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Porto Alegre, 25 de janeiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.430

 

Embrapa apresenta sistema de monitoramento do leite a ministro interino da Agricultura

Em visita a Juiz de Fora - MG, nesta segunda-feira (23), onde participou do Encontro Regional da Agropecuária, o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Eumar Novacki, esteve na Embrapa Gado de Leite. Novacki falou do plano "Agro +", que tem entre os objetivos desburocratizar as ações do setor agrícola nacional e investir em cadeias produtivas com potencial de crescimento. Com isso, o MAPA pretende aumentar a participação da agricultura brasileira no mercado internacional de 7% para 10% em cinco anos.

Segundo Novacki, um dos produtos com grande potencial é o leite. O Brasil é o quinto maior produtor mundial, mas atende basicamente ao mercado doméstico. No entanto, de acordo com o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, nos últimos 20 anos, o setor passou por uma grande revolução, investindo no aumento da qualidade e da produtividade. Uma das ações neste sentido é o Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro (SIMQL), que visa ampliar o conhecimento a respeito do leite nacional e estabelecer políticas para a melhoria da qualidade.

O SIMQL foi apresentado por Martins ao ministro interino durante sua visita à Embrapa. O Sistema reúne dados relativos à qualidade do produto, como contagem de células somáticas e contagem total de bactérias. "Trata-se de um software que já possui mais de 70 milhões de dados e fornece informações em tempo real sobre a composição do leite produzido nas diversas regiões do país", explicou Martins. Em breve, instituições públicas e privadas credenciadas poderão acessar o Sistema via computador, tablet ou celular.

O SIMQL permite ao usuário gerar informações em esfera macrorregional, microrregional e até mesmo municipal. Possibilita, ainda, comparar localidades entre si e identificar as regiões mais críticas, que demandam ações voltadas à melhoria de qualidade com maior urgência. A expectativa é que o Sistema possa otimizar a locação de recursos públicos e privados e os trabalhos de fiscalização, inspeção e fomento. O Sistema foi desenvolvido em 2016 pela Embrapa em conjunto com o MAPA por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e Secretaria de Integração e Mobilidade Social (SIMS). (Embrapa)

 

 
A cadeia láctea recuperou o otimismo e espera um ano melhor

A instabilidade preços dominou o setor lácteo mundial durante todo ano de 2016 e 2017 começa com algumas incertezas, dentre elas, Como a política comercial do governo Donald Trump afetará fortes compradores de lácteos, como a China? Mas as vacas continuam produzindo leite e é preciso ordenhá-las duas vezes ao dia (existem países que ordenham três vezes) e o produtor sabe muito bem dos sacrifícios. 

No Uruguai, apesar do endividamento de toda a cadeia láctea, estimado em US$ 300 milhões, o setor mostra mais otimismo este ano e pouco a pouco, começa a ver algumas luzes no horizonte, que esteve bastante sombrio no ano passado. A indústria de laticínios, ou pelo menos algumas indústrias, estão dando sinais de que falta leite no Uruguai e os produtores estão esperançosos de que os preços subam mais, para pelo menos, começar a recuperar as perdas de 2016. O Uruguai produz anualmente em torno de 2,3 bilhões de litros de leite; são 3.200 produtores que entregam leite para a indústria e 950 que fabricam queijo artesanal. "A impressão que se tem é que o produtor precisaria receber mais de 10 pesos por litro, para ganhar alguma coisa. 

Pelo menos hoje não estamos perdendo dinheiro, mas, também não estarmos recuperando nada do que perdemos", afirmou a El País o assessor do setor lácteo e secretário da Câmara Uruguaia de Produtos de Leite, Dario Jorcin. Entre suas fazendas e as que assessora, são mais de 2.500 vacas ordenhadas, diariamente. No ano passado o produtor tinha duas opções, perder dinheiro ou endividar-se. Na maioria das fazendas ocorreram as duas coisas. Jorcin disse ter a convicção de que está faltando leite no Uruguai. 

"Neste momento, pelo menos até antes da chuva, havia muitas fábricas pequenas buscando leite e pagando 9,50 e 9,60 pesos por litro, sem nunca chegar a 10", reconhece. Alguns produtores reivindicam à Conaprole, a maior indústria de laticínios do Uruguai, que comece a pagar 10 pesos em fevereiro, mas o certo é que em 2016 a indústria também esteve muito mal, com preços internacionais deprimidos, investimentos em curso e menor volume exportado. "Saíram do Uruguai duas importantes indústrias de laticínios - A Ecolat e a Schreiber Foods - no ano passado e que demandavam muito leite. Ficaram muitas fábricas pequenas que trabalhavam com 3.000 litros", explicou Jorcin. Do ponto de vista deste assessor e produtor, "A Indulacsa (Lactalis Uruguai) está precisando de leite, mas não paga muito mais". A boa notícia é que os investimentos continuam. 

"A Granja Pocha está construindo uma queijaria nova em Juan Lacaze para 200.000 litros e na primavera passada esteve captando quase 100.000", lembrou Jorcin, mostrando alguns exemplos de que será necessário mais leite. Mas, além do preço interno para que o produtor uruguaio receba 10 pesos por litro (e a isto precisa descontar o pagamento ao Fundo Leiteiro), sempre haverá a dependência dos preços internacionais. Pois, mesmo com a excelente temporada turística e as fábricas de queijo de Nueva Helvécia estejam vendendo bem, isto dura até fevereiro. E depois? Apesar da cadeia láctea uruguaia, Jorcín, e alguns assessores agrícolas inclusive autoridades do governo estar mais otimistas em relação ao ano passado, o setor sofreu golpes severos no ano passado, e continua "caído".

