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Porto Alegre, 06 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.514

 

Sindilat fará projeto-piloto para produção de leite A2A2

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) vai elaborar um projeto-piloto para dar início à produção de leite A2A2, destinado à pessoas que apresentam reações alérgicas ao alimento, no Estado. A iniciativa poderá ser desenvolvida em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões. A proposta foi debatida com a direção da instituição de ensino na última sexta-feira (2/6), após o IV Fórum Itinerante do Leite, realizado na sede da escola.

A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ficou responsável pela elaboração de uma proposta para dar início aos trabalhos ainda este ano. "O primeiro passo é fazer o teste de genotipagem dos animais", explica Roberta. A seguir, é necessário rever os acasalamentos e dar preferência a sêmen de touros A2A2.

Com 22 vacas em lactação e um total de 40 animais, o perfil do rebanho da escola técnica se assemelha ao de uma propriedade de tamanho médio no Rio Grande do Sul, destaca o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A entidade também avalia fazer parceria com universidades que possuam rebanho leiteiro. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

 

Leilão GDT com leve alta

 

O leilão GDT continuou apresentando tendência de alta no preço médio dos lácteos, fechando em US$3.395/tonelada, com aumento de 0,6%. Diferente do último leilão, no qual o queijo cheddar se manteve com preços estáveis, desta vez o produto registrou a maior alta nos preços, variação de 14,5% com média final de US$4.285/tonelada. Neste leilão, o preço do leite em pó integral teve uma queda de 2,9%, com média de US$3.143/tonelada. Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 7,9%, fechando em US$2.156/tonelada. A manteiga, por sua vez, fechou a média de preços 3,3% acima do último leilão, ficando a US$5.631/tonelada. (GDT/MilkPoint)

 

Importações já acumulam queda em relação a 2016
 
Embora os dados da balança comercial, divulgados nesta terça-feira (06/06), apontem um aumento nas importações de maio em relação a abril, os valores acumulados nos cinco primeiros meses do ano são 1,3% menores, em equivalente leite, em relação a 2016; no período, foram internalizados 625 milhões de litros de leite equivalente.

Em relação ao volume dos derivados lácteos importados, as compras de leite em pó integral tiveram aumento de 2% em relação ao mês passado e, para o leite em pó desnatado, o aumento foi de 30% sobre o volume comprado no último mês. As importações de soro de leite também ganharam destaque, tendo sido o volume comprado em maio cerca de 80% maior que no mês passado (observe a tabela 1).

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. 

Já na quantidade exportada, o movimento é diferente: o volume de 3 milhões de litros registrado em maio é 70% menor do que o registrado em abril. A queda também é observada no volume acumulado do ano, tendo sido exportados 24,3 milhões de litros a menos que nos cinco primeiros meses de 2016. Esse cenário resultou no aumento do déficit da balança comercial, agora de 119 milhões de litros. Uruguai e Argentina seguiram sendo os principais fornecedores das importações lácteas brasileiras. Do total importado em toneladas de produto final, cerca de 43% foram oriundos do mercado uruguaio e 41% foram oriundos da Argentina. (MilkPoint)

 

 

PESO DAS LAVOURAS

Os números do emprego no agronegócio do Rio Grande do Sul trazem em abril más e boas notícias. Dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostram que pela primeira vez no ano houve saldo negativo - o número de desligamentos supera o de contratações. No mês, foram perdidos 2.288 postos de trabalho, reflexo da sazonalidade da safra.

- É um movimento que começa em abril e vai até setembro. Reflete essa transição de admissões para demissões - diz Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.

Dois setores ajudaram a dar essa cadência: as lavouras permanentes (maçã e uva) e o fumo. No acumulado dos quatro primeiros meses, houve criação de 17,58 mil vagas. Mas esse número é inferior ao de igual período de 2016 (veja acima).

- Contribuiu para essa diferença o resultado negativo de abates e fabricação de produtos de carne - afirma Feix.
O quadro positivo vem na comparação dos últimos 12 meses. O RS teve geração de 1.531 empregos. Processamento de fumo, lavouras permanentes e comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais estão entre os que tiveram maior abertura de vagas.(Zero Hora)   

 

STF autoriza cobrança de contribuição sindical de produtor e empresa rural

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Contribuição Sindical Rural, instituída pelo DecretoLei
1.166, de 1971, é constitucional e não caracteriza bitributação, proibida pela Constituição. O tema foi julgado no
Plenário Virtual na última semana. O entendimento deverá ser seguido pelas instâncias inferiores. (Valor Econômico)

 

 
NO RADAR
A Produção Rural Sustentável e a Inovação na Gestão de Recursos são temas do 12º Agrimark, evento organizado pelo I-UMA que ocorre no próximo dia 12. Neste ano, os debates serão no auditório da Emater. Entre as presenças já confirmadas está a de Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. (Zero Hora)
 
 
 
 

 

Porto Alegre, 05 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.513

 

Livro sobre sistemas de ordenha será lançado em Erechim 
 
Para esclarecer dúvidas sobre ordenha, mais especificamente sobre o manuseio dos equipamentos utilizados para a atividade, os autores Osmar Redin e Carlos Alberto Machado lançam, dias 7 e 8 de junho, o livro Sistemas de Ordenha. A sessão de autógrafos acontece durante a 14ª edição do Simpósio do Leite, a ser realizada em Erechim, no Parque de Eventos da ACCIE (Rua Henrique Salomoni, s/nº, bairro Frinape).

Conforme explica Redin, a obra foi idealizada para suprir a necessidade de informação aos produtores. "Existem várias pesquisas no Brasil que falam sobre como o produtor entende o sistema de ordenha. A partir delas, nós sabemos que ele consegue operacionalizar o produto na maioria das vezes, mas nem sempre conhece de uma forma completa o equipamento ou o porquê de manusear dessa forma", afirma.

A ideia, segundo o autor, é esclarecer sobre a higienização e os componentes do equipamento. Além disso, a obra também aborda a legislação que regulamenta o tema, os vários sistemas que integram a atividade e aspectos da fisiologia da lactação da vaca. A sessão de autógrafos inicia na quarta-feira (7/6), a partir das 14h. A obra, que conta com 337 páginas, poderá ser adquirida no local por R$ 85.

"Não existe obra similar no país. Por isso, estamos com uma expectativa muito grande sobre o lançamento desse livro e a importância das informações que serão disponibilizadas nele", ressalta Redin, destacando que o manuseio incorreto dos equipamentos de ordenha pode afetar diretamente a saúde do úbere do animal. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Valores das multas do RIISPOA são ajustados

Os valores das multas por infrações previstas no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) foram alteradas nesta quinta-feira (1º), por meio do Decreto 9.069, publicado no Diário Oficial da União. Segundo o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve uma adequação para que garantir proporcionalidade e coerência aos valores das infrações leves e moderadas.

As penalidades tinham percentuais mais altos porque eram aplicadas sobre um valor máximo baixo: R$ 15 mil. Agora, o patamar em que incidem os percentuais é R$ 500 mil. As multas mais altas são aplicadas quando é praticada adulteração de produto ou quando há risco à saúde pública. Nestes dois casos pode ser aplicada multa de até R$ 500 mil.

Antes, a tabela das multas era aplicada da seguinte maneira: leve, com percentual que incidia de 10% a 20% sobre a valor máximo de R$ 15 mil; moderada, de 20% a 40%; grave, de 40% a 80%; e gravíssima de 80 a 100%. A maior penalidade chegava a R$ 15 mil. A partir de agora, a escala será de 1% a 15% sobre R$ 500 mil para as multas leves e de 15% a 40% sobre as moderadas. As multas das graves e gravíssimas foram mantidas em 40 e 80% e 80% a 100% do valor máximo, respectivamente.

Também foi feita alteração na redação do artigo 232 do Riispoa, que agora proíbe a venda de ovos para o consumo originários de granjas, aviários e outros estabelecimentos avícolas com casos de doenças zoonóticas (transmissíveis dos animais para os homens), comprovadas pelo serviço veterinário oficial. Antes não havia a proibição expressa.  (As informações são do Mapa)

RASTRO DE ESTRAGOS

A chuva das últimas semanas causou prejuízos em 82,6 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul, segundo dados levantados pela Emater no período de 23 e 31 de maio, em 456 municípios do Estado. As áreas mais atingidas ficam no Noroeste, nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Missões, onde está sendo plantado trigo.

Segundo Gianfranco Bratta, engenheiro agrônomo do Núcleo de Informações e Análises da Gerência de Planejamento da Emater, no acumulado do mês, foram 150 milímetros a mais do que a média de precipitações nas Missões e no Planalto Médio.

E o que mais preocupa é o fato de as projeções indicarem a continuidade de chuva acima do padrão pelo menos até a segunda metade deste mês. O atraso na semeadura poderá fazer com que o produtor de trigo fique fora da janela preferencial de plantio.

- Isso também faz com que se libere mais tarde as áreas para soja. O que está acontecendo hoje tem implicações lá na primavera - diz Bratta.

