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Porto Alegre, 09 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.559

 

  MUDANÇA PERMITE ALERTA PRIMEIRO, MULTA DEPOIS

A aplicação de multas na área de defesa sanitária animal ganhou novos parâmetros no Rio Grande do Sul. Projeto do Executivo aprovado ontem na Assembleia Legislativa (PL 113) altera a legislação que trata do tema. A principal modificação terá impacto direto no bolso e na consciência do produtor rural.

Até hoje, quando havia algum tipo de irregularidade como, por exemplo, a não comunicação da vacinação do gado contra a febre aftosa, o pecuarista recebia direto a penalidade.

A partir de agora, receberá primeiro uma advertência. Isso dá a oportunidade para que o problema seja corrigido sem trazer custo adicional.

- O objetivo da multa não é ser arrecadatória e, sim, educativa - argumenta o secretário da Agricultura, Ernani Polo, sobre a modificação.

Outra alteração é a possibilidade de desconto de 80% nos valores para o produtor que não for reincidente. A medida atende à reivindicação feita sobretudo por produtores da agricultura familiar, que muitas vezes acabavam com a produção inviabilizada por conta das multas que eram aplicadas.

- Agora, temos como trabalhar lá na ponta, com o produtor. A multa causava impacto grande. Às vezes, ele não conseguia se recuperar - afirma Guilherme Velten Júnior, assessor de meio ambiente e política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).

O secretário da Agricultura explica que, até 2012, os valores das multas estavam defasados. Naquele ano, no entanto, houve aumento:

- As multas passaram a ser pesadas.

De lá para cá, vinha se trabalhando a possibilidade de modificar a lei. A Assembleia também aprovou recentemente outro projeto do Executivo referente ao passivo das penalidades. Na votação de ontem, foi incluída emenda, do deputado Elton Weber (PSB), que determina que a advertência não conte como infração para fins de reincidência.

- A advertência é positiva para a conscientização. A multa direto, muitas vezes, deixava o produtor revoltado - comenta o parlamentar.

Para protestar contra a medida provisória que renegocia as dívidas do Funrural e o aumento de impostos - que resultou em combustível mais caro -, produtores de Tapes decidiram colocar colheitadeiras, tratores e caminhões às margens da BR-116. Prometem manter os equipamentos no mínimo até domingo no local, mas garantem que a manifestação não tem prazo para acabar.

Genésio Moraes, presidente do Sindicato Rural do município, explica que há expectativa pela votação, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do projeto de resolução apresentado pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) que altera a legislação da contribuição, retirando incisos do artigo 25, que trazem a base de cálculo do imposto cobrado sobre o empregador rural.

- Tornaria, por outro caminho, inconstitucional o Funrural. Não achamos justo pagar esse atrasado - afirma Moraes, em relação ao débito acumulado.

Em 2010, decisão da Justiça havia considerado inconstitucional a cobrança, o que levou muitos produtores a deixarem de fazer a contribuição.

Neste ano, o entendimento do Supremo Tribunal Federal foi outro: que o Funrural era constitucional, criando um passivo bilionário. Na semana passada, o governo federal publicou medida provisória com as condições de pagamento desse atrasado. (Zero Hora)

Temer sanciona com vetos lei que legaliza benefícios ficais de Estados 

O presidente Michel Temer (PMDB) sancionou, nesta terça-feira, com dois vetos, a lei complementar 160 que trata da legalização de benefícios fiscais concedidos por Estados a empresas e indústrias na chamada guerra dos portos ou guerra fiscal. O texto tramitou por mais de três anos no Congresso Nacional e foi aprovado em julho. A lei está publicada na edição de hoje do "Diário Oficial da União" (DOU). O texto trata da regularização de incentivos, isenções e benefícios fiscais oferecidos pelos Estados e Distrito Federal ao longo dos anos em desacordo com a legislação vigente. 

As unidades da Federação buscaram, com isso, atrair empresas e indústrias para gerar empregos e crescimento econômico. A competição entre os Estados por esses investimentos, com o uso dos incentivos como instrumento, é conhecida como guerra fiscal. A prática, que está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi condenada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). De acordo com o texto, não é mais necessário que um Estado obtenha concordância unânime de todos os membros do Confaz para conceder um incentivo fiscal. A partir de agora, será necessária a anuência de dois terços dos Estados. Esse total deverá ser distribuído nacionalmente, com pelo menos um terço dos Estados de cada região do país concordando com a concessão. 

A concessão de novos incentivos fiscais, bem como a prorrogação dos que já estejam em vigor, só poderão ter vigência por um prazo determinado, a depender do setor de negócios beneficiado. O prazo pode chegar a até 15 anos no caso de setores como agropecuário, indústria e transporte urbano. Os artigos 9 e 10 foram vetados após serem ouvidos os ministérios da Fazenda, Justiça e Segurança Pública e a AdvocaciaGeral da União. Em mensagem, Temer explica que os dois artigos forem vetados "por não apresentarem o impacto orçamentário e financeiro decorrente da renúncia fiscal". Ele justifica ainda que "no mérito, causam distorções tributárias, ao equiparar as subvenções meramente para custeio às para investimento, desfigurando seu intento inicial, de elevar o investimento econômico, além de representar significativo impacto na arrecadação tributária". (Valor Econômico)

OCDE prevê recuperação global e no Brasil 

As perspectivas de retomada do crescimento persistem tanto na Alemanha e França como no Brasil e China, apontam indicadores da atividade para os próximos meses, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "O indicadores antecipam uma tendência positiva da atividade econômica no Brasil", afirmou ao Valor o chefe da unidade de indicadores compostos da OCDE, Roberto Astolfi. Os Indicadores Compostos Avançados (ICA) procuram antecipar momentos de inflexão da atividade econômica em relação à sua tendência com antecedência de seis a nove meses. Leva em conta índice constante de 100. Se o resultado para um país ficar abaixo de 100, significa que o crescimento é mais lento do que o normal. A inflexão positiva no caso do Brasil é ilustrada pela evolução nos indicadores passando de 97 em junho de 2015 para 101,5 em fevereiro deste ano e agora para 102,4. 

No geral, os indicadores da OCDE continuam a apontar uma dinâmica de crescimento para os países membros da entidade no seu conjunto, que reúne tanto países industrializados como emergentes, como México e Turquia. Conforme a OCDE, o ICA permite antecipar, como no mês passado, um crescimento estável no Japão, no Canadá, na zona do euro. O mesmo é esperado nos Estados Unidos e na Itália. No Reino Unido (99,6), sob a sombra do Brexit - decisão de sair da União Europeia -, os indicadores confirmam sinais de uma possível diminuição da expansão da economia. A tendência agora é de uma inflexão mais positiva de crescimento no chamado G-5 asiático - China, Índia, Indonésia, Japão e Coreia do Sul. 

No caso da China, a segunda maior economia do mundo, a OCDE é desta vez mais positiva do que no mês passado. "As perspectivas de recuperação do crescimento estão mantidas para a Alemanha e França, assim como para a China e o Brasil", diz a OCDE. Porém, os indicadores apontam para "possível" desaceleração do crescimento na Rússia. (Valor Econômico)

LINA: o que afeta a estabilidade do leite?
Não é raro algumas amostras de leite reagirem positivamente ao teste do álcool - realizado na fazenda no momento da coleta -, formando coágulos. Quando isso acontece, o leite é rejeitado pela indústria. No entanto, em muitas das vezes, o leite não está ácido! Neste caso, temos o chamado leite instável não ácido (LINA). Nessa hora, surge então a grande dúvida da maioria dos produtores: o que causa essa instabilidade do leite? Para responder essa pergunta, o EducaPoint disponibilizou o curso "LINA: um problema de qualidade ou manejo", ministrado por uma grande pesquisadora do tema, a Drª Vivian Fischer, professora da Universidade federal do Rio Grande do Sul. Ao longo do curso, a Drª Vivian fala sobre diversos aspectos que podem impactar na estabilidade do leite, como a composição da dieta, o ambiente, as práticas de manejo, a sanidade, a raça dos animais, o estádio de lactação, entre outros. CLIQUE AQUI para assistir o vídeo e conferir qual o impacto do estresse térmico dos animais na estabilidade do leite. (Milkpoint)

Porto Alegre, 08 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.558

 

MANIFESTAÇÕES MUDAM ROTA DE EXPORTAÇÕES DO RS

A manifestação dos caminhoneiros no Estado fará as exportações de carne suína zarparem para o porto de Itajaí, em Santa Catarina. A decisão é das indústrias do setor, que seguem tendo dificuldades de fazer a carga chegar em Rio Grande, assim como não conseguem levar contêineres vazios para as unidades. Superintendente do porto gaúcho, Janir Branco diz que o movimento permanecia aquém do normal com redução de 50% por conta do temor de represálias como pedras e ameaças a quem se aventurar cruzar as estradas. Ontem, ele iria se reunir com o secretário da Segurança Pública na busca por estratégia capaz de garantir a normalidade do tráfego. 

? Ficamos muito abatidos (com a mudança de porto). Sabemos como é difícil conseguir uma carga, e para perdê-la, pode ser em um estalar de dados? diz Branco. Aproximadamente 30% da produção gaúcha de suínos do Estado é exportada? são cerca de 3,8 mil toneladas por semana, 15 mil toneladas por mês. A maioria dos embarques? 80%? ocorre pelos terminais gaúchos.

? É aceitável que só o Rio Grande do Sul tenha esse problema? Isso não está ocorrendo em outros Estados? questiona Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips). A mudança certamente trará prejuízos ao Estado. A decisão ocorre porque as empresas estão tendo dificuldades para escoar a produção destinada ao mercado internacional. O mesmo ocorre com o segmento de aves, que tem o Exterior como destino de 45% dos itens processados.

? A situação ainda está crítica. Se essa questão não se resolver em mais um dia, pode impactar a produção das indústrias, principalmente as que exportam? argumenta José Eduardo dos Santos, diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Empresas de processamento de leite também estão tendo dificuldades para cruzar as rodovias dentro do Estado. O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), Alexandre Guerra, passou a tarde de ontem recebendo mensagens de associados com relatos de bloqueios e pontos de tensão em cidades como Giruá, Santo Ângelo, Palmeira das Missões, Três Passos, Cruz Alta, Ibirubá, Soledade, Camaquã e Pelotas. Muitas vezes, a passagem fica impedida durante o dia, mas é liberada à noite.