"O impulso que vinha nos três ou quatro anos anteriores, que todo mundo procurava novas áreas, e cresciam as fazendas, agora parou", reconheceu Jorcín. Hoje não existe capacidade de poupar e se não perde dinheiro, gasta tudo o que ganha. "A impressão que tenho é que em 2017 haverá mais leite do que em 2016, que foi muito ruim, mas não chegará aos níveis de 2014 e 2015", afirmou o secretário da Câmara Uruguaia de Produtores de Leite. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
Macro|Cepea: Agronegócio soma 19 milhões de pessoas ocupadas, metade dentro da porteira

Pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, revela que, atualmente, chega em cerca de 19 milhões o número de pessoas ocupadas no agronegócio brasileiro, com destaque para o segmento primário ("dentro da porteira"), com 9,09 milhões de trabalhadores ou quase metade do total. Agroindústria e serviços empregam, respectivamente, 4,12 milhões e 5,67 milhões de pessoas, enquanto, no segmento de insumos do agronegócio, estão outras 227,9 mil pessoas. Esses números referem-se ao ano de 2015 (dados mais recentes) e não incluem os trabalhadores que produzem exclusivamente para próprio consumo.
 
No segmento primário agrícola do agronegócio, destaca-se a quantidade expressiva de pessoas ocupadas no grupo "outras lavouras"*, de 2,9 milhões de trabalhadores, correspondentes à metade do total empregado, de 5,9 milhões. Outros 16% estão ligados a atividades com grãos e 12%, com café. No segmento primário da pecuária, por sua vez, a bovinocultura, de corte e leite, predomina no que diz respeito à quantidade de pessoas ocupadas, participando com 65% do total, de 3,16 milhões de trabalhadores.
 
Apesar do grande número de pessoas ocupadas no segmento primário do agronegócio, ainda é elevada a parcela sem carteira assinada neste segmento. Por outro lado, na indústria e nos insumos, os trabalhadores com carteira assinada representam a maioria do total. Considerando-se todos os segmentos do agronegócio, 36% dos empregados têm carteira assinada e 33% atuam por conta própria. Outros 15% estão como empregados sem carteira assinada e apenas 4%, como empregadores. Os demais 12% se distribuem entre as categorias de trabalhadores domésticos, familiares auxiliares ou militares.  
 
O estudo do Cepea aponta, ainda, que, no agronegócio, tem-se elevada concentração de pessoas que não chegaram a iniciar o ensino médio, somando quase 60% do total de pessoas ocupadas. Ao mesmo tempo, o percentual de pessoas com ensino superior completo no agronegócio se limita a 8,5%, frente a uma taxa de quase 17% para o mercado de trabalho brasileiro em geral. Esse quadro reflete principalmente os dados verificados no segmento primário, em que mais de 80% das pessoas ocupadas não iniciaram o ensino médio.
 
SALÁRIOS - Empregados** do agronegócio brasileiro recebem, em média, R$ 1.499 mensais, conforme dados de 2015. O segmento que mais remunera é o de insumos, que inclui a produção de fertilizantes, defensivos, rações, produtos veterinários e máquinas e equipamentos agrícolas, com rendimento médio mensal habitual de R$ 2.331 (para a mesma categoria de empregados*). O segmento primário, por sua vez, paga, em média, R$ 998 mensais na pecuária e R$ 891 por mês na agricultura, correspondendo aos menores salários entre os segmentos do agronegócio, ainda considerando-se os dados de 2015. Os empregados na área de serviços recebem R$ 2.019 por mês. Para os trabalhadores da indústria agrícola e pecuária, os salários são de R$ 1.663 e R$ 1.397, respectivamente. (Agrolink)
 

General Mills pede patente para criar produtos alternativos aos laticínios
A grande empresa de alimentos General Mills recentemente entrou com um pedido de patente nos Estados Unidos para um projeto que se concentra na criação de alternativas a laticínios a partir de vários feijões e leguminosas.A empresa afirmou que irá explorar opções de ingredientes à base de vegetais, como feijão fava, grão de bico, lentilha, feijão adzuki e outras leguminosas na criação de produtos como iogurte, maionese e leites vegetais.A General Mills divulgou que pretende testar vários métodos de hidratação e aquecimento de leguminosas, adição de um agente de acidificação (como vinagre), bem como aromatizantes para criar alternativas aos produtos lácteos animais e à base de soja."A proteína é um ingrediente que continua despertando interesse na saúde do consumidor e é necessária no mundo em desenvolvimento", afirma a aplicação antes de discutir as tendências dos consumidores em relação às alternativas sem laticínios, apontando razões éticas e ambientais, como também a intolerância à lactose. Esta não é a primeira vez em que a multinacional tem explorado opções sem leite. Em maio de 2016, a General Mills fez investimentos de US$ 18 milhões na companhia vegana Kite Hill, localizada na Califórnia, por meio de seu fundo de capital de risco, segundo a Veg News. (Fonte: Redação ANDA/Guialat)

 

Porto Alegre, 24 de janeiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.429

 

Ano começa com leve redução e tendência de estabilidade no leite
 
O preço de referência projetado para o litro do leite em janeiro de 2017 no RS é de R$ 0,9367, 0,91% abaixo do consolidado de dezembro de 2016 (R$ 0,9453). Os dados, divulgados na reunião desta terça-feira (24/01) pelo Conseleite, indicam que a redução foi puxada pela queda de 6,59% no leite em pó, um produto que vinha se mantendo estável apesar da crise. O tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, pontuou que o cenário é de estabilidade uma vez que a projeção realizada para dezembro (R$ 0,9407) foi superada, fechando em R$ 0,9453. "Tudo depende dos próximos 20 dias, mas o que enxergo é que essa leve queda já deve estar recuperada com o andamento do mês", ressaltou Rodrigues.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou que os números dos primeiros dez dias de janeiro (base do levantamento do Conseleite) mostram recuperação em outros itens importantes no mix de produtos do setor lácteo, a exemplo do UHT que teve elevação de 5,68%. Ao apresentar os números tabulados pela UPF, Palharini mostrou que a maioria dos produtos pesquisados começa o ano um pouco acima dos valores praticados em janeiro de 2016, como o UHT e o leite pasteurizado. O 2º vice-presidente do Sindilat, Raul Amaral, lembrou que vem sendo verificada redução de consumo de lácteos devido à sazonalidade tradicional do período de verão e férias escolares.

Política de apoio - Durante a reunião do Conseleite, lideranças dos produtores e indústrias reforçaram a necessidade de levar ao governo do Estado uma proposta efetiva de incentivo à produção dentro do Rio Grande do Sul. O 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, citou a quantidade de queijos especiais e leite condensado que vem de outros estados para abastecer o mercado gaúcho, itens que poderiam ser fabricados dentro do Rio Grande do Sul se houvesse uma política de apoio que tornasse o processamento competitivo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Carolina Jardine/ Divulgação Sindilat

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ - Dezembro de 2016.

