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Porto Alegre, 03 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.706

 

   gDT

O Índice GDT de hoje fechou em US$ 3.477/tonelada, caindo -0,6%. Embora seja a quarta queda consecutiva, continua acima dos índices verificados nos dois últimos anos para um mês de abril. A cotação do leite em pó integral, a commodity mais comercializada na plataforma, em volume, é a maior do ano, permanecendo acima dos US$ 3.000 a tonelada. 

Assim afasta dos níveis baixos verificados entre outubro e dezembro de 2017, para garantir a remuneração anunciada pela Fonterra aos seus produtores nesta temporada. O fraco desempenho do leite em pó desnatado e a acentuada queda, -7,0%, da Manteiga Anidra (AMF) foram responsáveis por mais essa queda no fechamento geral do GDT.  

O queijo Cheddar mantive cotação forte, e embora esteja distante do pico dos últimos 12 meses, alcançado em junho do ano passado, pode comemorar o fato de também ter se afastado dos baixos níveis de um ano atrás, e da queda acentuada verificada no final de 2017 e início de 2018. A manteiga retoma o brilho, e embora esteja abaixo do pico alcançado em setembro de 2017, continua com o preço confortavelmente acima do verificado um ano atrás, e mais que o dobro da cotação obtida em abril de 2016. (globaldairytrade/Terra Viva)

 
 
 
Sindilat esclarece dúvidas de alunos do curso de Gastronomia da Unisinos Porto Alegre 
 
Os alunos do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) mais uma vez tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cadeia produtiva do leite e seus derivados. Na manhã desta terça-feira (03), na presença da professora do curso, Raquel Chesini, receberam a visita do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Os alunos do Campus Porto Alegre esclareceram muitas dúvidas, especialmente no que se refere aos processos de fabricação dos laticínios. Palharini respondeu aos questionamentos, apresentou números e enfatizou a importância da parceria entre a indústria e o mundo acadêmico. "Precisamos oxigenar a troca de ideias, isso é, incluir outras pessoas, entender a demanda dos consumidores e tornar cada vez mais transparente os processos de fabricação", ressaltou.

Para Raquel, uma medida indispensável que as indústrias devem adotar para sanar dúvidas do consumidor e dos profissionais que irão trabalhar com o produto final, como é o caso dos estudantes de gastronomia, é o desenvolvimento de conteúdos institucionais sobre as empresas do setor. "O acesso às fábricas não é fácil, por isso utilizo em minhas aulas peças institucionais como vídeos, para mostrar mais detalhadamente como funcionam os processos de fabricação", comentou a professora. 

Palharini reforçou o compromisso do Sindilat em seguir ampliando o debate entre produtores e consumidores e de tornar os processos de produção cada vez mais transparentes. Na aula, os alunos também tiveram a oportunidade de degustar diversos tipos de queijos oferecidos pelo Sindilat de seus associados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Camila Silva

Leite: custo de produção sobe quase 3% em março

Os custos de produção da atividade leiteira tiveram uma alta de 2,7% em março. Segundo o índice da Scot Consultoria, um incremento como assim não era visto desde meados de 2016.

As altas de preços dos alimentos concentrados na primeira quinzena de março, com destaque para o milho e o farelo de soja, além dos suplementos minerais, fertilizantes e produtos para sanidade foram as causas desta variação.

Em relação a igual período do ano passado, os custos da atividade estão 2,7% menores este ano. A diferença na comparação anual vem diminuindo.

Apesar do aumento nos custos, a alta no preço do leite ao produtor foi maior em março, com isso, a margem da atividade melhorou 0,6 ponto percentual, na comparação mensal.

Preço do leite
A cotação do leite paga ao produtor rural teve alta pelo segundo mês consecutivo. De acordo com a Scot Consultoria, a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados ficou em R$ 1,079 por litro, sem o frete.

O preço médio subiu 3,4% frente ao pagamento anterior, que já havia registrado aumento. No entanto, o preço vigente está 5% abaixo na comparação com o mesmo período do ano passado, em valores nominais.

A alta foi puxada pela menor oferta de leite no país e maior concorrência entre os laticínios, com a curva de produção de leite caindo desde dezembro de 2017 nas principais bacias do país. Os dados parciais apontam para queda de 2,1% no volume de leite captado em março, frente a fevereiro deste ano.

Com a menor disponibilidade de matéria-prima e o consumo reagindo na ponta final da cadeia, ainda que timidamente, os preços dos lácteos subiram no atacado desde o começo de 2018 e dão suporte às cotações na fazenda. A alta de preços na indústria foi puxada principalmente pelo leite longa vida.

Tendência
Para o pagamento a ser realizado em abril, referente a produção de março, 73% dos laticínios pesquisados pela empresa acreditam em alta do preço do leite ao produtor e os 27% restante falam em manutenção frente ao pagamento anterior.

Para o pagamento de maio, mais de 95% das indústrias no Sul, Sudeste e Centro-Oeste apontam para alta nos preços do leite ao produtor. A expectativa é de que os preços subam até pelo menos o pagamento de julho.

 
Em relação aos insumos, o avanço da colheita de milho e o aumento do esmagamento da soja deverão aumentar a disponibilidade destes insumos, o que poderá aliviar os custos do produtor. O único fator que pode mudar essa expetativa éo clima. (Canal Rural)

Languiru apresenta máquinas, nutrição animal e produtos na Expodireto

Pela primeira vez, a Cooperativa Languiru contou com estande próprio na Expodireto, evento realizado pela coirmã Cotrijal, de Não-Me-Toque, no período de 05 a 09 de março. Nas edições anteriores da feira, considerada uma das maiores do segmento de máquinas no país, a cooperativa teutoniense sempre esteve representada com estande institucional e de degustação junto ao Mundo Cooperativo Gaúcho, sede do Sistema Ocergs-Sescoop/RS no parque da Expodireto. A Languiru buscou por esse espaço diferenciado para ampliar a sua divulgação junto ao público da feira, considerando a variedade de negócios e mix de produtos para nutrição animal e alimentação humana. O novo estande esteve localizado em área externa direcionada à produção animal, local onde a Languiru expôs máquinas agrícolas das marcas Claas e Amazone, importadas e distribuídas exclusivamente pela cooperativa teutoniense no Rio Grande do Sul; e produtos da Fábrica de Rações Languiru; além de promover a degustação de produtos da Linha Chef, com cortes suínos, e de lácteos, como a bebida láctea UHT com chocolate (Chocolan). "Contamos com estande bastante diversificado, onde recebemos associados, produtores rurais, parceiros, clientes, consumidores e autoridades. Associados da região noroeste do Estado ficaram positivamente surpresos com o estande diferenciado da Languiru, mesmo retorno que tivemos de associados do Vale do Taquari e outras regiões que visitaram a feira", avalia o coordenador de máquinas e equipamentos, Neodi Elias Tischer. (Assessoria de Imprensa Languiru)


Crédito: Leandro Augusto Hamester
 
 

  Leite: projeto de lei do RS quer ajudar indústria familiar
A cadeia leiteira do Rio Grande do Sul continua na expectativa da votação do projeto de lei que propõe mudanças no sistema unificado de sanidade agroindustrial familiar. Se aprovada, a proposta beneficiaria produtores e agroindústrias de mais de 200 municípios do estado. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)

Porto Alegre, 02 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.705

 

  Ministério do Trabalho dá aval a imposto sindical

A Secretaria de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho, defende a cobrança do imposto sindical de todos os trabalhadores de uma categoria após a aprovação em assembleia. A contribuição passou a ser voluntária com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro. Pelo entendimento da nova lei, o imposto só pode ser cobrado do trabalhador que der autorização individual por escrito. A nota técnica nº 2/2018, assinada pelo secretário Carlos Cavalcante Lacerda, devolve aos sindicatos um direito que é interpretado como uma decisão do trabalhador.


 À Folha, Lacerda disse ter recebido de entidades mais de 80 pedidos de manifestação. “Sem a contribuição, pequenos sindicatos não vão sobreviver. A nota pode ser usada para os sindicatos embasarem o entendimento de que a assembleia é soberana”, afirmou Lacerda. Advogados trabalhistas e o setor patronal criticam o parecer. Sindicalistas comemoram a nota do secretário do governo Michel Temer.

“O Ministério do Trabalho adotou uma posição de equilíbrio”, disse Ricardo Patah</span>, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores). 

Sindicatos como o dos comércios de São Paulo, base de Patah, têm realizado assembleias gerais com a participação de uma parcela da categoria para impor a taxa a todos os trabalhadores.

Reportagem da Folha mostrou que as empresas só vão descontar contribuição autorizada individualmente.

“A posição da Fecomercio se mantém [contrária ao recolhimento] até que o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicione”, disse Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da FecomercioSP (federação do setor patronal do comércio no estado de São Paulo).

Tanto o Supremo como a Justiça do Trabalho têm sido bombardeados com ações pela volta da obrigatoriedade da contribuição sindical.

Para Dall’Acqua, o documento do ministério é inepto. “Notas técnicas são orientadoras de fiscalização, mas o texto não foi feito pela área competente, de auditores fiscais. A secretaria ultrapassou sua competência.

O documento, porém, diz que a secretaria tem autoridade para emitir parecer técnico sobre legislação sindical. A nota ainda recorre a uma argumentação jurídica: “Não se desconhece que a Constituição Federal de 1988 deu brilho às entidades sindicais. Reconheceu, inclusive, a força da <span instrumentalidade coletiva advinda da negociação coletiva (art. 7º)”. 

O que muda com a reforma trabalhista?
A reforma trabalhista entrou em vigor no sábado, dia 11 de novembro. CLIQUE AQUI para ver as principais alterações.

Oportunismo:
O professor de Direito do Trabalho da FGV Direito SP e da PUC-SP Paulo Sergio João disse que a nota é uma orientação oportunista.

“Só satisfaz entidades que questionam o fim da obrigatoriedade. Não tem valor técnico nem jurídico”, afirmou.

De acordo com João, com o parecer, o ministério só atende a um pedido de socorro dos sindicatos dos trabalhadores. “O efeito político é lamentável e revela um sindicalismo atrelado ao Estado”, disse o professor.

