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Porto Alegre, 06 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.617

 

Brasil obtém aprovação para exportar leite e produtos lácteos para o Japão

A Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), recebeu na quarta-feira (1º) comunicado da abertura do mercado japonês para o leite e produtos lácteos do Brasil. A negociação demorou dois anos até a aprovação do Certificado Sanitário Internacional. Pelo certificado poderão ser exportados os produtos das áreas livres da febre aftosa com e sem vacinação. A confirmação foi oficializada pelo adido agrícola da embaixada do Brasil em Tóquio, Marcelo Mota. 

O Japão é o sétimo maior importador mundial de lácteos. Em 2016, o país asiático importou cerca de 62 mil toneladas de soro de leite em pó, 13 mil toneladas de manteiga, 258 mil toneladas de queijos e 201,5 mil toneladas de outros produtos lácteos (leite em pó desnatado, caseína, caseinatos, lactose, entre outros). Em 2016, o mercado japonês importou cerca de US$ 1,2 bilhão de produtos lácteos. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, "para o setor de lácteos, que está iniciando sua entrada no mercado internacional, o Japão é um cliente muito importante pelo grande potencial de consumo e pelo grau de exigência que tem, demonstrando a capacidade do Brasil de atender estas exigências". (MAPA)


Cepa probiótica em iogurte ajuda a aliviar a infecção respiratória aguda em idosos e pessoas de meia idade

Iogurtes contendo certas cepas probióticas podem reduzir o risco e a incidência de infecções agudas do trato respiratório superior (URTI) nos idosos e em pessoas de meia idade, de acordo com o RCT chinês. As infecções respiratórias agudas são especialmente perigosas para crianças, adultos mais velhos e pessoas com distúrbios do sistema imunológico. Os idosos podem ser mais suscetíveis devido, em parte, à imunossenescência, isto é, a deterioração gradual do sistema imune como resultado do envelhecimento. 

O processo altera os órgãos e células imunes, bem como moléculas imunes e "aumenta a susceptibilidade a várias doenças, como doenças cardiovasculares, doenças autoimunes e infecções". Em um estudo feito pela Universidade de Sichuan, os pesquisadores dividiram aleatoriamente 205 voluntários com idade igual ou superior a 45 anos em dois grupos: o grupo controle não recebeu suplementação probiótica, enquanto o grupo de intervenção recebeu diariamente 300 ml de iogurte suplementado com uma cepa probiótica, Lactobacillus paracasei N1115.

Menos diagnósticos, menor risco
Após 12 semanas de tratamento, verificou-se que, no grupo de intervenção, o número de pessoas diagnosticadas com URTI aguda, bem como o número de eventos URTI, diminuiu consideravelmente quando comparado ao grupo controle. O estudo também informou que o risco de URTI no grupo de intervenção foi "avaliado como 55% do grupo controle" e que a "alteração na porcentagem de células CD3 + no grupo de intervenção foi significativamente maior do que no grupo controle". No entanto, quando se tratava de níveis totais de albumina, pré-albumina, proteína e globulina, as diferenças entre os dois grupos eram insignificantes.

Estimulação da imunidade
Os pesquisadores formularam a hipótese de que a cepa probiótica utilizada no iogurte ajudou a reduzir o risco de URTI aguda no grupo de intervenção, estimulando a defesa imune natural das células T, protegendo o grupo de intervenção da infecção. Eles acrescentaram que "a função imune do iogurte foi gerada através não apenas da via imunomoduladora dos probióticos, mas também da melhoria do estado nutricional a partir de macro/micronutrientes". O estudo afirmou que a intervenção dietética com iogurte contendo a cepa probiótica Lactobacillus paracasei N1115 poderia ser uma maneira de melhorar a função do sistema imunológico e a saúde geral em pessoas de meia-idade e idosos", o que poderia ter importantes consequências clínicas, de saúde pública e econômicas". No entanto, concluiu-se que, como estava "limitado a um teste de controle em branco, um estudo melhor projetado e controlado por placebo é necessário para esclarecer claramente o efeito imune da cepa N1115 no futuro". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Até 2018, empresa quer mais de 100 ordenhadeiras robôs instalados no Brasil

A maioria dos produtores de leite que fazem as atividades de campo tem uma rotina mais ou menos parecida: acordar bem cedo para ordenhar os animais. Mas um equipamento desenvolvido pela empresa sueca DeLaval tem mudado isso e substituído o trabalho mecânico, tão comum nessa cadeia, pelo gerencial.   O nome da tecnologia é Voluntary Milk System (VMS), algo como Sistema de Ordenha Voluntária, em português. Nele, é o próprio animal que decide a hora em que será ordenhado. E esta é a primeira grande diferença para o equipamento tradicional, que funciona na hora em que o produtor quer e depende totalmente do auxílio deste. Com o VMS, o pecuarista apenas liga a máquina e acompanha o processo. Após entrar no equipamento, o animal é identificado por meio do chip implantado nele. Uma câmera instalada não rdenhadeira reconhece a vaca e a teteira é colocada automaticamente. 

Tudo assim robotizado e sem intervenção nenhuma da mão humana. Mas essa tecnologia vai além da extração de leite. Em tempo real, identifica mastite, faz controle de células somáticas, informa a produção por animal e a qualidade de cada quarto. São ao todo mais de 20 informações à disposição do pecuarista, enquanto as ordenhadeiras tradicionais fornecem em média cinco.  Outros equipamentos iguais a este estão instalados em mais de 30 propriedades leiteiras no Brasil, mas a fabricante quer chegar a 55 até o final deste ano e para 2018 pretende dobrar o número. No mundo são mais de 16 mil unidades em operação. (Canal Rural)

Leite em pó 

O presidente da FETAG, Carlos Joel da Silva, esteve reunido ontem com o ministro de Relações Exteriores, Aloísio Nunes, e com o coordenador do Mercosul, Paulo Mesquita, em audiência marcada pelo deputado Heitor Schuch.  O motivo da reunião foi retomar a pauta das importações de leite em pó do Uruguai e os problemas do Mercosul também com arroz, trigo e vinho. Participaram o vice-presidente da CONTAG, Alberto Broch, e representantes do IRGA e da Federarroz. "Eles têm conhecimento dos problemas causados pelo Mercosul aos agricultores familiares, sabem do que está ocorrendo, mas até agora não tomaram nenhuma medida. Cobramos a garantia de salvaguardas para o Mercosul ou que sejam criadas políticas compensatórias para o setor agrícola que está sendo diretamente penalizado", afirmou Joel.

Ao mesmo tempo, o deputado Schuch disse que "infelizmente se confirmou o que já imaginávamos: o governo está absolutamente perdido no assunto. Apesar de manifestar a intenção de estabelecer cotas de importação, na prática não sabe como fazer. Foi o que ficou claro na audiência com o Itamaraty. É preciso decisão política para rever esse assunto dentro do Mercosul. Não é possível que a produção agrícola siga sendo prejudicada por acordos comerciais que beneficiam outros setores. O que o ministro sugeriu, e concordamos é que, se não tem como decidir a questão de imediato que, pelo menos, o governo adote outras medidas urgentes, como a compra de leite suficiente para enxugar o mercado interno", observou. O governo segue com a missão no Uruguai, que investiga a realização ou não de triangulação de leite (prática proibida), a busca de meios legais para a criação de cotas de importação ou mesmo barrar a aquisição de leite do Uruguai, bem como a adoção de medidas protecionistas ao produtor. "Seguimos com a porta aberta no Itamaraty em busca do amparo legal aos agricultores", completou Joel. (Fetag/RS)

Investigação sobre a falta de manteiga
Manteiga - A metade do suprimento de manteiga desapareceu das prateleiras, uma situação inédita. A causa, a prova de força entre a indústria e a distribuição. A tensão fica estampada nas gôndolas de manteiga dos supermercados franceses nos últimos dias. A taxa de ruptura atingiu nível recorde de 48% entre os dias 23 e 30 de outubro, segundo os últimos dados divulgados pela Nielsen. Está claro que a metade da oferta sumiu das prateleiras. Na semana anterior o índice era de 30%, revelando uma situação inédita. A palavra Escassez, intensamente utilizada na mídia, soa entre os consumidores que fazem compras de precaução. Surge uma bolha de neve. Prova disso foi a reação de um jovem casal neste final de semana diante de uma prateleira de manteiga na cabeça de gôndola em uma loja do Carrefour, no Boulevard Saint-Marcel à Paris. Constatando os produtos existentes, com algumas lacunas, ela diz para o marido. "Olha, é a escassez". E começa a escolher uma marca para levar, quando o marido diz: "nós temos manteiga em casa". Ela responde, "nunca se sabe". Esse é um exemplo típico do comportamento dos franceses, que se tornam, de repente, acumuladores de manteiga. "Não existe escassez de manteiga, mas uma divulgação "falsa" dos supermercados", disseram os agricultores mobilizados regionalmente pelo sindicato agrícola FNSEA e os Jovens Agricultores (JÁ) no dia 03 de novembro. Segundo o JA "a distribuição, diante da alta do preço da manteiga, se recusa a fazer pedidos", tornando reféns os consumidores. Para Benoît Rouyer, economia do Centro Nacional de Economia Leiteira (CNIEL), "houve uma operação teatral orquestrada pela grande distribuição". Uma crise única na Europa Esta crise da manteiga, única na Europa, é sintomática das tensões na cadeia láctea francesa, abalada desde o final das quotas de leite, em 2015. (Le Monde - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 03 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.616

 

 Soluções para o leite

A iniciativa do governo estadual modificando as regras sobre a tributação da entrada de leite em pó pelo Rio Grande do Sul e a suspensão temporária pelo Ministério da Agricultura da importação de leite do Uruguai atenuam mas não resolvem a aguda crise enfrentada hoje pelo setor de lácteos gaúcho. A importação, em grande escala, a queda no consumo, produção e estoques em alta impactaram no preço pago ao produtor, que atingiu níveis baixíssimos, sequer remunerando os custos de produção. É a mais profunda crise já enfrentada pelo setor. Nos últimos dois anos, mais de 19 mil produtores abandonaram a atividade no Estado.

