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Porto Alegre, 21 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.699

 

  Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Março de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Fevereiro de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Março de 2018 é de R$ 2,1303/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Aprovado projeto que facilita comércio de queijos artesanais e embutidos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) o Projeto de Lei 3859/15, do deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES), que permite a comercialização entre os estados de produtos artesanais de origem animal, como queijos e embutidos. A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) para esse projeto e seus apensados: PL 8642/17, do deputado Rocha (PSDB-AC); PL 8677/17, do deputado Efraim Filho (DEM-PB); e PL 8920/17, do deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

De acordo com o substitutivo, o produto artesanal, caracterizado como aquele feito segundo métodos tradicionais ou regionais próprios, empregando-se boas práticas agropecuárias, será identificado em todo o território nacional com um selo único com a inscrição ARTE.

Esses produtos estarão sujeitos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. O registro do fabricante e do produto, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização seguirão as normas da Lei 1.283/50 quanto aos aspectos higiênico-sanitários e de qualidade.

Agricultura familiar
Em razão da peculiaridade de esses produtos serem feitos por pequenos e médios produtores, as exigências para o registro do estabelecimento e de seus produtos deverão ser adequadas às dimensões e às finalidades do empreendimento e seus procedimentos deverão ser simplificados.

Já a inspeção e a fiscalização do processo produtivo terão natureza prioritariamente orientadora, com o critério de dupla visita para a lavratura de autos de infração às normas higiênico-sanitárias.

Se o projeto virar lei, até a sua futura regulamentação, a comercialização dos produtos será autorizada entre os estados da Federação.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-3859/2015
(Fonte: Agência Câmara Notícias)

 
 
Confira evolução da produção de leite nas principais regiões exportadoras do mundo

Confira neste material a produção de leite das cinco principais regiões exportadoras da UE-28, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e os EUA. Estas cinco regiões representam mais de 65% da produção mundial de leite e cerca de 80% das exportações mundiais de produtos lácteos e, portanto, são essenciais para influenciar a direção dos preços nos mercados mundiais.

 
O rastreador* fornece uma linha de base para comparar se a produção real aumenta ou diminui conforme o esperado.

As entregas em janeiro totalizaram 796 milhões de litros por dia, um aumento de 2,7% em relação ao ano passado, quando a produção foi ativamente adiada como resultado do programa de redução do leite da União Europeia (UE). A maioria das principais regiões produtoras registrou um aumento interanual na produção, com exceção da Nova Zelândia, que registrou uma queda de 4,9% nas entregas. O principal motor do aumento da produção continua sendo a UE-28, onde as entregas em janeiro aumentaram 4,0% no ano passado.

Dentro da UE-28, a maioria dos grandes produtores viu as entregas de leite crescer, incluindo França, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Polônia, Espanha, Itália e Bélgica. As entregas da UE-28 para janeiro são estimadas com base em dados informados que cobrem 91% do total. (As informações são do AHDB, publicadas pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Languiru divide sua experiência com cooperativas do Peru

Recentemente a Cooperativa Languiru recebeu a visita de representantes de cooperativas de Jaén, cidade situada na província de Cajamarca, localizada ao norte do Peru. A intenção do grupo foi conhecer a história, a diversificação dos setores e unidades industriais de uma das maiores cooperativas de produção do Estado. A região onde os peruanos residem é caracterizada pela monocultura, ou seja, a produção de café dita a matriz econômica de Cajamarca.  Além de dirigentes cooperativistas, também integraram a comitiva engenheiros agrônomos, pesquisadores e funcionários públicos. O grupo foi acompanhado pelo analista da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Matheus Loro da Soledade Dias, no roteiro que também contemplou visitas ao Sicredi Ouro Branco, de Teutônia, e à Vinícola Aurora, em Bento Gonçalves. Os peruanos ainda visitaram cooperativas do Paraná e de São Paulo.

Apresentação do case
A programação iniciou pela manhã no auditório da Sede Administrativa, no Bairro Languiru. O presidente Dirceu Bayer deu as boas-vindas e reiterou que a troca de experiências é fundamental para a evolução do cooperativismo. Suscintamente, falou sobre a produção de rações e a exportação de carnes de frango e suíno. Enalteceu que as plantas industriais estão operando com capacidade máxima e fez menção às parcerias da cooperativa para atingir este propósito.

Na sequência, o encontro foi conduzido pelo gerente de fomento, Beto Aurélio Markus, que apresentou o vídeo institucional e falou sobre os setores da Languiru. Markus explicou a segmentação da cooperativa e mostrou fotos de unidades estratégicas de negócios. Números e gráficos foram acrescentados para que os peruanos tivessem uma melhor noção do tamanho da Languiru. “Um dos nossos diferenciais é a logística, uma vez que as propriedades de associados estão perto das unidades industriais e da Sede Administrativa. Esta realidade ameniza os custos de produção”, esclareceu. Markus também falou sobre a diminuição da idade média do quadro social e do posicionamento da cooperativa nos cenários regional, estadual e nacional.

Beneficiamento de lácteos e abate de suínos
Ainda pela manhã, o grupo seguiu até o Bairro Teutônia, onde os peruanos visitaram a indústria de laticínios. Eles foram recepcionados pelo gerente industrial Mauro Aschebrock, que apresentou números sobre a produção, quadro de colaboradores e logística da unidade. A encarregada da qualidade, Patrícia Dick Haas, conduziu o grupo pela indústria após a degustação de produtos lácteos da Languiru. Patrícia explicou diferentes processos, como o recebimento da matéria-prima, análises de laboratório, envase de produtos de valor agregado e expedição.

À tarde, o roteiro seguiu no município de Poço das Antas, com visita ao frigorífico de suínos. Os peruanos foram recepcionados pelo gerente de negócio Costantino Marzano e pelo coordenador de qualidade André Fritsch von Frühauf, que compartilharam alguns números da unidade pertinentes ao abate e à comercialização. A analista de qualidade, Marli Haefliger, continuou com a programação ao apresentar os setores que envolvem o abate de suínos. Os visitantes conheceram a produção de embutidos, o fracionamento de carcaças e o processo de expedição.

O representante da Colônia Herrera, Jairo Herrera, destaca que o grupo ficou impressionado com a alta tecnologia empregada pela Languiru, tanto na indústria de laticínios como no frigorífico de suínos. Enalteceu a diversificação das atividades e a responsabilidade ambiental da cooperativa. “Esta visita serviu para mostrar a importância do sistema cooperativo no desenvolvimento de pessoas e de comunidades. Também foi possível notar o papel dos governantes para estimular o associativismo, gerar empregos e promover o bem-estar da população. A Languiru é uma das melhores cooperativas do Brasil”, afirmou. 

Herrera percebeu semelhanças entre o cooperativismo do Brasil e do Peru. Citou o modelo gratuito de associação voluntária, a autogestão como mecanismo que permite que os próprios membros liderem as cooperativas e a ausência de um propósito lucrativo em relação às operações que a cooperativa realiza com seus parceiros. “Queremos desenvolver a região de Cajamarca, que teve um crescimento populacional e econômico muito grande nos últimos anos”, concluiu. (As informações são da Languiru)

 
 
 
 

Preços/Uruguai
Os preços dos produtos lácteos comercializados pelas indústrias no mercado interno durante o mês de janeiro registraram aumento de 14% quando comparados com o mesmo mês de 2017. No entanto, os preços das exportações subiram 5%. O leite pago aos produtores em janeiro atingiu a média de US$ 0,33/litro, ou 9,5 pesos, o que representou melhora de 2% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Inale (Instituto Nacional do Leite). Já o preço recebido pela indústria (somando o mercado interno e o mercado externo) foi de US$ 0,44 (12,5 pesos por litro), caindo 5% em relação ao mês anterior. (El Observador – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 20 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.698

 

  Entressafra puxa alta do preço do leite no RS
 
Com o avanço da entressafra no Rio Grande do Sul, o valor de referência do leite teve recuperação, aproximando-se da casa de R$ 1,00. Segundo dados do Conseleite divulgados na manhã desta terça-feira (20/03), o projetado para março é de R$ 0,9901, 2,56% acima do R$ 0,9654 consolidado de fevereiro.  Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, registrou-se recuperação do leite UHT (6,73%) no mês. “Mesmo assim, o valor do produto ainda está abaixo de 2016 e 2017”, frisou, reforçando o momento de baixa remuneração mesmo com custos de produção praticamente estáveis nos últimos quatro meses.

O professor pontuou que o leite em pó vem ganhando força no mix de produtos fabricados no Rio Grande do Sul, saltando de 39,55% do mercado, em 2017, para 43,46% nos primeiros três meses de 2018. Por outro lado, o UHT passou de 41,94% para 35,52%. Juntos, concentram 78% da produção do RS.

O presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, reforçou que o leite UHT tem puxado mais forte os preços neste momento de entressafra. "Estamos entrando no período  de menor produção, o que indica que continuará subindo até pela necessidade de a indústria recuperar margens". A expectativa, diz o executivo, é que o inverno de 2018 seja de baixas temperaturas, o que deve motivar o aumento do consumo. Além disso, a retomada da economia brasileira e a volta às aulas ajudará a incentivar a demanda. “A indústria, neste ano, não fez gordura nos primeiros meses do ano, mas, agora, devemos ter uma retomada”.

O presidente do Conseleite, Pedrinho Signori, sugeriu a realização de uma agenda das áreas econômicas das diferentes entidades que compõem o Conseleite para debater alternativas para escoamento de excedentes do mercado que permitam equalizar os preços. O assessor da Fetag Márcio Langer argumentou que é essencial pressionar o governo por apoio ao setor e alertou sobre redução do preço do leite em pó no varejo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a tendência é que os efeitos da entressafra no mercado sejam suavizados uma vez que os produtores têm investido mais em alimentação e nutrição dos bovinos leiteiros, o que garante captação mais constante ao longo do ano.

CAMPANHA- Durante a reunião, as entidades que integram o Conseleite ainda debateram a importância de adoção de uma campanha para divulgar a qualidade e os atributos dos produtos lácteos gaúchos. O projeto segue em debate no colegiado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Carolina Jardine

Sinaleira para indicar produtos mais saudáveis 
Representantes do setor laticinista gaúcho debateram, na reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) desta terça-feira (20/03), a exigência da Anvisa de incluir nas embalagens tarjas coloridas (verde, amarelo e vermelho) para indicar grau de adição de açúcar e sódio nos produtos. O uso dessa “sinaleira” nos alimentos busca adoção de hábitos mais saudáveis. “É um caminho pela valorização de produtos mais saudáveis e que está sendo acompanhado de perto pelo Sindilat”, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

No encontro, o dirigente ainda detalhou agenda realizada, na semana passada, em São Paulo (SP), em que se tratou da negociação do Mercosul com a União Europeia pelo uso dos nomes Parmesão, Gruyère, Roquefort, Fontina, Gorgonzola e Grana por queijos latinos. Segundo Guerra, a posição do Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) e do Sindilat é de não aceitar restrições. “Isso não poderá ser admitido porque nossos consumidores já estão acostumados com essa nomenclatura. O setor laticinista é sempre moeda de troca em negociações internacionais. Isso não podemos aceitar”, disse. 