Lacerda, secretário de Relações do Trabalho, é ligado à Força Sindical e filiado ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SD-SP). O secretário, apesar da repercussão da nota no meio sindical, ainda vai submeter o entendimento à assessoria jurídica do órgão.

Presidente do TST suspende cobrança obrigatória
O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Batista Brito Pereira, proibiu o recolhimento obrigatório do imposto sindical de trabalhadores de empresas que operam no porto de Santos (SP). A decisão é liminar (provisória).

A sentença beneficiou a Aliança Navegação e Logística e a Hamburg Süd Brasil. O Settaport (sindicato dos trabalhadores) entrou na Justiça do Trabalho para receber o imposto, referente a um dia de trabalho de março. O pedido foi acatado em primeira instância e mantido pela desembargadora Ivete Ribeiro do (Tribunal Regional do Trabalho).

As empresas recorreram à Corregedoria-Geral, com uma correição parcial. Elas alegaram que o recolhimento do imposto, antes do julgamento final, geraria prejuízos. A decisão de 26 de março diz “que o imediato cumprimento da determinação de recolhimento de contribuição sindical de todos os empregados em decisão antecipatória de tutela consubstancia lesão de difícil reparação”.

Brito Pereira suspendeu a cobrança “até que ocorra o exame da matéria pelo órgão jurisdicional competente”.

Em nota, as empresas informaram que recorreram ao TST após queixas dos empregados contra a taxa. “Após a aprovação da reforma trabalhista, o recolhimento passou a ser uma opção.” O advogado do Settaport, Douglas de Souza, alega que a contribuição tem natureza tributária. “Há uma inconstitucionalidade formal na reforma trabalhista, porque só se pode acabar com tributo por lei complementar.” (Folha de SP)
 
 
Leite/Oceania 

A produção de leite na Austrália de julho de 2017 a fevereiro de 2018 subiu 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todos os meses desta temporada, de julho de 2017 a fevereiro de 2018, a produção de leite australiana ficou acima da verificada no mesmo período do ano passado. 

Em fevereiro de 2018 subiu 2,45% em relação a fevereiro de 2017. Na Nova Zelândia a produção de leite em fevereiro de 2018, foi de 1,9 milhões de toneladas, apresentando queda de 2,3% em relação a fevereiro de 2017. Em janeiro de 2018, os sólidos do leite também caíram 3,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. As condições climáticas em grande parte da Nova Zelândia melhoraram em relação ao início da temporada, ajudando na recuperação das pastagens. Observações preliminares sugerem que a tendência de produção menor do que no ano anterior enfraqueceu, e parece que o volume começou a melhorar nas últimas semanas. É possível que a produção até maio fique acima do projetado para essa época, mas, ainda assim, a temporada deverá fechar com volumes inferiores aos da temporada passada. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 


 
 
Leite/América do Sul 

A severa seca no Cone Sul da América do Sul continua a afetar a qualidade dos plantios de soja e milho e das pastagens de muitas fazendas. Os insumos para ração (milho/soja) são os maiores custos para os produtores de leite da região. 

Portanto, isso representa uma grande preocupação para a indústria de laticínios da região. A produção de leite é geralmente fica estável ou elevada no início do outono. No entanto, os níveis de gordura e proteína do leite permanecem baixos, enquanto a demanda por creme é forte. Ao contrário de duas semanas atrás, na Argentina e Uruguai a produção do leite de vaca vem melhorando lentamente, já que as temperaturas no início do outono estão se tornando mais confortáveis para o rebanho leiteiro. No momento, o volume de leite está sendo suficiente para processar queijos iogurte e leite em pó, além de atender a demanda de leite engarrafado. No entanto, a oferta de creme é muito pouca para atender à demanda sazonal de produtos à base de creme, como manteiga, doce de leite, e leite condensado. Assim, as bonificações para a matéria gorda do leite continuam elevadas. No Brasil, a produção de leite na fazenda é variável devido às diversidades climáticas do país. A oferta de leite está sendo adequada para a maior parte das necessidades das fábricas. As compras de leite fluido/UHT nos vários canais do mercado permanecem fortes. Já a demanda por queijo é fraca. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 

 
 

Dívidas de custeio
O Banco do Brasil irá negociar as dívidas de custeio agrícola e investimento dos produtores de leite de todo o país. A decisão foi repassada para a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que haviam solicitado a demanda. De acordo com o presidente da associação, Geraldo Borges, é a terceira vez em que a entidade pleiteia em favor dos produtores. “No ano passado, o Banco do Brasil tinha prorrogado as dívidas de 2017. Até 30 de dezembro era o prazo para o produtor procurar a agência e fazer a prorrogação, o que, de uma forma coletiva, foi autorizado. Esse prazo foi prorrogado até 30 de março, para negociar todas as dívidas de custeio e investimento que venceram em 2017. A Abraleite solicitou uma terceira vez, junto com a FPA, que as dívidas que estariam vencidas e vencendo em 2018 fossem também parceladas”, conta. Conforme consta no documento enviado pelo banco, será necessário que os produtores paguem 20% do débito ainda em 2018. O saldo restante poderá ser prorrogado por três anos. Borges explica que no ofício não consta a data limite para os produtores renegociaram a dívidas, mas recomenda que isso seja feito o quanto antes. O presidente da Abraleite destaca que é uma solução paliativa, servindo como oxigênio para os pecuaristas. “Para esse produtor tentar se equilibrar enquanto a cadeia se recupera desse problema, que tem vivido desde maio de 2017. Uma queda constante dos preços. A baixa ou nenhuma remuneração nos preços”, esclarece. (Canal Rural)

Porto Alegre, 29 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.704

 

  Revista Sindilat destaca mercados para exportação

A nova edição da Revista Sindilat já está em circulação. A reportagem de capa reúne um time de especialistas para falar sobre as oportunidades e desafios de negócios que se abrem para os produtos brasileiros no exterior. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, são mais de 55 países em negociação ativa com o Brasil nos últimos dois anos. 

A publicação também traz notícia sobre o novo laboratório credenciado para exames de brucelose no Rio Grande do Sul e aborda projetos de sucesso executados pelo Sindilat em 2017, como o Pub do Queijo na Expointer. Além disso, a edição traz cobertura completa da festa de posse da nova diretoria do sindicato ocorrida em dezembro passado e da entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo e Destaques 2017.  Para acessar a revista na íntegra CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Santa Clara define as atrações da 11ª Expoclara

A Cooperativa Santa Clara prepara a 11ª edição da Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos, a Expoclara, que ocorre entre os dias 03 e 06 de maio, das 8h às 18h, no Parque da Fenachamp, em Garibaldi.  O evento é considerado uma das principais exposições de gado leiteiro Estado. 

A Expoclara tem por objetivo colocar animais de associados em uma exposição oficial e sob olhares de visitantes e profissionais do ramo, valorizando a sua qualidade genética. Além disso, é uma oportunidade para os produtores terem seus animais avaliados e comparados aos de outros expositores, podendo ainda trocar experiências sobre a atividade.

Para esta edição, está prevista a participação de mais de 200 animais das raças Jersey e Holandês, 80 expositores e 30 mil visitantes. Entre as atrações estão o julgamento de gado leiteiro, shows, exposição de máquinas, produtos, equipamentos agrícolas e produtos, além do 3º Concurso Jovem Puxador, voltado às crianças e adolescentes, e o Encontro de Prefeitos e Secretários Municipais de Agricultura. Entre as novidades deste ano está o Balcão de Negócios, onde os produtores poderão negociar os animais expostos e o espaço do projeto Plantando o Bem. 

Expoclara Cultural                                          
A Expoclara Cultural contará com os shows de Thomas Machado, vencedor do The Voice Kids 2017, João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo e Guri de Uruguaiana. Nos quatro dias da exposição haverá intervenções do Grupo Vanti in Drio. A programação conta ainda com apresentações da peça teatral Histórias das Porteiras “O livro dos Contos” e “Uma aventura urbana”, além de shows regionais. 

O projeto Palco Cultural Histórias das Porteiras conta com o patrocínio da Cooperativa Santa Clara. Financiamento do Governo do Estado - Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - Pró-Cultura RS - Lei de Incentivo à Cultura. Mais informações sobre a Expoclara podem ser obtidas no site www.coopsantaclara.com.br/expoclara.

Sobre a Santa Clara
Em 2018, a Santa Clara completa seus 106 anos de história, o que a faz a mais antiga cooperativa de laticínios em atividade no Brasil. A sua sede está localizada no município de Carlos Barbosa e está presente, através de seus 5.630 associados, em mais de 120 municípios gaúchos, atuando nos ramos de Laticínios, Frigorífico, Fábrica de Rações, Cozinha Industrial, Farmácia e 22 unidades de varejo, entre supermercados e mercados agropecuários, nos municípios onde possui associados. Atualmente possui um mix de 340 produtos, entre Laticínios, Frigorífico, Doces e Sucos.