? Isso tem gerado mais custos e demora. Há indústrias que nem saíram para recolher leite. Existe um cenário de insegurança e pessoas têm receio de sair e de ficar com leite parado além do tempo permitido pela legislação? relata o presidente do Sindilat-RS. ((Zero Hora)

As 100 maiores processadoras de lácteos da América do Norte

Todo ano, a revista Dairy Foods lança uma lista com as 100 maiores processadoras de lácteos da América do Norte. A indústria de lácteos da América do Norte está em constante movimento e desde o último relatório, as empresas fizeram uma série de aquisições. Os negócios continuaram acontecendo mesmo depois de encerradas as tabulações das receitas de 2016 das 100 maiores empresas de processamento de lácteos com sede no Canadá, nos Estados Unidos e no México. O maior negócio no último ano foi a compra da WhiteWave pela Danone. A nova empresa, chamada DanoneWave, combina a fabricante de iogurtes Dannon (ano passado, no 15) com a WhiteWave (n° 14), fabricante de bebidas orgânicas e vegetais. A nova empresa subiu para o número 4 na lista deste ano. Os três primeiros lugares do Dairy 100 permaneceram inalterados em relação ao ano passado. Em ordem, eles pertencem à Nestlé USA, Dean Foods e Saputo. O número 5 é da Kraft Heinz Co. (ano passado, número 13), seguida por Schreiber Foods (ano passado número 4), Agropur (ano passado número 5), Dairy Farmers of America (ano passado número 7), Lactalis American Group (não listado) e Land O'Lakes Inc. (ano passado número 6). Metade dos top 10 são empresas dos EUA, as outras são de propriedade de canadenses ou têm matrizes francesas ou suíças. Pode-se argumentar que a Kraft Heinz está sob controle estrangeiro devido ao investimento da 3G Capital, que tem vínculos com o Brasil.

Quando a Danone comprou a WhiteWave, a fabricante de iogurte adquiriu um portfólio de bebidas não lácteas, a posicionando para o sucesso de longo prazo, já que as vendas de "leites" vegetais continuam aumentando. Como parte de um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a Danone teve que vender sua participação na companhia de iogurte orgânico Stonyfield (com US$ 370 milhões em vendas em 2016). A Lactalis comprou o negócio por US$ 875 milhões em julho. A Dean Foods adquiriu uma empresa de suco orgânico chamada Uncle Matt's Organic no final de junho. Esse acordo veio com dois benefícios: proporciona à empresa acesso aos clientes para bebidas não lácteas e permite que a empresa participe do crescente espaço de alimentos orgânicos. Esse é um movimento que outros processadores de leite fluido podem querer imitar.

A número 15, Prairie Farms, cooperativa do Meio-Oeste conhecida por suas marcas de leite e sorvete, posicionou-se para o crescimento, adquirindo a Swiss Valley Farms, uma cooperativa de Iowa (e classificada como número 60 no ano passado). O acordo dá à Prairie Farms acesso ao queijo, categoria que faltava à empresa. A Swiss Valley Farms traz à mesa uma grande variedade de produtos de queijo e ingredientes lácteos, sem mencionar uma lista estabelecida de clientes de exportação. Este ano, a Parmalat, empresa italiana controlada pela gigante francês Lactalis, adquiriu a Karoun Dairies, fabricante de queijos étnicos e produtos lácteos fermentados da região de Los Angeles, juntamente com sua fábrica de processamento em Turlock, Califórnia. Hochland, outro produtor italiano de produtos lácteos, adquiriu a fabricante de queijo cremoso, Franklin Foods. A Franklin, com fábricas no Arizona e Vermont, ficou de fora da Dairy 100; Clique aqui e confira a lista. (As informações são da Dairy Foods, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Leite/Europa - Perspectivas do mercado lácteo - Europa- Relatório 31/2017

A produção de leite na Europa em 2017 continua abaixo dos volumes projetados pelos observadores no início do ano. No acumulado de janeiro a maio a produção ficou 1% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. No mês de maio a queda percentual foi de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2016. A produção total da Europa está sendo puxada para baixo por influência dos dois maiores produtores do bloco, Alemanha e França. Os volumes caíram na Alemanha (-3,8%) e França (-3,2%), de janeiro a maio de 2017, enquanto aumentaram na Itália (+3%) e na Irlanda (+6,2%). Mas, os resultados positivos de alguns países não conseguiram compensar as quedas significativas da Alemanha e França. Os fatores que afetaram negativamente a produção de leite incluem a seca entre maio e junho, e uma primavera fraca. Os preços não estavam suficientemente elevados para incentivar uma produção adicional. 

A expectativa é de que a produção na Europa tenha um saldo positivo na segunda metade do ano. A diferença entre os preços das gorduras e das proteínas na União Europeia (UE) até agora em 2017, aumentou. Pequena ou modesta correção, pelo menos, é o que alguns observadores esperam para os próximos meses, enquanto outros estão mais pessimistas. Uma incerteza persistente refere-se à magnitude dos estoques de intervenção do leite em pó desnatado. O momento e a forma de redução desses estoques são preocupantes, tendo em vista o impacto que podem ter no mercado. A produção de leite em vários países da Europa Oriental teve as seguintes alterações no acumulado do ano e em maio de 2017, em relação aos mesmos períodos do ano anterior: Bulgária (+4,7%), (+9,7%); República Checa (+2,8%), (+7,1%); Polônia (+3,5%), (3,1%); e Romênia (+2,7%), (5,7%). (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

A produção mundial de leite acumula resultados negativos este ano

A produção mundial de leite voltou a mostrar quedas nos volumes produzidos na primeira metade do ano, uma situação similar á do ano passado. Observando os principais países produtores, a Argentina foi a de pior desempenho, com uma queda de 10,7% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o boletim elaborado pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) com base em informações do site clal.it, houve queda de 0,19% na produção mundial no primeiro semestre de 2017, situação semelhante à ocorrida em 2016, quando na primeira parte do ano a produção dos principais países produtores mostrava redução de 0,16%. O grupo selecionado de países produtores e importadores, que representam em torno de 60% da produção mundial de leite de vaca, continua o crescimento no mercado dos Estados Unidos, em paralelo a uma recuperação "importante" na Nova Zelândia, enquanto que na União Europeia (UE) se percebe uma queda da produção, em decorrência dos preços baixos depois da crise leiteira e pelos incentivos à redução da produção. 

Já na América Latina, "houve incremento da produção em 2017, com exceção da Argentina que ainda apresenta queda na comparação anual, que deverá ser neutralizada até o final do ano, fechando provavelmente com um valor levemente positivo", destaca o boletim da OCLA. Especificamente, além da queda local de 10%, os países que acompanharam a Argentina com déficits em sua produção foram: Austrália (-6,1%); Turquia (-4,2%); Japão (-2,2%); União Europeia (-1,1% na média dos 28 países), e Ucrânia (-0,8%). Os países que aumentaram a produção foram encabeçados por países localizados na região da Argentina: Chile e Uruguai, que tiveram crescimento de 5,8% e 5,1%, respectivamente. Também tiveram alta, países como Bielorrússia (+2,2%); México (+2,1%); Nova Zelândia (+2%); Estados Unidos (+1,4%); e Rússia (+0,6%). No meio ficou o Brasil, com rendimento igual ao período anterior. A queda do mercado de laticínios na primeira parte do ano já ocorre em duas temporadas seguidas, depois de apresentar crescimentos em 2014 e 2015 de 3,38% e 1,26%, respectivamente. Os dados do OCLA já alarmavam sobre a situação produtiva no país, ao advertir que em 2016 a produção de leite teve a maior queda em 46 anos, com redução de 14,17% em relação a 2015. A perda de consumo no mercado interno e a retração na demanda externa, além dos problemas decorrentes das condições climáticas que afetam as fazendas, foram as principais causas. No total, a produção primária de leite alcançou no ano passado 9.711 milhões de litros. Este ano, em torno de 460 fazendas encerraram a atividade leiteira, duplicando a taxa média de fechamentos dos últimos anos. (Agrosito - Tradução Livre: Terra Viva)

FrieslandCampina
O preço garantido da FrieslandCampina para o leite cru no mês de agosto de 2017 é de € 38,50 por 100 quilos de leite, [R$ 1,46/litro]. Aumentou € 1,25 por 100 quilos de leite. A expectativa é de que o preço do leite na maioria das indústrias de referência aumente em agosto. As cotações da manteiga e de queijos continuam com tendência de alta diante de uma demanda firme, e baixos estoques. O preço garantido da FrieslandCampina para o leite orgânico no mês de agosto de 2017 é de € 48,75/100 kg, [R$ 1,85/litro], havendo queda de 1,50 €/100 kg em relação a julho. O preço do leite orgânico nas principais companhias de referência continua relativamente estável. A queda foi causada por uma correção de 1,31 €/100 kg de meses anteriores. O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores que entregam acima de 800.000 quilos de leite por ano, (nos anos anteriores o volume era de 600.000 quilos). O volume base do prêmio e o esquema da sazonalidade foi descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 07 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.557

 

Sindilat defende oferta do produto ao México

A renegociação do acordo comercial entre o Brasil e o México deve incluir lácteos brasileiros (leite em pó, outros leites, cremes de leite, concentrados e adocicados) entre os produtos agrícolas prioritários para a exportação àquele país. A informação é da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, que está em tratativas com o governo mexicano. A abertura desse mercado é reivindicada pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat), já que o Brasil importa mais lácteos do que exporta. No primeiro semestre de 2017, 21,6 milhões de quilos de leite UHT, leite em pó e queijos foram vendidos ao exterior, enquanto o Brasil comprou 98,6 milhões de quilos. Para o presidente do Sindilat Alexandre Guerra, a alta oferta de lácteos no mercado interno provoca queda dos preços. "Já que o governo diz que não tem como bloquear a entrada dos produtos argentinos e uruguaios, temos que buscar um novo destino para os nossos produtos", ressalta. 

Guerra explica que o mercado mexicano é estratégico porque consome grandes volumes. Também observa que o setor tem que aproveitar a renegociação em andamento para cobrar a efetiva abertura daquele mercado. "Não adianta só colocar o leite na lista de prioridade, o governo tem que fazer acontecer", cobra. O analista de Comércio Exterior da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, André Ponzo, avisa que os mexicanos ainda não assumiram nenhum compromisso com a proposta. Guerra argumenta que, nos últimos anos, as empresas brasileiras gastaram mais com a compra de produtos mexicanos do que faturaram com vendas para o país norte-americano. 

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços confirmam isso. De 2012 a 2016, o saldo acumulado da balança comercial entre os dois países é favorável ao México, com uma diferença de 5,5 bilhões de dólares. No período, o Brasil faturou 21,5 bilhões de dólares com a exportação e desembolsou R$ 27 bilhões dólares comas importações. Guerra também se disse apreensivo com declarações do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que é favorável a facilitar a importação de produtos dos diversos continentes. (Correio do Povo)

Leite/América do Sul - Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 31/2017.

Um ano atrás, fortes tempestades e inundações catástrofes afetaram muitas bacias leiteiras do Cone Sul da região. Hoje, a indústria de laticínios se recuperou e está em melhor forma do que há um ano. Além do mais, a grande oferta de grãos regional, a preços relativamente mais baixos estão beneficiando a produção de leite, tornando os custos operacionais menores. Na Argentina e no Uruguai, a produção de leite nas fazendas está entre estável e queda, em decorrência das baixas temperaturas que prejudicam o desempenho das vacas. Entretanto, a oferta de leite é mais que adequada para atender a maioria das necessidades das indústrias, especialmente de leite fluido e queijo. 