Matéria-prima

Valores Projetados Dezembro / 16

Valores Finais

Dezembro / 16

Diferença

(final - projetado)

I - Maior valor de referência

1,0818

1,0871

0,0052

II - Preço de referência

0,9407

0,9453

0,0046

III - Menor valor de referência

0,8466

0,8507

0,0041

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ - Janeiro de 2017.

Matéria-prima

Janeiro /17 *

I - Maior valor de referência

1,0772

II - Preço de referência

0,9367

III - Menor valor de referência

0,8430

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 
Indústrias buscam novos esclarecimentos sobre a Lei do Leite


 Foto: Guilherme Portella (E) em reunião de associados Sindilat
Crédito: Carolina Jardine

Reunidos nesta terça-feira (24/1) em Porto Alegre, executivos dos principais laticínios gaúchos manifestaram algumas dúvidas sobre a regulamentação da Lei do Leite. Para esclarecer sobe o regramento, o Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) solicitará uma reunião para o início de fevereiro com a equipe responsável pelo tema na Secretaria da Agricultura (Seapi). Presidindo o encontro, o 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, lembrou que a Lei do Leite foi construída com participação do setor e em inúmeros encontros, mas que dúvidas são naturais nessa fase de implementação. O Sindilat defende um alinhamento na prática das medidas que estão entrando em vigor nos próximos meses e uma sistematização das informações para que as empresas saibam onde esclarecer questões que surgirão no dia a dia. 

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve esta semana com a técnica da Seapi Karla Pivato Oliz buscando alguns esclarecimentos, que serão ampliados no novo encontro ainda a ser agendado. Uma das principais dúvidas é o que farão as indústrias quando um caminhão de coleta for danificado, uma vez que a lei não prevê substituição imediata. Também surgiram dúvidas sobre a capacitação dos transportadores e as informações que deverão ser repassadas ao serviços de inspeção estadual, federal e municipal. 
 
Contribuição Patronal - Durante a reunião, também foi alertado sobre o prazo para pagamento da Contribuição Patronal, que deve ser repassada até 31 de janeiro pelas empresas para o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS para auxiliar no custeio das despesas de representação ao longo do ano. Portella ressaltou a importância de as empresas que operam em diversos estados fazerem o recolhimento parcial por região e assegurarem fatia de recursos para a ação no Rio Grande do Sul. O diretor tesoureiro do sindicato, Angelo Sartor, ainda apresentou o orçamento do quarto trimestre de 2016. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Hemisférios se compensam na produção mundial de leite em 2016

A produção mundial de leite apresentou uma taxa de crescimento anual de 2% nos últimos 15 anos, com valores variando entre 0,7 e 3,1%. Quando os dados de dezembro estiverem disponíveis, é altamente provável que mostrem que a produção em 2016 não cresceu e tenha tido um volume igual ao de 2015.

Esta neutralidade apresenta um comportamento diferente quando se compara ao nível de países e blocos, observando que os países produtores de leite do hemisfério norte apresentaram crescimento em 2016 e quase todos os países do hemisfério sul tiveram níveis inferiores aos de 2015.

Além das questões climáticas às quais esse quadro pode ser atribuído, vale fazer uma análise mais profunda sobre o grau de força dos aspectos estruturais de países do Norte, bem como a capacidade de adaptação dos modelos produtivos e gestão das situações de crise de preços internacionais registrados entre o final de 2015 e boa parte de 2016.

 

Rússia e Ucrânia, com quedas de 2,9 e 0,5%, respectivamente, nivelam os resultados entre os hemisférios. Na América Latina, a maioria dos países teve queda na produção. Em outros países da América Latina, que não estão no quadro, em geral, também houve uma diminuição no volume, mas não fornecem grandes diferenças nos valores globais. (As informações são do Observatorio de la Cadena Láctea Argentina, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

A Fonterra criou manteiga branca para o Oriente Médio

A Fonterra desenvolveu uma nova manteiga branca para atender a demanda de indústrias do Oriente Médio. Embora a manteiga Fonterra seja conhecida dos consumidores do Oriente Médio por sua aparência dourada em razão das vacas serem alimentadas em pastos, um pequeno grupo de indústrias prefere manteiga branca como ingrediente para processamento de outros alimentos
. Essas indústrias, tradicionalmente, utilizam manteiga procedente de vacas alimentadas com grãos, o que torna a manteiga pálida, sem cor. Casey Thomas, diretor da categoria de alimentos lácteos da NZMP [marca de ingredientes da Fonterra], disse que a cooperativa desenvolveu a manteiga branca por um processo que reduz a aparência dourada sem afetar a qualidade.

 "Vimos a oportunidade de explorar esta nova área para que os clientes possam usar em pastas, combinar com queijo cremoso, e também poder utilizar em sorvetes". O gerente da NZMP para o Oriente Médio e África, Santiago Aon, disse, "Já estamos obtendo grandes resultados. Nossos clientes deram um feedback positivo sobre a manteiga branca, e o desempenho vem atendendo nossas expectativas". No centro de Pesquisa e Desenvolvimento da cooperativa, a NZMP está atrás de novos produtos; ambos com parceria histórica para desenvolver soluções criativas para os clientes. O produto está agora disponível na Arábia Saudita, Irã, Bahrein, Turquia e Paquistão. Deverá ser lançado no Egito, Argélia, Marrocos e América do Sul. (Rural News - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Paridade no valor de exportação de leite em pó aos principais mercados
Os pedidos de exportação de leite em pó ao Uruguai, segundo dados da Alfândega neste mês de janeiro mostram grande paridade entre os valores de venda aos principais países com os quais a indústria local fechou negócios. O Brasil lidera as compras, 68%, sendo o principal destino ao preço médio de US$ 3.210 FOB, o segundo destino (Rússia) tem participação de 20%, ao preço médio de US$ 3.220/tonelada. O ranking é fechado com a participação de 8,5% da Argélia do total das vendas ao valor de US$ 3.180/tonelada. Até agora os pedidos totalizam quase 6 mil toneladas ao preço médio de US$ 2.190/tonelada. É um grande contraste com as 4.340 toneladas exportadas em todo o mês de janeiro do ano passado, ao preço médio de US$ 2.300/tonelada. (Tardaguila - Tradução Livre: Terra Viva)
 

