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Porto Alegre, 27 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.550

 

  Aumento da oferta e crise política provocam queda do preço do leite 
 

O aumento da produção de leite no campo e a importação que eleva a oferta do alimento no mercado interno refletiram nos preços no Rio Grande do Sul. Dados divulgados pelo Conseleite, nesta quinta-feira (27/7), indicam que o valor de referência do litro projetado para o mês de julho é de R$ 0,9515, queda de 3,77% em relação ao consolidado de junho (R$ 0,9888).  O movimento foi puxado pela baixa de 6% no valor do leite UHT, de 3,5% no pasteurizado e de 3,4% no queijo mussarela. "Tivemos uma importante redução no mercado do UHT, que é quem puxa os preços. Estamos vivendo tempos de preços ruins", frisou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Nos últimos três meses, a redução, segundo o Conseleite, chega a 8,09%.Apesar disso, na ponta, o produtor vive um momento de custos de produção menores e recebe mais pelo litro, uma vez que soma bonificação mensais por qualidade e quantidade que elevam o recebido a valores próximos a R$ 1,20 por litro. 
 
 A preocupação, alerta Guerra, é que o setor já vem de um primeiro semestre difícil. "A indústria enfrentou meses de prejuízo e, agora, se começa um semestre com valores muito baixos", salientou, lembrando que o pico da safra ocorre em agosto. Uma das soluções é o governo sinalizar favoravelmente ao pedido feito pelo setor de compra governamental de 20 mil toneladas de leite pó. O pleito foi levado pelo Sindilat e Fetag ao Ministério da Agricultura em reunião em Brasília neste mês.
 
Guerra alega que o cenário de preços em baixa reflete diversos fatores. Além do aumento de 20% na captação entre maio e julho, típica nesse período do ano, a importação crescente de leite a preços menores do que o praticado no país também contribuiu. A crise política também chegou ao varejo, o que demostra a queda do poder de consumo da população. "Esse cenário ainda será impactado pelo aumento dos combustíveis recentemente anunciado", completou o também presidente do Sindilat. Contudo, o Conseleite acredita que os preços chegaram ao "fundo do poço", visto que as pastagens - prejudicadas pela estiagem e pela recente geada - não sustentarão um aumento substancial de produção nas próximas semanas.
 
O assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, citou o aumento de produção como um dos principais responsáveis pelos preços praticados atualmente. Os dados apresentados pelo Conseleite são resultado de levantamento realizado pela UPF com indicadores coletados nas indústrias. Os números foram apresentados pelo professor Eduardo Finamore.
 
Carne Fraca - Durante a reunião, o presidente do Conseleite pontuou a importância de o setor reagir de forma unificada contra o acordo firmado recentemente pelo ministro Blairo Maggi para abrir o mercado de lácteos brasileiro, o que seria uma possível contrapartida a nações importadoras de carne. "O setor de leite e derivados vai entrar como moeda de troca para amenizar o impacto internacional da Operação Carne Fraca. Não podemos deixar isso acontecer", concluiu Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Crédito: Carolina Jardine

Sindilat reúne-se com secretário Fábio Branco

Os laticínios associados ao Sindilat reuniram-se na tarde desta quinta-feira (27/7) com o secretário da Casa Civil, Fábio Branco, quando debateram os projetos de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Branco reforçou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a coragem da atual administração de promover as mudanças necessárias para tentar ajustar as finanças públicas.  "Esse não é um projeto de apenas um governo. Esperamos que tudo o que estamos fazendo não seja perdido", reforçou.

O secretário agradeceu o convite do Sindilat e a parceria pelo desenvolvimento durante o período que atuou junto à Sedai. Agora, na Casa Civil, garantiu que as portas seguem abertas para as indústrias do setor lácteo. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, agradeceu o apoio do governo em causas importantes para o segmento, como a questão do ajuste tributário do leite UHT. As empresas também pontuaram posição em relação ao Fundoleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Carolina Jardine

 

Wilson Zanatta descerra foto em galeria de ex-presidentes

O ex-presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, descerrou sua foto na galeria de dirigentes do sindicato no início da tarde desta quinta-feira (27/7), em Porto Alegre. Ao lado do presidente Alexandre Guerra e do secretário executivo, Darlan Palharini, ele destacou sua admiração pelo trabalho da entidade e pelo crescimento vivenciado pela bacia leiteira gaúcha. Lembrou das importações de vacas leiteiras do Uruguai realizadas na década de 90 e dos avanços de manejo e nutrição animal verificados nas últimas décadas.  "O Sindilat é uma entidade respeitada, sinto-me orgulhoso de ter passado por aqui", salientou.

Zanatta foi dirigente da Laticínios Bom Gosto e, há alguns anos, está afastado do segmento.  Contudo, segue com atividade rural no cultivo de soja e criação de gado. Entre seus projetos, está um empreendimento diferenciado e em menor escala no setor leiteiro fora do Rio Grande do Sul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Carolina Jardine

 

Nova Zelândia

As exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia para a China aumentaram 102% em valor, atingindo NZ $ 373 milhões (US $ 277 milhões) em junho, um aumento de 63% em quantidade, o que aumenta as exportações do país, informou o departamento de estatísticas Stats NZ nesta quarta-feira. As exportações da Nova Zelândia aumentaram 11% ano a ano até atingir NZ $ 4,7 bilhões (US $ 3,5 bilhões) em junho, disse um comunicado do departamento. O leite em pó, a manteiga e o queijo lideraram o aumento, 45% acima de NZ $ 1,2 bilhão (US $ 890 milhões) e 11% em quantidade. "O grupo do leite em pó, da manteiga e do queijo continua a ser uma mercadoria de exportação chave e representa mais de um quarto de nossas exportações totais", disse a diretora de estatísticas internacionais Daria Kwon no lançamento. As importações mensais totais foram avaliadas em NZ $ 4,5 bilhões (US $ 3,3 bilhões), um aumento de 7,7% em relação a junho de 2016, informou a Stats NZ. (The Diary Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Mercosul x Canadá

Representantes do Mercosul e do Canadá se reuniram em Buenos Aires para continuar as conversas exploratórias sobre a eventual negociação de um acordo comercial, informaram nesta quarta-feira (26) fontes oficiais. A informação é da Agência EFE. As delegações se encontraram na última segunda-feira (24) na sede do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina, que disse hoje em nota que Canadá e o Mercosul estão "mais perto de iniciar um diálogo para um acordo comercial".

"Na reunião foram consideradas as principais posições sobre os possíveis temas e capítulos do acordo: comércio de bens e serviços, tratamento de barreiras não tarifárias e investimentos, entre outros", explicou o comunicado.

As conversas deram continuidade às realizadas em abril, também em Buenos Aires, quando o Mercosul era presidido temporariamente pela Argentina. Agora, o posto é ocupado pelo Brasil. "Se pretende que as conversas progridam e que se dê início, prontamente, à negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá", conclui o comunicado. (Agência Brasil) 

Produção/Uruguai
A situação crítica do setor lácteo voltou a dar sinais preocupantes: em 2016 foram fechadas 163 fazendas de leite e caiu o número de litros coletados, segundo informou o Departamento de Estatísticas Agropecuárias (DIEZ) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca. DIEA apresentou os resultados da pesquisa anual efetuada com as indústrias processadoras de leite em todo o território nacional em 2016. A produção obtida com a produção de leite comercial chegou a 2.026 milhões de litros, uns 115 milhões de litros a menos do que o registrado no ano anterior. A captação pelas indústrias processadoras continua sendo o principal destino: 1.816 milhões de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e vendas diretas foi avaliada em 133 milhões de litros; enquanto os restantes 79 milhões de litros foram utilizados para consumo próprio (humano e animal) nas fazendas. O número de explorações leiteiras contabilizadas chegou a 2.716, 163 a menos do que em 2015, continuando a tendência de queda dos últimos anos, disse a DIEA. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 26 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.549

 

SUPER CONECTADOS

Os produtores rurais gaúchos estão em primeiro lugar no Brasil entre os que mais usam celular - com índice de 98,5% dos entrevistados. Apesar da liderança em telefones móveis no campo, o Rio Grande do Sul tem uma das cinco piores avaliações de conexão do país. Os dados constam na pesquisa Tecnologia da Informação no Agronegócio, realizada pelo Sebrae em todo o país, com 4.467 produtores rurais.

Entre os entrevistados no Estado, 51,4% não têm provedor ou o sinal da região é ruim. A insatisfação com a qualidade da conexão pode estar relacionada com o tipo de internet usada nas propriedades - 44,2% via rádio, que costumar oscilar com variações climáticas.

Outra contradição no Estado que mais utiliza o celular no campo é a aplicação das ferramentas de comunicação. Os agricultores daqui são os que mais fazem o controle das receitas e despesas no papel, com 55,3% dos entrevistados - enquanto 17,3% fazem a gestão no computador com planilhas e 4,6%, em programas para controle financeiro. (Zero Hora)
 

Nestlé acelera lançamentos e ajusta estratégia no Brasil

A Nestlé ajusta sua estratégia diante de tempos difíceis para o consumidor brasileiro. A empresa direciona investimentos para categorias em que é mais forte, acelera o ciclo de inovação e passa a buscar novos segmentos de mercado. A novidade mais recente é a comercialização de grãos de café torrados e processados em máquinas, que serão fornecidos a bares, restaurantes, lojas de conveniência, confeitarias e outros pontos de venda, como parte de uma nova linha de café espresso. O guatemalteco Juan Carlos Marroquín, presidente da operação brasileira da Nestlé desde 2012, diz que a inovação nunca foi tão necessária na indústria quanto agora, quando o país atravessa a pior crise de sua história. "Em tempos de bonança, a Nestlé não faria em tão pouco tempo o desenvolvimento de uma nova categoria de café para uso profissional", afirmou o executivo ao Valor durante evento no Museu do Café, em Santos (SP), onde apresentou a nova linha de Nescafé, com máquinas que moem os grãos na hora. 

