas — entre os maiores produtores do país, líderes do agro e especialistas internacionais — estiveram reunidas nos dias 15 e 16 de maio no Resort Bourbon, em Atibaia (SP), para a primeira edição do Milk Pro Summit.

No primeiro dia, logo pela manhã, o evento deixou claro por que já é considerado o novo centro da inovação e eficiência leiteira. O Painel 1 reuniu gigantes do setor para discutir as tendências que estão moldando o mercado global: Torsten Hemme, referência mundial em lácteos, Alejandro Galetto, especialista em economia agrária, Laura Gastaldi, com longa trajetória no INTA argentino, Valter Galan, diretor da MilkPoint Ventures, e Rafael Junqueira, diretor da Lactalis Brasil & Uruguai, trouxeram dados estratégicos sobre as principais transformações da cadeia láctea

A manhã ainda contou com uma participação virtual de Tamara Klink — navegadora, escritora e Forbes Under 30 — que falou sobre coragem, propósito e reinvenção diante de desafios.

Durante os intervalos e nos momentos de interação ainda aconteceram conexões estratégicas, troca de experiências e insights valiosos entre os principais nomes do setor
À tarde, os Painéis 2 e 3 assumem o palco, com foco na inovação, digitalização e inteligência artificial aplicada à produção leiteira e na visão afiada de três produtores globais que transformaram gestão, estratégia e mentalidade em resultados de alto impacto.

O Milk Pro Summit já se firma como um dos principais fóruns estratégicos do leite no Brasil, onde tecnologia, inovação, gestão e liderança se encontram com as experiências reais de quem está na linha de frente da produção em um ambiente de networking intenso. (Milkpoint editado pelo Sindilat)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1867 de 15 de maio de 2025

BOVINOCULTURA DE LEITE

As chuvas do período devem melhorar significativamente a produção de leite, considerando a evolução no desenvolvimento das pastagens de aveia e azevém já estabelecidas em razão do restabelecimento da umidade no solo e da possibilidade de aplicação de fertilizantes. Além disso, há expectativa de retomada da semeadura das pastagens de inverno, que estavam atrasadas devido à estiagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a reserva de silagem dos produtores que investiram mais em volumoso foi severamente comprometida pela escassez de chuvas no primeiro trimestre do ano, gerando maior dependência de suplementação com ração. 

Na de Caxias do Sul, a condição corporal dos bovinos leiteiros se manteve satisfatória, sem restrições alimentares significativas durante o período. 

Na de Frederico Westphalen, o retorno das chuvas e as temperaturas mais amenas estimularam o rebrote e o desenvolvimento das forrageiras, além de proporcionar melhor conforto térmico aos animais. 

Na de Ijuí, a produção de leite se mantém estável, e já há sinais de aumento no volume ordenhado. A sanidade dos rebanhos é considerada adequada. Há baixa incidência de carrapatos. 

Na de Passo Fundo, a produção leiteira está estável, assim como o escore corporal dos animais.

Na de Porto Alegre, segue o controle de carrapatos. Continuam as infestações de bernes e moscas. Os agricultores estão em fase de realização da declaração anual do rebanho aos órgãos oficiais. 

Na de Santa Maria, o tempo mais ameno tem beneficiado o conforto térmico dos animais. Entretanto, há pouca disponibilidade de pastagem em decorrência da escassez de chuvas durante o outono, mas essa situação começa a se reverter com as precipitações mais intensas do período. 

Já na de Santa Rosa, observa-se uma tendência de aumento na produção de leite em relação à semana anterior. As condições climáticas elevaram o conforto dos animais, incentivando o consumo de alimentos conservados e resultando em maior produção diária nas propriedades. 

Por fim, na de Soledade, os rebanhos leiteiros continuam sendo alimentados com ração e alto volume de silagem, além de outros volumosos, buscando garantir uma dieta equilibrada para a manutenção da produtividade. (Emater adaptado pelo Sindilat)

 

Jogo Rápido
Impacto do pasto na qualidade do leite em tempos de seca
Uma pesquisa publicada na edição de maio de 2025 do Journal of Dairy Science revela os impactos da crise climática na produção de leite e queijo, e aponta estratégias eficazes para reduzir esses efeitos. O estudo, liderado por Matthieu Bouchon e desenvolvido por pesquisadores do INRAE, da Universidade Clermont Auvergne, da AgroParisTech e da Universidade Claude Bernard Lyon 1, analisou como a escassez de pastagem durante as secas de verão — cada vez mais frequentes — afeta o desempenho dos animais e a qualidade dos produtos lácteos. O experimento foi realizado na região do Maciço Central, na França, uma área semi-montanhosa frequentemente afetada por estiagens. Ao longo de 19 semanas, os pesquisadores acompanharam 40 vacas leiteiras das raças Prim’Holstein e Montbéliarde, divididas em quatro grupos com dietas distintas: dois com alimentação baseada principalmente em pasto e dois com silagem de milho, sendo que metade de cada sistema passou por uma simulação de escassez de forragem, como ocorre em períodos de seca severa. Os resultados mostram que reduzir parcialmente o pasto no sistema tradicional de pastagens não compromete a produção de leite, melhora a eficiência alimentar e reduz a emissão de metano por litro de leite. Além disso, o leite e o queijo produzidos nesse sistema apresentaram melhor qualidade sensorial: queijos mais amarelos, macios e com sabor mais pronunciado — características valorizadas pelo consumidor. Já a retirada completa do pasto no sistema baseado em milho manteve a produção de leite, mas reduziu a eficiência alimentar e piorou a qualidade do queijo, que ficou mais pálido, menos saboroso e com menor presença de microrganismos benéficos. Os autores concluem que, frente à intensificação das mudanças climáticas, é essencial adotar estratégias de adaptação nos sistemas de produção leiteira. Manter o acesso ao pasto, mesmo que parcial, mostrou-se crucial para preservar a qualidade do leite e do queijo, além de contribuir para um sistema mais eficiente e ambientalmente sustentável. Complementar a alimentação de vacas com forragens conservadas, sem abandonar totalmente o pasto, pode ser a chave para enfrentar os desafios climáticos que já impactam o campo. As informações são do Journal of Dairy Science, traduzidas pela equipe MilkPoint


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.392


Sindilat/RS acompanha o MilkPro Summit 2025 no debate de inovações para o setor lácteo

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) acompanha o MilkPro Summit 2025, um dos principais eventos da cadeia láctea nacional, com a participação do secretário-executivo, Darlan Palharini. 


Créditos da imagem: Darlan Palharini

A programação do MilkPro Summit 2025 está distribuída em seis painéis temáticos com assuntos estratégicos para o setor, como as tendências globais de produção e consumo de leite, a aplicação da inovação, digitalização e inteligência artificial na pecuária leiteira, estratégias de negócios e liderança, além de temas essenciais como a comunicação com o consumidor e a visão de mercado de produtores globais. 

“É fundamental que o Rio Grande do Sul esteja presente nesses espaços de diálogo e construção de conhecimento, reforçando nosso compromisso com a inovação e o fortalecimento da cadeia leiteira gaúcha”, destaca Darlan Palharini. O encontro acontece nos dias 15 e 16 de maio, no Bourbon Resort, em Atibaia (SP), reunindo especialistas e investidores no debate do futuro da produção leiteira no Brasil e no mundo.

Mediante uma parceria, associados do Sindilat/RS garantiram condição especial para participar do evento que, além dos painéis temáticos, proporciona oportunidades de networking e troca de experiências.

Informações: Sindilat/RS e Milkpoint


Concurso Leiteiro na Fenasul Expoleite valoriza trabalho do criador

A Fenasul Expoleite 2025 contará novamente com uma das suas maiores atrações, que é o Concurso Leiteiro, etapa obrigatória do Circuito Exceleite. De hoje (14/05) a domingo (18/05), o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, deverá receber cerca de 150 exemplares da raça holandesa. A feira mantém o foco no setor leiteiro, com julgamentos de alta qualidade e concursos que valorizam o trabalho dos criadores. A programação também conta com outras atividades como palestras voltadas à formação de jovens e profissionais técnicos agropecuários e a presença da agricultura familiar, oferecendo produtos locais diretamente ao consumidor.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, destaca que o Concurso Leiteiro é um dos momentos mais importantes do evento juntamente com o julgamento morfológico da raça. As vacas campeãs, tanto na categoria Jovem quanto na Adulta, serão as que produzirão mais leite. A raça holandesa estará sujeita a cinco ordenhas, com intervalo de 8 horas, as duas maiores marcas serão descartadas. Os animais serão classificados pela ordem de maior soma do peso das ordenhas válidas.

Tang coloca que a feira acontece quando o clima está um pouco mais ameno e passa a ficar mais interessante para as vacas altamente produtivas. “Por isso esperamos realmente cifras interessantes de leite produzido e um bom número de vacas participantes. E com a Fenasul Expoleite como etapa obrigatória do nosso Exceleite, estamos com uma boa expectativa e convidamos a todos a estarem no Parque de Esteio em maio”, finaliza.

O tradicional banho de leite da raça holandesa ocorre amanhã (15/05), a partir das 17h.
 
A Fenasul Expoleite é uma promoção da Gadolando e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com co-promoção da Prefeitura Municipal de Esteio, Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag), e apoio de outras entidades. (SEAPI)

Grupo Piracanjuba apresenta collab entre Piracanjuba e Milky Moo na Apas Show 2025

Bebidas com 15g de proteínas, nos sabores mais vendidos da marca de milkshake, além da versão Pirakids sabor Chicletin, são algumas das inovações apresentadas no evento. Lista de lançamentos inclui a linha Zquad, voltada ao público a partir dos 10 anos, novos produtos Piracanjuba e Emana, além do redesign visual de LeitBom.

O Grupo Piracanjuba apresenta uma série de novidades na Apas Show 2025. Exemplos são as bebidas com 15g de proteínas nos sabores Pandora e Mimosa, e a versão Pirakids Chicletin, desenvolvidas a partir de uma collab entre Piracanjuba e Milky Moo.

Na lista de destaques também está a primeira linha com 10g de proteínas criada especialmente para o público a partir dos 10 anos, a Zquad, nas opções Berry Beat, Choco Loud e Vita Hit, além do Leite UHT Semidesnatado Piracanjuba+Protein Zero Lactose, com 10g de proteína por porção; o sabor Caramel Coffee, de Emana Protein, com 23g de proteínas; o novo posicionamento e redesign visual de LeitBom e o lançamento de uma categoria premium de lácteos: Piracanjuba Seleção.

As novidades estarão à mostra no estande do Grupo, com possibilidade de degustação durante os quatro dias do evento, que ocorre de 12 a 15 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). No espaço, além dos lançamentos e principais destaques de cada marca da companhia, os visitantes poderão conhecer detalhes da história da Piracanjuba, que completa 70 anos em 28 de julho deste ano. A celebração das sete décadas também inspirou o conceito do ambiente.