Confira a programação:
Horário de visitação: das 8h às 18h
03 de maio (quinta-feira)
10h – Encontro Santa Clara com Prefeitos e Secretários de Agricultura
9h, 10h, 13h30min, 14h30min e 15h30min – Espetáculo Teatral: Histórias das Porteiras – O Livro dos Contos*
15h – Abertura Oficial do Evento
17h – Inês Rizzardo 

04 de maio (sexta-feira)
8h30min, 9h30min, 14h, 15h e 15h45min – Espetáculo Teatral: Histórias das Porteiras – Uma Aventura Urbana*
08h – Julgamento Animais da Raça Jersey
13h30min – Julgamento Animais Jovens da Raça Holandesa

05 de maio (sábado)
8h30min – Julgamento Animais Adultos da Raça Holandesa
9h – Teatro: Histórias das Porteiras – Uma aventura Urbana*
11h e 13h – Teatro: Histórias das Porteiras – O Livro dos Contos*
12h – Concurso Jovem Puxador
14h – Espetáculo Vida em Movimento: Sankt Petrus Dança Brasil*
14h30min – Apresentação dos Animais para Balcão de Negócios
15h – Thomas Machado com participação especial de Laura Dalmás*  
15h30min – Guilherme Mecca
16h – Grupo Estirpe Campeira *
17h – Beatles no Acordeon
21h – Jantar de Entrega de Troféus aos Associados e Expositores 

06 de maio (domingo)
9h – Mateada com CTG Sentinela da Serra (Garibaldi) e CTG Trilha Serrana (Carlos Barbosa), participação especial de Sedenir Sauthier e Grupo Isto é o Rio Grande*
14h – Desfile das Campeãs 
14h – João Luiz Corrêa e Grupo Camperismo*
15h30min – Guri de Uruguaiana*
16h30min – Laura Dalmás
17h15min – Joce Sampaio
18h – Encerramento do evento

* Atrações no Palco Cultural
Programação sujeita a mudança sem aviso prévio

Programação paralela:
– Feira de Máquinas e Implementos Agrícolas
– Circuito do Leite
– Energias Alternativas
– Feira da Agroindústria
– Irrigação e Fruticultura
– Espaço Plantando o Bem
– Campo Tecnológico Sustentável – Parceria Cooperativa Santa Clara, Emater e Embrapa
– Palestras técnicas
– Conferência de atualização do Colégio Brasileiro de Jurados de Pista – “A arte de julgar”, de 1º a 03 de maio
Organização: ABCBRH – Associação Brasileira de Criadores Bovinos de Raça Holandesa e Gadolando Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS
Apoio: Cooperativa Santa Clara
(Assessoria de Imprensa Santa Clara)

 
 
Leite/Europa

Observações preliminares registraram aumento na entrega de leite nas fábricas a partir da segunda quinzena de março na Europa Ocidental. O mês começou com um clima frio incomum para a época prejudicando a produção de leite, mas, no meio do mês as temperaturas ficaram mais elevadas. 

O aumento do leite é bem recebido pelas indústrias europeias, especialmente para os produtores de queijo. Em janeiro de 2018 a produção de leite na União Europeia ficou 3,5% acima da verificada no mesmo mês de 2017, com destaque para Alemanha (+5,2%); França (+3,9%); Reino Unido (+1,2%); e Itália (+4,6%).

A produção de queijo na União Europeia (UE) em janeiro de 2018 ficou 2,6% acima da verificada em janeiro de 2017. Muitas indústrias esperam que os preços do queijo permanecem firmes, e a produção de queijo tem sido a prioridade dada ao leite captado nas plataformas. Os fabricantes de queijo da UE têm como alvo atender o mercado interno, mas, também chegar ao mercado mundial. Os estoques estão apertados, mais do que o desejável, e, portanto, o aumento da produção é necessário. Entre alguns dos principais países produtores de queijo, cabe destacar as elevações verificadas em janeiro de 2018 quando comparadas com janeiro de 2017: Alemanha (+3,1%), França (+4%); e Itália (+5,2%). (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

Temer sanciona lei que cria conselho para técnicos agrícolas
O presidente Michel Temer sancionou lei que cria os conselhos federais e regionais de técnicos industriais e dos técnicos agrícolas, todos na qualidade de autarquias com autonomia administrativa e financeira e com estrutura federativa. A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). Os conselhos "têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional das respectivas categorias". As instituições terão sua estrutura e seu funcionamento definidos em regimento interno próprio, aprovado pela maioria absoluta de seus conselheiros. (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

Porto Alegre, 28 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.703

 

  Queijos/Chile

Entre os principais produtos lácteos importados pelo Chile, os queijos representaram 66,6% do total entre janeiro e fevereiro de 2018, segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas Odepa. Representou US$ 33,5 milhões em valores, e 8.728 toneladas em volumes. O leite em pó integral e o leite em pó desnatado tiveram 11,2% e 5,8% de participação, respectivamente, nos valores de US$ 5,6 milhões e US$ 2,9 milhões.

 
 

País de origem
Quanto às importações por país de origem, os principais foram Alemanha, Argentina e Estados Unidos, com participações de mercado de 36,6%, 14,1% e 13,3%, respectivamente. Seguem Holanda e Nova Zelândia, na quarta e quinta colocação, obtendo 11,7% e 11,2% de participação no mercado. Cabe ressaltar o notável crescimento da Alemanha, cujo volume importado totalizou 3.191 toneladas, o que representou variação de 888,7% em comparação com o ano anterior. A Argentina, por sua parte, com um volume importado de 1.234 toneladas, cresceu 53,6%, enquanto os Estados Unidos embarcou 1.164 toneladas, caindo 8,6% em relação a um ano antes. (ExporLac Chile – Tradução livre: Terra Viva)
 
 
 
 Produção mundial 

A produção mundial de leite em janeiro registrou aumento de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2017. Mais de 75% do leite adicional foi procedente do aumento da produção na União Europeia (UE-28), e os Estados Unidos contribuíram com mais de 20%. 

A produção na Argentina e na Austrália aumentaram, mas a da Nova Zelândia caiu, compensando o incremento desses dois países. A captação de leite na UE aumentou 3,8% em janeiro em relação a janeiro de 2017. Em todos os países da UE foram registradas taxas de crescimento da produção, menos Reino Unido, Hungria e Suécia. Na Espanha a captação subiu 5,4%, percentual similar ao registrado na Alemanha. Na França e na Polônia o crescimento foi em torno de 4%. Os maiores incrementos (acima de 10%) ocorreram na Itália, Áustria, Romênia e Bulgária. As estimativas para fevereiro apontam para um panorama diferente. A Nova Zelândia poderá continuar com os níveis de produção abaixo do ano anterior e a meteorologia desfavorável na UE poderá refletir na produção. Na Holanda a produção deve cair 1,2% (mesmo que tenha aumentado 0,2% em janeiro). Os outros países ainda não possuem dados oficiais, mas, parece que também ocorreram reduções na França, Alemanha e Reino Unido. (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)

Mudança de comportamento

Nos últimos doze meses, brasileiros economizaram comendo menos fora de casa e escolhendo marcas mais baratas de produtos como leite, sucos, arroz e macarrão. Também há um número crescente de consumidores economizando em produtos de limpeza, tendência que se repete nos outros países da América Latina e nos Estados Unidos.

Por outro lado, os mesmos brasileiros que economizaram nestas frentes escolheram marcas mais caras de vinhos e de cervejas, de acordo com a pesquisa Sentimento do Consumidor, da consultoria McKinsey. Para os especialistas, uma das razões para esta mudança de comportamento está na chegada de novas opções de maior qualidade nas prateleiras dos supermercados. A McKinsey também cita “mudanças graduais no paladar do consumidor ao longo dos anos”. Cerveja e vinhos ficaram no primeiro e segundo lugar no ranking de viés de migração para marcas mais caras. Mas, além das bebidas alcoólicas, outro setor que também observou esta migração foi o de cosméticos, que registrou a segunda maior migração para marcas superiores. De acordo com a pesquisa, apenas 28% da população está otimista sobre sua economia doméstica, contra 31% no final de 2016. No mercado de trabalho, 76% das pessoas têm medo que alguém de sua casa perca o emprego, contra 71% no final de 2016. (InfoMoney)

Uruguai: captação de leite pela Conaprole acumula expansão de 7,9% em 2018

A captação de leite pela empresa uruguaia, Conaprole fechou os primeiros 18 dias de março com um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto no acumulado janeiro-março o aumento chegou a 7,86%, informou o vice-presidente da Conaprole, Alejandro Pérez Viazzi.

Atualmente, a indústria está processando cerca de 3,2 milhões de litros por dia, apesar de um clima relativamente adverso que se estendeu a uma grande parte da bacia leiteira até o último final de semana. "Apesar da seca, o gado em geral parece estar bem e está expressando (em litros de leite) seu potencial", explicou.

Ele considerou que, se o clima for favorável para o plantio de safras de inverno, certamente uma taxa de expansão nos níveis de captação  entre 8% e 10% acima dos níveis do ano passado pode ser sustentada. Em fevereiro, a Conaprole pagou em média aos seus produtores, um valor médio por litro de 9,75 pesos (US$ 0,34). (As informações são do Tardaguila Agromercados, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)

 
 

Uruguai: preço do leite ao produtor subiu em fevereiro para o seu melhor nível em 5 meses
O preço do leite pago ao produtor uruguaio subiu em fevereiro em relação a janeiro e também em relação ao mesmo mês do ano passado. A média foi de 9,64 pesos (US$  0,34) por litro, a maior desde setembro do ano passado. Isso representou um aumento de 2% em relação a janeiro e de 1% em relação aos 9,55 pesos (US$ 0,33) do ano anterior, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). (As informações são do http://blasinayasociados.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 27 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.702

 

  Benefícios à sanidade e à genética

O Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa três anos em 2018, desponta no Rio Grande do Sul como uma alternativa atrativa para os laticínios, com reflexos positivos e diretos para os agricultores. Criado em 2015, o programa prevê o desconto dos créditos da contribuição ao PIS/Cofins para projetos de assistência técnica, educação sanitária e melhoramento genético nas propriedades produtoras. O laticínio que apresenta projeto tem retorno de 50% dos créditos presumidos, desde que invista 5% no programa. 

O responsável pelo programa na Superintendência Regional do Mapa, Roberto Francisco Lucena, explica que, no Estado, 60 projetos já protocolaram pedido de retorno dos créditos presumidos, o que representa um montante de R$ 49 milhões e benefícios a pelo menos 20 mil produtores. No ano em que se iniciou, o programa atendeu 10 mil agricultores. "Com estes recursos já se realizaram, por exemplo, testes de brucelose e tuberculose em 120 mil animais de 3,8 mil propriedades gaúchas", contabiliza Lucena. O fiscal agropecuário ressalta também que resultados prévios do programa mostram melhorias na qualidade e produtividade do leite, no gerenciamento das propriedades, na genética dos rebanhos e na efetividade nos controles sanitários. Todas as 26 empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), que representam 80% da produção leiteira gaúcha, têm projetos protocolados no programa. 