Até então, a venda era feita por meio de misturas solúveis. Entre a definição do projeto, a escolha do grão e o desenvolvimento de tecnologia para as máquinas, a Nestlé levou menos de um ano. Marcelo Citrângulo, diretor da Nestlé Professional, diz que o projeto é exemplo da nova proposta do grupo, que quer ganhar velocidade ao responder às demandas do mercado. A Nestlé foi pioneira ao lançar o café solúvel, desenvolvido a pedido do governo brasileiro em 1938. No mundo, inaugurou o segmento de café em cápsula, com a marca Nespresso. A mudança de marcas e a tentativa do consumidor de fazer o dinheiro render em um contexto de perda de emprego e de queda de renda estão mudando a estratégia da Nestlé no Brasil, diz Marroquín. "Fizemos escolhas para direcionar os investimentos a categorias em que temos mais oportunidade de vencer. 

A inovação está mais focada e é feita mais rapidamente." A Nestlé assumiu neste mês um novo posicionamento em chocolate, com a assinatura "Pare o mundo que eu quero Nestlé", com a intenção de se aproximar do público jovem. A campanha recebeu investimento de R$ 3 milhões. Entre as marcas consideradas importantes para a companhia na América Latina estão os chocolates Kit Kat, a ração úmida Purina e o mercado de cafés, incluindo a produção de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto. A matriz aprovou um orçamento de R$ 480 milhões no Brasil em 2017, para a melhoria operacional e tecnológica de parte de suas 31 fábricas e para a construção da segunda linha de produção dos chocolates na unidade de Caçapava (SP). Marroquín mantém a expectativa de um crescimento orgânico de 2% a 4% neste ano. 

A Nestlé investiu R$ 10 milhões na nova versão de café e espera vender 400 milhões de xícaras de espresso até 2020. Os grãos virão de Minas Gerais e serão processados na fábrica de Araras (SP). Hoje, a Nestlé atua com 15 mil máquinas em pontos comerciais, um parque construído ao longo de 10 anos, em que predominam as vendas de bebidas com leite, como cappuccinos e achocolatados. Em três anos, o plano é instalar 10 mil novas máquinas, que oferecem 4 tipos de café e 8 bebidas cremosas. A Nestlé cogita substituir parte do parque atual de máquinas de café, importadas da Itália e Suíça, mas essa não é a principal estratégia, segundo o diretor. A ideia é buscar a expansão adicionando novos estabelecimentos comerciais. Por isso, firmou parceria com a rede de docerias Sodiê e com a Coop, que vai instalar as máquinas de cafés em seus supermercados. (Valor Econômico) 

Produção/França - O crescimento da coleta de leite terá que esperar

Em maio, a captação de leite de vaca caiu 2,9% em relação a maio de 2016, na França. Uma primavera com condições climáticas anormalmente frias e depois escaldantes prejudicaram o crescimento das pastagens. Assim, a recuperação na coleta de leite terá que esperar na França, e apesar do rebanho bem ajustado, os agricultores não compensaram o déficit de pastagens com alimentos suplementares. Os recuos nas grandes bacias leiteiras foram: Grande Oeste (-0,8%); queda marcante em outras duas bacias leiteiras: Normandia (-3,7%), e Grande Leste (-3,5%). As maiores baixas observadas foram na bacia Charente-Poitou (-7,6%), Sudoeste (-7,5%), e Auvergne-Limousin (-6,2%). O leite orgânico correspondeu a 2,7% do total captado em maio de 2017.
Preço do leite padrão estável em maio
Em maio de 2017, o preço do leite padrão ficou em €318/1.000 litros em média e do leite total com bonificação € 334/1.000 litros. O preço do leite padrão aumentou € 33/1.000 litros em relação a um ano antes, e praticamente estável em quando comparado com abril de 2017. De acordo com a Eurostat, a coleta de leite europeia (UE28) subiu ligeiramente em abril em relação a abril de 2016 (+0,6%). A evolução da captação continua em queda na Alemanha (-3,2%), e na Holanda (-04,%). Em compensação, ela cresceu quase 14% na Irlanda em um ano, aumentou 4% na Polônia Reino Unido (+0,9%), e na Itália (+1,7%).

Recuo de 10% em matéria gorda
Em maio de 2017, as indústrias de produtos lácteos evoluíram de forma diferente de acordo com o produto. O acondicionamento de leite de consumo caiu 5,5% em relação a maio de 2016, enquanto a produção de iogurtes e sobremesas lácteas crescia 1,5% e de creme fresco 10,1%. Entre os principais produtores de queijos, os de queijo fresco diminuíram 7,3%, em maio de 2017 em relação a um ano antes, enquanto a produção de queijos cremosos aumentava 11,6%, e os de massa mole 5,6%. A produção de queijo de massa prensada não cozida e massa prensada cozida recuaram 2,1% e 2,4%, respectivamente, na mesma base de comparação. Já a indústria de queijos de massa filada cresceu 5,5%. Entre os produtos industriais, a fabricação de matéria gorda recuou 10,1% bem como a secagem de pó que também caiu 10,2% em relação a um ano antes. A fabricação de leitelho em pó caiu 5,1%, contrastando com a secagem de soro de leite que aumentou 5,7%, em relação a maio de 2016. (Mon Cultivar - Tradução Livre: Terra Viva)

Jovens tratam da sucessão
A Cooperativa Santa Clara promove hoje, em Carlos Barbosa, seu 2˚ Encontro de Jovens, com foco na sucessão familiar e uso de tecnologias. O presidente da cooperativa, Rogério Bruno Sauthier, diz que é preciso criar espaços para debater os motivos de o jovem deixar a propriedade rural e para incentivá-lo a permanecer no campo. A ênfase da programação será no papel do jovem na propriedade e nas tecnologias que influenciarão a agricultura. (Correio do Povo)

 

Porto Alegre, 25 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.548

 

Custo cai, mas não alivia produtor

O custo de produção do leite caiu 3,28% no Estado durante os quatro primeiros meses do ano, segundo o Cepea/Esalq. Os produtores avaliam que a redução não foi suficiente para ajudá-los porque os preços de venda na entressafra não subiram como nos anos anteriores. "A perspectiva não é das melhores; neste ano as pastagens de inverno não estão com a qualidade esperada", comenta o assessor de política agrícola da Fetag, Márcio Langer Para o técnico em pecuária leiteira da Emater/RS em Bagé, Fábio Schlick, minimizar o prejuízo com a entressafra atípica vai depender de quanto o agricultor irá conseguir melhorar sua produção dos próximos meses.

"Se tiver à sua disposição uma boa quantidade de forragens, a retirada do milho e do farelo de soja vai fazer diferença significativa nos custos", afirma. "Quem entregar maior volume é que conseguirá liquidez." (Correio do Povo)

O sabor afeta a escolha do consumidor por bebidas não lácteas

Consumo/EUA - Nos últimos anos, as vendas de leite fluido no varejo caíram significativamente, fazendo com que o consumo per capita retraísse 830 ml desde 1975. Entre 2011 e 2014, as vendas de leite fluido caíram 3,8%, enquanto que as vendas de bebidas não-lácteas, cresceram 30% entre 2010 e 2015.  Para entender mais sobre o que afeta a decisão do consumidor em relação ao consumo de leite, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte utilizaram diversos tipos de análises para descobrir quais valores subjacentes o consumidor utiliza para optar pelo leite ou bebida não láctea. O resultado foi o mesmo para os dois produtos: benefícios à saúde e sabor. Nenhum trabalho anterior estudou o que sustenta a opção do consumidor e como suas atitudes influenciam na compra do leite. 

Para avaliar isso, uma pesquisa utilizou 999 compradores entre 25 e 70 anos de idade, sendo 78% mulheres e 22% homens. Eles afirmaram que compram leite, e bebida não láctea, ou ambos, pelo menos duas a três vezes por mês. A maioria dos consumidores pesquisados não seguiam nenhuma dieta (87,8%), e afirmaram não ter intolerância à lactose (88,4%). Vinte e sete por cento dos consumidores compraram uma ou as duas bebidas mais de uma vez por semana, 47% compraram uma ou as duas bebidas uma vez por semana, e 25% entre duas ou três vezes por mês. Os consumidores mostraram preocupação com a gordura do leite, enquanto que a preocupação com as bebidas não lácteas é o açúcar. Os consumidores de leite disseram preferir o produto com 2% ou 1% de gordura, e perto de 70% das vendas em 2014 foram de leite desnatado ou semidesnatado. 