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou relato sobre as reuniões realizadas, neste mês, com a embaixada da Argentina, em Brasília (DF). Ele reforçou a importância de aproximação com os países vizinhos e de não estabelecer uma relação apenas de enfrentamento. “Podemos nos valer de ganhos que esses mercados já tiveram, como custo de insumos mais competitivos na criação”, exemplificou. 

Palharini ainda citou o trabalho realizado pelo Sindilat para articular a liberação pelo governo federal de ferramentas de comercialização efetivas que auxiliem no escoamento de leite do mercado nacional. Segundo ele, o pedido de PEP feito ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante a Expodireto, ainda está em análise. “Independentemente da ferramenta a ser utilizada, precisamos de movimento que retire leite e regule mercado”, acrescentou Palharini, alertando sobre a importância de garantir margens mínimas de lucro ao setor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine
 
 
Sindilat participa de aula e degustação de queijos na Unisinos
A importância de integração entre o setor laticinista e a universidade no desenvolvimento de novos produtos e formas de consumo foi a tônica da palestra de abertura de aula no curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) realizada na noite desta segunda-feira (19/3). O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou o avanço do interesse popular em relação à culinária, um novo mercado potencial tanto para o setor industrial quanto para os profissionais da área. Palharini realizou apresentação de dados sobre o setor e pontuou as projeções de aumento de consumo de lácteos no Brasil e no mundo. “Há um grande desafio de aproximar os elos da cadeia para fomentar novos tipos de consumo no Brasil”, disse.
A aula, ministrada pela professora Raquel Chesini, ainda teve explanação técnica sobre a produção no campo e na indústria e degustação de queijos a uma plateia atenta. O objetivo, explica ela, é mostrar aos alunos as diferenças de sabor entre os itens produzidos no Rio Grande do Sul. “Fizemos uma demonstração de queijos, dos mais suaves aos mais picantes”, ressaltou Raquel. Os rótulos foram ofertados pelo Sindilat, incluindo queijos e iogurtes de seus associados.  A professora reforçou a preocupação da gastronomia no uso de itens locais, uma valorização aos alimentos fabricados no mercado gaúcho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)  
 
 
Crédito: Carolina Jardine
 
 
 
Leilão GDT tem queda de 1,2% com forte impacto do leite em pó desnatado

Na última terça-feira (20/03/18) foi realizado o evento 208 do leilão GDT, que teve queda de 1,2% no índice médio, com o preço médio de US$3.632/tonelada.

O volume negociado teve nova queda; neste leilão, 18.635 toneladas foram negociadas, 3,4% a menos em relação ao leilão anterior, e 17,2% a menos em relação ao evento correspondente em 2017.

Neste leilão, o grande destaque fica por conta da desvalorização do leite em pó desnatado que, após uma forte subida de 5,5% no último leilão, registrou queda de 8,6%, o que trouxe o preço médio para US$ 1.887/tonelada. De fato, não há fundamentos para altas consistentes nos preços do produto, com o excedente mundial de oferta e a iminente venda dos estoques de intervenção da União Europeia. Além disso, o leite em pó desnatado da Nova Zelândia vem tendo fortes perdas de competitividade desde o final de 2017 frente o produto europeu.

Neste leilão, os queijos também sofreram desvalorização, e o índice de preços do cheddar caiu 3,9%, trazendo sua média para US$3.609/tonelada. Mesmo assim, o valor ainda é quase US$300/tonelada acima do valor visto ao final do primeiro leilão do ano.

Já no leite em pó integral e nas gorduras, houve estabilidade nos preços. Tanto o AMF (Anhydrous Milk Fat) quanto a manteiga não tiveram variação no índice de preços, fechando com médias a US$6.249/tonelada e US$5.281/tonelada respectivamente, enquanto o leite em pó integral fechou com preço médio a US$3.226/tonelada, queda de apenas US$ 6/tonelada em relação ao último leilão.

Mesmo com a 3ª queda consecutiva no leilão GDT, a diferença entre os contratos futuros de leite em pó integral no GDT e na Bolsa da Nova Zelândia sugere que não deve haver recuperação nos preços nos próximos leilões. (Gdt/Milkpoint)    

 
 
 
 

Sindilat negocia parceria com a Unisinos
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reuniu-se na última quinta-feira (15/3) com as professoras da graduação da Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) Raquel Chesini e Flávia Silva para tratar de parceria com a instituição de ensino para divulgar os processos de produção do setor laticinista. Segundo ele, é essencial mostrar aos estudantes de Gastronomia como são produzidos os produtos lácteos gaúchos. Para dar início à parceria, o Sindilat participará, na próxima segunda-feira (19/03), de aula sobre cadeia produtiva de lácteos a ser ministrada pela professora Raquel Chesini, no Campus de São Leopoldo. Em 2017, o Sindilat e o curso de Gastronomia da Unisinos deram início a um projeto de aproximação. Em sala de aula, o chef Alexandre Reolon, da Rasip,  promoveu degustação e apresentação sobre as qualidades gastronômicas de alguns queijos e derivados lácteos. Outra ação a ser fomentada com a Unisinos é a participação dos alunos durante a agenda do Pub do Queijo, projeto gastronômico que busca difundir o consumo do produto.  (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Porto Alegre, 19 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.697

 

  EUA rastreia mercados para a exportação dos seus produtos lácteos

As parcerias internacionais entre a indústria de lácteos dos EUA e os principais mercados de exportação se formaram seis meses depois que a o Conselho de Exportações de Lácteos (USDEC) apresentou o "The Next 5%", um plano estratégico de exportação visando um aumento das exportações de produtos lácteos de 15% para 20%. "Para as famílias de fazendas leiteiras terem a chance de passar suas fazendas para seus filhos, a mudança para um foco de mercado global é a chave", disse o presidente e CEO da USDEC, Tom Vilsack.

O objetivo do plano de exportação é ajudar os produtos lácteos dos EUA a obter maior visibilidade em vários mercados, como China, Sudeste Asiático, Japão, Coreia, Oriente Médio e norte da África. Isso, ajudará a aliviar a pressão sobre os produtores de leite nos Estados Unidos para encontrar mercados para seu leite. "Estamos sendo mais agressivos nesses mercados e em organizações internacionais que podem estabelecer regras e regulamentos para a venda de produtos lácteos [EUA]", disse Vilsack.

O USDEC contratou funcionários adicionais para ajudar na política comercial, acesso ao mercado e assuntos regulatórios, de acordo com a Vilsack. "Tenho o prazer de dizer que, como resultado dos investimentos que as pessoas estão dispostas a fazer, contratamos desenvolvimento de negócios adicionais e gerentes de contas importantes na China, Oriente Médio, África do Norte e Japão".

Parcerias culinárias e de varejo
O USDEC aumentou seus esforços no estabelecimento de parcerias com institutos culinários e universidades em mercados internacionais emergentes, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, Cingapura e África do Norte, de acordo com a Vilsack. "Não é uma nova estratégia, mas um investimento mais extenso e significativo de recursos e esforços no desenvolvimento dessas relações", afirmou. "Estamos desenvolvendo chefs para que eles compreendam as maneiras pelas quais podem usar os produtos lácteos em suas receitas". O USDEC também expandiu a presença no varejo de produtos lácteos dos EUA, incluindo parcerias com a Costco na Coreia e Japão.

"De modo algum, o foco deve ser só na China"
A China tem sido um importante mercado de exportação para os EUA, já que uma quantidade recorde de queijo foi vendida para o país de 1,4 bilhões de pessoas no ano passado, um aumento de 44% entre 2016 e 2017. "Há uma oportunidade para trabalharmos com grandes empresas de alimentos no varejo da China - acho que há uma tremenda necessidade de leite em pó e soro", disse Vilsack. "Mas de modo algum o foco deve ser exclusivamente o país".

Fora da China, o USDEC está visando Japão, Coreia e Vietnã, sendo esse último muito aberto a fazer negócios com produtos lácteos dos EUA, acrescentou Vilsack. O Oriente Médio, em particular os Emirados Árabes Unidos, é outro mercado fundamental para o USDEC, de acordo com a Vilsack, onde há uma grande quantidade de consumidores interessados em produtos de alta qualidade e onde barreiras comerciais são menos rigorosas. O USDEC esteve presente recentemente na Gulfood em Dubai, onde a organização comercial dobrou sua presença na feira comercial. "O interessante sobre esse cenário é que você tem pessoas com uma quantidade substancial de recursos e altos rendimentos e os produtos lácteos americanos são altamente valorizados no Oriente Médio", acrescentou. O consumo de queijo é dez vezes maior no Oriente Médio do que o Sudeste da Ásia, apesar de ter metade da população, continuou Vilsack.

NAFTA
O sistema de preços do leite da Classe VII do Canadá continua sendo um importante ponto de discussão para a indústria de lácteos dos EUA durante as renegociações do NAFTA. "A única coisa positiva que está acontecendo no Canadá é que os consumidores estão mais conscientes de que estão pagando mais por seus produtos lácteos", disse Vilsack.

"Isso [Classe VII] criou um problema sério. Eles criaram um mercado mundial em leite em pó que está sendo distorcido porque os canadenses que vendem o produto estão substancialmente abaixo dos preços globais". Vilsack acrescentou que a Administração do Trump recentemente introduziu tarifas sobre o aço e o alumínio, o que complicou as negociações do NAFTA.

"Estamos tentando, por meio da renegociação do NAFTA, levar o Canadá a retirar o sistema de Classe VII. A ideia é que eles abram os seus mercados para que os seus consumidores possam se beneficiar e que nossos produtores lácteos sejam tratados de forma justa". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Leite/América do Sul 

Na Argentina e Uruguai, a produção de leite nas fazendas continuam declinando em decorrência da seca e das persistentes temperaturas elevadas de verão em muitas bacias leiteiras. O clima atual na região aumenta o estresse no rebanho leiteiro e reduz a qualidade das pastagens. 