O Efeito em cada cultura
Um total de 177 municípios registrou prejuízos na produção agropecuária

•    Grãos: 75mil hectares afetados, com impacto sobre 110 mil toneladas (entre perdas e redução da qualidade) e 5,3 mil agricultores atingidos;
•    Frutas: 200 produtores e 1,5 mil hectares 
•    Horticultura: 3,7 mil produtores e 916 toneladas de produtos perdidas 
•    Pecuária: produtores de leite deixaram de coletar 13,8 milhões de litros (cerca de 14% da produção diária do Estado). Nas pastagens, 780 mil hectares, tiveram áreas inundadas. ( Zero Hora)

LEITE SEM GENE DA ALERGIA
Em fase de experiência em outros Estados, a produção do chamado leite A2A2, que não causa alergia, também deve chegar ao Rio Grande do Sul. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) definiu que um pré-projeto será elaborado para a Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, em Palmeira das Missões.
A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, explica que existem dois tipos da proteína caseína. Uma causa alergia, outra não, dependendo do gene: - O A2A2 não causa alergia. O que se precisa fazer é selecionar no rebanho animais com esse gene. A projeção é de que o produto possa chegar ao mercado em até um ano. Segundo Roberta, há maior percentual de animais A2A2 em rebanhos zebuínos. (Zero Hora)
 
 

 

Porto Alegre, 02 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.512

 

Safra de leite mais 'justa' no Sul tende a sustentar preços 

Problemas climáticos no período de formação das pastagens de inverno, preços baixos no ano passado e concorrência com culturas mais rentáveis como soja e milho estão reduzindo a produção de leite no Rio Grande do Sul, segunda maior bacia leiteira do país. Além da oferta menor, a safra também tende a atrasar, o que deve manter os preços sustentados em nível nacional. Isso porque a produção do Sul costuma amenizar a escassez durante a entressafra no Sudeste e Centro¬Oeste, quadro que está mais grave neste ano. O presidente do Conselho Estadual do Leite (Conseleite¬RS), que reúne entidades de produtores e indústrias, Jorge Rodrigues, estima que a produção gaúcha no acumulado até maio ficará cerca de 20% menor do que no mesmo período de 2015. 

 
De acordo com ele, os volumes de junho e julho também devem permanecer abaixo do normal por conta do atraso das pastagens. Conforme o IBGE, as indústrias no Rio Grande do Sul adquiriram 1,373 bilhão de litros de leite cru no Estado de janeiro a maio de 2015. Em junho e julho foram mais 590,7 milhões de litros. O Estado é o segundo maior produtor nacional de leite, com 3,488 bilhões de litros vendidos para a indústria em 2015, atrás de Minas Gerais, com 6,440 bilhões de litros. Rodrigues afirma que os preços aos produtores não acompanham o aumento dos custos há dois anos, e a tendência deve persistir nos próximos meses. Por isso, a soja ocupou áreas de pastagens devido à melhor rentabilidade. Segundo ele, o preço de referência do produto padrão foi de R$ 0,9886 por litro em abril e deve avançar para R$ 1,0091 em maio. "Estamos abaixo da média [de produção] no segundo trimestre, e a dificuldade deve se manter no terceiro", diz o assistente técnico estadual de leite da Emater¬RS, Jaime Rias. Segundo ele, o desestímulo gerado pela redução (deflacionada pelo IGP¬M) de 9,7% nos preços médios ao produtor apurados pela entidade em 2015, soma¬se à alta dos custos com insumos como fertilizantes, e também do milho e farelo de soja usados na ração para o gado leiteiro. 
 
Para o consumidor, a alta nos preços do leite UHT nos supermercados gaúchos chegou a 30% desde o início do ano, para cerca de R$ 2,70 o litro, calcula o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat¬RS), Alexandre Guerra. Rias diz que o excesso de chuva e de geadas no outono prejudicou a formação das pastagens de azevém e aveia, típicas de inverno, e algumas áreas serão ocupadas por lavouras de milho em julho e agosto, o que sinaliza problemas mais adiante. Valter Galan, analista da MilkPoint, consultoria especializada em mercado de lácteos, acrescenta que houve menor disponibilidade de sementes para o plantio das pastagens este ano. Essa escassez é decorrência do excesso de chuvas em abril de 2015, que levou ao alagamento de algumas regiões de plantio no Sul. Agora, as áreas de pastagens plantadas em abril deste ano enfrentam escassez de chuvas em alguns regiões e excesso em outras, segundo Galan. "Deve haver um comprometimento da produção das pastagens", diz. Outro fator que pode afetar a oferta de leite na região Sul são os preços altos do milho que desestimulam o investimento, pelos produtores, na ração para o gado. 
 
Diante desse cenário, diz o analista, a produção na safra de leite do Sul não deve ser tão grande quanto se imaginava. "Normalmente, o pico de preços do leite [no país] acontece em maio e junho e a partir de julho começa a cair. Mas, este ano, os preços mais altos tendem a se sustentar". Com a menor produção local de leite e os baixos preços internacionais, as importações de leite em pó pelo Brasil subiram 26,8%, para 35,7 mil toneladas de janeiro a abril deste ano, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro¬RS), Paulo Pires, essa é mais uma "ameaça" que pode desestimular os produtores gaúchos. (Jornal Valor Econômico)
 
 

Fundo americano Arlon compra 20% da Betânia

Pouco menos de um mês após o anúncio da entrada da suíça Emmi no setor de lácteos brasileiro, outro negócio nessa área envolvendo capital estrangeiro acaba de ser fechado no país. O fundo de investimentos americano Arlon Latin America Partners comprou 20% de participação na CBL Alimentos, dona da marca Betânia, que tem sede em Fortaleza (CE), por valor não revelado.

Fontes do setor de lácteos estimam que o negócio, que ainda tem de ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tenha sido fechado por entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões. 
O Arlon é um gestor de fundos de private equity, que tem como foco o investimento principalmente em empresas ligadas aos setores de agronegócio e alimentício. No Brasil, o fundo já tem participação na Sotran SA Logística e Transporte, e na Grano Alimentos S.A, que faz legumes em conserva. A CBL Alimentos, que faturou R$ 678,093 milhões em 2016, é o terceiro negócio do fundo no país. Fundada há 46 anos em Quixeramobim (CE), a CBL Alimentos (mais conhecida como Betânia) tem forte atuação no mercado do Nordeste. Produz e comercializa leite pasteurizado, leite longa vida, bebidas lácteas, iogurtes, queijos, requeijão, doce de leite, leite em pó, creme de leite e leite condensado e atua com cinco marcas: Betânia, Lebom, Jaguaribe, Cilpe e Latimilk.

 

Hoje, a empresa tem cinco unidades industriais localizadas no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe e oito centros de distribuição de produtos. Tem 1.800 empregados e adquire leite de 3.500 produtores na região Nordeste do país, segundo informações do site da companhia. A CBL foi adquirida em 1975 por Luiz Girão e hoje tem como sócios Vitor Bruno Machado Girão, Stella Machado Girão, Jorge Parente Frota Júnior, David Machado Girão e Antônio Arinilo Macena Maia. Conforme apurou o Valor, uma das razões para a venda da participação foi uma reestruturação societária na companhia, uma vez que um sócio está deixando a CBL Alimentos.

O Arlon foi fundado em 2007 pela Continental Grain Company, uma empresa familiar, com tradição em negócios ligados ao setor agrícola. Sediado em Nova York, tem aproximadamente US$ 1 bilhão em ativos sob sua gestão, também segundo informações que constam em seu site. Procurada, a CBL Alimentos não se manifestou. O Arlon também preferiu não comentar.
A entrada do Arlon no capital da CBL Alimentos é mais uma operação que reforça o crescente interesse do capital estrangeiro no setor de lácteos brasileiro. O movimento mais significativo ocorreu em 2014 quando a francesa Lactalis - que já tinha comprado a Balkis, de queijos, um ano antes - adquiriu as operações de lácteos da BRF e unidades da LBR- Lácteos Brasil. No fim de 2015, a Coca-Cola comprou a mineira Verde Campo.

Em abril passado foi a vez da suíça Emmi concretizar uma transação no Brasil. A companhia suíça, que já vende seus queijos no mercado brasileiro, comprou participação de 40% no mineiro Laticínios Porto Alegre. A Emmi tentava havia anos entrar no Brasil. No fim de 2015 chegou a negociar a aquisição do paulista Laticínios Shefa, mas a transação não vingou. Conforme apurou o Valor, a Emmi também negociou, sem sucesso, com a catarinense Tirol, em 2014.
E o movimento no setor de lácteos não deve parar por aí. A J&F holding que controla a Vigor, vem tentando vender a empresa de lácteos desde o fim do ano passado, movimento que deve se intensificar após a divulgação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista e executivos da holding, sobre supostos casos de corrupção envolvendo deputados, agentes do governo e o próprio presidente da República Michel Temer.

No primeiro trimestre do ano, a multinacional americana PepsiCo chegou a fazer uma proposta de R$ 6 bilhões pela Vigor, mas as negociações entraram em banho-maria porque a J&F queria receber mais pela operação. A PepsiCo tem interesse no negócio de lácteos pois, assim como a Coca-Cola, busca depender menos do segmento de refrigerantes. Além da PepsiCo, apurou o Valor, a J&F também tem mantido conversas para uma eventual venda da Vigor com a francesa Lactalis e com a mexicana Lala - a última tenta há anos entrar no Brasil. (Jornal Valor Econômico).

Números preliminares da média diária das importações de leite e derivados

Importação de leite e derivados - Os números preliminares da média diária das importações de leite e derivados, em dólar, na quinta semana de maio de 2017 foram 7,0% menores que os de maio 2016 e 3,5% maiores em relação a abril de 2017. (MDIC/Terra Viva) 

 

 

 
Frente a desânimo, produção de leite tem queda de 5% no Paraguai
O presidente da Câmara Paraguaia das Indústrias Lácteas (Capainlac), Erno Becker, comentou que há uma estimativa de que a produção de leite do Paraguai deverá ter uma redução de 5%, ou seja, 80.000 litros a menos. Segundo Becker, isso se deve ao efeito do clima instável e da entrada correspondente à época de frio, que produz um alimento menos vitaminado para o gado. Outro fator a ser considerado é um maior destaque da carne e da soja, o que desanima o setor leiteiro. A associação toma algumas medidas para enfrentar a situação. O setor lácteo é de reação lenta, mas há um plano de investimento de 15 a 20 anos no Chaco paraguaio, embora haja o reconhecimento de que a produção de leite é um trabalho intenso e não atrai os produtores. (ElAgro.com.py Notícias Agrícolas)
 
 
 

 

 

Porto Alegre, 01 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.511

 

Produção de leite destinado a pessoas com alergia é tendência de mercado

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6). Segundo a médica veterinária e consultora da Ceres Qualidade, Roberta Züge, que participou do painel Mercado, Consumo e Inovação, produtores do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo já estão fazendo testes genéticos para identificar e segregar os aninais que produzem leite sem a proteína que causa a reação alérgica. 