A demanda por leite fluido está bem forte nesse período, com a volta às aulas, depois das férias de inverno. A produção de leite no Brasil vem melhorando, e os preços aos produtores em julho caíram pelo segundo mês consecutivo. O volume é suficiente para atender a demanda por leite fluido e queijos. Com maior oferta, o Brasil depende menos das importações dos países vizinhos, como da Argentina e do Uruguai. Mas, por enquanto, a expectativa é de que a demanda por produtos lácteos permaneça fraca no curto e médio prazo, já que o poder de compra dos consumidores brasileiro está em queda. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

AgroTech Conference vai mostrar as principais inovações para o agronegócio

A cada ano, consumimos mais! Somos 7,3 bilhões de habitantes e, segundo a ONU, seremos 8,6 bilhões em 2030 e 11,2 bilhões de pessoas em 2100. Nunca dependemos tanto da tecnologia para sermos mais eficientes na produção de alimentos. Atualmente, as maiores inovações tecnológicas têm surgido através das startups, empresas iniciantes que criam soluções disruptivas e promovem grandes avanços.

Esse fenômeno transformacional tem acontecido em diversas indústrias: automóveis, setor financeiro, medicina e, inevitavelmente, no agronegócio. O StartSe, maior agente promotor dessa nova economia, vai reunir algumas das empresas mais inovadoras do mundo para mostrar como a tecnologia vai impactar o agronegócio. Vamos promover a maior conferência já feita no Brasil sobre AgroTechs!

Serão mais de 800 pessoas reunidas para conhecer tecnologias que envolvem drones, inteligência artificial, nanosatélites, realidade virtual, biotecnologia, energia renovável, sustentabilidade e muito mais. O AgroTech Conference acontece em São Paulo, no dia 21 de setembro, no Expo Center Norte. Acesse o site da conferência para conhecer mais detalhes. https://eventos.startse.com.br/agrotech/ (StartSe)

Metsul lança ferramenta
Os produtores rurais dispõem de uma nova ferramenta de monitoramento das condições climáticas no Rio Grande do Sul. Lançado pela Metsul Meteorologia, o serviço oferece a possibilidade de acompanhamento, pelo site www. metsul.com, de modelos numéricos e de simulação utilizados pelos meteorologistas Eugenio Hackbart, Estael Sias e Luiz Fernando Nachtigall. As cartas trazem informações sobre temperatura e ocorrências de chuva, tempestades, geadas, neve e granizo. "O produtor tem a chance de ler análises de alta precisão que vão lhe permitir planejar suas atividades e adotar ações preventivas", afirma a Diretoria de Comunicação da Metsul. O serviço pode ser obtido mediante assinatura mensal, trimestral, semestral ou anual, por preços que variam de R$ 29,90 a R$ 299. (Jornal do Comércio)

Porto Alegre, 04 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.556

 

  Argentina: diferença nos tamanhos das fazendas impacta nos ganhos pelo litro do leite

Até agora, em 2017 o setor de lácteos da Argentina está experimentando situações contrastantes. Em junho passado, as grandes fazendas leiteiras do oeste de Buenos Aires, em média, ganharam 0,86 a 0,51 peso (US$ 0,048 a US$ 0,029) por litro produzido (rendimento bastante baixo, mas ainda assim um rendimento). Por sua vez, os médios perderam 0,31-0,36 peso (US$ 0,0176-US$ 0,0204) por litro, enquanto que os pequenos registraram perdas de 0,58-0,63 peso (US$ 0,033-US$ 0,0358) por litro.

O custo médio integral - denominado de "longo prazo" - de uma grande fazenda na bacia leiteira no oeste de Buenos Aires, em junho, foi de 4,84 pesos (US$ 0,27) por litro, de acordo com estimativas publicadas pelo Observatório da Cadeia de Lácteos com base em cálculos do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).

Por sua vez, o custo médio total de uma fazenda "média" na bacia leiteira do oeste de Buenos Aires foi, em junho, de 5,71 pesos (US$ 0,32) por litro, enquanto o custo na fazenda "pequena" ficou em 5,83 pesos (US$ 0,33) por litro.

A questão é que, de acordo com dados indicativos publicados pela Câmara de Produtores de Leite da Bacia Oeste (Caprolecoba), uma fazenda leiteira de 10 mil litros por dia recebeu, em junho, de 5,35 a 5,70 pesos (US$ 0,30 a US$ 0,32) por litro, enquanto que o intervalo foi entre 5,25 a 5,40 (US$ 0,29 a US$ 0,30) por litro nas fazendas que produzem 4500 litros diários. Já as fazendas pequenas, de 1.500 litros de leite, receberam em junho 5,20 a 5,25 (US$ 0,295 a US$ 0,297) por litro.

Os modelos, a partir do qual são calculados os custos, são construções teóricas que não incluem o impacto de fatores conjunturais, como desastres climáticos. O custo médio integral inclui amortizações e custo de oportunidade da terra.

O "Observatório Lácteo" está a cargo da Direção Nacional de Planeamento Estratégico do Setor do Ministério da Agroindústria e tem um Conselho Assessor Institucional composto por representantes dos setores público e privado. 

Em 03/08/17 - 1 Peso Argentino = US$ 0,05689
17,5667 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Valorsoja.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Simpósio debate produção com qualidade e rentável 

Um desafio foi lançado nesta quarta-feira, dia 2 de agosto, aos cerca de 250 produtores que prestigiaram o 1º Simpósio Leite Real Cotrijal. Eles foram recepcionados com a frase "+leite/ha/ano". O evento, realizado no auditório central do Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, abordou assuntos de grande impacto para a atividade leiteira.

"Nosso objetivo inicial foi tirar o produtor da zona de conforto e lançar esse desafio", disse Renne Granato, gerente de Produção Animal da Cotrijal. A programação teve quatro palestras, abrangendo temas como ordenha, período de transição, nutrição pré e pós-parto, nutrição do rebanho, melhoramento genético, reprodução e qualidade do leite.

"É um simpósio diferente, com a proposta de discutir a evolução da produção leiteira, com o pensamento em um melhor custo/benefício para nosso produtor. Além desse evento, restruturamos a forma de atuação dos nossos profissionais junto aos produtores de leite de nossa área de ação, o que nos permite uma maior parceria e participação no que diz respeito à difusão da informação, sempre de olho no resultado", destacou o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica.

Preocupados com o custo de produção da atividade leiteira, os palestrantes foram unânimes na afirmação de que investir em manejo e nutrição adequados, do nascimento à fase de lactação da vaca, resultará em uma boa relação custo/benefício. "Temos a missão de ser cada vez mais eficientes, conduzir mais vacas e produzir mais leite na mesma unidade de área. Esse é o caminho a ser seguido por todos os produtores de leite do mundo, com eficiência e uso racional de recursos", disse Rodrigo de Almeida, professor da Universidade Federal do Paraná, que abriu a programação de palestras. 

Debates e questionamentos 
Atentos aos temas, os produtores aproveitaram cada minuto do simpósio para tirar dúvidas e questionar os palestrantes. Fabrício Zatt, de Colorado, aprovou o formato do evento e destacou a importância do tema Período de Transição. "São palestras como essas que nos fazem entender melhor a nossa atividade e como agir com o nosso rebanho. Saio satisfeito e cheio de informações", disse o produtor. 

Outro assunto abordado foi nutrição de gerações, pelo gerente de Negócios Ruminantes na Zinpro Brasil, Rogério Isler. Também foram palestrantes, o gerente do departamento técnico da ABS Pecplan, Hélio Rezende, de Minas Gerais (MG), que abordou o tema Melhoramento Genético e Reprodução, e o espanhol Rafael Ortega, que falou sobre Qualidade do Leite e Sistemas de Ordenha. 

A segunda edição do Simpósio Leite Real Cotrijal já está marcada para o dia 8 de agosto de 2018, consolidando-se como um dos tradicionais eventos anuais realizados pela cooperativa.

Oportunidade de negócios
O intervalo para o almoço foi muito bem aproveitado. Além de confraternizar, os produtores tiveram a oportunidade de fazer bons negócios junto aos estandes das empresas parceiras do evento, que levaram seus produtos ao Restaurante do Parque da Expodireto Cotrijal. Vendedores das Lojas Cotrijal e os profissionais do DEVET também acompanharam as negociações, mais uma facilidade para uma possível compra. (Fonte: Assessoria de Imprensa Cotrijal)

Projeções apontam alta oferta de leite orgânico no mercado dos Estados Unidos
 
As projeções de alguns grandes produtores de lácteos orgânicos dos Estados Unidos são de crescimento de cerca de 5,5% na produção de leite orgânico em 2017. O crescimento mais próximo de 1% seria mais perto do nível de conforto de alguns processadores em termos de expansão de processamento, distribuição e vendas.

Há alguma apreensão quanto à capacidade de processamento e vendas, tanto no varejo quanto no atacado, para absorver todo o aumento. Uma possibilidade é que mais leite orgânico seja enviado para mercados convencionais até que um novo equilíbrio de produtos lácteos orgânicos se desenvolva.

Umidade, calor e importações
Três variáveis nesta equação são umidade, calor e importações. A qualidade e a quantidade de alimentos de origem animal orgânicos cultivados durante a atual safra ainda não foram determinadas à medida que as condições climáticas se desenvolvem. 

As condições de produção no país estão sendo desafiadas em várias áreas por uma umidade quase constante. Outras áreas são afetadas pelo calor extremo. O resultado final da safra orgânica de 2017 ainda não foi determinado e continua a ser uma incerteza nesse ponto.

Para uma série de processadores de lácteos orgânicos, os esforços para recrutar produtores de leite para a transição para o orgânico pararam. Vários recrutados anteriormente permanecem no processo de transição e estão sendo feitos esforços para acomodá-los à medida que eles fazem a transição completa. O interesse em inscrever novos pretendentes é quase zero. 

Poucos produtores de produtos lácteos deverão completar o processo de transição para além do final de 2018. (As informações são do Dairy Foods, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Leite industrial

A Tangará Foods, fabricante de leite em pó e soluções alimentares, prevê investir R$ 80 milhões até 2019. As prioridades da empresa serão a expansão no Sul e no Sudeste, onde tem menos força, e o portfólio de compostos lácteos, vendidos ao comércio, indústria e restaurantes, diz José Aloízio Jr., presidente da companhia.

"Cerca de metade da nossa receita ainda vem de commodities, de leite em pó, mas nossa estratégia é dar mais atenção às soluções lácteas, que sofrem menos na crise", afirma o executivo.  "Em 2016, a produção de leite [no país] foi pequena, então as margens foram excepcionais. Neste ano, há um superabastecimento e a tendência é que o preço [do leite em pó] derreta."

Parte do aporte previsto até 2019 está destinado a ampliações de fábricas em Pernambuco e Rio Grande do Sul, além de aquisições de outras empresas. "Nosso principal foco é uma [aquisição] no setor de alimentício para ampliar nosso portfólio", diz Aloízio.

R$ 750 MILHÕES foi a receita em 2016
550 são os funcionários. (Folha de São Paulo) 

Bloqueios preocupam
O protesto de caminhoneiros nas estradas gaúchas bloqueou a passagem de transportadores de leite em Ijuí e Palmeira das Missões, na quarta-feira e ontem. O Sindilat manifestou preocupação por conta dos eventuais descartes das cargas que ficaram muito tempo no trânsito. "Alguns associados relataram ainda que os caminhões não conseguiram se deslocar até as propriedades para buscar o leite", informou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 03 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.555

 

  CNA defende parceria entre Brasil e Argentina para atender demanda mundial por alimentos

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse nesta quarta (02) que Brasil e Argentina devem atuar como parceiros para conquistar mercados e atender à crescente demanda mundial de alimentos. "Esse relacionamento precisa entrar em um novo momento, com mentes abertas que olham para um mercado internacional pulsante, e com olhos de quem vê grandes oportunidades", afirmou Martins na abertura do 1º Diálogo Agrícola Brasil-Argentina, na sede da CNA.

