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Porto Alegre, 21 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.739

 

Conseleite indica estabilidade de preços, e frio eleva projeções de consumo 


Crédito da foto: Carolina Jardine  

O valor de referência projetado para o leite em maio no Rio Grande do Sul indica alta de 1,25%, ficando em R$ 1,0778, demonstrando estabilidade.  A pesquisa do mercado gaúcho foi apresentada na manhã desta segunda-feira (21/5) durante reunião do Conseleite, na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), em Porto Alegre. Em abril, o valor do litro fechou em R$ 1,0645, acima do projetado inicialmente. Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, o ganho no indexador foi puxado pelo aumento no leite em pó (+5,37%). O encontro reuniu produtores e indústrias e foi presidido por Pedrinho Signori.

Os números compilados no estudo, indica Finamore, já reproduzem hábitos de consumo típicos dos meses de frio, como aumento do consumo de queijos. O queijo prato, por exemplo, aumentou 9,07%.  O assessor da Fetag Márcio Langer lembrou que o frio custou a chegar em 2018 com mês de maio muito quente. Agora, diz ele, aumenta a expectativa em relação a aumento de demanda nas próximas semanas. "Com o frio, esperamos aumento de consumo das famílias e reflexos diretos no campo", completou Signori.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, apesar da leve recuperação, os números indicam seis meses de preços do leite abaixo dos praticados no ano anterior. "A produção de leite nesta entressafra caiu menos do que tradicionalmente ocorre todos os anos", frisou Guerra, lembrando que a diferença entre o pico de produção (setembro/outubro) e a entressafra (abril/maio) geralmente era superior a 30% e, em 2018, ficou próximo abaixo de 30%. Além disso, alerta Guerra, a questão cambial desestimula a importação de leite, o que também deve ajudar no aquecimento do mercado interno.

IN 62 - Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda apresentou dados sobre a consulta pública que está em curso para revisão da IN 62. Segundo ele, o setor trabalha junto ao Ministério da Agricultura pela prorrogação do prazo de consulta para 180 dias. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Preços do milho sobem quase 28% no 1º quadrimestre e preocupam setor

Custo de produção - As altas nos preços do milho no primeiro quadrimestre de 2018 preocupa produtores de leite, devido ao aumento no valor da ração e, consequentemente, nos custos de produção do setor. De janeiro a abril, o grão se valorizou 27,6%, em média, nos estados de GO, MG, PR, RS, SC e SP.

Essa valorização do milho se deve às possíveis quebras de produção para o milho, ocasionadas pela crise hídrica em abril nos estados de São Paulo e Paraná. Desta forma, como precaução, agricultores começam a desacelerar o ritmo de vendas. No mesmo período, na "média Brasil" (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), calculada pelo Cepea, o preço médio líquido do leite pago ao produtor se elevou 17,7%. Nesse cenário, a relação de troca ficou desfavorável ao produtor.
Enquanto em janeiro eram necessários 29,5 litros de leite para comprar uma saca de 60kg de milho, em abril, foram necessários 31,6 litros para adquirir a mesma quantidade do grão. Por outro lado, algumas relações de troca seguem mais favoráveis ao produtor, por causa da recente alta no preço do leite pago ao produtor. Em janeiro, eram necessários 10,13 litros de leite para se adquirir um frasco de oxitetraciclina de 20 ml, antibiótico amplamente utilizado na pecuária leiteira. Já em abril, a relação de troca foi de 8,70 litros, ou seja, houve um aumento do poder de compra do produtor. Outros insumos que apresentam melhora na relação de troca nesse período são os de limpeza e desinfecção de ordenha, como detergentes, papel toalha, aplicador de iodo e desinfetantes. (Cepea)

Uruguai - Duas empresas do setor lácteo em dificuldades

Queijos/Uruguai - O setor lácteo parece que está se recuperando da pior crise que o afetou em 2015 e 2016, mas, as perspectivas são incertas e duas das principais empresas, Pili e Claldy, passam por um momento delicado. Os preços internacionais começam dar sinais de estabilidade, mas, o endividamento dos produtores e das indústrias pesa.

A Pili conseguiu, no final de janeiro, uma negociação com os bancos para sua dívida de US$ 40 milhões, mas a situação não melhorou, e agora está trabalhando apenas quatro dias por semana, por falta de matéria-prima e 44 de seus trabalhadores estão com jornadas parciais, disse a El País o sindicalista Marcel Petrib. O sindicato está procurando ver se a empresa faça um adiantamento correspondente à primeira metade do mês de maio. Heber Figuerola, diretor da Federação da Indústria de Laticínios, considera que a Pili está muito comprometida e precisa reverter esse quadro em oito meses. A empresa, que fez grandes investimentos em uma nova fábrica, perdeu um fornecedor de 35.000 litros de leite diários. O sindicato chegou a ocupar por 48 horas, a fábrica que produz queijos para exportação. O sindicato da indústria de laticínios também está preocupado com a situação da Claldy, uma empresa com mais de 50 anos e de perfil exportador, que planeja dispensar 25 trabalhadores. Segundo Figuerola, isto se deve ao fato de que a empresa está desviando matéria-prima para a Alimentos Fray Bentos, um empreendimento que tem como sócio argentino (La Sibila), diminuindo a atividade da sua fábrica da cidade de Young. A situação gera "instabilidade" e deve ser explicado pela empresa, disse.

Não parece que se possa estabelecer uma relação entre o volume de leite produzido ao nível nacional (que subiu 4% no primeiro trimestre) com os problemas de disponibilidade de matéria-prima. As perspectivas do setor (que perdeu mais de dois mil empregos com o fechamento da Ecolat e Schreiber Foods) levaram o sindicato a reconhecer que a campanha salarial em curso não terá espaço para expansão (o que poderia permitir o aumento significativo de salário). Exige a discussão sobre a redução da jornada de trabalho, uma ênfase maior no treinamento, informar eventuais reestruturações com 90 dias de antecedência e uma série de benefícios sociais. A indústria está muito pouco disposta a conceder aumentos reais de salário. O mercado internacional e o dólar mais forte poderão dar um alívio ao setor, Ricardo de Izaguirre, presidente do Inale, disse que os preços do leite em pó integral se encontram estáveis, em torno de US$ 3.000 a tonelada e os de queijo US$ 4.000 a tonelada, valores que "permitem alguma margem". O preço do leite ao produtor, ao contrário do que aconteceu dois anos atrás, permite cobrir os custos. (El País - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
Brasil recebe certificação oficial de país livre da aftosa

Em Paris, nesta quinta-feira (24), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declara oficialmente o Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação, reconhecendo 50 anos de trabalho bem-sucedido do serviço veterinário e dos produtores rurais brasileiros. A diretora-geral Monique Eloit entregará o certificado sanitário ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, a partir das 14h30 (horário local), na sede da OIE, durante a 7ª Sessão Plenária da Organização. A Comissão Científica da OIE aprovou a certificação do Brasil em 2017. Os 181 países integrantes da OIE oficializam a decisão nesta 7ª Sessão Plenária. Às 16h30 haverá entrevista coletiva de imprensa.

Reuniões técnicas da OIE
Oitocentos delegados de 181 países discutirão normas de erradicação de doenças de animais (inclusive as transmissíveis a pessoas - brucelose, tuberculose, influenza aviária, vaca louca), segurança sanitária do comércio internacional de animais e produtos de origem animal, bem-estar animal, e alterações do Código Sanitário para Animais Terrestres. 

O delegado do Brasil na OIE é o médico veterinário Guilherme Marques, diretor do DSA - Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura. As reuniões técnicas começaram na última sexta-feira (18) e terminam nesta sexta-feira (25). 

A situação dos focos de febre aftosa detectados na Colômbia em abril deste ano será tratada na reunião da Comissão Regional das Américas na OIE, presidida por Marques, nesta segunda-feira (21).  Na pauta de trabalho do diretor Marques estão previstas reuniões bilaterais para facilitação de comércio com a a Inglaterra, Singapura, Indonésia e Turquia. (As informações são do Mapa)

 
 

Marcos Tang é eleito novo presidente da Gadolando
O criador Marcos Tang está retornando à presidência da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). Por aclamação, o mandatário da entidade entre os anos de 2012 e 2016 volta para a sua terceira gestão à frente da associação, no biênio 2018-2020. A eleição ocorreu durante assembleia geral, realizada na Expoleite/Fenasul. Ele irá substituir Jorge Fonseca da Silva. Tang ressaltou que quer, cada vez mais, aproximar o sócio e promover a valorização da raça jun
to aos produtores. "Temos muitas vacas holandesas no Rio Grande do Sul, sendo esta a principal raça produtora de leite no Estado, apesar de toda a queixa, compreensível, com o atual preço do leite." Um dos pilares desta nova gestão, segundo o presidente eleito, é elevar o número de registros da raça no Rio Grande do Sul, além de aumentar o controle leiteiro e a classificação morfológica dos exemplares. Sobre o momento de dificuldades por que o setor passa, Tang reforça que o fortalecimento da entidade e a união com outras associações e autoridades políticas e econômicas serão fundamentais para que os produtores possam ter seus pleitos atendidos. "Temos que trabalhar para mostrar que o nosso leite é bom." (Jornal do Comércio)

 
 

Porto Alegre, 18 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.738

 

Necessidade de união é destacada na abertura da Fenasul

A necessidade de fortalecer os elos entre os diferentes agentes do setor leiteiro gaúcho foi apontada como fator essencial para expandir a Fenasul e sua agenda. Aberta oficialmente no final da tarde desta quinta-feira (17/5) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a mostra reúne exposição de gado Holandês e equipamentos em paralelo ao evento da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC). Presente à solenidade de inauguração da mostra, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reforçou o comprometimento dos laticínios com a melhoria constante da produção gaúcha. "Vivemos tempos difíceis, mas é preciso sempre olhar além e focar nossas ações em questões que contribuam para o desenvolvimento e expansão dos negócios", frisou. O Sindilat trabalha no fomento às exportações de lácteos brasileiros como uma forma de escoar excedentes e elevar rendimentos tanto na indústria quanto no campo.

Durante a solenidade, o presidente da Gadolando, Jorge Fonseca da Silva, reforçou os avanços genéticos que conduziram o rebanho gaúcho até o momento atual. "A feira deste ano tem menos produtores em função das dificuldades que vivemos, mas genética  temos o suficiente", salientou.  Potencial  esse que foi posto à prova no concurso leiteiro e teve seu reconhecimento com a vitória da vaca Amanda, da Granja du Anjo e Belvedere, de Carlos Barbosa, que produziu 61,87 quilos em três ordenhas. Estreando na Fenasul com seu próprio rebanho, o criador Fernando Mocellin, levou o grande título e recebeu o tradicional banho de leite.
Ao homenagear os produtores, até o secretário da Agricultura, Odacir Klein, saiu molhado. "Mesmo em momentos de dificuldade, temos que realizar eventos que gerem movimento econômico e bem estar social", frisou. Klein reconheceu que o setor leiteiro precisa de ajuda e disse que está disposto a atender aos interesses do setor com ações de socorro, incluindo medidas tributárias a serem estudadas.
Apesar de não estar envolvido diretamente na organização da feira deste ano, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, fez manifestação parabenizando os organizadores da exposição. "A superação das dificuldades está na união seja entre os produtores, seja entre as federações e entidades", completou, lembrando que a Farsul não participou de 2018, o que "não quer dizer que não estará na exposição de 2019". (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Carolina Jardine
 
 
Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 17 de Maio de 2018 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Abril de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Maio de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc) 

          VALORES DE REFERÊNCIA1 DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE) 
 
Manteiga e requeijão voltam à casa dos consumidores

Foram quase três anos abrindo mão de categorias para ajustar o orçamento. Mas, desde meados do ano passado, a crise vem sendo superada e o antigo padrão de consumo, aos poucos, tem sido retomado. Entre os produtos que estão voltando aos lares que haviam deixado de consumi-los, estão manteiga, batata congelada, requeijão, azeite e pão industrializado. É o que mostra pesquisa da Kantar Worldpanel, com dados de novembro de 2016 a novembro de 2017.