Os consumidores de bebidas não lácteas preferiam aquelas de origem vegetal adoçadas naturalmente, e sem a adição de açúcar. Entre as bebidas não lácteas, as feitas com amêndoas representaram 65% das vendas em 2014. A proteína foi uma opção universal. Os níveis de proteínas eram fundamentais para escolher tanto o leite como a bebida não láctea. "Detectamos que os consumidores escolhem o leite com base no hábito ou porque gostam do sabor. Leite com sabores atraentes podem convencer um bebedor de não lácteo a consumir leite. Da mesma forma, o leite sem lactose ou o leite procedente de vacas que são alimentadas com pastagens são diferenciais importantes na escolha", disse Kara McCarthy, que coordenou o estudo. "Focar na educação do consumidor estabelecendo uma confiança, bem como no teor nutricional, boas práticas de produção na fazenda, e bem estar animal, pode atrair o consumidor para o leite fluido". Com os dados deste estudo, junto com os critérios de avaliação dos consumidores de leite e bebidas não lácteas, a indústria de laticínios pode se posicionar mais efetivamente no mercado e colocar o leite em destaque, além de dissipar equívocos. ((The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 Leite pode proteger organismo da ação de metais pesados 

Leite não é panaceia para qualquer intoxicação, como muitos acreditam. Mas é verda¬de que o alimento ajuda a pro¬teger o organismo humano da ação de metais pesados, como o chumbo. E tudo se deve ao cálcio, mineral abundante no leite e seus derivados, capaz de competir com o chumbo no or¬ganismo e fazer com que o me¬tal tóxico seja eliminado com mais facilidade. 

O poder neutralizador de nutrientes já presentes na die¬ta sobre compostos tóxicos já é conhecido. Quanto ao chumbo, diversos estudos apontam para uma possível ação protetora do cálcio. Mas agora, grupo de pes¬quisadores de Universidade de São Paulo (USP), Unifesp e Uni¬versidade Federal do ABC su¬gerem que a ingestão de leite e produtos lácteos pode diminuir concentrações de chumbo em trabalhadores cronicamente ex¬postos ao metal. 

Ao contrário de estudos an¬teriores, feitos com animais de laboratório ou populações ex¬postas ambientalmente a bai¬xas concentrações do metal, desta vez foram avaliados 237 funcionários de indústrias pro¬dutoras de baterias automoti¬vas brasileiras.  Conta Willian Robert Go¬mes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Pre¬to (Fcfrp) da USP e responsável pela pesquisa, que estes indiví¬duos são "expostos ao chumbo por períodos longos, já que al¬guns passam anos trabalhando com o metal". Mesmo com resultados po¬sitivos de uma simples dieta na redução dos males provocados pelo metal, o pesquisador afir¬ma que a segurança de traba¬lhadores expostos ao chumbo só pode e deve ser garantida por meio do uso de equipamentos de proteção adequados - como luvas e máscaras - e da rigorosa observação das diretrizes legais. 

Gomes é pesquisador do programa de pós-graduação em toxicologia da Fcfrp. Reali¬za seus estudos nos laboratórios do professor Fernando Barbosa Júnior, com orientação do pro¬fessor Gustavo Rafael Mazzaron Barcelos, da Unifesp da Baixada Santista. Os principais resulta¬dos da pesquisa com funcioná¬rios de fábricas de baterias auto¬motivas estão em edição recente da revista Biological Trace Ele¬ment Research. Também participaram do estudo as pesquisadoras Paula Picoli Devóz, da Fcfrp; Marília Ladeira Araujo, da Faculdade de Medicina da USP e Bruno Le¬mos Batista, da Universidade Federal do ABC. (Jornal do Comércio)

Batavo lança novo formato de iogurte com frutas

Cremoso e versátil, o novo Batavo Pedaços traz a combinação do iogurte Batavo com pedaços de frutas de verdade em um formato mais prático de embalagem 100g, com apenas 100 calorias por unidade. A novidade carrega a nutrição e o sabor de um iogurte integral com pedaços de morango, coco, pêssego ou abacaxi, unindo todas as características nutricionais do iogurte com dez vezes mais pedaços frutas. Saboroso e nutritivo, tem a quantidade de energia equilibrada para compor um lanche entre as principais refeições do dia, sendo uma excelente opção de snack balanceado.

Pronto para ser consumido em qualquer lugar e a qualquer momento do dia, Batavo Pedaços 100g reforça a tradição da marca por prezar por qualidade e sabor para os seus consumidores. O Iogurte Batavo Pedaços tem como matéria-prima leite em toda sua integridade, que contém cálcio e proteínas de elevado valor nutricional, além de uma combinação única de nutrientes e compostos que se relacionam aos benefícios do consumo habitual de lácteos.

Lançada pela primeira vez em 2012, a linha Batavo Pedaços possui a maior variedade de sabores do segmento no país e traz o melhor do iogurte, como feito nos bons tempos, reforçando a tradição da marca na categoria e a liderança no segmento de pedaços. A marca sustenta investimentos constantes em inovação de novos sabores e embalagens, portanto a nova versão de iogurte, com 100g, complementa os formatos 170g (versão individual) e 500g (versão família, mais econômica).

Para Daniel Assef, Diretor de Marketing e Trade da Lactalis, a embalagem 100g amplia o portfólio e proporciona mais variedade ao segmento. "Já oferecíamos outras duas versões bastante consumidas dessa linha e, agora com a apresentação do Batavo Pedaços 100g com desembolso unitário menor, temos a meta de ampliar o consumo do iogurte para mais pessoas que desejam incorporar mais opções de lácteos na dieta mais de uma vez ao dia, de forma equilibrada, e tudo isso com muito sabor. A vantagem prática disso é oferecer o benefício da elevada densidade nutricional junto com o verdadeiro sabor das frutas, com menor desembolso, tudo em uma só composição". (Assessoria de Imprensa Batavo)

 

Produtores adotam práticas para melhorar a qualidade do leite no Rio Grande do Sul
Qualidade/RS - O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Durante a ordenha, e mesmo antes, algumas práticas podem ser adotadas para melhorar a qualidade do produto. O produtor de leite Cristiano Didoné tem 125 vacas em lactação em uma propriedade de Ijuí, na Região Noroeste do estado. O trabalho para melhorar a qualidade do leite na produção começa no confinamento dos animais. "Aqui é uma cama coletiva. Uma cama toda de serragem e maravalha [aparas de madeira], onde as vacas tem muito conforto, por isso elas conseguem expressar tanto produtividade como qualidade do leite", explica o produtor. Assista Vídeo (G1/RS)
 

 

 

Porto Alegre, 24 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.547

 

  Sindilat participa do 1º Workshop Nuplac

Com o intuito de estreitar as relações da pecuária com a tecnologia, o Núcleo de Pesquisa em Pecuária Leiteira e Comportamento Animal (Nuplac) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está organizando o 1º Workshop Nuplac - Formulação de Dietas para Bovinos de Leite. O evento ocorrerá no dia 8 de setembro, na Faculdade de Agronomia da UFRGS, das 8h às 17h30min. A programação está dividida em módulos teóricos e práticos, ministrados pela professora Vivian Fischer (Ufrgs), que vai abordar os nutrientes do leites e as diferenças de cada dieta para os animais, e o professor brasileiro Phil Cardoso, que atua na University Of Illinois, nos Estados Unidos (EUA), que será responsável pela parte prática. Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) estará promovendo dois milk-breaks com queijos e bebidas lácteas que serão oferecidos pela manhã e à tarde.

Segundo Vivian, o workshop pretende reforçar a importância de oferecer aos animais uma dieta que seja eficiente e dê retorno financeiro. Além disso, os participantes aprenderão a usar os programas Spartan e NRC, específicos para as funções pecuárias. "Cada aluno terá o seu computador para formular a sua própria dieta. É muito importante que os técnicos saibam usar a ferramenta correta", diz, destacando que 50% dos custos de uma propriedade leiteira são destinados à alimentação. 

Serão 25 vagas para o workshop. O valor da inscrição até 11 de agosto é R$ 300 e após R$400. As inscrições serão feitas pelo site: www.workshopnuplac.com. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Grãos devem alcançar 288,2 milhões de toneladas no Brasil em 10 anos

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/2027. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período. As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações. O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. 

O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário. Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão. A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no País está concentrada em soja (9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar ( 1,9 milhão) e milho ( 1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade. Ainda conforme a publicação, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço. 

A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/2017 e 2026/2027, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o nal das projeções. Em 2026/2027, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho ( 55,5%) e de café ( 45%) também deve ser consumida internamente. "Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do País", observa Gasques. (Jornal do Comércio)

No radar

É esperada para os próximos dias a regulamentação da lei nº 15.007, sancionada pelo governador do Estado, que reduz o valor das multas aplicadas a produtores rurais em razão de questões sanitárias até 30 de junho deste ano. (Zero Hora)

Mais graúda

Com avanço da produtividade, aumento no consumo do mercado interno e expansão das exportações como adubo, a produção brasileira de grãos deve crescer 51 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. É o que mostra estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O levantamento envolve um total de 29 produtos como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose e papel.

Milho e soja continuarão sendo os grandes destaques. Em área cultivada, por exemplo, a oleaginosa deverá acrescentar mais 9,3 milhões de hectares no período. Esse avanço se dará sobre áreas novas, pastagens naturais e outras culturas.