“Nosso estande foi projetado para além de ressaltar as conquistas até aqui, evidenciar nosso olhar para o futuro, apresentando inovações tanto em produtos da Piracanjuba, quanto de outras marcas da empresa”, destaca a diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos.

Essa é a 17ª participação da companhia na Apas, evento considerado o maior de alimentos e bebidas das Américas. “Mais que uma excelente vitrine para apresentar as novidades em produtos e marcas, a feira oferece uma oportunidade estratégica para ampliarmos o relacionamento com parceiros de todo o país, com a proximidade, o cuidado e o afeto que nos são característicos. Entendemos que reforçar esses laços são essenciais para nossa estratégia de criar o futuro da alimentação todos os dias”, ressalta Lisiane.

Os visitantes que comparecerem ao estande também poderão conferir toda a linha de refrigerados Piracanjuba, bem como o portfólio completo LeitBom, dos leites UHT Ninho e Molico, e a linha Almond Breeze, com bebidas vegetais e creme vegetal. “Todo o mix de produtos do Grupo Piracanjuba, que é composto por mais de 200 opções, estará exposto para que o público possa conhecer, degustar e se surpreender ainda mais com a nossa qualidade e diversidade”, finaliza a diretora.

Novidades Piracanjuba

Piracanjuba + Milky Moo: bebida com 15g de proteínas

Desenvolvida em parceira com a Milky Moo, empresa criada há cinco anos e que já possui 642 lojas de milkshakes no Brasil, a nova bebida proteica traz os dois sabores campeões de venda da marca, Pandora (chocolate com avelã e brigadeiro branco) e Mimosa (brigadeiro branco com morango), numa versão pronta para beber, com 15g de proteínas, sem açúcar adicionado, zero lactose, em embalagem de 250 ml, prática para ser consumida em qualquer ocasião.

Piracanjuba Pirakids + Milky Moo Chicletin

Primeira collab de Pirakids, também com a Milky Moo, a bebida com sabor Chicletin – um dos mais queridos da marca - é voltada para o público infantil, com idade a partir dos 5 anos. Está disponível em embalagem de 200 ml.

Piracanjuba Zquad - 10g de proteínas
Bebida pronta para beber, pensada especialmente para atender o público a partir dos 10 anos, que está em desenvolvimento e em constante movimento. A novidade marca a entrada da Piracanjuba nesse segmento e está disponível em três versões: Berry Beat, Choco Loud e Vita Hit, todos com 10g de proteína por porção, em embalagem prática de 250 ml, formulados para atender quem busca energia para viver tudo.

Piracanjuba + Protein Zero Lactose, leite UHT Semidesnatado - 10g de proteínas
Leite semidesnatado, zero lactose, com 10g de proteínas. A novidade oferece 50% a mais de proteína e 33% mais cálcio que a versão tradicional. É uma opção prática para pessoas com intolerância à lactose, que buscam maior aporte proteico nas refeições do dia a dia.

Piracanjuba Seleção
Piracanjuba Seleção é uma linha premium, composta, inicialmente, por Queijo Parmesão com 12 meses de maturação, Creme de Leite Gourmet, Creme de Leite Bate Chantilly, Manteiga com Flor de Sal, Queijo Reino e Queijo Parmesão Cilindro. Cada produto foi cuidadosamente escolhido para oferecer a mais alta qualidade da marca.

Piracanjuba Parmesão
Todo o sabor do Queijo Parmesão Piracanjuba que já era disponibilizado na versão fracionada, agora disponível em embalagem termoformada, mais atraente e prática para o consumidor.

Lançamento Emana
Emana Caramel Coffee 23g de proteínas
Com o sabor Caramel Coffee, a nova bebida proteica da Emana, marca de suplementos e bem-estar do Grupo Piracanjuba, oferece 23g de proteína por porção. O produto é zero lactose, adoçado com stevia e está disponível em embalagem de 250ml.

Novidade LeitBom
Novo posicionamento e redesign visual
LeitBom apresenta em primeira mão na Apas o novo propósito “O bom de todo dia” e seu redesign visual, que poderá ser visto nas peças de comunicação e embalagens do portfólio. A evolução visa agregar mais valor à marca e reflete a relação de proximidade com os consumidores de várias regiões do país. No centro do reposicionamento está a essência da LeitBom, como ser presente na rotina, conectar sabor e afeto, ser acessível, constante e estar sempre à mesa. (PIRACANJUBA)


Jogo Rápido
Impacto do pasto na qualidade do leite em tempos de seca
Uma pesquisa publicada na edição de maio de 2025 do Journal of Dairy Science revela os impactos da crise climática na produção de leite e queijo, e aponta estratégias eficazes para reduzir esses efeitos. O estudo, liderado por Matthieu Bouchon e desenvolvido por pesquisadores do INRAE, da Universidade Clermont Auvergne, da AgroParisTech e da Universidade Claude Bernard Lyon 1, analisou como a escassez de pastagem durante as secas de verão — cada vez mais frequentes — afeta o desempenho dos animais e a qualidade dos produtos lácteos. O experimento foi realizado na região do Maciço Central, na França, uma área semi-montanhosa frequentemente afetada por estiagens. Ao longo de 19 semanas, os pesquisadores acompanharam 40 vacas leiteiras das raças Prim’Holstein e Montbéliarde, divididas em quatro grupos com dietas distintas: dois com alimentação baseada principalmente em pasto e dois com silagem de milho, sendo que metade de cada sistema passou por uma simulação de escassez de forragem, como ocorre em períodos de seca severa. Os resultados mostram que reduzir parcialmente o pasto no sistema tradicional de pastagens não compromete a produção de leite, melhora a eficiência alimentar e reduz a emissão de metano por litro de leite. Além disso, o leite e o queijo produzidos nesse sistema apresentaram melhor qualidade sensorial: queijos mais amarelos, macios e com sabor mais pronunciado — características valorizadas pelo consumidor. Já a retirada completa do pasto no sistema baseado em milho manteve a produção de leite, mas reduziu a eficiência alimentar e piorou a qualidade do queijo, que ficou mais pálido, menos saboroso e com menor presença de microrganismos benéficos. Os autores concluem que, frente à intensificação das mudanças climáticas, é essencial adotar estratégias de adaptação nos sistemas de produção leiteira. Manter o acesso ao pasto, mesmo que parcial, mostrou-se crucial para preservar a qualidade do leite e do queijo, além de contribuir para um sistema mais eficiente e ambientalmente sustentável. Complementar a alimentação de vacas com forragens conservadas, sem abandonar totalmente o pasto, pode ser a chave para enfrentar os desafios climáticos que já impactam o campo. As informações são do Journal of Dairy Science, traduzidas pela equipe MilkPoint


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 14 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.391


Dados preliminares do IBGE indicam crescimento da captação de leite no primeiro trimestre

Captação formal de leite no Brasil tem alta de 4,3% na média diária frente a 2024, segundo dados preliminares do IBGE. Confira!

Segundo dados preliminares da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE, a captação formal de leite no Brasil totalizou 6,48 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2025. O volume representa um crescimento de 4,3% na captação média diária em relação ao mesmo período de 2024.

Vale destacar que 2024 foi ano bissexto, o que significa que fevereiro teve um dia a mais. Com isso, ao considerarmos o volume total captado, o aumento em relação ao primeiro trimestre de 2024 foi de 3,1%.

Esse é o maior volume registrado para um primeiro trimestre nos últimos quatro anos. Na série histórica iniciada em 1997, o total captado no 1º trimestre de 2025 ficou abaixo apenas do registrado no mesmo período de 2021.

Desempenho mensal

Tabela 1. Captação total mensal de leite no Brasil (Prévia)

Tabela 2. Captação média diária de leite no Brasil (Prévia)

Fonte: IBGE - elaborado pelo MilkPoint Mercado

A continuidade do crescimento na captação de leite reflete uma conjuntura mais favorável para o produtor brasileiro, com melhora significativa da rentabilidade nos últimos trimestres. O indicador Receita Menos Custo da Alimentação (RMCA), por exemplo, alcançou seus maiores patamares no segundo semestre de 2024 e, até o momento, segue acima da média histórica.

Gráfico 2. Receita Menos Custo da Alimentação (RMCA)

Dados deflacionados pelo IGP-DI

Fonte: MilkPoint Mercado, a partir de dados do CEPEA e da SEAB/PR

Com a rentabilidade ainda em níveis positivos no início de 2025, a expectativa é que a produção brasileira de leite permaneça em trajetória de crescimento em relação a 2024.

(Observação: os dados apresentados referem-se à prévia divulgada pelo IBGE. A publicação definitiva, prevista para o próximo mês, poderá sofrer revisões.)

MILKPOINT


Embrapa lança curso online e gratuito "Produção de Leite de Qualidade na Agricultura Familiar"

Essa capacitação tem como objetivo capacitar técnicos de extensão rural e assistência técnica para oferecerem um atendimento mais eficiente e eficaz aos produtores familiares de leite. Com isso, os produtores poderão adotar tecnologias específicas às suas realidades locais, promovendo o aumento da produtividade agropecuária, a proteção ambiental, a melhoria das condições de trabalho e aumento da renda obtida pela sua propriedade.

Essa capacitação é resultado de uma parceria entre a Embrapa e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Atenção: Você terá acesso ao curso por 60 dias a partir da data de inscrição.

Mais informações: cnpgl.ead@embrapa.br

Informações gerais:
Espera-se que ao final do curso os participantes sejam capazes de:

● Reconhecer a importância econômica e social da atividade leiteira, bem como iniciar essa atividade e identificar os principais fatores que interferem na produção de leite

● Identificar o diagnóstico e planejamento da propriedade leiteira e identificar os registros importantes para o gerenciamento técnico e econômico e identificar o mercado e venda do leite

● Definir a seleção de raças leiteiras, cruzamentos adequados ao Semiárido, critérios na compra de animais, melhoramento genético e escolha de touros para acasalamento

● Escolher as forrageiras para pastejo e corte, preparo do solo, controle de plantas daninhas, plantio e manejo de pastagens, além de silagem de milho, sorgo e BRS Capiaçu

● Preparar o alimento concentrado, incluir opções de volumosos e concentrados para o Semiárido, considerando a qualidade e quantidade de água. 

● Ajustar a dieta dos animais por categoria, e saber usar concentrados prontos e/ou misturados na propriedade, bem como utilizar milho reidratado

● Identificar as principais doenças, saber como prevenir, identificar e controlá-las. Usar sempre um calendário de vacinação, bem como colher carrapato para teste de sensibilidade no seu controle e controlar as doenças parasitárias

● Aplicar as técnicas de reprodução, seja monta natural, inseminação artificial, além de métodos como IATF, transferência de embriões (TE) e fertilização in vitro (FIV), de acordo com a condição corporal do animal, para ajudar no manejo reprodutivo ficando atentos às principais doenças da reprodução

● Usar as diversas práticas, que podem auxiliar no manejo geral da propriedade leiteira

● Identificar na produção de leite os principais pontos que levam ao aumento de renda na propriedade familiar

Para ser considerado concluinte e emitir um certificado, é preciso obter 60% dos pontos no conjunto de atividades obrigatórias preencher a avaliação de satisfação e enquete inicial.