O levantamento também aponta que essa melhora ocorreu tanto na cesta nacional quanto na região que inclui os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O melhor resultado coube à batata congelada: alta de 32,8% em volume na cesta Brasil. Voltaram a adquirir a categoria 1,5 milhão de lares. As batatas também apresentaram alta em volume de 18,1% em Minas Gerais e Espírito Santo e de 34,7% na Grande RJ. O retorno dessas catagorias aos lares é fruto principalmente da queda da inflação e da melhora no índice de emprego. Segundo avaliação da Kantar, esses fatores contribuem para o consumidor comprar mais. Além disso, o brasileiro está mais otimista com a situação econômica do País. A retomada naturalmente começa com os itens mais básicos e com maior presença no dia a dia dos domicílios. Os cinco produtos que se destacaram no estudo compõem as refeições, inclusive o café da manhã, que também passou a ser realizado em casa para reduzir gastos. O motivo é que, em um determinado momento, a situação apertou e esses produtos foram substituídos por versões similares e mais baratas, perdendo penetração.
 

Caso a economia siga em ascensão, aos poucos, o carrinho de compras do brasileiro ficará mais cheio. A expectativa é de que, depois dos itens de mercearia, será a vez de higiene e beleza, perecíveis e bebidas. O avanço, porém deverá ocorrer de maneira mais lenta, uma vez que esses produtos sofreram mais com a alta no preço e alguns não são tão essenciais, como avalia a Kantar. O estudo também aponta que outras categorias apresentaram crescimento no ano passado. Entre elas, estão massa fresca, adoçante, água mineral, escova dental e shampoo. Outro movimento observado é a recuperação de marcas de maior valor agregado, que foram alvo de trade down nos últimos anos.

O desafio daqui para a frente é o varejo se adequar a essa nova rodada de mudanças para ampliar a frequência de compras nas lojas. De acordo com especialistas, enxugar o sortimento é essencial a fim de aumentar o espaço de versões com maior giro. Mas, apesar das mudanças, alguns hábitos poderão ser mantidos pelo shopper, como a preferência pelas embalagens menores e econômicas e a busca por promoções. Um cuidado importante é adotar ações que elevam o tíquete médio, mas não comprometem a margem. Afinal, o setor já sofreu muito com os anos de crise. Agora é hora de focar a rentabilidade. (As informações são do Supermercado Moderno)
 

Israel está exportando mais produtos lácteos

Uma análise feita pelo Departamento de Economia do Instituto de Exportação de Israel mostrou que as exportações de produtos lácteos em 2017 aumentaram 21% em relação a 2016, totalizando US$ 21 milhões. A maioria das exportações foi para a União Europeia (UE). Essa tendência continuou no primeiro trimestre de 2018, com janeiro-março de 2018 mostrando um aumento de 10% nas exportações de produtos lácteos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Durante esses três meses, as exportações de lácteos trouxeram US$ 5,6 milhões para a economia israelense.

A maior parte do aumento foi graças ao crescimento de 29% na exportação de produtos lácteos para a América do Norte. Enquanto as exportações para o continente diminuíram em 2015-2016, começaram a se recuperar a partir de 2017. No entanto, durante o período entre 2011 e 2015, as exportações de produtos lácteos geraram uma média anual de US $ 28 milhões.
Em 2017, as exportações de Israel para a América do Norte cresceram 51%, enquanto as exportações para a UE cresceram 29% e as vendas para a Ásia cresceram 15%. As exportações norte-americanas geraram US$ 10,6 milhões, um aumento de 4,5% em relação a 2016, enquanto as para a UE geraram US$ 6 milhões. As exportações para a Ásia cresceram 12%, para US$ 3 milhões.

O primeiro trimestre de 2018 viu 62% das exportações enviadas para a América do Norte, totalizando US$ 3,5 milhões. As exportações para a UE representaram 38% do total, por um valor de US$ 1,6 milhão, enquanto as da Ásia tiveram um valor de US$ 300.000 - uma queda de 64% quando comparado ao mesmo período de 2017. (As informações são do Artuz Sheva, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Empresas lácteas preveem nova onda de aquisições
Aquisições - Multinacionais avaliam a entrada ou expansão no país e empresas médias negociam compras. O setor de lácteos deverá passar por uma nova temporada de fusões e aquisições no país nos próximos meses, segundo executivos da área. Há dois movimentos paralelos: o de multinacionais que avaliam a entrada ou a expansão no Brasil e o de empresas médias do ramo que, pressionadas por operações recentes, negociam compras. O segmento registrou oito operações no ano passado, segundo a PwC. Entre elas, estão a aquisição da Vigor pela mexicana Lala por cerca de R$ 4,3 bilhões e a da Itambé pela Lactalis, estimada em R$ 2 bilhões. A consultoria contabilizou apenas um negócio neste ano, mas avalia que há apetite do mercado para mais. "Haverá consolidação no futuro próximo. Vemos interesse de multinacionais em ativos brasileiros e companhias locais de médio e grande porte dispostas a negociar", afirma Alessandro Ribeiro, sócio da PwC. A tendência é que negócios mais relevantes sejam feitos após a definição do quadro eleitoral. As empresas com portfólio mais diversificado são as mais cobiçadas, diz Ribeiro. "Somos procurados toda semana, mas por enquanto não há interesse em venda", afirma o vice-presidente da Aviação, produtora de manteiga, requeijão, queijos e doces. A marca, que faturou R$ 300 milhões em 2017, avalia a compra de ao menos uma concorrente especializada em queijos finos. "Queremos fortalecer nossa atuação nessa área." A Embaré, cuja receita anual é de R$ 1,3 bilhão, também negocia aquisições. "Temos conversas em andamento", diz o presidente, Romero Marinho.Fábricas: A Aviação investirá R$ 15 milhões para dobrar a produção de manteiga e ampliar sua planta de doces de leite.A Embaré deverá lançar uma linha de queijos neste ano. A marca vai aportar R$ 15 milhões em sua linha de produção. (Brasilagro)
 

 
 

Porto Alegre, 17 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.737

 

Sindilat reúne-se com o secretário da Agricultura, Odacir Klein, em Esteio
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, e o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, participaram de reunião com o secretário da Agricultura, Odacir Klein, na manhã desta quinta-feira (17/5) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Na ocasião, trataram de assuntos de interesse do setor lácteo, entre eles a necessidade de estimular a modernização da atividade para melhorar a competitividade do setor.

"O Rio Grande do Sul é o estado com maior produtividade por vaca ao ano. Por isso, atrai e tem atualmente os maiores players do leite do Brasil", ressaltou Guerra. Entretanto, pontuou que é preciso ampliar a escala de produção e isso passa por investimento em tecnologia. Na sequência, Palharini comentou que a atividade leiteira precisa de novos instrumentos financeiros para incentivar os produtores a inovarem. Entre as possibilidades está a instalação de robôs de ordenha. Porém, estes equipamentos são importados e não há uma linha de crédito a juros que possam viabilizar esta modernização.

Klein comentou que a produção de leite é uma atividade econômica importante para o Estado e se comprometeu a ajudar "com força" nas demandas ligadas ao setor. O encontro também contou com a presença do diretor geral da Secretaria da Agricultura, Antonio Aguiar. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Bruna Karpinski
 
Laticínios e técnicos de setor debatem atualização da IN 62


Foto: Darlan Palharini 

Técnicos e dirigentes ligados ao setor lácteo gaúcho debateram na tarde desta quarta-feira (16/5), em Passo Fundo, a proposta de atualização da Instrução Normativa (IN) 62, que regulamenta a produção, a coleta, a identidade e a qualidade do leite. Cerca de 50 pessoas participaram do encontro, que reuniu representantes da indústria, da Emater, da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros da Universidade de Passo Fundo (Sarle/UPF) e do laboratório da Universidade do Vale do Taquari (Univates).  "A indústria considera importante a atualização da IN 62, pois proporciona a melhora da competitividade", avalia o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. O dirigente cita como exemplo a possibilidade de ampliar o tempo de vida dos produtos na prateleira. Entretanto, pondera Guerra, o desafio é garantir a melhoria contínua da qualidade. Por isso, o Sindilat considera que ainda há alguns pontos a serem discutidos. Entre os pleitos do setor, está a flexibilização da temperatura máxima de recebimento do leite cru.

 Pela proposta em análise na consulta pública aberta pelo Ministério da Agricultura para debater os ajustes na normativa, a temperatura seria reduzida de 10ºC atualmente para 7ºC. A reivindicação das empresas é que este ponto seja flexibilizado devido a peculiaridades que são inerentes à indústria, explica Guerra. Entre elas, está a baixa qualidade da energia elétrica nas zonas rurais, a longa distância entre as propriedades aliada à condição precária das estradas e o número elevado de produtores que produzem pouco volume dentro de uma mesma rota, fator que implica em maior tempo para o recolhimento. O debate sobre a atualização da IN 62 será retomado na próxima segunda-feira (21/5), durante a reunião do Conseleite, pela manhã, e também na reunião dos associados do Sindilat, à tarde, ambas em Porto Alegre. A ideia é elaborar um documento para enviar sugestões à consulta pública. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Novo Tiradentes inicia turma do SisLeite para beneficiários do Programa Mais Pasto Mais Leite

SisLeite - Para qualificar a atividade leiteira em Novo Tiradentes, a Emater/RS-Ascar iniciou o Projeto de Assistência Técnica para o Desenvolvimento de Sistemas de Produção de Leite da Agricultura Familiar (SisLeite) junto às famílias beneficiárias do Programa Mais Pasto Mais Leite, Programa Municipal, desenvolvido pela Prefeitura, Secretaria da Agricultura e Emater/RS-Ascar, para estimular os produtores e fomentar a atividade leiteira no município através da implantação, recuperação e ampliação de pastagens perenes. Na última sexta-feira (11/05), o primeiro de dez encontros do SisLeite foi realizado na Câmara de Vereadores. 

Em Novo Tiradentes, as entidades locais já iniciaram um trabalho para fomentar a atividade leiteira e optaram pela metodologia do SisLeite para dar continuidade a essa ação. O SisLeite foi desenvolvido, conceitualmente, admitindo a existência de diferentes formas de produção de leite para a agricultura familiar no Estado. Dessa forma, o Projeto não propõe a difusão de um pacote tecnológico, mas de um conjunto de diretrizes técnicas e metodológicas que devem ser consideradas, como a visão sistêmica da propriedade e da atividade, o diálogo com a família e o planejamento conjunto, a pactuação de atividades e comprometimento com os resultados, gestão da atividade, foco no aumento da eficiência técnico-econômica, priorização dos gastos em produção, qualidade e redução da penosidade, máxima eficiência na produção de alimentos volumosos, conservação dos recursos naturais, e respeito à legislação ambiental e ao bem-estar animal.