O Brasil promete ultrapassar os Estados Unidos, se tornando o maior produtor mundial de soja na próxima década, segundo outro relatório, o da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A colheita deve crescer 2,6% ao ano, acima do 1% no território americano. (Zero Hora)

R$ 2 MILHÕES
É o valor do convênio firmado com cooperativas da agricultura familiar do RS para entrega de arroz, feijão, leite e carne suína, pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os produtos abastecerão 17 unidades prisionais de Charqueadas, Osório, Montenegro e Porto Alegre. (Zero Hora)

 

 

Porto Alegre, 21 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.546

 

Setor lácteo formaliza pedido para compras governamentais de 20 mil toneladas de leite em pó

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) protocolou nesta sexta-feira (21/7) pedido de compras governamentais, de forma emergencial, de 20 mil toneladas de leite em pó ao governo federal. O pleito foi oficializado com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha, no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). A expectativa é de que a medida retire a pressão do mercado no período de safra e evite a queda do preço do leite. As compras solicitadas representam em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o pedido é uma alternativa emergencial, já que está entrando grande quantidade de leite importado com preços mais competitivos. "Nesse momento em que estamos com a safra no pico da produção de leite, se faz necessária essa ação para compras governamentais para que o preço não continue caindo. Tratamos de leite em pó porque é o produto que mais entra de fora via Mercosul", explicou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou da cerimônia no Palácio. O pedido foi feito em conjunto com entidades do setor, entre elas Fetag, Famurs, IGL e Secretaria da Agricultura.

Rocha afirmou que o governo está priorizando as compras governamentais, mas que precisa aguardar a queda do preço do leite para efetivar a aquisição. "Para que a gente possa chegar nas 20 mil toneladas, precisamos que o preço baixe do mínimo", explica Rocha, lembrando que o preço mínimo é estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Se baixar, estaremos entrando no mercado, porque é nossa obrigação fazer esse estoque regulador", disse o secretário. 

Recursos para a agricultura familiar 
Na manhã desta sexta-feira, o MDS anunciou a liberação de quase R$ 20 milhões em investimentos, que serão destinados ao fortalecimento da agricultura familiar em 19 municípios gaúchos, além de prever recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Fomento e Programa Cisterna, que garante acesso à água de qualidade para escolas rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Jézica Bruno

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 20 de Julho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Junho de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 

Lobby do setor de lácteos dos EUA aumenta a pressão sobre o Canadá

O lobby da indústria de lácteos dos Estados Unidos está aumentando a pressão sobre o Canadá à medida que as negociações para renegociar o NAFTA se aproximam, demandando concessões que o governo canadense parece não querer conceder. O resultado pode ser uma briga que envolve esforços para modernizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, segundo o qual o Canadá envia a maior parte de suas exportações para os Estados Unidos. O México é o terceiro membro do acordo.

Os produtores dos EUA vêm criticando o controle da oferta, os termos do sistema de tarifas e cotas do Canadá para manter os preços domésticos altos e as importações baixas. Um acordo de 2016 permitiu que os produtores canadenses vendessem proteínas do leite - que são usadas para fazer queijo e iogurte - para processadores domésticos com desconto, diminuindo o fluxo das importações americanas. Esse fato aumento o descontentamento do setor americano.

Jaime Castaneda, vice-presidente sênior do Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), disse que o influente grupo de lobby buscará novos desafios através da Organização Mundial do Comércio, a menos que o Canadá interrompa a venda de proteínas. "Se não pudermos resolver isso por meio de negociações, acredito que meus membros serão muito claros para que tudo esteja na mesa", disse ele em uma entrevista por telefone.

Um painel da OMC decidiu em 2002 que o Canadá violou suas obrigações comerciais através de subsídios ilegais à sua indústria de lácteos. Os Estados Unidos e o Canadá chegaram a um acordo em 2003. Castaneda disse que os desafios contra as vendas de proteínas podem eventualmente resultar em decisões que obrigam o Canadá a abandonar o controle da oferta.

Em junho, o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse que preferiria resolver as irritações do setor de lácteos antes que as negociações do NAFTA começassem e disse que o controle da oferta estava bem desde que não prejudicasse a indústria dos EUA. Mas em 14 de julho ele pareceu endurecer sua posição, dizendo que, através de uma porta-voz, sentiu que "todas as opções deveriam estar na mesa" nas negociações do NAFTA e que a indústria de lácteos continuava sendo uma preocupação. Washington divulgou as suas metas para negociar o NAFTA na segunda-feira, dizendo que procurou eliminar barreiras não-tarifárias às exportações agrícolas dos EUA.

O Canadá, no entanto, sente que a linguagem está mais dirigida para o México, que gera um grande superávit comercial com os Estados Unidos, disse uma fonte familiar com o pensamento do governo canadense. O comércio de bens e serviços do Canadá com os Estados Unidos é mais ou menos equilibrado. Embora os produtos lácteos tenham sido originalmente excluídos do acordo original de 1994, os Estados Unidos podem pressionar para que eles façam parte das negociações sobre um novo acordo.

Apesar disso, o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau tem pouco interesse em comprometer-se. "Somos totalmente compatíveis com o comércio e o comércio de produtos lácteos favorece massivamente os Estados Unidos", disse uma fonte do governo canadense. O setor de lácteos do Canadá inclui C$ 6 bilhões (US$ 4,75 bilhões) em vendas anuais de leite pelos produtores. Com medo da força do lobby da indústria doméstica, os políticos canadenses tratam os produtos lácteos como algo sagrado.

Em maio, os produtores de leite ajudaram a garantir a derrota de um candidato líder do partido conservador que defendeu a eliminação da gestão da oferta. "Os produtores de leite são uma força a ser considerada. Penso que (os políticos) farão bem em ouvir nossas preocupações", disse o produtor de leite de Manitoba, David Wiens, executivo da influente Dairy Farmers of Canada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em abril que defenderia os produtores nacionais de produtos lácteos contra o que ele chamou de práticas injustas do Canadá. O lado americano também quer que o Canadá comece a reduzir as tarifas para permitir mais importações. Como parte das negociações sobre um tratado comercial do Pacífico incluindo 12 países proposto em 2015, o Canadá concordou em abrir 3,25% anualmente de seu fornecimento de lácteos. Esse tratado ainda estava nascendo e os produtores canadenses deixaram de falar de concessões. 

Em 20/07/17 - 1 Dólar Canadense = US$ 0,79260
1,26150 Dólar Canadense = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são da Reuters, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectiva positiva pode estimular investimentos no setor agropecuário da Nova Zelândia

A indústria agrícola da Nova Zelândia, incluindo seu principal setor, o setor leiteiro, enfrenta uma "perspectiva positiva", que deverá impulsionar o investimento, disseram agentes, revelando um aumento ainda maior nos valores das fazendas leiteiras. O Real Estate Institute of New Zealand (Reinz), afirmou que, embora o volume das vendas domésticas tenha diminuído, a tendência esteve de acordo com os ciclos sazonais históricos, "à medida que os produtores rurais se concentraram nas atividades de inverno e na temporada seguinte". De fato, "a moral em todo o setor rural está sendo estimulada pelas perspectivas positivas para produtos lácteos, carne bovina, de cordeiro, de cerdos e horticultura", disse Brian Peacocke, porta-voz rural do instituto.

Esse sentimento "provavelmente incentivará a continuação dos investimentos" nesses setores, incluindo o setor de lácteos, que, como setor, viu o maior volume de vendas de junho desde 2014, antes da queda dos preços. Na verdade, o mercado de fazendas leiteiras viu um "aumento tardio da atividade em Canterbury", uma região de produção importante na Ilha do Sul. Os preços das fazendas leiteiras na Nova Zelândia, o principal país exportador de leite, ampliaram sua recuperação com relação à baixa ocorrida no outono, ficando em um índice de 1.881 no mês passado, um aumento de 17,7% com relação ao ano anterior. No entanto, eles permanecem 13% abaixo de uma alta ocorrida em setembro do ano passado. O preço médio por hectare em todas as fazendas vendidas nos três meses até junho de 2017 foi de US$ 25.993 por hectare. (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Rebanho leiteiro da China deve recuar 6% neste ano, prevê USDA
O rebanho leiteiro da China deve recuar 6% em 2017 ante o ano anterior, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório. A perspectiva é que passe de 8 milhões de cabeças para 7,5 milhões de cabeças. Apesar disso, a produtividade deve subir no país, diante do melhoramento genético, ponderou o órgão. O USDA acrescentou que espera uma produção de leite no país em torno de 35,5 milhões de toneladas em 2017, queda de 1% ante 2016. "Os preços do leite devem aumentar neste ano juntamente com o menor custo da ração. A silagem de milho deve favorecer a maior produção de leite", disse a agência. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)

 

 

Porto Alegre, 20 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.545

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 18 de Julho de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2017 é de R$ 2,3700/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Brasil cria barreira de proteção sanitária na fronteira com a Venezuela

O trânsito de veículos e pessoas que circulam com produtos de origem animal in natura no município roraimense de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, está sob rigorosa fiscalização por causa de focos de febre aftosa detectados na Colômbia.

Segundo a chefe do Setor de Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA/RR), Terezinha Brandão, a barreira de proteção é formada por três equipes permanentes: uma na entrada de Pacaraima, a segunda em regime de vinte e quatro horas na saída do município e a terceira em possíveis passagens clandestinas localizadas ao longo da fronteira seca do estado com o país vizinho.

Na primeira semana de atuação, diz Terezinha Brandão, foram aprendidos mais de 40 kg de produtos, entre carnes, queijos e embutidos. O trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem o apoio da Agência de Defesa Agropecuária (Aderr) do estado. A ação é por tempo indeterminado, assinala a chefe de Fiscalização Agropecuária da SFA/RR. O Mapa está monitorando, por meio de boletins, a evolução das medidas adotadas pela Colômbia para conter a proliferação do vírus.

O reforço na fiscalização se impõe porque a Venezuela tem extensa fronteira com a Colômbia. A medida objetiva garantir não só a sanidade do gado de Roraima, mas também a do restante do país. O estado tem cerca de 800 mil cabeças de gado e foi declarado como livre de aftosa pelo Mapa em abril deste ano. O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa com vacinação e tem o maior rebanho comercial do mundo, com 217,5 milhões de cabeças. (As informações são do Mapa)

Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE; leite e produtos lácteos são beneficiados

O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira. "Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto será importante"', afirmou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, que trabalha em Genebra.

Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos. Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não satisfizeram Bruxelas.

Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados.

Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares.

Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil "para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros" com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país. E disse que elas contrastava "com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil", inclusive naquela situação. 

Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Languiru recebe distinção pela atuação no mercado internacional

A Cooperativa Languiru foi reconhecida como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação do Rio Grande do Sul. O presidente Dirceu Bayer, acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do diretor administrativo Euclides Andrade, do gerente industrial Fabiano Leonhardt e do jornalista Leandro Augusto Hamester, participaram da solenidade de premiação realizada na noite de 13 de julho no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre. Considerado o principal reconhecimento na área de comércio exterior no Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é uma promoção da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). A distinção busca valorizar empresas gaúchas ou com sede no Estado que obtiveram os melhores resultados no comércio internacional, colaborando para a economia do Rio Grande do Sul com o desenvolvimento de estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado externo. O 45º Prêmio Exportação RS teve 43 empresas de diferentes setores agraciadas, valorizando os melhores resultados mercadológicos e estratégias inovadoras no âmbito global. A premiação é baseada no desempenho quantitativo e qualitativo das exportações, avaliados por Conselho formado por lideranças de instituições relacionadas ao cenário exportador gaúcho: ADVB/RS, Agenda 2020, Apex-Brasil, Badesul, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Banco do Brasil, Governo Federal, BRDE, Banrisul, Governo do Estado, Farsul, Fecomércio-RS, Federasul, Fundação de Economia e Estatística, Fiergs, Movimento Brasil Competitivo, PGQP, Porto do Rio Grande, Secretaria dos Transportes do Rio Grande do Sul, PwC e UFRGS.

As empresas agraciadas, provenientes de diferentes regiões do Estado, foram reconhecidas em 21 categorias. Além disso, a edição deste ano do Prêmio também reconheceu a personalidade Revelação em Comércio Internacional, entregue ao diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, e Personalidade Competitiva Internacional 2017, concedida ao presidente da Cotrijal, Nei Mânica. A cerimônia de premiação reuniu mais de 500 convidados, em especial lideranças empresariais e políticas do Estado, formadores de opinião e imprensa. 

Destaque Mercadológico
A Cooperativa Languiru foi laureada com a distinção Destaque Mercadológico, balizando a aplicação de avançadas técnicas de marketing no mercado internacional. O reconhecimento notabiliza o trabalho da cooperativa, da prospecção ao pós-venda, com a estratégia de fidelização de clientes em diferentes mercados consumidores, atendendo altas exigências quanto ao padrão de qualidade dos produtos, e sua participação nas maiores feiras de alimentos no mundo. Na mesma categoria também foram homenageadas as empresas Leeboy Brazil, de Porto Alegre, e Schio, de Vacaria. O presidente Dirceu Bayer recebeu o troféu das mãos do presidente da Fecoagro, Paulo Pires. "O agronegócio mais uma vez mostra a sua força para o desenvolvimento econômico do país, e precisa ser valorizado por isso. Precisamos seguir em frente, procurando um lugar ao sol diante do cenário de perda de confiança na economia e na política brasileira. É essencial valorizarmos bons exemplos, como os que foram reconhecidos no Prêmio Exportação RS. Momentos como esse são muito importantes e nos motivam a seguir em frente", agradeceu Bayer. Consolidada como a segunda maior cooperativa de produção do Estado (Ranking da Revista Amanhã 2016), o presidente enalteceu a qualidade dos produtos Languiru e o empenho de associados e colaboradores. "O segredo da nossa qualidade está na atuação próxima aos associados, a grande maioria com pequenas propriedades. Também somos caracterizados pela diversidade de negócios da cooperativa e o excelente trabalho de assistência técnica ao produtor. Em momentos de crise, essa diversificação contribui significativamente para o desempenho positivo da Languiru ao longo dos últimos anos. Com este mix de alternativas, conseguimos nos posicionar de maneira diferenciada no mercado. Com o trabalho de gestão, aliado à dedicação de associados e colaboradores, a Languiru vive um excelente momento", avaliou. Considerando a presença da Languiru no mercado externo, Bayer reiterou o incremento nos volumes comercializados. "Estamos muito animados com o acréscimo registrado nas exportações de produtos de aves e suínos, com o advento dos investimentos realizados no nosso novo Frigorífico de Suínos e alicerçado na nossa tradição e qualidade empregada no Frigorífico de Aves. Passamos a atender novos e importantes mercados e hoje os produtos Languiru estão presentes em mais de 40 países. Consolidamos o projeto da cooperativa, cujo desempenho reflete no faturamento que superou R$ 1,2 bilhão no último exercício, com perspectiva de crescimento para 2017." Apesar do cenário de incertezas, Bayer se disse otimista. "Vivemos um momento diferenciado e importante, com redução dos custos de produção, especialmente de insumos como o milho e o farelo de soja, o que nos permite resultados promissores tanto na avicultura como na suinocultura, refletindo no excelente desempenho econômico e financeiro da Languiru, especialmente neste primeiro semestre de 2017", concluiu.

Agenda positiva
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também se disse contente com o reconhecimento e valorizou a importância da distinção como Destaque Mercadológico. "Esse é o 'Oscar da exportação', o Rio Grande do Sul e o Brasil precisam marcar território também no mercado global. É muito importante divulgar esses cases de sucesso, as boas notícias, num momento conturbado no cenário político e econômico. É uma honra podermos, mais uma vez, integrar este seleto grupo de empresas exportadoras bem-sucedidas. É um momento comemorado por toda 'Família Languiru'", frisou. Da mesma forma, também enalteceu os recentes investimentos realizados pela cooperativa no seu parque industrial, bem como as melhorias implementadas pelos associados nas suas propriedades. "Tanto a Languiru quanto o nosso produtor realizaram uma série de investimentos em infraestrutura e tecnologia. Hoje, a cooperativa está preparada para atender aos mercados mais exigentes do mundo globalizado."

Kreimeier lembrou a história da Languiru no mercado internacional, com a exportação de cortes de frango há mais de 20 anos e o início das exportações de produtos suínos. "A Languiru vive um bom momento, graças à eficiência e trabalho dos associados e medidas de gestão e reestruturação adotadas pela cooperativa a partir de 2015. Hoje, produzimos mais de 735 mil quilos de alimentos diariamente, além de 1,4 milhão de quilos de alimentos para nutrição animal. Estamos entre as maiores cooperativas de produção do Rio Grande do Sul, com previsão de faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2017, bons números que também se refletem nas propriedades dos nossos associados, além da oferta de produtos de qualidade e com valor agregado ao mercado nacional e internacional", finalizou o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru) 

A qualidade dos produtos lácteos chineses continua melhorando, mostra relatório
Qualidade/China - Cerca de 99,8% do leite fresco e 99,5% das amostras de produtos lácteos testados no último ano atingiram os padrões estabelecidos, de acordo com o relatório sobre qualidade dos lácteos publicado nesta quarta-feira. A qualidade dos produtos lácteos domésticos continuou a melhorar em 2017, de acordo com o relatório conjunto realizado pela Associação Láctea da China (DAC) e o Ministério da Agricultura (MOA). A indústria de laticínios do país se recuperou do escândalo de 2008, quando a fórmula infantil produzida pelo Grupo Sanlu, então maior empresa de laticínios, apresentou contaminação por melamina, matando seis bebês e internando outros milhares com sérios problemas. Verificações periódicas do ano passado não detectaram aditivos ilegais, como a melamina, diz o relatório. Cerca de 98,7% das fórmulas infantis testas atenderam os padrões recomendados, um percentual muito acima de outros alimentos produzidos no mercado interno. Os indicadores de padrões de qualidade e segurança encontrados são compatíveis com os dos países desenvolvidos, disse Wang Jiaqi do MOA, em uma coletiva de imprensa, na ocasião do lançamento do relatório. A qualidade do leite e dos produtos lácteos melhorou, uma vez que a China tomou medidas severas nos últimos anos, incluindo melhorando os regulamentos e os padrões para a indústria, e reforço na fiscalização, disse Liu Yaqing, diretor do DAC. A China produziu 37,12 milhões de toneladas de leite e 29,93 milhões de toneladas de produtos lácteos no ano passado, ocupando o terceiro lugar, depois dos Estados Unidos e da Índia, segundo o relatório. (The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

 

Porto Alegre, 19 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.544

 

Indústrias apoiam projeto de mudança na fiscalização do RS 

O setor produtivo debateu, na tarde desta quarta-feira (19/7), na Famurs, o projeto de lei (PL) 125, que prevê a modernização do sistema estadual de fiscalização. A proposta, que sugere a habilitação de médicos veterinários para prestarem serviço de inspeção nas indústrias de proteína animal, tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Atualmente, segundo o consultor da Foco Rural, Fernando Schwanke, há 22 pedidos de ampliação e dez para novos empreendimentos aguardando liberação devido à falta de profissionais. "Hoje, o Estado se dá ao luxo de negar novos projetos devido à falta de servidores para realizar inspeção", comentou Schwanke. 

Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, a proposta também prevê o nivelamento interno dos servidores por meio de qualificação e a melhoria dos processos nas empresas e indústrias por meio do Senai Alimentos. "A fiscalização seguirá sendo atribuição dos fiscais estaduais", afirma Polo.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) é favorável ao projeto. "Este modelo já existe em países que concorrem com o Brasil. O mundo todo  avança no sentido de modernizar a inspeção", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Formato semelhante ao sugerido pelo PL já é adotado em países da Europa e até no Brasil, em estados como o Paraná.