No entanto, o volume de leite tem sido suficiente para atender às necessidades de processamento. A demanda por leite fluido/UHT pelas instituições educacionais e varejistas permanecem fortes. Também o interesse por creme permanece intenso antes dos feriados do outono. No entanto, atualmente, a oferta de creme está muito apertada. Conforme relatado pelo governo, em fevereiro de 2018, a produção de leite da Argentina caiu 7% em relação ao mês anterior, mas, aumentou 14% em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2018, os preços nominais pagos aos produtores aumentaram 15% em relação a fevereiro de 2017. No Brasil, a produção de leite nas fazendas está baixa, acompanhando os padrões sazonais. A menor oferta de leite e creme tem ajudado a manter o preço ao produtor, relativamente elevado. As vendas de leite fluido/UHT para vários estabelecimentos de varejo e restaurante estão melhorando. A demanda por manteiga está forte. No entanto, a oferta atual de creme é insuficiente para cobrir as necessidades da indústria. As vendas de queijos estão variando entre leves e moderadas, e os estoques estão elevados. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 
Leite/Europa

Depois de reverter o aumento sazonal da produção de leite na Europa Ocidental em decorrência do frio e da neve atípicos no final de fevereiro e início de março, o tempo agora está voltando aos padrões normais, e a produção de leite retoma sua tendência de crescimento. 

Fontes na Alemanha acreditam que os aumentos desta semana chegaram perto de 0,8% acima do volume de um ano atrás. Já o relatório da ZMB estima que a produção de leite na Holanda caiu 1,2% em fevereiro, em relação ao ano anterior. As vendas de queijos fabricados na Europa Ocidental estão muito fortes, e a expectativa é de que isso continue. Os estoques estão menores do que algumas indústrias gostariam. A demanda interna e de exportação combinam perfeitamente com a produção atual. Alguns potenciais compradores que não fizeram contatos antecipadamente não estão obtendo sucesso nas negociações com algumas indústrias da Europa Ocidental. Os clientes antigos estão tendo preferência, tanto no mercado interno, como nas vendas para o exterior. Existe um esforço para honrar a fidelidade dos clientes sobre as transações eventuais e oportunistas. O relatório da ZMB aponta que houve crescimento significativo, 13,4%, da produção de leite da Turquia em janeiro de 2014, em relação ao mesmo mês de 2017. 

A Turquia teve queda de produção entre janeiro e agosto de 2017, reagindo a partir de setembro, com uma produção mais robusta. Os resultados neste início de 2018 parecem indicar continuidade nessa nova tendência. Os preços europeus do leite em pó desnatado (SMP) estão fracos, e já ficaram abaixo das cotações da Oceania. Para desapontamento dos fabricantes, os preços europeus são mais baixos em 2018, do que eram em 2017. Os melhores preços são encontrados na Alemanha, que vem seguida pela Holanda, e depois pela França. O mercado de SMP na Europa Ocidental está quieto. As transações realizadas são para entrega de curto prazo. A contratação a longo prazo é fraca, em parte, devido às incertezas em relação aos preços futuro. Alguns vendedores já mostram impaciência nas últimas semanas. Mas muitos, compradores e vendedores, aguardam as notícias sobre as decisões da Comissão Europeia sobre os preços. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

Faturamento de setor de supermercados cresce 4,3% em 2017
O setor supermercadista brasileiro teve faturamento R$ 353,2 bilhões em 2017, o que representou crescimento nominal - sem descontar a inflação - de 4,3%, ante 2016. A informação partiu da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) que divulgou os primeiros resultados da 41ª edição da pesquisa ranking Abras/SuperHiper nesta segunda-feira. A mesma pesquisa detalhou que o faturamento das 20 maiores empresas foi de R$ 187,4 bilhões no ano passado -- o que representou um aumento, também nominal, de cerca de 3,8%, ante 2016 (R$ 180 bilhões). O presidente da Abras, João Sanzovo Neto, e Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro(Asserj), detalham o desempenho do setor em entrevista coletiva. (As informações são do jornal Valor Econômico)


Porto Alegre, 16 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.696

 

  Mercosul define posição sobre queijos em Assunção, no Paraguai

Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai reúnem-se em Assunção, no Paraguai, para encontro de  chanceleres  que começa nesta sexta-feira (16/03) para alinhar uma posição oficial do Mercosul sobre a disputa internacional criada com a União Europeia (UE) a respeito do uso de nomes tradicionais de queijos. A UE reivindica que países do Mercosul deixem de usar os termos Parmesão, Gruyère, Roquefort, Fontina, Gorgonzola e Grana em seus produtos uma vez que se referem a denominações de origem de queijos típicos dos países europeus. O assunto foi debatido pelos laticínios brasileiros na manhã desta quinta-feira (15/3) em reunião no Conselho Nacional da Indústria de Laticínios (Conil) em São Paulo (SP).

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que participou do encontro representando os laticínios gaúchos, o setor não aceita as restrições que querem ser impostas. “O setor de lácteos é sempre usado como moeda de troca nas negociações internacionais. Não iremos mais aceitar isso”, frisou.  De acordo com o executivo gaúcho, o uso dos nomes de queijos já é uma tradição no mercado brasileiro.

O Sindilat é filiado ao Conil, colegiado que reúne os diferentes sindicatos do país. O grupo também vem fortalecendo sua atuação junto à Federación Panamericana de Lechería (Fepale) para pleitear causas conjuntas e defender interesses do Mercosul.

Ainda em SP, Guerra participou de reuniões na Viva Lácteos e ABLV e na Abiq. “O setor aqui trabalha muito harmonizado por causas coletivas”. Durante a agenda, Guerra também reforçou a importância de apoio nacional para o pedido encabeçado pelo Sindilat de PEP para o Leite. Além do leite em pó, abordou-se a necessidade de adoção da ferramenta para a comercialização de UHT. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Observatório da Carne é apresentado a entidades

Em um almoço no Palácio Piratini, o Governo do Rio Grande do Sul apresentou Observatório Gaúcho da Carne (OGC), projeto anunciado na Expointer de 2017 que possibilita a ampliação de informações da produção de carne bovina do Estado. Ao longo de seis meses, as informações disponíveis desde 2010 foram cruzadas e compiladas, gerando um volume de 800 mil dados, divididos em 11 painéis compostos por gráficos que estarão disponíveis para acesso público no website.

Até então secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, que se despediu da função para concorrer a deputado, frisou a importância da unificação dos dados e mencionou a possibilidade de ampliar o método utilizado para outras cadeias produtivas do Estado, como por exemplo, a cadeia produtiva do leite. O secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, esteve presente no evento e destacou a necessidade de observar o que o OGC representará na prática. "É um bom projeto. Agora, precisamos observar como irá refletir no mercado bovino, para depois expandir para os outros setores", afirmou.

Para o governador José Ivo Sartori é inegável que o setor da pecuária é o mais importante para a economia do Rio Grande do Sul. Justamente por isso, segundo ele, é indispensável investir em tecnologias que ampliem o acesso à informações relacionadas ao setor. O Observatório é a primeira etapa para a criação da Agência Gaúcha da Carne.

Na ocasião, Sartori anunciou que Odacir Klein irá substituir Polo na Secretária de Agricultura. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Camila Silva


Alimentação do gado

Especialista norte-americano explica como reduzir gastos com alimentação, que podem representar 70% do custo na produção de carne e leite, e fazer os animais absorverem mais nutrientes. A alimentação do gado pode representar até 70% do custo de produção na pecuária, afirma o diretor-técnico da Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP), Argeu Silveira. 

“É uma característica de alto impacto, e o criador pode aumentar em até 20% o número de matrizes com a mesma quantidade de pasto. É uma característica importantíssima do ponto de vista comercial, por isso tanta preocupação”, defende. Uma forma de reduzir esse gasto, de acordo com o professor da Universidade da Califórnia Bob Sainz, é avaliando a eficiência alimentar dos animais. “Nada mais é do que você extrair mais com menos. É o animal que consegue produzir a carne com menos insumos, menos alimentação, e isso é fundamental para qualquer sistema produtivo”, explica.

Para conseguir aumentar a eficiência de conversão de nutrientes, o primeiro passo é calcular a quantidade do que cada animal consome. O trabalho é complexo, mas já existem equipamentos automatizados que fazem o serviço. O produtor Luciano Borges investiu nisso e diz que o investimento vale a pena. “Para mim não existe nada hoje, característica nenhuma, com significado econômico maior do que o consumo alimentar. Será ou já é o grande pulo do gato dessas próximas décadas”, conta. Além das vantagens econômicas, a eficiência alimentar diminui o impacto ambiental. “O animal que come menos para produzir a mesma coisa ou mais também vai, automaticamente, ter menos dejetos e menos emissão de gases efeito estufa”, esclarece Sainz. De acordo com o presidente da ANCP, Raysildo Lôbo, mesmo diante de tantos benefícios, o Brasil ainda está engatinhando no processo de utilização da técnica. “Nós temos pouca coisa ainda em melhoramento com relação à eficiência alimentar, são poucos os programas que usam. Diria que não mais do que três programas estão usando a eficiência”, diz.  CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)


Pesquisadores desenvolvem vacas holandesas mais tolerantes ao calor

Graças aos pesquisadores da Universidade da Flórida foi possível a criação um uma vaca Holandesa que resiste melhor ao estresse por calor. A genética pode ser uma nova ferramenta para diminuir a queda da produção de leite e reprodução no verão. O pesquisador Peter Hansen disse que dois touros que estão agora comercialmente disponíveis possuem um haplótipo para uma pelagem mais curta e lisa, conhecida como "slick" (liso, em uma tradução livre).

"Temos dados que sugerem que Holandesas de pelo liso são melhores para regular a temperatura corporal", disse Hansen. "Há também dados que mostram que a produção leiteira delas diminui menos durante o verão", completou. 

De acordo com o pesquisador, mesmo quando resfriadas com ventiladores e aspersores, as vacas na Flórida geralmente apresentam queda de 10 a 15% na produção de leite e até 20 a 25% de fertilidade durante os períodos mais quentes do ano. "Achamos que usar a mutação slick permitirá que essas vacas melhorem a temperatura corporal e experimentem menos perdas na produção de leite e melhor fertilidade no verão", disse Hansen.

Um estudo de 2014 que mediu as temperaturas corporais das vacas leiteiras alojadas em um free stall da Flórida mostrou que o pico de temperatura corporal para Holandesas normais foi de 39,28ºC, enquanto as Holandesas slick chegaram a 38,67ºC. "A temperatura corporal normal é de 38,5oC, de modo que as slicks ficaram apenas um pouco acima disso durante o período mais quente do dia", observou ele, atribuindo o efeito de regulação à habilidade das vacas de perder mais calor por meio da pele e, talvez, por suar mais. 