Ainda somos o segundo maior produtor de leite do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. A produção anual atinge 4,6 bilhões de litros. A cadeia produtiva envolve mais de 600 mil gaúchos, está presente em 198,4 mil propriedades rurais no RS e 97,6% dos que vendem ou processam o produto são agricultores familiares, que investiram na melhoria da produção e agora correm o risco de ver se inviabilizar seu negócio. Com isso, a economia dos municípios, já fragilizada, pode ser ainda mais afetada.

Quem mais sofre são os pequenos produtores, que trabalham de sol a sol, numa rotina que não conhece fim de semana ou feriado, calor, chuva ou geada, pois tem uma safra diária para produzir, fonte de subsistência e complementação de renda.

No Congresso, tenho me somado à mobilização dos representantes do setor e das lideranças políticas gaúchas em busca de soluções de curtíssimo e médio prazos para essa grave situa- ção. Levamos ao Ministério do Desenvolvimento Social proposta para aquisição de excedentes para serem utilizados nos programas sociais do governo federal. Igualmente, encaminhei, através da Comissão de Relações Exteriores do Senado, sugestão para que parte do estoque seja doada pelo governo brasileiro, como ajuda humanitária, a países que enfrentam graves problemas de fome, de acordo com programa da ONU que foi usado em passado recente para resolver problemas semelhantes com o arroz no RS.

São medidas que sinalizam a importância de buscarmos soluções permanentes para a questão de lácteos, para que o produto volte a se tornar competitivo, gerando renda para os produtores e contribuindo para o desenvolvimento da economia gaúcha. (Senadora Ana Amélia Lemos/Zero Hora


 

Oferta elevada voltou a pressionar cotações do leite em outubro 

Novamente, o preço médio do leite ao produtor brasileiro recuou em outubro. Mas o ritmo da queda foi menor do que no mês anterior, conforme levantamento da Scot Consultoria. No mês que passou, os produtores receberam R$ 1,060 por litro de leite entregue aos laticínios em setembro, recuo de 2,5% em relação aos R$ 1,087 precedentes. De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot, o recuo refletiu ainda o aumento da produção de leite em setembro e a persistente demanda fraca por lácteos. 

O Índice Scot de Captação de Leite mostrou que a produção cresceu mais 0,3% em setembro sobre agosto na média nacional. A pesquisa da Scot considera o preço do leite em 17 Estados. Com um levantamento em sete Estados, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apurou um recuo de 7,3% no valor líquido do leite ao produtor em outubro, para, em média, R$ 1,005 por litro. Segundo a Scot Consultoria, os preços do leite longa vida no atacado tiveram leve recuperação em outubro sobre setembro. Em São Paulo, houve alta de R$ 0,05 por litro, para R$ 2,18. "Foi uma tentativa das indústrias de recuperar margens, uma vez que estão trabalhando com prejuízo", observou Ribeiro. Ele afirmou, no entanto, que essa alta no atacado não indica uma reação do consumo. 

Assim, o aumento só será repassado ao produtor se houver melhora na demanda, avaliou. Os preços no varejo continuaram em queda, saindo de R$ 2,90 em setembro para R$ 2,85 mês passado, segundo a Scot. No curto prazo, de acordo com a pesquisa da consultoria com 156 laticínios, indústrias e cooperativas, a tendência ainda é de retração do preço ao produtor. Mas a expectativa é de manutenção em dezembro, já que a oferta já está "mais comedida" no Sul do Brasil, pois o rebanho leiteiro começou a ser retirado das pastagens de inverno e houve alta nos custos de produção. Para o pagamento de novembro, 48% dos entrevistados pela Scot esperam manutenção dos preços da matéria-prima, 45%, recuo e o restante tem expectativa de alta.  (Valor Econômico)


 

Tendências, recuperação econômica & consumo de lácteos: o que podemos esperar para 2018?

Compartilhar uma visão geral do que está acontecendo com o mercado internacional, as projeções de preços para 2018 e as perspectivas sobre a oferta e demanda de lácteos dos prncipais mercados produtores e consumidores serão alguns dos temas abordados por Andrés Padilla, Analista Sênior do Rabobank, Brasil, no Dairy Vision 2017. Uma das ideias da apresentação é correlacionar esses fatores com o mercado brasileiro e como eles podem impactar o ano vindouro. 

Segundo ele, os produtos lácteos fazem parte da alimentação dos brasileiros e culturalmente estão inseridos na dieta da população. "Infelizmente, a perda de renda real na recessão de 2014-2016 contribuiu para a redução no consumo de alguns produtos. Porém, o consumo de lácteos e alimentos em geral, têm sofrido menos do que outros produtos nos últimos anos, visto que os consumidores cortam primeiro o lazer e a compra de eletrodomésticos. Uma possível recuperação econômica sustentável por vários anos deve trazer uma melhora importante no mercado de trabalho, refletindo em salários maiores. Se as políticas econômicas adotadas pelo próximo governo (2019-2022) levarem à manutenção de inflação controlada e crescimento sustentável, o consumidor brasileiro deve voltar a consumir mais leite e seus derivados. Acreditamos que o potencial maior está nos queijos, iogurtes e outros produtos de valor agregado, dado que o consumo de leite fluido já é elevado". 

Além disso, o analista destaca que estamos vivenciando no Brasil um período de grande oferta de leite no mercado. "A produção local avançou com força e a demanda local ainda está enfraquecida como comentei acima. Dado que o mercado brasileiro é bastante fechado ao comércio internacional, com exceção do Mercosul, a indústria não consegue ser muito competitiva para colocar o excesso de produção em mercados importadores devido aos impostos que os produtos brasileiros carregam. Por outro lado, vale a pena lembrar que quando há excesso internacional de produção, os produtores de fora têm dificuldades para colocarem seus produtos no mercado brasileiro devido às barreiras de importação que existem".

Andrés pontua que o mercado mundial tem apresentado maior equilíbrio ao longo de 2017, com preços mais estáveis na maioria dos produtos. "Está ocorrendo uma reação da oferta internacional por causa dos melhores preços ao produtor no primeiro semestre, o que acelerou a oferta internacional. Mas, vale lembrar que a demanda - principalmente dos mercados emergentes liderados pela China - vem crescendo junto, o que ajuda a manter o mercado em equilíbrio". 

Ele ressalta que os preços da manteiga e das gorduras lácteas têm fugido da estabilidade observada nas proteínas. "Isso ocorreu devido ao aumento expressivo e às mudanças estruturais com relação ao menor consumo de gorduras vegetais e aumento do consumo de manteiga em várias regiões. Acredito que essa mudança estrutural é de longo prazo". 

Tendências do mercado lácteo 
Para Padilla, o leite e seus derivados continuam sendo uma fonte de proteínas importante na alimentação das pessoas de todas as idades, porém, há bastante 'barulho' e desinformação nas redes sociais e isso pode atrapalhar e influenciar os níveis de consumo, principalmente da geração Y (ou 'millenials'). 

"Os 'millenials' - por natureza - querem experimentar coisas novas e mudar os padrões de consumo com relação aos seus pais e às gerações anteriores. Devemos todos ajudar na divulgação de informações mais claras e direcionadas para que os novos consumidores continuem apreciando o grande valor que o leite e os derivados lácteos têm na nutrição do ser humano. Reforçando, o consumo de manteiga está aumentando globalmente e deve continuar em expansão no futuro. Várias pesquisas conceituadas têm comprovado as vantagens de consumir gorduras lácteas com moderação e os consumidores estão reconhecendo os benefícios dela para a saúde", completa. 