Promovido pela Confederação e pela Embaixada da Argentina, o evento reuniu representantes do governo e do setor privado em três painéis para debater os desafios que os dois principais membros do Mercosul enfrentam no mercado internacional, especialmente a demanda asiática por alimentos.

No discurso, Martins disse que a CNA sempre viu a parceria entre Brasil e Argentina "muito além da concorrência regional" e que agora é hora de "dar as mãos para encarar os imensos desafios e oportunidades que temos pela frente, para que possamos estar preparados para, juntos, enfrentá-los".

Na sua avaliação, há muito mais interesses em comum do que diferenças na relação entre brasileiros e argentinos. E para o agronegócio, uma das prioridades é conquistar o mercado asiático. "O que falta é nos alinharmos na direção do oriente, pensando alto e com estratégia para que os nossos produtos, que já são sustentáveis e de altíssima qualidade, cheguem às prateleiras indianas e chinesas".

Segundo Martins, o caminho é longo e há muito que ser feito, "mas o produtor rural é craque em colocar a mão na massa, em produzir e em colher frutos do seu trabalho". Ao fazer uma analogia com a rivalidade entre argentinos e brasileiros no futebol, o presidente da CNA concluiu seu discurso dizendo que no campo da produção e da exportação, os dois países precisam ser parceiros "em uma partida que, se bem jogada, certamente trará muitos resultados para os nossos países".

Para o embaixador da Argentina, Carlos Magariños, a parceria com o Brasil deve ir além dos governos, estendendo-se também entre os setores privados, pois "os empresários são os atores principais neste processo". Segundo ele, é preciso sair do campo das ideias para as ações.

Já a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, afirmou que os dois países têm muito a colaborar com o mercado internacional. "Quando você consegue aliar outros países que têm interesses similares, podemos negociar com maior peso e com melhores condições de acesso a mercados". (As informações são da Assessoria de Comunicação CNA)

 

Lala diz que concluiu negociação para compra da Vigor

A mexicana Lala Foods informou ontem ao mercado em seu país que concluiu o processo de negociações para a compra da Vigor Alimentos S.A., controlada pela J&F Investimentos. No comunicado, a maior empresa de lácteos do México informou que o negócio inclui a participação acionária da Vigor na Itambé Alimentos, mas não mencionou o valor da operação.

Como informou ontem o Valor, a Lala acertou a compra da Vigor por R$ 5,7 bilhões, valor que inclui dívidas. A Lala atribuiu  valor de R$ 5,7 bilhões por 100% da Vigor e também da Itambé, na qual a controlada da J&F tem participação de 50%. A outra metade da Itambé pertence à Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR).

No comunicado de ontem, a Lala informou que a proposta de compra da Vigor será apresentada para aprovação ao conselho de administração da companhia na quinta-feira. A J&F confirmou, por meio de sua assessoria, que está em "processo avançado de negociações com o Grupo Lala acerca da alienação da Vigor Alimentos S.A, incluindo sua participação acionária de 50% no capital da Itambé Alimentos S.A."

De acordo com a Lala, que é listada na bolsa do México, a transação está sujeita a "certas condições comuns", incluindo "a aprovação do conselho de administração e da assembleia de acionistas da Lala, autorizações governamentais, acordos de acionistas e outras condições contratuais inerentes".

O comunicado afirma ainda que a Lala obterá financiamentos e possíveis capitalizações para fazer a aquisição. Em teleconferência com analistas na semana passada, a empresa informou que poderia recorrer a emissão de ações para financiar eventuais aquisições.

A Lala destacou no documento que a Vigor é focada em produtos de valor agregado, como iogurtes e queijos, tem 7.600 empregados, 14 unidades de produção, 31 centros de distribuição e 67 mil pontos de venda no país. Já a Itambé tem em seu portfólio produtos como leite em pó, leite condensado, doce de leite, iogurte e leite longa vida. O faturamento consolidado da Vigor em 2016 foi de R$ 6 bilhões.

Com receita líquida de U$ 2,9 bilhões no ano passado, a Lala tem 22 fábricas, sendo 14 no México, cinco na América Central e três nos EUA. Produz itens como leite, manteiga, iogurtes, queijos, creme de leite, entre outros. Seu valor de mercado na bolsa ontem era de cerca de US$ 4,8 bilhões.

A Vigor é mais um dos ativos que a J&F pôs à venda após a divulgação da delação de seus controladores. Em busca de recursos depois de ver o crédito secar, a holding já vendeu a Alpargatas à Cambuhy investimentos e as operações de carne bovina no Mercosul para a Minerva Foods. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Produção/Uruguai 

A produção de leite caiu em 2016 pelo terceiro ano consecutivo, um fato que não ocorria desde 1977. Também foram fechadas 163 fazendas produtoras de leite, o que representa 6% das unidades produtivas do início do ano, segundo pesquisa anual realizada pela Estadísticas Agropecuarias (DIEA). 

Isso significa que 2016 foi o período com maior fechamento de unidades produtoras, pelos menos desde 2011, quando foi o melhor ano para a atividade. "Precisamos que sejam aprovadas medidas de capitalização do setor ou a devolução de impostos às exportações" para começar a reverter a situação, ressaltou a El Observador o presidente da Sociedad de Productores de Leche de Florida (SPLF), Horacio Rodríguez. Acrescente-se à queda da produção e de fazendas, a perda de qualidade do leite, devido às adversidades climáticas, a baixa qualidade da alimentação dada às vacas pelas dificuldades econômicas dos pecuaristas. Os fatores climáticos "afetaram a alimentação e o manejo", o que refletiu na queda da matéria gorda e da proteína do leite, que são os componentes de qualidade pelos quais se paga o produto. Por trás da realidades estatística do setor lácteo está a crise financeira que vem atravessando o setor, derivada da acentuada queda dos preços dos lácteos nos mercados externos - que ocorreu nos últimos três anos - levando os produtores ao endividamento. "É uma tendência inevitável", o encerramento da atividade leiteira nas fazendas como resultado final dos problemas internos e externos, entre outras causas, que vem ocorrendo nos últimos cinco anos, analisa Rodríguez.

"Todos sabemos que a produção de leite está caindo e seguirá diminuindo, porque os produtores venderam as vacas", acrescentou. "Não temos claro se haverá uma queda ainda mais acentuada" no número de fazendas de leite, que passaram de 3.218 em 2011, para 2.716 no ano passado, redução de 16%, mas, "sabemos que a produção de leite caiu 10% em 2016, e que a Conaprole fechou o exercício de 30 de junho passado, com 4% menos captação de leite", disse o presidente da SPLF.

Rodríguez lembrou também com preocupação que um setor que havia chegado a faturar US$ 914 milhões com exportações em 2013, caiu para US$ 563 milhões em 2016, segundo o Uruguay XXI. "Todos sabemos que a produção de leite está caindo e continuará diminuindo porque os produtores venderam as vacas", acrescentou Rodríguez.

Segundo a pesquisa da DIEA, a produção total de leite de 2016 está 8,8% abaixo da registrada em 2015. Sem dúvida, o mais relevante é que pode retroceder ao ano 2.000 para encontrar uma queda em percentual maior do que a do ano passado, assim como pela primeira vez desde 1977, não se registrava três anos consecutivos de redução na captação de leite nas indústrias.

Os principais produtos elaborados pela indústria em 2016 foram o leite pasteurizado e longa vida, quase inteiramente para o mercado interno, e leite em pó, queijos e manteiga, três itens de exportação, em sua maioria.

As cifras de 2016
- 2.026 milhões de litros de leite foi a produção das fazendas de leite, segundo a DIEA
- 115 milhões de litros a menos que em 2015
- 2.716 produtores entregaram leite para as indústrias
- 163 fazendas de leite a menos no final de 2016, em relação a 2015, o que significa o fechamento de 6% das empresas do setor. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

Fiscalização agropecuária em reconstrução

 

Alvo de forte cobrança dos países importadores de carnes brasileiras por mudanças "concretas" na área de defesa agropecuária, o Ministério da Agricultura corre contra o relógio para implementar uma série de medidas na área de fiscalização. A começar pela dos frigoríficos, "calcanhar de Aquiles" do sistema de inspeção animal do Brasil, na avaliação da atual gestão do ministério.

Concurso público e contratações emergenciais de 600 médicos veterinários, remoções internas de 60 fiscais, mapeamento de frigoríficos exportadores de carne de frango com mais problemas sanitários, auto embargos para as plantas com riscos sanitários maiores e uma Medida Provisória para a criação de um fundo abastecido por taxas de fiscalização e serviços de defesa agropecuária - com potencial de arrecadar R$ 1 bilhão por ano - estão no pacote de novidades. Nem todas, porém, deverão ser aceitas pelos fiscais.

Essas são as apostas do ministro Blairo Maggi para evitar uma enxurrada de fechamentos de mercados estrangeiros ao Brasil, incluindo União Europeia e China. "Da Operação Carne Fraca [deflagrada em 17 de março com foco em casos de corrupção de fiscais e funcionários de frigoríficos] para cá, a pressão sobre o Ministério da Agricultura ficou muito grande. Houve mais cobranças da União Europeia, por exemplo, e críticas ao modelo antigo, o que nos impeliu a adotar essas medidas", afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Eduardo Rangel, ao Valor.

"Temos hoje uma oportunidade política de apresentar essas mudanças, mas precisamos correr", acrescentou. De acordo com Rangel, todas essas medidas já estavam no radar de sua secretaria (SDA) há mais de um ano e constavam do rascunho de intenções do Plano de Defesa Agropecuária, desenhado na gestão da ex-ministra Kátia Abreu.

Mas "a temperatura já chegou em um nível inaceitável", reconheceu Rangel, em referência à pressão sobretudo de europeus e americanos, que são enfáticos em dizer em seus relatórios de auditoria que o sistema de defesa da agricultura brasileira precisa funcionar, que a gestão sobre os fiscais é muito fragmentada e descentralizada e que a falta de fiscais é crônica.

É nesse sentido que vem a primeira das mudanças. Uma portaria e um decreto, previstos para sair no início da próxima semana, deverão instituir no país o sistema de "comando e controle" para a área de inspeção animal. Na prática, o sistema centraliza em Brasília todas as ordens de serviço de fiscalização federal para frigoríficos e outras fábricas de alimentos de origem animal. Com isso, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) passará a ter controle sobre os fiscais que atuam nos frigoríficos. Hoje, esse papel é das superintendências estaduais do ministério, principais alvos da Operação Carne Fraca.

Para responder aos questionamentos dos europeus, que deverão fazer uma nova auditoria no Brasil em novembro, além da contratação emergencial de 300 veterinários temporários, a Pasta vem fazendo concursos internos de remoção interna pra realocar 60 fiscais de outras áreas de atuação para frigoríficos (360 é o déficit atual de fiscais pra auxiliar na fiscalização dos 720 frigoríficos mais críticos). Rangel admite, porém, que a adesão a esse plano está baixa.