A novidade, que já é realidade em países como Austrália e Nova Zelândia, deve chegar ao país em um ano, estima Roberta. Na avaliação da técnica, esta é uma oportunidade para produtores e indústria. No Brasil, há pelo menos três laboratórios que já realizam o teste de genoma das vacas para verificar os animais capazes de produzir o leite A2A2. Com isso, explica Roberta, os produtores podem direcionar acasalamentos para obter rebanhos capazes de produzir esse leite em escala. Com público recorde de mais de 2,2 mil pessoas, o evento reuniu no Dia Mundial do Leite (1/6), produtores, representantes da indústria, comunidade acadêmica e público em geral. O 4º Fórum Itinerante do Leite foi realizado na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato por iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) com apoio do Fundesa, Farsul, UFSM, Seapi e Canal Rural.


Foto: Bruna Karpinski

Roberta frisou que oferecer o leite A2A2 implica em ter alto controle sobre a segregação da produção uma vez que ele se destina a pessoas com limitações alimentares. A inovação também foi salientada pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. De acordo com ele, produzir lácteos diferenciados é o caminho para ampliar mercado e unir as pontas da cadeia pela expansão do setor. 

A valorização das marcas na gôndola do supermercado é vista pelo executivo como essencial para a expansão da produção e valorização dos produtos lácteos. "É importante passar aos produtores que há um foco na produção de leite. Precisamos mostrar a força que significa reunir aqui mais de 2,2 mil pessoas. As inovações de produtos são essenciais para nosso setor", concluiu Palharini.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, abriu o evento destacando que o desafio do setor é fazer com que o Brasil deixe de ser um importador de lácteos para se transformar em exportador. Para isso, pontua ele, é preciso expandir o mix de produtos e lucratividade a toda a cadeia produtiva, que gera renda a mais de 100 mil famílias em 95% do território do Estado. "A expectativa desse fórum é gerar conhecimento prático para que seja utilizado nas propriedades pare atingir nossos objetivos", frisou.  Segundo Guerra, as importações aumentaram 20% de janeiro a abril deste ano. Contudo, a redução dos custos do leite no campo abre espaço para retomada do aumento de produção, hoje na casa dos 12 milhões de litros por dia. 

O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, frisou a importância desse crescimento vir acompanhado de renda ao produtor e que se evite a redução de preços que sempre acompanha a elevação da captação.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, pontuou que crescer passa por olhar ao mercado internacional. "Nesse cenário, dois pilares são fundamentais: qualidade e competitividade". Além disso, frisou ele, é essencial dar atenção à questão saúde animal, um aspecto que vem sendo trabalhado com força pelo Rio Grande do Sul, onde o setor agroindustrial vem dando foco à assistência aos produtores além do apoio do serviço veterinário oficial. 

Acompanhando a abertura do evento, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, reformou a importância social do leite no Rio Grande do Sul. Segundo ele, os avanços obtidos com a Lei do Leite são essenciais para alinhar esse futuro do setor lácteo, principalmente na profissionalização do transporte do produto.


Foto: Bruna Karpinski

Aspectos Nutricionais 
Focado no debate sobre os mitos e verdades sobre o consumo do leite, o 4º Fórum Itinerante do Leite ainda destacou os benefícios do produto. "Precisamos nos alimentar. E nos alimentar bem passa pelo leite", pontuou a professora de Tecnologia de Leite e Derivados da UFSM, Neila Richards. Segundo ela, que também é presidente da AGL, até os 20 anos é essencial consumir leite para garantir formação dos ossos e dos dentes. Conforme a engenheira de alimentos da Emater, Bruna Bresolin Roldan, no âmbito da agricultura familiar, o desafio é manter a tradição que caracteriza os produtos da agricultura familiar e, ao mesmo, inovar. 

OFICINAS - Depois de uma manhã de debates em Palmeira das Missões, à tarde a programação do 4º Fórum Itinerante do Leite contou com seis oficinas temáticas. Os visitantes se dividiram em grupos para aprofundar conhecimentos sobre temas específicos. A maior das oficinas debateu a "Produção de Leite e Gestão da Propriedade", e reuniu cerca de 1.000 produtores. As demais oficinas trataram de "Nutrição e Reprodução de Vacas em Lactação", "Compost Barn na Integração Lavoura-Pecuária", "Ferramentas de informática aplicadas na gestão", "Sucessão Familiar na Atividade Leiteira" e "Formas de Agregar Valor ao Leite". (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 
Foto: Bruna Karpinski
 

 

Países celebram hoje o Dia Mundial do Leite

Hoje é o dia em que todos os países do mundo celebram o leite e seus benefícios para a saúde. Após a instituição do Dia Mundial do Leite Escolar, comemorado na última quarta-feira do mês de setembro, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) criou o Dia Mundial do Leite, que passará a ser comemorado todo ano, no dia 1º de junho. 

No Brasil, a Tetra Pak comemora a data com uma promoção para as 100 primeiras pessoas que escrevessem uma frase de declaração de amor ao leite longa vida. Os contemplados vão receber da Tetra Pak o livro de receitas "Leite longa vida indispensável na cozinha saudável". A ficha da promoção está no site 
http://www.casadoleite.com.br/promocao/diadoleite/diadoleite.php. 

Na Alemanha, a agência de promoção CMA preparou um grande evento para o Dia Mundial do Leite. Em Berlim, será realizada a final de um jogo sobre leite através do site http://62.26.124.240/home/index.html (em alemão). Hoje, os finalistas deverão competir entre si. 

Na Suíça, a Associação dos Produtores de Leite também está promovendo um 'quiz' sobre o tema leite, através do seu site (http://www.swissmilk.ch/wettbewerb/index.asp), que pode ser visualizado tanto em alemão como em francês. 

Na Áustria, a agência nacional de promoção da agricultura (Agramarkt) propôs diversas atividades para promover o leite de forma criativa. Um canal de televisão voltado especificamente para crianças, através do Willy Milk Tooth and the Confetti Television Show, pediu que as crianças enviassem ao programa receitas de pratos que utilizassem leite como ingrediente. Hoje, vários prêmios seriam distribuídos aos responsáveis pelas melhores receitas. O primeiro lugar ganhará uma bibicleta, o segundo uma patinete e o terceiro, uma sacola esportiva. Além desses, vários outros prêmios serão distribuídos aos demais autores de boas receitas, como bonecos com a marca do programa, camisetas e notebooks. Por fim, todas as receitas serão compiladas e catalogadas em um livro de receitas, que será distribuído a todos os participantes do programa de leite escolar. 

Além disso, a Áustria ainda traz um programa de jogos para crianças e adolescentes, que estão participando do programa de leite escolar, que também dará prêmios aos vencedores. Por fim, foi realizada uma promoção para adolescentes pela internet: quem participasse do joguinho promovido pelo site www.whiteenergy.at (estilo "Pacman", chamado de "Milkman"), poderia ganhar um dia com o astro da televisão austríaca Max, além CDs (de um total de 500). 

Em Portugal, a celebração do Dia Mundial do Leite contará com um programa durante toda a semana, que trará atividades relacionados ao leite. O programa acontece no maior shopping center de toda a Península Ibérica, onde milhares de visitantes terão a oportunidade de participar das atividades. A campanha conta também com um cartaz comemorativo à Festa do Leite. 

Na China, a Associação das Indústrias de Leite celebrará a data em várias cidades do País, marcando o início da "Semana do Leite", que será comemorada de 1º a 10 de junho. 

No Uruguai, a Conaprole preparou para o Dia Mundial do Leite várias palestras sobre qualidade, infância, trabalho, e o papel da indústria de lácteos do Uruguai na economia e na sociedade. As celebrações iniciam hoje e permanecerão durante o final de semana. Hoje, a abertura do evento é feita por organizações governamentais e internacionais, e contará com convidados especiais. No sábado e no domingo, o evento será aberto ao público e haverá uma cerimônia de encerramento no domingo. O evento contará com shows, jogos associados ao leite, além de exposições de produtos, maquinários, grupos de discussão, vídeos etc. No domingo, haverá uma maratona entre os participantes, e no final da tarde, um concerto de música. 

No Chile, o Dia Mundial do Leite é comemorado com a doação de 200 quilos de leite em pó para cerca de 30 crianças carentes, feita pela Associação de Produtores de Leite da Província de Valdivia (Aproval - Leche A.G.), juntamente com a Cooperativa Agrícola e Leitera da União (Colun). Além disso, vários estudantes foram convidados a visitarem as instalações da empresa láctea Colun.  Dairy Outlook List (FAO), adaptado por Equipe MilkPoint)

 Maggi: Brasil é um lugar seguro para investimentos

O Brasil é um porto seguro para investidores, afirmou nesta terça-feira (31) o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), durante o Brasil Investment Forum 2017, em São Paulo. Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Banco Interamericano de Investimentos (BID) e o governo federal, o evento reúne líderes políticos, empresários e acadêmicos para discutir novos negócios e oportunidades de investimentos no Brasil. O fórum foi aberto pelo presidente Michel Temer e vai até esta quarta-feira (31), quando Maggi participará de mesa redonda sobre o agronegócio.