O Dairy Vision 2017 é um dos principais eventos mundiais da cadeia do leite no mundo que ocorrerá em Curitiba/PR, entre 30 de novembro e 01 de dezembro.  (Milkpoint)
 

Novidades no mercado Gaúcho

Maior indústria de laticínios do Estado e uma das líderes no país, a francesa Lactalis promete duas novidades para o mercado até o final deste ano. Na segunda quinzena deste mês, passa a produzir na unidade de Teutônia a manteiga Président Gastronomique - hoje importada. Para montar a linha de produção, a empresa investiu cerca de R$ 20 milhões - parte dos R$ 120 milhões anunciados no ano passado, que incluem a segunda novidade: fábrica de garrafas plásticas de leite. A operação começa em dezembro e teve aporte de mais R$ 50 milhões.

E para garantir a matéria-prima, a marca investe na fidelização, por meio do Lactaleite, programa de assistência técnica, que atende mil produtores e deve chegar a 8 mil até o final do ano.

- A meta é aumentar em 30% a produtividade, além de reduzir custos da produção - explica Guilherme Portella, diretor de comunicação externa da Lactalis.

Para ter assistência sem custos, é preciso cumprir requisitos, como entregar a produção só à marca. (Zero Hora)

Novacki realiza missão oficial à Holanda
O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, inicia nesta sexta-feira (3), missão oficial à Holanda, onde participará do evento Brazil network Day - BND e se reunirá com importadores de carne brasileira. Novacki fará ainda visita ao centro de inovações da empresa de lácteos FrieslandCampina, multinacional neerlandesa líder do setor de lácteos. A companhia emprega 22 mil funcionários em 33 países, inclusive no Brasil. (As informações são do Mapa)

 
 

Porto Alegre, 01 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.615

 

Diminui diferença entre os preços do SMP Food e SMP Feed

SMP* - Nos últimos três anos a distância entre os preços do SMP Food** e SMP Feed*** tem diminuído, de acordo com os preços nos principais países produtores, Alemanha e Holanda. Durante três anos, até dezembro de 2016, a diferença entre o SMP Food e o SMP Feed era  €219/tonelada. De janeiro a agosto de 2017, a diferença caiu para € 117/tonelada. 

Conquanto haja certa volatilidade na relação SMP Food/Feed, ela não está, necessariamente, relacionada com as tendências gerais dos preços do SMP.

 

No entanto, com 96% dos estoques de SMP com mais de 1 ano de idade, é preciso perguntar se isso atenderá aos requisitos mais rigorosos dos fabricantes de alimentos. Existe, portanto, potencialmente, um grande volume de SMP Feed esperando para sair. Este desequilíbrio pode influenciar nos preços Feed e Food e também na relação Food/Feed no futuro - se a União Europeia (UE) trabalhar para limpar os estoques. (AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)

*      SMP - leite em pó desnatado.
**    SMP Food - SMP utilizado como produto ou insumo na alimentação humana.
***  SMP Feed - SMP utilizado como produto ou insumo na alimentação animal.  

MDIC projeta saldo comercial entre US$ 65 e US$ 70 bilhões para este ano

Balança comercial - Diante do bom desempenho da balança comercial brasileira, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, orientou sua equipe a estudar novas projeções para 2017. A expectativa agora é de que a balança feche o ano com um superávit que pode variar entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões. A previsão anterior era de um saldo acima de US$ 60 bilhões. Os números refletem, principalmente, o desempenho das exportações brasileiras, cuja alta acumulada no ano é de quase 20%, com vendas externas expressivas puxadas por automóveis, veículos de carga, produtos siderúrgicos, produtos do agronegócio e commodities minerais. Na próxima quarta-feira (1º), o MDIC anunciará os dados do mês de outubro e também do período acumulado de dez meses no ano.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, "em termos absolutos, a exportação apresenta aumento de US$ 25 bilhões, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2016". No ano passado, até setembro, as exportações eram de US$ 139,4 bilhões e, no mesmo período deste ano, subiram para US$ 164,6 bilhões. 
Produtos. Os principais responsáveis por esse comportamento são os aumentos das exportações de petróleo bruto (US$ 6,2 bilhões), minério de ferro (US$ 5 bilhões), soja (US$ 4,5 bilhões), automóveis de passageiros (US$ 1,7 bilhão), produtos siderúrgicos (US$ 1,5 bilhão), derivados de petróleo (US$ 961 milhões) e veículos de carga (US$ 604 milhões).
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) observou que os seguintes setores e/produtos apresentaram desempenho melhor que o esperado:

Produtos agrícolas: No início de 2017, havia incerteza quanto à variação dos preços de exportação das commodities agrícolas. Entretanto, ao longo do ano, os preços têm se mostrado sustentáveis e crescentes. Como exemplo disso, pode-se levar em conta a celulose, com crescimento de 8,5%; açúcar, com crescimento de 20%; carne de frango, com aumento de 9,2% e carne bovina, com crescimento de preço de 5,5%. "A soja apresenta um pequeno aumento de preço de 1% no ano. Porém, como o volume é muito grande, essa variação contribui positivamente para o aumento das exportações", avalia Abrão Neto.

Automóveis de passageiros e veículos de carga: A Secex previa um aumento de exportação na esteira do desempenho de 2016, mas, segundo o secretário, "surpreende com crescimento de 52% na quantidade de automóveis exportados e de 26,4% na quantidade de veículos de carga".
Petróleo e derivados: O aumento nos preços era esperado. Porém, observa-se também crescimento no volume exportado de petróleo bruto (37,3% até setembro);

Produtos siderúrgicos: a performance de crescimento de36% até setembro das exportações do setor supera as expectativas projetadas no início do ano. (MDIC) 

 

Resposta fraca dos produtores aos preços recordes da manteiga

Manteiga - A reação normal na economia para preços elevados é aumento da oferta. O mercado internacional da manteiga atinge níveis recordes, e a expectativa era de que houvesse maior produção de matéria gorda. Na realizada, a oferta final da UE para os preços recordes é fraca. 

Durante os cinco primeiros meses da temporada 2017/18, os produtores de leite da UE-28 elevaram em 0,8% a oferta de manteiga em relação ao mesmo período da temporada anterior. Uma resposta insignificante à crescente escassez de manteiga. Ao procurar a razão, a história é ainda mais preocupante. A matéria gorda extra vinda da produção de leite em alguns países, como a Irlanda, iria fazer crescer ainda mais um mercado inundado com leite em pó desnatado.

 

Dos principais países produtores de leite da UE, apenas dois registraram aumento real no nível de matéria gorda do leite. A Polônia passou de 3,94% para 3,96%. E o Reino Unido, registrou pequeno reajuste, de 4% para 4,01%. Todos os outros principais países produtores registraram declínio, reduzindo o nível médio de manteiga da UE-28, de 3,98% para 3,95%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, os dez principais países produtores de leite da UE registraram aumento nos níveis médios de proteína. (AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)
 

Farm aceita justificativas
A Federação de Associações Rurais do Mercosul (Farm) considerou improcedentes as acusações feitas pelo Brasil ao Uruguai por suposta triangulação de produtos lácteos para exportação, ontem, ao final de uma reunião em Montevidéu. As suspeitas, apontadas por entidades do setor lácteo brasileiro, fizeram com que o governo brasileiro suspendesse as licenças automáticas de importação de leite e derivados do Uruguai no dia 10 de outubro.  Nesta semana, uma missão técnica do Ministério da Agricultura está no Uruguai para averiguar o caso e responder as questões levantadas pelos produtores e indústrias brasileiros, que reclamam de concorrência desleal. O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, esteve na reunião da Farm e disse que o Uruguai apresentou números que comprovam que o excedente exportado ao Brasil decorreu de estoques acumulados com a perda do mercado venezuelano. "A argumentação é razoável e acreditamos que a comercialização deve voltar ao normal entre os dois países", acentuou. (Correio do Povo)

 
 

Porto Alegre, 31 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.614

 

Sistema E-Social é tema de curso

Para conhecer, estudar e orientar empresas sobre o sistema E-Social, que tem o intuito de controlar o cumprimento de obrigações trabalhistas, previdenciárias, fiscais e contábeis pelos empregadores e contribuintes, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do RS (Sipargs) promovem, no dia 14 de novembro, um treinamento sobre o tema. O curso, previsto para ocorrer das 8h às 18h, na sede da Asgav/Sipargs (Av. Mauá, 2011, 9º andar, Centro), em Porto Alegre (RS), terá carga horária de oito horas e será ministrado por Jairo Guadagnini, consultor da empresa CR Basso.

Segundo o diretor executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, a iniciativa visa abrir canal de informação entre consultoria e associados para apoiá-los a se adaptarem ao novo sistema. "Precisamos dessa visão avançada, já que essas exigências vão começar a cair sobre as indústrias", pontou. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) apoia o evento.