Informações gerais
● Módulo 1 - Dos primeiros passos à gestão eficiente na atividade leiteira
● Módulo 2 - Raças, cruzamentos e genética
● Módulo 3 - Características e recomendações de forrageiras para corte e pastejo
● Módulo 4 - Implantação, manejo e recuperação de pastagens
● Módulo 5 - Alimentação de bovinos de leite
● Módulo 6 - Sanidade animal e qualidade do leite
● Módulo 7 - Reprodução, cria de bezerras e boas práticas ambientais
● Materiais Complementares

● Encerramento

Investimento: Gratuito

Carga Horária: 30Horas

Público-alvo: Agentes e técnicos da Assistência Técnicos Extensão Rural que trabalham na agricultura familiar.

Tipo de capacitação: Com tutoria

Período de inscrição: Oferta contínua

Período de realização: 60 dias a contar da data de inscrição.

Unidade Gestora: Embrapa Gado de Leite

Unidades Parceiras: Embrapa Semiárido

Terra Viva
 

Grupo Piracanjuba anuncia 1ª fábrica no Nordeste, com aquisição da Natulact

Unidade está localizada em Sergipe e tem foco na produção de queijos e derivados

Goiânia, 14 de maio de 2025 - O Grupo Piracanjuba anuncia a aquisição da Santa Barbara Indústria e Comércio de Bens e Laticínios Ltda (Natulact), indústria de queijos e derivados, com mais de 30 anos de fundação, situada no município de Nossa Senhora da Glória, no Estado de Sergipe. Com a transação, a companhia goiana terá sua primeira unidade fabril na Região Nordeste, ampliando para oito o número de indústrias hoje em operação. As outras sete estão localizadas no Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. 

A aquisição da Natulact foi motivada pelo interesse do Grupo em ampliar sua cobertura de atuação nacional. Pesaram na decisão fatores como a sinergia entre as empresas e a posição geográfica estratégica da indústria, que está localizada em uma das maiores bacias leiteiras do Nordeste. 

“Será a primeira fábrica do Grupo Piracanjuba no Nordeste, reforçando a expansão da companhia na região, pois nos tornaremos mais competitivos”, destaca o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. 

A Natulact está instalada a cerca de 115 quilômetros da capital Aracaju, em um município com pouco mais de 41,2 mil habitantes, segundo Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No portfólio da marca estão queijos dos tipos muçarela, coalho, prato, minas frescal, além de manteiga, requeijão e soro de leite em pó. 

O foco inicial do Grupo será a manutenção da linha de queijos existentes, mantendo os demais itens. “Para o futuro, a expectativa é ampliar continuamente o portfólio e a capacidade produtiva da planta”, informa o presidente da companhia. 

Transição

O contrato de aquisição da Natulact prevê a totalidade de controle da indústria para o Grupo Piracanjuba. “De imediato, a produção começa com a marca Natulact e, gradualmente, passará a ser aplicada a marca Piracanjuba”, explica Luiz Claudio. 

A transação ainda irá passar pelas aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo é manter todos os empregos diretos gerados pela fábrica, hoje em torno de 260, a maioria em funções fabris, além dos fornecedores de leite, que serão visitados um a um.  

“Nosso intuito é que essa transição ocorra da forma mais harmônica possível para todos os colaboradores, fornecedores e comunidade. Queremos apresentar com detalhes as razões que fazem o Grupo Piracanjuba ter como propósito o cuidado que alimenta a vida, evidenciando o quão importante para nós é nutrir relações com as pessoas, a começar pelo nosso time de colaboradores e produtores de leite. Tudo isso, respeitando as especificidades locais. Estamos certos de que teremos muito a contribuir e aprender nesse processo, dando continuidade ao trabalho da Santa Barbara em prol do desenvolvimento socioeconômico e da cadeia láctea de Sergipe”, complementa o presidente. (Piracanjuba)

Jogo Rápido
Argentina: exportações de lácteos caem e consumo interno segue fraco
A evolução das exportações de lácteos na Argentina mostra de forma clara que eliminar impostos sobre exportações não é suficiente para impulsionar as vendas externas de qualquer produto. De acordo com dados divulgados pelo OCLA (Observatório da Cadeia Láctea Argentina), em março houve uma queda de 16,% no volume exportado e de 17,% no faturamento, aprofundando a retração registrada no primeiro trimestre do ano: queda de 8,5% na quantidade embarcada e de 7,6% na receita em dólares.A queda nas exportações em março ocorreu mesmo com o preço médio de exportação, em pesos, sendo 25,7% maior que em março de 2024. No entanto, esse aumento ficou bem abaixo da inflação de custos no setor. No mesmo período, o IPC Lácteos (preço ao consumidor) subiu 43,3%, o IPIM Lácteos (preço ao produtor) aumentou 49,5% e o preço médio pago aos produtores (SIGLeA) teve alta de 36,6%. Isso mostra que o setor exportador foi o que menos conseguiu repassar aumentos — reflexo da forte desvalorização cambial em termos reais. Em 2024, o setor lácteo argentino se beneficiou de um valor do dólar que permitia competir no mercado global e obter lucro com exportações. Mas esse cenário começou a se perder a partir do meio do ano passado. Desde o final do governo de Alberto Fernández, o setor deixou de pagar retenciones (impostos sobre exportações) para colocar seus produtos no mercado mundial. Isso foi impulsionado por medidas que melhorava o câmbio para exportação. Depois veio a desvalorização do peso no início da gestão de Javier Milei, o que impulsionou temporariamente as exportações, que chegaram a representar 34% da oferta total de leite em fevereiro. No entanto, com o passar dos meses, a inflação superou com folga a desvalorização, e assim como ocorreu em outros setores agropecuários — como a carne bovina —, o setor lácteo perdeu competitividade no mercado internacional. O OCLA explicou que, até novembro de 2023, as exportações de lácteos representavam 20% da produção total da Argentina. Com o impulso cambial, esse índice subiu para 33,2% em janeiro de 2024 e alcançou 38,6% em fevereiro. No entanto, a partir de março começou a cair: 29,4% em março, 22,0% em maio, 19,7% em junho, 19% em agosto e novas quedas em dezembro. Entre janeiro e março de 2025, as exportações até se mantiveram em um patamar elevado comparado à média histórica, mas ficaram abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2024. A esses problemas se soma a dificuldade de vender no mercado interno. Apesar do discurso do governo argentino de que eliminou os “piores impostos”, a inflação continua alta e os salários seguem perdendo poder de compra. “De 70% a 80% da produção precisa ser colocada no mercado interno, mas o poder aquisitivo está bastante deteriorado pela inflação, o que gerou uma queda de mais de 19% no consumo doméstico total nos três primeiros meses de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior”, alertou o OCLA. As informações são do Bichos de Campo, traduzidas pela equipe MilkPoint 


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 13 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.390


Empresa vai investir € 40 milhões em iogurtes

A principal aposta da Lactalis para dobrar seu faturamento até 2030 está na agregação de valor aos cerca de 2,7 bilhões de litros de leite captados por ano,reduzindo a participação de itens considerados commodities, como o leite UHT e o leite em pó. 

“Dentro do nosso portfólio existe uma parte de commodities muito grande,mas também possuímos produtos de valor agregado como iogurtes e queijos”, afirma o presidente da Lactalis nas Américas,Patrick Sauvageot. 

Segundo o executivo, hoje o consumo per capita de queijo e iogurte está entre cinco e seis quilos por habitante ao ano no Brasil, mas há potencial para dobrar essa demanda. De olho nisso,a empresa investirá €40 milhões para expandir sua produção de iogurtes em Araras (SP),operação adquirida da DPA Brasil. 

O valor está incluído nos R$2,7 bilhões aplicados desde que a empresa chegou ao país. O plano é aumentar em quase 50%a capacidade de produção da fábrica e triplicar a iogurtes naturais, compostos por apenas dois ingredientes: leite e fermento. Com isso,a ideia é atender a um nicho de mercado que também tem ganhado espaço no país: o clean label (ou “rótulo limpo”, na tradução em português, já que o produto não possui conservantes em sua formulação).“É uma categoria que tem crescido bastante, mas que exige um investimento pesado, pois o processo de produção precisa ser muito limpo”, observa o CEO da Lactalis no Brasil, Roosevelt Júnior. 

A Estratégia inclui ainda lançamento de sobremesas lácteas prontas,que se enquadram na categoria de iogurtes,mas com crescimento acima da média,de 14,3%. Por outro lado, a participação total desse segmento no mercado brasileiro é de 3% comparado a 20%na Europa, sinalizando potencial de aumento da demanda nos próximos anos, segundo o CEO da operação brasileira. De acordo com dados da Nielsen apresentados pela Lactalis ao Valor, o mercado brasileiro de iogurtes registrou seu primeiro crescimento em seis anos em 2024, com avanço de 8,6%em volume e de 16,3% em faturamento.

O resultado reflete o desempenho da própria companhia, que tem 40% desse mercado em volume e 46%em faturamento e registrou o dobro de crescimento no mesmo período. Já em relação às vendas de leite UHT e leite em pó,o'Brasil registrou queda de 0,7%e 14%em volume,respectivamente em 2024, mas com aumento do faturamento —o que pode ser lido como um efeito direto da inflação do período, segundo avaliação de Roosevelt Júnior. 

“O iogurte,pela inovação, pela novidade que conseguimos trazer em categorias relevantes, conseguimos fazer a categoria crescer. Mas para produtos básicos,onde está concentrado mais de 50% do consumo do leite,já começamos a ver a inflação portando e pressionando o tamanho da categoria”, conclui. (Valor Econômico) 


Importação de vacas selecionadas foi marco para implantação da queijaria

Outro marco importante na trajetória da RAR Agro & Indústria foi a largada do projeto para produção de queijos e laticínios. Em meados da década de 1990, Raul Randon, falecido em 2018, importou ventres americanos da raça holandesa e montou uma estrutura de ponta para produzir queijo tipo Grana, pela primeira vez fora da Itália.

De lá para cá, o salto foi grande. Nas quatro câmaras de maturação do complexo, repousam 44 mil formas de 40 quilos do queijo Gran Formaggio - uma joia da empresa -, equivalentes a cerca de R$ 100 milhões. São peças produzidas a partir do leite cru obtido das vacas que recebem uma dieta específica, para dar a coloração e o sabor certos ao produto, maturado por 12 e 18 meses.

"Nesse período, acomodadas em prateleiras de madeira para absorver a umidade das peças, as formas são viradas em intervalos rigorosamente controlados, a cada quatro, oito ou 12 dias, dependendo do tempo que já estão no processo. Ao final, pesando 35,5 quilos, em média, estão prontos para serem saboreados no mercado", finaliza o gerente de produção da Rar Gastronomia, Jiovani Foiatto. (Jornal do Comércio)

Bacias leiteiras brasileiras: fatos interessantes

Estudo da Embrapa mapeia as 15 bacias leiteiras do Brasil, responsáveis por 58,9% da produção de leite em 2023, destacando-se pelo crescimento e inovação. 