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diz que o Mais Leite Sustentável é um dos programas governamentais mais inteligentes já criados. "Todos os nossos associados estão com projetos em andamento. Quem não aderiu está perdendo dinheiro, pois feitos os investimentos obrigatórios que favorecem os produtores, o laticínio ainda tem o retorno de recursos para aplicar nas suas despesas", lembra Guerra. A coordenadora do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Mapa, Charli Ludtke, afirma que ainda há muito espaço para a adesão ao programa, que já aplicou R$ 130 milhões desde sua criação e beneficiou 55 mil produtores em todo o país. (Correio do Povo)
 
Conseleite/SC
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Março de 2018 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Fevereiro de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Março de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,51 e 3,60% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 8,61 e 8,70% de sólidos não gordurosos, entre 451 e 500 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O leite abaixo do padrão é aquele que contém 3,00 a 3,05% de gordura, entre 2,90 e 2,95% de proteína, entre 8,40 e 8,50% de sólidos não gordurosos, no máximo 600 mil células somáticos/ml e no máximo 600 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (FAESC)

FrieslandCampina

O preço garantido do leite cru pela FrieslandCampina para o mês de abril de 2018 foi de € 34,50/100 kg, [R$ 1,46/litro], caindo € 1,00/100 kg em relação ao mês anterior. É o menor preço desde janeiro de 2017, e também € 1,50 menor do que o registrado em abril de 2017. A queda foi resultado da quebra de expectativas em relação às cotações dos produtos lácteos que foram feitas pelas principais indústrias de referência.
 

Também o preço garantido do leite orgânico caiu em abril, para € 48/100 kg, [R$ 2,03/litro]. Um decréscimo acentuado, de € 2,50/100 kg em relação a março de 2018. É o mesmo valor pago em abril de 2017, e o menor dos últimos 12 meses. (FrieslandCampina – Tradução livre: Terra Viva)

  

Preços globais da Fonterra se mantêm estáveis

Em conjunto com o anúncio de uma mudança de liderança e aumento de receita, a Fonterra também anunciou um aumento na previsão do preço do leite de 2018 para NZ$ 6,55 (US$ 4,70/R$ 15,51) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,55 (US$ 0,39/R$ 1,30) por quilo de leite.  A nova previsão é 15 centavos (10,7 centavos de dólar) maior do que a previsão de dezembro de 2017 de NZ$ 6,40 (US$ 4,59/R$ 15,15) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,53 (US$ 0,38/R$ 1,25) por quilo de leite].

Além disso, a Fonterra previu que seu dividendo anual esteja entre 25 e 35 centavos de dólar neozelandês (17,9 a 25,15 de dólares/59,2 a 82,88 centavos de real) por ação. Se concretizado, isso resultaria em um pagamento total em dinheiro em 2018 de NZ$ 6,80 (US$ 4,88/R$ 16,10) a NZ $ 6,90 (US$ 4,95/R$ 16,34)  por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,57 (US$ 0,40/R$ 1,34) a NZ$ 0,58 (US$ 0,41/R$ 1,37) por quilo de leite], o terceiro maior na última década.

O preço mais favorável que levou ao anúncio foi seguido pelos resultados provisórios de 2018, refletindo um líquido normalizado após a perda de impostos de NZ$ 348 milhões (US$ 250 milhões/R$ 824,11 milhões). A receita provisória de 2018 para a cooperativa aumentou 6% em relação aos resultados intermediários de 2017, para NZ $ 9,8 bilhões (US$ 7 bilhões /R$ 23,2 bilhões).

A perda foi direcionada por uma redução de  NZ$ 400 milhões (US$ 287,46 milhões/R$ 947,25 milhões) em seu investimento na Beingmate, uma empresa chinesa de fórmulas infantis. Além disso, a Fonterra reportou a renúncia do CEO, Theo Spierings, após sete anos no comando. O presidente do conselho da Fonterra, John Wilson, também observou: "Embora o quadro global de oferta e demanda permaneça positivo e esperemos que os preços permaneçam em torno dos níveis atuais, estaremos atentos a qualquer impacto no sentimento do mercado à medida que os volumes de produção de primavera começam a surgir na Europa".

De fato, é um conselho sábio ficar de olho na produção de leite na Europa. Os dados de janeiro mostram que a produção de leite na UE-28 - assumindo uma produção estável na Suécia e na Grécia, que ainda não reportaram - subiu 3,1% com relação a dezembro e 4,2% com relação a janeiro de 2017.

Comparando os resultados preliminares com janeiro de 2016, a UE-28 teve crescimento de 2,5%. Em janeiro passado, a produção de leite na UE-28 estava em declínio, pois havia incentivos econômicos para os produtores de leite reduzirem a produção; portanto, comparar 2018 a 2016 fornece uma imagem mais clara da magnitude da expansão.

Em 22/03/18 – 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,71865; R$ 2,36814
1,39150 Dólar Neozelandês = US$ 1
0,42227 Dólar Neozelandês = R$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Daily Dairy Report, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

EUA: produção de leite aumentou 1,8% em fevereiro nos 23 estados de maior produção

A produção de leite nos 23 estados de maior produção dos Estados Unidos em fevereiro totalizou 7,21 bilhões de quilos, alta de 1,8% em relação a fevereiro de 2017. A produção revisada em janeiro, de 7,85 bilhões de quilos, subiu 1,8% em relação a janeiro de 2017. A revisão de janeiro representou um aumento de 4 milhões de quilos ou 0,1 por cento da estimativa de produção preliminar do mês passado. A produção por vaca nos 23 principais estados teve média de 826,4 quilos em fevereiro, 10,43 quilos a mais que em fevereiro de 2017. O número de vacas leiteiras em fazendas nos 23 principais estados era de 8,75 milhões de cabeças, 49.000 cabeças a mais do que em fevereiro de 2017, e mil cabeças a mais do que em janeiro de 2018. (As informações são do National Agricultural Statistics Service (NASS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), traduzidas pela Equipe MilkPoint) 

 

Preço/Arla
A Arla anunciou aumento de 0,32 pence por litro do leite padrão a partir de 1º de abril. Com a introdução do mecanismo de estabilização cambial no último trimestre, o litro do leite subirá para 27,43 pence, [R$ 1,29/litro]. Em relação aos mercados, o diretor da Arla, Johnnie Russell disse que “Os preços do mercado de commodities ficaram estáveis nas últimas semanas, mas, as proteínas continuam com níveis recordes de baixa. As taxas de aumento nos preços da manteiga e do queijo diminuíram, e continuam nos níveis de fevereiro”. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 23 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.701

 

 Fonterra eleva o preço do leite de NZ 6,40 para NZ$ 6,55, mas reduz os dividendos
 
A Fonterra fez anúncios variados com seu resultado parcial – elevando a previsão do preço do leite aos produtores em 15 centavos, mas, reduzindo a previsão de dividendos do ano também em 15 centavos. 

Contrariamente à algumas expectativas, a Fonterra assumiu inteiramente a queda do valor de mercado de 18,8% da chinesa Beingmate Baby & Child Food Co, adquirida em 2015 por NZ$ 756 milhões. A Beingmate anunciou perdas de NZ$ 208 milhões. A Fonterra fez a depreciação dos NZ$ 405 milhões, para NZ$ 244 milhões, refletindo os preços atuais das ações. A cooperativa prevê dividendos entre 25 e 35 centavos. No ano passado os dividendos foram de 40 centavos. Somando os dividendos e a previsão do preço do leite de NZ$ 6,55/kgMS, [R$ 1,19/litro], os produtores receberão este ano, entre NZ$ 6,80 e NZ$ 6,90, [R$ 1,24 e R$ 1,26], – o que a Fonterra diz se o terceiro maior da última década.
 
 
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que o pagamento foi “uma boa notícia para a Nova Zelândia, pois, representa cerca de NZ$ 10 bilhões que entrarão na economia do país. “No entanto, estamos conscientes dos desafios que muitos dos agricultores estão enfrentando nesta temporada diante das condições climáticas adversas que impactam na produção. Embora o quadro global de oferta e demanda permaneça positivo e esperamos que os preços permaneçam nos níveis atuais, estaremos atentos a qualquer impacto sobre as condições de mercado que poderá ser causado pelo aumento da produção de primavera na Europa”.

Na primeira metade da temporada a Fonterra também pagou NZ$ 183 milhões pelos prejuízos causados à Danone. Isto junto com o prejuízo da Beingmate totalizou perdas de NZ$ 348 milhões no semestre. Com base normais, a Fonterra disse que o lucro líquido depois dos impostos chega a NZ$ 248 milhões. “Dado o possível impacto dessas decisões, o Conselho resolveu reduzir a previsão dos dividendos para 25 a 25 centavos por ação. Essa faixa de dividendos permitirá à diretoria cobrir o prejuízo da Beingmate, bem como a indenização à Danone.” (interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva)  
 
Produção láctea e integração do Mercosul em debate em Santa Rosa

Com o objetivo de discutir a cadeia produtiva do leite juntamente com produtores da região, a Cabanha Gema, de Santa Rosa, realizará o evento Manhã de Campo: A voz do Leite, no dia 7 de abril. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, participará dos debates, abordando as tratativas para avançar na integração da produção dos países do Mercosul. "É muito importante pensarmos no bloco econômico como um diferencial competitivo, como parceiros que têm muito a nos ajudar na busca de novos mercados internacionais", disse. Segundo Palharini, o Brasil precisa se equiparar ao Uruguai e Argentina em termos de competitividade e isso passa por aproximar o relacionamento.

De acordo com uma das proprietárias da cabanha Ângela Marasquin, um dos objetivos é mostrar aos produtores como se trabalha com Compost Barn e as vantagens do uso dessas grandes áreas cobertas na produtividade e conforto animal."Nós somos a primeira cabanha aqui na região com um galpão com esse sistema", pontuou. A expectativa de Marcos Freitas, também proprietário, é que cerca de 400 pessoas participem do evento. 