O estudo indicou ainda que as Holandesas com o haplótipo eram mais resistentes às quedas no rendimento do leite como resultado do menor estresse por calor.

A história do gado slick
O membro da faculdade da Universidade da Flórida, Tom Olson, foi o primeiro a se deparar com o gado slick há vários anos durante uma visita à ilha do Caribe de St. Croix. Lá, ele notou variações na pelagem de animais da raça Senepol, uma raça de corte. Ele mediu a temperatura corporal do gado com pelos normais em comparação com aqueles com pelos curtos e concluiu que as vacas de pelos curtos mantiveram uma temperatura corporal média mais baixa durante o verão e produziram mais leite do que os animais de pelo longo do mesmo rebanho.

Então, Olson introduziu o sêmen de Senepol às fêmeas Holandesas na Universidade da Flórida em 1990. Entretanto, os produtores de leite em Porto Rico estavam incorporando o gene slick em seus rebanhos há anos. Provavelmente, o gene entrou nas Holandesas em Porto Rico quando os animais importados eram cruzados com os nativos da ilha.

Pesquisas genômicas recentes de cientistas da Nova Zelândia e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) identificaram o gene slick como uma mutação genética no receptor da prolactina. "É interessante porque esse é um dos hormônios envolvidos no desenvolvimento mamário", disse Hansen. "Parece que a prolactina também está envolvida no crescimento do pelo".

Genética slick: hoje e no futuro
Atualmente, existem dois touros na Universidade da Flórida oferecidos aos produtores de leite interessados em incorporar pelagem slick em seus programas de reprodução. Slick-Gator Blanco (551HO03574, ST Genetics) é heterozigoto, então metade de sua prole será lisa e a outra metade terá pelagem normal. A instituição também possui o Slick-Gator Lone Ranger (HOUSA000144046164) e seu sêmen é comercializado pela Legacy Genetics de Oklahoma. Como Blanco, Lone Ranger é heterozigoto para o gene slick. A universidade está trabalhando para desenvolver touros homozigotos que produzirão progênies 100% de pelos curtos.

 

Os animais com o haplótipo slick são fenotípicamente semelhantes aos Holandeses e atualmente estão sendo registrados na Holstein Association USA. O Lone Ranger, por exemplo, é considerado 87% Holandês registrado. "Os touros têm predominantemente genética de Holandês, mas a mutação vem do Senepol", disse Hansen. "Você não pode diferenciá-los de um puro-sangue Holandês a não ser por causa do pelo curto. Também, eles não possuem pelos encaracolados na testa".

 

Hansen prevê que o interesse internacional seja maior para o gado com o gene slick, particularmente em regiões que enfrentam um estresse térmico constante durante todo o ano, como a América Latina, o Sudeste Asiático e o Sudoeste da Ásia. Ele também vê potencial para os rebanhos nos Estados Unidos do Sudeste e Sudoeste e um dos principais intuitos é selecionar uma genética mais tolerante ao calor. (As informações são de Peggy Coffeen, para o Progressive Dairyman, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Preços/EU

De acordo com as últimas informações do Observatório Lácteo da União Europeia (UE), com dados da 10ª semana, podemos destacar: 
- Em comparação com a semana anterior, o preço médio da manteiga na UE aumentou 1,3% (477 €/100 kg) e o preço do leite em pó desnatado (SMP) caiu 1,7%, enquanto os preços do leite em pó integral (WMP) e do Cheddar ficaram estáveis. 
- O preço spot do leite na Itália aumentou 3,5% (29,5 centavos de €/kg, [R$ 1,23/litro]) em relação à semana anterior, enquanto que na Holanda, o preço do leite spot caiu 0,7%, (28,3 centavos de €/kg, [R$ 1,18/litro]). 
- O custo da alimentação animal foi 2,2% maior e a energia caiu 0,8% em comparação com a média das quatro semanas anteriores. 
- As exportações de manteiga pela UE em janeiro de 2018 cresceram 36% em relação ao nível de janeiro de 2017. 
- A UE melhorou sua cota no mercado de manteiga nos Estados Unidos em janeiro de 2018. 
- As importações de lácteos pela China mostraram recuperação considerável em janeiro de 2018.  (Fonte: Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)


Porto Alegre, 15 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.695

 

  Sartori afirma que concessões de rodovias saem em 2018

Com um discurso de candidato, o governador José Ivo Sartori abriu o Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), falando sobre o futuro, sem esquecer de pontuar as ações do passado. Fez um balanço da gestão e revisitou projetos, ideias e promessas de campanha. Lembrou que o Estado avançou porque tomou medidas de gestão como a adequação da máquina pública, que redefiniu a estrutura do Executivo. Ao saudar o governador, a presidente da Federasul, Simone Leite, disse que “o desenvolvimento econômico precede o social e nós precisamos ter um Estado que cative e não hostilize o empreendedor”.

Sartori defendeu os interesses do Rio Grande do Sul e afirmou que “o futuro do povo está na frente de interesses partidários e siglas”. Disse que prefere entrar para a história como qualquer coisa, “menos mentiroso e desonesto”, lembrando as duras medidas que tomou desde o primeiro dia de mandato.

Além de rever as ações de governo, Sartori destacou que o Estado começa a notar uma “mudança no estado de espírito” e que os gaúchos apoiam as ideias de modernização definidas como “amargas”. Para o governador, o Rio Grande do Sul começa a colher alguns frutos, de sementes que foram lançadas há quase quatro anos e que agora germinam.

Segurança pública, infraestrutura e eleições de 2018 também fizeram parte do “cardápio” do Tá Na Mesa. Sartori anunciou que ”os municípios que contribuíram, solidariamente, com a Brigada Militar e com a segurança pública, serão os primeiros recompensados quando os novos soldados da PM estiverem formados”.

Falou ainda sobre as estradas do RS, citando que o Governo do Estado pavimentou mais de 2,5 mil quilômetros e conclusões de acessos asfálticos. Quanto às concessões, o governador afirmou que “ainda em 2018, no máximo no segundo semestre, sairão do papel e com isso serão ampliadas a manutenção de rodovias e a conclusão de obras”.

No encerramento do encontro, a presidente da Federasul, Simone Leite, que mediou perguntas dos convidados, indagou ao governador sobre como seria os próximos quatro anos, caso fosse reeleito.  Sartori disse que caberá ao novo governador “ter apoio político e social, além de muito jogo de cintura”. Ele disse: “se eu não posso dizer sim, também não preciso dizer não”, quanto a concorrer ao Piratini novamente. (Federasul)
 

Ela foi do nada aos 11 mil litros de leite por mês

Criada ajudando o pai na lida da pequena propriedade da família Rossatto, Suzana sonhava em ampliar a área para que pudesse viver da terra e junto da família. Sonho que se tornou realidade quando, por meio de uma capacitação no Sindicato da Agricultura Familiar de Pinhalzinho (SC), conheceu o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Em 2009, a jovem agricultora, na época com 21 anos, adquiriu 9,25 hectares no município de Saudades (SC), ao lado das terras da família.

“Sempre amei a roça e nunca me vi fora dela. Teve até um momento em que tentei trabalhar na cidade, mas minha cabeça ficava lá, na lida com a terra e nas coisas que realmente eu gostava de fazer. Quase adoeci. Fiquei bem angustiada. Daí veio a oportunidade de comprar a terra vizinha à do meu pai e com isso ampliar a produção familiar. Nem hesitei, agarrei com toda a força”, conta Suzana.

Além da terra, o financiamento para Subprojeto de Investimento Básico (SIB) do PNCF possibilitou a compra de 10 vacas, permitindo que a jovem começasse a atividade leiteira em sua propriedade. Suzana possui hoje, um rebanho de 60 cabeças. Entre elas, 30 são vacas leiteiras que rendem 11 mil litros de leite por mês, comercializados integralmente para uma cooperativa de da região.

A venda do leite garante uma renda mensal de cerca de R$ 5.000, mais de oito vezes o valor que tirava como empregada no pouco tempo em que trabalhou em uma fábrica de fogões. “Foi boa demais essa oportunidade. Eu queria muito comprar uma terra, mas não tínhamos recurso para isso, pois só com a produção de suínos do pai o retorno era pequeno. Se não fosse o Crédito Fundiário, nunca teria conseguido”, afirma. 

Vivendo e aprendendo
Buscando aprimorar o conhecimento e potencializar a atividade leiteira, Suzana fez cursos de inseminação de bovinos e empreendedorismo rural. A jovem agricultora passou também a integrar a Comissão de Juventude do Sintraf de Saudades, levando sua experiência a outros jovens da região.<

Atenta às oportunidades, a jovem beneficiária do PNCF, buscou nas políticas públicas - como Pronaf, Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), entre outras - recursos para desenvolver sua produção e estruturar sua propriedade. Suzana afirma que ainda neste ano pretende iniciar a produção de hortaliças e verduras, diversificando a fonte de ganho.

Casada há quatro anos, a jovem espera o segundo filho e se orgulha de não ter abandonado a lida mesmo grávida. “Meu amor pela terra conquistou até meu marido, que deixou o trabalho na cidade para se juntar a nós, completando a minha felicidade”, contou.

Numa sociedade familiar, pai, filha e genro dividem o trabalho, os gastos e os ganhos, reafirmando o programa como uma importante ferramenta de inclusão, sucessão e consolidação da agricultura familiar.

Crédito
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento. O recurso é usado na estruturação da infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural.

Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma. (Canal Rural)

 
Integração é o que mais importa para agropecuária da América Latina

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, destacou as singularidades de cada país da América Latina no que se refere à produção de alimentos e também a necessidade de facilitar ainda mais a integração e as trocas comerciais na região. O ministro participou em São Paulo do Fórum Econômico Mundial América Latina e do Conselho Empresarial da Nova Visão para Agricultura na AL (NVA).

“Para nós, no Brasil está muito mais fácil produzir, aumentar volumes, do que vender, colocar as mercadorias em outros países. Então, nossa avaliação é de que, ao invés de discutir novas tecnologias, precisamos harmonizar as regras aqui na América Latina, no Mercosul”, disse o ministro. Ele lembrou que entre Brasil e Argentina já há pré-acordos. 

Abertura de mercado
“Temos países que são muito fortes na agricultura e que já andaram muito, como o Brasil. E que, hoje, ao invés do apoio ao agricultor diretamente, dentro da propriedade, com novas tecnologias, é muito maior a importância da abertura de mercado do que propriamente o fomento à produção”, comentou.