"Apoiamos a tentativa de acabar com as ingerências políticas, mas não aceitamos temporários, isso é terceirização. O ministério deveria contratar as pessoas que passaram no último concurso mas não foram chamadas", afirmou Maurício Porto, presidente do Anffa, sindicato dos auditores fiscais agropecuários.

Em outra frente, o ministério contratou o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que vem fazendo uma consultoria que resultará no texto-base da MP sobre a reformulação da defesa agropecuária federal, por meio da qual a SDA seria equiparada a uma agência reguladora, nos moldes da Receita Federal, com autonomia financeira e de gestão. Aqui entra o fundo de defesa, alimentado por taxas cobradas de empresas. A inspiração são as taxas cobradas pela Aneel, agência do setor de energia elétrica. A MP também poderá criar um "adicional de produtividade" para os fiscais, para suprir a falta de regulamentação de horas-extras da categoria, que teria motivado pagamentos rotineiros de propinas por parte da JBS, como consta em delação de executivos da companhia.

"Não pode ser só a iniciativa privada a única a contribuir para o fundo, mas está claro que temos que melhorar a fiscalização no Brasil", disse Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). (As informações são do jornal Valor Econômico)

Sexto mês consecutivo de queda nos custos de produção da pecuária leiteira
Os custos de produção da pecuária leiteira caíram pelo sexto mês consecutivo. Segundo o Índice Scot Consultoria, em julho, o recuo foi de 3,8% em relação a junho deste ano. Desde o início da queda, em fevereiro deste ano, a queda acumulada é de 12,1%. O "refresco" para o produtor veio principalmente dos alimentos concentrados, notadamente os energéticos, pressionados pela queda da cotação do milho. Na comparação com julho do ano passado, os custos de produção da atividade caíram 14,8%. Apesar do recuo no preço do leite pago ao produtor a margem da atividade continua em bons patamares, graças a redução dos custos de produção. Para os próximos meses, a expectativa é de aumento dos custos de produção, com um cenário mais firme de preços para os alimentos concentrados. Com as quedas previstas no preço do leite ao produtor, espera-se um estreitamento da margem para o produtor de leite neste segundo semestre. (Scot Consultoria)

Porto Alegre, 02 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.554

 

UPF e Sindilat vão estudar impacto da alimentação na qualidade do leite
 
A Universidade de Passo Fundo (UPF) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) formarão um grupo de trabalho (GT) para estudar  os motivos da variabilidade dos valores de sólidos totais encontratados no leite. "É uma preocupação das empresas que o leite não chegue na plataforma fora dos padrões da IN 62", destaca o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini.
 
Coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (Sarle) da UPF, o professor Carlos Bondan vai coordenar o GT que será constituído, conforme reunião nesta terça-feira (1/8) em Passo Fundo. Também devem participar do colegiado representantes da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, Ministério da Agricultura, Secretaria da Agricultura, Fetag e Farsul. O primeiro encontro do GT está programado para ocorrer após a Expointer. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

NAFTA para os lácteos na reunião do Congresso

Preservar e atualizar certos elementos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) é crucial para o futuro da indústria de lácteos dos EUA, disse o presidente e CEO do Conselho de Exportações de Lácteos do país (USDEC), Tom Vilsack, ao House Agricultural Committee. "Quero enfatizar a importância das exportações para o setor lácteo", disse Vilsack. "Desde 1994, vimos um aumento de US$ 36 bilhões para produtores e processadores como resultado das exportações".

Grande parte do crescimento do mercado de exportação pode ser creditada ao papel que o México tem desempenhado no acordo de livre comércio, acrescentou Vilsack. Quase um terço de todos os produtos lácteos dos EUA são exportados para o México, representando cerca de 73% de todas as importações de produtos lácteos mexicanos. O aumento das exportações de produtos lácteos dos EUA desde 2004 elevou os preços do leite aos produtores.

Entretanto, o acesso recíproco ao mercado isento de impostos está sendo ameaçado por outros países que buscam o México para acordos similares de comércio de lácteos, aumentando a necessidade de finalizar a modernização do NAFTA, de acordo com Vilsack. "O México agora está em negociação com a União Europeia (UE) para um acordo de livre comércio e penso que o que nos preocupa é qual negociação será completada primeiro".

Adotando uma visão ainda mais ampla, os benefícios competitivos que o NAFTA oferece devem também ser duplicados em outras nações importantes, disse Vilsack. A UE, a Nova Zelândia e a Austrália estão negociando ativamente acordos em todo o mundo. No mês passado, a UE e o Japão (um dos cinco principais importadores de lácteos) anunciaram um acordo que dará aos fornecedores de produtos lácteos da UE uma grande vantagem em relação aos fornecedores dos EUA. "Se os EUA ficar parado, ficaremos para trás. Precisamos urgentemente de uma agenda de política comercial proativa com os principais países importadores da agricultura da Ásia, como Japão, Vietnã e outros, a fim de manter o ritmo dessa área crescente do mundo".

Exportações de queijo desempenham um papel crucial no NAFTA
Vilsack disse ao comitê do Congresso que a modernização do NAFTA também deve incluir proteções contra os esforços da UE para evitar o uso, do que os EUA consideram como nomes comuns de queijo, sem os indicadores geográficos (GIs) adequados.

Por exemplo, o queijo parmesão só pode ser rotulado como tal se vier da região de Parma da Itália: asiago, gorgonzola e feta são outros exemplos de variedades de queijos que seriam afetadas pelos regulamentos de indicadores geográficos. A UE recentemente entrou em um acordo com o Japão que essencialmente restringe o uso mexicano de GIs em produtos lácteos. "Não podemos perder essa corrida com a UE", disse Vilsack.

Além disso, o Canadá entrou com um acordo comercial com a UE que permite a utilização existente de nomes comuns, mas proíbe e impede que futuras instalações possam usar certos nomes de queijo. "Temos que consertar o que está quebrado no Canadá. É um mercado que está muito fechado, não é transparente e suas regras estão mudando constantemente". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Medida Provisória 

O governo publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (1º) uma medida provisória para aliviar dívidas previdenciárias de produtores rurais. O texto também reduz a alíquota paga pelos produtores ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O fundo é usado para auxiliar no custeio da aposentadoria dos trabalhadores rurais, subsidiado pela União. Atualmente, o valor da contribuição do produtor é de 2,1% (2% da receita bruta com a comercialização dos produtos mais 0,1%, também da receita com os produtos, para financiar casos de acidente de trabalho). Com a medida provisória, o valor total vai para 1,3% (1,2% mais 0,1%). Além disso, produtores com atraso no pagamento das contribuições previdenciárias poderão quitar as dívidas com descontos nas multas e de forma parcelada (veja no final desta reportagem as condições de pagamento).

A medida provisória do Funrural vinha sendo uma reivindicação da bancada ruralista desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu como constitucional o pagamento das contribuições previdenciárias. Produtores rurais e associações que representam a categoria contestavam a contribuição na Justiça. Por isso, muitos deles interromperam ou atrasaram os pagamentos ao fundo. Diante da decisão do STF, a bancada ruralista passou a negociar com o governo uma medida provisória para redefinir as contribuições previdenciárias rurais. O governo calcula que há entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em pagamento atrasados ao Funrural. Com o programa de regularização da dívida, a equipe econômica espera arrecadar R$ 2 bilhões em 2017.

Formas de quitação da dívida
Poderão fazer parte do Programa de Regularização Rural as dívidas vencidas até 30 de abril de 2017. Para aderir, o produtor deve desistir das ações na Justiça que contestam a contribuição previdenciária.
Veja as condições de pagamento:
Modalidade produtor rural pessoa física
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções;
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações equivalentes a 0,8% da receita bruta da comercialização rural.
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 100
Modalidade do adquirente - dívidas até R$ 15 milhões •
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações equivalentes a 0,8% da média mensal da receita bruta proveniente da comercialização do ano civil anterior
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 1000
Modalidade do adquirente - dívidas acima de R$ 15 milhões
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 1000(G1)

LEITE/CEPEA: preço ao produtor registra queda atrelado ao aumento da captação e fraca demanda

O preço do leite recebido por produtores registrou a segunda queda consecutiva em julho, conforme expectativas de agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Na "média Brasil" (GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA), o preço líquido (que não considera frete nem impostos) recuou 3 centavos/litro (ou -2,7%) frente a junho, a R$ 1,2343/litro. Com a queda, a cotação do leite retomou o patamar de julho de 2014, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho/17). É a primeira vez neste ano que o preço fica abaixo do registrado em 2016 - frente a julho do ano passado, o recuo é de 12,8%. A diminuição dos preços do leite no campo esteve atrelada à demanda ainda enfraquecida por lácteos e ao aumento da captação.

A menor procura por lácteos na ponta final da cadeia continua sendo o principal desafio do setor neste ano. Uma vez que o consumo da maior parte dos derivados ocorre em função da elevação da renda, a diminuição do poder de compra do brasileiro impacta negativamente as negociações. Segundo agentes consultados pelo Cepea, laticínios, atacado e varejo continuam com dificuldades em manter o fluxo de vendas, o que tem estreitado suas margens e, como consequência, pressionado as cotações no campo.  Além disso, de acordo com cálculos do Cepea, o Índice de Captação de Leite(ICAP-L) aumentou 6,8% de maio para junho na "média Brasil". Houve elevação na captação em todos os estados pesquisados, com exceção da Bahia (-2,96%). As variações foram significativas no Sul do País, onde, de modo geral, o clima propício às pastagens e às forrageiras de inverno favoreceu a produção. Santa Catarina e Paraná apresentaram as altas mais expressivas, de 8,57% e 8,13%, respectivamente, e o Rio Grande do Sul, de 5,51%. 

As captações em Goiás, São Paulo e Minas Gerais aumentaram 5,78%, 4,94% e 2,97% respectivamente. O menor preço do leite e a maior competitividade dos laticínios influenciaram na alta da captação. Mesmo com o menor volume de chuvas no Sudeste, a produção não foi tão afetada por conta dos baixos valores do concentrado. Para agosto, a maioria dos agentes consultados pelo Cepea continua esperando queda nos preços. Quase 83% deles (que também respondem por 83% do volume amostrado) apostam em novo recuo no próximo mês, mas 10,8% (4,2% do volume amostrado) esperam estabilidade. A porcentagem de colaboradores do Cepea que acredita em alta nas cotações é de 6,3% (com participação de 12,9% do volume). (As informações são do Cepea-Esalq/USP)

Treze entidades apoiam PL 125/17
Famurs, Farsul, Fundesa, Fetag, Fiergs, Sips, Asgav, Sindilat, Sicadergs, Apil, IGL, Acsurs e
AGL entregaram, ontem, à Secretaria de Agricultura e à Assembleia Legislativa, carta de apoio ao PL 125/17. Proposto pelo governo, o projeto prevê a contratação de veterinários pela iniciativa privada para os serviços de inspeção de produtos de origem animal, desde que capacitados pelo serviço oficial. (Correio do Povo) 

Porto Alegre, 01 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.553

 

GDT: leite em pó desnatado e manteiga recuam no 1º leilão de agosto

No primeiro leilão GDT de agosto (01/08), o preço médio dos lácteos voltou a apresentar queda (1,6%) e fechou a US$3.343/ton. Neste cenário, o queijo cheddar apresentou queda de 4,8% e fechou com média de US$3.932/tonelada, um dos maiores recuos desde abril. A manteiga, que vinha apresentando alta, neste mês recuou 4,9%, com preço médio de US$5.747/tonelada. 