Na ocasião, também haverá palestra da Hermanns Insumos e Equipamentos sobre sistema de ordenha. Evandro Kurtz, da Gensur Brasil Genética, falará sobre a seleção de touros adequados para sistemas de produção. A Nutretampa abordará a adequação do concentrado conforme o sistema de produção. O proprietário da cabanha, Marcos Farias, falará sobre ferramentas para o aumento da eficiência produtiva do rebanho. Além disso, a Emater apresentará dados da produção leiteira regional. O evento incia-se às 9h e será transmitido ao vivo pelo programa A voz do campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

México busca aumentar as exportações de produtos lácteos

Sigma, Lala e outros produtores de lácteos chamados de grau A, poderiam ter maior acesso ao mercado norte-americano e canadense, porque, dentro da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), o México procura eliminar as barreiras estatais que permitem uma maior penetração desses alimentos em ambos os mercados - disse Kenneth Smith Ramos, chefe da Negociação Técnica do NAFTA da Secretaria de Economia.

Em uma visita à cidade onde participou do primeiro Fórum Internacional de Comércio Exterior COMCE Nordeste, ele mencionou que esta é uma proposta feita pela equipe de negociação mexicana e ele acha que pode ser alcançada. "Empresas bem-sucedidas como a Lala investiram nos Estados Unidos e de fato compraram empresas do setor de produtos lácteos como um mecanismo para resolver esses tipos de barreiras e ter presença no mercado norte-americano; mas nem todas as empresas mexicanas podem fazer isso. O que estamos procurando é que o mercado possa ser aberto completamente nos Estados Unidos e que essas restrições a nível estadual sejam eliminadas", explicou.

Ele ainda acrescentou: “Estamos buscando um maior acesso ao mercado canadense e americano de produtos lácteos. O Canadá ainda tem barreiras significativas a esse respeito, em produtos lácteos e aves e há restrições regulatórias dos Estados Unidos ao nível estatal que impedem a entrada de nossos produtos de, por exemplo, grau A (como iogurtes e leite fresco). Há barreiras não tarifárias e estamos procurando abrir isso". 

Smith Ramos acrescentou que outro objetivo da propostas feita pela equipe de negociação mexicana é permitir, em todos os três países, a entrada temporária de pessoas de negócios, isto é, profissionais e escritórios certificados; o que segundo ele, agregaria valor ao NAFTA.

"Um aspecto importante que enfatizamos no NAFTA é a entrada temporária de pessoas de negócios, com cadeias de produção integradas nos três países que foram desenvolvidas ao longo dos últimos 25 anos. A parte do movimento trabalhista é fundamental, não estamos falando de modificar a política de migração de qualquer um dos países, estamos falando de oferecer maiores facilidades para que profissionais e certos negócios certificados possam se mover livremente através de suas empresas e participar de projetos temporários em qualquer um dos três países. Este é um aspecto da flexibilidade do trabalho e de competitividade muito importante e que estamos promovendo”. (As informações são do El Financiero, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 

Impostos/AR 
A AFIP, [Receita Federal da Argentina) prorroga por tempo indeterminado a redução de cinco pontos no recolhimento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) que incide sobre a captação de leite fluido pelas indústrias de laticínios. A resolução 4216 da AFIP – publicada no Diário Oficial de hoje prorroga o benefício fiscal “a partir de 01 de janeiro de 2018, inclusive, mesmo quando aplicável a transações realizadas antes dessa data”. A norma indica que, no caso de ter sido retido 6% entre 1º de janeiro de 2018 e 21 de março, “as quantias excedentes deverão ser devolvidas, aplicando-se o disposto no artigo 6 da Resolução Geral 2233, e suas emendas”. A restituição do benefício foi uma promessa do presidente Mauricio Macri durante a última reunião entre a Mesa do Setor lácteo e o Presidente, realizada no final de fevereiro passado. (Infortambo – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 22 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.700

 

  2017: produção se recupera, mas ritmo cai no final do ano

 
Nesta quarta-feira (21.03.18), o IBGE divulgou os resultados da Pesquisa Trimestral do Leite referentes ao 4º trimestre de 2017. Neste período, a captação formal brasileira foi de 6,4 bilhões de litros, aumento médio de 3,2% em relação ao 4º trimestre de 2016. Com isso, 2017 se consolidou como um ano de recuperação na produção de leite. Após cair por dois anos consecutivos, em 2017 a captação formal total foi 4,4% maior do que em 2016, chegando a 24,1 bilhões de litros, contra 23,1 no ano anterior. Entretanto, a forte queda na rentabilidade da atividade (especialmente no 2º semestre) desacelerou a recuperação da produção a partir do 3º trimestre de 2017, como ilustra o gráfico 1.
 
Gráfico 1. Produção formal de leite no Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base nos dados do IBGE. 
 
Entre as regiões, nota-se uma maior desaceleração na recuperação de produção na região Sudeste em relação ao Sul. No 4º trimestre de 2017, a captação formal do Sudeste foi “apenas” 2,4% superior em relação ao mesmo período de 2016; já na região Sul, o aumento foi de 6,5% na mesma comparação. Por fim, no acumulado anual (2017 vs. 2016) a região Sudeste registrou crescimento total de 2,6%, enquanto a Sul cresceu 5,6% (observe o gráfico 2).
 
Gráfico 2. Variação de captação das regiões entre 2017 e 2016. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE.
 
 
Na comparação estadual, Minas Gerais foi o estado de maior captação no 4º trimestre (muito por conta do seu período de safra), com captação de 1,6 bilhão de litros, 0,5% a menos em relação ao 4º trimestre de 2016. Contudo, na comparação anual do volume total captado, Minas Gerais teve queda de 1,7%, a maior entre os seis principais estados do Brasil. Enquanto Santa Cataria e São Paulo foram destaques na comparação do volume anual total, com aumento de 13,1% e 11,9% respectivamente. Observe o gráfico 3.
 
Gráfico 3. Variação anual do leite formal adquirido nos principais estados. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE. 
 
Ainda assim, Minas Gerais segue como o maior produtor de leite do Brasil, respondendo por 24,8% da captação em 2017 (contra 26,4% em 2016). Assim, o ranking de 2017 segue com os seguintes estados e suas respectivas participações na captação total: Rio Grande do Sul (14,2%), São Paulo (11,9%), Santa Catarina (11,4%), Paraná (11,3%) e Goiás (10,2%). Em 2017, destaque para São Paulo (3º) e Santa Catarina (4º) que subiram uma posição cada no ranking, enquanto o Paraná (5º) caiu duas posições entre 2016 e 2017. Vale ressaltar que, como o dado em questão se trata do leite adquirido, é possível que parte do crescimento de volume em São Paulo não seja proveniente de aumento de produção, mas sim, de leite produzido em outros estados e comprado pelas indústrias paulistas. O gráfico 4 exibe a participação dos principais estados na captação total de leite em 2017. (Fonte: IBGE/Milkpoint)
 
Gráfico 4. Participação estadual na captação total em 2017. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE. 

 
Empresas de alimentos reduzem propagandas voltadas para crianças
 
Após a implantação, ao longo de 2017, de um compromisso firmado por 11 grandes empresas de alimentos que atuam no Brasil, o número de propagandas para crianças de produtos por elas considerados inadequados despencou. A queda foi de 100% em peças publicitárias televisivas, de 98,6% na internet e de 97% em cinemas. Esse valor residual estaria relacionado a falhas na divulgação de conteúdo por parceiros. Foram centenas de casos analisados.
 
O anúncio foi feito nesta terça (20), em São Paulo, por executivos de algumas dessas indústrias. As empresa signatárias se comprometem, por exemplo, a não fazer anúncios de chocolates e refrigerantes para crianças; outros produtos têm propaganda liberada, como sucos 100% fruta e balas sem açúcar. Outros caem em uma classificação intermediária — para poderem ser anunciados, têm de atender critérios nutricionais padronizados.
 
Grazielle Parenti, diretora de assuntos corporativos e governamentais da Mondelez (dona de marcas como Lacta, Club Social e Philadelphia) afirma que “a publicidade é, mesmo que em menor parte, responsável pela obesidade infantil”. Segundo ela, os adultos é que tem de ser alvo das peças publicitárias, já que eles são os decisores das compras. Algumas instituições e setores da sociedade discordam, no entanto, que haja qualquer nível seguro ou aceitável de publicidade voltada para crianças.
 
O programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, por exemplo, tem como bandeira o combate à publicidade infantil baseado em uma resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), órgão colegiado ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Para eles, essas ações são abusivas e ilegais.
 
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Opas (Organização Pan-americana da Saúde) também já se manifestaram contrariamente à existência de qualquer tipo de publicidade direcionada a esse público. As empresas de alimentos, por sua vez, consideram que uma proibição total seria inadequada. Segundo Parenti, as iniciativas do Compromisso pela Publicidade Responsável estão resguardadas pelo direito à publicidade garantido pela Constituição.
 
Participam do acordo voluntário Agora, Coca-Cola Brasil, Ferrero, General Mills, Grupo Bimbo, Kellogg's, Mars, McDonald’s, Mondelez, Nestlé, PepsiCo e Unilever. As empresas não revelam qual foi o montante investido para assegurar o cumprimento das metas voluntárias. Há a expectativa de que, a partir de agora, novas companhias se juntem ao grupo.
 
Ricardo Zibas, sócio-diretor da KPMG, empresa de auditoria contratada para monitorar o cumprimento das metas voluntárias, afirma que foi desenvolvido um sistema eletrônico de monitoramento baseado em palavras-chave para verificar casos de aderência e não aderência das peças publicitárias às normas. Os períodos avaliados foram as férias escolares (janeiro), a páscoa (março e abril), Dia das Crianças (outubro) e Natal (dezembro).
 
Picolé e hambúrguer 
Um exemplo que ilustra uma categoria que pode ser anunciada, mas que depende dos parâmetros nutricionais são os picolés. Tomando como exemplo o Magnum, da Kibon (marca que pertence à Unilever), de 74 gramas, são 223 kcal e 20 gramas de açúcar por unidade.
 
Se considerarmos a porção normalizada de 100 gramas, o Magnum fica com 285 kcal e 25,6 gramas de açúcar por porção — acima dos limites de 110 kcal e 20 gramas de açúcar por porção estipulados para alimentos dessa categoria poderem estrelar peças publicitárias para crianças. Refeições prontas para crianças (almoço ou jantar), devem ter no máximo 510 kcal, menos de 660 mg de sódio e menos de 10% das calorias provenientes de gordura.
 