Blairo Maggi observou que está em discussão o fato de haver “muita tecnologia chegando, muita informação, startups fazendo coisa novas. Mas tudo isso custa ao produtor, ao mesmo tempo em que todo mundo quer continuar recebendo produtos bons e baratos à mesa. Então quem vai pagar essa conta no final?”

De acordo com o ministro, a preocupação deve servir de alerta para aqueles que estão trabalhando com inovação. Os custos não podem subir muito, acredita. “O produtor pode aumentar a produtividade, a produção, mas se não aumentar a renda não adianta nada, não é sustentável”, afirmou. A sustentabilidade, disse Maggi, não está relacionada somente com a questão do meio ambiente, do trabalho, mas também ao aspecto financeiro.

A estimativa é de que população da América Latina cresça 35% até 2080. A região conta com um terço das reservas de água do mundo e também da área arável. O objetivo do fórum é analisar desafios e oportunidades no setor agrícola para atender a necessidade crescente de produção de alimentos no mundo. (As informações são do Mapa, resumidas pela Equipe MilkPoint)

Emprego na agropecuária
A agropecuária foi o setor que mais contratou em janeiro deste ano. De acordo com o levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 798 novos postos de trabalho em Mato Grosso do Sul. O número é quase três vezes maior em comparação ao mesmo período de 2017. O relatório mostra também que a maior parte das contratações foi na atividade agrícola. O cultivo de cana-de-açúcar gerou 272 novos empregos e o da soja abriu 257 vagas. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Mauricio Saito, o resultado reforça que o agro é um setor de oportunidades. “O levantamento mostra que, considerando a agropecuária, MS ocupa o 6º lugar no ranking nacional. São números expressivos que destacam a importância do setor para o desenvolvimento estadual e nacional”. O economista da Famasul, Luiz Gama, explica que os números estão atrelados à temporada de colheita da oleaginosa e ao potencial do setor sucroenergético. “A soja hoje é o carro-chefe na geração bruta de valor de produção e estamos em plena colheita, logo é um período de mão de obra mais intensivo”. Quanto ao perfil das contratações é possível observar que a maioria dos novos empregados na agropecuária sul-mato-grossense possui entre 18 e 24 anos, ocupando 36,7% das vagas. Já a faixa etária de 30 a 39 anos, atua em 29,4% postos. (Capital News)


Porto Alegre, 14 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.694

 

  Fenasul será antecipada para segunda semana de maio
 
A 14ª Fenasul já tem data definida para acontecer: de 14 a 20 de maio. A decisão de antecipar a mostra, que tradicionalmente ocorre na última semana de maio, foi tomada na manhã desta quarta-feira (14/3), no gabinete da Secretaria da Agricultura, na presença de líderes de entidades do agronegócio gaúcho. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o secretário-executivo Darlan Palharini esteve presente na reunião, mediada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo. 
 
A data foi antecipada para que a Fenasul ocorra simultaneamente à Exposição da Federação Internacional de Criadores de Cavalo Crioulo (FICCC), a "Copa do Mundo" no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Segundo Polo, a unificação é o melhor caminho para trazer maior público a todos os eventos uma vez que há tamanha proximidade de data.  "Mesclar os dois grandes eventos é bom para todo o setor", afirma o secretário-executivo do Sindilat, destacando que, dessa forma, poderá haver um maior engajamento e presença do público, visto que o parque sediará mais atrações.  

Em conjunto na programação, também estão previstos para acontecer a Feira da Agroindústria Familiar, a Exposição Nacional da raça Devon, a Ranqueada Nacional do Texel e o Campeonato Domados do Pampa do Cavalo Árabe, entre outros ainda a serem definidos.  

Também estiveram presentes na reunião desta manhã representantes da Fetag, Farsul, Gadolando, Febrac e Associação dos Criadores de Gado Jersey. Ficou agendado um novo encontro no dia 20/03 às 16h30min na sede da Farsul para tratar sobre a programação do evento. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

Foto: Vitorya Paulo

Frete Ásia-Brasil é o mais caro do mundo

Os fretes marítimos de importação entre a China e o Brasil, uma das principais rotas do comércio exterior brasileiro, subiu quase seis vezes nos últimos dois anos e fecharam 2017 com a média mais alta do mundo na comparação com outros destinos. Conforme dados levantados pela consultoria Solve Shipping a pedido do Valor, o frete spot referência de um contêiner de 20 pés (Teu) saindo do porto de Xangai para o de Santos encerrou 2017 em US$ 2,7 mil em média. É mais que o dobro do registrado na segunda rota mais cara, entre Xangai e a Costa Leste dos Estados Unidos. A explicação é simples. De um lado caiu à metade, para três, o número de serviços de navegação entre Ásia e Brasil de outubro de 2015 a dezembro de 2017. 

Uma medida deliberada dos armadores (donos de navios) após anos de superoferta no transporte marítimo que derrubaram os fretes e afetaram seus balanços. Além disso, houve queda nas importações brasileiras em virtude da crise. De outro lado está a falta de infraestrutura nos portos brasileiros, impedindo que os grandes navios sejam usados à plena capacidade. Consequentemente, a economia de escala por contêiner transportado é menor do que a de outras rotas. "O desequilíbrio entre a oferta e a demanda vivido nessa rota em 2015 levou os fretes a atingirem insustentáveis US$ 100 por Teu em alguns meses e fez com que os armadores buscassem estancar seus prejuízos por meio do corte de 37,5% da capacidade", diz Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping. 

A capacidade nominal de contêineres recuou de aproximadamente 44 mil Teus por semana em setembro de 2015 para 28 mil Teus por semana em dezembro passado. Essa rota tem como principais armadores a Hamburg Süd, líder nos tráfegos com o Brasil, a Maersk, maior armador do mundo, e a MSC. Procuradas, apenas a Maersk se manifestou. Segundo João Momesso, diretor de Trade e Marketing para a Costa Leste da América do Sul da Maersk Line, o frete Xangai-Santos está nesse patamar por três causas. Duas ligadas à falta de infraestrutura e uma ao custo de combustível. "A falta de profundidade dos portos brasileiros impede que o contêiner de 20 pés seja carregado em sua totalidade. 

Nos outros tráfegos usamos navios maiores, isso permite diluir o custo por contêiner", diz. O maior navio da Maersk empregado no transporte entre a China e o Brasil tem capacidade nominal para 8 mil Teus. Já o que faz o transporte entre o país asiático e a Europa tem 20 mil Teus. A economia de escala é muito maior. Por fim, o combustível subiu. "Em 30 de janeiro a tonelada estava em US$ 380, ante US$ 280 um ano antes. Como Xangai-Santos é um dos tráfegos mais distantes, o consumo por contêiner é muito alto", disse o executivo.

Também o número de armadores encolheu na rota. Em outubro de 2015 havia 18 empresas, ante 13 em dezembro passado, um recuo de 28%. Mas Barreto, da Solve, afirma que a compra da Hamburg Süd pela Maersk não teve impacto na redução desse universo. Anunciada em dezembro de 2016, a aquisição da Hamburg Süd só foi concluída em novembro de 2017. Em 2017 as importações em contêiner da Ásia cresceram acima de dois dígitos e os navios nessa rota estão cheios novamente. 

De acordo com Barreto, se a reestruturação nos serviços e acordos de compartilhamento determinados pelas autoridades asiáticas para autorizar a compra da Hamburg Sud ocorrerem apenas no fim do ano, a capacidade ao longo do exercício crescerá só 5%, por conta de um novo serviço quinzenal do armador PIL. "A tendência é de que os fretes se mantenham pressionados para cima ao longo do ano." Para ele, os importadores, exportadores e os terminais portuários da rota precisarão monitorar o que vai acontecer com a capacidade após a reestruturação dos serviços e consórcios. Coordenador-geral do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo, José Cândido Senna avalia que há um fator estrutural inescapável: a geografia. Os grandes fluxos comerciais estão no Hemisfério Norte. Além disso, cita as limitações de infraestrutura portuária. Para Senna, é "inquestionável" que a dragagem - ou a falta dela - condiciona a formação de custos do armador e, consequentemente, o preço do frete. "Por isso é importante haver instrumentos para que, na medida em que os usuários dos portos se sintam prejudicados pela ausência de dragagem, a entidade à frente desse processo seja responsabilizada." (Valor Econômico)


 

Produção/Uruguai

Em fevereiro foram para o abate 32% menos vacas de leite do que em janeiro, mas, o descarte continua sendo superior ao do ano anterior, conforme mostram os dados do Instituto Nacional de Carnes (INAC) à Conexión Agropecuária. No mês passado o abate chegou a 4.160 cabeças, caindo 32% em relação às 6.095 vacas de janeiro. No entanto, na comparação anual houve aumento de 4%. Em fevereiro de 2017 foram abatidos 4.003 animais.

 

O abate de animais de vacas de leite foi o menor dos últimos cinco meses. No entanto, se for observado o acumulado dos últimos 12 meses, alcançou o volume recorde – desde 2010 – com 118.523 animais.

 

No acumulado de 12 meses, entre março de 2017 e fevereiro de 2018, foram abatidas 73.613 vacas leiteiras, sendo o maior volume alcançado, desde julho de 2016. (Blasina y Asociados – Tradução livre: Terra Viva)

Embalagens 
Assim como toda cadeia industrial, o setor de embalagens também sentiu os impactos da recessão e dos acontecimentos políticos enfrentados pelo país nos últimos anos.  Apesar do cenário negativo dos últimos anos, em 2017 o setor teve um resultado positivo, com crescimento em sua produção física de 1,96%. (Fonte: Newtrade)


Porto Alegre, 13 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.693

 

  Proposta de alteração na lei do Susaf-RS é pauta de reunião

Representantes do setor produtivo de proteína animal do Estado debateram, nesta terça-feira (13/03), no gabinete da Secretaria da Agricultura do RS (Seapi), possíveis modificações na lei nº 13.825, que regulamenta o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS). O esboço do decreto diz respeito à auditoria da adesão ao sistema pelos estabelecimentos regulamentados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que atualmente é responsabilidade do Estado. Com a proposta, os municípios teriam autonomia nesse processo, fiscalizando as agroindústrias familiares do seu território. 

Coordenador da reunião, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, iniciou a discussão afirmando que, atualmente, o sistema não tem agilidade em razão dos recursos limitados do Estado. “A falta de estrutura acaba afetando todos os níveis de fiscalização que o Estado não consegue atender”, declarou. A proposta de alteração, segundo Polo, é uma forma de buscar alternativas para aqueles que “produzem bem”, trabalharem com qualidade, fazendo com que o Estado dê atenção maior à ponta final de produção, que é o que chega à mesa do consumidor. 