Na mesma linha, o leite em pó desnatado apresentou queda 3,0% e média de US$1.966/tonelada, uma das menores desde abril, o que sinaliza altos níveis de estoque. Na contramão deste mercado baixista, o leite em pó integral fechou a um preço médio de US$3.155/tonelada, aumento de 1,3%. (GDT/Milkpoint)

 

Propriedades leiteiras da Bolívia se tornam adeptas ao compost barn

Com um sistema que oferece conforto às vacas para evitar que sofram de "estresse calórico", produtores argentinos, liderados por Guillermo Rocco, começaram a trabalhar para aumentar a produção de leite na Bolívia. A técnica conhecida como compost barn é aplicada na leiteria Madriles, situada no município boliviano de Pailón, a 51 quilômetros da cidade de Santa Cruz, que conta com 400 vacas.

Rocco, que vive na Bolívia há mais de 25 anos, decidiu implementar o novo sistema, que costuma ser usado em locais tropicais de Brasil e Argentina, mas que até agora não tinha sido aplicado para estimular a produção de leite na Bolívia. "Acreditamos que inovamos com este sistema na Bolívia, que vimos e aprendemos no Brasil, em uma região com condições climáticas parecidas", disse Rocco, em referência às altas temperaturas do leste boliviano. Com este sistema, Rocco quer que as vacas não sofram de "estresse calórico" e que isso afete a produção de leite.

No processo é montada uma espécie de cama para as vacas com resíduos de capim e cascas de arroz e de amendoim misturados com estrume e urina de gado. "Esta capa faz com que as doenças dos animais ou agentes como as bactérias e os fungos morram devido à temperatura e dá comodidade aos animais e um solo macio, onde podem se acomodar e ruminar tranquilamente", explicou Rocco.

As vacas que estão em lactação não saem deste galpão construído especialmente para sua comodidade e em cujo teto há ventiladores para refrescar o ambiente. A alimentação destes animais é produzida no mesmo local e tem como base sorgo, milho e soja, que ficam em comedouros para que não falte alimento às vacas, explicou o argentino Federico Barreto.

O investimento para aplicar o sistema é de pelo menos US$ 2,5 mil por vaca, a maioria da raça Holstein-Frísia, excelentes produtoras de leite, mas que não suportam os climas tropicais.  A leiteria produz nove mil litros por dia, ou seja, aproximadamente 24 litros por vaca, num total de 270 mil litros por mês. Com o sistema antiestresse, espera-se que a produção aumente para 30 litros por cabeça, ou seja, 12 mil litros diários e pelo menos 360 mil litros por mês.

Rocco contou que os produtores se reúnem periodicamente para expressar seus problemas na obtenção de leite e as melhorias que podem ser feitas para aumentar sua produção. Segundo Barreto, vários produtores da região se interessaram em utilizar este sistema, mas é necessário capacitar as pessoas para tanto.

De acordo com dados do programa estatal Pró Leite na Bolívia, o consumo anual por pessoa no país subiu para 61,8 litros, mas a meta é chegar aos 122 litros. O consumo de leite na Bolívia está abaixo do de outros países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, onde são consumidos mais de 100 litros por ano por pessoa, segundo dados desse programa.

Em 2014, a Bolívia produziu mais de 566 milhões de litros de leite e o departamento com maior produção foi Santa Cruz, com 301 milhões de litros, 53,12% do total. (As informações são da agência EFE)

EUA: alta demanda por gordura láctea beneficiará produtores no longo prazo

O valor da gordura do leite aumentou significativamente no mercado dos EUA, impulsionado pela mudança das atitudes dos consumidores, de acordo com a nova análise da Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF). Parte dessa mudança de percepção do consumidor foi impulsionada por mais de duas décadas de pesquisa sobre gordura do leite, disse o CEO do Dairy Management Inc. (DMI), Tom Gallagher. "Nós acreditávamos que a gordura de leite tinha benefícios para os consumidores e para a população, o que em geral, a política do governo e a orientação profissional não refletiam", disse Gallagher. Nos últimos anos, a gordura láctea passou a ser considerada benéfica para a saúde. Nesse sentido, o assuntou ganhou suporte da política governamental, bem como na orientação profissional de saúde. "Isso tudo ocorreu graças às pesquisas sobre o assunto e ao programa Dairy Checkoff". 

O programa Dairy Checkoff é um fundo geral de promoção de produtos lácteos, ao qual os produtores de leite pagam 15 centavos e os importadores de lácteos pagam 7,5 centavos por cada cem libras (45,36 quilos) de leite que vendem ou importam. Essa receita - supervisionada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - é utilizada para financiar programas destinados a promover o consumo de produtos lácteos e proteger a imagem dos produtores de leite, produtos lácteos e indústria láctea. A demanda recuperada por gordura do leite fortaleceu os preços da manteiga nos EUA, aumentando significativamente a contribuição média do preço reportado pelo USDA recebido pelos produtores pelas vendas de leite - de 38% antes de 2015 para mais de 66% atualmente - de acordo com pesquisa do DMI. 

O valor da gordura do leite também influenciou no volume de vendas de leite integral fluido no mercado interno dos EUA, que tinha sofrido um longo declínio entre 2000 e 2013, de acordo com uma análise do mercado de lácteos feita pela NMPF. "Isso vai muito além da manteiga", disse Peter Vitaliano, vice-presidente de política econômica e pesquisa de mercado da NMPF. "Em termos de leite integral fluido, esse declínio foi revertido em torno de 2013 e estamos vendo maiores vendas". Além disso, o uso de gordura de leite em todo o setor de leite fluido experimentou um aumento e está se encaminhando para as variedades de leite fluido com menor teor de gordura, de acordo com análise de Vitaliano. O uso de gordura do leite também aumentou nas categorias de queijo e iogurte, com Vitaliano prevendo que o setor de alimentos congelados será o próximo. "Temos todas as principais categorias de produtos lácteos aumentando seu de gordura do leite e, em muitos casos, aumentando sua participação na oferta de gordura do leite", disse Vitaliano.

De acordo com a análise, os preços domésticos da manteiga nos Estados Unidos provavelmente não cairão abaixo de US$ 2 por libra (US$ 4,4/kg) devido à manutenção da demanda por gorduras. Para acompanhar a demanda dos consumidores por gordura do leite, a indústria de lácteos dos EUA reduziu suas exportações para o mercado mundial.

"A indústria realmente está retirando a manteiga e os produtos que contêm gordura de leite do mercado mundial; nossas exportações caíram porque precisamos dessa gordura do leite adicional aqui para suprir essa crescente demanda dos consumidores em nosso próprio mercado doméstico", disse Vitaliano. "A demanda por gorduras continua sendo uma força direcionadora dentro da indústria de lácteos. Esta história está apenas começando", completou. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Iraque planeja comprar gado leiteiro do Brasil
A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque informou que o país do Oriente Médio está interessado em comprar gado leiteiro do Brasil. "A raça girolando mostrou que se adapta bem ao nosso clima", afirma Hayder Majeed Hameed Hameed, dono de uma empresa iraquiana de proteína animal, em comunicado divulgado pela entidade.
Há experiências e negociações em andamento e os negócios poderão incluir também equipamentos voltados a fazendas de produção. A câmara lembra que o Iraque já tem importado gado brasileiro nelore e nelore cruzado com angus para engorda e abate, e diz que o objetivo é expandir as compras com animais para produção de leite. Em geral, o rebanho iraquiano sofreu grande redução por causa de ataques do Estado Islâmico, e que o projeto de recomposição faz parte do programa de retomada da atividade agropecuária do país criado pelo governo, que conta com investimentos de US$ 400 milhões. Conforme a entidade, o Iraque tinha um rebanho de 2,5 milhões de cabeças há dois anos, mas que atualmente esse número é 70% menor. (Valor Econômico)

Porto Alegre, 31 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.552

 

Fonterra eleva preço ao produtor para a próxima estação

O aumento do preço do leite pela Fonterra de NZ$ 6,50 (US$ 4,84) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,40) por quilo de leite - para NZ$ 6,75 (US$ 5,02) por quilo de sólidos de leite - equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,41) por quilo de leite - para 2017-18 trará NZ$ 500 milhões (US$ 372,39 milhões) adicionais para a economia da Nova Zelândia. A DairyNZ disse que a receita adicional ao produtor aumentará os ganhos previstos para o leite para um total de NZ$ 12,5 bilhões (US$ 9,3 bilhões) para a estação.

O aumento deve fornecer uma injeção de cerca de NZ$ 104,5 milhões (US$ 77,83 milhões) para a região de Waikato e NZ$ 71,8 milhões (US$ 53,47 milhões) para North Canterbury. A cooperativa também anunciou uma previsão de lucros por ação de 45 centavos a 55 centavos (33,51 a 40,96 centavos de dólar), tornando a previsão de pagamento disponível total para os produtores na estação de 2017-2018 em NZ$ 7,20 a NZ$ 7,30 (US$ 5,36 a US$ 5,43) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60 (US$ 0,44) a NZ$ 0,61 (US$0,45) por quilo de leite], antes das retenções.

O aumento com relação ao NZ$ 6,15 (US$ 4,58) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] esperado para a estação anterior foi uma mudança animadora para os produtores, que precisaram de mais de uma estação boa para que seus balanços entrassem em território positivo após baixos pagamentos em 2014-15 e 2015-16. Chris Lewis, presidente do grupo de produtores de leite da Federated Farmers, disse que essa é uma "notícia fantástica" e que outros processadores precisarão acompanhar esse aumento da Fonterra.

Lewis disse que os processadores que processam produtos de valor agregado e estão aproveitando a crescente popularidade das gorduras estariam em uma boa posição, enquanto aqueles que produzem somente leite em pó integral estariam em uma situação mais difícil. O aumento na previsão de preço ao produtor para a estação de 2017-18 foi é bem-vindo aos produtores que enfrentam condições de muita umidade em todo o país, disse o economista sênior do DairyNZ, Matthew Newman.

"Os produtores usarão essa renda extra para pagar algumas das dívidas adicionais que tiveram que assumir ao longo das estações de baixos pagamentos. Então, muitos aproveitarão a oportunidade para colocar o dinheiro de volta em suas fazendas, realizando a manutenção requerida e adicionando a infraestrutura necessária.

O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a previsão revisada refletiu o reequilíbrio da oferta e da demanda nos mercados globais de lácteos. "Estamos vendo uma confiança crescente nas fazendas em todo o país e, com a demanda global por produtos lácteos se fortalecendo, os sinais são de um bom começo de estação para nossos produtores e suas comunidades rurais, embora seguindo um período desafiador de condições muito úmidas para alguns dos nossos produtores". 