No primeiro encontro, o assistente técnico regional de Sistemas de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, falou sobre o projeto e trabalhou sobre a abordagem sistêmica na propriedade e na atividade leiteira. “Nosso trabalho consiste em trabalhar junto às famílias para elaborar um planejamento, levando em consideração a realidade de cada propriedade, para buscar maior eficiência na produção de leite, com redução de custos. Temos que pensar também no bem-estar das pessoas para promover a permanência no campo, frisou Sangaletti. Para o prefeito de Novo Tiradentes, Adenilson Della Paschoa, iniciativas como o Programa Mais Pasto Mais Leite estão trazendo bons resultados para as propriedades do meio rural. A gestão da produtividade leiteira proporciona maior controle da produção e dos gastos, o que gera melhores resultados e maior lucro às famílias. Os demais encontros serão realizados nas propriedades participantes, como forma de integrar e promover a troca de ideias entre as famílias participantes, explicou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luciano Schievenin. (Emater/RS)

China investe 1 bilhão em Mega Fazenda com 100 mil vacas

Fazenda Chinesa - A maior "fábrica de leite" do mundo foi construída na China para suprir a demanda da Rússia após o boicote à importação de leite da União Europeia, no total são mais de 100.000 vacas leiteiras. Esta será a maior fazenda do mundo que custará com 1 bilhão de yuan (161 milhões de dólares) de investidores da Rússia e da China. China's Zhongding Dairy Farming e Russia's Severny Bur irão trabalhar juntas no projeto. A China está trabalhando na fabricação da maior fazenda de gado leiteiro do mundo com 100.000 vacas para suprir as necessidades da Rússia. A gigantesca fazenda na cidade de Mudanjiang ao norte da China contará com 60.000 cabeças de vacas a mais do que a atual "líder" que também se encontra na China. A alimentação do gado será provida pela plantação de 100.000 hectares, a maioria na Rússia (no total a fazenda tem 9.105.427 hectares.

A FAZENDA CHINESA É 50 VEZES MAIOR DO QUE A MAIOR FAZENDA DE PRODUÇÃO LEITEIRA DO REINO UNIDO, QUE POSSUI CERCA DE 2.000 VACAS.
Antes do boicote da Rússia, a União Europeia exportava cerca de 300.000 toneladas de queijo (cerca de 25% da produção) para a Rússia anualmente. O investimento Chinês na produção leiteira é de escalas gigantescas, os europeus questionam se retornaram ao mercado de leite russo. "Construir uma fazenda para 100.000 vacas é incompreensível, se o projeto for em frente e as 100.000 vacas forem vacas leiteiras, ela produzirá sozinha 800 milhões de litros anualmente. Que neste caso seria equivalente à 100.000 toneladas de queijo, isso significa que esta fazenda produziria por si só 30% das nossas exportações anteriores para a Rússia." Acrescenta Raymonds.

Números da fazenda
Mega fazenda em Mudanjiang
Localização: Heilongjiang, China
Área: 9.105.427 hectares (3.762.573 Alqueires paulistas)
Tipo: Fazenda leiteira
Quantidade de animais: 100.000
Produção: 800 milhões de litros de leite / ano
Proprietários: Zhongding Dairy Farming e Severny Bur

A expansão desta fazenda de gado leiteiro aconteceu em 2015, quando a Rússia proibiu os produtos lácteos da UE, como resposta à crise na Ucrânia.

China compra várias fazendas leiteiras na Nova Zelândia
O Governo da Nova Zelândia aprovou a venda de 16 fazendas leiteiras a investidores chineses, apesar das objeções de críticos que dizem que a prosperidade do país poderá ser prejudicada por essas transações. A venda é para a Shanghai Pengxin, que disse que gastaria mais de NZ$ 200 milhões (US$ 163,19 milhões) para comprar e melhorar os 7.900 hectares de terra. (Compre Rural)

 

A França reduziu suas importações de leite em 45%
Leite/França - Os consumidores franceses preferem o leite com origem na França. Esta preferência permitiu que, entre 2015 e 2017, as importações de leite na França tenham caído 45%. Neste intervalo de tempo ficou vigente a rotulagem da origem do leite, segundo informou o Syndilait, que é uma organização que reúne a maioria das indústrias de leite de consumo da França. O "Fabriqué em France", ou "Made in France" é um grande diferencial para o leite fluido. Para 8, entre 10 franceses, a origem na França é garantia de qualidade, segundo pesquisa realizada, em 2017, pela CNIEL, representante do segmento lácteo francês. O logotipo "Leite produzido e envasado na França" entrou em vigor em 2014. Atualmente está em mais de 60% das garrafas e embalagens comercializadas no país. O Syndilait defendeu um preço mínimo possível de venda de um litro de leite - € 1,00 - valor que permite remunerar a cadeia produtiva e que não sobrecarrega o consumidor como alguns podem supor. (Agrodigital - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 
 

Porto Alegre, 16 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.736

 

Sindilat vai mapear políticas públicas municipais na Fronteira Noroeste

 

O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) dará início a um mapeamento das políticas públicas municipais de incentivo à atividade leiteira. Considerando que o 6º Fórum Itinerante será realizado em Santa Rosa, no dia 26 de junho, o levantamento começará pela Fronteira Noroeste do Estado. A definição é resultado de reunião que ocorreu nesta terça-feira (15/5), no auditório do Instituto Federal (IF) de Santa Rosa.

A ideia, explica o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é reunir os prefeitos dos 20 municípios da região para apresentarem as ações em andamento. "Queremos aproveitar o evento para que as prefeituras que têm iniciativas de destaque possam apresentar seus projetos", explicou. Na noite do dia 25 de junho, um dia antes do fórum, será realizado um coquetel para os prefeitos. A expectativa é reunir pelo menos 100 pessoas. Além disso, acrescenta Palharini, o objetivo também é a troca de experiências entre os municípios e o estímulo à implantação de novas políticas. Na ocasião, os presentes poderão degustar diversos tipos de queijos.

Segundo Palharini, a intenção é ampliar o mapeamento para as demais regiões do Estado. Para o 7º Fórum Itinerante do Leite, que ocorre no dia 7 de agosto de 2018, em passo Fundo, está previsto um painel sobre os municípios que possuem políticas de incentivo à produção leiteira. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Iogurte pode ser um ótimo anti-inflamatório, dizem cientistas americanos

Cientistas americanos descobriram que o consumo regular de iogurte pode ajudar a reduzir inflamações crônicas (quando o corpo "ataca" órgãos e sistemas), prevenindo doenças cardiovasculares, artrite, asma e obesidade. O estudo foi realizado pela Universidade de Wisconsin, nos EUA, e publicado no periódico científico Journal of Nutrition na segunda, dia 14 de maio.

"Comer 230 ml de iogurte desnatado antes de uma refeição é uma estratégia viável para melhorar o metabolismo pós-refeição e, portanto, ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas", comenta o pesquisador Ruisong Pei, um dos autores do estudo, em comunicado enviado à imprensa. Como parte do sistema imunológico do corpo, a inflamação é a primeira linha de defesa contra doenças e lesões. Mas, ela acaba sendo prejudicial quando a resposta inflamatória dura muito tempo.

Os medicamentos anti-inflamatórios - como ácido acetilsalicílico, naproxeno, hidrocortisona e prednisona - reduzem os efeitos da inflamação crônica, melhorando o revestimento do intestino. Ou seja, as drogas atuam na prevenção da formação das endotoxinas, que são moléculas pró-inflamatórias criadas pelos micróbios que vivem em nosso sistema digestivo, e que são liberadas na corrente sanguínea. O problema, alertam os especialistas, é que os remédios possuem inúmeros efeitos colaterais desagradáveis e até perigosos.

Com isso, os pesquisadores americanos vêm analisando as propriedades benéficas dos laticínios há pelo menos 20 anos. "Existem resultados mistos ao longo dos anos, mas um artigo recente mostra que as coisas apontam mais para o efeito anti-inflamatório, particularmente nos laticínios fermentados", afirma Brad Bolling, professor assistente da Universidade de Wisconsin e co-autor da pesquisa, no mesmo comunicado à imprensa. Ele cita ainda um artigo científico de 2017 que revisou 52 ensaios clínicos. "Eu queria entender o mecanismo mais de perto, especificamente o funcionamento do iogurte", completa Bolling.

No estudo publicado na segunda (14), a equipe da universidade americana avaliou 120 mulheres na pré-menopausa, sendo 50% consideradas obesas e as demais sadias. Durante nove semanas, metade das participantes consumiram 350 ml de iogurte desnatado todos os dias. Enquanto isso, o grupo de controle comeu apenas pudim sem leite. Além disso, no decorrer da pesquisa, as voluntárias tiveram o sangue retirado para análise. Os resultados indicam que o consumo contínuo de iogurte pode ter um efeito anti-inflamatório em todo o corpo", diz Brad Bolling.

De qualquer forma, os pesquisadores ainda não conseguiram encontrar os compostos presentes no iogurte que são responsáveis pela ação anti-inflamatória. "O objetivo é identificar os componentes e, em seguida, obter provas em seres humanos para apoiar o mecanismo de ação no corpo. Essa é a direção que estamos seguindo. Em última análise, gostaríamos de ver esses componentes otimizados nos alimentos, especialmente para situações médicas em que é importante inibir a inflamação por meio da dieta. Achamos que essa é uma abordagem promissora", afirma Bolling. (As informações são da Revista Encontro)

 
 
Novo RIISPOA concentrou-se na segurança alimentar, diz secretário Luís Rangel

Novo Riispoa - Ao analisar as principais ações da Defesa Agropecuária dos últimos dois anos, no período 2016-2017, o secretário Luís Rangel disse que na elaboração do novo Regulamento de Inspeção Industrial de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) "focamos na segurança do alimento, o que realmente importa".
A primeira publicação do RIISPOA ocorreu em 1952, passou por sucessivas revisões, até que na edição de 29 de março de 2017 houve redução expressiva de 900 para 500 artigos.

"A eliminação de 400 artigos já é, naturalmente, uma redução de burocracia", explicou o secretário, "mas, ao nos concentrarmos na segurança alimentar, estamos trabalhando para garantir o que realmente importa. E abrimos a possibilidade de incluir, por exemplo, o produto artesanal no ambiente regulatório. Ainda é um desafio, não está resolvido ainda, mas há um impacto positivo para se retirar da marginalização os produtos artesanais."
Implantação do Portal Único
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o segundo órgão federal com maior interveniência no comércio internacional brasileiro, depois da Receita Federal. A partir deste princípio, o MAPA desenvolveu soluções tecnológicas para redução dos procedimentos burocráticos de anuência da exportação e importação, e assim integrar-se ao Portal Único do Governo Federal, liderado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
"Neste mês de maio", disse Luís Rangel, "o Ministério da Agricultura foi o primeiro órgão a entregar o seu módulo de Portal Único, dois meses antes do funcionamento pleno, previsto para julho de 2018. Isso para mim é uma medalha de ouro."
Brasil livre da aftosa com vacinação
Segundo Rangel, a erradicação da Febre Aftosa com vacinação foi o projeto mais audacioso da Defesa Agropecuária realizado nesse período 206-2017.
"É a doença mais emblemática de saúde animal no mundo", disse o secretário. "Depois de 50 anos de muito trabalho, conseguimos a "medalha de prata", que é o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) de País livre de aftosa com vacinação, a ser oficializado no próximo dia 24 de maio, em Paris. Quando o Brasil for declarado livre de aftosa sem vacinação, em 2022, será a nossa "medalha de ouro". Vamos ter mais acesso aos mercados premium de carne."
Outras consequências positivas do sucesso do PNEFA começam a surgir.
O secretário explica que o Brasil foi o único país do mundo que adotou a estratégia de erradicar a febre aftosa com vacinação, um projeto audacioso em razão da dimensão territorial. Ao final demonstrou-se que o Brasil dispõe de um serviço veterinário com estrutura e capacidade técnica para enfrentar qualquer enfermidade.
"A partir de agora", comemora o Secretário, "vamos exportar milhões de dólares em tecnologia de produtos e insumos agropecuários - o que normalmente não exploramos, pois somos importadores -, para combater doenças como a peste suína clássica na China e Sudeste Asiático. É a virada de chave".
Brasil livre de pleuropneumonia contagiosa bovina
O reconhecimento internacional pela OIE só poderia ocorrer depois de realizado o levantamento soroepidemiológico de todo o rebanho brasileiro, comprovando, por evidências científicas, a ausência da doença em território nacional. A pleuropneumonia contagiosa bovina é de notificação obrigatória pela OIE.
"Conseguimos o certificado de livre da doença ainda no ano de 2017", aponta o secretário.
Registro de insumos agropecuários
Produtos mais complexos na gama de agropecuários, os defensivos agrícolas tiveram aumento de registros em 2016-2017.
"Os investimentos da Secretaria de Defesa Agropecuária, em tecnologia da informação e em recursos humanos, em parceria com a Embrapa, fizeram com que aumentássemos o número de registros de 70 ao ano para 277 em 2017", informou Rangel.
"Paralelamente a isso, conseguimos fazer trabalho parecido na área de medicamentos veterinários, que ainda não surtiu o efeito igual, mas temos expectativas boas para 2018. Sementes, fertilizantes, rações e vacinas são outros produtos em que também temos tido um rendimento muito positivo de registro".
Agilidade na importação de insumos agropecuários
Já que o Brasil depende da importação de insumos agropecuários é preciso fiscalização, mas que seja ágil - explica Rangel.
"Pelas nossas estatísticas dos últimos 10 anos, o nível de conformidade de fertilizantes e insumos agropecuários importados pelo Brasil é de 95%. Não é necessário ter um processo burocrático de fiscalização nessa importação. Então, desoneramos a burocracia, encurtamos tempo, diminuímos custos, o que traz benefícios para a cadeia produtiva."
 