Entre todos os pontos levantados pelas entidades, o que mais preocupa o setor lácteo neste momento é o cumprimento da Lei do Leite. É o que afirma o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, que levantou a questão durante a reunião. “Viemos fazendo um trabalho visando a sanidade e transparência ao longo desse tempo. O básico, que eu entendo, é que temos que cumprir a lei”, afirmou, destacando que possíveis mudanças não devem se sobrepor à Lei Estadual.  

Os representantes irão avaliar posteriormente a proposta e voltarão a debatê-la em reunião com data a ser definida. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Vitorya Paulo

Oriente Médio se desponta pelo alto potencial no consumo de lácteos

O Oriente Médio está se tornando cada vez mais maduro para produtos proteinados que contribuem com a saúde e o bem-estar dos consumidores. Porém, na região ainda não há uma enorme demanda por alimentos e bebidas esportivas especificamente desenvolvidas para quem frequenta academias e pratica atividades físicas. Essa é a visão de Simon Penfold, gerente geral do Oriente Médio e África da NZMP, braço de ingredientes b2b da Fonterra. Simon destaca que querem crescer e acelerar o mercado de saúde e bem-estar na região. “Os consumidores do Oriente Médio estão começando a controlar a saúde e podem enxergar essa solução por meio dos produtos lácteos”.

Penfold, que está há oito meses nessa função, falou durante a feira Gulfood em Dubai. A empresa apresentou seus ingredientes nutricionais, incluindo o NZMP Fat-Filled Milk Powder e o NZMP Buttery Blend. Também, uma nova linha de proteínas em pó pronta para misturar, a “white label", foi desenvolvida para atender as necessidades dos consumidores focados em nutrição esportiva e estilo de vida ativo da região. "Existe uma clara necessidade de ingredientes básicos lácteos para atender às necessidades nutricionais do dia a dia para a maioria dos consumidores em todo o Oriente Médio. No entanto, os fabricantes de alimentos e bebidas precisam se preparar para mudanças. Podemos ver que a demanda por nutrição esportiva, nutrição infantil e soluções de bebidas de alta proteína estão aumentando, e esperamos que o interesse nessas soluções continue crescendo. Eu diria que o mercado produtos de nutrição esportiva especializados de alto nível ainda não está evidente, mas virá", acrescentou.

Lançamentos de novos produtos ricos em proteína mais que dobraram entre 2012 e 2017 no Oriente Médio e África, de acordo com a Mintel Global New Product Database. Penfold antecipa que essa tendência continuará e dará forma ao desenvolvimento de alimentos e bebidas no Oriente Médio e na região da África. "Quero ver um produto da NZMP sendo consumido todos os dias e não importa se é um ingrediente acessível ou premium", acrescentou. "O importante é que continuemos construindo confiança e conscientização, além de destacar que nosso grande ponto forte é termos a Nova Zelândia – com seus rebanhos a pasto -  como fonte da matéria-prima", completou. 

Enquanto a Arábia Saudita continua sendo um pilar fundamental para o negócio da empresa no Oriente Médio, Simon também identifica o Irã, a Argélia, a Nigéria, o Egito e os Emirados Árabes Unidos como mercados que oferecem um potencial de crescimento considerável. "Depois de mais de 40 anos operando neste mercado, estamos entendendo a região e as diversas necessidades de seus consumidores”, acrescentou. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Rentabilidade da atividade leiteira em 2017 e previsões para 2018

Anualmente a Scot Consultoria calcula as rentabilidades médias das atividades agropecuárias e de outras opções de investimento de capital, referentes ao fechamento do ano anterior. Para este cálculo são utilizados modelos econômicos que levam em consideração fatores estimados para cada negócio agropecuário (índices técnicos, localização e estrutura produtiva), conforme o nível tecnológico. Neste sentido, os resultados apresentados podem ter significativa variação, conforme alteração dos índices produtivos.

Pecuária leiteira
No caso da pecuária leiteira, a rentabilidade média da atividade de alta tecnologia (25 mil litros/ha/ano) caiu de 3,08% em 2016 para 2,08% em 2017. Para sistemas com produtividade média de 1,5 mil litros por hectare ano houve prejuízo médio 8,47%. O preço pago ao produtor caiu em maior proporção que os custos de produção. A pressão de baixa foi maior no segundo semestre, com a produção aumentando (safra) e a demanda interna patinando. Segundo o Índice Scot Consultoria de Custo de Produção, a queda nos custos foi de 7,9% em 2017, frente a 2016, enquanto o preço pago aos produtores caiu, em média, 9% no mesmo período.


  
O pior resultado
Para a pecuária leiteira de baixa tecnologia este foi o sexto ano consecutivo de rentabilidade negativa. Foi o pior resultado dentre as atividades agropecuárias analisadas. 

 Na figura 2, uma comparação com outras atividades agropecuárias e opções de investimentos.

 

Para 2018
Para 2018 as apostas estão na retomada do crescimento da demanda interna por produtos lácteos, porém, ainda em ritmo lento. Do lado da oferta, a estimativa da Scot Consultoria é de crescimento de 1,8% da produção, patamar abaixo do verificado em 2017 (2,5%). Os resultados negativos da atividade, o clima desfavorável e o aumento dos custos de produção deverão refletir na produção brasileira. A oferta ajustada, se acompanhada de uma recuperação da demanda, poderá refletir em uma variação maior nos preços do leite ao produtor no primeiro semestre.

Para o produtor, a expectativa é de que os preços comecem a subir a partir de fevereiro, com a curva de produção começando a cair nas principais bacias leiteiras. Para o pagamento de fevereiro, referente a produção de janeiro, 64% dos laticínios pesquisados acreditam em estabilidade do preço ao produtor, 22% falam em alta e 14% acreditam em queda frente ao pagamento anterior. Para março a previsão é de que o movimento de alta ganhe força, com peso maior da entressafra e menor disponibilidade de leite cru, além de uma melhoria da demanda. Do lado dos custos de produção, a expectativa de menor produtividade das lavouras nesta safra, e questões como clima e câmbio podem resultar em aumento nos preços destes insumos, o que exigirá maior cautela e planejamento de compra desses produtos. (Juliana Pila – zootecnista/Rafael Ribeiro – zootecnista/Scot Consultoria)

  Ministro não acredita em aprovação do ICMS sobre exportação neste ano
Em evento em Cuiabá, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, disse nesta segunda-feira (12), que não acredita que haja ambiente favorável para aprovar mudanças na Lei Kandir neste ano. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do retorno à cobrança de imposto sobre exportações preocupava produtores do setor agropecuário. De acordo com o ministro, a cobrança do ICMS tiraria a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. A emenda, além de depender de maioria ampla para aprovação no Congresso, deve enfrentar resistência da bancada rural. A PEC 37/2007, que retoma a cobrança, passou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em novembro. O regime de desoneração foi instituído em 1988 e se estendeu com a Lei Complementar 87/1996 a produtos primários e semielaborados destinados à exportação. A preocupação com a PEC já havia sido levada pelo ministro ao presidente Michel Temer. Durante entrevista no Mato Grosso, Blairo Maggi disse que a desoneração permitiu avançar para o norte do estado, “para regiões mais distantes e produzir mais. Se for tributar com 12%, 18%, o agro, nessas regiões, tenho certeza absoluta que não terá competitividade. Não há como esses produtores que estão mais distantes produzirem”. De acordo com o ministro, as margens dos produtores têm diminuído “ao ponto de, praticamente, hoje, se não colher muito bem e aproveitar vantagens, às vezes do câmbio, acaba-se empatando, trocando seis por meia dúzia”. Maggi advertiu que seria uma coisa perigosa mexer com o tributo. “Isso não é uma questão de choradeira, mas é arriscado mexer com um setor que é a base da economia”. (As informações são do Mapa)


Porto Alegre, 12 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.692

 

Silvana Covatti tem foto inaugurada na Galeria dos ex-presidentes da Assembleia Legislativa

A deputada Silvana Covatti, primeira mulher a ser presidente da Assembleia Legislativa do RS, teve foto inaugurada na Galeria dos ex-presidentes na tarde desta segunda-feira (12/3), na Assembleia Legislativa do Estado. "Torço para que, depois de mim, tenhamos outros rostos femininos aqui", disse Silvana, que presidiu a casa em 2016. A parlamentar enalteceu a importância e força das mulheres na política e ressaltou que o mês de março foi escolhido para a cerimônia com o objetivo de homenageá-las.

Representando o atual presidente da casa, Marlon Santos, o deputado Frederico Antunes ressaltou que Silvana serve de exemplo para outras mulheres que querem seguir no caminho da política. "Você é um orgulho para as mulheres gaúchas", disse a senadora Ana Mélia Lemos, que esteve presente para prestigiar a conquista de Silvana Covatti. 

Também participaram do evento deputados da Assembleia, amigos e a família de Silvana. Na ocasião, agradeceu o apoio do marido e também deputado Vilson Covatti, e dos três filhos do casal. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Leticia Szczesny 

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 09 de Março de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Fevereiro de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de Março de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Famílias retomam hábitos de consumo da fase pré-crise; manteiga e requeijão se destacam

Aos poucos, as famílias brasileiras começam a retomar alguns hábitos de consumo adquiridos nos tempos de bonança da economia. Depois da longa recessão econômica que fez os consumidores cortarem ou substituírem produtos no dia a dia, a lista de compras voltou a ser incrementada com mercadorias um pouco mais caras. No lugar da margarina, a manteiga retornou à mesa; assim como o óleo de soja foi substituído pelo azeite de oliva. O requeijão, a batata congelada e o pão industrializado também estão de volta ao cardápio dos consumidores.

Dados da consultoria Kantar Worldpanel mostram que, em 2017, mais de dois milhões de lares voltaram a comprar manteiga pelo menos uma vez no ano - indicador que mostra uma reação do mercado de consumo. No auge da crise, o produto estava presente em 32,94% dos lares brasileiros. Com a retomada, a participação subiu para 36,80% - superior à registrada antes da recessão, em 2014 (34,17%). O mesmo ocorreu com o azeite, que retornou à lista de supermercado de 1,4 milhão de famílias. "À medida que a economia melhora, a primeira cesta a dar sinais de recuperação é a de bens de consumo não duráveis", afirma a diretora de negócios e Marketing da Kantar, Christine Pereira. A retomada é explicada por um conjunto de fatores: inflação baixa, juros no menor patamar histórico, aumento da renda e ligeira reação do mercado de trabalho.