Reunidos nesta terça-feira (24/1) em Porto Alegre, executivos dos principais laticínios gaúchos manifestaram algumas dúvidas sobre a regulamentação da Lei do Leite. Para esclarecer sobe o regramento, o Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) solicitará uma reunião para o início de fevereiro com a equipe responsável pelo tema na Secretaria da Agricultura (Seapi). Presidindo o encontro, o 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, lembrou que a Lei do Leite foi construída com participação do setor e em inúmeros encontros, mas que dúvidas são naturais nessa fase de implementação. O Sindilat defende um alinhamento na prática das medidas que estão entrando em vigor nos próximos meses e uma sistematização das informações para que as empresas saibam onde esclarecer questões que surgirão no dia a dia.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve esta semana com a técnica da Seapi Karla Pivato Oliz buscando alguns esclarecimentos, que serão ampliados no novo encontro ainda a ser agendado. Uma das principais dúvidas é o que farão as indústrias quando um caminhão de coleta for danificado, uma vez que a lei não prevê substituição imediata. Também surgiram dúvidas sobre a capacitação dos transportadores e as informações que deverão ser repassadas ao serviços de inspeção estadual, federal e municipal.

Contribuição Patronal – Durante a reunião, também foi alertado sobre o prazo para pagamento da Contribuição Patronal, que deve ser repassada até 31 de janeiro pelas empresas para o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS para auxiliar no custeio das despesas de representação ao longo do ano. Portella ressaltou a importância de as empresas que operam em diversos estados fazerem o recolhimento parcial por região e assegurarem fatia de recursos para a ação no Rio Grande do Sul. O diretor tesoureiro do sindicato, Angelo Sartor, ainda apresentou o orçamento do quarto trimestre de 2016.

Guilherme Portella (E) em reunião de associados Sindilat. Crédito: Carolina Jardine

O preço de referência projetado para o litro do leite em janeiro de 2017 no RS é de R$ 0,9367, 0,91% abaixo do consolidado de dezembro de 2016 (R$ 0,9453). Os dados, divulgados na reunião desta terça-feira (24/01) pelo Conseleite, indicam que a redução foi puxada pela queda de 6,59% no leite em pó, um produto que vinha se mantendo estável apesar da crise. O tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, pontuou que o cenário é de estabilidade uma vez que a projeção realizada para dezembro (R$ 0,9407) foi superada, fechando em R$ 0,9453. ”Tudo depende dos próximos 20 dias, mas o que enxergo é que essa leve queda já deve estar recuperada com o andamento do mês”, ressaltou Rodrigues.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou que os números dos primeiros dez dias de janeiro (base do levantamento do Conseleite) mostram recuperação em outros itens importantes no mix de produtos do setor lácteo, a exemplo do UHT que teve elevação de 5,68%. Ao apresentar os números tabulados pela UPF, Palharini mostrou que a maioria dos produtos pesquisados começa o ano um pouco acima dos valores praticados em janeiro de 2016, como o UHT e o leite pasteurizado. O 2º vice-presidente do Sindilat, Raul Amaral, lembrou que vem sendo verificada redução de consumo de lácteos devido à sazonalidade tradicional do período de verão e férias escolares.

Política de apoio – Durante a reunião do Conseleite, lideranças dos produtores e indústrias reforçaram a necessidade de levar ao governo do Estado uma proposta efetiva de incentivo à produção dentro do Rio Grande do Sul. O 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, citou a quantidade de queijos especiais e leite condensado que vem de outros estados para abastecer o mercado gaúcho, itens que poderiam ser fabricados dentro do Rio Grande do Sul se houvesse uma política de apoio que tornasse o processamento competitivo.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Dezembro de 2016.

Matéria-prima Valores Projetados Dezembro / 16

Valores Finais

Dezembro / 16

Diferença

(final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,0818 1,0871 0,0052
II – Preço de referência 0,9407 0,9453 0,0046
III – Menor valor de referência 0,8466 0,8507 0,0041

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Janeiro de 2017.

Matéria-prima Janeiro /17 *
I – Maior valor de referência 1,0772
II – Preço de referência 0,9367
III – Menor valor de referência 0,8430

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

 

Crédito: Carolina Jardine/ Divulgação Sindilat

 

 

 

 

 

 

 

 

Porto Alegre, 23 de janeiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.428

 

Marcelo Martins: "as indústrias lácteas brasileiras estão se posicionando para a exportação"

Em entrevista exclusiva para o MilkPoint, Marcelo Costa Martins, presidente da Viva Lácteos, comentou sobre a instabilidade do setor lácteo no ano passado - com alguns meses muito bons tanto para a indústria como para o produtor. "A queda na oferta de leite em 2016 foi um fator importante que estimulou as importações. Para 2017 acreditamos que não teremos uma diferença significativa entre mercado interno e mercado internacional. Em abril de 2016, por exemplo, tivemos uma diferença de aproximadamente 87% entre o preço praticado no mercado interno e o preço praticado no mercado internacional. A medida que nós temos um aumento da oferta de leite no mercado interno, uma reação dos preços do mercado internacional e uma menor variação entre os mercados, nós passamos a ter uma condição mais favorável às exportações ou uma redução no déficit da balança comercial que tivemos esse ano". 

Sobre os custos de produção, ele comentou que em virtude da redução dos preços dos ingredientes usados na ração (principalmente milho e farelo de soja) junto com uma melhoria das condições climáticas e sem o efeito do El Niño, em 2017 provavelmente não veremos uma queda significativa na produção de leite como observamos em 2016. "Com relação ao consumo interno, as melhorias são dependentes da estabilidade econômica do país - o que também é preponderante para a manutenção e abertura de novos investimentos, gerando empregos e melhorando a renda, o que está intimamente relacionado com o consumo de lácteos. Pressuponho que este ano veremos uma menor volatilidade dos preços, maior oferta de produção e redução das importações". 