Um McLanche Feliz, por exemplo, pode chegar 565 kcal, se composto por cheeseburguer, batata tamanho kids, suco de laranja e Danoninho. Se o suco for trocado por água, a batata por tomatinhos e o cheeseburger por hambúrguer, o McLanche feliz pode até ficar um pouco triste, mas ganha direito de ser anunciado até como lanche da tarde, com 302 kcal.
 
Compromisso da indústria
O que pode e o que não pode ser anunciado?
Não podem ser anunciados para grupos compostos em 35% ou mais de crianças menores de 12 anos, seja abusando de cores, durante programação voltada para eles, ou com personagens infantis, por exemplo:
chocolates;
doces;
refrigerantes.
Podem ser anunciados, desde que sejam seguidas normas nutricionais padronizadas:
Óleos e gorduras com base vegetal e animal, e produtos à base de gordura e molhos emulsionados;
Frutas, vegetais e sementes e seus produtos, exceto óleo;
Leites, produtos lácteos e substitutos do leite;
Produtos à base de cereal;
Sopas, pratos compostos, pratos principais e sanduíches;
Refeições para crianças;
Sorvetes.
Podem ser anunciados sem qualquer restrição:
Água engarrafada;
Suco 100% fruta;
Produtos 100% à base de fruta ou vegetal, sem adição de sal, gordura ou açúcar;
Produtos 100% à base de sementes e castanhas, sem adição de sal, gordura ou açúcar;
Carne crua;
Gomas e balas “sugar free”.
(As informações são do jornal Folha de São Paulo)
 
 
Programa Mais Leite Saudável: projeto aumenta prazo para empresa obter habilitação definitiva
 
Empresas e cooperativas produtoras de leite interessadas em participar do Programa Mais Leite Saudável poderão ter um prazo maior para apresentar requerimento à Receita Federal solicitando habilitação definitiva no programa. É o que determina o Projeto de Lei 8840/17, do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto altera a Lei 10.925/04.
 
O Programa Mais Leite Saudável permite às empresas e cooperativas se beneficiarem de um crédito presumido, espécie de incentivo fiscal dado pelo governo federal, que dá desconto na Contribuição para o PIS/Pasep e na Cofins devidas. Para receber o benefício, elas devem apresentar ao Ministério da Agricultura um projeto de investimento para melhorar a produtividade e a qualidade do leite.
 
O plano de investimento dá direito à habilitação provisória no programa. Por força do Decreto 8.533/15, a habilitação definitiva, com o consequente acesso ao incentivo fiscal, dever ser requerida à Receita Federal no prazo de 30 dias contados da data de aprovação do projeto pelo ministério.
 
Para o deputado, o prazo é exíguo e extrapola a intenção do Congresso Nacional, quando discutiu a medida provisória que deu origem a Lei 10.925/04. No lugar dos 30 dias previstos pelo decreto presidencial, o projeto de Moreira propõe que o prazo de requerimento seja de até 2/3 da vigência do plano de investimento, que, pelo decreto, pode ser de, no máximo, 36 meses.
 
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-8840/2017
(As informações são da Agência Câmara) 
 

 

Consumo de lácteos
Um ano que iniciou com perspectivas otimistas por parte de produtores e indústrias, porém no decorrer de 2017, o cenário desenhado foi bem complexo. Para 2018, a cadeia produtiva do leite está mais cautelosa, pois há vários fatores a avaliar, tais como adequação do produtor à redução de preços, comportamento da economia brasileira e eleição de novo presidente. Dois fatores são marcantes na avaliação de 2017 para o setor de lácteos e também para outros setores de alimentos e bebidas – a mudança de hábitos dos consumidores, optando por itens básicos em suas listas de compras e a recuperação, ainda que lenta, da economia. De acordo com levantamento da Kantar Worldpanel, em artigo publicado nesta edição, no segundo trimestre de 2016, apesar do baixo crescimento em toneladas, os consumidores adquiriram 4% a mais de unidades do que no mesmo período em 2014. Em 2017, esse percentual se eleva para 7%. Então, o crescimento em unidades compradas ultrapassa o período pré-crise, porque os lares estão comprando embalagens menores. A recuperação, no entanto, vem marcada por uma mudança de comportamento: as categorias básicas têm sido priorizadas. Seguem firmes e fortes nas despensas do país: chá líquido, complemento alimentar, suco congelado, água mineral e torradas industrializadas, por exemplo, enquanto petit suisse, leite pasteurizado, iogurte, sopa, creme de leite, entre outros itens, foram deixados de lado. Os reflexos da baixa no mercado de consumo chegaram aos produtores de leite. Segundo Natália Gricol, pesquisadora da área de Leite do Cepea, o ano de 2017 dava indícios de ser um ano positivo para o produtor de leite, ao combinar preços em elevados patamares e custos de produção baixos por conta da ração mais barata. No entanto, o fraco consumo na ponta final da cadeia freou o mercado, gerou estoque e pressionou as cotações do leite no campo já em junho, durante a entressafra da produção. (Revista Ingredientes e Tecnologias)

Porto Alegre, 21 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.699

 

  Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Março de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Fevereiro de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Março de 2018 é de R$ 2,1303/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Aprovado projeto que facilita comércio de queijos artesanais e embutidos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) o Projeto de Lei 3859/15, do deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES), que permite a comercialização entre os estados de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos. A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) para esse projeto e seus apensados: PL 8642/17, do deputado Rocha (PSDB-AC); PL 8677/17, do deputado Efraim Filho (DEM-PB); e PL 8920/17, do deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

De acordo com o substitutivo, o produto artesanal, caracterizado como aquele feito segundo métodos tradicionais ou regionais próprios, empregando-se boas práticas agropecuárias, será identificado em todo o território nacional com um selo único com a inscrição ARTE.

Esses produtos estarão sujeitos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. O registro do fabricante e do produto, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização seguirão as normas da Lei 1.283/50 quanto aos aspectos higiênico-sanitários e de qualidade.

Agricultura familiar
Em razão da peculiaridade de esses produtos serem feitos por pequenos e médios produtores, as exigências para o registro do estabelecimento e de seus produtos deverão ser adequadas às dimensões e às finalidades do empreendimento e seus procedimentos deverão ser simplificados.

Já a inspeção e a fiscalização do processo produtivo terão natureza prioritariamente orientadora, com o critério de dupla visita para a lavratura de autos de infração às normas higiênico-sanitárias.

Se o projeto virar lei, até a sua futura regulamentação, a comercialização dos produtos será autorizada entre os estados da Federação.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-3859/2015
(Fonte: Agência Câmara Notícias)

 
 
Confira evolução da produção de leite nas principais regiões exportadoras do mundo

Confira neste material a produção de leite das cinco principais regiões exportadoras da UE-28, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e os EUA. Estas cinco regiões representam mais de 65% da produção mundial de leite e cerca de 80% das exportações mundiais de produtos lácteos e, portanto, são essenciais para influenciar a direção dos preços nos mercados mundiais.

 
O rastreador* fornece uma linha de base para comparar se a produção real aumenta ou diminui conforme o esperado.

As entregas em janeiro totalizaram 796 milhões de litros por dia, um aumento de 2,7% em relação ao ano passado, quando a produção foi ativamente adiada como resultado do programa de redução do leite da União Europeia (UE). A maioria das principais regiões produtoras registrou um aumento interanual na produção, com exceção da Nova Zelândia, que registrou uma queda de 4,9% nas entregas. O principal motor do aumento da produção continua sendo a UE-28, onde as entregas em janeiro aumentaram 4,0% no ano passado.

Dentro da UE-28, a maioria dos grandes produtores viu as entregas de leite crescer, incluindo França, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Polônia, Espanha, Itália e Bélgica. As entregas da UE-28 para janeiro são estimadas com base em dados informados que cobrem 91% do total. (As informações são do AHDB, publicadas pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Languiru divide sua experiência com cooperativas do Peru

Recentemente a Cooperativa Languiru recebeu a visita de representantes de cooperativas de Jaén, cidade situada na província de Cajamarca, localizada ao norte do Peru. A intenção do grupo foi conhecer a história, a diversificação dos setores e unidades industriais de uma das maiores cooperativas de produção do Estado. A região onde os peruanos residem é caracterizada pela monocultura, ou seja, a produção de café dita a matriz econômica de Cajamarca.  Além de dirigentes cooperativistas, também integraram a comitiva engenheiros agrônomos, pesquisadores e funcionários públicos. O grupo foi acompanhado pelo analista da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Matheus Loro da Soledade Dias, no roteiro que também contemplou visitas ao Sicredi Ouro Branco, de Teutônia, e à Vinícola Aurora, em Bento Gonçalves. Os peruanos ainda visitaram cooperativas do Paraná e de São Paulo.

Apresentação do case
A programação iniciou pela manhã no auditório da Sede Administrativa, no Bairro Languiru. O presidente Dirceu Bayer deu as boas-vindas e reiterou que a troca de experiências é fundamental para a evolução do cooperativismo. Suscintamente, falou sobre a produção de rações e a exportação de carnes de frango e suíno. Enalteceu que as plantas industriais estão operando com capacidade máxima e fez menção às parcerias da cooperativa para atingir este propósito.

Na sequência, o encontro foi conduzido pelo gerente de fomento, Beto Aurélio Markus, que apresentou o vídeo institucional e falou sobre os setores da Languiru. Markus explicou a segmentação da cooperativa e mostrou fotos de unidades estratégicas de negócios. Números e gráficos foram acrescentados para que os peruanos tivessem uma melhor noção do tamanho da Languiru. “Um dos nossos diferenciais é a logística, uma vez que as propriedades de associados estão perto das unidades industriais e da Sede Administrativa. Esta realidade ameniza os custos de produção”, esclareceu. Markus também falou sobre a diminuição da idade média do quadro social e do posicionamento da cooperativa nos cenários regional, estadual e nacional.