Carrinho
Produtos que voltaram às casas dos brasileiros

 

Outro motor do consumo foi a redução do endividamento das famílias, que chegou a comprometer 22,8% da renda mensal em 2015. De lá pra cá, o indicador seguiu um movimento de queda. Segundo dados do Banco Central, em dezembro do ano passado, já estava em 19,9%.

 

Cálculos do economista Maurício Molan, do Santander, mostram que o aumento da massa salarial e o recuo do endividamento dos brasileiros devem liberar cerca de R$ 124 bilhões para a economia. "Vemos um crescimento consistente do consumo neste ano, já que o emprego e a renda estão voltando. Tudo isso é muito poderoso."

A expectativa é de que o varejo tenha um avanço de 4,7% em 2018 - o que deve ajudar a sustentar as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3%. Levantamento da Tendências Consultoria Integrada mostra que o aumento do consumo deverá ser puxado em especial pelos Estados do Norte e por São Paulo.

O economista da consultoria, Adriano Pitoli, afirma que quem sofreu mais durante a crise tem potencial para registrar melhor desempenho agora. Ele lembra que a maior disponibilidade dos bancos para emprestar dinheiro também pode ter efeito positivo nesse mercado. Durante a crise, as instituições financeiras fecharam os cofres para novos empréstimos às pessoas físicas. "Mas, vale pontuar que há um longo caminho pela frente para o País retomar por completo os níveis pré-crise", diz Pitoli. Segundo ele, projeções apontam que apenas em 2021 o Brasil vai voltar ao patamar de consumo de 2013. Essa avaliação é compartilhada pela diretora da Kantar, Christine Pereira. Ela destaca que, apesar de novos compradores e do avanço nas vendas de produtos de maior valor agregado, o desafio é aumentar a frequência de compras, ainda limitada.

Outra dificuldade é que essa onda de consumo, por ora, não deve ser acompanhada de grandes volumes de investimentos. "A ociosidade ainda é muito grande e vai demorar para ter um gatilho de novos investimentos produtivos", diz Pitoli.

O economista do Santander, no entanto, tem opinião diferente. Segundo ele, apesar do baixo uso da capacidade instalada, há outros investimentos importantes que podem ser feitos agora, como a modernização de parques industriais e a demanda por máquinas no agronegócio, que tem efeito multiplicador na economia. "Os indicadores são bastante positivos, especialmente se levarmos em consideração que estamos saindo de uma grave recessão. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)

Argentina - A situação é cada vez mais grave
Seca/AR - "O custo de alimentar é altíssimo. Os custos de produção dispararam, sobretudo para os itens alimentação e energia. Hoje existe milho acima dos 3.600 pesos, [R$ 578/tonelada], e a soja acima de 6 mil, [R$ 964/tonelada], que são acompanhados pelos suplementos e arrendamentos. A silagem que fizemos ficou muito ruim e hoje o animal está vivendo de uma alimentação que é baseada em suplementação". Sobre o preço, o produtor disse que "não faltará alguém para dizer que a escassez de leite provocará o aumento do preço nas gôndolas. Digamos que com esses preços, sem aumentar na gôndola, poderíamos transferir um pouco da renda para a produção primária, porque, hoje, as contas não fecham. Voltamos a transferir recursos para o setor industrial e comercial". O mês de fevereiro foi chave para dar o estado de alerta agrícola nas zonas mais produtivas do país com uma seca que continua inclemente, e que teve como consequência e elevação dos preços dos grãos e grandes empresas começaram a reduzir a produção de alimentação animal. Outro dado a ser levado em conta é a média mensal do dólar nos meses de janeiro e fevereiro de 2018, que ficou em 19,0 e 19,8 pesos/dólar, respectivamente, o que implica que os componentes dolarizados continuaram impactando na rentabilidade dos produtores de leite desde o começo do ano. (Agrositio - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 09 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.691

 

   Setor lácteo negocia aproximação com a Argentina  

Representantes do setor lácteo estiveram reunidos na tarde desta sexta-feira (09/3) com membros da embaixada da Argentina, em Brasília, para estreitar relação com o país, visando exportação de lácteos e importação de insumos mais baratos. Segundo o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, que esteve presente no encontro, o objetivo é trabalhar operacionalmente o Mercosul para que o Brasil, e especificamente os estados do Sul do Brasil, ganhe competitividade, promovendo melhorias no modo de produção e avanços para enxugar os custos na produção leiteira. 

"Queremos trabalhar juntamente aos países vizinhos para que, além de incentivar a competitividade, possamos ter melhores preços na exportação do leite em pó e na importação de insumos da Argentina", disse Palharini, ressaltando que a ideia é estreitar o diálogo com a embaixada do país e aproveitar a expertise Argentina, que tem um consumo per capito de lácteos superior ao Brasil. 

Ficou acordado que, até abril, as entidades voltarão a se reunir para alinhar ações práticas de integração Brasil-Argentina que terá a participação do embaixador da Argentina, o deputado federal Vilson Covatti Filho e de representantes de outras entidades nacionais e regionais. Recentemente, lembra Palharini, ação similar foi realizada com a embaixada do Uruguai. Segundo o representante da Argentina, Javier Dufourquet, agregado agrícola da Embaixada, seu país também tem muito a ganhar com essa integração. 

Também estiveram presentes na reunião o assistente técnico da embaixada, Cristian Santiago Rondán, e representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da assessoria do deputado Wilson Covatti Filho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Ivan Bonetti/gabinete deputado Covatti Filho

 

De mãos atadas

Foi sem nenhuma enrolação que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, respondeu sobre o que pode fazer para modificar as relações do Brasil no Mercosul, ação considerada fundamental para diluir a crise vivida pelos produtores de leite:
- Estamos de mãos atadas.

O argumento dos produtores e da indústria é de que as importações prejudicam a produção brasileira de leite - e também de arroz. Blairo e o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, defendem a necessidade de alteração no acordo do bloco, mas explicam que é uma questão sobre a qual a pasta não tem ingerência - é papel das Relações Exteriores.

Na parceria comercial com a Argentina, por exemplo, o Brasil tem superávit de US$ 8 bilhões. No agronegócio, o retrato é outro: déficit de US$ 3 bilhões.
- O Mercosul é importante? É. Exportamos muito pelo bloco. Mas quem está pagando essa conta é o produtor - avalia Geller.

Ambos oferecem apoio para pressionar o Itamaraty. A sugestão é, ainda, para que os três Estados do Sul unam forças nessa briga.
- Daqui a pouco, pressionando, eles virão com outra solução, que pode gerar uma reação, para achar um caminho - avalia Ernani Polo, secretário da Agricultura do Estado.

Blairo ouviu muitos pedidos de representantes dos setores de leite, arroz, trigo e suínos. Presente no encontro, Tarcísio Hübner, vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, deu pelo menos uma boa notícia: produtores de leite poderão renegociar financiamentos de custeio - pagar 20% e prorrogar o restante em três parcelas anuais - e de investimento - adiado por um ano.

Em um ambiente como a Expodireto-Cotrijal, os resultados de uma gestão eficiente saltam aos olhos. Essa ação difundida no ambiente de grandes empresas se tornou uma realidade - e uma necessidade - também dentro do ambiente cooperativo. O tema pautou o Campo em Debate, evento realizado por Zero Hora na Casa da RBS.

Representando um bom exemplo, o superintendente administrativo-financeiro da Cotrijal, Marcelo Schwalbert, explicou como a cooperativa de Não-Me-Toque, que em 2017 faturou R$ 1,7 bilhão, é administrada:
- Trabalhamos com governança. Em resumo, há organização e atuação do quadro social.

Com uma escola superior e cursos de MBA voltados à preparação de profissionais, o presidente do Sistema Ocergs/Sescoop, Vergilio Perius, falou sobre as premissas da boa gestão:
- Precisa ser democrática e igualitária, com a presença de jovens e mulheres.

Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), disse que há três anos a entidade desenvolve um programa de autogestão para monitorar desempenho:
- Além de acender a luz amarela para problemas e comparar a situação das cooperativas, fornece itens para definir os próximos investimentos. (Gisele Loeblein/Zero Hora)

Preço/França 

O presidente francês, Emmanuel Macron, tem repetido em diversas ocasiões, que o preço pago ao produtor deve ser baseado no custo de produção. Por esse motivo, as organizações francesas que representam o setor lácteo APLI, OPL e France Milk Board (FMB) do Grande Oeste e da Baixa Normandia, junto com a organização comunitária European Milk Board (BEM), encomendaram ao escritório alemão de estudos agrícolas e econômicos (BAL), um levantamento sobre o custo de produção de leite na França. Os resultados mostraram que, em média o custo de produzir um quilo de leite é de 45,14 centavos, [R$ 1,86/litro]. Os números foram os seguintes:

- Custo de produção depois de deduzir a venda de bezerros            35,04 centavos/kg
- Estimativa do custo do trabalho do agricultor                                14,21 centavos/kg
- Custo total da produção de leite                                                     49,25 centavos/kg
- Dedução das ajudas                                                                         -4,11 centavos/kg
- Custo final da produção de leite                                                     45,14 centavos/kg

O preço médio de 33,91 centavos/lg que o pecuarista francês vem recebendo nos últimos cinco anos implica que 25% dos custos não foram cobertos com o preço recebido. Inclusive em 2017, quando houve uma certa recuperação no preço do leite, os produtores de leite estavam com 10,72 centavos/kg de seus gastos a descoberto. Em 2016 a defasagem era de 14,31 centavos/kg. A OPL pede uma regulamentação que permita ao produtor receber valores sustentáveis. (Agrodigital– Tradução livre: Terra Viva)

Fonterra se une com Beca em tecnologia para treinamento por realidade virtual

A cooperativa de produtos lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, e a empresa de soluções, Beca, se associaram para desenvolver uma tecnologia de treinamento de segurança e sanidade em realidade virtual. A Fonterra disse que o sistema permite que os funcionários naveguem nos sites de fabricação e distribuição da cooperativa sem colocar o pé no local e ajudará a reduzir os tempos de embarque. Um porta-voz da Fonterra comentou que a cooperativa contratou a Beca para desenvolver a ferramenta, por isso a Fonterra possui os direitos sobre a aplicação, que foi especificamente adaptada às suas plantas.
 

Oportunidades significativas

A cooperativa disse que a tecnologia faz parte de um compromisso de toda a empresa para se tornar líder mundial na mitigação de riscos. O diretor de saúde, segurança, resiliência e risco de Fonterra, Greg Lazzaro, disse que a realidade virtual tem potencial para ser um divisor de águas na cooperativa e que as oportunidades para a realidade virtual são significativas. "Podemos replicar o ambiente físico de nossas plantas, para que o pessoal possa realizar treinamentos virtuais de segurança e saúde de forma extremamente imersiva e realista", disse Lazzaro. "Isso significa que nosso pessoal pode aprender e identificar potenciais perigos mais rapidamente do que nunca, incentivando os funcionários a se envolverem mais e melhorar a segurança no local de trabalho”.  