Exportações
Marcelo destacou que as indústrias estão se posicionando para a exportação e a orientação das empresas associadas é que a Viva Lácteos faça o máximo de ações no sentido de promover os produtos lácteos brasileiros no exterior e também, abra novos mercados. "A Rússia, logo após o embargo, passou a demandar produtos lácteos de países como Brasil, Argentina e Uruguai. Nós tivemos que cumprir uma série de pré-requisitos necessários para exportação e até então, não tínhamos nos posicionado para o mercado russo. Demoramos aproximadamente quatro meses para habilitar as plantas para exportação enquanto algumas plantas no Uruguai e na Argentina já estavam habilitadas - passando a exportar o que tinham e o que não tinham. Quando nós passamos a ter condições de exportar, a demanda do mercado já não era mais a mesma. Isso foi um grande aprendizado para todos nós". 

De acordo com ele, muitos importadores nem sequer imaginam que o Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo. "Acredito que essa informação tem que ficar muito clara e para isso, a participação em eventos é muito importante. Em relação às feiras, já confirmamos este ano a presença em Dubai, Moscou e Miami. Também estamos aguardando a nossa participação em Anuga, na Alemanha". 

Expansão dos mercados importadores 
Em relação aos possíveis mercados importadores, hoje a Viva Lácteos tem uma parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, para o início do primeiro semestre de 2017, temos duas novas missões de habilitações: Chile e Peru. "É muito importante que tenhamos novas aberturas de mercado e diversifiquemos. Até novembro de 2016, exportamos 53% do total de lácteos, em valor, para a Venezuela - menos do que o ano passado (que foi de quase 75%) - mas de certa forma ainda muito concentrado. Com relação ao leite condensado, a nossa participação no mercado total exportado pelo Brasil passou de 13% para 26% do total enviado. É importante que consigamos ampliar a nossa participação em mercados importantes. Temos hoje alguns mercados que são alvo, que foram escolhidos estrategicamente para atuação prioritária". 

Esses mercados correspondem hoje a quase R$ 2 bilhões de dólares em importações de lácteos, com uma taxa média de crescimento de 17% ao ano nos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, a participação brasileira nesses mercados é inferior a 1%. "Não seria um trabalho de curto prazo, ele está sendo construído, e o ano de 2016 foi muito desafiador porque tivemos que remar contra a corrente, mas, por outro lado, há algumas empresas demandando a abertura de novos mercados e novos acordos comerciais, enxergando no mercado internacional uma oportunidade interessante. A expectativa para 2017 com certeza é mais favorável, tanto do ponto de vista do mercado interno com o aumento da oferta de matéria-prima, quanto do mercado internacional - na medida que enxergamos um reaquecimento dos preços dos mercados internacionais". 

Rússia - uma porta já aberta? 
Martins pontuou que algumas empresas brasileiras mandam hoje uma pequena quantia de produtos lácteos para a Rússia e que perto do nosso potencial, a quantidade é ínfima. Porém, ele acredita que essa ação contribua para a criação de um relacionamento com os importadores russos a fim de aumentarmos a participação. "A questão é estar dentro do mercado. O mais difícil é entrar nele, depois fica mais favorável. Nossa expectativa é muito boa com relação ao mercado internacional. Acredito que ao mesmo tempo que as empresas se estruturam, elas também se tornam mais interessantes no exterior". 

Melhorias do mercado interno 
Com relação ao consumo, a Viva Lácteos está trabalhando junto ao Mapa para agilizar o registro de novos produtos. O Ministério está atualizando o RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), modernizando e desburocratizando processos. Na área de qualidade do leite, além das ações junto ao Mapa para melhorar as questões referentes à IN 62, a associação estimula as indústrias a trabalharem de uma forma coordenada no esclarecimento dos produtores com relação ao uso correto dos medicamentos veterinários. 

"Essa é uma das prioridades que temos. Elaboramos uma cartilha de orientação sobre o uso correto de medicamentos, principalmente de antibióticos. Hoje, todas as empresas associadas à Viva Lácteos estão trabalhando dentro desse formato e temos mais de 70 milhões de reais aplicados em melhorias na qualidade. Que continuemos avançando para ter cada vez mais condições de produzir alimentos seguros para os consumidores".

Do ponto de vista da imagem do leite, a entidade está trabalhando com uma assessoria de comunicação e com porta vozes da área da saúde que expõem a importância do leite na nutrição humana com base em pesquisas científicas. "Divulgamos esses releases para todos. As informações negativas sobre o leite existem, assim como em outros produtos, mas, o balanço que fazemos no final é que o consumidor brasileiro vê o leite como um alimento seguro. Nossa aposta é que os consumidores continuem usufruindo dos produtos lácteos e que o leite permaneça na cesta básica". 

Marcelo disse acreditar na inovação do mercado lácteo, o que é dependente da economia do país, já que são investimentos direcionados à agregação de valor. "Os produtos zero lactose hoje por exemplo estão bem mais disseminados e com custos mais acessíveis, assim como o iogurte grego. De certa forma, a inovação atrai o consumidor". (Milkpoint)

 

 
Senar/RS atenderá a 1.140 propriedades leiteiras

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre os muitos aspectos significativos de suas ações desenvolvidas por meio das suas 27 administrações regionais no País, cabe destaque ao convênio entre o Sistema CNA/Senar e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para implementação de um modelo de gestão e operação de assistência técnica e gerencial e continuado voltado para pequenos e médios produtores de leite do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Gilmar Tietböhl, superintende do Senar-RS, informa que, em 2017, serão intensificados investimentos em assistência técnica, com a realização do Programa Mapa Leite, que deve atender a 1.140 propriedades em 112 municípios gaúchos; e em saúde e qualidade de vida, por meio de treinamentos, palestras nas atividades do meio rural. Ele explica que a ação atenderá principalmente produtores leiteiros que vivem na Metade Norte do Rio Grande do Sul.

Tietböhl diz que o Senar-RS registrou um aumento de 11,6% na oferta de cursos de formação profissional rural e de promoção social no Rio Grande do Sul em 2016, totalizando 9.677 iniciativas. Ele comenta também que o Senar-RS atendeu 162.214 pessoas com as suas atividades, que englobaram palestra, oficinas, seminários, programas e cursos. Isto, segundo o superintendente, representou um crescimento de 10,48% em comparação ao ano de 2015.