Estudo da Embrapa mapeou as regiões de maior concentração espacial de produção de leite do Brasil. Considerando municípios que produziram em 2023 mais que 50 litros de leite/ dia por quilômetro quadrado de área territorial e áreas municipais contíguas com produção de pelo menos 200 mil litros/ dia é possível identificar estas regiões que são nomeadas como as 15 bacias leiteiras do país (Figura 1).

Figura 1 - Bacias leiteiras brasileiras.

Fonte: Embrapa e IBGE (2025).

Esta metodologia desenvolvida pela Embrapa permite mapear com precisão as áreas de maior dinamismo da pecuária de leite brasileira. O total destas 15 bacias leiteiras produziu 57,1 milhões de litros/ dia ou 58,9% de produção brasileira em 2023 em uma área que ocupa apenas 5,1% do território nacional.

Além disso, são nestas áreas que a produção de leite cresceu no país nos últimos cinco anos (2018 a 2023), em um volume equivalente a 5,1 milhões de litros/ dia. Nas demais regiões, que representam 94,9% do território nacional, houve um declínio de 1,1 milhão de litros/ dia no mesmo período. Ainda que a produção de leite esteja de uma certa maneira presente em todo o território nacional, ela só cresce em uma fração diminuta do território, que são as 15 bacias leiteiras aqui identificadas.

Estas 15 bacias também são campeãs em produtividade no país: 3.574 litros/ vaca no ano de 2023 contra 2.259 litros/ vaca/ ano na média do Brasil como um todo.

A Bacia do Sul se destaca pela maior produção de leite no país em 2023. Foram 22,2 milhões de litros, seguida pela Bacia do Sudeste, 16,7 milhões de litros e pela Bacia do Nordeste, com 5,6 milhões de litros/ dia. A produção também é expressiva na Bacia de Goiás, 3,9 milhões de litros/ dia.

Figura 2 - Bacia Leiteira do Sul

Fonte: Embrapa e IBGE (2025).

No entanto, o maior acréscimo de produção observado entre 2018 e 2023 aconteceu na Bacia do Nordeste, com um aumento de 1,9 milhões de litros/ dia em apenas 5 anos.

Na segunda posição vem a Bacia do Sudeste, com aumento de 0,9 milhão de litros/ dia.

Figura 3 - Bacia do Nordeste

Fonte: Embrapa e IBGE (2025).

A maior produtividade por animal é observada na Bacia do Leste Paranaense. Nesta área, cada vaca produziu, em média, 6.285 litros/ ano em 2023. Na Bacia do Sudeste Paranaense esta produtividade alcançou 5.511 litros/ ano e na Bacia do Sul, 4.289 litros.

Figura 4 - Bacia do Leste Paranaense

Fonte: Embrapa e IBGE (2025).

Também na Bacia do Leste Paranaense foi observada a maior variação de produtividade em 5 anos: de 4.909 litros para 6.285. litros/ vaca/ ano entre 2018 e 2013, um incremento de 1.376 litros/vaca. A Bacia do Triângulo Mineiro também registrou expressivo aumento da produtividade neste período: 1.113 litros/ vaca/ ano, impulsionada por migração de inúmeras fazendas para sistemas confinados.

Esta análise espacial, que auxilia na compreensão da evolução recente e da realidade da produção leiteira do país, fornece um recorte interessante e original sobre a dinâmica do setor no Brasil. São explicitadas diferenças entre regiões que a abordagem tradicional, entre unidades da federação ou mesmo mesorregiões, não contempla
.
Além disso, esse estudo mostra um retrato desafiador da realidade leiteira nacional, cuja compreensão é crucial para se traçarem estratégias para o desenvolvimento setorial, investimentos produtivos e da indústria de laticínios. É possível também identificar as áreas mais dinâmicas e com maior adoção de tecnologia, que apresentam crescimento destacado se comparado com a média nacional.

Fonte: Milkpoint Publicado por: Samuel Jose de Magalhaes Oliveira e Glauco Rodrigues Carvalho


Jogo Rápido
MILHO/CEPEA: Com cenário favorável no campo, comprador se mantém afastado
A colheita de milho da safra de verão avança, enquanto o clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras da segunda temporada. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário tem pressionado as cotações do cereal, à medida que afasta compradores das aquisições de novos lotes – esses agentes têm expectativa de que o atual movimento de desvalorização do cereal persista. Pesquisadores do Cepea lembram que, até meados de março, às dificuldades logísticas, a retração de vendedores e as preocupações com estoques curtos vinham mantendo os valores em patamares mais elevados e também fizeram com que partes dos compradores – com receio de desabastecimento – aceitasse adquirir o milho a preços maiores. No entanto, desde abril, o cenário mais favorável no campo tem mantido compradores afastados do spot e os preços, em queda. Segundo pesquisadores do Cepea, neste começo de maio, as desvalorizações externa e do câmbio, que reduzem a paridade de exportação, reforçaram a pressão sobre os valores domésticos.  (Terra Viva)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 12 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.389


Atualização do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresenta dados regionalizados

A mais recente edição do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, elaborada pela Emater/RS-Ascar, traz uma importante inovação: a apresentação dos dados de forma regionalizada, permitindo um olhar mais preciso sobre a realidade da produção de leite no Rio Grande do Sul. 

“Embora os números estaduais já fossem conhecidos, com destaque para os mais de 4,1 bilhões de litros de leite produzidos anualmente pelos gaúchos, a nova abordagem regional facilita o entendimento das dinâmicas locais e revela as vocações de cada território, permitindo que se trabalhe estrategicamente no desenvolvimento de todo o setor”, destaca Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS).

Entre as informações, os dados do Quadro 16 sobre produção conforme o destino, destacam a região de Ijuí, que se sobressai no fornecimento de leite cru para industrialização, com 741,9 milhões de litros/ano; seguida por Santa Rosa, com 611,2 milhões de litros/ano e Passo Fundo como com 577,5 milhões de litros/ano. 

Conforme Jaime Ries, extensionista rural e assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, a nova apresentação dos dados traz transparência e precisão à análise setorial, oferecendo subsídios para políticas públicas, estratégias industriais e ações de desenvolvimento regional. “A expectativa é de que, com esse detalhamento, as decisões se tornem ainda mais eficazes e conectadas às realidades locais”, indica.

Os novos gráficos com dados regionalizados tanto para as informações coletadas pelos escritórios da Emater no Estado, quanto para as agrupadas dos Coredes sobre diferentes aspectos da produção leiteira gaúcha estão disponibilizados a partir da página 80 no relatório bianual que pode ser encontrado na biblioteca virtual da Emater/RS, clicando aqui. A sexta edição do estudo, apresentando os indicadores preliminares de 2025, será apresentada na Expointer deste ano.

As informações são da Assessoria de Imprensa do Sindilat/RS


Estudo revela benefícios do leite fermentado na imunidade de atletas

Participar de uma maratona não exige apenas preparo físico e resistência muscular, mas também impõe um grande desafio ao sistema imunológico. 

O exercício físico intenso e prolongado pode influenciar temporariamente a imunidade, deixando o organismo mais vulnerável a infecções, especialmente nas vias respiratórias.Atletas submetidos a esforços de alta intensidade apresentam maior incidência de infecções do trato respiratório superior.

Embora estudos anteriores tenham sugerido que as manifestações nas vias aéreas superiores estejam, em geral, relacionadas a infecções, também foram demonstradas associações com eventos inflamatórios e alérgicos. Corroborando essa ideia, alterações nas concentrações de IL-6 e IL-10 — marcadores inflamatórios — tanto no soro quanto na mucosa nasal, foram encontradas em maratonistas que apresentaram sintomas.
É justamente nesse contexto que os probióticos vêm ganhando destaque como possíveis aliados da saúde de atletas. 
Pensando nisso, um estudo brasileiro publicado na revista Nutrients investigou os efeitos do consumo diário de leite fermentado contendo o probiótico Lactobacillus casei Shirota (Lcs) sobre a imunidade de maratonistas. 
 
O estudo
Durante 30 dias antes da Maratona Internacional de São Paulo, 42 atletas amadores do sexo masculino foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu diariamente 80 mL de leite fermentado contendo 40 bilhões da cepa Lactobacillus casei Shirota, enquanto o outro recebeu uma bebida placebo sem microrganismos vivos, mas sensorialmente muito semelhante. 
Amostras de sangue e saliva foram coletadas antes do início da suplementação, 30 dias depois (sendo antes da maratona) e logo após a corrida, com o intuito de analisar marcadores inflamatórios e imunológicos. A ideia era observar se esse consumo contínuo do leite fermentado seria capaz de modular as respostas inflamatórias provocadas pelo estresse físico extremo da maratona.
 
Resultados promissores
Os participantes que consumiram o leite fermentado probiótico apresentaram melhor controle da resposta inflamatória sistêmica após a maratona. Em geral, após atividades físicas muito intensas, os níveis de IgA (imunoglobulina A secretora) tendem a cair, facilitando infecções. No grupo que consumiu o leite fermentado probiótico, os níveis de IgA salivar se mantiveram mais estáveis. 
 
Além disso, o grupo consumidor do leite fermentado probiótico apresentou aumento dos níveis nasais de IL-10 (uma citocina anti-inflamatória clássica); redução dos níveis nasais de citocinas pró-inflamatórias; e diminuição da infiltração de neutrófilos na mucosa nasal, demonstrando um efeito anti-inflamatório. 
Dessa forma, enquanto no grupo placebo, as citocinas pró-inflamatórias se elevaram de forma mais descontrolada após a prova, no grupo que ingeriu leite fermentado os indicadores inflamatórios permaneceram mais estáveis, indicando uma resposta de recuperação mais eficiente do organismo.
 
A pesquisa reforça o conceito de que alimentos funcionais, como o leite fermentado com probióticos, podem ir além da nutrição básica e oferecer benefícios aos atletas, especialmente em condições de estresse físico elevado. Contudo, vale ressaltar que outras variáveis também influenciam na resposta inflamatória do organismo, como sono e alimentação. 
 
A cepa Lactobacillus casei Shirota já é bastante estudada e reconhecida por sua ação no equilíbrio da microbiota intestinal. Este estudo acrescenta à literatura científica uma evidência aplicável da cepa, demonstrando o potencial do leite fermentado como produto de valor agregado e aliado da saúde, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos produtos voltados a públicos específicos e/ou recomendações dietéticas associadas com nutrição esportiva.
 
FONTE:
- Vaisberg, M.; Paixão, V.; Almeida, E.B.; Santos, J.M.B.; Foster, R.; Rossi, M.; Pithon-Curi, T.C.; Gorjão, R.; Momesso, C.M.; Andrade, M.S.; et al. Daily Intake of Fermented Milk Containing Lactobacillus casei Shirota (Lcs) Modulates Systemic and Upper Airways Immune/Inflammatory Responses in Marathon Runners. Nutrients 2019, 11, 1678. https://doi.org/10.3390/nu11071678
 
 
 
Quais os benefícios do soro do leite?
 