A nova tecnologia de realidade virtual substituirá uma parcela significativa do treinamento prático sobre saúde e segurança na Fonterra, que muitas vezes é mais caro e menos eficaz. O treinamento pode ser adaptado a cada um dos locais da empresa e testado por meio da conclusão dos módulos. Atualmente, todo o treinamento é realizado no local, disse o porta-voz. "Nós vemos o treinamento de realidade virtual em saúde e segurança como sendo mais eficiente. Atualmente, o trainee deve ser acompanhado por outra pessoa, isto é, um gerente, que facilita o treinamento. Este treino pode levar algumas semanas. Com a realidade virtual, o trainee pode fazer isso aprendendo de forma independente. Esta ferramenta também nos permite capturar dados sobre a conclusão do treinamento para que possamos saber quando as pessoas precisam de uma atualização, por exemplo. Também estamos apresentando aos funcionários uma nova tecnologia que pode ter aplicações adicionais no futuro”.

Adicionando valor ao negócio
Andrew Cowie, gerente de projetos da Beca, disse que a tecnologia é o futuro do treinamento em saúde e segurança e pode ser facilmente replicada em outros locais de trabalho e áreas de treinamento. "O Walmart está realizando treinamentos hoje usando a realidade virtual. Os jogadores de futebol americano estão usando isso e os militares também. Nossos clientes estão cada vez mais interessados na aplicação de tecnologias de realidade virtual e no valor que pode adicionar aos seus negócios", disse Cowie.

"Neste caso, o uso da realidade virtual para treinar é ideal, pois é efetivo enquanto é eficiente em termos de custo e tempo. A captura de realidade para esses tours de treinamento é feita facilmente com uma câmera de mão e a simulação de realidade virtual funciona por meio de um smartphone usando um fone de ouvido simples”. A Fonterra disse que, embora não haja mais aplicações em desenvolvimento no momento, reconhece que a realidade virtual é uma tecnologia valiosa que provavelmente será cada vez mais utilizada. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

  DIGO AOS PRODUTORES QUE FICO
Na passagem pela Expodireto-Cotrijal, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reafirmou que não será candidato às eleições deste ano. O empresário e produtor rural, que ocupa uma cadeira no Senado, já havia tomado a decisão quando recebeu convite do presidente Michel Temer para ficar à frente da pasta. E há ainda outro fator que pesou na hora da avaliação: “Teríamos um novo ministro de abril até 31 de dezembro, e outro em janeiro de 2019. Seria uma descontinuidade de tudo o que foi feito. Sou do setor, sei o quanto isso atrapalharia as coisas que estamos tentando fazer em termos de sanidade e de fiscalização.” (Zero Hora)

Porto Alegre, 08 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.690

   Sindilat pede PEP do leite para ministro Blairo Maggi

Para enfrentar a crise que vem reduzindo o preço do leite no mercado interno, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) pediu ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a adoção de  Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o leite em pó. A reivindicação foi entregue nesta quinta-feira (8/3) pelo vice-presidente do Sindilat, Caio Vianna, em mãos a Maggi, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Segundo Vianna, a ferramenta permite ao governo retirar do mercado lotes expressivos de leite com investimento bem inferior a outras modalidades. Isso porque no PEP o governo subsidia apenas o frete da carga, o que a torna competitiva sem a necessidade de realizar a aquisição integral do produto.

O ofício do Sindilat solicita PEP para 50 mil toneladas com o prêmio de R$ 2 mil por tonelada. O objetivo é garantir que as empresas e cooperativas do Brasil consigam comercializar seus produtos em igualdade de condições e competitividade em relação a cargas vindas de outros países do Mercosul onde o custo de produção é menor. Com isso, espera-se assegurar preço e renda e atingir o valor de R$ 13,94 o quilo do leite em pó estabelecido pela resolução nº 80 de 13/11/2017 da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Crédito: Alexandre Farina

GT da Proteína Animal - Leite debate ações de valorização do setor na Expodireto

Ocorreu na tarde de quarta-feira (7/3), durante a Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque, mais uma reunião do Grupo de Trabalho da Proteína Animal - Leite, na casa da Ocergs na feira. Participaram do encontro diversos representantes do setor, entre eles o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário executivo da entidade, Darlan Palharini. Na ocasião, os presentes definiram que será feita uma força-tarefa para elaborar campanha que valorize a produção gaúcha de lácteos. 

Durante a conversa, Guerra sugeriu a criação de um projeto estadual que siga os mesmos moldes do programa Leite Saudável, do governo federal, que presta assistência técnica aos produtores para melhorar qualidade e produtividade. Por meio desta iniciativa local, será possível estimular a competitividade da produção e ampliar as exportações. "Precisamos de um projeto neste sentido para estimular o produtor e tirar a pressão do mercado", disse Guerra. Auditor-fiscal da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), Roberto Schroeder gostou da ideia. "Somos parceiros na superintendência para fazer este contato lá em Brasília", afirmou. 

Como medida para fomentar o setor, Palharini sugeriu a instituição de um prêmio para empresas exportadoras. "As compras governamentais não podem parar. Mas precisamos conduzir, via deputados e senadores, a criação de um prêmio exportação entre os cinco ou seis estados brasileiros que são os principais produtores e têm condições de participar", disse.

Na reunião, também estavam presentes representantes da Fetag, Emater, Ocergs, Famurs, Embrapa e IGL, além de BRDE. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Bruna Karpinski 

Importações lácteas seguem abaixo de 2017

Os dados mais recentes da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que em fevereiro, o Brasil aumentou o volume de leite importado, internalizando 81,6 milhões de litros em equivalente leite, 24,5% mais leite do que em janeiro, mas ainda 38,8% menos do que em fevereiro de 2017 (observe o gráfico 1). 

Gráfico 1. Volume importado em equivalente leite e variação em relação ao mesmo mês do ano anterior. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb. 
 

Mesmo com o aumento de quase 25% nas importações, os gastos totais aumentaram "apenas" 8,6%, ficando em US$ 33,2 milhões em fevereiro, contra US$ 30,6 milhões em janeiro, mostrando que o valor por litro importado sofreu uma considerável queda. Esta queda pode ser justificada pelo aumento na participação do leite em pó desnatado nas importações, um produto que ainda está bastante desvalorizado no mercado internacional.

Nos leites em pó, as importações foram incentivadas pela recuperação gradual da demanda final e pela queda de captação no campo. No desnatado, sua desvalorização internacional também ajudou, e 2,9 mil toneladas foram importadas, 82,1% a mais do que em janeiro. Mesmo assim, no acumulado de 2018 (jan-fev), as importações de leite em pó desnatado estão 37,5% abaixo em relação ao mesmo período de 2017. O leite em pó integral teve um aumento de 15% no seu volume importado em fevereiro, chegando em 3,4 mil toneladas. Contudo, no acumulado de 2018, o volume ainda segue 64% inferior ao mesmo período do ano passado.

As importações das gorduras lácteas (manteiga 82% de gordura + óleo butírico de manteiga) também foram relevantes, incentivadas pelos altos preços praticados no mercado interno e a escassez de matéria-prima no Brasil. Assim, 472 toneladas foram importadas em fevereiro, volume 27% superior em relação a janeiro e 57% em relação a fevereiro de 2017.

Se as importações se recuperaram, as exportações permaneceram praticamente estáveis. Em fevereiro, o Brasil embarcou 12,2 milhões de litros de leite equivalentes, 1,7 milhão a mais do que em janeiro, e 53% menos do que em fevereiro de 2017. Assim, o saldo negativo da balança comercial de lácteos voltou a crescer a, ficando negativo em 69 milhões de litros em fevereiro, como mostra o gráfico 02.

Gráfico 2. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb. 

 

Abaixo, uma tabela detalhando os principais produtos negociados na balança comercial. (Milkpoint)

Tabela 1. Balança comercial láctea em fevereiro de 2018.

Dez áreas vão concentrar o serviço de fiscalização de produtos de origem animal

Foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (7) a Portaria nº 266, definindo dez áreas de abrangência dos Serviços de Fiscalização e Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), que antes eram atribuídos a cada Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos estados e no Distrito Federal.

"É um compromisso que o Ministério da Agricultura assumiu desde o ano passado para diminuir ou extinguir qualquer possibilidade de interferência política na fiscalização de sanidade, de saúde animal. A medida vem nessa direção para que a gente deixe totalmente blindado esse processo", disse o ministro Blairo Maggi.

"O país foi dividido em dez regiões diferentes e, a cada uma delas, um número de frigoríficos ficará subordinado. O titular da unidade terá a responsabilidade de conversar diretamente com os fiscais e com o público privado que demanda os serviços", explicou. Maggi observou ainda que, assim, reclamações chegarão ao Sipoa para que imediatamente atue e resolva os problemas. O ministro adiantou que ainda será publicado um novo regimento interno do ministério, organizando as cadeias de comando e controle.

"A autonomia política das superintendências permanecerá, porque a vigilância animal ou vegetal não vai mudar e pressupõe ações conjuntas entre o Mapa e as unidades federativas", segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel.
A modernização do Serviço de Inspeção Federal, de acordo com o ministro, ainda será complementada por projeto de lei ou medida provisória, submetido ao Congresso Nacional, assunto que, disse, já ter sido tratado com o presidente Michel Temer. (As informações são do Mapa)

Mercado/UE
O preço dos produtos lácteos em janeiro e fevereiro registraram pequenas mudanças apesar de certa volatilidade no mercado futuro. Não houve grandes alterações em relação à produção de leite, mas, segundo a AHDB os operadores estão voltando ao mercado. O preço médio da manteiga na UE aumentou 1,5% entre janeiro e fevereiro, subindo uma semana atrás da outra. Os preços estão se mantendo firmes apesar da produção de leite crescente. Os compradores, que antes estavam indecisos, voltaram ao mercado buscando assegurar abastecimento, possivelmente para evitar um forte aumento de preços mais na frente. A cotação do leite em pó desnatado (SMP) mantém a tendência de baixa, já que os estoques estão abundantes. O leite em pó integral (WMP) caiu no início do mês, mas, se recuperou em seguida. Existe aumento da demanda pela indústria de alimentos e as exportações continuam fortes. O preço do soro de leite subiu na primeira metade de fevereiro e depois ficaram estáveis. O valor médio de queijos caiu em fevereiro, apesar de ser um período em que normalmente sobem. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)