O E-Social promete padronizar transmissão, validação, armazenamento e distribuição das informações. É um produto do Serviço Público de Escrituração Digital (SPED) que substitui e simplifica uma série de obrigações, entre elas a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). A data limite para implantação do sistema no Brasil está prevista para 2018.

O custo para a participação no curso é de R$ 350 por pessoa, valor que inclui material didático, certificado, dois coffee breaks e almoço. Interessados devem enviar a ficha de inscrição até o dia 7 de novembro pelo e-mail: sipargs@asgav.com.br. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

PRIMEIROS SINAIS DE REAÇÃO NO PREÇO DO LEITE

Enquanto grupo de técnicos do Ministério da Agricultura tenta esclarecer, até sexta-feira, no Uruguai, a suspeita de triangulação do leite exportado ao Brasil, o preço do alimento começa a dar os primeiros sinais de reação. Essa reversão da curva negativa no leite UHT no atacado não pode ser atribuída, no entanto, à decisão brasileira de suspender as importações uruguaias, embora a medida tenha efeito psicológico positivo.

É a queda na produção de leite que ajuda a explicar essa retomada de preços. No Rio Grande do Sul, o volume de outubro será 8% menor do que no mês anterior - quando ainda era período de safra. No país, a estiagem registrada em outros Estados produtores também reduz a quantidade disponível.

- A reação começou na última semana. A indústria está recuperando o preço - explica Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat).

Para o dirigente, a medida do governo brasileiro ajuda a tirar a pressão do leite UHT, o que é importante para a retomada. Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) e do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), aponta que o retrato ainda é de queda no Conseleite - no valor projetado para setembro, o recuo é de 4,4% em relação ao consolidado do mês anterior.

No auge da crise, a queda chegou a R$ 0,60 por litro para a indústria e, em média, R$ 0,35 ao produtor, segundo Guerra. Entre o pico e o menor preço registrado neste ano, a diferença é de 30%.

- Temos reunião no Itamaraty, para tratar do nosso pedido para implementação de cotas para o produto uruguaio - acrescenta Joel.

O zootecnista da Emater Jaime Ries lembra que a recuperação no valor aparece primeiro à indústria para depois chegar ao produtor.

- A alta no UHT é um forte indicador de reação. Algum reflexo deverá ser sentido já a partir do próximo pagamento, entre 10 e 15 de novembro - estima Ries. (Zero hora)

Argentina - Efeito SanCor: a capacidade ociosa do setor lácteo supera 50%

Indústria/AR - Boa notícia. A Subsecretaria de Laticínios do País começou a publicar um novo indicador com o objetivo de melhorar a transparência do mercado lácteo. Não tão boa: a capacidade ociosa do setor é superior a 50%. A utilização da capacidade industrial instalada no setor lácteo formal - segundo os últimos dados publicados - foi de 48% em agosto, contra 46% em julho (os únicos dois meses que contam com estatísticas a respeito). 

Em agosto deste ano a produção - sempre considerando a indústria que opera formalmente, de leite em pó, queijos, creme, manteiga, doce de leite, e iogurtes foi de 107.682 toneladas versus 107.452 em relação ao mesmo mês de 2016. A maior mudança foi na elaboração de leites fluidos com a produção em agosto último de 114,4 milhões de litros, versus 134,1 milhões no mesmo mês do ano passado (-14,7%). O corte da disponibilidade de matéria prima se explica pela baixa produção nacional de leite (decorrente dos excessos hídricos) combinando, provavelmente, com um incremento do leite destinado ao circuito informal. Boa parte da capacidade ociosa corresponde à SanCor, dado que a cooperativa de laticínios, que atualmente está processando menos de um milhão de litros por dia, tem uma capacidade instalada da ordem de seis milhões de litros diários.

No primeiro semestre deste ano a SanCor iniciou um processo de reorganização que implicou na desativação das plantas queijeiras localizadas em Brinkmann, Charlone, Moldes e Centeno. Estas fábricas estão esperando interessados em operá-las. (ValorSoja - Tradução Livre: Terra Viva)

Importações de lácteos pela China dispararam em setembro
China - As importações chinesas de lácteos continuam subindo, dando um salto interanual de 34% em setembro. Superou a forte elevação de agosto, quando o volume foi 28% maior ao volume comprado um ano antes. O incremento geral, em setembro, foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento das compras de leite em pó integral (+242%), iogurte (+205%), creme (+93%), e leite em pó desnatado (+79%), quando comparado com igual mês de 2016, segundo informou o site especializado CLAL. No acumulado do ano até setembro, as compras aumentaram 12%, atingindo 1,95 milhões de toneladas, contra 1,74 milhões de toneladas compradas em igual período de 2016. Em valores, nos primeiros nove meses do ano, as compras chinesas de lácteos registraram um aumento de 39%, em relação a janeiro-setembro do ano passado, com US$ 6.718 milhões, frente a US$ 4.847 milhões. (LecheríaUY - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 30 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.613

 

Eleições Sindicais - Edital de Convocação

Edital de convocação publicado no Jornal Correio do Povo no dia 28/10/2017, sábado, folha 15. Acesse o link para abrir o arquivo. (Correio do Povo/Sindilat)

Missão busca informações

O setor leiteiro gaúcho espera que a visita de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ao Uruguai, que começa segunda-feira, esclareça as suspeitas de que o país vizinho tenha feito triangulação de produtos, comprando-os de terceiros para exportar ao Brasil. Em ofício encaminhado ao Mapa, no início do mês, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) e o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) apresentaram números que sugerem que o Uruguai produz menos lácteos do que a soma de seu consumo interno com as exportações. 

Logo depois, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, suspendeu as licenças automáticas de importação. O governo uruguaio negou a prática. Alexandre Guerra, presidente do Sindilat, diz estar confiante no trabalho da missão para resolver o caso da "concorrência desleal" no comércio de leite e derivados entre os dois países, "que ocorre desde 2016". (Correio do Povo) 

Qual o futuro do agronegócio?

Os rápidos avanços da tecnologia e a necessidade de cultivos mais sustentáveis são dois dos pilares do futuro do agronegócio. Mas há ainda dúvidas sobre os caminhos a serem trilhados nos próximos 20 anos, quando se fala em desenvolvimento rural. Até quando poderemos ampliar a colheita de grãos sem esgotar recursos naturais? Como diminuir o impacto das variações climáticas? 

Na tentativa responder a estas questões, Zero Hora promove, no dia 14 de novembro, Campo em Debate O Futuro do Agronegócio. Mediado pela jornalista e colunista de agronegócio Gisele Loeblein, o encontro reunirá nomes do agronegócio, integrando produtores, indústrias e consultores em uma grande reunião de trabalho.

- Esperamos que os diferentes segmentos que compõem a atividade primária discutam os atuais gargalos da produção e alinhem possíveis saídas para que possamos colher mais - afirma Gisele. Entre os destaques da programação está o professor da Universidade de São Paulo (USP) Rafael Vieira de Sousa, que falará sobre a evolução dos robôs no campo. Paulo Roberto Rodrigues Martinho, analista de geoprocessamento da Embrapa Monitoramento por Satélite abordará a inteligência territorial. Estimular o desenvolvimento de soluções para defesa vegetal será tema da palestra do advogado Roberto Sant?Anna, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). Produtores contarão como é possível fazer a diferença na lavoura. Estarão no debate o agricultor de Alegrete Caio Nemitz e o sojicultor de Carazinho Carlos Eduardo Scheibe.

O evento, promovido por Zero Hora com o apoio da Syngenta, marca o encerramento do projeto especial Campo e Lavoura Da Terra à Mesa. Ao longo de 2017, cinco edições encartadas em ZH abordaram desafios e soluções para o meio rural.

  • O quê: Campo em Debate O Futuro do Agronegócio
  • Quando: 14 de novembro, das 9h às 13h
  • Onde: Teatro da PUCRS
  • Quem pode participar: Estudantes, profissionais e público interessado
  • Inscrições gratuitas até a véspera do evento no site: bit.ly/inscricoesagro (Zero Hora)

EUA - Lei do Leite na Nutrição Escolar de 2017

Leite nas escolas/EUA - A Lei do Leite na Nutrição Escolar de 2017 tem como objetivo reverter a queda do consumo de leite entre os estudantes norte-americanos. O leite aromatizado com baixo teor de gordura foi retirado do lanche das escolas em 2013 como forma de reduzir a ingestão de açúcar entre as crianças, mas, as organizações que representam o setor lácteo mostram que o resultado foi a redução do consumo de leite pelos estudantes em suas refeições e que eles não estão recebendo quantidades adequadas de nutrientes essenciais, como proteína e cálcio. 