O soro do leite é rico em proteínas e minerais que fortalecem a imunidade e desempenho físico. leia e entenda os benefícios.
 
Com crescimento significativo de aceitação no mercado consumidor, o soro de leite vêm sendo objeto de pesquisas e desenvolvimento de produtos nas indústrias.
 
O soro de leite sempre foi o maior subproduto da indústria de laticínios e há algum tempo representava um grande problema. Mas o “jogo virou” e agora ele é desejado por grande parte da população, principalmente no uso de suplementos esportivos e nutricionais, como o Whey Protein ou as bebidas proteicas, por exemplo.
 
NUTRIÇÃO E COMPOSIÇÃO: QUAIS OS BENEFÍCIOS DO SORO DO LEITE?
O soro contém: proteínas, lactose, minerais (cálcio, fósforo, magnésio, zinco), vitaminas, e traços de gordura. Lembrando que as proteínas do leite são compostas basicamente por 80% caseínas e 20% de proteínas do soro - sendo as frações:  beta-lactoglobulina (BLG), alfa-lactoalbumina (ALA), albumina do soro bovino (BSA), imunoglobulinas (Ig's) e glico-macropeptídeos (GMP). 
 
Destacando que as proteínas solúveis do soro do leite apresentam um excelente perfil de aminoácidos, caracterizando-as como proteínas de alto valor biológico. As principais proteínas do soro do leite são: Alfa-Lactoalbumina (ALA), Beta-Lactoglobulina (BLG) e Albumina do Soro Bovino (BSA). Estas representam cerca de 20% no total de proteínas do leite.
 
A beta-lactoglobulina merece destaque, pois além de representar 50% do volume, ela é o polipeptídeo com maior teor de aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não conseguimos sintetizar e precisamos obtê-los via alimentação. 

 

A alfa-lactoalbumina é a segunda proteína em maior volume no soro e caracteriza-se por ser de fácil e rápida digestão. É rica em aminoácidos como: triptofano, lisina, leucina, cistina e treonina. Além disso, devido a sua estrutura, a ALA consegue se ligar a minerais fundamentais ao organismo, como cálcio e Zinco.

Já a Albumina do Soro Bovino (10%) é rica em cistina, precursor da cisteína. E devido a sua afinidade é responsável por auxiliar no transporte, via corrente sanguínea, de ácidos graxos/lípidos. 

Considerando a alta qualidade das proteínas presentes no soro do leite, as pesquisas relatam bioatividade benéfica para os humanos, em especial associadas as proteínas, como:  

● Atividades antimicrobiana e antiviral
● Atividade de imunomodulação
● Atividade anticâncer
● Saúde cardiovascular

● Performance física

FONTES:
- U.S. Dairy Export Council. Reference Manual for U.S. Whey And Lactose Products. Arlington, VA: U.S. Dairy Export Council, 2003. 
- Zimecki, M., A. Wlaszczyk, R. Wojiechowski, et al. Arch. Immunol. Ther. Exp. 49: 325, 2001.
- Low, P.P., K.J. Rutherfurd, H.S. Gill, et al. Int. Immunopharmacol. 3: 393, 2003.
- Bounous, G., and J.H. Molson. Anticancer Res. 23(2B): 1411, 2003.
-  Walzem, R.L., C.J. Dillard, and J.B. German. Crit. Rev. Food Sci. & Nutr. 42: 353, 2002.
- Harper, W.J. Biological Properties of Whey Components. A Review. Chicago, IL: The American Dairy Products Institute, 2000 with updates 2001, 2003. 
- Whey protein: composition, nutritional properties, applications in sports and benefits for human health. Rev. Nutr. 19 (4). Ago 2006. https://doi.org/10.1590/S1415-52732006000400007
 

Jogo Rápido
Brasil vai exportar manteiga aos EUA
A Lactalis Brasil se prepara para exportar aos Estados Unidos a manteiga com a marca Président. Atualmente,o mercado americano é abastecido com manteiga Président produzida na operação da Lactalis na França, mas com a menor oferta de gordura e a limitação de capacidade de produção no país europeu, a multinacional decidiu atender os EUA a partir de sua unidade em Teutônia (RS). Segundo a empresa, a menor oferta na França está relacionada à dinâmica do mercado de leite em pó desnatado, já que a manteiga é um sub produto do processo de fabricação.“Quando o mercado de leite em pó desnatado não está tão forte, você não tem disponibilidade de manteiga”,diz Roosevelt Júnior, CEO da Lactalis Brasil. (Valor Econômico)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.388


Líder, Lactalis se move para dobrar de tamanho em cinco anos no Brasil

Numa entrevista há 10 anos ao Valor, Patrick Sauvageot, então o principal executivo no país de uma ainda pouco conhecida Lactalis, disse que tinha o desafio de construir a operação brasileira a partir de várias aquisições, tal qual um lego. E a ambição do grupo controlador francês, dono da marca Président, não era pequena: a meta era criar a maior empresa de lácteos do Brasil. O lego ainda não está totalmente montado, afirma agora Sauvageot, que hoje é presidente da Lactalis Américas, mas o objetivo de ser a líder do segmento já foi alcançado.

Desde que chegou ao Brasil, comacomprada empresa familiar de queijos Balkis em 2013, a companhia francesa investiu R$ 7,7 bilhões no país, número que inclui aquisições de laticínios (R$ 5 bilhões) e aportes em ampliações de fábricas (R$2,68 bilhões).

Em sua estratégia agressiva de crescimento, a Lactalis adquiriu em 2014 uma empresa quebra da, a LBR,e uma em formação, a Elebat (da BRF). Em 2019, foi a vez da mineira Itambé, que pertencia à Cooperativa Central dos Produtores Rurais do Estado de Minas Gerais (CCPR). Foram movimentos complexos e que em alguns casos, como no da Itambé, ocorreram diante de disputa judicial (com a concorrente mexicana Lala). A aquisição mais recente — e relevante — foi a operação de iogurtes da DPA em 2023.  

Com esses movimentos — contados em um livro sobre a história da Lactalis no Brasil — , a empresa lidera hoje a captação de leite no país e atua em todas as categorias de lácteos. São 2,7 bilhões de litros recebidos por ano, destinados à produção de queijos, iogurtes, leite UHT, leite em pó, manteiga, requeijão, leite condensado e creme de leite, em 23 unidades pelo país. 

Embora já seja a maior do segmento, a companhia busca mais, pois avalia que há potencial para o avanço da demanda por lácteos no país. “Temos a ambição de duplicar a dimensão de Lactalis do Brasil, e estamos caminhando para isso. Uma parte vai vir de aquisições, uma parte de crescimento interno e de crescimento também do consumo”, estima Sauvageot em entrevista exclusiva ao Valor.

No ano passado, a empresa faturou R$ 17 bilhões no Brasil, 10% acima de 2023, e a meta é alcançar R$ 35 bilhões até 2030, diz o CEO da Lactalis Brasil, Roosevelt Júnior. Para alcançar esse montante, será necessário ampliar a captação de leite, as operações de processamento e investir em agregação de valor nos próximos anos. 

Os executivos admitem que crescer via aquisições depende das oportunidades. E no caso da Lactalis há outro fator a se considerar: a concorrência dentro do próprio grupo controlador, que mantém há anos uma estratégia de crescimento via aquisições que fez dele o maior do mundo em lácteos.“O problema é que estamos em concorrência dentro do grupo com outras oportunidades”, observa Sauvageot.

Recentemente, a empresa, que tem capital fechado e é controla da pela família Besnier, anunciou interesse em comprar a operação da Fonterra na Ásia e fez duas aquisições nos Estados Unidos: o negócio de queijo fresco da Kraft eaoperação de iogurtes da Yoplait. “São países com moedas fortes, com mercado super-rentáveis. Então, de certo modo, estamos em competição”, diz.

A captação de matéria-prima com produtores também terá de crescer “muito”, mas os executivos não arriscam um número.

O certo é que será preciso atrair mais fornecedores. Hoje, cerca de 60% do leite recebido pela Lactalis vêm de cooperativas com as quais a empresa fez acordos para fornecimento. A mineira CCPR é a principal entre elas. A Lactalis também recebe leite de mais cinco cooperativas, no Paraná e no Rio Grandedo Sul. No total, são cerca de 10 mil produtores ligados às entidades.

“Por isso que os acordos com as cooperativas são muito importantes. Se queremos duplicar a nossa posição, teremos de arrumar outros”, afirma o presidente da Lactalis Américas. 

Também será preciso aumentar o número de produtores que fornecem de forma independente à Lactalis, que hoje são 6 mil. E ainda a adesão a um programa considerado a menina dos olhos da empresa: o Lactaleite, quedá assistência técnica aos pecuaristas, visando melhoria de produtividade e qualidade e redução de custos. Segundo RooseveltJunior, no último ano, a produção do grupo de 1 mil produtores que partipa do programa cresceu 16%.

A empresa quer ampliar essas parcerias, que miram a fidelização no fornecimento, e tem o desenvolvimento da cadeia de lácteos no Brasil como uma de suas prioridades. “O fato de sermos o número 1 nos cria obrigações”, afirma Sauvageot. Para ele, o país não consegue atender toda a demanda e importa lácteos porque a cadeia leiteira não está bem estruturada e suficientemente competitiva. E isso faz com que o custo de produção seja alto e o leite seja caro.

Os varejistas também “não estão felizes com o leite”, diz ele, pois alegam margens pequenas em relação a outros produtos e falta de previsibilidade sobre os preços. “Há insatisfação em toda a cadeia, e achamos que o papel do líder é ajudar a construir uma cadeia mais rentável. (...) Ajudar o produtor a ganhar dinheiro, porque se ele ganhar dinheiro, vai investir para melhorar a produtividade e a qualidade do leite”, avalia.

A despeito das dificuldades na cadeia, a Lactalis cresceu muito nos últimos anos no Brasil. Mas a montagem do lego não terminou, segundo o executivo. As peças que faltam dizem respeito ao serviço ao cliente. “Temos que melhorar”, diz. E também ao número de produtores que participam do programa Lactaleite.“Por que não são 4.000?”, indaga. “Seria muito bom paraaempresa.Porquehojetemos potencial de venda bem acima de nossa capacidade de produção”, reconhece Sauvageot. (Valor Economico)


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1866 de 08 de maio de 2025

BOVINOCULTURA DE LEITE

Em função do fim do ciclo das forrageiras de verão, os produtores estão suplementando a alimentação com silagem, feno e concentrados proteicos para manter a produção leiteira. A qualidade do leite continua estável, com teor de matéria seca e indicadores sanitários (células somáticas e contagem bacteriana) dentro dos parâmetros em grande parte das propriedades. Algumas áreas de cereais de inverno permitem o pastejo, embora o desenvolvimento geral ainda esteja irregular.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, permanece o quadro de declínio na produção de leite, reflexo da entressafra das forrageiras, especialmente nas propriedades mais dependentes de pastagens, devido ao volume limitado de chuvas em abril. 