O curso de Inclusão Digital foi o que teve maior procura em 2016. Tietböhl considera que o setor quer conhecimento com o objetivo de melhorar a sua vida e as tarefas na propriedade rural. Lembra que foram formadas no curso de Inclusão Digital, no ano passado, 1.128 pessoas. Já o segundo curso mais procurado, conforme o superintende, foi sobre Aplicação Correta e Segura de Agroquímicos.

O superintendente do Senar-RS diz que os proprietários rurais gaúchos estão entre os primeiros no País e no exterior a realizarem o manejo correto no descarte de embalagem de defensivos agrícolas. No que diz respeito ao uso de EPIs, os agricultores estão buscando informações, e há um crescimento em sua utilização. Ele lembra também que o terceiro curso mais procurado no ano passado foi o voltado ao Saneamento Rural Básico.

Tietböhl comenta também que as palestras que receberam maior presença, em 2016, foram Qualidade de Vida no Meio Rural, com a participação de 12.452 pessoas, seguida pela que tratou o assunto Zoonoses, com 9.826 participantes, e a Saúde da Mulher Rural, com 2.106 pessoas. Já o programa mais procurados foi o Junto para Competir, que registrou 3.264 interessados.

Em seu balanço, Tietböhl citou o Programa Alfa, voltado à alfabetização de trabalhadores do meio rural. Segundo ele, mais de 30 mil pessoas no Estado já foram alfabetizadas ao longo dos últimos 15 anos. O Senar Nacional foi criado pela Lei nº 8.315, de 23/12/91, já o Senar-RS foi criando um ano depois.

Informações podem ser encontradas no site do Senar-RS. Ainda pelo fone (51) 3215-7500, ou pessoalmente na praça Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. (As informações são do Jornal do Comércio)

Panorama do Mercado Lácteo - Relatório USDA 03/2017

Os dados sobre a produção total de leite da Nova Zelândia, em dezembro, ainda não foram apurados. Um dos principais processadores de lácteos do país informou que sua produção de leite contratada nos sete meses da temporada, até 31 de dezembro, caiu 5,5% em comparação com o mesmo período no ano passado. A primavera da Nova Zelândia foi mais úmida do que o normal. 

Isso afetou negativamente o crescimento das pastagens. Os preços do leite em pó integral (WMP) encontram-se estáveis, com leve queda nos valores máximos. Os processadores da Nova Zelândia estão produzindo mais WMP, fugindo do leite em pó desnatado (SMP). As exportações australianas acumuladas até novembro de 2016 aumentaram 5,7%, em elação ao mesmo período de 2015, segundo a Eucolait. Os principais destinos e percentual foram: China (19%); Sri Lanka (17,2%); e Cingapura (12,7%). Europa - As perspectivas futuras para 2017 apontam para algum aumento modesto na produção de leite ao longo do ano na Europa Ocidental. Neste início de 2017 é provável que a produção fique abaixo dos níveis iniciais de 2016. No entanto, espera-se que o volume de leite aumente em termos anuais em relação a 2016 a partir de meados de 2017. O frio em muitas regiões produtoras de leite da Europa Ocidental durante as primeiras semanas de 2017 deverá atenuar os volumes. 

Segundo relatórios da Alemanha os preços do leite pagos aos produtores de leite tiveram uma ligeira recuperação. Se continuarem firmes e esse padrão ocorrer em outros países da Europa Ocidental, é natural que seja um incentivo a uma maior produção de leite à medida que o ano avança. As indústrias projetam aumento na produção de queijo e queda nos volumes de manteiga e de leite em pó desnatado (SMP). Quinta-feira, 19 de Janeiro, a Eucolait divulgou informações preliminares de que não foram negociados contratos de venda de SMP na terceira licitação dos estoques de intervenção, que aconteceram na terça-feira, 17 de Janeiro. O Leste Europeu continua sendo afetado pela manutenção do embargo russo, prejudicando produtores de leite e indústrias de laticínios. As vendas para a Rússia antes do embargo eram significativas para vários países. O embargo exigiu esforços para chegar a novos mercados. Alguns players menores foram sufocados, enquanto os maiores jogadores se expandiam. A Polônia é frequentemente mencionada como um país que ajudou outros países da região a terem bom desempenho no setor lácteo.

 

América do Sul - Na Argentina, a produção de leite na fazenda tende a diminuir devido às atuais inundações nas principais bacias leiteiras. Algumas fazendas tiveram a coleta de leite suspensa, temporariamente, em decorrência do isolamento pelas águas e/ou estradas intransitáveis. Há redução notável na captação de leite. Os cronogramas operacionais de algumas fábricas de queijos e iogurtes ficaram irregulares. Em todo o país, muitas lavouras de alfafa foram arruinadas pelas tempestades. Inversamente, parece que as chuvas ajudaram a colheita de alfafa no Uruguai. Neste país, a produção de leite é sazonalmente mais baixa, principalmente devido às altas temperaturas do verão. O volume de leite está, em grande parte, equilibrado com o processamento, principalmente no que se refere à produção de queijo. Além disso, o creme está prontamente disponível para fazer a manteiga. Entretanto, no Brasil, há um grave déficit hídrico na principal bacia leiteira, afetando o crescimento de forragens em diversas bacias leiteiras. Consequentemente, a produção de leite na fazenda está em queda. A maioria das instalações de processamento de queijo está recebendo menos do que o adequado de volume de leite. No entanto, a fabricação de queijo permanece ativa com um interesse leve / moderado dos setores de varejo e serviços de alimentação. 

A oferta de queijo no mercado à vista está limitada, uma vez que alguns processadores preferem aumentar os estoques, aguardando preços internos mais elevados no curto prazo. Em dezembro de 2016, a Venezuela foi afastada do Mercosul. Conforme relatado pela Quarterra, a mudança significa que a Venezuela deixará de se beneficiar do acesso livre às mercadorias de outros países do bloco, como Argentina, Uruguai e Brasil. No passado, a Venezuela importou quantidades significativas de produtos lácteos, principalmente da Argentina. Os possíveis impactos futuros para a indústria de laticínios da América do Sul são desconhecidos neste momento, de acordo com contatos diversos. 