Farsul, Fetag e Fundesa também são favoráveis à proposta. A Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), que representa os servidores, é contrária ao projeto. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Bruna Karpinski

Fiscal brasileiro presidirá Codex

O Brasil conquistou ontem a presidência da Comissão do Codex Alimentarius, órgão que define padrões para proteger a saúde dos consumidores e práticas leais no comércio agrícola, que movimento cerca de US$ 1,7 trilhão por ano. Guilherme Costa, fiscal do Ministério da Agricultura, venceu a disputa com um representante do Mali (Marmadu Sakufoi) ao conquistar 84 votos de um total de 149, mesmo em uma campanha que coincidiu com o impacto da Operação Carne Fraca - que investiga casos de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e frigoríficos - e com a denúncia de que a JBS pagava um "mensalinho" a cerca de 200 fiscais.

Com a eleição de Costa, o Itamaraty destacou, em nota, que o Brasil passa a ocupar três dos mais importantes cargos de direção na arquitetura econômico-comercial global (OMC, FAO e Codex), "com impactos relevantes para o comércio brasileiro de produtos agrícolas". É a primeira vez que um brasileiro comandará o Codex Alimentarius. Segundo Costa, o órgão passará a atuar da maneira "mais focada possível na disseminação e aplicação prática de suas normas para toda a cadeia produtiva e consumidores". Para a embaixadora brasileira junto a agências da ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, "eleger um brasileiro à frente do Codex, num momento em que o protecionismo ameaça cada vez mais, é de grande importância para o Brasil".

Os 42 países africanos no Codex ficaram divididos, o que facilitou a vitória do brasileiro. Segundo fontes, isso ocorreu em razão do papel do Brasil na recente eleição do etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus para a diretoria-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Codex foi estabelecido em 1963 pela FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação, e pela OMS. No Codex, os 188 países-membros negociam recomendações com base em fundamentos científicos, relacionados a inocuidade e qualidade dos alimentos, higiene, limite máximo para aditivos alimentares, resíduos e medicamentos veterinários, limites máximos e códigos para prevenção de contaminação química e microbiológica. As decisões do Codex são referência no Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC. (Valor Econômico)

Receita altera normas de restituição

A Receita Federal atualizou sua regulamentação sobre restituição, compensação, ressarcimento e reembolso de créditos tributários. As novas regras foram publicadas por meio da Instrução Normativa nº 1.717, no Diário Oficial da União de ontem. Advogados afirmam que algumas disposições podem trazer riscos às empresas. A IN, que revoga a Instrução Normativa 1.300/2012, estabelece expressamente que créditos de contribuição previdenciária em discussão judicial só valerão após decisão final contra a qual não caiba recurso. Além disso, para utilizá-los, o procedimento é específico, diferente dos demais tributos. Os créditos deverão ser informados à Receita mediante formulário em anexo da instrução normativa. O tributarista Felipe Dalla Torre, do escritório Peixoto & Cury Advogados, acredita que a exigência se deve ao fato de diversos contribuintes realizarem essas compensações diretamente pela Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP), antes do trânsito em julgado. "Fazem isso, por exemplo, com base na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso repetitivo, pela não inclusão do aviso prévio indenizado no cálculo das contribuições", diz o advogado. Já o artigo 87 da IN veda a compensação, pelo sujeito passivo, das contribuições destinadas a outras entidades ou fundos. Um exemplo dessas contribuições são aquelas pagas às entidades do sistema "S". Para Torre, a proibição é questionável no Judiciário. "Várias decisões judiciais, inclusive do STJ, permitem a compensação de contribuições destinadas a terceiros. E existe até nota da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) dispensando o órgão de recorrer nesses casos." 

Outro dispositivo criticado é o que estabelece que as regras da IN sobre créditos de PIS e Cofins aplicam-se somente quando a legislação autorizar a apuração de créditos do regime de incidência não cumulativa das contribuições. Para o tributarista Diego Miguita, do VBSO Advogados, com base nisso, o Fisco pode alegar que uma interpretação mais ampla do conceito de insumo - como tem sido decidido pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - estaria em desacordo com a legislação. Dessa forma, não caberia ressarcimento ou compensação. Miguita também chama a atenção para o artigo 76, inciso VII da IN. Segundo o dispositivo, a compensação é vedada e será considerada não declarada quando tiver por objeto crédito não passível de restituição ou ressarcimento. "A consequência disso pode ser a aplicação da multa de ofício isolada de 75% sobre o valor total do débito cuja compensação for considerada não declarada. Além da impossibilidade de manifestação de inconformidade e discussão pelo rito do processo administrativo fiscal", diz o advogado. Sobre a compensação de ofício - realizada automaticamente pela Receita quando o contribuinte tem créditos e débitos ao mesmo tempo -, o contribuinte continua a não poder escolher os débitos a ser compensados. No caso de crédito reconhecido por meio de ação judicial, a nova norma também mantém a exigência de que primeiro seja feita a habilitação do crédito, mas só depois da homologação o crédito poderia ser usado. (Valor Econômico)

Começa disparada de fretes dos grãos

Os preços para transportar grãos pelo Brasil tendem a atingir, entre julho e setembro, patamares recorde para o período, próximos dos praticados em janeiro e fevereiro, na colheita de verão. Isso em decorrência da colheita recorde da segunda safra de milho, que terá de ser levada tanto para armazéns espalhados pelo país quanto para os portos. Segundo levantamento do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), em agosto o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado na rota de referência entre Sorriso e Rondonópolis, em Mato Grosso, poderá superar 35%. Entre Jataí, em Goiás, e o porto de Santos, no litoral de São Paulo, a alta tende a atingir quase 14%, e dentro do Paraná - entre Toledo e o porto de Paranaguá -, é esperado um incremento de 74,2%.

"Esta supersafra de milho precisa sair dos campos e ir para os armazéns das cooperativas e indústrias. Mas a maior demanda será para transporte aos portos, para exportação. Não importa o preço do milho, o cereal terá que sair do país porque aqui não há demanda interna suficiente", diz Samuel da Silva Neto, pesquisador da EsalqLog. A Conab estima que a safrinha do ciclo 2016/17 somará 65,63 milhões de toneladas, 61% mais que em 2015/16, quando a produção foi afetada por problemas climáticos. Já as exportações do grão colhido na primeira e na segunda safra deverá somar 28 milhões de toneladas, com crescimento de 48,1%. A necessidade de destinar boa parte da safrinha de milho para fora do país é acentuada pelo fato de os produtores ainda não terem comercializado toda a safra de soja colhida em 2016/17, devido à queda nos preços. A estimativa é que 70% da produção da oleaginosa tenha sido vendida, ante 83% no mesmo período de 2015/16, conforme a consultoria AgRural. Portanto, parte dos armazéns de cooperativas e grandes produtores ainda está ocupada com soja. "Vai ser preciso tirar o milho do Brasil até janeiro, quando começa a colheita de soja de 2017/18", diz Silva Neto. O economista lembra que o atraso na comercialização de soja foi o grande responsável pela queda dos preços do frete entre março e abril. Por isso, a comparação dos atuais valores com os praticados naqueles meses também aponta para altas (ver gráficos). 

Entre Sorriso e Rondonópolis, o aumento supera 20%. E os preços do transporte também deverão continuar mais elevados que no ano passado entre setembro e novembro, devido à concorrência com o transporte de açúcar. Resumindo, faltará caminhões. Segundo Silva Neto, os valores cobrados pelos transportadores só não serão mais altos porque a entrega de fertilizantes e defensivos deverá coincidir com o escoamento da safra, permitindo o frete de retorno, que reduz custos. Diferentemente do que ocorreu em 2016, a expectativa é que a importação de fertilizantes aconteça mais perto do início do plantio da soja da safra 2017/18, em setembro. Em entrevista ao Valor em maio, Marcelo Mello, consultor especializado em fertilizantes da INTL FCStone, afirmou que o comportamento de compra de adubos estava atípico neste ano, também por causa da queda dos preços dos grãos. Até aquele momento, o câmbio não era dos mais favoráveis - depois da delação dos executivos da JBS, a desvalorização do real favoreceu as exportações. No começo de abril passado, eram necessárias quase 19 sacas de soja para comprar 1 tonelada de fertilizante - MAP, matéria-prima derivada do fosfato - em Paranaguá, sendo que em fevereiro eram 15 sacas, patamar que poderá voltar a ser alcançado no fim do ano. Também do ponto de vista dos transportadores, a tendência é que não haja aumentos significativos de diesel no segundo semestre. Assim, a pressão por repasses para os valores de frete será menor, deixando os preços serem guiados apenas pela demanda. "Os estoques nacionais de diesel estão altos e as políticas internacionais para estimular o preço do petróleo não estão dando certo. Nos nossos modelos, prevemos reajuste de combustível de forma a impactar os custos dos transportadores só no ano que vem", conclui o pesquisador da EsalqLog. (Valor Econômico)

Demanda maior no trimestre
O setor leiteiro utilizou R$ 2,1 milhões de recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. O valor é 76,2% maior que o do primeiro trimestre do ano. Parte dos recursos -- R$ 776 mil -- foi aplicada em indenizações de 569 bovinos de leite, entre 17 de abril e 17 de julho.(Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 18 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.543

 

Setor leiteiro foi o que mais investiu em indenizações no segundo trimestre


              Foto: Vitorya Paulo

O setor leiteiro foi o que mais investiu recursos  doFundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) no segundo trimestre de 2017. Segundo dados apresentados durante assembleia geral realizada nesta segunda-feira (17/7), em Porto Alegre (RS), foram destinados R$ 2.151.433,46 - 76,2% a mais se comparado ao primeiro trimestre deste ano, quando foram investidos R$ 1.222.275,67. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), participaram do encontro o presidente, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini. Na ocasião, foi homologada a indicação de Palharini para a função de presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa para o período de 2017/2018. 