De acordo com Maggi, o país tem necessidade de investimentos em diferentes setores. Entre eles, destacou o agronegócio e a área de infraestrutura. "Queremos atrair investimentos cada vez mais". Segundo o ministro, o Brasil tem vários projetos prontos que só dependem de investimento para sair do papel. Ele acredita que investidores nacionais e estrangeiros podem contribuir para impulsioná-los. (As informações são do Mapa)

                                                                          

Leite/NZ - Recuperação do leite é básico para crescimento da região
A recuperação dos preços dos produtos lácteos está interligado com o crescimento da região de Manawatu-Whanganui. Os dados regionais divulgados pelo banco ASB mostram que a região é a que apresentou a maior melhora dos 16 conselhos regionais da Nova Zelândia. Foi o crescimento mais significativo no primeiro trimestre do ano, saltando 9 pontos no ranking, saiu do 13º e chegou ao 4º. O economista chefe do ASB, Nick Tuffley disse que o aumento dos preços do produtos lácteos impulsionam o crescimento. "A recuperação da renda do setor lácteo emparelhou com outros produtos primários, e foi positivo para Manawatu-Whanganui", disse lei. No aspecto econômico Nelson continua na liderança, graças a setores em crescimento, como turismo, horticultura e viticultura, mas Auckland, no 13º lugar, está fora do normal, e representa restrições à capacidade industrial. A economia da Northland teve uma surpreendente recuperação na atividade depois de ficar dois trimestre em queda,ocupando o segundo lugar, e empurrando Waikato para o terceiro. Southland e Canterbury ficaram no final do ranking. A avaliação do ASB utiliza os dados dos últimos trimestre, e classifica o desempenho de 16 áreas. As regiões com crescimento mais acelerado ganham as avaliações maiores, e um bom desempenho na economia nacional eleva a classificação geral. Entre os itens avaliados estão o emprego, construção, varejo e preço de casas. (NZ Herald - Tradução livre: Terra Viva)
 
 

 

Porto Alegre, 31 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.510

 

Fórum Itinerante do Leite tem inscrições esgotadas

Antes do final da tarde desta quarta-feira (31/5), véspera da realização do 4º Fórum Itinerante do Leite, em Palmeira das Missões (RS), as inscrições para o evento já estavam esgotadas. O sucesso do encontro é comprovado pelo número de interessados em participar dos debates, palestras e oficinas: 1.800 pessoas inscritas, entre produtores rurais, representantes da indústria e técnicos ligados ao setor. Ao todo, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat) espera receber 2 mil pessoas. O fórum ocorre das 8h às 16h na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato.

O 4º Fórum Itinerante do Leite ocorre no Dia Mundial do Leite, celebrado nesta quinta-feira (1/6). Aproveitando a data, a ideia é esclarecer dúvidas referentes ao consumo dos produtos derivados do leite, abordando mitos e verdades que envolvem o assunto. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o encontro também será uma oportunidade para ampliar o debate sobre a competitividade, melhoria da produção e exportação. Entre as atividades práticas, estão previstas oficinas sobre produção de leite e gestão da propriedade, nutrição e reprodução, sucessão familiar e agregação de valor.

O evento contará com transmissão ao vivo pelo Canal Rural. Na ocasião, será oferecido carreteiro de charque sem custo aos participantes. A programação completa do 4º Fórum Itinerante do Leite e outras informações estão disponíveis no site do Sindilat (http://www.sindilat.com.br/). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Languiru lança nova tecnologia para embalagem

O leite Languiru tem novidade em suas embalagens. Por meio de parceria firmada com a SIG Combibloc, uma das líderes mundiais na fabricação de sistemas de envase e embalagens cartonadas, a cooperativa de Teutônia traz ao mercado uma linha de produtos lácteos em que o consumidor poderá acompanhar o processo de qualidade desde a captação da matéria-prima até a industrialização e comercialização do leite. 

A solução digital desenvolvida pela SIG Brasil utiliza um QR Code exclusivo por embalagem e outro por caixa, além de um código de barra por pallet, todos impressos durante a fabricação dos produtos lácteos na Languiru. "A Cooperativa Languiru sempre primou pela qualidade de seus produtos. O leite Languiru conta com esse reconhecimento local e nacional. O segmento do leite representa cerca de 28% do faturamento bruto da cooperativa, e a utilização desta nova tecnologia nas embalagens UHT nos permite mostrar aos consumidores que o leite Languiru é diferenciado", destacou o presidente da cooperativa, Dirceu Bayer. "A SIG entendeu nossa demanda e desenvolveu um projeto sob medida para a Languiru, exatamente para demonstrar essa qualidade e assim agregar valor a nossa marca", completou o vice-presidente da cooperativa, Renato Kreimeier. 

O QR Code estará disponível para os leites Languiru em embalagem UHT integral, desnatado, semidesnatado, zero lactose e bebida láctea UHT com chocolate. A Languiru também passa a ter um sistema de rastreabilidade totalmente automatizado. "De forma cirúrgica, a nossa solução possibilita um verdadeiro 'raio x' de toda a industrialização e distribuição. Com isso, a Languiru consegue localizar cada uma de suas embalagens em qualquer ponto da cadeia de valor", comenta o diretor-presidente da SIG Combibloc Américas, Ricardo Rodriguez. O sistema permite ainda o monitoramento completo das linhas de produção para otimizar o gerenciamento da planta por meio de uma ferramenta específica de inteligência de informação. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

USDEC mantém previsões de alta para produção de leite da União Europeia

A União Europeia (UE) reportou seu primeiro aumento na produção de leite em quase um ano. O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) espera que a tendência continue. O aumento foi de 3 mil toneladas e tecnicamente, essa quantia é menor que 1% em relação aos níveis de produção de leite de março. Porém, o USDEC prevê que o crescimento recente se perpetuará ao longo deste ano.

Os resultados variaram de acordo com o país, mas os membros da UE que estavam para trás apresentaram uma melhoria significativa nos primeiros três meses de 2017. De acordo com dados do USDEC, a recuperação da UE está sendo liderada pela Polônia e pela Irlanda, com a produção do primeiro trimestre aumentando 3,5% e 1,1%, respectivamente, com o maior aumento ocorrido entre fevereiro e março para o trimestre. O USDEC prevê que a Polônia e a Bélgica deverão alcançar um pico de produção no final de 2017. A Espanha e a Itália também registraram ganhos de produção em março e o Reino Unido vem se aproximando de um ponto de equilíbrio.

A Alemanha e a França (os maiores produtores de leite da UE) registaram declínios de 2% e 1% na produção de leite nos primeiros três meses do ano, uma tendência que provavelmente continuará devido ao clima úmido de inverno que afetou a região até meados de maio, segundo o USDEC. "Estamos, de fato, mais otimistas sobre a produção de leite na UE do que as atuais previsões da Comissão Europeia, de um aumento de 0,6% para o ano", disse o USDEC.

"Nós esperamos um crescimento superior a 2% no segundo semestre - um aumento anual de quase 300 mil toneladas de leite por mês - elevando o total de 2017 a um ganho de 1%".

EUA 
As exportações de produtos lácteos dos EUA experimentaram ganhos significativos de 14% em volume para o primeiro trimestre de 2017, os maiores resultados do primeiro trimestre desde 2014. O USDEC prevê que os EUA aumentarão suas exportações totais de 15% para 20% do total da oferta de leite dos Estados Unidos, em grande parte direcionada pela forte demanda por queijo na Ásia, México e Oriente Médio. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
  

 
VACINAÇÃO DA AFTOSA É PRORROGADA
A campanha de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul, que terminaria hoje, foi prorrogada até o dia 16 de junho - por conta do alto volume de chuva registrado em maio. O pedido, feito pela Secretaria Estadual da Agricultura ainda na semana passada, foi confirmado ontem pelo Ministério da Agricultura. - O deslocamento de pecuaristas para compra das vacinas foi prejudicado pelas condições do tempo, choveu quase 500 milímetros em algumas regiões - diz Grazziane Rigon, veterinária do programa de prevenção à febre aftosa da Secretaria Agricultura. (Zero Hora)
 
 
 
 

Porto Alegre, 30 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.510

 

Nota de pesar pelo falecimento de Lenormand da Silva

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Derivados do RS (Sindilat) comunica, com grande pesar, o falecimento, aos 56 anos, do executivo da Italac Lenormand Eugênio da Silva nesta terça-feira, dia 30 de maio. O velório será realizado nesta quarta-feira (31/05) assim que o corpo chegar em Uberlândia (MG), com horário previsto para às 8h, na Paz Universal Serviços Póstumos. O sepultamento está marcado para às 17h, no cemitério Campo do Bom Pastor. A diretoria do Sindilat lamenta o falecimento e presta sua solidariedade aos familiares e amigos do companheiro. (Sindilat)

 
 

Italac oficializa investimento de R$ 117 milhões no Rio Grande do Sul

 A empresa Goiasminas, detentora da marca Italac, investirá R$ 117 milhões nas duas fábricas e nos dois postos de captação que operam no Rio Grande do Sul. Desde total, R$ 75 milhões serão destinados à ampliação da unidade de Passo Fundo, que passará a produzir leite condensado. O recurso será aplicado na construção de novos pavilhões e na aquisição de máquinas e equipamen¬tos para aumentar a produção. O anúncio foi feito pelo presidente da Italac, Cláudio Teixeira, em ato realizado na manhã de ontem na fábrica, que contou com a presença do governador José Ivo Sartori. 