Redução de fraudes no azeite de oliva e no pescado
Pescado é uma das matrizes mais fraudadas do ponto de vista de espécie. Vende-se panga por linguado, explica o secretário.
"Conseguimos diminuir dramaticamente o nível de fraude no pescado nos últimos anos. No caso do azeite de oliva, no primeiro ano de fiscalização, era superior a 70%. Hoje está por volta de 59%, o que ainda é alto, mas cada vez mais estamos reduzindo esse índice com a fiscalização intensiva. No passado, havia fraudes no leite e no frango, mas hoje não detectamos irregularidades nesses dois produtos." (MAPA)
 

Exportações de lácteos aumentaram 6% até abril
Exportações/Uruguai - As exportações acumuladas de produtos lácteos até o mês de abril subiram 6%, correspondente ao faturamento de US$ 193.771 milhões, em comparação com igual período de 2017, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale). O aumento foi alcançado principalmente pela venda de leite em pó integral que aumentou 25% em volume, ainda que tenha sido com preço menores. O item de maior volume exportado foi o leite em pó integral que registrou a cifra de US$ 118.667 milhões (um incremento de 16% em relação a 2017). Em seguida foram as exportações de queijos que representaram US$ 4.290 milhões (cifra estabilizada em relação a 2017), e depois a manteiga US$ 18.284 milhões (31%). Finalmente, no quarto lugar aparece o leite em pó desnatado que faturou US$ 5.399 milhões, apresentando queda de 62%. O total exportado em abril passado somou US$ 58.707 milhões, sendo o principal produto o leite em pó integral, pelo valor de US$ 39.908 milhões. O maior aumento do preço médio no quadrimestre foi para a manteiga cotada em US$ 5.465 a tonelada, com incremento de 19%. Por outro lado, o maior item exportado em abril, o leite em pó integral, foi cotado a US$ 3.113 a tonelada, apresentando queda de 7% em relação aos quatro primeiros meses de 2017. Os queijos foram cotados pela média de US$ 4.201, apresentando reajuste de 6%, e o leite em pó desnatado a US$ 2.288, com queda de 12%. (El Observador - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 

Porto Alegre, 15 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.735

 

Conseleite/PR
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 15 de Maio de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Abril de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Maio de 2018 é de R$ 2,1449/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)  
  
 
GDT
 
 
O mercado chinês de lácteos crescerá 6,6% até 2022

Lácteos/China - O mercado chinês de lácteos está previsto crescer 6,6% até 2022, com aumentos consistentes nas vendas de iogurte e queijos, de acordo com uma nova pesquisa da Mintel. Desde 2014 as vendas no varejo de iogurte aumentaram 20%, na China, e entre 2015 e 2017 o queijo teve taxa de crescimento entre 15% e 25%.
A nova pesquisa publicada sobre os dados do ano passado prevê que a China ultrapassará os Estados Unidos como o maior mercado de laticínios do mundo até 2022. Apesar do crescimento consistente das vendas de iogurte e queijo, os dados da Mintel mostram que o consumo per capita continuará baixo para os principais produtos lácteos quando comparado com outros países. Por exemplo, o consumo per capita de leite na China é de 14,3 litros, quando no Japão são 36,8 litros e nos Estados Unidos 51,7 litros. O consumo per capita de iogurte na China é de 3,43 quilos, nos Estados Unidos 4,92 quilos e no Japão 9,66 quilos. Finalmente, os chineses consomem 0,02 quilos de queijo por ano, enquanto que os japoneses comem 1,46 quilos e nos Estados Unidos chega a 6,89 quilos por pessoa.

Summer Chen, analista de alimentos e bebidas da Mintel, disse: "O consumo de lácteos na China continua muito baixo quando comparado com o Japão, onde os consumidores têm dieta tradicional similar à da China. A pesquisa da Mintel mostra que o crescimento do mercado de lácteos da China será puxado pelo aumento do consumo, a expansão do consumo de ocasião, pelo valor agregado dado que o preço do leite cru irá também aumentar, e de consumidores procurando por opções Premium. Quando olhamos especificamente o mercado de iogurte, graças à recente onda de iogurte orgânico, a categoria lidera não apenas o mercado de lácteos da China, mas, é líder entre todos os alimentos e bebidas".

Quando se trata de produtos lácteos, fatores relacionados à saúde são as principais áreas que os consumidores da China estão dispostos a pagar mais. Entre os quatro principais lácteos (incluindo leite, iogurte, manteiga e queijo), o leite e o iogurte são percebidos pelo consumidor como saudáveis e mais nutritivos (51% e 48%, respectivamente), ajudam a melhorar a imunidade (49% e 44%, respectivamente), e também bom para as crianças (51% e 49%, respectivamente), e para idosos (46% e 37%,m respectivamente). Os dados da Mintel dizem que o consumidor chinês urbano prefere produtos lácteos de grandes marcas (65%) e nacionais (59%). Mas ao mesmo tempo o comportamento diante das marcas nacionais esteja dividido - 44% acreditam que sejam confiáveis, enquanto que 36% não acreditam nas fontes locais de leite. Efetivamente, no entanto, mais consumidores preferem produtos lácteos importados (43%) do que os domésticos (34%). Mesmo entre aqueles que confiam em fornecedores locais de leite, 32% preferem produtos lácteos importados. Summer Chen acrescenta: "Quando observamos a luta entre os lácteos domésticos e importados, parece que o consumidor chinês urbano está recuperando a confiança nos produtos com leite de origem doméstica, mas, ainda assim, continuam preferindo opções importadas. Para chamar a atenção dos consumidores, marcas domésticas precisam fortalecer a oferta em outras áreas, e unir a imagem da marca a produtos Premium, apresentar benefícios adicionais para a saúde e destacar sabores inovadores para competir com marcas importadas". (FoodBev - Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 

Produção de leite das 5 principais regiões exportadoras cresceu 2,1% comparado a fevereiro de 2017
A produção de leite das cinco principais regiões exportadoras, que incluem União Europeia (UE-28), Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos em fevereiro, aumentou 2,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com uma média de entregas de 800 milhões de litros por dia, segundo a Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB). Estas cinco regiões representam mais de 65% da produção mundial de leite e cerca de 80% das exportações mundiais de produtos lácteos. O clima desfavorável desacelerou o crescimento da produção média diária na UE-28, mas mesmo assim, o aumento foi de 4% e 6% em relação ao ano anterior (desde setembro). A maioria das principais regiões produtoras registrou um aumento interanual na produção, com exceção da Nova Zelândia, que registrou queda nas entregas de 2,3%. De acordo com um relatório do Rabobank, os preços do leite ao produtor foram reduzidos na maioria das regiões exportadoras e teriam caído em até 15% em algumas áreas desde o início de 2018. O crescimento da oferta de leite está superando a demanda de importações e isso pode continuar acontecendo no segundo trimestre. Como resultado, o aumento nos preços mundiais de commodities seria limitado e poderia causar alguma pressão de queda nos preços. Do lado positivo dos preços mundiais, os importadores poderiam começar a acelerar as compras para obter cobertura de estoque de curto prazo, com expectativa de uma mudança no saldo na segunda metade de 2018. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 
 
 

Porto Alegre, 14 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.734

 

Conseleite/MS
A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 14 de Maio de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Abril de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de Maio de 2018.  Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.  (Famasul)
 
 
 Agrofeira é lançada e visa valorizar o meio rural 
Com o objetivo de dar visibilidade e divulgar a Força e a importância do meio rural, aconteceu, na tarde da última segunda-feira, dia 7, o lançamento da primeira Edição da Agrofeira. O ato ocorreu na sala de reuniões do gabinete do prefeito e contou com a participação de entidades parceiras, gestores e representantes da agricultura familiar, como proprietários de agroindústrias, produtores da cadeia produtiva do leite e setor primário, além da Embaixatriz da AgroFeira Fernanda Frey. 

O secretário de Agricultura André Kaufmann destacou que o propósito da feira é o setor primário e agrícola. "Somos o segundo município da América Latina em pequenas propriedades. A Agrofeira vem para mostrar a representatividade da agricultura", destaca. O vice-prefeito Celso Krämer enfatizou a diversificação do interior de Venâncio Aires, além elencar preocupações da administração com a agricultura. 

Representando as entidades parceiras e realizadoras da Agrofeira, o representante local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Ru¬ral (Emater) Vicente Finn mostrou a valorização da história referente ao produtor rural. O prefeito Giovane Wickert agradeceu e uma forma especial a todos os patrocinadores e idealizadoras do evento e enfatizou que "a agricultura familiar é motivo de orgulho para nós venâncio-airesenses". Wickert também apresentou números referentes à agricultura no município. "Somos um dos 50 maiores exportadores do Brasil. Isso nos orgulha, e a Agrofeira vem para mostrar a importância do campo e que ele precisa ser valorizado. Nosso interior precisa ser diversificado", finalizou. 

Após o ato de lançamento da programação oficial, foi servido um coquetel de produtos coloniais das agroindústrias de Venâncio Aires aos presentes, uma mesa farta com pro-dutos do interior da Capital Nacional do Chimarrão. A Agrofeira acontece entre os dias 17 à 20 de maio no Parque Municipal do Chimarrão com exposição de animais, palestras, exposição de máquinas, implementos agrícolas, atrações culturais e gastronomia com a presença do pavilhão das agroindústrias. (Jornal do Comércio) 

Semana decisiva para o destino das carcaças

cadeias produtivas da suinocultura, avicultura e bovinocultura têm prazo até esta quinta-feira
(17) para apresentar sugestões à redação da portaria n° 37do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)que irá regrar o recolhimento, transporte, armazenagem, manuseio, transformação e eliminação dos animais mortos não abatidos nas propriedades. O endereço http://sistemas.agricultura.gov.br/agroform/index.php/784466?lang=pt-BR exibe o texto e recebe as sugestões. Hoje, em atividades como a suinocultura, por exemplo, o descarte dos animais mortos por causas naturais, acidentes ou eventos climáticos é feito por meio da compostagem, com a carcaça sendo colocada num compartimento fechado, com serragem, para que se decomponha naturalmente e depois seja utilizada como adubo. A nova portaria propõe a criação de um serviço que recolha essas carcaças dando a elas um destino rentável, como o aproveitamento da gordura para fabricação de biocombustíveis e da carne, couro, ossos e vísceras para transformação em fertilizantes. 