Na de Caxias do Sul, a qualidade do leite manteve-se dentro dos limites exigidos pela legislação.

Na de Erechim, os rebanhos apresentam condições satisfatórias. As chuvas recentes contribuíram para a normalização dos recursos hídricos, e a redução das temperaturas favoreceu o conforto térmico dos animais. 

Na de Frederico Westphalen, houve leve queda na produção de leite em função da antecipação do vazio forrageiro e da influência das altas temperaturas. 

Na de Ijuí, observa-se escore corporal abaixo do ideal nos rebanhos manejados a pasto como resultado da baixa disponibilidade de alimentos nas propriedades.

Na de Passo Fundo, o manejo reprodutivo e sanitário segue conforme a rotina, sem anormalidades. Houve redução na incidência de moscas, contribuindo para o bem-estar dos animais. 

Na de Pelotas, além dos desafios climáticos, os produtores enfrentam quedas de energia elétrica, exigindo investimentos em infraestrutura. 

Na de Santa Maria, os produtores seguem monitorando a incidência de moscas e carrapatos, utilizando estratégias de controle. (Emater adaptado pelo Sindilat)

Lácteos ganham o mundo com sabores criativos e apelo saudável

Empresas inovam com sabores nostálgicos, proteínas funcionais e experiências multissensoriais que cativam o consumidor.

Os produtos lácteos estão apresentando crescimento em receita e vendas em todo o mundo, segundo a empresa de pesquisa de mercado Innova Market Insights. Um dos principais impulsionadores desse crescimento são os lançamentos de novos produtos, que aumentaram 2,6% nos últimos cinco anos. A Europa Ocidental responde pela maior parte desses lançamentos, com 36%, seguida pela Ásia e pela América Latina. 

Saúde como tendência global
Iogurte e queijo, em todas as suas variedades, estão entre as categorias mais populares. Uma das principais razões para o sucesso dessa categoria é, sem dúvida, o fato de ela atender a megatendências contínuas como saúde, prazer e conveniência, ao mesmo tempo em que se apresenta repetidamente de maneiras novas e atrativas — como mostra a fornecedora de ingredientes Hydrosol, com base no exemplo das últimas Top Ten Trends da Innova.

Segundo a Innova, “Ingredientes e além” é uma das tendências centrais para 2025. A qualidade dos ingredientes é um dos principais critérios de compra. Os consumidores querem ingredientes com valor agregado, como benefícios para a saúde, vantagens nutricionais, frescor, vida útil ou naturalidade. 

Um exemplo dessa tendência é o enriquecimento com proteínas. A prioridade principal já não é apenas o teor de proteína, mas sim a qualidade da proteína, sua biodisponibilidade e sua absorção no corpo, segundo a empresa de pesquisa. Por sua vez, a Hydrosol desenvolveu um sistema estabilizante para a produção de bebidas substitutas de refeições à base de leite. Além do alto teor de proteína, o sistema também contém fibras para proporcionar efeito de saciedade. Para complementar esse sistema, a empresa irmã SternVitamin desenvolveu um premix de micronutrientes que fornece vitaminas e minerais essenciais, cobrindo 30% da ingestão diária de referência, segundo as empresas.

Sabores nostálgicos 
Reviver ou reinterpretar memórias culinárias da infância: De acordo com a Innova, a tendência “Tradição Reinventada” pode representar diferenciação cultural por país, região ou microrregião, ou ainda uma mistura de diferentes influências. Produtos, ingredientes, receitas, temperos e formatos de embalagem podem expressar tradições de forma clássica ou inovadora. Por exemplo, estão sendo formuladas novas ideias para preparações de queijo processado para passar no pão. 

Inovações no sabor
Empresas estão apostando alto na ousadia para conquistar o paladar dos consumidores: doces recheados com sorvete, massas de biscoito de torta de limão ou shakes de proteína com croutons crocantes. A palavra de ordem é inovação extrema. Na tendência chamada “selvagemente inventiva” (wildly inventive), o foco está em oferecer experiências de sabor totalmente inesperadas — misturas de doce e picante, como os produtos “swicy” (sweet + spicy), fusões entre lanches e pratos principais, ou formatos inéditos como sorvete mochi com sabor de torta. Bebidas lácteas também entram nessa onda, com sabores ousados como chocolate com pimenta, pipoca caramelada, cheesecake com limão ou café com mel picante. 

Produtos para a melhor idade
Os conceitos para a geração 55+, , são voltados para pessoas que priorizam boa forma, um estilo de vida ativo e, acima de tudo, boa nutrição. Um exemplo é a são modificações de produtos clássicos, como um molho tipo maionese que contém 20% de iogurte com redução de gordura. Seu enriquecimento com cálcio contribui para uma digestão normal e bom funcionamento intestinal. Também possui teor reduzido de gordura (18%) e é rica em fibras.

As informações são do Dairy Industries International, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO Nº 19/2025 – SEAPI 
Nos últimos oito dias, o Rio Grande do Sul foi caracterizado por baixos volumes de precipitação, com diversas áreas enfrentando mais uma semana de tempo seco e ausência total de chuvas. Na bovinocultura de leite, os produtores estão suplementando a alimentação com silagem, feno e concentrados proteicos para manter a produção leiteira. A qualidade do leite permanece estável, com teor de matéria seca e indicadores sanitários (células somáticas e contagem bacteriana) dentro dos parâmetros em grande parte das propriedades. Algumas áreas de cereais de inverno permitem o pastejo, embora o desenvolvimento geral ainda esteja irregular. Para os próximos dias são esperadas tempestades generalizadas com acumulados em alto volume para todo o Rio Grande do Sul. Na sexta-feira (09/05) as instabilidades deverão se amplificar sobre o estado, com acumulados podendo atingir volumes expressivos em todas as regiões. No sábado (10/05) às instabilidades poderão estar deslocadas para o nordeste do estado, restringindo as chuvas apenas em áreas do Litoral Norte, Serra e Região Metropolitana, em volumes inferiores aos dias anteriores. Para as demais áreas espera-se tempo estável de sol entre nuvens e temperaturas amenas em relação aos dias anteriores à passagem do sistema de instabilidade. No domingo (11/05), o tempo firme e seco deve predominar em todas as regiões. A tendência para o período entre os dias 12 e 14 de maio indica predomínio de tempo seco em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Na segunda-feira (12/05), a atuação de um anticiclone migratório sobre o oceano Atlântico, nas proximidades do estado, manterá as condições estáveis, com céu aberto e temperaturas amenas. Entre terça-feira (13/05) e quarta-feira (14/05), o avanço da alta pressão poderá favorecer a formação de nuvens sobre o litoral gaúcho, não se descartando a ocorrência de chuvas isoladas e de baixo volume nesses setores. Nas demais regiões, o tempo seco deverá prevalecer, com elevação gradual das temperaturas ao longo dos dias. O prognóstico para os próximos sete dias indica a ocorrência de chuvas volumosas, especialmente concentradas na metade sul do Rio Grande do Sul. Os acumulados podem ultrapassar os 150 mm em áreas das regiões Sul, Campanha e Fronteira Oeste. Nas demais localidades da metade sul, os volumes devem variar entre 50 mm e 150 mm ao longo do período. Já na metade norte do estado, a previsão aponta para precipitações menos expressivas, com acumulados entre 10 mm e 50 mm. (Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária - SEAPI)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 08 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.386


Balança comercial de lácteos: importações seguem em queda

Abril registra avanço na balança láctea, com recuo nas importações de leite e derivados.

O saldo da balança comercial de lácteos apresentou um avanço novamente no mês de abril. Com um total de -154 milhões de litros em equivalente-leite, abril apresentou um avanço de 17,3 milhões de litros em relação ao mês anterior, saldo menor do que em março, já que as importações repetiram a tendência de queda de março. Por outro lado, as exportações também recuaram, o que freou um pouco o avanço.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.


Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Em abril, as exportações de lácteos somaram 4,55 milhões de litros em equivalente-leite, sendo esse um recuo significativo -40,3% em relação a março, no comparativo com abril do ano anterior o saldo ainda está cerca de -13,1% menor. Esse resultado contribui para ampliar a diferença acumulada de 47,7 milhões de litros (em equivalente-leite) nas exportações de 2025 em relação a 2024, conforme mostra o gráfico abaixo.

Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

As importações totalizaram 158,5 milhões de litros em equivalente-leite em abril, mantendo a tendência de queda observada desde março de 2025, com recuo mensal de 11,4%. Em relação a abril de 2024, a redução foi de 16,8%, enquanto o acumulado do ano apresenta uma queda de 1,86% na comparação com o mesmo período do ano anterior, como ilustra o Gráfico 3.

Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.

Em abril, as exportações de lácteos apresentaram um cenário diversificado entre os principais produtos. O leite condensado registrou queda de 27%, enquanto o doce de leite sofreu uma expressiva redução de 55% no volume exportado. Em contraste, o soro de leite se destacou com crescimento de 11% ante o mês anterior. A maioria dos demais produtos também apresentou resultados negativos: iogurtes recuaram 24%, queijos caíram 17%, com exceção do creme de leite, que se manteve estável. 

Em relação às principais categorias de lácteos importados apresentaram movimentações predominantemente negativas. O leite em pó integral registrou a queda mais expressiva, com redução de 20% nas importações em relação ao mês anterior, tornando-se o principal responsável pela diminuição do volume total de equivalente-leite importado. Por outro lado, algumas exceções pontuais foram observadas: os queijos tiveram um discreto aumento de 3% nas importações, enquanto a manteiga apresentou crescimento mais significativo de 12%. No entanto, esses incrementos isolados não foram suficientes para reverter a tendência geral de queda, resultando num saldo final inferior ao registrado no mês passado em relação às importações. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de março e fevereiro de 2025.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em abril de 2025

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em março de 2025

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

A competitividade de preços do produto importado segue mais limitada do que vimos no passado recente. Atualmente, a muçarela importada já não tem mostrado atratividade de preços frente ao produto nacional. Enquanto os leites em pó ainda seguem atrativos, mas com um diferencial menor do que o visto anteriormente.

Além disso, os preços dos leite em pó no mercado internacional seguem em patamares elevados, o que tende a limitar nossas importações. Por outro lado, a frequente oscilação na taxa de câmbio deve ser acompanhada de perto, podendo afetar a dinâmica de competitividade do produto importado. (Milkpoint)


CONSELEITE MINAS GERAIS 

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 07 de Maio de 2025, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o 
produto entregue em Abril/2025 a ser pago em Maio/2025.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite MG)

Terceira Jornada Técnica da RTC debaterá o futuro do agronegócio

Evento será realizado em Gramado, de 28 a 30 de maio, e vai reunir palestrantes nacionais e internacionais

O futuro do agro já chegou. Vamos juntos? Esse será o tema da 3ª Jornada Técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC), que acontecerá de 28 e 30 de maio, no hotel Wish Serrano, em Gramado (RS). O evento reunirá especialistas do agronegócio nacional e internacional: será uma grande imersão com mais de 15 palestrantes que irão abordar temas de áreas como cenário econômico, inovação, gestão, produtividade, mudanças climáticas, sustentabilidade e cooperativismo. O evento reunirá 800 participantes que, de acordo com a organização, terão uma experiência transformadora com a oportunidade de conhecer tudo aquilo que está na fronteira do conhecimento. 

O ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, embaixador especial da Food and Agriculture Organization (FAO) e ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), é um dos painelistas da jornada técnica. Entre os convidados também estão o médico-veterinário, Luís Gustavo Ribeiro, professor da Universidade de Copenhagen e pesquisador nas áreas de nutrição animal, pecuária de precisão e sistemas regenerativos, o zootecnista Christiano Nascif, diretor na empresa Labor Rural e coordenador de Negócios e Empreendedorismo no Instituto CNA. O Prêmio Nobel da Paz (2007), e prêmio Nobel em Alimentação (2020), Rattan Lal, também está entre os palestrantes. O cientista político Fernando Schüler, professor do Insper (SP), está entre os painelistas e fará a palestra de abertura do evento. A grade completa dos palestrantes pode ser acessada no site do jornada.rtc.coop.br. 

As inscrições podem ser feitas acessando o link jornada.rtc.coop.br/app/jornada-rtc-2024/inscricao

A 3ª Jornada Técnica é uma realização da RTC e CCGL e conta com o patrocínio do terminal portuário Termasa. O evento é apoiado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro/RS), pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS e pela plataforma SmartCoop.

Sobre a RTC

A Rede Técnica Cooperativa (RTC) é uma iniciativa que reúne as áreas técnicas de 30 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul. O objetivo é difundir a pesquisa e conhecimento de forma integrada, além de promover a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e economicamente viáveis às cooperativas e aos seus produtores. (RTC)


Jogo Rápido

Banco Central eleva taxa Selic para 14,75%, maior patamar desde 2006
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, atingindo 14,75% ao ano, em reunião nesta quarta-feira (7). É o maior patamar desde julho de 2006. A elevação foi unânime entre os membros do comitê. Na ata da reunião, eles indicam que "a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". O texto indica um ambiente externo "adverso e particularmente incerto" devido à política econômica dos Estados Unidos. No cenário doméstico, há menção para as expectativas de inflação acima da meta.  "Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, estão mais elevados do que o usual". O comitê não sinalizou o que deve ocorrer na próxima reunião, prevista para agosto: "Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação". Esta é a sexta elevação consecutiva da taxa. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto de 2024, começou a ser elevada em setembro, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto em novembro, e três de um ponto percentual, em dezembro, janeiro e março. A nova taxa básica de juro vai ao encontro da expectativa do mercado, de uma alta mais branda do que a dos três últimos encontros, em dezembro, janeiro e março, de um ponto percentual. Na ata da reunião de março, o Copom também já havia sinalizado uma elevação de "menor magnitude". O valor atual da taxa Selic iguala o patamar alcançado em julho de 2006, quando também atingiu 14,75% ao ano. Na ocasião, contudo, a Selic vinha em um contexto de queda, após bater 19,75% um ano antes. No cenário atual, o BC visa conter a inflação, freando a intenção de consumo das famílias e os investimentos das empresas com um juro mais alto.A perspectiva para o índice da Selic até o fim do ano, no entanto, diminuiu. No boletim Focus, divulgado na segunda (5), os economistas consultados pelo BC reduziram a previsão da Selic em 2025 pela primeira vez no ano. Depois de 16 semanas com projeções de 15%, o mercado crê que o juro vai terminar 2025 em 14,75%. (Zero Hora)


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.385


GDT 379: Preço do leite em pó dispara no mercado internacional

O leite em pó integral (LPI) teve a maior valorização percentual desde agosto de 2024. Com aumento de 6,2% em relação ao evento anterior

O 379º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado nesta terça-feira (6), registrou alta nos preços da maioria dos produtos lácteos negociados. O GDT Price Index — indicador que reflete a média ponderada dos itens comercializados — alcançou US$ 4.516 por tonelada, representando um avanço de 4,6% em relação ao leilão anterior, conforme mostra o Gráfico 1.

Gráfico 1. Preço médio leilão GDT.


O leite em pó integral (LPI) teve a maior valorização percentual desde agosto de 2024.

om aumento de 6,2% em relação ao evento anterior, o preço médio do leite em pó integral  fechou em USD 4.374/tonelada - o maior valor desde fevereiro de 2022.

Gráfico 2. Preço médio LPI.

Apesar de o leite em pó integral ter sido o principal destaque do leilão, a maior alta percentual ficou com a lactose, que avançou 16,8% no último evento, alcançando USD 1.611/ton. A categoria tem sido diretamente impactada pela guerra tarifária entre EUA e China. Com a China sendo um dos principais compradores de lactose norte-americana, o país tende a buscar fornecedores alternativos, o que tem impulsionado os preços no curto prazo.

Outro destaque do leilão foi o queijo Cheddar, que apresentou uma expressiva alta de 12%, sendo negociado a USD 5.519 por tonelada. Por outro lado, a única queda registrada foi na categoria muçarela, que apresentou pequeno recuo de 0,3%, com preço médio de USD 4.752 por tonelada.

A Tabela 1 apresenta os preços médios dos derivados ao fim do evento, assim como suas respectivas variações em relação ao leilão anterior.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 06/05/2025.


Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2025.
Redução no volume negociado permanece

O volume negociado no leilão seguiu a tendência de queda, embora de forma menos acentuada do que no mês passado. No total, foram comercializadas 16.714 toneladas, o que representa uma redução de 0,02% em relação ao evento anterior. Mesmo assim, esse é o menor volume registrado desde maio de 2020.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2025.

Impacto nos contratos futuros
Os contratos futuros de leite em pó integral na Bolsa da Nova Zelândia (NZX Futures) mostraram ajustes positivos para os próximos meses em comparação com as previsões de abril. No entanto, a perspectiva para o restante do ano ainda aponta para uma tendência de queda nos preços futuros.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures).

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2025.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?
Em um cenário de demanda aquecida e volumes de negociação reduzidos, sete das oito principais commodities lácteas registraram alta de preços no último leilão. Na Oceania, a Fonterra — maior cooperativa leiteira da região — alerta que a oferta enxuta e os baixos volumes de negociação devem persistir até dezembro de 2025 por conta de restrições sazonais.

Nos mercados futuros, a Europa mostrou leve fraqueza, ao passo que a Oceania surpreendeu com altas expressivas. Já no mercado físico europeu, os preços alcançaram patamares historicamente elevados devido às dificuldades de fornecimento.  Na China, por sua vez, os valores pagos ao produtor caíram, enquanto o apetite por lácteos importados se mantém firme, pressionando ainda mais o mercado interno.

A valorização dos preços internacionais pode manter elevadas as cotações de exportação da Argentina e do Uruguai — principais fornecedores do Brasil. Porém, a recente queda do câmbio real/dólar tende a reduzir o custo de importação para os compradores brasileiros, sustentando o volume importado pelo Brasil no curto prazo. (Milkpoint)


Composto Lácteo: relevância histórica, legislação e inovação

Saúde e funcionalidade impulsionam inovação em compostos lácteos. Produtos com fibras ganham espaço.

A ideia de misturar leite com outros ingredientes para criar produtos alimentícios mais acessíveis do ponto de vista econômico e com maior vida de prateleira ganhou força a partir do século XX. Com o avanço da tecnologia, a partir das décadas de 1950 e 1960, a indústria começou a adicionar óleos vegetais ao leite para reduzir custos e criar alternativas ao leite integral, especialmente em regiões com limitações no acesso ao leite fresco, o que se denominou de forma genérica composto lácteo. 

Esses produtos evoluíram rapidamente, com a adição de emulsificantes e estabilizantes que melhoraram suas propriedades sensoriais e sua aplicabilidade e desta forma na última década, a inovação em compostos lácteos foi impulsionada por novas demandas dos consumidores, como a busca por produtos que ofereçam benefícios à saúde e que sejam sustentáveis  (Tamine, 2009) 

Nesse sentido, composto lácteo têm um aspecto significativo na alimentação humana, com seu desenvolvimento sendo impulsionado pela necessidade de conservar e transportar o leite e seus derivados de forma mais prática e duradoura e como menores custos de produção (McSweeney et al, 2020).

Regulamento técnico de identidade e qualidade (RTIQ) de composto lácteo

Recentemente foi publicado o regulamento técnico de identidade e qualidade (RTIQ) de composto lácteo destinado ao consumo humano, definindo-o como produto obtido de leite ou de derivados de leite, ou de ambos, com adição ou não de ingredientes não lácteos (Brasil, 2024).
Baseado nesta legislação, os compostos lácteos podem ser classificados como:

Composto lácteo sem adição, quando os ingredientes lácteos forem os únicos constituintes do produto 

Composto lácteo com adição, quando ingredientes não lácteos fizerem parte da composição. E neste último caso, os ingredientes lácteos devem representar obrigatoriamente mais que 50% do produto.

Dentre os ingredientes não lácteos permitidos na composição dos compostos lácteos, podemos citar as fibras e fibras alimentares (Brasil, 2024).  A inclusão de fibras em compostos lácteos pode oferecer uma maneira prática e saborosa de melhorar a saúde intestinal, apoiar a função imunológica e ajudar na gestão do peso e da glicose. À medida que a pesquisa continua a evoluir, novos compostos e fórmulas poderão surgir, oferecendo ainda mais benefícios e opções para os consumidores (Zhang et al., 2023).

Dessa forma, composto lácteo apresenta versatilidade no aspecto de inovação e a adição de fibras pode contribuir para o aumento do potencial funcional do produto. Porém, são necessários avaliação dos parâmetros intrínsecos de qualidade do produto como dissolução em água, bem como testes sensoriais para otimizar a quantidade de fibras que devem constar de forma clara no rótulo do produto.

Fontes:

Brasil.(2024). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria  n º 1.170, de 26/08/2024. Aprova o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de composto lácteo, destinado ao consumo humano. Disponível em: https://www.agricultura.gov.br. Acesso em 11/09/2024.

Mc Sweeney, D.J. et al. (2020). The Influence of Composition and Manufacturing Approach on the Physical and Rehydration Properties of Milk Protein Concentrate Powders. Foods, 9, 236.

Tamine, A.Y. (2009). Dairy Powders and Concentrated Products. Wiley: United Kindow
Zhang, L., et al. (2023). Advances in understanding the health benefits of prebiotic dairy compounds. Journal of Dairy Science, 106, 4456-4472.