"Os investimentos anunciados hoje (ontem) são resultado de um círculo virtuoso: decisão, pla-nejamento, ação, caminho para o desenvolvimento social e eco¬nômico da região e do Estado. É prova de confiança no Rio Grande do Sul. Mesmo num cenário com incertezas, o Estado segue atraindo investimentos que geram emprego, renda e impulsionam o crescimento no campo e na cidade. É disso que precisamos cada vez mais: de gente que constrói o Rio Grande que dá certo", saudou Sartori. 
O investimento servirá para modernizar todos os equipamentos da base para ampliar a produção. "Passo Fundo passará a produzir leite condensado, somando-se à produção de Tape¬jara. Com a ampliação, dobrará a capacidade produtiva no Rio Grande Sul", afirmou Teixeira. O presidente do grupo informou ainda que 30% da produção da Italac sai do Rio Grande do Sul. "Não vamos parar de investir no Estado. Hoje, a Italac também é uma empresa gaúcha. " 

Em março de 2016, o gover¬no do Estado concedeu crédito presumido (Decreto nº 52.955/16) para melhorar a competitividade do leite condensado produzido no Rio Grande do Sul, beneficiando empresas que fabricam o produto. Todas as unidades gaúchas da empresa receberam investimentos: os dois postos de capta¬ção de leite (Crissiumal e Giruá) e as unidades fabris de Passo Fundo e Tapejara. A conclusão da ampliação está prevista para se¬tembro deste ano e deve gerar 100 empregos diretos. (Jornal do Comércio)

Aumentou a entrega de leite - Uruguai

Uruguai - O Instituto Nacional do Leite (INALE) informou que em abril a captação de leite foi de 128,4 milhões de litros, o que implica em um crescimento de 8,8% em relação a abril de 2016. No ano, o aumento foi de 2,8%. De janeiro de abril de 2017 foram captados 523,7 milhões de litros de leite. 
O gráfico elaborado pelo INALE destaca o fato de que a recepção de leite continua nitidamente inferior à de 2015. (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

 

Fonterra aumenta previsão de pagamento pelo leite

A Fonterra Co-operative Group aumentou sua previsão de pagamento pelo leite para 2016/17 em 15 centavos (10,52 centavos de dólar), para NZ$ 6,15 (US$ 4,31) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,35) por quilo de leite.

O presidente, John Wilson, disse que o aumento reflete os fortes fundamentos que suportam os mercados mundiais de lácteos. "Os preços mundiais dos produtos lácteos aumentaram nos últimos meses e, à medida que chegamos ao final da estação, temos mais visibilidade e certeza, o que nos deixa confiantes em nossa posição". 

A Fonterra também confirmou sua previsão de lucro por ação de 45 a 55 centavos (31,58 a 38,60 centavos de dólar) para o ano fiscal de 2017, já que continua visando um dividendo anual de 40 centavos (28,07 centavos de dólar) por ação. "Alguns dos desafios que enfrentamos no terceiro trimestre poderiam continuar, mas o negócio está comprometido com um quarto trimestre forte, particularmente em vendas de ingredientes. Isso significa que fomos capazes de confirmar a faixa de lucros por ação".

"A maior previsão no preço do leite (Farmgate Milk Price), de NZ$ 6,15 (US$ 4,31) por quilo de sólidos do leite, e a meta de dividendo, de 40 centavos (28,07 centavos de dólar) por ação dá uma previsão de pagamento em dinheiro de NZ$ 6,55 (US$ 4,59) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,55 (US$ 0,38) por quilo de leite] para o produtor, o que é uma boa notícia para os nossos produtores e suas comunidades".

Em mais um sinal de confiança nas perspectivas de mercado para os produtos lácteos, a cooperativa prevê um preço melhor do leite ao produtor, de NZ$ 6,50 (US$ 4,56) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,37) por quilo de leite] para a estação de 2018. A previsão de margem de lucro para o exercício de 2018 será anunciada no início de agosto. "O aumento na previsão do preço do leite para a atual estação e a melhor previsão para 2017/18 serão boas notícias para os nossos produtores, após duas estações desafiadoras".

"A produção mais forte em março e abril compensou parcialmente a menor produção de leite e as captações agora devem cair 3% para a estação, um resultado muito melhor para os nossos produtores do que o previsto no início do ano".

Desempenho no terceiro trimestre
A receita da Fonterra de NZ$13,9 bilhões (US$ 9,75 bilhões) nos primeiros nove meses de 2016/17 aumentou 8% com relação ao mesmo período do ano anterior, como resultado do aumento nos preços do leite.

"Nossa estratégia de volume e de valor continua impulsionando nosso desempenho nos negócios de Ingredientes, Consumo e Food Service", disse o CEO da Fonterra, Theo Spierings. "As margens na maioria dos nossos negócios são semelhantes às do ano passado, e transferimos mais 350 milhões litros equivalentes em leite fluido para produtos de maior valor no ano até o momento. Os volumes de Consumo e Food Service na Grande China em particular cresceram 40% no período.

"Estamos no caminho certo para superar nosso objetivo de mover 400 milhões de litros equivalentes em leite fluido adicionais para produtos de maior valor até o final do ano. As condições climáticas do outono melhores do que o esperado resultaram em mais leite no final da estação, o que combinado com preços mais elevados do leite é uma boa notícia para a cooperativa".

Os desafios sinalizados anteriormente, incluindo retornos dos fluxos de produtos e pressão sobre as margens, tiveram um impacto maior do que o esperado no terceiro trimestre. "A redução da diferença de preço relativo entre os produtos de referência e os não referência reduziu a rentabilidade geral em nosso negócio de ingredientes", disse Spierings.

"Continuamos administrando nossos custos firmemente, com despesas operacionais para os nove meses abaixo de 4%. Eficiências e melhorias no capital de giro estão em andamento, e as despesas de capital estão de acordo com as expectativas e, cair/reduzir em 2017/18". 

O presidente, John Wilson, disse que a cooperativa está bem colocada para entregar bons resultados durante o resto do ano para seus produtores. "Embora haja trabalho a ser feito no último trimestre, a perspectiva de ganhos continua alcançável, e estamos empenhados em oferecer o melhor resultado para nossos produtores". 

Em 25/05/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,70185 
1,42446 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são da Fonterra, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Prejuízo aos Argentinos
Prejuízos/AR - Fortes chuvas vêm devastando terras em Corrientes, na Argentina. A província vizinha ao Rio Grande do Sul estava, até o final da semana passada, com 2,5 milhões de hectares alagados ao norte, com 1 milhão completamente embaixo d'água, segundo notícia divulgada pelo portal La Nación.O governo provincial comunicou que mais de 50 mil cabeças de gados morreram apenas na última semana, mas informações da região dão conta de que a perda total é bem superior. A região vem enfrentando inundações cíclicas, o que provocou inclusive a diminuição do número de bovinos em Corrientes. (Agronovas)
 
 

Porto Alegre, 29 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.509

 

Queijos para aguçar todos os paladares

Indústrias gaúchas apostam na diversificação dos derivados do leite para conquistar os consumidores
Com 80% da produção ainda destinada para leite UHT e em pó, as indústrias gaúchas buscam aumentar o valor dos produtos investindo nos derivados -- menos suscetíveis à variação de preço. A principal aposta são os queijos, especialmente os finos (maturados) -- que conquistam os consumidores pelo sabor e pelo aroma mais apurados.

-- O custo maior de produção é compensado pelo preço superior do produto, que também sofre menos oscilações de mercado -- explica Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat).

Hoje, existem mais de 50 tipos de queijo no mercado -- de light, zero lactose a versões com ervas finas e temperados -- produzidos por diferentes marcas. Boa parte deles foram levados ao Pub do Queijo, espaço inédito criado na 40ª Expoleite e 13ª Fenasul, que vai até este domingo no parque Assis Brasil, em Esteio.

-- O queijo não é só para alimentação, mas também para atender às necessidades de diferentes tipos de consumidor -- diz Guerra.

Os nobres, normalmente maturados por meses, respondem ainda por apenas 10% das vendas gerais do produto -- concentradas nos tipos prato e muçarela, que representam mais de 70% do mercado. Com 13% da produção nacional de leite, 4,6 bilhões de litros por ano, o Rio Grande do Sul quer ser reconhecido como um grande produtor de queijo. Para isso, a qualidade do leite é fundamental.

-- Um leite ruim não faz um queijo bom. A quantidade de sólidos é muito importante -- destaca Letícia Cappiello, veterinária e consultora de qualidade.

indústrias tecnificadas

A especialista explica que o sabor, o aroma e a consistência dos queijos dependem também do tempo de maturação e das culturas lácteas (bactérias) adicionadas. Normalmente, os maturados têm menos umidade, mais gordura e proteína, explica Letícia:

-- As indústrias estão se tecnificando cada vez mais para aumentar a qualidade dos derivados.

E, ao contrário do senso comum, a maioria dos queijos não tem lactose. A alergia ao leite é provocada pela caseína, proteína do tipo fosfoproteína encontrada no leite fresco. (Zero Hora)

 

 
Qualidade reconhecida em concurso leiteiro

A alta qualidade do leite produzido pela família Ferraboli, de Anta Gorda, no Vale do Taquari, faz com que 100% da produção seja destinada para produção de queijo. Com 130 vacas, das quais 55 em lactação, o produtor Paulo Ferraboli, 52 anos, consegue manter rendimento parelho do rebanho com investimentos em genética e nutrição -- além do trabalho comprometido de toda a família.

-- O leite tem mais gordura. Com isso conseguimos preço melhor na indústria -- diz Ferraboli.

Na última quinta-feira, a qualidade do plantel foi reconhecida no concurso leiteiro da 40ª Expoleite e 13ª Fenasul, em Esteio. A vaca 266 Damasco, criada na propriedade dos Ferraboli, ganhou o primeiro lugar entre as competidoras adultas. A fêmea alcançou rendimento de 73,3 quilos de leite em três ordenhas. O mesmo animal foi vencedor do concurso realizado na Expointer em 2016, na categoria jovem.

-- Na Fenasul do ano passado perdermos por 10 gramas. Agora, o prêmio não escapou -- conta o filho Diogo Ferraboli, de 23 anos. (Zero Hora)

RECORDE NA PANELA

Do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, saiu um novo recorde brasileiro. Uma das atrações das reformuladas Expoleite e Fenasul, o maior arroz de leite do país foi para a panela no sábado. Na receita, foram 165 quilos de arroz, 1,26 mil litros de leite, 505 quilos de leite condensado, quatro quilos de canela em pau, um quilo de cravo e nove quilos de canela em pó. O rendimento foi de 6 mil porções.