De acordo com o presidente da NMPF (Federação Nacional dos Produtores de Leite), nos dois primeiros anos após a retirada do leite aromatizado do programa de lanche escolar, o número de estudantes que pararam de tomar leite em seu lanche caiu 1,1 milhões. "Leite é a fonte de nove vitaminas essenciais e minerais para a dieta das crianças, e quando seu consumo cai, a qualidade nutricional em geral fica ameaçada", disse Mulhern. A lei suprapartidária foi introduzida pelos republicanos e democratas Glenn Thompson e Joe Courtney, respectivamente, que disseram não precisar de regulamentação para levar leite para as escolas para fazer parte da alimentação das crianças, e também oferecer mais opções de lácteos.

"Oferecendo às crianças mais opções de leite - incluindo os aromatizados - minha esperança é de que testemunharemos o retorno ao consumo a seus níveis históricos, e os estudantes poderão, novamente, usufruir do leite", disse o Republicano Thompson.

A Lei do Leite na Nutrição Escolar de 2017 também "eliminou a burocrática papelada para que as escolas" possam aumentar as opções de leite e permitir que seja comprado nas "mesmas quantidades das bebidas concorrentes, e nas condições adequadas a cada idade". (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)

 
EXPODIRETO E EXPOAGRO - Inscrições abertas
As agroindústrias familiares interessadas em expor e vender seus produtos na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, de 5 a 9 de março de 2018, e na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, de 20 a 22 de março de 2018, têm prazo até 23 de novembro para fazer suas inscrições. A ficha deve ser preenchida nos sindicatos ligados à Fetraf e à Fetag em todo o Estado. (Correio do Povo)

 
 

Porto Alegre, 27 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.612

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 43/2017 de 26 de outubro de 2017

Leite/América do Sul - As chuvas prejudicam a produção de leite da Argentina nas últimas semanas. No entanto, os componentes do leite estão melhorando continuamente. Embora os volumes de leite/creme estejam baixos, os volumes permanecem suficientes para atender à maioria das necessidades de fabricação de produtos lácteos. 

As indústrias optam por produzir doce de leite, iogurte e queijos. A demanda de leite engarrafado/UHT pelos varejistas, food service, e instituições educacionais estão de razoáveis a satisfatórias. Conforme relatório do Ministério da Agricultura, em setembro de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 7% em relação ao mês anterior, mas, diminuiu 2% em relação ao ano anterior. Em setembro de 2017, os preços nominais pagos aos produtores subiram 30% em relação a setembro de 2016.

 

Entretanto, no Uruguai e no Chile, a oferta de leite nas fazendas continua aumentado. No Brasil, a produção encontra-se em equilíbrio com as principais necessidades da indústria doméstica, tais como leite engarrafado/UHT, queijo, iogurte e doce de leite. Poucas semanas atrás, o Brasil suspendeu as importações de lácteos do Uruguai. Como resultado, de acordo com alguns analistas, a suspensão das importações do Uruguai para o Brasil está aumentando o interesse dos compradores, ou usuário final por alguns produtos domésticos, especialmente o leite em pó. Enquanto isso, a demanda nacional por queijo começa a se recuperar, antes das festas do fim de ano. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

UE - Forte queda no preço dos produtos lácteos industrializados

Preços/UE - Os preços dos produtos industrializados na União Europeia (UE) na semana 42 sofreram uma forte queda em comparação com as quatro semanas anteriores, de acordo com os últimos dados do Observatório Lácteo da UE, com dados atualizados até 26 de outubro. 

A redução dos preços da manteiga é o mais destacado, com queda de 7,3%, ficando em 586 €/100kg, [US$ 6.707/tonelada]. O preço do leite desnatado em pó caiu 3,2% ficando em 160 €/100 kg, [US$ 1.856/tonelada], do leite em pó integral redução de 5,2%, chegando a 286 €/100 kg, [US$ 3.317/tonelada], e o cheddar caiu 2,2%, 347 €/100 kg, [US$ 4.025/tonelada]. O soro de leite em pó continua em queda, baixando 11% em outubro. 

A queda nas cotações dos produtos lácteos está refletindo nos preços do leite no mercado spot. Na Itália, o preço spot do leite, entre as semanas 38 e 42 de 2017, diminuiu 1,6% (de 44,0 para 43,3 centavos/kg, [R$ 1,71/litro]), ainda que esteja 4,6% acima do valor do ano passado, nesse mesmo período. Na Holanda, o preço do leite no mercado spot, entre as semanas 38 e 42, caiu 13,7% (de 41,5 para 35,8 centavos/kg, [R$1,41/litro]). Neste caso, o preço está 14,8% menor que na mesma semana de 2016. No mercado mundial, os preços dos produtos lácteos industrializados da UE continuam sendo os mais caros, apesar da queda. Atualmente os preços mais competitivos para a manteiga, leite em pó desnatado, e queijo cheddar são os dos Estados Unidos, ainda que a Oceania possa competir com o leite em pó integral. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

Cargill adquire Integral Nutrição Animal e fortalece segmento de nutrição animal

A Cargill finalizou o acordo para a compra da Integral Nutrição Animal, empresa brasileira de nutrição para bovinos. A aquisição ajudará a Cargill a desenvolver suas capacidades em suplementos minerais, proteicos, proteico energéticos e premix na região Centro-Oeste do Brasil. A transação deve se concluída nos próximos meses, dependendo de aprovações regulatórios do CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. 

A Cargill está empenhada em oferecer soluções em nutrição que promovam a eficiência produtiva. Esta aquisição une as capacidades das empresas para melhor atender os clientes que procuram por soluções de qualidade. "Nossos clientes estão conectados com as nossas inovações e, por isso, estou entusiasmado em fechar negócio com uma empresa que tem mais de 30 anos de experiência e é reconhecida por desenvolver produtos e serviços de qualidade no Brasil", afirma Scott Ainslie, vice presidente e diretor da Cargill Nutrição Animal. "Vemos esta aquisição como um importante passa para nosso plano de crescimento na indústria de nutrição de gado de corte e leite no país e para o fortalecimento da nossa cadeia de suprimentos", completa. 

Sobre o acordo, a Cargill comprará 100% dos ativos da Integral, incluindo uma fábrica em Goianira (GO) e um portfólio de produtos que vão de suplementos minerais a premixes. A planta possui cerca de 100 funcionários e uma receita líquida de R$ 80 milhões por ano. 

"A Integral está entusiasmada com essa aquisição, pois a Cargill desenvolverá ainda mais a capacidade e aumentará o negócio de nutrição em nosso mercado", afirma Paulo Mendonça Del´Acqua, CEO da Integral. "É importante continuarmos com o nosso compromisso para alcançar a alta qualidade e sustentabilidade em produtos e serviços para nossos clientes". 

"A medida que expandimos nesse mercado, trazemos a rica história da Cargill em inovação de produtos para nutrição animal", diz Celso Mello, Diretor Geral da Cargill Nutrição Animal no Brasil. "Nosso extenso trabalho, somo à Integral, impulsionará o desenvolvimento de novos produtos e soluções que continuem superando as expectativas dos nossos clientes".  A aquisição não afeta as atuais operações fabris da Cargill Nutrição Animal no Brasil.  (As informações são da Assessoria de Imprensa, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Molico Desenvolve Leite em Pó com 80% Mais Cálcio
Nestlé - A marca Molico da Nestlé investiu uma nova fórmula para auxiliar a suprir as necessidades nutricionais da mulher brasileira. A partir de agora, o leite em pó da marca passa a ter 80% mais cálcio, além de ser o único da categoria com magnésio e vitaminas do complexo B. Segundo dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar, 2008/2009) existe uma prevalência de inadequação no consumo de vitaminas e minerais pelas mulheres brasileiras.  Dentre eles: 99% não consome a quantidade diária recomendada de cálcio, 100% possui inadequação no consumo de Vitamina D, além do baixo consumo de Magnésio com 91%, Vitamina A com 72% e Ferro com 26,5%. O novo Molico já está sendo distribuído nas redes varejistas do país. (Giro News)

 
 

Porto Alegre, 26 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.611

 

Gestão de dados por meio do Big Data é o principal caminho do agronegócio

 
Foto: Tiago Zagonel

Com a crescente demanda de insumos, alimentos e tecnologias voltadas ao agronegócio, é necessário discutir as possibilidades de cruzamento de informações do campo, como dados sobre o solo e sobre a produção, por exemplo, em prol de melhorias para o futuro do setor. O uso do Big Data - tecnologia que coleta, processa e analisa dados obtidos de diversas formas e áreas - foi o ponto central das discussões que integram o 5º Simpósio da Ciência do Agronegócio, ocorrido na manhã desta quinta-feira (26/10). O evento reuniu cerca de 100 participantes no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios (Cepan) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre (RS). O Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat), que esteve presente representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, patrocinou o simpósio com o tradicional milkbreak.

Conforme afirma Palharini, a atividade leiteira moderna precisa das novas tecnologias disponíveis para avançar em todos os seus aspectos. "Para desenvolver a competitividade do setor, precisamos trabalhar com a academia e aplicar esses conhecimentos no campo. O Big Data é capaz de identificar padrões nas propriedades e ajudar o produtor a ampliar e melhorar sua produção", acredita.