Projeto do Executivo, programa de recuperação para a agricultura familiar é aprovado na Assembleia

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira (06/05), o Projeto de Lei 109/2025, que cria o Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha. Os 47 deputados presentes em plenário votaram favoravelmente. É o maior programa de recuperação de solos já proposto pelo Estado, com ações difusionistas de práticas sustentáveis de produção, posicionando a agricultura familiar como eixo estratégico na reconstrução do RS.

Com investimento previsto de R$ 903 milhões, a iniciativa vai beneficiar diretamente 15 mil famílias e alcançar até 150 mil unidades produtivas em 495 municípios. A proposta é liderada pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, que articulou o projeto junto ao governo e coordenará a execução. As ações práticas e de acompanhamento serão realizadas por meio da Emater/RS-Ascar.

"Esse projeto é um marco, pois não há precedentes para um programa essencialmente baseado em técnicas de manejo e conservação do solo na história do Rio Grande do Sul. Acreditamos que inaugura um novo ciclo para o produtor familiar, com base na técnica, sustentabilidade e preparação diante das adversidades climáticas", afirmou o secretário de Desenvolvimento Rural. "A partir de agora, damos início a "Operação Terra Forte'", concluiu Covatti.

O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha visa implementar planos individualizados de recuperação socioprodutiva e ambiental das propriedades rurais, prestar assistência técnica na implementação dos planos de recuperação; realizar a difusão tecnológica das práticas implantadas nas propriedades rurais e estruturar patrulhas agrícolas mecanizadas.

O financiamento será realizado por meio do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs), com aplicação monitorada para garantir impacto social, ambiental e produtivo. São beneficiários passíveis de participação no programa os agricultores familiares de acordo com a Lei da Agricultura Familiar (Lei Federal 11.326/2006) e pecuaristas familiares de acordo com a Lei da Pecuária Familiar (Lei Estadual 13.515/2010).

O programa segue os protocolos do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável - ABC+, que tem como objetivo geral promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária gaúcha.
QUATRO EIXOS PARA TRANSFORMAR O CAMPO

Estrutura do programa garante abrangência, eficiência e inovação na execução:

Eixo 1 - Transferência Direta de Recursos

Repasses de até R$ 30 mil por propriedade, via Cartão Cidadão Banrisul, para a implementação de ações produtivas, sociais e ambientais, com acompanhamento técnico especializado.

Eixo 2 - Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters)

Diagnósticos individualizados e orientação contínua com foco em práticas sustentáveis, como plantio direto, rotação de culturas e uso de adubação verde. A execução será realizada pela Emater/RS-Ascar.

Eixo 3 - Patrulhas Agrícolas Mecanizadas

Aquisição e doação de tratores e equipamentos a municípios e associações de produtores, priorizando ações de conservação do solo e recuperação produtiva.
Eixo 4 - Governança e Parcerias Institucionais

Gestão integrada com participação de diversas secretarias, universidades, centros de pesquisa, entidades do terceiro setor e o sistema Emater/RS-Ascar, assegurando articulação, inovação e transparência.

INSCRIÇÕES:

A partir da aprovação do projeto e da sanção pelo governador Eduardo Leite, será divulgado o período de abertura de inscrições, que serão realizadas nos escritórios municipais da Emater-RS/Ascar.

SELEÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS:

Encerradas as inscrições, os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar, junto aos Conselhos Municipais de Agricultura ou equivalentes, promoverão a seleção dos beneficiários observando os critérios de enquadramento e de priorização.

Uma emenda, de autoria do deputado Frederico Antunes, líder do governo na Assembleia, foi aprovada pelo plenário. Entre outras proposições, determina que a relação dos beneficiários, dos valores repassados e dos bens doados deverão ser informados em sítio eletrônico da Secretaria responsável pela política de desenvolvimento rural e no sítio eletrônico do Funrigs, quando se tratar de recursos oriundos deste fundo.

Texto: Guilherme Granez/Ascom SDR e Marcelo Flach/Casa Civil


Jogo Rápido

Queijo cottage pode ser aliado em dietas e desempenho esportivo
O queijo cottage vem ganhando destaque na alimentação de quem busca uma dieta equilibrada e rica em proteínas, especialmente entre praticantes de musculação e atividades físicas de resistência. Com alto teor proteico, baixo teor calórico e pouca gordura, ele se apresenta como uma excelente alternativa aos queijos mais tradicionais, contribuindo para o ganho de massa muscular sem comprometer a saúde. Camila Lima, professora de Nutrição do Ceub, ressalta que sua composição oferece proteínas do soro do leite e caseína, que proporcionam uma combinação de absorção rápida e liberação sustentada de aminoácidos. Essa característica torna o cottage especialmente eficiente no pós-treino, auxiliando na recuperação muscular e no crescimento de forma natural e prática, além de sua versatilidade na alimentação diária, podendo ser consumido de diversas formas, do puro a receitas mais elaboradas. Apesar de seus benefícios, especialistas alertam para a importância de uma alimentação variada e equilibrada, na qual o cottage não seja a única fonte de proteína. Pessoas com intolerância à lactose ou alergia à caseína devem evitar seu consumo ou optar por versões sem lactose. Camila Lima destaca que o consumo excessivo de um único alimento pode gerar desequilíbrios nutricionais, reforçando a necessidade de combinar diferentes grupos alimentares, como fibras, carboidratos complexos, gorduras boas e vitaminas, para garantir uma nutrição completa. Assim, o cottage se consolida como um aliado importante na dieta de quem busca saúde, desempenho físico e bem-estar, desde que utilizado com moderação e de forma integrada a uma alimentação variada e balanceada. As informações são da Tribuna de Petrópolis, adaptadas pela equipe MilkPoint. 


 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 06 de maio de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.385


Global Dairy Trade - GDT

Fonte: GDT adaptado pelo SINDILAT/RS


Inale | Produção de leite no Uruguai cresceu em março e teve melhor marca em 3 anos

Em março, a remessa de leite para as indústrias aumentou quase 3% em relação ao mesmo mês do ano passado e fechou em 140,5 milhões de litros.

No terceiro mês de 2025, a produção e consequente remessa de leite para as plantas das indústrias no Uruguai (de produtores fornecedores e leite próprio) aumentou 2,9% em relação a março do ano passado, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).

Em março de 2025, a remessa alcançou 140,5 milhões de litros e esse número foi o melhor dos últimos três anos.

Considerando o primeiro trimestre de 2025, ou seja, o acumulado anual, a remessa cresceu 2,3%, totalizando 437 milhões de litros em comparação com janeiro-março de 2024.

No entanto, houve uma queda na remessa acumulada dos últimos 12 meses em relação ao mesmo período anterior, de 3,8%, totalizando 2.048,5 milhões de litros.

Se a medição em vez de litros for feita em quilos de sólidos, comparando março de 2025 com março de 2024, houve um crescimento de 3,3%, alcançando 11,2 milhões de quilos de gordura + proteína.

Com base em dados desde o exercício de 2002, o melhor registro mensal ocorreu em outubro de 2020 com 222 milhões de litros, e o mais baixo ocorreu em maio de 2003 com 68,7 milhões de litros.

Sólidos no leite das fazendas leiteiras

Teor de gordura
Março 2025: 3,64%
Março 2024: 3,62%
Todo 2024: 3,53% (1% a mais que em 2023)

Inale: últimas 10 campanhas anuais

Em 2024 foram remetidos 2.045 milhões de litros – 3,3% sobre 2023
Em 2023 foram remetidos 2.114 milhões de litros + 1,2% sobre 2022
Em 2022 foram remetidos 2.089 milhões de litros – 1,4% sobre 2021
Em 2021 foram remetidos 2.118 milhões de litros + 1,9% sobre 2020
Em 2020 foram remetidos 2.078 milhões de litros + 5,5% sobre 2019
Em 2019 foram remetidos 1.970 milhões de litros – 4,5% sobre 2018
Em 2018 foram remetidos 2.063 milhões de litros + 7,2% sobre 2017
Em 2017 foram remetidos 1.924 milhões de litros + 8,4% sobre 2016
Em 2016 foram remetidos 1.775 milhões de litros – 10,1% sobre 2015
Em 2015 foram remetidos 1.974 milhões de litros – 2% sobre 2014

O melhor registro anual neste século foi o de 2021 e o mais baixo foi detectado em 2002 (1.109 milhões de litros). (Traduzido e adaptado por eDairyNews)

Mercados Internacionais | Alerta na Argentina: exportações de lácteos caem por falta de fôlego

Nem o fim das retenções foi suficiente: setor lácteo argentino perde espaço no mercado externo e acende sinal vermelho pela baixa competitividade.

De acordo com os dados divulgados pelo OCLA, em março as exportações de lácteos da Argentina caíram 16,5% em volume e 17,1% em faturamento, aprofundando a retração registrada no primeiro trimestre do ano, que já apresentava uma queda de 8,5% na quantidade embarcada e de 7,6% em dólares.

A queda de março ocorre apesar de que “o preço médio de exportação obtido em março de 2025, medido em pesos, foi 25,7% superior ao preço médio registrado em março de 2024.

Como referência, no mesmo período, o IPC Lácteos cresceu 43,3%, o IPIM Lácteos 49,5%, e o preço SIGLeA 36,6%, mostrando claramente que o setor exportador foi o que teve menor variação, devido à forte queda, em moeda constante, do tipo de câmbio”, segundo análise do Observatório.

Em 2024, o setor lácteo argentino foi beneficiado por um valor do dólar que permitia competir no mercado global e obter lucro com as exportações. No entanto, essa vantagem foi se perdendo a partir da metade do ano.

Desde o final do governo de Alberto Fernández, o setor lácteo não paga mais impostos de exportação para colocar seus produtos no mercado internacional.Com a desvalorização do peso no início da gestão de Javier Milei, as exportações atingiram níveis elevados, chegando a representar, em fevereiro, 34% da oferta total de leite.

Com o passar dos meses, a inflação — sempre superior à desvalorização — foi corroendo essa competitividade. Assim como ocorreu em outros setores do agro, como a carne bovina, os produtos lácteos perderam espaço no mercado externo.

A isso se soma a dificuldade para vender no mercado interno. Na Argentina, apesar das declarações do governo sobre redução da carga tributária, a inflação continua alta e os salários seguem perdendo poder de compra.

“O setor precisa destinar entre 70% e 80% da produção ao mercado interno, onde o poder aquisitivo está bastante deteriorado pelo processo inflacionário, o que gerou uma queda de mais de 19% no consumo doméstico total nos três primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2024”, alertou o OCLA.

*Traduzido e adaptado por eDairyNews 


Jogo Rápido

Nova redução de 4,6 no preço do diesel começa hoje
A Petrobras anunciou que reduzirá, a partir desta terça-feira, seus preços de venda de diesel A para as distribuidoras. O novo valor passará a ser, em média, de R$ 3,27 por litro, uma redução de R$ 0,16 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,81 / litro, uma redução de R$ 0,14 a cada litro de diesel B. Com o reajuste anunciado, a Petrobras reduziu, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras em R$ 1,22 / litro, uma redução de 27,2%. Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 1,75/ litro ou 34,9%. (Correio do Povo)