O que também fez sucesso nesta edição foi o Pub do Queijo. Segundo o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), 400 pessoas passaram pelo local, consumindo cerca de cem quilos de queijos.

- Acertamos no formato e no foco. Acho que foi um ótimo começo. O que atrapalhou um pouco a vinda do público foi o tempo ruim - afirma Ernani Polo, secretário de Agricultura. (Zero Hora)

Feira deve repetir novo formatoem2018

Encerradas ontem, no Parque Assis Brasil, em Esteio, a 40ª Expoleite e 13ª Fenasul devem ser avaliadas, nos próximos dias, pelas entidades envolvidas na organização. O que já se sabe é que, na próxima edição, deve ser mantido o novo formato, que trouxe atrações para aproximar o público urbano, com foco nos derivados do leite. "A única dificuldade foi o clima, porque teve chuva do início ao fim", disse o secretário da Agricultura, Ernani Polo. O arroz de leite preparado no sábado, com 180 quilos de arroz e 1,3 mil litros de leite, e distribuído aos visitantes, foi um dos destaques. O doce foi certificado pela Rank Brasil como o maior já produzido no país. Outra atração foi o Pub do Queijo que, segundo o Sindilat, recebeu cerca de 280 pagantes. A ideia é repetir a experiência na Expointer. 

O presidente da Gadolando, Jorge Fonseca da Silva, avaliou como positivo o novo formato. "Talvez os expositores não tiveram os resultados desejados devido à crise, mas temos que manter estes moldes e aprimorar", considera. O desempenho da Feira de Terneiros, no sábado, foi comemorado. Foram vendidos todos os animais - 787 -, somando R$ 995,8 mil e superando as médias da temporada. "Os preços foram altamente positivos, tendo em vista o momento que vive a pecuária. Foi bom para quem comprou, pela qualidade dos animais, e para quem vendeu", disse o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong. A média dos terneiros foi de R$ 5,94 kg/vv. As terneiras ficaram em R$ 4,80, e as novilhas prenhas, R$ 5,36. (Correio do Povo)

 
 
Redução de juros do Plano Safra frustra expectativas

Em meio às turbulências que ameaçam sua própria sobrevivência política e em busca por boas notícias, o presidente Michel Temer decidiu que lançará pessoalmente o Plano Safra 2017/18 no dia 5 de junho. Pretende novamente acenar ao agronegócio, um dos setores mais fiéis ao seu governo e que ainda lhe garante algum apoio. Como antecipou o Valor, no novo pacote de crédito o governo decidiu garantir juros mais baixos, de até 6,5% ao ano, e um volume total de recursos a juros controlados da ordem de R$ 184 bilhões, mesmo patamar colocado à disposição dos agricultores e pecuaristas do país na atual temporada (R$ 183,9 bilhões), que terminará em 30 de junho. 

O aceno, entretanto, talvez não seja tão bem recebido como o governo espera. Representantes do setor até reconhecem o esforço da equipe econômica nas últimas semanas para entregar um Plano Safra com taxas de juros em média um ponto percentual menores para os financiamentos agrícolas. Mas queriam uma redução menor, tendo em vista as quedas da inflação e da taxa básica Selic nos últimos meses. Já está definido, por exemplo, que as taxas das operações de custeio recuarão para 8,5% ao ano, enquanto as de investimento serão de 7,5% ¬ exceto PCA (armazenagem) e Inovagro (inovação), que terão juros menores, de 6,5%. Nesse contexto, antes mesmo do anúncio oficial do novo Plano Safra desenhado para a agricultura empresarial, produtores rurais de todo país já reagem à redução dos juros, que consideraram pequena. Como também informou o Valor, o setor pressionava por reduções de pelo menos dois ou três pontos percentuais. "Na última conversa que tivemos com o Ministério da Agricultura e com o Tesouro Nacional, soubemos que a taxa do custeio iria recuar para 8,5% ao ano. Não é o que a gente queria, já que pedimos 6,5%", afirmou Bruno Lucchi, superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para Lucchi, o argumento colocado sobre a mesa pelo Tesouro, de que a nova lei do teto de gastos vai limitar o pagamento de equalização das taxas de juros do crédito agrícola a partir de 2017, é coerente com o discurso de austeridade fiscal do governo. 

Mas, na sua visão, se o problema realmente é orçamento, o governo deveria cuidar melhor da eficiência do gasto público, inclusive impondo a bancos públicos um "spread" menor nas operações de crédito rural. O Valor apurou que o Ministério da Agricultura até fez uma proposta formal para que o spread dos bancos nessa área ¬ que está em 3,8%, em média¬ fosse reduzido, mais isso depende de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). O "spread" é a diferença entre o custo do dinheiro captado pelo banco e o valor que a instituição cobra do tomador final do empréstimo. "A lógica toda era reduzir em pelo menos 3 pontos as taxas do Plano Safra, para ter coerência. Mas sabemos que isso infelizmente é impossível", afirma o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). Já Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja¬MT, insiste que a redução das taxas de juros deveria ser maior, para diminuir a pressão sobre os custos de produção dos sojicultores do Estado ¬ que estão elevados, como apontam estimativas do Instituto Mato¬grossense de Econoimia Aplicada (Imea). Para tornar viável a redução média de um ponto percentual, Agricultura e Fazenda concordaram em reduzir os prazos de pagamento dos financiamentos de custeio de 24 para 14 meses, e de 15 para 10 ou 12 anos no caso das linhas de investimento. E ainda costuram uma Medida Provisória para que cerealistas também possam tomar crédito para armazenagem. (Valor Econômico)

 

 
Alternativa à falta de recursos
De segmentada à diversificada para atrair o grande público. Essa foi a mudança que se propuseram os organizadores da 40ª Expoleite e 13ª Fenasul. Com o término do evento, neste domingo, será possível saber se a estratégia deste ano deu certo.
Uma das novidades foi o Pub do Queijo, capitaneado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado (Sindilat-RS). O presidente da entidade, Alexandre Guerra, diz que está "sendo plantada uma semente": - Queríamos que as pessoas tivessem mais uma opção no parque. Se cair no gosto dos visitantes, a ação deverá ser repetida durante a 40ª Expointer. O Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers) participou pela primeira vez, com 12 empresas (foto). O fato é que depois de anos contando moedas para fechar as contas - são cerca de R$ 200 mil para organizar as feiras simultâneas -, se buscou junto à iniciativa privada alternativas para driblar as dificuldades financeiras do Estado, um dos promotores. Se for para entregar ao público e aos produtores um evento melhor, em que o setor consiga se reconhecer, a transformação terá valido a pena. Ainda falta muito para que se torne uma mini-Expointer, como sonham alguns representantes, mas é preciso começar por algum lugar. (Zero Hora)
 

Porto Alegre, 26 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.508

 

  Falta de frio segura preço do leite no RS

O clima ameno das últimas semanas vem contribuindo para manter o preço do leite nos patamares praticados até então. Segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira (26/5) pelo Conseleite, durante a Fenasul 2017, o valor de referência projetado para Rio Grande do Sul em maio está em R$ 1,0387, 1,18% abaixo do consolidado de abril, que ficou em R$ 1,0512. Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, o normal seria que, nesta época do ano, já se registrassem temperaturas mais baixas, principalmente na região Sudeste, o que sempre eleva o consumo de produtos lácteos. "Estamos com uma boa produção no campo, e o consumo segue nos mesmos patamares, o que nos coloca em situação de preços estáveis", justificou.

Durante a reunião, o dirigente, que também é presidente do Sindilat, pontuou que "é preciso trabalhar o consumo" para compensar os períodos de retração no valor do leite UHT. Neste sentido, aproveitando o gancho do Pub do Queijo, que está atraindo a atenção do público durante a Fenasul 2017, o presidente da Comissão do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, avalia que é necessário explorar as possibilidades de mercado para mostrar aos consumidores a qualidade dos produtos nacionais. A sugestão é realizar mais eventos de degustação de queijos como este, porém, em shoppings da Capital gaúcha. "A perspectiva é de estabilidade e é por aí que temos que seguir, senão haverá muito produtor saindo da atividade", avalia Rodrigues, lembrando que crescer não passa só por aumentar produção, mas por buscar novos mercados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Darlan Palharini e Alexandre Guerra
Crédito: Carolina Jardine
 
 

 
Mercado de queijos tem potencial para quase dobrar a produção no Brasil

O desafio de aumentar a produção e o consumo de queijos foi um dos temas abordados pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), Fábio Scarcelli, nesta sexta-feira (26/5), durante a Fenasul 2017. A convite do Conseleite, o dirigente palestrou na casa da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A meta da entidade é, até 2020, chegar a um consumo de 7,5 quilos per capita. Para 2030, o objetivo é atingir a marca de 9,6 quilos de queijo por habitante/ano. Atualmente, a média brasileira é 5,4 quilos por pessoa. Na Argentina e Uruguai, o consumo é de 11 quilos per capita.