No Rio Grande do Sul, a discussão sobre as sugestões a serem apresentadas está sendo coordenada pelo Fundo de Desenvolvimento de Defesa Sanitária Animal (Fundesa). O presidente do fundo, Rogério Kerber, explica que o novo modelo de descarte dos animais abatidos já está sendo praticado num projeto-piloto na região de Concórdia(SC), que dá subsídios à portaria. "O descarte de animais é uma questão ética e sanitária há muito discutida, o Brasil está até atrasado em ter uma legislação específica para esta situação", observa. Segundo Kerber, a partir da portaria, que terá sugestões de todo o país, deve-se encontraras empresas que se habilitem aoprocedimento e construir as normas de trânsito dessas carcaças. 

"Atualmente, pela legislação sanitária, os animais mortos não abatidos não podem sair da
propriedade. A portaria propõe a saída, mas sujeita ao controle do serviço veterinário oficial, no caso de suspeita de focos de doenças de notificação obrigatória", ressalta.

A veterinária Juliana Webster, coordenadora do Programa de Saúde Suína da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), diz que os técnicos do órgão estão alinhando as sugestões e vão apresentá-las dentro do prazo. De acordo com Juliana, a redação inicial da portaria não deixa claro que cadeias produtivas serão beneficiadas pelo sistema. "Nós acreditamos que o regramento deve ser para todos e que isto deve ser bem especificado na portaria. Neste sentido é que estamos estruturando as nossas sugestões", adianta. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também debate a medida, mas só irá se manifestar sobre o assunto depois do encerramento da consulta pública. (Correio do Povo)

RS: Rede Leite mostra bom exemplo de sucessão rural em Boa Vista do Incra

Rede Leite - Boa Vista do Incra, no Noroeste gaúcho, dá exemplo de como superar um dos maiores desafios do país, a falta de sucessores no campo. Na quarta-feira (09), uma experiência concreta de sucessão motivou a visita ao município de um grupo formado por extensionistas da Emater/RS-Ascar, pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm).O encontro, realizado na propriedade da família Siqueira, no interior do município, foi promovido pelo Grupo Social da Rede Leite Programa em Rede de Pesquisa-desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Agradeço de coração a visita de vocês, disse o anfitrião, Elvio Siqueira. Do total de sete filhos do casal Elvio e Catarina, seis estão envolvidos com atividade agropecuária e três trabalham na propriedade dos pais. É gratificante porque a gente tocou um serviço que o pai começou, disse o caçula, Altair Siqueira, um dos irmãos responsáveis pela produção anual aproximada de 590 mil litros de leite.O caso da família Siqueira serviu para ilustrar a tese da pesquisadora da Ufsm, a doutoranda em Extensão Rural, Aline Barasuol. Segundo ela, o jovem que tem uma experiência positiva no meio rural tende a permanecer no lugar. Ao contrário, se o sentimento for negativo, a tendência é se afastar, é negar o rural e aí, o jovem vai procurar algo positivo na cidade. O nosso discurso está vinculado ao que a gente sente, disse Aline.

O sociólogo da Embrapa Pecuária Sul (Bage/RS), Jorge SantAnna, enxergou na família Siqueira três fatores decisivos à sucessão rural: descentralização do poder paterno, interesse da família em aprender e inovar e apoio do governo. Primeiro houve uma vontade dos pais de que os filhos tocassem a propriedade, os pais não foram intolerantes. Segundo, a produção leiteira exige intelecto, conhecimento e estes rapazes incorporaram isso e realizaram investimentos, o que fez com que a propriedade saltasse, em oito anos, de 72 mil litros ao ano para quase 600 mil litros, com um significado econômico. E houve uma interferência, um apoio, do governo federal, representado pela Embrapa, estadual, representado pelos extensionistas da Emater, e da prefeitura. É uma situação exemplar de uma família que recebeu apoio nas três instâncias do governo, apoiando para que a sucessão ocorresse de uma maneira bem sucedida, analisou o sociólogo da Embrapa. Contudo, ponderou SantAnna, o Brasil ainda não inverteu o fluxo migratório, acentuado a partir da década de 1950: há mais gente saindo do que permanecendo no meio rural. Não é que o movimento de saída de jovens do meio rural tenha cessado, mas não tem mais tanta intensidade. Há um movimento de permanência, disse SantAnna.
 
Histórico
Na década de 1970, a construção da usina hidrelétrica Passo Real, em Salto do Jacuí, alagou a antiga propriedade da família Siqueira. Os agricultores foram reassentados pelo governo em Boa Vista do Incra. No município, Élvio e Catarina se casaram e tiveram sete filhos. A produção de leite em escala comercial iniciou em 1996, na época o plantel leiteiro não passava de 12 animais e a produção chegava a 44 mil litros ao ano. Em meio a uma crise com a falta de pasto para o rebanho a família Siqueira recebeu a visita de um extensionista da Emater/RS-Ascar. Com uma trena, foicinha e balança, o extensionista mostrou aos agricultores como pesar e calcular a quantidade de pasto necessária para alimentar o rebanho. Ao invés de três, o cálculo feito pelos rapazes mostrou que seriam necessários, pelo menos, 30 piquetes. Sobrou boia, as vacas saíam do piquete de barriga cheia, lembrou Altair. Em busca de mais informações, a família Siqueira ingressou na Rede Leite, em 2007. Desde então, a propriedade tem recebido a visita constante de pesquisadores, professores, extensionistas e administradores públicos.

Em duas décadas, os irmãos Siqueira adquiriram trator, resfriador, ordenhadeira e, mais recentemente, investiram em um estábulo para compostagem (compost barn). Os investimentos em conhecimento técnico, produtividade e conforto dos animais tem por base uma cautelosa gestão financeira. Começamos tirando leite num banquinho feito de cepo de madeira, enfrentamos o barro e hoje estamos com o sistema de confinamento das vacas, resumiu o jovem Altair Siqueira.Também participaram do encontro os secretários municipais de Agricultura e Administração, Marcos Maciel e Maurício Colvero, respectivamente, assistente técnica regional Social Isabel Robaert de Souza, e o supervisor interino da microrregião da Emater/RS-Ascar de Cruz Alta, Abel Toquetto. (Página Rural)
 

NZ: condições para retorno ao produtor continuam favoráveis, diz ANZ
Con Williams Rural economista da ANZ, observa que as condições para os retornos ao produtor no setor de lácteos continuam favoráveis em geral. Ele prevê que a oferta global de leite vai crescer, ou ficar levemente menor, tendência com uma série de limitações específicas de cada país e custo marginal de aumento da produção (ou seja, alimentação animal, energia e salários). "Isso deve suportar a durabilidade do atual ciclo de preços, mas, como sempre, as condições climáticas - especialmente na Europa e na Nova Zelândia - serão importantes para determinar o resultado final. O outro fator de suporte é a demanda sólida prevista de uma série de mercados-chave". "Em 2018/19, temos o NZ$/US$ com média de 0,67, mas dados os intervalos recentes e as considerações de cobertura cambial, a taxa efetiva real deverá estar mais perto de 0,70. Com o leite em pó integral em uma ampla faixa de US$ 2.800 a US$ 3.300 por tonelada, o leite em pó desnatado da Nova Zelândia continua atraindo um prêmio em relação a outros fornecedores, e os preços de leite seguem um padrão similar a 2017/18. Isso dá ao produtor uma faixa de preço do leite de NZ$ 6 (US$ 4,2) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,50 (US$ 0,34) por quilo de leite. Nesta fase, estamos mais inclinados a um preço inicial do leite de NZ$ 6,75 (US$ 4,7) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,39) por quilo de leite] em 2018/19". "Combinado com uma provável atualização para o preço do leite 2017/18 de NZ$ 0,05 - 0,10 (US$ 0,03-0,07) por quilo de sólidos do leite, o fluxo de caixa modelado para a média do fornecedor Fonterra totalmente compartilhado está indicando em torno de NZ$ 7 (US$ 4,9) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,58 (US$ 0,40) por quilo de leite] em 2018/19. Embora os baixos custos operacionais tenham diminuído um pouco desde a desaceleração nos retornos, os preços robustos ao produtor apontam para um sólido cenário de lucros de NZ$ 1.750 (US$ 1.222,67)/ha, contra uma média de 10 anos de NZ$ 950 (US$ 663,73)/ha". (As informações são do https://www.fxstreet.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 
 
 

Porto Alegre, 11 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.733

 

Aquisição de leite aumenta, e é recorde para um 1º trimestre
A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), no 1º trimestre de 2018, foi de 6,10 bilhões de litros, o melhor resultado para um 1º trimestre desde 2016. Apesar da redução de 6,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior, o valor é 4,1% maior que do 1º trimestre de 2017. (IBGE)
 
 
 
Conselho favorecerá relacionamento da cadeia

Conseleite/MG - A diretoria da FAEMG, produtores, representantes da indústria, representantes do governo do Estado, pesquisadores da UFPR (Universidade Federal do Paraná) se reuniram na sede da Federação para a reunião de constituição do Conseleite (Conselho Paritário de Produtores e Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais), que estabelecerá preços de referência para a matéria-prima leite. A Câmara Técnica foi formada por seis representantes dos produtores e outros seis da indústria. Agora, serão levantados dados dos sistemas produtivos para se chegar aos indicadores técnicos e econômicos. Até outubro devem ser apresentados os primeiros preços de referência em Minas Gerais.

"É uma conquista dos produtores e indústrias. É o começo de um relacionamento melhor da cadeia produtiva. Não podemos imaginar uma cadeia na qual os participantes não conversam entre si".
- Roberto Simões, presidente da FAEMG
 
COMENTÁRIOS
Adauto Alves Ribas, produtor de leite em Curvelo
"O Conseleite vai tranquilizar o mercado e diminuir o atrito entre produtor e laticínio, acabando com uma desconfiança mútua de que um leva vantagem e o outro, prejuízo. Será estabelecido um relacionamento maduro."
 
Rafael Ramos Tomas, produtor de leite em Monte Carmelo
"O Conseleite não é apenas uma alternativa para resolver a política do leite. É mais que isso, é conhecimento, inovação, gestão. O trabalho que a FAEMG fez com o governo vai obrigar o produtor a se organizar mais para continuar na pecuária de leite".
 
Mônica Mascarenhas, produtora de leite em Jequitibá
"Vai diminuir a distância entre o produtor e a indústria. O Conseleite será uma experiência muito positiva, pois não queremos prejuízo para as indústrias, queremos trabalhar e receber preços justos pela nossa produtividade". (Faemg)

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 19/2018

Leite/América do Sul - Nas duas últimas semanas a umidade persiste na Argentina, prejudicando a colheita de grãos do verão, mas, melhorando as condições de pastagens em muitas fazendas das principais bacias leiteiras do país: Córdoba, Entre Rios e Buenos Aires. 
A produção de leite nas fazendas está melhorando continuamente, dentro de padrões sazonais típicos do outono. O percentual de matéria gorda do leite está elevado em ternos sazonais. Os pedidos de leite engarrafado estão firmes, e os varejistas estão reabastecendo seus estoques. A oferta atual de leite está sendo suficiente para atender as necessidades de fabricação de queijo, manteiga, iogurte e sobremesas lácteas. No Uruguai, a produção de leite está aumentando, dentro do padrão sazonal. O clima tem sido favorável, ajudando no conforto animal. O Ministro da Agricultura do país anunciou a criação de um fundo de garantia para ajudar os produtores de leite com suas dívidas de 36 milhões de pesos. De acordo com algumas indústrias, o total de dívidas do setor lácteo uruguaio, incluindo as indústrias de laticínios, pode atingir 500 milhões de pesos.