Para o pró-reitor de pós-graduação da UFRGS, Celso Giannetti Loureiro Chaves, o simpósio simboliza uma luz para a fuga da crise que o país se encontra. "O setor de agronegócios virou um salvamento. Temos que construir o conhecimento que a universidade julga ser para o bem de todos", afirmou. Chaves lembrou do evento de 2016, que já sinalizava a necessidade no avanço da tecnologia de coleta de dados. "As palavras do ano passado se pulverizaram e se tornaram o big data deste ano".

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Silveira Massruhá, ministrou palestra sobre Agricultura Digital 4.0, expondo dados gerais da produção brasileira e os desafios para os próximos 50 anos. Preservação de água, terras e energias renováveis estão entre eles, assim como conter os fenômenos naturais que devastam lavouras no mundo inteiro. \Além de focar em investimentos massivos em tecnologia, Silvia citou a importância de dar atenção aos consumidores. "Temos de mostrar quais são as utilidades de todas essas ferramentas que apresentamos aqui", alertou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Piá é homenageada por seus 50 anos na Assembléia Legislativa  

 
Crédito: Leticia Szczesny

O Grande Expediente da Assembleia Legislativa homenageou nesta quinta-feira (26/10) a Cooperativa Piá, que em 2017 completa 50 anos. O reconhecimento feito pelos deputados deve-se à importante contribuição da empresa para a economia do Estado. A cerimônia contou com a presença do secretário da Agricultura, Ernani Polo, do prefeito de Nova Petrópolis, Régis Luiz e do deputado Elton Weber, que propôs a homenagem, além de representantes de cooperativas gaúchas. Na ocasião, Weber destacou que a cooperativa tem 1.142 funcionários e congrega 2.433 associados, entre produtores de leite e de frutas. "Se desenvolveu, cresceu, e está se preparando para o futuro", disse, sobre a trajetória de cinco décadas da Piá.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, participou do evento para reconhecer o trabalho da cooperativa que, segundo ele, "é motivo de orgulho". "Para o Sindilat, os 50 anos da Piá é de grande importância, já que a cooperativa é uma das líderes no mercado de produtos lácteos", disse, desejando que este seja somente o início de uma caminhada de grande crescimento. 

Desde a sua criação, em 1967, incentivada pela vinda de técnicos alemães que trouxeram conhecimento e recursos, a Piá vem contribuindo para o aumento da renda dos agricultores da região e de todo o Estado. "Essa homenagem vem confirmar o trabalho e também o reconhecimento da sociedade gaúcha à excelência dos produtos colocados à disposição dos consumidores", afirmou o presidente da Cooperativa Piá, Jeferson Smaniotto. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Reino Unido assina Declaração de Lácteos de Roterdã

O setor de lácteos do Reino Unido aprovou uma declaração para promover a sustentabilidade dos sistemas de lácteos em todo o mundo. A Declaração sobre Lácteos de Roterdã, uma parceria única entre a International Dairy Federation (IDF) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) sinaliza o reconhecimento do compromisso do setor de produtos lácteos com a alimentação do mundo, produtos seguros, nutritivos e sustentáveis.

E agora, as principais organizações de produtos lácteos do Reino Unido aprovaram os princípios da Declaração em uma assinatura oficial em Londres. A declaração foi assinada por Judith Bryans, presidente da International Dairy Federation, o Chefe do Executivo da Dairy UK, Paul Vernon, o presidente da Dairy UK, Gwyn Jones, o Presidente da AHDB Dairy Board e Michael Oakes, Presidente da NFU Dairy Board.

A Declaração de Lácteos reconhece a importante contribuição que os lácteos fornecem para as economias dos países, o papel essencial dos produtos lácteos em uma dieta equilibrada e o papel fundamental que a indústria desempenha nas questões de degradação ambiental e das mudanças climáticas.

"Estamos muito satisfeitos pelo fato de o Reino Unido se juntar a países de todo o mundo para demonstrar a importância da indústria láctea para a comunidade global", disse Bryans. "Quando a ONU estabeleceu seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ficou claro que a indústria láctea fazia parte da solução em termos de garantir a entrega de uma série de objetivos em torno de nutrição, populações saudáveis, um planeta saudável e ajudar a tirar as pessoas da pobreza".

"A população mundial está crescendo e os produtos lácteos desempenham um papel fundamental no atendimento às suas necessidades. Para estar apto para o futuro, devemos ser inovadores e garantir que temos produtos que sejam culturalmente aceitáveis, nutritivos, seguros, sustentáveis e acessíveis". 

Paul Vernon, presidente da Dairy UK, acrescenta: "Estamos orgulhosos pelo fato de o Reino Unido, que é uma das principais nações produtoras de produtos lácteos, endossar a declaração. Somos uma indústria inovadora com um profundo compromisso com boas práticas ambientais e benefícios nutricionais. Podemos orgulhar-nos de que nossos produtos nutritivos possam desempenhar uma parte tão importante no cumprimento da sustentabilidade global e das responsabilidades e ambições nutricionais". A Declaração sobre Lácteos de Roterdã foi lançada na World Dairy Summit em 2016. No ano passado, 19 países assinaram. Gwyn Jones acrescentou: "Estamos orgulhosos de nos juntar a outras pessoas em todo o mundo que aprovam a declaração sobre produtos lácteos, que reconhecem a grande contribuição econômica que os lácteos fazem para realizar as aspirações de desenvolvimento sustentável dos agricultores e as comunidades mais amplas". (As informações são do FoodIngredientsFirst.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

As soluções do RS para vencer a crise do leite
A Caravana da Produtividade chegou ao Rio Grande do Sul.  conferira de perto quais as soluções têm ajudado a melhorar a atividade leiteira.  Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 
 

Porto Alegre, 25 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.610

 

Especialização como caminho para aumento da competitividade


 Foto: Jézica Bruno

Apesar da redução no número de produtores nas menores faixas de produção do setor, houve aumento da especialização dos que seguiram no mercado. Esse cenário retrata um grande processo de seleção que o Rio Grande do Sul tem enfrentado, conforme destacou o assistente técnico estadual da Emater/Ascar-RS, Jaime Ries, que palestrou nesta terça-feira (24/10), em Porto Alegre (RS), durante seminário do projeto Futuro RS. O evento, proposto pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), tratou de elaborar uma agenda propositiva para construir alternativas para o desenvolvimento do Estado, com foco na ampliação da produtividade e da qualidade da produção de leite gaúcha.

Conforme Ries, em um comparativo de 2017 para 2015, notou-se uma redução de 42% em produtores nas menores faixas de produção diária, ou seja, aquelas que produziam até 50 litros de leite. Os que permaneceram, no entanto, focaram na tecnologia para ampliar sua participação no setor. "O número de produtores está diminuindo, mas os que ficaram estão mais especializados, têm uma escala maior de produção, maior produtividade do rebanho e entregam mais leite para a indústria", afirmou. Segundo ele, dos 497 municípios do RS, 465 têm produtores vinculados à indústria, ou seja, quase 94% das cidades gaúchas.

Ries apresentou sugestões para melhorar a competitividade e a produção nas propriedades gaúchas. Segundo ele, é necessário fazer a ampliação dos investimentos em sanidade animal, ter uma política efetiva de pagamento por qualidade do leite, assim como incentivo à descentralização do parque industrial. Além disso, para ele, é preciso buscar o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos e fazer a discussão de alternativas para os que sairão da atividade. "O leite exige muita dedicação das famílias e também especialização, o que podemos observar especialmente nesses últimos dois anos".

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, é necessário concentrar esforços principalmente nos produtores que buscaram a profissionalização e eficiência. "Temos que trabalhar a eficiência, a competência naquilo que nós fizemos. O produtor, em produzir de forma viável a 30 centavos de dólar, a indústria, em pagar também o leite por sólidos e não só por volume, e o governo, em simplificar a burocracia que tanto se tem", ressaltou, destacando que as propriedades precisam estar, cada vez mais, próximas da tecnologia. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Leite/Cepea: após 19 semanas em queda, leite UHT e muçarela registram alta

Depois de recuarem por 19 semanas, as cotações do leite UHT e da muçarela registraram altas no mercado atacadista do estado de São Paulo. Conforme colaboradores do Cepea, a indústria elevou os preços pedidos pelos derivados, em uma tentativa de alavancar a recuperação de suas margens. Entre 16 e 20 de outubro, o valor médio do leite UHT foi de R$ 2,03/litro, alta de 2,2% frente à média da semana anterior. No caso da muçarela, o aumento foi menor: de 0,1% na mesma comparação, com média de R$ 14,09/kg no período. Ainda de acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, as cotações desses produtos têm oscilado mais: enquanto o preço máximo subiu, o mínimo recuou 13.7%. (Agrolink) 

Reduzir custo exige mudança de postura

A Associação dos Profissionais da Agronomia de Ijuí(Apaju) promoveu ontem à tarde em Ijuí o 1º seminário regional sobre sistemas de produção de leite a baixo custo. O evento foi desenvolvido em dependências do salão "A" da AABB em Ijuí com grande presença de público. Para o coordenador e integrante da diretoria da Apaju Diego Coimbra, o sucesso do evento premiou o esforço da associação para sua organização.  Questões inerentes à produção de leite foram debatidas pelos palestrantes e o público formado por técnicos da área do leite, empresários, produtores rurais e estudantes do curso de agronomia da Unijui.