No segundo trimestre, foram atendidos 112 pedidos de indenização de bovinos de leite, o que corresponde a 569 animais e totaliza R$ 776.063,20. Os dados referem-se ao período entre 17 de abril a 17 de julho. No acumulado do ano, foram destinados R$ 1.763.628,73 milhão a indenizações - R$ 472 mil a mais que no primeiro semestre do ano passado. Para Guerra, os dados deixam claro o movimento em prol da sanidade dos animais. "Esses números são resultado do trabalho do setor para deixar o seu rebanho livre de tuberculose e brucelose", diz o dirigente. De acordo com o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o acréscimo também é derivado da crescente demanda da Secretaria de Agricultura do RS (Seapi). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

GDT: leite em pó integral "de lado"; manteiga em alta

O segundo leilão GDT de junho, que ocorreu nesta terça-feira (18), ao contrário dos outros dois últimos leilões, apresentou uma tímida alta (0,2%) no preço médio dos lácteos. O queijo cheddar, que teve queda no último leilão, agora teve aumento de 1,60%, com média final de US$ 4.112/tonelada

Já o leite em pó desnatado, mais uma vez apresentou queda (3,20%), com média de US$ 2.024/tonelada. Por sua vez, no leite em pó integral, se verificou novamente um pequeno aumento (0,30%), com média de US$ 3.114/tonelada.

No caso da manteiga, houve um aumento de 3,4%, com o seu preço médio em US$ 6.004/tonelada, contra uma queda no leilão anterior de 0,1%. É interessante entender o que esse aumento da manteiga nos indica: que o mercado de gorduras internacional ainda está aquecido em função do aumento da demanda pelo produto. Confira as mudanças no gráfico abaixo. (GDT/Milkpoint)

 

 

Chile: importações de produtos lácteos batem recorde

Até maio 2017, foi registrado um aumento de 78% nas importações de produtos lácteos do Chile, que alcançaram quase US$ 140 milhões. Expresso em litros equivalente, as importações atingiram cerca de 340 milhões de litros, o que representa um aumento de 69% em relação ao volume importado nos primeiros cinco meses de 2016, de acordo com os dados contidos no último boletim sobre o setor leiteiro Serviço de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).

Os maiores aumentos nas importações de lácteos ocorreram no setor de queijos, cujo volume aumentou quase 79%, para 19.895 toneladas durante os primeiros cinco meses de 2017. Os destaques incluem cerca de 25% do volume importado de queijos de origem neozelandesa, com 4.926 toneladas e uma expansão de quase 250%.

Volumes significativos também foram provenientes dos Estados Unidos (3.691 toneladas e 18,6% das importações totais até a data). A Argentina, com 11,6% e um total de 2.303 toneladas, é um fornecedor tradicional e importante. No entanto, com seus países tomados em conjunto, a União Europeia é a principal fonte de queijos importados, com cerca de 7.500 toneladas. Entre eles, a Alemanha contribui com quase 3.600 toneladas, um aumento de 336%. Também se destaca a Holanda, com 2.790 toneladas, e, em menor volume, Espanha e França, com cerca de 500 toneladas cada.

Da mesma forma, aumentou a importação de leite em pó, em particular de leite integral, atingindo 12.385 toneladas (125 milhões de litros equivalentes, 60% a mais do que no ano anterior). A Nova Zelândia, com cerca de 4.500 toneladas, é o segundo maior fornecedor, depois apenas dos Estados Unidos, com mais de 5.500 toneladas e quase 45% das importações deste produto até agora. Em seguida estão os países da União Europeia, Argentina e Uruguai.

Deve-se notar que o Chile praticamente não tem tarifas sobre importações de lácteos. A exceção são os países da UE quando os volumes importados excedem as cotas, como em queijos, cuja cota é 2.550 toneladas atualmente, e outras fontes de exceção, como o Canadá.

Também aumentou significativamente a importação de leite fluido atingindo um total de 546.000 litros, assim como, o crescimento da importação de leite concentrado ou evaporado e condensado. Caíram um pouco as importações de manteiga, cujo preço internacional está muito alto.

Exportações de produtos lácteos 
As exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foram avaliados em US$ 95 milhões, o que representou um aumento de 22% durante o mesmo período de 2016. Em litros equivalentes, as exportações excederam 147 milhões, diminuindo 2,8% em comparação com janeiro-maio de 2016.

As exportações de leite em pó caíram 52%, para 2.855 toneladas, 88% dos quais foram para o mercado brasileiro. Já as exportações de queijos atingiram 4.142 toneladas de queijo, 96% a mais que no mesmo período de 2016. Quase 44% deles foram para o México, mercado tradicional do Chile. Também foram importantes Rússia, Coreia do Sul, China e Peru, mercados que aumentam sensivelmente.

O valor das exportações de produtos lácteos nos primeiros cinco meses de 2017 foi de US$ 44,8 milhões a menos que o das importações (32,2%). A diferença percentual é maior se a comparação é feita em litros equivalentes, pois as importações superaram 192,3 milhões de litros as exportações (131%). (As informações são da Fedeleche, com dados da ODEPA.cl, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Fazendas produtoras de leite faturaram R$ 27 bilhões em 2016
Cadeia produtiva - As fazendas produtoras de leite no Brasil faturaram R$ 27 bilhões em 2016. Quase metade do leite produzido no país vem das pequenas fazendas, responsáveis por 47% da produção. Além disso, a produção de leite nesta fazendas emprega um milhão e 200 mil pessoas. A cadeia produtiva do leite é a que mais emprega no Brasil. São mais de 4 milhões de pessoas empregadas em funções no campo e nas fábricas de laticínios. Por conta do alto consumo de leite e seus derivados no país, a produção cresceu nos últimos anos e atualmente o Brasil já tem vacas campeãs que produzem mais de cem litros de leite por dia. Assista o vídeo. (G1) 

 

 

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.542

 

Setor quer que governo compre 20 mil toneladas de leite em pó

 
Foto: Eduardo Malta Oliveira

Representantes do governo do Estado, do setor produtivo e entidades do agronegócio alinharam, na manhã desta sexta-feira (14/7), em reunião na Famurs, um pleito conjunto a ser apresentado ao secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha. O pedido será para que o governo federal promova compras governamentais para retirar do mercado 20 mil toneladas de leite em pó, o que representa um valor em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as entidades "bateram o martelo" sobre o valor a ser pleiteado e ainda defenderam a urgência do Brasil adotar uma política de estoques reguladores para o mercado lácteo. O encontro com o representante do governo federal deve ocorrer em Porto Alegre no dia 28 de julho, às 10h, na sede Fetag. O assunto já foi tratado, esta semana, em reunião entre o Sindilat, Fetag e o Ministério da Agricultura.

Acompanhado pelo vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, Palharini ainda apresentou ao grupo projeto de acordo comercial com o México. Segundo ele, além das compras governamentais, é essencial abrir novos mercados para absorver a produção brasileira no médio prazo . "O México compra muito leite em pó e queijo dos Estados Unidos. Um acordo com o Brasil ajudaria muito o segmento produtivo". A reunião contou com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, e representantes da Sefaz e da SDR. Pelo setor produtivo, também estavam presentes Piá e Languiru. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 14 de julho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de junho de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

Europa sofre escassez de manteiga com alta demanda e menor produção

A Europa está sofrendo com uma escassez de manteiga. A demanda em alta e a queda na produção de leite resultaram em preço dobrado para o laticínio, este ano. As padarias francesas querem aumentar os preços dos doces, brioches e croissants que usam manteiga como ingrediente, e o presidente-executivo da Arla, que controla as marcas de laticínios Anchor e Lurpak, na semana passada alertou aos consumidores britânicos que não haveria manteiga suficiente no Natal. O desgaste na Europa tem origens internacionais. A combinação entre uma queda na produção de leite em países importantes e clima adverso levou o preço internacional da manteiga a um recorde em junho, de acordo com a Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO). "A disponibilidade limitada de laticínios para exportação em todos os grandes países produtores" levou a alta significativa nos preços dos laticínios, entre os quais a manteiga, a FAO informou este mês.

A atual escassez de oferta e a alta consequente no preço da manteiga seguem a um dos mais longos períodos de preços baixos para os laticínios desde o colapso dos mercados mundiais em 2007 e 2008. O clima favorável e as ações da União Europeia para liberalizar seu mercado de laticínios, em 2015, deprimiram os preços. Eles caíram em mais de 50% entre 2014 e 2015, e muitos produtores de laticínios deixaram o setor, em todo o mundo, por causa de dívidas insustentáveis. A União Europeia respondeu por meio de cortes voluntários de produção e subsídios aos pecuaristas que optassem por produzir menos leite. O suprimento das cinco principais regiões produtoras de leite no planeta caiu em 0,4% em 2016. No hemisfério sul, o clima ruim na Austrália e Nova Zelândia levou a produção deste ano a ficar abaixo da registrada em 2016, até o momento. O consumo de manteiga, por outro lado, continua a crescer. Kevin Bellamy, estrategista mundial de laticínios no banco holandês Rabobank, acredita que tenha acontecido uma "virada estrutural" nos padrões de demanda por manteiga. Isso ajudou a limitar a queda de preço do produto em 2014 e 2015, quando a oferta era robusta. "As pessoas estão adotando a manteiga, e quantidade maior dela vem sendo usada em alimentos industrializados", ele diz.