 A expectativa é de que esse fundo alivie o alto nível de endividamento de alguns produtores de leite do país. No Brasil, a produção de leite mostra pequena melhora, com as condições climáticas estáveis nas principais bacias leiteiras. No entanto, para algumas indústrias, o preço do leite ao produtor continua relativamente elevado. É importante lembrar que no primeiro trimestre do ano passado, a produção de leite brasileira aumentou e os preços caíram. Estes fatores desanimaram a produção por diversos agricultores, enquanto outros abandonaram o negócio, vendendo o gado para abate. Atualmente a oferta de leite e creme está abaixo das necessidades das indústrias. Consequentemente, comparado com um mês atrás, as importações de lácteos, principalmente do Uruguai e da Argentina, aumentaram. A procura por manteiga está aumentando a bonificação pela matéria gorda do leite e a concorrência entre os processadores. Enquanto isso, o mercado de queijos parece estar ainda em equilíbrio. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva) 

 

 
 
 
 

Setor leiteiro argentino vê necessidade de aumentar mercado exportador
O presidente do Centro da Indústria de Lácteos da Argentina (CIL), Miguel Angel Paulon, conversou com a Chacra TV sobre a situação atual que envolve a indústria de lácteos do país. Ele considerou as medidas políticas atuais como positivas e enfatizou a necessidade de expandir as exportações. Segundo Paulon, o excedente produzido pela indústria deve ser colocado no exterior, já que a alta do dólar vem favorecendo essa ação. "A Argentina está se abrindo para novos mercados como o Oriente Médio, África, Argélia e China. Eu acho que se melhorarmos a competitividade com um negócio razoável, o volume virá sozinho. Atualmente, o retorno econômico está sendo provido pelo mercado de gorduras no exterior", disse Paulon. Ele disse que esse ano gerou 9% a mais de processamento do que no ano anterior. Segundo ele, o aumento da produção responde em grande parte à mudança que muitos produtores implementaram em suas propriedades. No entanto, ele esclareceu que os produtores de pequeno e médio porte estão enfrentando problemas críticos na produção."Os mesmos produtores que foram afetados extensivamente pela seca, são os que implementaram sistemas de produção diferentes. A realidade marca que é necessário ajudá-los, já que eles não passam por um bom período". (As informações são da Revista Chacra, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
 

Porto Alegre, 10 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.732

 

Interleite Sul 2018: "o leite está cheio de bons problemas. E por que? Porque temos soluções
"O setor leiteiro é o que passa pela maior transformação no agronegócio brasileiro e essa é a proposta de discussão do Interleite Sul 2018". Foi assim que Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da AgriPoint, iniciou a abertura do evento nesta quarta-feira (09), em Chapecó/SC, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. O evento ocorre até hoje (10) e se destaca pelos temas dos painéis e palestrantes de renome. 

A mesa de abertura contou com Airton Spies, Secretário de Estado de Agricultura e Pesca de Santa Catarina; Luciano José Buligon, Prefeito de Chapecó; Valdir Crestani, Secretário de Desenvolvimento Rural na Prefeitura de Chapecó; Ronei Volpi, Presidente da Aliança Sul Láctea; Ricardo Lunardi, Presidente do Sindicato Rural de Chapecó; Enori Barbieri, Vice-presidente da FAESC; Amilkar Gassen, Gerente da LacLélo e José Baldoino, Gerente da Política Leiteira da Piracanjuba. Segundo Spies, o Interleite Sul é um 'nivelamento para cima' de tudo o que precisa ser discutido sobre o leite no Sul do país. "Sempre enxerguei no Brasil um enorme potencial e fizemos grandes avanços nos últimos anos, porém, não podemos esquecer do dever de casa. Mesmo caminhando a passos largos, é necessário transformarmos o leite em uma das estrelas do agro.  Para continuar crescendo neste ritmo, precisamos preparar a nossa matéria-prima para a exportação e esse é um dos principais objetivos da Aliança Sul Láctea. Tenho certeza que todos sairão do Interleite Sul inspirados, pois nossa atividade ainda incorporará novas tecnologias e no final, criaremos mais empregos, geraremos mais renda e assim, mais qualidade de vida. O leite está cheio de bons problemas. E por que isso? Porque temos soluções".

Para José Baldoino, a região sulista é fundamental para o leite no país. "Tanto é que a Piracanjuba elegeu o Sul como a principal região para os seus investimentos nos últimos sete anos. Isso contribuiu para o nosso crescimento, tanto que na APAS Show 2018, que também está ocorrendo nesta semana, a Piracanjuba lançará 18 novos produtos. Nós esperamos contribuir com o setor ao longo dos anos", completou.

O primeiro painel do evento, moderado por Valter Galan, sócio do MilkPoint Inteligência, abordou o tema "Mercado e Organização da Cadeia do Leite". Glauco Rodrigues Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, apontou que de 1974 até 2016, a produção leiteira brasileira cresceu 374% e que alguns fatores contribuíram com isso, como a expansão da população no Brasil - que sustenta o consumo - e o constante lançamento de novos produtos no mercado. "Além disso e não mesmo importante, temos uma área agriculturável gigantesca e precisamos aprender a usá-la de maneira mais racional. Também, temos condições de trabalhar com pastejo, diferente de vários países do mundo, e nossas produção de grãos é bastante competitiva. Vale ressaltar que busca pela gestão e todo o seu aprimoramento devem ser constantes e eternos, não esquecendo da escala de produção. Esses dois fatores impactam consideravelmente na eficiência do negócio".

Na sequência, Craig Bell, Diretor da Leitíssimo (Fazenda Leite Verde, na Bahia) e da Delicari, abordou as "As oportunidades que o Brasil tem para ser competitivo e não aproveita como deveria". "Os produtores de leite no Brasil precisam parar de colocar a culpa dos problemas nas importações de leite, pois esse não é o caminho. Em alguns casos, ela acontece porque não temos a qualidade necessária para a elaboração de alguns produtos. O problema de verdade que nos atrapalha é a falta de produtividade, que não nos permite competir no ponto baixo do ciclo".

Craig reforça que é essencial uma agenda positiva e com relação à qualidade, já passou da hora de evoluirmos. "Nossos níveis de CCS (Contagem de Células Somáticas) ainda não são compatíveis com os do mercado internacional. Também, fica complicado fabricar um bom produto nessas condições. Precisamos dar um basta em quem trata a produção de leite como amadorismo. A mensagem final que deixo é: o jogo precisa de regras claras que sejam respeitadas, por todos, e as instituições deveriam focar as suas pesquisas em produtividade". Marcelo Martins, Diretor Executivo da Viva Lácteos, salientou em sua palestra que atualmente é muito importante gerarmos demanda no mercado consumidor, melhorar o saldo da balança comercial e ampliar o consumo no mercado interno. "Tivemos algumas dificuldades para avançar com as exportações em 2017 e tínhamos uma dependência da Venezuela, que reduziu as compras e era a principal compradora. Porém, estamos buscando outros caminhos, o que é essencial se realmente queremos ser grandes exportadores de lácteos".

Ele comentou que hoje há uma grande demanda por manteiga, mas, que infelizmente o produto nacional não vem atendendo nem mesmo a população interna. "O queijo - um produto de valor agregado - tem sido o nosso principal item de evolução nas exportações. Ainda não resolve o nosso trabalho, visto que precisamos expandir significativamente, mas seguiremos em frente e apresentando os derivados lácteos brasileiros em eventos e feira no mundo todo. Há países que nem sabem que somos o 4º maior produtor do mundo e concluímos que é imprescindível a melhoria da imagem do nosso setor. Destaco que a eliminação da brucelose e tuberculose deve ser perseguida se estamos querendo ser conhecidos no mundo".
Marcelo finalizou a sua apresentação pontuando que a chave é melhoria da nossa competitividade e, para continuar crescendo em produção de leite, precisamos exportar mais ou aumentar significativamente o consumo. "O ideal seria que essas duas coisas andassem juntas. Não é ideal continuarmos expandindo a produção se não temos como escoar isso, até porque, para os produtores, o preço recebido também é bastante afetado quando há excesso de oferta".

O quarto palestrante do painel, Ronei Volpi, Presidente da Aliança Sul Láctea (ALSB), explanou que o objetivo da entidade é ser um fórum público-privado permanente para buscar o desenvolvimento harmônico do setor lácteo dos três estados do Sul por meio da implementação de políticas e iniciativas conjuntas. "Criamos ALSB porque os três estados de assemelham na produção, têm entraves e oportunidades comuns, relevância sócio econômica; agricultura familiar/empresarial, 170 mil produtores envolvidos na atividade e a maior produtividade nacional, de 2.950 kg/vaca/ano". Volpi apresentou ao público presente a evolução da produção na região e a meta única da Aliança, que é: tornar a região Sul do Brasil exportadora de produtos lácteos.

"Para alcançar isso, é fundamental um maior envolvimento da indústria e mitigação da capacidade ociosa, harmonização de protocolos sanitários, convergência nas políticas de tributação, eficiência logística de escoamento, incremento na qualidade do leite (IN 62) e organização da produção. Sempre queremos o melhor preço, mas para isso, a única saída é sermos competitivos".

Finalizando a primeira bateria de palestras, Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da AgriPoint, questionou e instigou os participantes com a seguinte questão: É possível termos uma relação melhor coordenada entre produtores e indústria? De acordo com Marcelo, historicamente a relação entre a indústria e produtor é conflituosa devido à desconfiança mútua, falta de transparência/fidelização e o foco no curto prazo. "Há exceções e a relação está mudando, porém, os problemas são os mesmos. Os contratos por exemplo ainda são raros. Historicamente, também temos baixo incentivo da indústria para desenvolver os produtores ("leite é tudo igual"), o que resulta em uma baixa razão para a fidelização. Em resumo, os próprios fundamentos de mercado empurraram o setor para um relacionamento mais oportunista do que cooperativo e, nesse cenário, em que há baixa colaboração entre as partes, a variável que realmente importa é o preço recebido, a cada mês. Há uma dificuldade natural de se quantificar os benefícios de serviços, segurança, entre outros e o preço recebido". Segundo ele, cabe ao elo forte mudar a relação e, normalmente, os fatores externos catalisam as mudanças. "Podemos citar aqui a regulamentação (que não é o nosso caso), um concorrente que passa a fazer diferente (e dá certo) e as pressões do consumidor, pois a maneira pela qual o leite é produzido (e por quem) será cada vez mais relevante. Assim, as demandas do consumidor representam uma externalidade. Precisamos de uma maior transparência e reduzir a assimetria das informações de mercado, minimizando as situações que geram conflito. Também, posso citar clubes de compra de insumos, serviços de apoio ao produtor e os contratos de fornecimento com critérios claros". Finalizando, Carvalho ponderou que a indústria ganha mais quando o produtor também ganha (e vice-versa), fato que minimiza o conflito criado e reduz a distância entre os elos. "É uma jornada longa, mas precisamos começar". (MilkPoint)

 
 
Euromonitor: ainda há espaço para produtos lácteos 'sofisticados' na América Latina

A América Latina consome grandes quantidades de produtos lácteos artesanais não embalados, mas as marcas podem inovar e sofisticar o consumo para captar novos negócios e o sucesso do queijo, que é um bom ponto de inspiração, segundo a Euromonitor International. Em 2017, o mercado de lácteos da América Latina gerou US$ 63,6 bilhões em receitas - pouco menos de 15% de todo o mercado mundial de lácteos de US$ 430 bilhões, segundo dados da Euromonitor International. E, embora o desempenho do Brasil tenha sido baixo, com a queda do consumo de leite e iogurte, Argentina, México, Chile e Peru registraram crescimento positivo nas vendas.