Beneficiamento de lácteos e abate de suínos
Ainda pela manhã, o grupo seguiu até o Bairro Teutônia, onde os peruanos visitaram a indústria de laticínios. Eles foram recepcionados pelo gerente industrial Mauro Aschebrock, que apresentou números sobre a produção, quadro de colaboradores e logística da unidade. A encarregada da qualidade, Patrícia Dick Haas, conduziu o grupo pela indústria após a degustação de produtos lácteos da Languiru. Patrícia explicou diferentes processos, como o recebimento da matéria-prima, análises de laboratório, envase de produtos de valor agregado e expedição.

À tarde, o roteiro seguiu no município de Poço das Antas, com visita ao frigorífico de suínos. Os peruanos foram recepcionados pelo gerente de negócio Costantino Marzano e pelo coordenador de qualidade André Fritsch von Frühauf, que compartilharam alguns números da unidade pertinentes ao abate e à comercialização. A analista de qualidade, Marli Haefliger, continuou com a programação ao apresentar os setores que envolvem o abate de suínos. Os visitantes conheceram a produção de embutidos, o fracionamento de carcaças e o processo de expedição.

O representante da Colônia Herrera, Jairo Herrera, destaca que o grupo ficou impressionado com a alta tecnologia empregada pela Languiru, tanto na indústria de laticínios como no frigorífico de suínos. Enalteceu a diversificação das atividades e a responsabilidade ambiental da cooperativa. “Esta visita serviu para mostrar a importância do sistema cooperativo no desenvolvimento de pessoas e de comunidades. Também foi possível notar o papel dos governantes para estimular o associativismo, gerar empregos e promover o bem-estar da população. A Languiru é uma das melhores cooperativas do Brasil”, afirmou. 

Herrera percebeu semelhanças entre o cooperativismo do Brasil e do Peru. Citou o modelo gratuito de associação voluntária, a autogestão como mecanismo que permite que os próprios membros liderem as cooperativas e a ausência de um propósito lucrativo em relação às operações que a cooperativa realiza com seus parceiros. “Queremos desenvolver a região de Cajamarca, que teve um crescimento populacional e econômico muito grande nos últimos anos”, concluiu. (As informações são da Languiru)

 
 
 
 

Preços/Uruguai
Os preços dos produtos lácteos comercializados pelas indústrias no mercado interno durante o mês de janeiro registraram aumento de 14% quando comparados com o mesmo mês de 2017. No entanto, os preços das exportações subiram 5%. O leite pago aos produtores em janeiro atingiu a média de US$ 0,33/litro, ou 9,5 pesos, o que representou melhora de 2% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Inale (Instituto Nacional do Leite). Já o preço recebido pela indústria (somando o mercado interno e o mercado externo) foi de US$ 0,44 (12,5 pesos por litro), caindo 5% em relação ao mês anterior. (El Observador – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 20 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.698

 

  Entressafra puxa alta do preço do leite no RS
 
Com o avanço da entressafra no Rio Grande do Sul, o valor de referência do leite teve recuperação, aproximando-se da casa de R$ 1,00. Segundo dados do Conseleite divulgados na manhã desta terça-feira (20/03), o projetado para março é de R$ 0,9901, 2,56% acima do R$ 0,9654 consolidado de fevereiro.  Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, registrou-se recuperação do leite UHT (6,73%) no mês. “Mesmo assim, o valor do produto ainda está abaixo de 2016 e 2017”, frisou, reforçando o momento de baixa remuneração mesmo com custos de produção praticamente estáveis nos últimos quatro meses.

O professor pontuou que o leite em pó vem ganhando força no mix de produtos fabricados no Rio Grande do Sul, saltando de 39,55% do mercado, em 2017, para 43,46% nos primeiros três meses de 2018. Por outro lado, o UHT passou de 41,94% para 35,52%. Juntos, concentram 78% da produção do RS.

O presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, reforçou que o leite UHT tem puxado mais forte os preços neste momento de entressafra. "Estamos entrando no período  de menor produção, o que indica que continuará subindo até pela necessidade de a indústria recuperar margens". A expectativa, diz o executivo, é que o inverno de 2018 seja de baixas temperaturas, o que deve motivar o aumento do consumo. Além disso, a retomada da economia brasileira e a volta às aulas ajudará a incentivar a demanda. “A indústria, neste ano, não fez gordura nos primeiros meses do ano, mas, agora, devemos ter uma retomada”.

O presidente do Conseleite, Pedrinho Signori, sugeriu a realização de uma agenda das áreas econômicas das diferentes entidades que compõem o Conseleite para debater alternativas para escoamento de excedentes do mercado que permitam equalizar os preços. O assessor da Fetag Márcio Langer argumentou que é essencial pressionar o governo por apoio ao setor e alertou sobre redução do preço do leite em pó no varejo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a tendência é que os efeitos da entressafra no mercado sejam suavizados uma vez que os produtores têm investido mais em alimentação e nutrição dos bovinos leiteiros, o que garante captação mais constante ao longo do ano.

CAMPANHA- Durante a reunião, as entidades que integram o Conseleite ainda debateram a importância de adoção de uma campanha para divulgar a qualidade e os atributos dos produtos lácteos gaúchos. O projeto segue em debate no colegiado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Carolina Jardine

Sinaleira para indicar produtos mais saudáveis 
Representantes do setor laticinista gaúcho debateram, na reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) desta terça-feira (20/03), a exigência da Anvisa de incluir nas embalagens tarjas coloridas (verde, amarelo e vermelho) para indicar grau de adição de açúcar e sódio nos produtos. O uso dessa “sinaleira” nos alimentos busca adoção de hábitos mais saudáveis. “É um caminho pela valorização de produtos mais saudáveis e que está sendo acompanhado de perto pelo Sindilat”, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

No encontro, o dirigente ainda detalhou agenda realizada, na semana passada, em São Paulo (SP), em que se tratou da negociação do Mercosul com a União Europeia pelo uso dos nomes Parmesão, Gruyère, Roquefort, Fontina, Gorgonzola e Grana por queijos latinos. Segundo Guerra, a posição do Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) e do Sindilat é de não aceitar restrições. “Isso não poderá ser admitido porque nossos consumidores já estão acostumados com essa nomenclatura. O setor laticinista é sempre moeda de troca em negociações internacionais. Isso não podemos aceitar”, disse. 

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou relato sobre as reuniões realizadas, neste mês, com a embaixada da Argentina, em Brasília (DF). Ele reforçou a importância de aproximação com os países vizinhos e de não estabelecer uma relação apenas de enfrentamento. “Podemos nos valer de ganhos que esses mercados já tiveram, como custo de insumos mais competitivos na criação”, exemplificou. 

Palharini ainda citou o trabalho realizado pelo Sindilat para articular a liberação pelo governo federal de ferramentas de comercialização efetivas que auxiliem no escoamento de leite do mercado nacional. Segundo ele, o pedido de PEP feito ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante a Expodireto, ainda está em análise. “Independentemente da ferramenta a ser utilizada, precisamos de movimento que retire leite e regule mercado”, acrescentou Palharini, alertando sobre a importância de garantir margens mínimas de lucro ao setor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine
 
 
Sindilat participa de aula e degustação de queijos na Unisinos
A importância de integração entre o setor laticinista e a universidade no desenvolvimento de novos produtos e formas de consumo foi a tônica da palestra de abertura de aula no curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) realizada na noite desta segunda-feira (19/3). O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou o avanço do interesse popular em relação à culinária, um novo mercado potencial tanto para o setor industrial quanto para os profissionais da área. Palharini realizou apresentação de dados sobre o setor e pontuou as projeções de aumento de consumo de lácteos no Brasil e no mundo. “Há um grande desafio de aproximar os elos da cadeia para fomentar novos tipos de consumo no Brasil”, disse.
A aula, ministrada pela professora Raquel Chesini, ainda teve explanação técnica sobre a produção no campo e na indústria e degustação de queijos a uma plateia atenta. O objetivo, explica ela, é mostrar aos alunos as diferenças de sabor entre os itens produzidos no Rio Grande do Sul. “Fizemos uma demonstração de queijos, dos mais suaves aos mais picantes”, ressaltou Raquel. Os rótulos foram ofertados pelo Sindilat, incluindo queijos e iogurtes de seus associados.  A professora reforçou a preocupação da gastronomia no uso de itens locais, uma valorização aos alimentos fabricados no mercado gaúcho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)  
 
 
Crédito: Carolina Jardine
 
 
 
Leilão GDT tem queda de 1,2% com forte impacto do leite em pó desnatado

Na última terça-feira (20/03/18) foi realizado o evento 208 do leilão GDT, que teve queda de 1,2% no índice médio, com o preço médio de US$3.632/tonelada.

O volume negociado teve nova queda; neste leilão, 18.635 toneladas foram negociadas, 3,4% a menos em relação ao leilão anterior, e 17,2% a menos em relação ao evento correspondente em 2017.

Neste leilão, o grande destaque fica por conta da desvalorização do leite em pó desnatado que, após uma forte subida de 5,5% no último leilão, registrou queda de 8,6%, o que trouxe o preço médio para US$ 1.887/tonelada. De fato, não há fundamentos para altas consistentes nos preços do produto, com o excedente mundial de oferta e a iminente venda dos estoques de intervenção da União Europeia. Além disso, o leite em pó desnatado da Nova Zelândia vem tendo fortes perdas de competitividade desde o final de 2017 frente o produto europeu.

Neste leilão, os queijos também sofreram desvalorização, e o índice de preços do cheddar caiu 3,9%, trazendo sua média para US$3.609/tonelada. Mesmo assim, o valor ainda é quase US$300/tonelada acima do valor visto ao final do primeiro leilão do ano.

Já no leite em pó integral e nas gorduras, houve estabilidade nos preços. Tanto o AMF (Anhydrous Milk Fat) quanto a manteiga não tiveram variação no índice de preços, fechando com médias a US$6.249/tonelada e US$5.281/tonelada respectivamente, enquanto o leite em pó integral fechou com preço médio a US$3.226/tonelada, queda de apenas US$ 6/tonelada em relação ao último leilão.