Estudos recentes também lançaram dúvidas sobre a conexão entre manteiga e doenças cardiovasculares, o que aguçou o entusiasmo dos consumidores. A propaganda negativa quanto aos potenciais efeitos adversos de algumas margarinas e outras pastas de base vegetal sobre a saúde também estimulou o retorno dos consumidores à manteiga. Raphael Moreau, analista de alimentos na Euromonitor, diz que o consumo de manteiga foi estimulado pela demanda por produtos "naturais", da parte dos consumidores que estão abandonando produtos como a margarina. "No Reino Unido, o consumo de manteiga também foi estimulado pela moda de fazer bolos, doces e pães em casa", diz. A despeito da alta no preço da manteiga, "muitos dos produtores não têm capacidade para elevar sua produção", diz Patty Clayton, analista sênior de laticínios no Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura do Reino Unido, uma organização financiada por agricultores e pecuaristas. E os preços recordes tampouco significam que os pecuaristas e empresas possam simplesmente transferir mais leite para a produção de manteiga, porque eles precisam continuar fornecendo leite fresco, creme de leite e queijo. "Os produtores de leite precisam priorizar os consumidores em longo prazo", diz Clayton.

A atual escassez teria sido menos severa se houvessem estoques de reserva para recorrer. Mas a demanda robusta erodiu os estoques mundiais. Além disso, a China voltou ao mercado de laticínios, entre os quais manteiga e queijo, diz Bellamy, do Rabobank. A despeito da alta nos preços da manteiga no atacado, o varejo e os fabricantes de alimentos vêm relutando em repassar os aumentos aos consumidores. Mas os analistas antecipam que isso mudará quando suas margens de lucros sofrerem compressão.

"Dada a inflação recente no preço da manteiga, se a alta continuar isso vai se refletir nos preços ao consumidor", acautela Clayton, que prevê que continuará a haver pressão de alta sobre os preços pelo resto do ano, porque a produção não deve se recuperar em curto prazo. "Os preços da manteiga voltarão a subir, mas isso pode demorar alguns meses para que retomem aos níveis originais", diz Bellamy. Muitos produtores de laticínios na Europa e Brasil sofrem de uma escassez de vacas jovens para inclusão em seus rebanhos, depois de anos de preços mornos para os laticínios. "Por conta do período prolongado de preços baixos, não há estoque de vacas jovens", ele acrescenta. (As informações são do Financial Times, traduzidas por Paulo Migliacci para a Folha de São Paulo)

Produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões
A produção de leite dos EUA está altamente concentrada em apenas 59 regiões que produzem 50% da produção da Califórnia e das Federal Milk Marketing Order, de acordo com análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As 59 regiões que compõem a maioria da produção de leite representam apenas 3,6% das 1.632 regiões que produzem leite na Califórnia e no sistema Federal Order. Apenas 13 regiões representam 25% dessa produção de leite, com sete delas localizadas na Califórnia. De fato, essas sete regiões da Califórnia representam quase 18% da produção de leite. O maior produtor da região de Tulare, no Vale Central da Califórnia, é responsável por quase 6% de todo o leite produzido na Califórnia e no sistema Federal Order. A Califórnia continua produzindo cerca de 20% do volume de leite do país, apesar de uma queda na produção no Golden State nos últimos anos. Esse declínio ocorreu quando os produtores da Califórnia foram pressionados pela seca e pelo baixo preço do leite. Três cooperativas da Califórnia solicitaram ao USDA para se juntar ao sistema Federal Order, com uma votação devendo ocorrer no final deste ano. A Central Marketing Area, que compila os dados sobre a concentração do mercado, observa que nenhuma das 13 principais regiões está localizada na região superior do Meio-Oeste (Upper Midwest) e 12 das 13 estão no Oeste. Lancaster County, Pensilvania, é a única região a leste do rio Missouri que faz parte da lista. Outros na lista incluem Yakima, Washington, Weld, Colorado, Pinal, Arizona e Chaves, Novo México. A análise do USDA mostra que 826 municípios aumentaram a produção de leite em dezembro de 2016 em relação a dezembro anterior. Mil e treze regiões reduziram a produção nesse mesmo período. A maior parte da produção diminuiu nas regiões central e sudeste do país. (As informações são do http://www.milkbusiness.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
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Porto Alegre, 14 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.541

 

Lideranças debatem projetos para o setor em Lajeado


                 Foto: Vinícius Reis/ALRS

Foi com auditório da Univates lotado que lideranças do setor lácteo debateram projetos de desenvolvimento na manhã desta quinta-feira (13/07), durante o evento Pensar o Vale, promovido pelo jornal A Hora, de Lajeado (RS). Presente no debate, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sugeriu a implementação de um projeto de incentivo tributário que permita estimular o aumento da produção de leite no Rio Grande do Sul. Só assim, acredita ele, será possível expandir e desenvolver o setor. Acompanhado do vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e do diretor Renato Kreinmeier, Guerra ainda defendeu a união do segmento em torno do pedido de compras governamentais de leite feito em Brasília esta semana, além da criação de uma linha para que o Governo Federal fizesse aquisição de lácteos para estoque regulador e futuro leilão em épocas de entressafra, como acontece em outros países. Isso contribuiria para evitar a desistência de produtores na atividade leiteira.

Representantes do Sindilat estiveram tratando do pedido junto ao Ministério da Agricultura. A pasta ficou de avaliar o tema. "É a única forma de retirar parte do leite do mercado e fomentar o setor, que vem enfrentando concorrência desleal em função das importações dos países do Prata. É preciso viabilizar a compra emergencial para minimizar os prejuízos das indústrias", ressaltou Guerra. O assunto deve ser tratado ainda esta semana com o secretário nacional da Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha.

Durante o debate, também foi abordada a questão das contribuições para o Fundoleite e do futuro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). Também participaram da audiência o secretário da Agricultura, Ernani Polo, deputados, vereadores e lideranças locais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

UE: 48.290 produtores reduziram sua produção de leite em 1,12 bilhão de litros

A Comissão Europeia lançou um plano para redução voluntária da produção de leite no final de 2016, a fim de ajudar a reequilibrar o setor leiteiro. Cerca de 48.290 produtores participaram do programa, reduzindo a produção de leite em 1,12 bilhão de litros. Do orçamento original de 150 milhões de euros (US$ 171,27 milhão), cerca de 112 milhões de euros (US$ 127,88 milhão) foram usados para compensar os produtores.

O programa foi desenvolvido entre o último trimestre de 2016 e janeiro de 2017. Seu objetivo era ajudar a combater os efeitos da crise no setor leiteiro, reduzindo a quantidade de leite disponível no mercado e, portanto, aumentando os preços aos produtores. Os produtores foram compensados com 14 centavos de euro (15,98 centavos de dólar) por litro de produção de leite reduzido.

Segundo a Comissão, o programa tem contribuído para o reequilíbrio eficaz do mercado do leite da UE como um todo, o que se reflete no aumento dos preços do leite na UE no ano passado. O preço médio em abril 2017 foi de 32,9 centavos de euro (37,56 centavos de dólar) por litro, um aumento de 21% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

As informações são do Agrodigital.

Em 10/07/17 - 1 Euro = US$ 1,14185

0,87567 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) 

Acordo comercial entre UE e Japão agrada setor de lácteos

Representantes do setor de lácteos da Europa reagiram positivamente à notícia de que a União Europeia (UE) e o Japão concordaram formalmente com um acordo de livre comércio.

Após quatro anos de negociações, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, assinaram o acordo que eliminará as tarifas em grande parte do comércio bilateral.

O Japão é a terceira maior economia do mundo e o sétimo maior mercado de exportação da Europa. O acordo proporcionará um valioso acesso para as exportações de lácteos da UE.

O acordo foi assinado na véspera de uma reunião do grupo G20 de economias líderes e segue o colapso de um acordo comercial entre o Japão e os EUA, que foi descartado no início do ano pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Produtores e exportadores de carne e produtos lácteos expressaram apoio para o acordo, com a demanda japonesa de produtos lácteos em ascensão.

"O setor dos produtos lácteos é um dos setores da economia europeia que sofreu as mais profundas reformas estruturais e políticas nos últimos meses e anos", disse a Associação Europeia de Lácteos.

"Obtemos um enorme progresso em termos de competitividade global para a maioria dos nossos concorrentes em todo o mundo, graças à estratégia comercial geral da Comissão da UE para abrir mais mercados de produtos lácteos." (As informações são do FoodBev.com)
 

 

APOIO AO LEITE
Preocupadas com o aumento das importações de leite feitas pelo Brasil, entidades ligadas à indústria e aos produtores apresentaram a representantes do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Social e Agrário alternativas para evitar que o preço ao produtor despenque. Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Darlan Palharini explica que um dos pedidos é para que o governo faça compra emergencial de 20 mil toneladas de leite em pó: - É uma ação preventiva, porque, com a entrada da safra, a tendência é de excesso de produção. Com a compra do governo, a ideia é que não haja queda tão significativa no preço ao produtor. No primeiro semestre, as importações subiram 5%. (Zero Hora)