Para o gerente de suprimento de leite da CCGL Jair Mello, produzir leite a baixo custo não se resume apenas a produção a pasto, mas sim produzir a base de pastagens, suplementando adequadamente os rebanhos e fazendo um bom manejo para que o produtor possa ter receita mesmo em anos de crise como a que o setor está enfrentando. Ele contou que a empresa tem um trabalho focado em 1,5 mil produtores que entregam a produção à indústria que buscam reduzir os custos de produção e aumentar a renda. Jair Mello disse que para aumentar a renda é preciso ter escala, a começar pelo acompanhamento da produtividade por área. "O produtor precisa saber qual a sua produtividade de leite por hectare e por isso a importância de manutenção de pastagens o ano inteiro", destacou reiterando que em alguns casos acompanhados pela CCGL a renda mensal já chegou aos R$ 6 mil.

Em sua palestra, o zootecnista do Serviço de Inteligência em Agronegócio(SIA) Davi Teixeira pontuou como importante na redução de custos o manejo adequado das pastagens para resultar na diminuição do uso de silagem e ração, além do maior cuidado com o solo. Segundo ele, o planejamento forrageiro mantendo o solo coberto por matéria orgânica o ano inteiro é primordial para reduzir custos de produção, além da promoção na propriedade rural do chamado sistema "rotatino", que é o rotativo contínuo de pastagens.

Ao final do evento ocorreu um debate sobre o sistema de produção de leite a baixo custo que foi mediado pelo engenheiro agrônomo da Unijui Emerson Pereira. Diego Coimbra que coordenou o seminário elencou como singular o momento para que produtores, empresários do setor e indústrias, além dos estudantes pudessem trocar experiências e compreender a necessidade de mudar posturas para diminuir custos e ter mais renda com a atividade leiteira. (ClicJM)


Leite: bem-estar animal eleva produtividade
A Caravana do Leite saiu nesta terça-feira, dia 24, de Santa Catarina rumo ao Rio Grande do Sul. Um dos assuntos que vai ser abordado por lá é o bem-estar animal, que vem ajudando os produtores a melhorar os índices de produtividade. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 
 
 
 

Porto Alegre, 24 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.609

 

Indústrias têm projeção otimista para o próximo ano 

Apesar das dificuldades do final de ano, 2018 deve ser de retomada do setor lácteo. O panorama foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínio do RS (Sindilat), Darlan Palharini, durante reunião mensal dos associados na manhã de terça-feira (24/10). Essa retomada será puxada pelo aumento do poder de consumo das famílias, o  que deve elevar a rentabilidade da atividade leiteira para produtores e indústria. Em apresentação aos associados, Palharini pontuou para o aumento de 11% na produção de leite no país e para a queda do consumo de 4,9% nos últimos meses. "Nossa expectativa é que o mercado volte a se aquecer em 2018, claro que de forma tímida, mas é preciso uma retomada", frisou Palharini. O executivo ainda lembrou que a recuperação do preço do petróleo, a previsão de clima favorável e a provável recuperação das cotações do milho e da soja ajudarão a sustentar o crescimento no setor. 

Durante o encontro, representantes dos laticínios ainda trataram sobre os rumos do Fundoleite e sobre as eleições para a nova gestão do Sindilat. A eleição da nova diretoria será realizada no dia 28 de novembro na sede do sindicato. A posse está prevista para o dia 7 de dezembro, em conjunto com a festa de fim de ano e a entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Felipe Lopes

Preço do leite teve queda nos primeiros dez dias do mês, mas tendência é de recuperação

 
Foto: Carolina Jardine

Pesquisa realizada pelo Conseleite nos primeiros dez dias do mês e divulgada na manhã desta terça-feira (24/10), na sede da Fetag, indica que o valor de referência do leite projetado para o mês de outubro é de R$ 0,8267, valor 3,3% abaixo do consolidado em setembro (R$ 0,8549). Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, essa tendência já está em processo de reversão com as recentes medidas anunciadas pelo governo.

A expectativa para os próximos meses é de recuperação de preços. Neste final de outubro, indica Guerra, já teve início o tradicional período de queda de captação de leite no Rio Grande do Sul, em valores próximos a -9%, o que sinaliza um freio na redução dos preços verificada nos últimos meses.

Segundo Guerra, o setor lácteo nunca viu um cenário como o de 2017, que resultou em achatamento do mercado. "Além da entrada de leite por meio de importação, viu-se aumento de 11,40% na produção de janeiro a junho, e queda de 4,5% no consumo em função da crise, o que não se resume apenas à demanda por leite fluido, mas de produtos que levam leite como massas, biscoitos e chocolates, inclusive no varejo".

Guerra lembrou que, recentemente, o setor esteve em Brasília e, unido, conseguiu vitórias importantes como o anúncio de suspensão das importações do Uruguai. "Falar de leite hoje é desanimador. O problema não é só o Uruguai. Temos que avaliar questões internas do nosso mercado. Estamos vendo uma debandada do agricultor familiar da atividade", alertou o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, que terá reunião com o Itamaraty no próximo dia 31 de outubro, em Brasília (DF), para debater uma revisão das relações comerciais do leite e de outros produtores do agronegócio dentro do Mercosul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Preços/França - A formação do preço tem que começar com o custo no campo

O presidente da República francesa, Emmanuel Macron, anunciou uma lei para reequilibrar os contratos entre os agricultores, as indústrias e a distribuição, remunerando melhor os agricultores. Ele quer inverter o sistema de formação de preços dos alimentos, começando pelo custo de produção. Propõe que os preços pagos no campo sejam fixados a partir do custo, somando-se as margens das indústrias e distribuidores para formar o preço ao consumidor. Atualmente, o sistema funciona ao contrário. 

A Federação francesa das indústrias e empresários considera que a lei vai em boa direção, mas, que somente poderá funcionar se as indústrias tiverem segurança de que poderá aplicar suas margens à distribuição. Além disso, para poder apurar as variações dos custos de produção dos agricultores, a Federação sugere a formação de um índice oficial dos custos. A nova lei de Macron também quer que os produtores tenham maior poder de negociação, prevendo o apoio à formação de fortes organizações dos produtores. Para ele, o Estado terá que tornar transparente o direito de concorrência. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)
 


China reabre as portas ao camembert e ao brie
Queijos/China - As autoridades sanitárias chinesas retiraram a proibição à importação de alguns tipos de queijos, incluindo muitos produtos franceses como o camembert e o brie, segundo a União Europeia (UE) e profissionais do setor consultados pela AFP. A Alfândega chinesa iniciou há dois meses, sem aviso prévio, um bloqueio à importação de queijo de pasta branca e de queijos azuis, como o camembert, o brie, o roquefort e o gorgonzola italiano. Estes produtos contêm cultivos de bactérias utilizadas habitualmente na produção de queijos na Europa. Mas a legislação chinesa não estipulava claramente se estes tipos de bactérias eram legais ou não. Encontros na semana passada entre representantes da União Europeia (UE) e autoridades sanitárias chinesas permitiram desbloquear a situação, informou William Fingleton, porta-voz da delegação da UE em Pequim. O governo chinês enviou um documento à agência chinesa de segurança dos produtos alimentares para informar que as bactérias utilizadas na produção dos queijos não são nocivas para a saúde. O comércio retornou à normalidade. (G1)

 
 
 
 

Porto Alegre, 23 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.608

 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Outubro de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Setembro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Outubro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

Produtores convocam deputados para agir

Um encontro que trouxe a Ijuí produtores oriundos de 38 municípios da região discutiu na Casa do Produtor Rural no Parque de Exposições a temática inerente ao preço do leite pago ao produtor rural. O integrante do Grupo Construindo o Leite, Cristiano Didoné, disse ao GrupoJM que é chegada a hora de o produtor deixar as vacas na propriedade e sair para a rua para brigar por melhorias no seu setor. "O produtor precisa mostrar que está vivo", afirmou ao lembrar que desde março o preço do leite vem caindo e nos últimos três meses há relatos de prejuízos com a atividade tendo em vista o preço pago ao produtor que, em alguns casos, não passa de R$ 0,80 centavos o litro. O produtor rural disse que quem atua na atividade do leite tem um custo de produção ao redor de R$ 1,20 e atualmente, sem a intervenção do governo no mercado interno para adquirir o leite importado, o produto nacional só caiu de preço e os prejuízos vêm se acumulando mês a mês.  Didoné defendeu na audiência a retirada do Pis e Cofins da ração utilizada na alimentação animal, a renegociação do custeio utilizado para produção, além de um incremento de pelo menos R$0,30 no preço do leite para devolver condições mais adequadas de produção na propriedade rural. 