Mesmo com a 3ª queda consecutiva no leilão GDT, a diferença entre os contratos futuros de leite em pó integral no GDT e na Bolsa da Nova Zelândia sugere que não deve haver recuperação nos preços nos próximos leilões. (Gdt/Milkpoint)    

 
 
 
 

Sindilat negocia parceria com a Unisinos
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reuniu-se na última quinta-feira (15/3) com as professoras da graduação da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) Raquel Chesini e Flávia Silva para tratar de parceria com a instituição de ensino para divulgar os processos de produção do setor laticinista. Segundo ele, é essencial mostrar aos estudantes de Gastronomia como são produzidos os produtos lácteos gaúchos. Para dar início à parceria, o Sindilat participará, na próxima segunda-feira (19/03), de aula sobre cadeia produtiva de lácteos a ser ministrada pela professora Raquel Chesini, no Campus de São Leopoldo. Em 2017, o Sindilat e o curso de Gastronomia da Unisinos deram início a um projeto de aproximação. Em sala de aula, o chef Alexandre Reolon, da Rasip,  promoveu degustação e apresentação sobre as qualidades gastronômicas de alguns queijos e derivados lácteos. Outra ação a ser fomentada com a Unisinos é a participação dos alunos durante a agenda do Pub do Queijo, projeto gastronômico que busca difundir o consumo do produto.  (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Porto Alegre, 19 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.697

 

  EUA rastreia mercados para a exportação dos seus produtos lácteos

As parcerias internacionais entre a indústria de lácteos dos EUA e os principais mercados de exportação se formaram seis meses depois que a o Conselho de Exportações de Lácteos (USDEC) apresentou o "The Next 5%", um plano estratégico de exportação visando um aumento das exportações de produtos lácteos de 15% para 20%. "Para as famílias de fazendas leiteiras terem a chance de passar suas fazendas para seus filhos, a mudança para um foco de mercado global é a chave", disse o presidente e CEO da USDEC, Tom Vilsack.

O objetivo do plano de exportação é ajudar os produtos lácteos dos EUA a obter maior visibilidade em vários mercados, como China, Sudeste Asiático, Japão, Coreia, Oriente Médio e norte da África. Isso, ajudará a aliviar a pressão sobre os produtores de leite nos Estados Unidos para encontrar mercados para seu leite. "Estamos sendo mais agressivos nesses mercados e em organizações internacionais que podem estabelecer regras e regulamentos para a venda de produtos lácteos [EUA]", disse Vilsack.

O USDEC contratou funcionários adicionais para ajudar na política comercial, acesso ao mercado e assuntos regulatórios, de acordo com a Vilsack. "Tenho o prazer de dizer que, como resultado dos investimentos que as pessoas estão dispostas a fazer, contratamos desenvolvimento de negócios adicionais e gerentes de contas importantes na China, Oriente Médio, África do Norte e Japão".

Parcerias culinárias e de varejo
O USDEC aumentou seus esforços no estabelecimento de parcerias com institutos culinários e universidades em mercados internacionais emergentes, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, Cingapura e África do Norte, de acordo com a Vilsack. "Não é uma nova estratégia, mas um investimento mais extenso e significativo de recursos e esforços no desenvolvimento dessas relações", afirmou. "Estamos desenvolvendo chefs para que eles compreendam as maneiras pelas quais podem usar os produtos lácteos em suas receitas". O USDEC também expandiu a presença no varejo de produtos lácteos dos EUA, incluindo parcerias com a Costco na Coreia e Japão.

"De modo algum, o foco deve ser só na China"
A China tem sido um importante mercado de exportação para os EUA, já que uma quantidade recorde de queijo foi vendida para o país de 1,4 bilhões de pessoas no ano passado, um aumento de 44% entre 2016 e 2017. "Há uma oportunidade para trabalharmos com grandes empresas de alimentos no varejo da China - acho que há uma tremenda necessidade de leite em pó e soro", disse Vilsack. "Mas de modo algum o foco deve ser exclusivamente o país".

Fora da China, o USDEC está visando Japão, Coreia e Vietnã, sendo esse último muito aberto a fazer negócios com produtos lácteos dos EUA, acrescentou Vilsack. O Oriente Médio, em particular os Emirados Árabes Unidos, é outro mercado fundamental para o USDEC, de acordo com a Vilsack, onde há uma grande quantidade de consumidores interessados em produtos de alta qualidade e onde barreiras comerciais são menos rigorosas. O USDEC esteve presente recentemente na Gulfood em Dubai, onde a organização comercial dobrou sua presença na feira comercial. "O interessante sobre esse cenário é que você tem pessoas com uma quantidade substancial de recursos e altos rendimentos e os produtos lácteos americanos são altamente valorizados no Oriente Médio", acrescentou. O consumo de queijo é dez vezes maior no Oriente Médio do que o Sudeste da Ásia, apesar de ter metade da população, continuou Vilsack.

NAFTA
O sistema de preços do leite da Classe VII do Canadá continua sendo um importante ponto de discussão para a indústria de lácteos dos EUA durante as renegociações do NAFTA. "A única coisa positiva que está acontecendo no Canadá é que os consumidores estão mais conscientes de que estão pagando mais por seus produtos lácteos", disse Vilsack.

"Isso [Classe VII] criou um problema sério. Eles criaram um mercado mundial em leite em pó que está sendo distorcido porque os canadenses que vendem o produto estão substancialmente abaixo dos preços globais". Vilsack acrescentou que a Administração do Trump recentemente introduziu tarifas sobre o aço e o alumínio, o que complicou as negociações do NAFTA.

"Estamos tentando, por meio da renegociação do NAFTA, levar o Canadá a retirar o sistema de Classe VII. A ideia é que eles abram os seus mercados para que os seus consumidores possam se beneficiar e que nossos produtores lácteos sejam tratados de forma justa". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Leite/América do Sul 

Na Argentina e Uruguai, a produção de leite nas fazendas continuam declinando em decorrência da seca e das persistentes temperaturas elevadas de verão em muitas bacias leiteiras. O clima atual na região aumenta o estresse no rebanho leiteiro e reduz a qualidade das pastagens. 

No entanto, o volume de leite tem sido suficiente para atender às necessidades de processamento. A demanda por leite fluido/UHT pelas instituições educacionais e varejistas permanecem fortes. Também o interesse por creme permanece intenso antes dos feriados do outono. No entanto, atualmente, a oferta de creme está muito apertada. Conforme relatado pelo governo, em fevereiro de 2018, a produção de leite da Argentina caiu 7% em relação ao mês anterior, mas, aumentou 14% em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2018, os preços nominais pagos aos produtores aumentaram 15% em relação a fevereiro de 2017. No Brasil, a produção de leite nas fazendas está baixa, acompanhando os padrões sazonais. A menor oferta de leite e creme tem ajudado a manter o preço ao produtor, relativamente elevado. As vendas de leite fluido/UHT para vários estabelecimentos de varejo e restaurante estão melhorando. A demanda por manteiga está forte. No entanto, a oferta atual de creme é insuficiente para cobrir as necessidades da indústria. As vendas de queijos estão variando entre leves e moderadas, e os estoques estão elevados. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 
Leite/Europa

Depois de reverter o aumento sazonal da produção de leite na Europa Ocidental em decorrência do frio e da neve atípicos no final de fevereiro e início de março, o tempo agora está voltando aos padrões normais, e a produção de leite retoma sua tendência de crescimento. 

Fontes na Alemanha acreditam que os aumentos desta semana chegaram perto de 0,8% acima do volume de um ano atrás. Já o relatório da ZMB estima que a produção de leite na Holanda caiu 1,2% em fevereiro, em relação ao ano anterior. As vendas de queijos fabricados na Europa Ocidental estão muito fortes, e a expectativa é de que isso continue. Os estoques estão menores do que algumas indústrias gostariam. A demanda interna e de exportação combinam perfeitamente com a produção atual. Alguns potenciais compradores que não fizeram contatos antecipadamente não estão obtendo sucesso nas negociações com algumas indústrias da Europa Ocidental. Os clientes antigos estão tendo preferência, tanto no mercado interno, como nas vendas para o exterior. Existe um esforço para honrar a fidelidade dos clientes sobre as transações eventuais e oportunistas. O relatório da ZMB aponta que houve crescimento significativo, 13,4%, da produção de leite da Turquia em janeiro de 2014, em relação ao mesmo mês de 2017. 

A Turquia teve queda de produção entre janeiro e agosto de 2017, reagindo a partir de setembro, com uma produção mais robusta. Os resultados neste início de 2018 parecem indicar continuidade nessa nova tendência. Os preços europeus do leite em pó desnatado (SMP) estão fracos, e já ficaram abaixo das cotações da Oceania. Para desapontamento dos fabricantes, os preços europeus são mais baixos em 2018, do que eram em 2017. Os melhores preços são encontrados na Alemanha, que vem seguida pela Holanda, e depois pela França. O mercado de SMP na Europa Ocidental está quieto. As transações realizadas são para entrega de curto prazo. A contratação a longo prazo é fraca, em parte, devido às incertezas em relação aos preços futuro. Alguns vendedores já mostram impaciência nas últimas semanas. Mas muitos, compradores e vendedores, aguardam as notícias sobre as decisões da Comissão Europeia sobre os preços. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

Faturamento de setor de supermercados cresce 4,3% em 2017
O setor supermercadista brasileiro teve faturamento R$ 353,2 bilhões em 2017, o que representou crescimento nominal - sem descontar a inflação - de 4,3%, ante 2016. A informação partiu da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) que divulgou os primeiros resultados da 41ª edição da pesquisa ranking Abras/SuperHiper nesta segunda-feira. A mesma pesquisa detalhou que o faturamento das 20 maiores empresas foi de R$ 187,4 bilhões no ano passado -- o que representou um aumento, também nominal, de cerca de 3,8%, ante 2016 (R$ 180 bilhões). O presidente da Abras, João Sanzovo Neto, e Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro(Asserj), detalham o desempenho do setor em entrevista coletiva. (As informações são do jornal Valor Econômico)