LEITE EM PÓ INTEGRAL (WMP) - No Cone Sul da América do Sul, o preço de exportação FOB do leite em pó integral (WMP) permanece inalterado. O preço mais baixo reflete uma atividade moderada de exportação de WMP para fora do bloco, enquanto os valores máximos correspondem às exportações dentro do bloco, principalmente da Argentina e do Uruguai para o Brasil. A produção de WMP na Argentina está instável em várias fábricas, já que os processadores estão recebendo menos leite devido aos problemas de transporte causados pelas inundações atuais. A produção de WMP encontra-se estável no Uruguai. No Brasil, a produção de WMP está ativa, já que muitos processadores estão secando mais leite, ao invés de usar a matéria-prima para outros fins. A demanda pelo WMP brasileiro está melhorando. Portanto, as importações de WMP do Brasil estão ligeiramente mais baixas. Os estoques são variados na Argentina, estáveis no Uruguai e ligeiramente mais elevados no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Leite (INALE), as exportações acumuladas de WMP do Uruguai, de janeiro a dezembro de 2016, totalizaram 127.075 MT, 32% acima da do mesmo período em 2015. 

LEITE EM PÓ DESNATADO (SMP) - No Cone Sul da América do Sul, o preço FOB de exportação do SMP se ajustou para cima. As vendas ficaram mais fracas em relação às duas últimas semanas. As exportações para fora do Mercosul estão representadas pelos preços mínimos. Enquanto o preço máximo reflete as importações brasileiras de SMP dentro do bloco, principalmente da Argentina e do Uruguai. No Brasil, a produção de SMP está em andamento e as ofertas estão se tornam mais disponíveis. Consequentemente, as importações brasileiras de SMP estão menores. Por outro lado, o processamento de SMP está em baixa na Argentina, devido ao menor consumo de condensados. Os estoques variam em todo o Cone Sul. De acordo com o Instituto Nacional do Leite (INALE), as exportações acumuladas de SMP do Uruguai, de janeiro a dezembro de 2016, totalizaram 17.411 TM, 33% abaixo da do mesmo período em 2015. (USDA - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Produção Mundial de Leite é a menor em 3 anos
No mês de outubro, a produção de leite das cinco principais regiões exportadoras registrou seu menor nível em três anos. As ofertas globais de leite normalmente aumentam em outubro devido ao período de pico da produção da Oceania. Este ano, no entanto, a Nova Zelândia (NZ) teve o pico mais baixo desde 2012, enquanto a Austrália está produzindo volumes semelhantes a nove anos atrás. A produção na UE-28 também está diminuindo e deve terminar 2016 com crescimento de apenas 0,5% em relação a 2015. A maior parte dos principais Estados Membros produtores de leite comunicou quedas substanciais nas entregas em novembro: Alemanha (-5,2%); França (-7,6%); e Reino Unido (-7,3%). Embora em novembro, a Holanda e a Irlanda não tenham apresentado reduções em relação aos níveis do ano anterior, o crescimento da produção diminuiu consideravelmente em ambos os países. (The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Porto Alegre, 20 de janeiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.427

 

  Mercado de leite no Brasil pode se recuperar em 2017

Os números de 2016 só serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 17 de março, mas a expectativa é que a produção de leite no Brasil sofra a maior queda em 55 anos, desde que os índices passaram a ser registrados.

"Embora a captação formal de leite no terceiro trimestre do ano passado tenha apresentado uma recuperação de 12,1% em relação ao trimestre anterior, o volume total captado teve uma quebra de 4,9% quando comparado ao mesmo período de 2015", informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite João César Resende.

Os dados iniciais sugerem que a recuperação tenha se mantido no último trimestre, mas o País deve fechar 2016 com uma produção pouco acima dos 23 bilhões de litros, uma retração acima de 3% em relação a 2015, e há entre os analistas quem aposte em um índice de 4%. Os dois últimos anos não foram bons para o setor. Desde 2014, quando o Brasil registrou o maior volume de produção de leite sob inspeção (24,7 bilhões de litros), os índices vêm retrocedendo. Em 2015, a queda foi de 2,8%. 

Ano de extremos - Um dos fatores que favoreceu o menor volume produzido foi o preço internacional do leite. Nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), a tonelada do leite em pó chegou a ser vendida em julho por US$ 2,062.00, preço muito abaixo da média, segundo analistas.

Isso favoreceu a importação de leite da Argentina e do Uruguai. "Importamos o equivalente a 8% da nossa captação de leite no ano que passou", explica Glauco Rodrigues Carvalho, também pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

Em dezembro, o leilão da GDT já estava pagando pela tonelada do leite em pó US$ 3,568. A expectativa de Carvalho é que essa seja a média dos preços internacionais ao longo de 2017, reduzindo a competitividade das importações, possibilitando uma recuperação da produção doméstica.

Outro fator que prejudicou o setor foi a quebra de safra do milho. Enquanto a safra do grão em 2014/2015 foi de 84,3 milhões de toneladas, no período de 2015/2016 houve uma queda de 21% (66,5 milhões de toneladas). Isso encareceu a alimentação concentrada do rebanho, aumentando os custos para o produtor. "Vivemos fatos extremos em 2016, o que demonstrou a desorganização e a fragilidade da cadeia produtiva do leite no Brasil", argumenta Carvalho. O reflexo dessa fragilidade se deu, principalmente, nos preços pagos ao produtor. O ano começou com preços muito baixos, com o pecuarista recebendo R$ 1,06/litro. A média do primeiro semestre ficou abaixo de R$ 1,20.

A consequência foi a queda da atividade industrial, com as indústrias chegando a conviver com uma capacidade ociosa em torno de 40%. Para ampliar a captação do produto, a reação foi aumentar os preços, cuja média no segundo semestre foi de R$ 1,49/litro. Carvalho informa que o pico ocorreu em agosto (R$ 1,69), mas teve leite sendo comprado de alguns produtores por mais R$ 2/litro. "Com uma amplitude tão grande de preços, fica difícil para qualquer setor se planejar", afirma o pesquisador.