Escrevendo no recente relatório da Euromonitor International chamado Dairy in Latin America, Leonardo Freitas, analista de pesquisa sênior, disse que embora produtos lácteos como leite, iogurte, queijo e pastas tenham sido amplamente consumidos na América Latina, o consumo per capita em termos de valor permaneceu mais baixo do que em mercados desenvolvidos e os formatos de consumo eram muito diferentes. "Enquanto os consumidores locais gastam menos da metade do que os consumidores norte-americanos e europeus na categoria gastam, grande parte do consumo ainda vem de produtos artesanais não embalados", escreveu Freitas.
Isso, disse ele, deixou muitas oportunidades para os fabricantes de lácteos "sofisticarem o consumo de lácteos da América Latina", e o queijo era uma categoria com a qual os fabricantes poderiam aprender, dado seu contínuo sucesso. Em 2017, o queijo foi o produto lácteo que mais cresceu em toda a América Latina, apresentando crescimento em todos os mercados, de acordo com dados da Euromonitor International.

"Com forte produção local e anos de experiência, os fabricantes de queijo conseguiram alavancar suas vendas para consumidores com maior poder de compra, além de diversificar categorias e produzir tipos de queijos internacionalmente conhecidos, como brie e parmesão, à medida que seus certificados de origem estão protegidos", escreveu Freitas.

Valor em dinheiro versus dietas balanceadas
No entanto, ele disse que para garantir o crescimento do mercado de lácteos diversificado e altamente fragmentado da América Latina, é vital entender os fatores que impulsionam as compras e as tendências em evolução. O valor dos produtos em dinheiro, por exemplo, foi um fator-chave na maior parte da região, devido à alta disparidade de renda e a uma grande lacuna social, além de movimentos inflacionários, disse ele. Nos próximos anos, porém, à medida que os estilos de vida se tornaram mais agitados nas grandes cidades e os consumidores seguiram dietas mais equilibradas, Freitas disse que poderia haver espaço para desenvolver categorias como alternativas ao leite, bebidas à base de soja, leite desnatado e queijo sem lactose.

Onde a situação econômica de médio prazo deveria ser mais estável, ele disse que uma "maior sofisticação" no consumo é esperada. Isso, segundo ele, proporcionou uma premissa ainda maior para os fabricantes investirem em novas linhas de produtos, como novos sabores de iogurte, embalagens elaboradas e novos tipos de queijos. O Brasil, por exemplo, viu uma mudança na demanda de lácteos com os consumidores cada vez mais interessados na funcionalidade dos produtos graças a mais informações sobre produtos alternativos. Como resultado, ele afirmou que os produtos livres de lactose devem se tornar "mais relevantes" no mercado e que continuará a haver uma mudança do leite em pó para o leite fresco/UHT, impulsionando o desenvolvimento de valor na categoria. Freitas disse que o Brasil é o mercado de lácteos ao qual deve-se ficar de olho na América Latina porque é o maior - gerando 37% das receitas totais de produtos lácteos na região.

"O Brasil é sempre um membro fundamental e seu desempenho continuará a influenciar o mercado global de lácteos na América Latina", escreveu ele. E embora o mercado de lácteos tenha sofrido nos últimos anos como resultado de questões cambiais e uma queda no poder de compra entre os estratos socioeconômicos mais baixos, o mercado ainda tinha "potencial de crescimento".

Mais importante ainda, ele disse que o Brasil tinha um dos maiores rebanhos do mundo, o que daria ao país uma "base positiva" para o mercado de lácteos a ser desenvolvido. As previsões da Euromonitor International sugerem que o Brasil deve ter um forte crescimento anual até 2022, ao lado da Argentina e do Equador. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Cotações/NZ - Demanda desencadeia aumento do preço do leite em pó desnatado
Os preços do leite em pó integral (WMP) ficaram mais brandos no último GDT, levando o preço médio a cair 1,5%, para US$ 3.231/tonelada, enquanto o índice geral de preços caiu 1,1%, diz a analista Emma Higgins. Isso coincide com o anúncio da revisão feita pela Fonterra sobre a produção desta temporada, que saiu de -3% e foi para -2%. Embora as cotações das commodities na Nova Zelândia tendam a cair à medida que o foco se volta para a produção do hemisfério norte, o final da primavera mantém a demanda por leite em pó desnatado (SMP), diz Higgins.O SMP subiu 3,6% no último leilão da Fonterra e o produto está sendo vendido com melhores preços na Nova Zelândia do que o similar europeu. Nathan Penny, do banco ASB, diz que a queda do preço do WMP contrariou as expectativas. Contudo o movimento agudo de desvalorização do dólar kiwi mais que compensou a queda. Desde o último leilão, o dólar neozelandês caiu 4,5% diante do dólar norte-americano. O efeito final é que os preços globais do leilão subiram 3% em termos de dólar da Nova Zelândia, e é o que efetivamente importa para os produtores de leite. O último relatório da Fonterra diz que as exportações de lácteos da Nova Zelândia, em fevereiro, aumentaram 4% (11.000 toneladas) em relação ao mesmo mês do ano passado. O crescimento foi novamente impulsionado pelo WMP, pelos fluidos e produtos lácteos frescos, um aumento combinado de 12% (16.000 toneladas) no mês, compensando ligeiramente as quedas nas vendas de queijo, lactose e manteiga anidra. As exportações nos 12 meses encerrados em fevereiro ficaram estáveis em comparação com o período anterior. As exportações de produtos lácteos líquidos e frescos e WMP, juntos, totalizaram 117.000 toneladas (+7%). Este desempenho foi anulado parcialmente pela queda na maioria das outras categorias. (Rural News - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 
 

Porto Alegre, 09 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.731

 

Aliança Láctea Sul Brasileira define plano de exportação de leite
Na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, que ocorreu nesta terça-feira (8/5), em Chapecó (SC), foi apresentado um plano para ampliar a competitividade para o setor lácteo do país. A iniciativa trabalha com a meta de que o Brasil passe a exportar 5% do volume produzido. De acordo com o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, o plano foi endossado pelo presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Júnior. Segundo Palharini, o projeto voltado ao mercado externo foi apresentado pelo consultor Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. "Para Barral, a Região Sul é que reúne as melhores condições para alcançar este objetivo", relatou o representante da indústria gaúcha presente no encontro. Diante das considerações feitas por um dos maiores especialistas em defesa comercial e negociações internacionais, a CNA encampou a ideia e decidiu apoiar uma pesquisa de mercado e levantamento de regras para que as empresas do Sul possam participar do estudo. 

"A Região Sul tem no mínimo 10 plantas de leite em pó que possam ser inseridas neste grupo de trabalho", afirmou Palharini, destacando a observação de Barral de que o produto em pó é o mais transacionado no mercado internacional. Palharini ressalta a importância de também focar em alternativas para equilibrar o mercado, entre elas o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e as compras governamentais. Segundo o secretário executivo, é necessário uma ação positiva tanto do governo federal quanto do estadual, pois a solução não está somente nas mãos da indústria e produtores, já que temos mais de 1,1 milhão de produtores de leite no Brasil. O presidente da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ronei Volpi, reforçou que o trabalho será organizado a partir da estrutura industrial dos estados do Sul do país, que possuem linhas de produção de leite em pó. Por meio de um esforço conjunto do setor, a expectativa é atingir a meta de exportar 5% da produção brasileira mas sem descuidar do mercado interno, no prazo de três a cinco anos. O objetivo é enviar lácteos para países da América Latina e Caribe, como Chile, Colômbia, México e Peru, mas também a países da Ásia, África e Rússia.

Na opinião do presidente da Comissão do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, para alcançar o volume mínimo de 5% da produção para exportação - que praticamente representa a produção do Uruguai -  é preciso antes se credenciar ao mercado externo. "Ou seja, deve-se antes de tudo buscar uma normatização e um programa de qualidade que possam ser auditado externamente. Precisamos ter a capacidade de cumprir normas e exigências dos compradores internacionais", afirmou. Como resultado da exposição realizada em Chapecó, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, encaminhou ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pedido para que seja realizada a regulamentação do PEP para produtos derivados do leite cru, especialmente leite em pó, UHT e queijos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
EUA: FDA avalia rotulagem de produtos vegetais que usam a palavra 'leite' e outros derivados
O comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), Scott Gottlieb, disse que sua agência está dando uma "nova olhada" em como lidar com a rotulagem errada de produtos que imitam os lácteos, com produtos vegetais usando termos como "leite", "iogurte" e "queijo". Gottlieb recentemente disse que a FDA anunciou um requerimento buscando informações adicionais sobre a abordagem geral da agência. Em resposta às perguntas da senadora Tammy Baldwin durante uma audiência do Comitê de Apropriações do Senado, Gottlieb confirmou que os estatutos da FDA afirmam que "o leite é um produto definido como proveniente de um animal em lactação". Ele concorda com Baldwin que o termo está sendo usado em produtos "derivados de matérias-primas que não são de um animal em lactação".

No entanto, como a FDA não entrou em ação para evitar a rotulagem incorreta, agora há muita atividade comercial ocorrendo. Baldwin argumentou que isso poderia ser resolvido imediatamente se a FDA emitisse orientações para a indústria e declarasse sua intenção de aplicar os regulamentos existentes.Gottlieb disse que a agência decidiu que seria mais prudente desenvolver um registro administrativo cuidadoso, uma vez que a FDA tem exercido o poder de aplicação da lei até este ponto. "Para nós, reverter nossa postura atual pode exigir mais do que apenas a emissão de orientação", disse Gottlieb, acrescentando que a intenção do recente pedido de informações adicionais das partes interessadas é informar um registro administrativo substancial que poderia sustentar uma revisão.

Segundo ele, em relação à saúde pública, especificamente, a agência está interessada em saber se os consumidores estão confusos sobre o estado nutricional ou a qualidade do leite devido à forma como certos produtos são rotulados. "Para o registro, eu não acredito que seja necessária uma revisão ou estudo adicional. O que precisamos é que a FDA aja e emita orientações sobre a aplicação dos padrões lácteos existentes sobre identidade", observou Baldwin. No ano passado, Baldwin apresentou o DAIRY PRIDE Act, que exigiu que a FDA publicasse uma orientação sobre a aplicação nacional de rotulagem incorreta de produtos que imitam os lácteos em 90 dias. Também, demandou que a FDA reportasse ao Congresso dois anos após a promulgação para responsabilizar a agência por essa atualização nas obrigações de fiscalização.

Mais recentemente, o projeto de lei de despesas coletivas aprovado pelo Congresso no mês passado contém linguagem que expressa a preocupação de que os padrões de rotulagem de lácteos precisem ser devidamente cumpridos. O presidente e diretor executivo da Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF), Jim Mulhern, disse que a FDA "deve parar de fechar os olhos para as violações das leis de rotulagem de alimentos. A agência precisa usar mais fiscalização e menos discrição, pois dezenas de marcas violam flagrantemente os requerimentos do governo".