"A perspectiva é que o consumo vai continuar crescendo no médio prazo no País", projeta Scarcelli, lembrando que, em 2009, cada brasileiro consumia, em média, 2,17 quilos. Um dos entraves a ser superado, explica o dirigente, é ampliar a oferta de queijos nacionais no mercado. Para estimular a produção de novos rótulos e fomentar o consumo, alerta, é preciso antes buscar maior produção de matéria-prima. "O caminho é tentar inovar e fazer parcerias mais fortes com os produtores", indica Scarcelli. Atualmente, 35% da produção de leite do Brasil é destinada à fabricação de queijo. No Rio Grande do Sul, a fatia é de 25% da matéria-prima captada. O caminho de estímulo à produção de queijos já vem sendo trilhado pelas indústrias gaúchas. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diversas empresas estão ampliando o mix de produtos e ofertando ao mercado queijos diferenciados. "Temos em produção no Rio Grande do Sul queijos de excelente qualidade, que não deixam em nada a desejar aos rótulos mais valorizados do mundo". (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Foto: Carolina Jardine
 

 
Para o leite gaúcho seguir no páreo
Da mesma forma que uniu forças para organizar a 40ª Expoleite e a 13ª Fenasul, o setor produtivo de leite promete brigar para que o Estado não leve adiante o projeto de lei do Executivo (PL 214) que permite a redução em até 30% dos créditos presumidos das indústrias. O texto voltou a tramitar em regime de urgência. Esse tema permeia as discussões do segmento, que está na vitrine das feiras realizadas em Esteio - veja ao lado algumas das atrações do evento, que vai até domingo e foi oficialmente aberto ontem.

- Nosso principal desafio é buscar maior eficiência e competitividade. Nesse sentido, o que mais nos preocupa é o PL 214 - afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS).

Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), lembra que o que atinge a indústria, inevitavelmente, afeta o produtor:

- Isso pode nos colocar em dificuldade com outros Estados. O consumidor olha o produto pela qualidade, mas também pelo preço.

Se por um lado o secretário da Agricultura, Ernani Polo, garante haver clareza no governo de que não se pode fazer nada que impacte os negócios, por outro, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, explica que esse projeto é importante na recuperação do equilíbrio financeiro do Estado.

- Na configuração que está, não tem como o projeto ser votado. Tiraria a competitividade do Estado. Não adianta querer sacrificar um setor - entende Polo.

Branco alega, no entanto, que a lei autoriza um estudo mais aprofundado da situação das empresas. E não dá indícios de que o governo deva recuar, embora se diga aberto ao diálogo:

- Todos os setores terão a possibilidade de apresentar seus argumentos.

Uma das razões a serem citadas certamente será a de que o segmento passa por um momento de recuperação, depois de queda, por dois anos seguidos, na produção. A expectativa é crescer 3% em 2017. Outro ponto a ser considerado é o de que 104 mil famílias vivem da produção de leite, que está presente em 95% dos municípios do Rio Grande do Sul. (Zero Hora)

Discurso de otimismo marca abertura oficial

Após a edição deste ano da Expoleite/Fenasul ter sido quase adiada, devido à falta de recursos, o otimismo com a recuperação do setor marcou os discursos durante a abertura oficial do evento, realizada no final da tarde de ontem. A feira segue até domingo, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A nova configuração do evento, com mais atrações para o público urbano, foi destaque na fala das autoridades. Mas o foco, pontuou o secretário da Agricultura, Ernani Polo, continuará sendo o leite. "O leite é a única atividade que tem até safras por dia, que são as ordenhas. O produtor tem que estar muito comprometido com esta rotina", disse. 

O presidente da Gadolando, Jorge Fonseca da Silva, se disse satisfeito pela concretização do evento, apesar dos impactos da crise. "Temos a satisfação de conseguirmos expor número semelhante de animais da raça das outras edições, apesar de todas as limitações", disse. O governador José Ivo Sartori tentou minimizar a instabilidade econômica. "Temos dificuldades, mas temos momentos bons e o setor vai avançar cada vez mais", afirmou. A expectativa dos organizadores é de que o público da feira seja grande nos próximos dias, em especial no sábado e no domingo.

A programação segue hoje com a abertura dos estandes dos Pequenos Animais e da Expofeira de Ovinos Coloridos e Ovinos Carne. Também começa o julgamento de classificação do gado Holandês. 

Concurso Leiteiro
Os vencedores do concurso leiteiro da raça Holandês foram conhecidos ontem e receberam o tradicional banho de leite. A campeã na categoria adulta foi a vaca Festleite P. Ferraboli 266 Damasco, do expositor Paulo Ferraboli, de Anta Gorda. Ela somou 73,34 quilos de leite em três ordenhas. A mesma vaca havia vencido o concurso na Expointer do ano passado, na categoria jovem. Na categoria jovem, a vaca campeã foi Fini Braxton Jitske 4071, com a produção de 63,55 quilos em três ordenhas. O animal pertence a Carlos Jacob Wallauer, da Agropecuária Fortaleza, de Salvador do Sul. (Correio do Povo)

 
Melhor produtor será premiado

O Rio Grande do Sul terá um concurso para premiar os melhores produtores de leite. A iniciativa foi divulgada ontem pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, durante reunião da Câmara Setorial do Leite, na Expoleite/Fenasul. O coordenador da câmara, Danilo Cavalcanti, explica que o Sindilat e a Apil serão responsáveis por indicar as indústrias que farão a seleção de 36 famílias que trabalham na atividade. Posteriormente, os produtores passarão por uma etapa eliminatória, quando será levado em conta o atendimento às normas da Lei do Leite e outros itens.

Na última fase, será feita uma visita in loco às propriedades finalistas para definir os campeões. Eles terão que se sobressair em três eixos: qualidade do leite, sustentabilidade e rentabilidade. "A ideia é motivar os produtores a estarem adequados a todos os quesitos. Além de premiar e reconhecer o trabalho, o concurso servirá para incentivar a sucessão familiar", diz Cavalcanti. O secretário Polo acrescenta que o concurso é mais um mecanismo para valorizar o produtor. "Ele tem que se sentir estimulado", complementa. As regras do concurso ainda precisam ser definidas. Os vencedores devem ser conhecidos no final deste ano ou em 2018. (Correio do Povo)

 

 
Italac
R$ 120 milhões é o investimento a ser feito pela Italac nas unidades do Estado. O governo deve anunciar na segunda-feira a novidade, que permitirá alçar a planta de Passo Fundo à condição de segunda maior em produção de leite condensado. (Zero Hora)
 

Porto Alegre, 25 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.507

 

  PUB do Queijo estreia com pratos diferenciados

Combinações inusitadas marcaram a abertura do PUB do Queijo nessa quinta-feira (25/05), na XIII Fenasul/Expoleite, em Esteio. Além das mais de 50 variedades da iguaria, como queijo prato, gouda, montanhês e grana padano, o chef Joaquim Aita ofereceu pratos diferentes aos comensais que visitaram a exposição, como risoto de queijo gorgonzola com uvas, sorrentino caprese com molho de queijo e brusquetas. Para amenizar o frio e a chuva, um creme de queijo quente também foi servido para esquentar a tarde de todos. Quem visita o PUB do Queijo, promovido pelo Sindilat com apoio da Farsul e Fundesa, recebe uma taça de vinho ou um copo de chopp artesanal, num ambiente refinado, rústico e acolhedor. 

Mesmo aqueles que não têm relação com o campo visitaram o parque e o evento gastronômico, como o professor de inglês aposentado José Vitor Smigelskas, morador de Esteio. Ele conta que soube da ocasião pela imprensa. "Gosto muito de queijo. Já estive na FestQueijo, que é parecida", afirma o professor, que estava acompanhado da amiga Cristiane da Silva, que concordou com a qualidade dos produtos no PUB. Autoridades do agronegócio também passaram pelo espaço, como o deputado Elton Weber (PSB) e o fiscal federal agropecuário Roberto Lucena, do Ministério da Agricultura (Mapa).

O PUB do Queijo começou hoje e vai até domingo (28/05), das 11h às 22h, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A entrada custa R$ 35,00 e dá direito a um copo de vinho ou chopp. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 Crédito da Foto: Carolina Jardine

 
Crianças acompanham peças teatrais na Fenasul/Expoleite

A manhã chuvosa dessa quinta-feira (25/05) não afastou as crianças da XIII Fenasul/Expoleite, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Dezenas de escolas estiveram presentes no Pavilhão do Gado Leiteiro para prestigiar as apresentações teatrais infantis, promovidas pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), em parceria com o sistema Farsul e Fundesa. Em meio às risadas, as peças ressaltaram a importância do consumo de leite, e os pequenos puderam compreender como os laticínios devem fazer parte da rotina saudável de consumo.

Após as encenações, os alunos passearam pelo parque, visitaram os animais expostos e os projetos da Secretaria da Agricultura (Seapi). Levando três turmas à feira, entre quatro e 12 anos, a professora de educação infantil Sandra Chies, da Escola Municipal Maria Maques, de Esteio, afirma que os alunos estiveram presentes para buscar essas informações. "Acho muito importante que as crianças possam socializar esse momento, nessa feira tão significativa para o Rio Grande do Sul", diz.

No período da tarde, estão programadas mais duas apresentações (às 14h e às 16h). Sexta-feira (26/05), a Vaca Mimosa retorna ao parque. Depois do sucesso na última Expointer, ela encenará a peça "Mimosa na Fenasul", com quatro apresentações: 9h10min e 10h30, 15h e 16h. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 Crédito da Foto: Carolina Jardine
 
 
Menor valor em 13 meses

Motivo de preocupação para a indústria brasileira, a importação de produtos lácteos registrou em abril o menor valor em 13 meses, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Laticínios - Viva Lácteos (veja arte). Um dos principais produtos comprados é o leite em pó, cujo volume em abril foi o menor em 14 meses. 

- A tendência de recuo nas aquisições permanece - observa Marcelo Martins, diretor- executivo da Viva Lácteos. 

Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS, Darlan Palharini pondera, no entanto, que na comparação de janeiro e fevereiro com igual período de 2016, as importações mais do que dobraram de valor. (Zero Hora)

 
 
 
 
Santa Clara
A Fazendinha Santa Clara agora está ao alcance das mãos. Para aprender mais sobre a atividade leiteira e a importância dos cuidados com os animais e interagir com a mascote da Cooperativa Santa Clara, o aplicativo traz diversas opções de informação e diversão. Para jogar, basta baixar gratuitamente o aplicativo no celular ou tablet, disponível nas lojas App Store e Google Play. 