O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse que a empresa está bem posicionada para aproveitar a melhora da demanda por lácteos em seus mercados de ingredientes, produtos aos consumidores e food service. "Nossas previsões são prudentes dado que ainda estamos no início da temporada e estamos começando com níveis muito baixos do estoque; estamos focados em continuar demonstrando um forte desempenho nos negócios, de modo a obter maiores retornos para os nossos produtores". (As informações são do NZFarmer.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Leite orgânico ganha espaço entre grandes e pequenos produtores

O leite também pode ser orgânico. Sua produção exige vacas que passeiam livres em pastos sem pesticidas e recebem até remédios florais para acalmar os ânimos. É um novo mercado aqui, que cresce e convence de pequenos produtores a grandes empresas como a Nestlé. Desde maio deste ano a companhia toca um plano de incentivo para que os seus fornecedores em Araraquara, interior de São Paulo, passem a produzir o leite orgânico. Já são 18 propriedades parceiras da Nestlé no início do processo de conversão do sistema convencional para o alternativo.

O pasto sem químicos e aditivos não é a única diferença em relação à produção leiteira convencional. A instrução normativa que regulamenta a produção sem aditivos ainda prevê que as vacas tenham a dieta complementada com ração orgânica -pelo menos 85% do total de toda a alimentação deve ser especial- e a saúde, tratada com fitoterapia. O processo de transição, que leva até dois anos, impõe uma série de restrições, além de insumos que podem ser até 40% mais caros do que os tradicionais, segundo André Novo, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, que trabalha em parceria com a Nestlé. "Por outro lado, a produção é mais sustentável, remunera melhor o produtor e é benéfica para o ambiente", afirma ele.

Os parceiros da Nestlé recebem um valor mais alto pelo leite desde o início do processo de transição e têm as despesas com a certificação, feita pelo IBD, cobertas. A empresa, que não divulga os valores pagos aos produtores nem o investimento, quer alcançar a marca dos 30 mil litros por dia até 2019 -o dobro da produção orgânica atual no Brasil. Hoje, o leite dessas propriedades é misturado ao convencional, mas o plano é vendê-lo separadamente no futuro.
"Após consolidar a produção do leite sem químicos em Araraquara, queremos levar para outras regiões", diz Rachel Muller, gerente de Lácteos da Nestlé Brasil.

VIABILIDADE
Produzir leite orgânico por aqui é viável e vale a pena, de acordo com João Paulo Guimarães Soares, zootecnista e pesquisador da Embrapa Cerrados. Para isso, o preço pago ao produtor precisa ser 70% maior do que o valor pago pelo leite convencional, segundo ele, que estuda o tema há quase 20 anos. O preço ao consumidor final aumenta também, podendo ser até 50% maior. "Mas levantamentos indicam que ele está disposto a pagar mais por produto de melhor qualidade", afirma. Estudo publicado em 2012 na revista científica britânica "Journal of the Science of Food and Agriculture" revelou que índices de alguns nutrientes, como proteínas e ômega 3, são maiores no leite orgânico.

"A dieta dos animais baseada no pasto também colabora para que o leite tenha mais gordura de boa qualidade", diz Soares.

O ator Marcos Palmeira, que é dono da fazenda orgânica Vale das Palmeiras, em Teresópolis (RJ), usa o leite para produção de queijos e iogurtes.

"Estou entregando para o consumidor um produto livre de resíduos e feito com respeito pelo ambiente", diz.

Conforme o ator, as 40 vacas da propriedade geram hoje cerca de 600 litros de leite por dia. Mas, no começo, foi difícil conseguir o domínio técnico para produzir dentro desse modelo. A solução, diz Palmeira, foi entrar em contato com outros criadores de vacas e "aprender juntos".
Treinar produtores para o sistema do leite orgânico é um dos focos do CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), em Pinhais, no Paraná.

Ali são mantidas 58 vacas que produzem 300 litros do produto por dia. Como nesse sistema os bezerros se alimentam com o leite materno por um tempo, mães e filhotes são tratados com florais para ajudar a passar pelo período desmame. Na visão do veterinário Evandro Richter, do CPRA, essa forma de produção não é uma inovação, mas um retorno ao modelo que era utilizado há 40 anos.

"Esse leite, hoje, é jogado na vala comum, misturado ao convencional para a venda, mas com o fomento da cadeia a realidade pode mudar", afirma Richter.

Vai pastar
Como funciona a produção do leite orgânico
PRATO FEITO
A alimentação dos animais deve ser baseada no pasto e complementada com pelo menos 85% de produtos orgânicos
Saem os aditivos para crescimento, estimulantes de apetite e qualquer alimento transgênico

PLANO DE SAÚDE
As vacinas determinadas pela lei são mantidas, mas o tratamento de saúde é feito preferencialmente com fitoterapia e homeopatia
Ficam de fora os antibióticos, hormônios e vermífugos; se há necessidade de tratar a vaca com antibióticos, ela deve ser tirada da produção

CASOS DE FAMÍLIA
Na produção orgânica, os bezerros mamam na mãe nas primeiras semanas. O processo de desmame, no CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), é auxiliado por florais, que acalmam mães e filhos
Os florais também são dados para as vacas que têm dificuldade para socializar com os outros animais

SPA RURAL
Os animais devem permanecer livres no pasto pelo maior tempo possível -o mínimo estabelecido pela regulamentação é de seis horas por dia
Sombra e água precisam estar sempre disponíveis
No CPRA, as vacas têm um momento de relaxamento com a escovação dos pelos
Fontes: Lei 10.831/03, CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia) e João Paulo Guimarães Soares (Embrapa Cerrados) (Folha de SP)

 

Mudanças à vista na vacinação contra aftosa

O Ministério da Agricultura deverá decidir, até a próxima sexta-feira, sobre as mudanças na vacina contra a aftosa. O anúncio foi feito na última quarta-feira, em reunião do ministro Blairo Maggi com a Frente Parlamentar Agropecuária e representantes do setor. Uma das propostas de alteração trata da forma de aplicação da vacina, optando pela via subcutânea para reduzir o risco de lesões. Outra recomendação é a retirada da saponina, componente que pode estar causando reações. Entidades pedem ainda limitação da faixa etária da vacinação para animais de até 30 meses e fim da obrigatoriedade da vacina para animais que serão abatidos em até 180 dias.

Sobre a retirada da saponina, o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Eduardo Rangel, afirmou que estão sendo tomados cuidados antes de adotar posição. O assunto passou a ser discutido após a suspensão pelos Estados Unidos da compra de carne bovina in natura em razão de abcessos na carne, provocados pela vacina. (Zero Hora) 

 

I-UMA
O Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio, promovido pelo Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA) em parceria com lideranças empresariais, fará a sua quarta etapa em Passo Fundo, amanhã. Nesta fase, a temática será o setor leiteiro. As inscrições, gratuitas e limitadas, podem ser feitas pelo agrocircuito.com.br. (Zero Hora)

Porto Alegre, 28 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.551

 

Uruguai: preço do leite continua em queda; 163 fazendas deixaram a atividade em 2016

O preço do leite recebido pelos produtores de leite uruguaios ainda está entre os mais baixos da região. Segundo os últimos dados apresentados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE), os produtores receberam US$ 0,36 por litro e "o que foi relatado pelas indústrias é que não têm espaço para aumentá-los", porque os preços internacionais "estão pressionados", disse o presidente do INALE, Ricardo De Izaguirre.

Ele disse que "não há muitas perspectivas de que o preço suba. Hoje, estamos esperando que estes preços não caiam." Os preços baixos e o endividamento do setor - de cerca de US$ 400 milhões -, tanto com os bancos e com os fornecedores, estão deixando fazendas leiteiras pelo caminho.

No ano passado, segundo dados do Serviço de Estatísticas Agropecuárias (DIEA) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai, havia 163 fazendas leiteiras a menos enviando leite à indústria com relação a 2015. O volume médio por fazenda - também considerado um indicador do tamanho produtivo - descontinuou o aumento prolongado e caiu para 1.832 litros por dia, de acordo com a pesquisa oficial do DIEA.

A produção comercial foi estimada em 2,026 bilhões de litros, cerca de 115 milhões de litros abaixo de 2015. O envio às indústrias de processamento permanece sendo o principal destino: 1,816 bilhão de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e as vendas diretas acumularam 133 milhões de litros; enquanto que os restantes - 79 milhões de litros - são utilizados para consumo nas próprias fazendas leiteiras.

Por sua vez, o volume total de lácteos exportados, convertidos em litros equivalentes durante 2016, totalizou 1,649 milhões, um aumento de 179 milhões com relação ao ano anterior. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ciclo da crise mundial do leite chega ao fim

Crise do setor lácteo - A última grande crise do setor lácteo no âmbito mundial, entre 2015 e 2016, chegou agora ao seu final. Esse foi o principal destaque da 18º Conferência Anual da IFCN (sigla em inglês para Rede Internacional para a Comparação de Sistemas de Produção de Leite), realizada em junho de 2017 na Alemanha, tendo a Embrapa como representante brasileira. Nesse último mês de junho, o preço mundial para o leite recuperou seu patamar histórico dos últimos dez anos. 

Como comparação, em maio de 2016, o preço representava apenas 58% desse valor. Em decorrência da citada crise, a produção mundial cresceu apenas 1,1% em 2016, menor crescimento desde 1998, enquanto que o número de produtores de leite, que apresentou crescimento constante nas últimas décadas, no biênio 2015/2016 reduziu-se pela primeira vez. No Brasil, a produção total cresceu 3,6% ao ano entre 2006 e 2015, enquanto que em 2016, estima-se retração entre 3% e 4%. No período, os custos de produção se mantiveram dentro da média mundial. No entanto, os produtores nacionais receberam preços melhores do que o preço médio de referência mundial. Nesse cenário, a sinalização de preços no final deste primeiro semestre indica condições mais promissoras para recuperação da produção em 2017. (CILeite)

Fonterra projeta aumento de leite para a próxima temporada

Preços/NZ - A cooperativa Fonterra alterou a previsão do preço do leite ao produtor para a atual temporada para NZ$ 6,75/kgMS, [R$ 1,18/litro]. A previsão inicial era de NZ$6,50/kgMS, [R$ 1,17/litro]. No momento do anúncio, os economistas já previam essa alteração diante da estabilidade nos preços globais dos produtos lácteos.

Para a temporada encerrada em 31 de maio de 2017, o preço do leite foi de NZ$ 6.15/kgMS, [R$1,11/litro], uma grande melhoria em relação à temporada anterior que foi de NZ$ 3,90/kgMS, [R$ 0,70/litro], quando os preços mundiais dos produtos lácteos estavam em níveis mínimos. Os agricultores ficarão bem mais confortáveis diante dessa atualização da Fonterra. No entanto, durante o anúncio dos preços os diretores previram manutenção dos dividendos. Eles devem ficar na faixa de NZ$ 0,45 a NZ$ 0,55, a mesma da temporada passada. Para o exercício financeiro 2016/2017 a Fonterra projeta dividendos de NZ$ 0,40, o mesmo previsto para a temporada 2017/2018, iniciada agora. O que proporcionará um retorno total de NZ$ 7,15. Mas ainda é cedo para avaliar.
 

O presidente, John Wilson, disse que o preço reflete o contínuo "equilíbrio da oferta e da demanda dos mercados globais de produtos lácteos. Os agricultores estão mais confiantes diante do fortalecimento de demanda global dos produtos lácteos, o que significa um bom começo de temporada, embora, estejam enfrentando um período bastante desafiador, com muita umidade em muitas regiões".