A NMPF tem repetidamente solicitado aos reguladores federais a aplicarem as leis norte-americanas de rotulagem de alimentos, que excluem a possibilidade de alimentos derivados de plantas usarem termos lácteos. Mulhern agradeceu a Baldwin "por responsabilizar a FDA por sua falta de ação sobre esse assunto e implorar à FDA que faça seu trabalho".
Baldwin disse que os produtores de leite enfrentam tempos difíceis devido aos baixos preços do leite, às ferramentas de gestão de risco que não funcionam tão bem quanto esperavam, às negociações comerciais criando incerteza nos mercados de exportação e aos preços do Canadá de certas classes de leite, que acrescentam mais desafios. "Eu não estou dizendo que este é o único problema", disse Baldwin sobre a rotulagem errada. "Eu estou dizendo que há uma tempestade perfeita de desafios para a indústria de lácteos agora". (As informações são da Feedstuffs, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
Itamaraty mira a Ásia em busca de acordos 

Os países do Mercosul anunciam no dia 25, em reunião dos ministros de Comércio e de Relações Exteriores em Seul, a abertura de negociações para um acordo comercial com a Coreia. Ainda não está definido se o objetivo vai ser um tratado de livre comércio ou um acerto mais simples, de preferências tarifárias, em que se reduzem mutuamente as alíquotas de importação para um leque mais restrito de produtos. No ano passado, Mercosul e Coreia finalizaram com sucesso um "diálogo exploratório". Foi um mapeamento inicial sobre os interesses de cada lado para saber se existe viabilidade em uma negociação efetiva. A percepção foi de que as discussões podem prosperar e as duas partes passaram, então, a buscar um mandato negociador. No caso brasileiro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deu o sinal verde. A iniciativa do bloco sul-americano com a Coreia insere-se em um contexto maior, de aproximação com a Ásia, que o Itamaraty resolveu priorizar. 

Trata-se, segundo fontes diplomáticas, praticamente de uma necessidade diante da importância cada vez maior do continente e da mudança no eixo do crescimento global para a região do Pacífico. Esse é o pano de fundo de um giro iniciado nesta semana pelo chanceler Aloysio Nunes a sete nações asiáticas, com 18 dias de duração, depois que o presidente Michel Temer suspendeu pela segunda vez sua visita oficial. Foi uma forma de mostrar relevância. Na primeira escala do périplo, em Cingapura, foi assinado um acordo bilateral para evitar a dupla tributação. A cidade-país tem estoque de investimentos de US$ 1,4 bilhão no Brasil. Construção naval e administração aeroportuária - a Changi controla o Galeão (RJ) - são os destaques. Em sua passagem pela China, onde está sediado o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Aloysio firmará o acordo de instalação da unidade regional do Banco dos Brics no Brasil. O escritório deve ser inaugurado no segundo semestre. 

O ministro promoverá ainda uma reunião com todos os embaixadores e chefes do departamento de promoção comercial de postos brasileiros na Ásia. A mensagem é de buscar estreitamento econômico e comercial. 09/05/2018 Itamaraty mira a Ásia em busca de acordos No âmbito político, mecanismos de consultas bilaterais que estavam parados há anos foram reativados recentemente. Algumas embaixadas do país na região, como Jacarta (Indonésia) e Seul, tiveram um reforço de equipe na atual gestão. Há ainda uma "dança das cadeiras" nos principais postos diplomáticos: a embaixada em Pequim será assumida por Paulo Estivallet; Eduardo Saboia vai para Tóquio; André Corrêa do Lago está sendo deslocado para Nova Délhi. (Valor Econômico)

 

Compra online de itens de supermercado ainda é tímida
 Apenas dois a cada cem consumidores brasileiros têm o hábito de fazer compras online de produtos de supermercado, conforme detectou pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em conjunto com o Ibope. Embora a quantidade de pessoas que aderem ao e-commerce tenha dobrado nos últimos quatro anos, o número ainda é considerado pouco representativo pelo setor no país. De acordo com o responsável pela área de Gestão Corporativa da Apas, Rodrigo Mariano, hoje as vendas por internet representam cerca de 3% do faturamento total do setor. O varejo de supermercados faturou ao todo R$ 352 bilhões em 2017, o que significa que o e-commerce no setor chega a cerca de R$ 10 bilhões. Embora ainda seja pouco representativo para o faturamento, o e-commerce é um ponto de atenção para as empresas, na visão do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto. "Dados internacionais mostram que o crescimento do e-commerce acontece como um tsunami, de forma muito rápida", diz. "Na medida em que a geração mais jovem entra no mercado de consumo, esse crescimento vai se acelerando e é uma oportunidade para a qual o setor tem se atentado". Pesquisa apresentada nesta segunda-feira (07/05) pela Apas durante evento que inaugurou uma feira do setor de supermercados em São Paulo indica ainda que a ida de consumidores aos pontos de venda tem aumentado. Segundo Mariano, a crise nos anos de 2015 e 2016 trouxe uma queda no número de vezes que consumidores vão às lojas, fazendo com que a maioria dos consumidores frequentasse somente uma vez por mês as lojas. Hoje, consumidores, em especial das classes A e B, já voltaram a frequentar as lojas pelo menos uma vez por semana. Entre as classes de renda mais alta, 44% vão semanalmente às compras. A recuperação é mais lenta, porém, entre os consumidores de classe C e D: entre eles, apenas 23% vão às lojas uma vez por semana. (TerraViva)

 
 

Porto Alegre, 08 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.730

 

Sul discute a padronização
A consulta pública que está em andamento para revisar a instrução normativa (IN) 62, que estabelece os padrões de qualidade do leite cru produzido no país, e a padronização de procedimentos nos três Estados do Sul para controle da brucelose e tuberculose bovina são dois dos temas que estarão em pauta na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, hoje, em Chapecó (SC). O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, diz que a ideia é que os três Estados do Sul unifiquem ações para aprimorar o status sanitário regional. Ele exemplifica que Santa Catarina não vacina mais o rebanho contra brucelose, diferentemente do Rio Grande do Sul e Paraná, que defende a manutenção da vacinação. (Correio do Povo)
 
O ano da Expoleite e da Fenasul possíveis

Os organizadores bem que tentam manter o otimismo em relação à 41ª Expoleite e à 14ª Fenasul, vitrines do setor leiteiro do Estado e que ocorrem na próxima semana, de 16 a 20, no parque Assis Brasil, em Esteio. A Gadolando projeta a participação de 150 animais, acima do ano passado. Mas na cerimônia de lançamento, ontem, ficou evidente que os eventos estão um pouco órfãos. Falta aquele abraço generoso que é dado à Expointer e que se ensaiou na edição do ano passado, quando o foco foi o público urbano. Sem a participação da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e com recursos escassos, as feiras ficaram um tanto quanto esvaziadas e chegaram a correr o risco de não sair. A demora na confirmação também inviabilizou atrações, como o Pub do Queijo, inovação de 2017. O alto custo dos produtores - estimado entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por animal - para participar da exposição é outro obstáculo a ser superado. São necessários R$ 240 mil para a realização dos eventos. Até o momento, o patrocínio de Badesul, BRDE e Banrisul soma R$ 100 mil.

- Os produtores estão estrangulados. E vir para a feira significa custos - argumenta Jorge Fonseca da Silva, presidente da Gadolando, organizadora da Expoleite/Fenasul, com o governo do RS.

Isso em meio a grave crise que, nos últimos anos, teria feito 25 mil produtores de leite abandonarem a atividade. A Farsul, que em 2017 coordenou comissão executiva do evento, neste ano decidiu não participar, após apresentar proposta declinada pela Gadolando. E a dificuldade em obter terneiros também fez o tradicional remate da federação ser cancelado.
É um mero simbolismo, mas até o lançamento da Expoleite/Fenasul, que costumava ganhar espaço no Palácio Piratini, foi feito dentro do gabinete da Secretaria da Agricultura. (Zero Hora)

 
 
Em 2017 o queijo foi o produto de crescimento mais rápido na América Latina

Queijo - Segundo dados do Euromonitor Internacional, em 2017 o queijo foi o produto lácteo de mais rápido crescimento na América Latina, registrando crescimento em todos os mercados. Neste mesmo ano, o mercado de produtos lácteos da América Latina gerou divisas de US$ 63,6 bilhões, perto de 15% de todo o mercado mundial de lácteos de US$ 430 bilhões. O Brasil teve baixo crescimento, enquanto Argentina, México, Chile e Peru apresentaram boas performances de vendas em todos os âmbitos. 

 
No relatório do Euromonitor Internacional dos Lácteos na América Latina, o analista Leonardo Freitas comenta que enquanto os mercados de leite, iogurte e queijo cresceram amplamente na América Latina, o consumo per capita continua sendo mais baixo do que nos mercados desenvolvimentos, conforme informou o site web especializado em lácteos DairyReporter.com. "Com uma sólida produção local e anos de experiência, os fabricantes de queijos aproveitaram para vender aos  consumidores com mais poder aquisitivo, assim como diversificar categorias e produzir tipos de queijos internacionalmente conhecidos localmente como Brie e Parmesão, que vendem como tipos inspirados, já que são protegidos pelos seus certificados de origem", escreveu. Freitas também estima que poderá haver espaço para desenvolver categorias alternativas como leite com baixo teor de matéria gorda e queijo sem lactose.

Brasil, um mercado para ser observado
Freitas escreveu que o Brasil é um mercado de produtos lácteos a ser observado na América Latina porque é o maior e responde por 37% do faturamento total de produtos lácteos na região. "O Brasil sempre é um jogador chave e seu desempenho continuará influindo no mercado lácteo em geral na América Latina", escreveu.

O Euromonitor Internacional sugere que o Brasil deverá experimentar um sólido crescimento interanual até 2022, junto com Argentina e Equador. (Todo El Campo - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 
França proíbe rotulagem de produtos vegetais usando termos como "carne" e "leite"

Os alimentos veganos e vegetarianos não podem mais ser rotulados com termos específicos de carne ou lácteos, como "hambúrguer" ou "leite" na França. Uma emenda aprovada pelo parlamento francês tornou ilegal aos processadores de alimentos rotular alimentos vegetarianos e veganos com a terminologia comumente usada para carne e produtos lácteos. Isso inclui produtos originários de animais como bife, queijo, linguiça ou qualquer outro termo usado para carnes e lácteos tradicionais. De acordo com a British Broadcasting Company, uma violação da nova lei pode resultar em multas de até 300.000 euros (US$ 363.156). A emenda foi proposta por Jean Baptiste Moreau, agricultor e membro do Parlamento da França, e aprovada em 19 de abril em um projeto de lei agrícola. Moreau também é membro do partido político do presidente Emmanuel Macron, La République En Marche.

"É importante combater falsas alegações. Nossos produtos devem ser designados corretamente: os termos 'cheese' ou 'steak' serão reservados para produtos de origem animal", disse Moreau em um tweet.

Moreau argumentou que os rótulos de lácteos ou carne em comida vegana e vegetariana eram enganosos para os consumidores. Um processo judicial de 2017 pelo Tribunal de Justiça Europeu serviu de precedente, porque esse caso determinou que os alimentos de origem vegetal não podiam mais usar termos como leite, manteiga e queijo para rotular produtos na União Europeia. (As informações são da Drovers, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Negócios vão a R$ 4,5milhões
A 11ª Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos (Expoclara) recebeu um público de 36 mil pessoas durante quatro dias (3 a 6 de maio) de atividades no Parque da Fenachamp, em Garibaldi. A exposição contou com 229 animais das raças Jersey e Holandês, de propriedade de associados da Cooperativa Santa Clara, organizadora do evento. Também participaram 108 expositores de máquinas e equipamentos. Os negócios fechados por expositores e produtores associados à cooperativa chegaram a R$ 4,5 milhões. (Correio do Povo)