O aplicativo é voltado especialmente para crianças de 5 a 10 anos, mas é uma diversão para toda a família. O jogo começa com a Vaquinha bebê, onde o jogador pode escolher um nome para ela, alimentar e cuidar, além de bater recordes no jogo de embaixadinhas e personalizar o avatar com acessórios. Ainda, quando a mascote não recebe os cuidados adequados, é possível medicá-la para que reestabeleça seu bem-estar e continuar a brincadeira. Já na fase adulta é possível fazer a ordenha. Ao desenvolver as atividades na Fazendinha Santa Clara, o jogador ganha moedas, que podem ser trocadas por acessórios para personalizar a Vaquinha, deixando o jogo ainda mais divertido. Recém-lançado, o aplicativo já prevê atualizações e em breve mais jogos e acessórios estarão disponíveis para os jogadores.

Baixe o aplicativo para Android CLICANDO AQUI.
Baixe o aplicativo para iOS CLICANDO AQUI.
(Assessoria de imprensa Santa Clara)

 

 
Produção de leite na UE no primeiro trimestre caiu 2,3%
Durante os primeiros três meses de 2017, a produção de leite na União Europeia (UE) atingiu 37,78 milhões de toneladas, representando uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado, coincidindo com a tendência prevista pela Comissão Europeia em suas previsões de curto prazo apresentadas no início de março. Na Espanha, no primeiro trimestre, a produção caiu, mas menos do que a média (-1,2%). A grande maioria dos principais produtores de leite na UE tiveram queda na produção: Alemanha, de -4,4%; França, de -4,2%; Dinamarca, de -3,9%; Reino Unido, de -3,2%; e Holanda, de -0,5%. Vale destacar especialmente os aumentos na Polônia (+3,5%) e Itália (+1,1%). Com relação à produção nos últimos doze meses, em comparação com o mesmo período anterior, alguns países registaram aumentos fortes, como a Holanda (+3,1%), Polônia (+1%) e Irlanda (+0,4%) em comparação com outros com dados negativos, como França (-4%), Alemanha (-2,5%) e Espanha (-0,9%). (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Porto Alegre, 24 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.506

 

  Fórum Itinerante do Leite esclarece mitos e verdades sobre lácteos

O Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, será marcado por debates, palestras e oficinas técnicas entre lideranças, autoridades, estudantes e produtores do setor lácteo no município de Palmeira das Missões (RS). Essa é a proposta do 4º Fórum Itinerante do Leite, que visa discutir projetos para fomentar a produção da bacia leiteira do Estado e esclarecer dúvidas referentes ao consumo dos produtos derivados do leite, abordando os mitos e as verdades que envolvem o assunto. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), o evento acontecerá nas dependências da Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, das 8h às 16h, e contará com transmissão ao vivo pelo Canal Rural a partir das 9h. A expectativa é de reunir cerca de 1,5 mil pessoas.
 
Para o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, oportunizar esses encontros é a melhor forma de ampliar o debate sobre a competitividade. "Se queremos nos transformar em um Estado exportador, temos de melhorar a produção, tanto no que se refere aos animais nas propriedades, quanto nas demandas das indústrias", afirma, lembrando que o Rio Grande do Sul tem 95% dos seus municípios com famílias que produzem leite. "A partir do momento que unimos todas as categorias para discutir, obtemos resultados maiores", conclui. 

A programação do 4º Fórum Itinerante do Leite reúne, no turno da manhã, palestrantes e debatedores que falarão, em um primeiro painel, sobre mercado, consumo e inovação. Na sequência, devem abordar o tema da gestão, produção e renda na atividade. Durante a tarde, seis oficinas técnicas serão realizadas com a participação de diversos especialistas da área. Cada participante poderá escolher uma das atividades no momento da inscrição, a qual poderá ser feita no site do Sindilat (www.sindilat.com.br). A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia. Além disso, também está previsto um almoço com carreteiro de charque, sem custo aos participantes. 

O fórum é uma promoção do Sindilat/RS, em parceria com Canal Rural, Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa), Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do RS (Fetag-RS), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi/RS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e governo federal. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

  

 
EUA: campanha elucida produção láctea aos consumidores. Inclusive, atrás da porteira 
A indústria de lácteos dos Estados Unidos, liderada pelo Centro de Inovação de Lácteos dos Estados Unidos, está se unindo em uma campanha nacional pró-lácteos que durará vários anos. Ela se chama Undeniably Dairy e o objetivo é engajar mais os consumidores que perderam o contato com os lácteos.

"Sabemos que os consumidores estão cada vez mais avaliando a cadeia de valor dos lácteos para entender de onde vêm os alimentos e como são produzidos", disse a presidente do Dairy Management Inc. (DMI) e do Centro de Inovação para Lácteos dos Estados Unidos, Barbara O'Brien. "Nossa visão é garantir que as pessoas confiem nos lácteos como essenciais para suas vidas e essenciais como um grupo de alimentos e bebidas".

A campanha multimídia será revelada através de um vídeo on-line que mostra os lácteos como parte do dia a dia dos consumidores enquanto destaca as contribuições dos produtores rurais para a comunidade. A campanha terá um novo logotipo e uma campanha na mídia, incluindo marketing digital e na televisão com o canal Food Network and Cooking Channel em junho. O conteúdo original da campanha será compartilhado em mídias sociais, como Facebook, YouTube e outras plataformas sociais.

Confira o vídeo da campanha AQUI. 

Por trás da porteira 
A indústria de lácteos reconheceu a oportunidade de se engajar melhor com os consumidores através de uma mensagem transparente sobre seus produtos lácteos, já que ela sente que a imagem dos lácteos está sendo deturpada pelos produtos concorrentes. "Ao mesmo tempo que várias pessoas moram perto (160 km de distância) das fazendas, elas estão desconectadas da atividade rural", destacou Beth Engelman, diretora de comunicações e marketing da DMI. "Com essa campanha, vamos ter a oportunidade de mostrar para as pessoas de onde os alimentos vem. Elas querem saber sobre isso". 

 

A campanha também surge em um período em que o aumento das opções de alternativas aos lácteos de origem vegetal tem feito com que a indústria se sentisse ameaçada e quisesse reivindicar a "marca" lácteos. "Os consumidores estão recebendo informações conflitantes. Precisamos retomar o diálogo, porque esse tem sido deturpado". Visando mostrar aos consumidores como funciona a produção de leite "atrás da porteira", a Undeniably Dairy realizará eventos nacionais nas propriedades. A ideia é que os produtores convidem a comunidade para apreender sobre as modernas práticas de produção. 

Por que essa nova campanha difere da 'Got Milk?'
Já faz um bom tempo que as organizações de lácteos dos Estados Unidos lançaram uma campanha que abrangeu toda a indústria para dar suporte ao consumo de lácteos. Em 1993, o California Milk Processor Board lançou a campanha publicitária, 'Got Milk?' para estimular o consumo de leite e ela durou 20 anos. Os resultados da campanha mostraram que a mesma aumentou o consumo de leite na Califórnia, mas não no país inteiro. "A campanha 'Got Milk?' era uma categoria que focava no leite. Essa nova ação foca em todos os lácteos: queijos, iogurtes, sorvete, manteiga, soro de leite, entre outros", explica Engelman.  Confira o site da campanha: https://dairygood.org/undeniably-dairy. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Importações de lácteos recuaram em abril 

As importações brasileiras de lácteos caíram 14,7% em valor em abril passado, para US$ 46,956 milhões, conforme dados da Secex compilados pela Viva Lácteos, associação que reúne empresas do setor. O gasto com as importações foi o menor desde março de 2016, quando havia atingido US$ 42,89 milhões, destaca a entidade. Em volume, as importações de lácteos recuaram 36,2% em abril na comparação com igual período de 2016, para 13.659 toneladas. Segundo analistas, a queda nas compras do exterior já reflete em parte o aumento dos preços internacionais dos lácteos, em alta desde meados de março passado, conforme indicam os leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), que é referência para o mercado. Como observou em recente entrevista ao Valor o analista Valter Galan, da MilkPoint, a valorização no mercado internacional, que tira a competitividade do produto importado, deve-¬se à redução na produção de leite na Europa, após um período de aumento na oferta no continente. 

Outra razão para a retração nos volumes importados é a menor oferta de leite -- em decorrência da entressafra nos principais fornecedores de lácteos para o Brasil: Argentina e Uruguai. "Esse cenário revela o registro de, praticamente, um semestre de reduções consecutivas com os dispêndios no exterior", diz Marcelo Martins, diretor-¬executivo da Viva Lácteos, em nota. Entre janeiro e abril deste ano, as importações de lácteos ainda registram alta expressiva de 49,8% em relação a igual intervalo de 2016, para US$ 211,265 milhões, segundo a Viva Lácteos.

Em volume, o aumento foi de 18,8% no período, para 64,947 mil toneladas. As exportações de lácteos do Brasil também recuaram em abril. Conforme a entidade, a razão foi sobretudo a queda na venda externa de leite condensado. Foram embarcadas 1.859 toneladas de lácteos no mês passado, com queda de 33,8%. A receita com as vendas externas recuou 5,3%, para US$ 5,297 milhões. No ano, conforme a Viva Lácteos, o saldo da balança do setor entre janeiro e abril é negativo em US$ 167,1 milhões. (Valor Econômico)

 
 

 
Febre aftosa/SC
 Em meio à campanha nacional de vacinação contra febre aftosa, Santa Catarina comemora a erradicação da doença no estado e os 10 anos do reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A entrega do certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aconteceu em 25 de maio de 2007 e desde então o estado se consolidou como referência em sanidade e defesa agropecuária, conquistando os mercados mais competitivos do mundo. (Agronovas)