O aumento do preço do leite ao produtor é uma boa notícia para os agricultores, que poderão investir em sua atividade, melhorando a temporada 2016/2017, "mas, é preciso cautela, mesmo porque estamos no início da temporada", disse Wilson. O diretor executivo, Theo Spierings disse que a Fonterra ficou bem posicionada para aproveitar a melhoria na demanda por ingredientes lácteos, para o mercado consumidor e segmento de foodservice. "Aumentou o número de consumidores que preferem produtos lácteos como fonte diária de nutrição em nossos mercados globais, e isso está se transformando em uma forte demanda, particularmente em produtos de consumo e foodservice." Spierings também lembrou que a Fonterra está sendo prudente em suas previsões, já que estão em início de temporada e a cooperativa está com os estoques em níveis baixos. "estamos focando em continuar a demonstrar um forte desempenho nos negócios, de modo a proporcionar maiores retornos para os nossos agricultores". (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

Mapa implementa programa de avaliação da qualidade dos serviços veterinários oficiais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou oficialmente nesta terça-feira (25) o Programa de Avaliação da Qualidade e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários Oficiais das instâncias Sistema de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), o Quali-SV, por meio da Instrução Normativa 27, publicada no Diário Oficial da União. 

O Quali-SV será apresentado pelo Mapa durante reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa) nesta quinta-feira (27), em Rio Branco (Acre). O programa reforçará os controles sobre a saúde dos rebanhos, o que tem reflexos positivos na segurança alimentar. 

Segundo o responsável pela Coordenação de Avaliação e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários (Casv) do Mapa, José Ricardo Lôbo, o programa deverá ser transparente e alinhado aos exigentes padrões internacionais, para promover melhorias contínuas e necessárias ao desempenho do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Os serviços veterinários estaduais e do Distrito Federal serão monitorados não apenas por dados técnicos (indicadores), mas também serão submetidos a avaliações presenciais por meio de auditorias e supervisões. O método, desenvolvido pela Casv, permitirá ter uma visão mais objetiva, atualizada e global dos serviços veterinários.

O serviço veterinário dos estados e do DF passarão por auditoria dos auditores fiscais federais agropecuários do Mapa a cada três anos. Para as auditorias foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação da qualidade do SVO, adaptando metodologia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) usada pelos serviços veterinários dos países-membros, conhecida como PVS/OIE Tool (Performance of Veterinary Services).

Cronograma
O Mapa já tem cronograma de auditorias até 2019. Neste ano, elas devem ser realizadas em 10 estados. A previsão para 2018 é de nove auditorias e de oito (em sete estados e no DF) para 2019.

As avaliações envolvem recursos humanos, físicos e financeiros, além da capacidade técnica e operacional do SVO. Os relatórios das auditorias serão divulgados pelo Mapa. Os órgãos auditados deverão implementar medidas corretivas específicas para os achados e recomendações, visando a melhoria dos serviços.

O Serviço Veterinário Oficial (SVO) é composto pelo Mapa e por órgãos estaduais de sanidade agropecuária, além de veterinários credenciados. O SVO tem como missão garantir proteção e segurança aos consumidores dos produtos de origem animal e o acesso desses produtos aos mercados interno e externo, por meio da prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais, além do controle do uso de insumos e atividades que possam afetar a saúde e o bem-estar animal. (As informações são do Mapa)

Leite: o impacto da alta dos combustíveis no setor
A alta do PIS/Cofins sobre os combustíveis vai dificultar ainda mais a vida dos produtores de leite. Quem comenta esse impacto é o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges. Assista o Vídeo (Canal Rural)

Porto Alegre, 27 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.550

 

  Aumento da oferta e crise política provocam queda do preço do leite 
 

O aumento da produção de leite no campo e a importação que eleva a oferta do alimento no mercado interno refletiram nos preços no Rio Grande do Sul. Dados divulgados pelo Conseleite, nesta quinta-feira (27/7), indicam que o valor de referência do litro projetado para o mês de julho é de R$ 0,9515, queda de 3,77% em relação ao consolidado de junho (R$ 0,9888).  O movimento foi puxado pela baixa de 6% no valor do leite UHT, de 3,5% no pasteurizado e de 3,4% no queijo mussarela. "Tivemos uma importante redução no mercado do UHT, que é quem puxa os preços. Estamos vivendo tempos de preços ruins", frisou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Nos últimos três meses, a redução, segundo o Conseleite, chega a 8,09%.Apesar disso, na ponta, o produtor vive um momento de custos de produção menores e recebe mais pelo litro, uma vez que soma bonificação mensais por qualidade e quantidade que elevam o recebido a valores próximos a R$ 1,20 por litro. 
 
 A preocupação, alerta Guerra, é que o setor já vem de um primeiro semestre difícil. "A indústria enfrentou meses de prejuízo e, agora, se começa um semestre com valores muito baixos", salientou, lembrando que o pico da safra ocorre em agosto. Uma das soluções é o governo sinalizar favoravelmente ao pedido feito pelo setor de compra governamental de 20 mil toneladas de leite pó. O pleito foi levado pelo Sindilat e Fetag ao Ministério da Agricultura em reunião em Brasília neste mês.
 
Guerra alega que o cenário de preços em baixa reflete diversos fatores. Além do aumento de 20% na captação entre maio e julho, típica nesse período do ano, a importação crescente de leite a preços menores do que o praticado no país também contribuiu. A crise política também chegou ao varejo, o que demostra a queda do poder de consumo da população. "Esse cenário ainda será impactado pelo aumento dos combustíveis recentemente anunciado", completou o também presidente do Sindilat. Contudo, o Conseleite acredita que os preços chegaram ao "fundo do poço", visto que as pastagens - prejudicadas pela estiagem e pela recente geada - não sustentarão um aumento substancial de produção nas próximas semanas.
 
O assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, citou o aumento de produção como um dos principais responsáveis pelos preços praticados atualmente. Os dados apresentados pelo Conseleite são resultado de levantamento realizado pela UPF com indicadores coletados nas indústrias. Os números foram apresentados pelo professor Eduardo Finamore.
 
Carne Fraca - Durante a reunião, o presidente do Conseleite pontuou a importância de o setor reagir de forma unificada contra o acordo firmado recentemente pelo ministro Blairo Maggi para abrir o mercado de lácteos brasileiro, o que seria uma possível contrapartida a nações importadoras de carne. "O setor de leite e derivados vai entrar como moeda de troca para amenizar o impacto internacional da Operação Carne Fraca. Não podemos deixar isso acontecer", concluiu Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Crédito: Carolina Jardine

Sindilat reúne-se com secretário Fábio Branco

Os laticínios associados ao Sindilat reuniram-se na tarde desta quinta-feira (27/7) com o secretário da Casa Civil, Fábio Branco, quando debateram os projetos de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Branco reforçou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a coragem da atual administração de promover as mudanças necessárias para tentar ajustar as finanças públicas.  "Esse não é um projeto de apenas um governo. Esperamos que tudo o que estamos fazendo não seja perdido", reforçou.

O secretário agradeceu o convite do Sindilat e a parceria pelo desenvolvimento durante o período que atuou junto à Sedai. Agora, na Casa Civil, garantiu que as portas seguem abertas para as indústrias do setor lácteo. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, agradeceu o apoio do governo em causas importantes para o segmento, como a questão do ajuste tributário do leite UHT. As empresas também pontuaram posição em relação ao Fundoleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Carolina Jardine

 

Wilson Zanatta descerra foto em galeria de ex-presidentes

O ex-presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, descerrou sua foto na galeria de dirigentes do sindicato no início da tarde desta quinta-feira (27/7), em Porto Alegre. Ao lado do presidente Alexandre Guerra e do secretário executivo, Darlan Palharini, ele destacou sua admiração pelo trabalho da entidade e pelo crescimento vivenciado pela bacia leiteira gaúcha. Lembrou das importações de vacas leiteiras do Uruguai realizadas na década de 90 e dos avanços de manejo e nutrição animal verificados nas últimas décadas.  "O Sindilat é uma entidade respeitada, sinto-me orgulhoso de ter passado por aqui", salientou.

Zanatta foi dirigente da Laticínios Bom Gosto e, há alguns anos, está afastado do segmento.  Contudo, segue com atividade rural no cultivo de soja e criação de gado. Entre seus projetos, está um empreendimento diferenciado e em menor escala no setor leiteiro fora do Rio Grande do Sul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Carolina Jardine

 

Nova Zelândia

As exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia para a China aumentaram 102% em valor, atingindo NZ $ 373 milhões (US $ 277 milhões) em junho, um aumento de 63% em quantidade, o que aumenta as exportações do país, informou o departamento de estatísticas Stats NZ nesta quarta-feira. As exportações da Nova Zelândia aumentaram 11% ano a ano até atingir NZ $ 4,7 bilhões (US $ 3,5 bilhões) em junho, disse um comunicado do departamento. O leite em pó, a manteiga e o queijo lideraram o aumento, 45% acima de NZ $ 1,2 bilhão (US $ 890 milhões) e 11% em quantidade. "O grupo do leite em pó, da manteiga e do queijo continua a ser uma mercadoria de exportação chave e representa mais de um quarto de nossas exportações totais", disse a diretora de estatísticas internacionais Daria Kwon no lançamento. As importações mensais totais foram avaliadas em NZ $ 4,5 bilhões (US $ 3,3 bilhões), um aumento de 7,7% em relação a junho de 2016, informou a Stats NZ. (The Diary Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Mercosul x Canadá

Representantes do Mercosul e do Canadá se reuniram em Buenos Aires para continuar as conversas exploratórias sobre a eventual negociação de um acordo comercial, informaram nesta quarta-feira (26) fontes oficiais. A informação é da Agência EFE. As delegações se encontraram na última segunda-feira (24) na sede do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina, que disse hoje em nota que Canadá e o Mercosul estão "mais perto de iniciar um diálogo para um acordo comercial".

"Na reunião foram consideradas as principais posições sobre os possíveis temas e capítulos do acordo: comércio de bens e serviços, tratamento de barreiras não tarifárias e investimentos, entre outros", explicou o comunicado.

As conversas deram continuidade às realizadas em abril, também em Buenos Aires, quando o Mercosul era presidido temporariamente pela Argentina. Agora, o posto é ocupado pelo Brasil. "Se pretende que as conversas progridam e que se dê início, prontamente, à negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá", conclui o comunicado. (Agência Brasil) 

Produção/Uruguai
A situação crítica do setor lácteo voltou a dar sinais preocupantes: em 2016 foram fechadas 163 fazendas de leite e caiu o número de litros coletados, segundo informou o Departamento de Estatísticas Agropecuárias (DIEZ) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca. DIEA apresentou os resultados da pesquisa anual efetuada com as indústrias processadoras de leite em todo o território nacional em 2016. A produção obtida com a produção de leite comercial chegou a 2.026 milhões de litros, uns 115 milhões de litros a menos do que o registrado no ano anterior. A captação pelas indústrias processadoras continua sendo o principal destino: 1.816 milhões de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e vendas diretas foi avaliada em 133 milhões de litros; enquanto os restantes 79 milhões de litros foram utilizados para consumo próprio (humano e animal) nas fazendas. O número de explorações leiteiras contabilizadas chegou a 2.716, 163 a menos do que em 2015, continuando a tendência de queda dos últimos anos, disse a DIEA. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)