No evento realizado no parque, o diretor do Sindilat Darlan Palharini, apresentou dados relacionados ao crescimento da produção leiteira no Brasil no primeiro semestre deste ano. De acordo com ele, foram produzidos 1,89 bilhão de litros, 11.40% mais do que no mesmo período do ano passado. Já para o segundo semestre a previsão é de que a produção cresça 4,2% e a redução em relação ao produzido no primeiro semestre na sua avaliação se dá  pelos problemas de preço e comercialização enfrentados pelo setor.  Para o representante da Secretaria de agricultura do Estado ,  Antonio Aguiar,  é preciso verificar como o Uruguai está trabalhando o que chamou de triangulação na comercialização do leite. "O Uruguai, principal exportador para o Brasil está usando internamente o leite que produz e exportando o leite de terceiros com uma tributação elevada", disse. Aguiar defendeu ainda que as entidades e instituições de forma conjunta desenvolvam uma campanha para incentivar o consumo interno do leite, além de defender também que o País e o Estado entrem definitivamente no mercado exportador do produto. (ClicJM)

Vaca do futuro: genética em prol da produção de leite

Vaca do futuro - Nos últimos 40 anos, produção de leite subiu 615% a mais que o rebanho no Paraná, com contribuição decisiva de novas tecnologias em DNA. O produtor rural Ubel Borg está há 50 anos na atividade leiteira, em Castro, nos Campos Gerais. 
Com o entusiasmo de um jovem que recém começou no negócio e uma pasta desgastada pelo tempo cheia de papeis amarelados embaixo do braço, Borg faz questão de levar os visitantes a um passeio na história antes de ir conferir as vacas na pastagem. "Eu nasci na Holanda, vim para cá com seis anos, em 1953. Aqui era campo bruto, sem estradas. Viemos para cá no grito, apenas com nossa organização, nosso trabalho e nossa dedicação de corpo e alma para construirmos uma vida nova."

Hoje, o cenário mudou bastante em termos de conforto. Mas a maior transformação ocorreu em outro campo. Na década de 1950, os melhores animais, da raça holandesa, trazidos de navio da Europa para o Brasil, tinham uma produtividade estimada em 4 mil litros de leite por ano. Atualmente, Borg tem exemplares que passam dos 15 mil litros por ano. "Tudo isso na base da genética", garante. "Mas não é fácil chegar a esse resultado, tem que pegar o que usam de melhor no mundo em material e insistir, porque na genética dois mais dois não é igual a quatro. É preciso anos de persistência até que uma hora você vai tirar um animal de elite", ensina.

Borg possui agora uma área de pouco mais de 95 hectares. São 250 animais em lactação (450 no total) que produzem diariamente uma média de 35 litros de leite cada um. Boa parte desse sucesso está naqueles documentos envelhecidos. Eles registram dados de bovinos leiteiros desde antes da Segunda Guerra Mundial, ainda na Europa. Não é à toa que Ubel e o filho Rogério já perderam as contas de tantos títulos conquistados em concursos. Neste ano, inclusive, um animal criado por eles venceu a categoria Campeã Suprema, da Agroleite, também em Castro, uma das feiras de lácteos mais importantes do Brasil.
Leia mais e conheça as características da vaca do futuro aqui. (Faep)

 

Oferta de manteiga continuará apertada em 2018

Manteiga - O cenário parece indicar a continuação dos elevados preços da manteiga, com a projeção de estagnação da disponibilidade dos dois maiores exportadores. As exportações combinadas da Nova Zelândia, o maior fornecedor mundial de manteiga e da manteiga anidra de leite, aumentará apenas 2.000 toneladas em 2018, chegando a 519.000 toneladas, prevê o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de Wellington em seu primeiro relatório a respeito do próximo ano. Na União Europeia (UE), o segundo maior fornecedor mundial, as exportações de manteiga se manterão em 185.000 toneladas, de acordo com o escritório regional do USDA. Sendo a UE e a Nova Zelândia responsáveis por mais de 80% das exportações mundiais de manteiga, as previsões sugerem que as condições de mercado não serão alteradas, e que os preços se manterão elevados, e também haverá aumento para outros produtos oriundos da matéria gorda do leite.

Restrições ao crescimento da produção de leite
As previsões refletem as baixas expectativas de produção de leite nas duas regiões - 2,32 milhões de toneladas na UE e 545.000 toneladas na Nova Zelândia.  A produção de leite na Nova Zelândia deve crescer 0,5%, muito em decorrência de renovação do rebanho leiteiro, permanecendo, no entanto, 270.000 toneladas abaixo da produção de 2014. Um "aumento do otimismo poderá levar alguns agricultores a aumentarem ligeiramente o número de vacas", diz o departamento. Na UE, a previsão é de que haja crescimento de 0,1%, combinando ligeira redução de rebanho e aumento da produtividade pro vaca.

Fator leite em pó desnatado
Apesar dos elevados preços da manteiga, outros lácteos também pesam na contabilidade financeira dos processadores, como as cotações do leite em pó desnatado [ou o leite seco desengordurado], rico em proteínas, mas que são produzidos durante o fabricação da manteiga. "As indústrias de laticínios enfrentam o dilema: aproveitar os atuais preços da manteiga e correrem o risco de elevar os estoques comerciais do leite em pó desnatado, ou optar pela fabricação de queijos que é menos arriscado, e cuja demanda mundial continua crescente", diz o relatório do USDA.

"o leite seco desengordurado pode demorar a voltar a ser lucrativo porque existem elevados estoques de 2016 e 2017 no programa de intervenção da UE", com volume estimado em 380.000 toneladas, pressionando as cotações do mercado mundial. A razão para prever que em "2018 a produção de manteiga manterá os mesmos níveis de 2017, é principalmente porque, o aumento da produção de leite será direcionada à produção de queijo".

"Atender primeiro a manteiga"
Na Nova Zelândia, o escritório de Wellington disse que "o mundo continua a ter superoferta de leite em pó desnatado e os preços internacionais estão despencando para o piso de um ciclo sem fim no curto prazo". O escritório lembrou ainda o crescimento da competição pelo complexo gordura, com o creme de leite UHT, "um produto de alto valor agregado processado na Nova Zelândia para atender o segmento de food service na Ásia, especialmente na China". As exportações de creme de leite da Nova Zelândia esse ano, pode chegar a 90.000 toneladas, três vezes mais que os embarques de cinco anos atrás. "Em um ano em que o crescimento da produção de leite está relativamente limitado, a produção de creme de leite com maior valor agregado é a primeira opção para a matéria gorda do leite, mais do que a manteiga, ou a manteiga anidra de leite".

Escassez contínua de manteiga
A análise responde com a cautela da semana passada do Dairy Australia quando disse que os enormes estoques de leite em pó desnatado da UE "provavelmente serão uma fonte de instabilidade no mercado de commodities lácteas em um futuro próximo, e uma fonte de contínua divergência" entre os preços das proteínas e das gorduras.
"Enquanto as incertezas acerca dos estoques de intervenção da UE (de leite em pó desnatado) continuarem, as cotações do SMP permanecerão baixas". Isso continuará a restringir "o retorno do fluxo da fabricação de SMP/manteiga como alternativa à combinação da produção de leite em pó integral/queijo, significando menor processamento de manteiga, e mantendo a baixa oferta a preços elevados". (Agrimoney - Tradução Livre: Terra Viva)


União Europeia - A produção de leite poderá aumentar 0,7% este ano
Produção/UE - A captação de leite na União Europeia (UE) em julho passado subiu 2,2% em relação a julho de 2016, de acordo com os dados da Eurostat. Em julho de 2017, as entregas cresceram na Itália (+12,8%), Irlanda (+9,6%), Polônia (+6,6%), Espanha (+2,9%), e Reino Unido (+1,8%).  Ocorreu o contrário na Alemanha (-0,4%), e também na Holanda (-2,1%). A captação no acumulado do ano alcançou um nível similar à do mesmo período do ano passado, e é possível que se cumpra a previsão da Comissão Europeia de que a produção de leite na UE, em 2017, poderá aumentar 0,7% em relação a 2016, segundo divulgado em seu boletim. A Comissão Europeia também estimou que o preço do leite pago aos pecuaristas poderá continuar aumentando, impulsionado pelo preço da manteiga e à demanda crescente de queijo. Esta situação poderá incentivar a produção de leite. Também se estima que a produção de manteiga poderá ser reduzida em favor dos queijos. A recuperação das exportações europeias de leite em pó desnatado continua, mas, sem ser suficiente para eliminar o volume dos estoques de intervenção. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)