Apesar de um ano de tão grandes variações, desde 2010, o valor pago ao produtor tem mantido uma certa regularidade. A produção total do Brasil (leite inspecionado mais leite informal) apresenta uma curva ascendente enquanto os preços caem, o que, segundo Resende, demonstra o potencial da atividade:

"A longo prazo, a queda dos preços pagos ao produtor reflete a diminuição dos custos de produção que ocorreu no período. Temos um setor produtivo mais eficiente, que se modernizou tecnologicamente. E os preços para o consumidor também acompanham a tendência de queda. Se não houvesse essa modernização, estaríamos pagando hoje mais de R$ 4 pelo litro de leite".

Tendências favoráveis - Carvalho afirma que, para este ano, espera-se um volume de produção superior aos registrados em 2015 e 2016, mas sem excesso de oferta. "Será um ano de recuperação de safra, já que a relação preço do leite e insumo, na média, tende a ser melhor".

O milho, vilão do aumento dos custos de concentrado em 2016, tende a ter preços mais amigáveis. A expectativa é que a safra 2016/2017 do grão gire em torno de 84 milhões de toneladas. A previsão somente para a safra de inverno é de 56 milhões de toneladas. O pesquisador espera que a safra de grãos no Brasil, capitaneada pela soja, seja recorde este ano.

Como já foi dito, os preços internacionais do leite tendem a subir, dificultando as importações, o que favorece o cenário interno. A tendência de aumento dos preços internacionais se ancora principalmente na desaceleração da produção na Europa e na queda recente da oferta na Oceania e na América Latina. A manutenção da cotação do dólar em patamares mais elevados também é um estímulo à produção interna, aumentando a competitividade relativa da exportação em relação à importação.

"Do ponto de vista do consumo interno, a tendência também é de melhora gradual", aponta Carvalho. "A despeito do frágil cenário político e econômico nacional, os indicadores têm melhorado e as perspectivas são de que inflação, taxa de juros e PIB caminhem no sentido de estimular o consumo, promovendo uma retomada do crescimento econômico, ainda que modesto", conclui. (Embrapa Gado de Leite)

 

 
Ex-secretário da agricultura dos EUA presidirá Conselho de Exportação de Lácteos

Na terça-feira, dia 17 de janeiro, o ex-secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, foi formalmente anunciado como o segundo presidente da história do Conselho de Exportações de Lácteos do país (USDEC). Vilsack sucede a Tom Suber, que se aposentou recentemente e presidiu a organização desde seu início.

Apesar de o anúncio oficial ter sido feito apenas no dia 17, especulações já vinham sendo feitas sobre a entrada de Vilsack nesse cargo desde outubro, após a reunião anual conjunta da Federação Nacional de Produtores de Leite dos Estados Unidos (NMPF) com o Dairy Management Inc. Essas conversas tornaram-se mais frequentes após os resultados da eleição de novembro.

Vilsack traz muitas experiências a sua nova posição no USDEC, não somente por ter sido o secretário de Agricultura que atuou por mais tempo em 40 anos, mas também, porque ele entende de comércio. "A agricultura é uma das nossas estrelas brilhantes no comércio", disse Vilsack, ao ser introduzido como novo presidente e CEO do USDEC.

Enquanto ele era secretário de Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país teve os seis anos mais fortes para o comércio agrícola - 2009 a 2014. Além disso, Vilsack trabalhou com o presidente Obama para criar e assinar acordos comerciais com Colômbia, Coreia do Sul e Panamá. "Estaremos constantemente atentos para as barreiras comerciais", disse ele em sua primeira conferência como presidente do USDEC. "Queremos abrir mercados. Estamos felizes por competir, mas queremos condições iguais".

Do ponto de vista dos lácteos, Vilsack sabe que a nutrição e o condicionamento físico andam de mãos dadas. Sob sua liderança, o USDA se uniu com a primeira dama, Michelle Obama, na iniciativa Let's Move! para melhorar a saúde das crianças do país. Vilsack também ajudou a aprovar e implementar o Healthy, Hunger Free Kids Act, permitindo que o USDA ajudasse a combater a fome e a obesidade de crianças, fazendo algumas das melhoras mais significativas nas refeições escolares em 30 anos.

Acima de tudo, o ex-governador de Iowa, por dois mandatos, vem de um Estado agrícola e tem bastante experiência no setor. Vilsack trabalhou de forma bipartidária em várias ocasiões. Como governador Democrático em Iowa, ele trabalhou com a legislatura Republicada para aprovar leis. Ele fez o mesmo como secretário do USDA para aprovar a Lei Agrícola.

Ele entende a complexidade do comércio e aprecia os grandes avanços leiteiros feitos nos últimos 21 anos para aumentar as exportações de 3% para 16%. Vilsack também traz uma credibilidade instantânea para impulsionar relações com parceiros comerciais ao redor do mundo. "Aumentar o mercado global para os produtos lácteos dos Estados Unidos é essencial para o futuro da indústria de lácteos e dos produtores de leite do país. Passei minha carreira no serviço público como um defensor incansável dos produtores rurais e da agricultura americana e não posso pensar em uma forma melhor para continuar esse serviço do que liderar o USDEC", disse ele.

"Estou ansioso para me associar com a equipe dinâmica do USDEC, bem como do setor agrícola, da indústria de alimentos dos principais membros domésticos e estrangeiros para progredir com a missão do Conselho e fortalecer a confiança na indústria de lácteos americana". (As informações são da Hoards.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

33% dos consumidores priorizam marcas engajadas

Um novo estudo internacional encomendado pela Unilever e realizado pela Europanel revela que, atualmente, 33% dos consumidores preferem marcas que impactem positivamente a sociedade ou o meio ambiente. O estudo também mostra que essa tendência é mais forte em economias emergentes do que em mercados desenvolvidos. Enquanto 53% de consumidores no Reino Unido e 78% nos EUA afirmam se sentir melhor quando compram produtos fabricados de maneira sustentável, essa porcentagem aumenta para 88% na Índia e para 85% no Brasil e na Turquia. Foram entrevistadas 20 mil pessoas em cinco países - Brasil, Índia, Reino Unido, EUA e Turquia. Além de confirmar a expectativa do público em relação à necessidade das empresas provocarem um impacto social e ambiental positivo, o estudo revela ainda uma oportunidade de negócio para as companhias que investirem nessa tendência: 21% dos entrevistados disseram que escolheriam marcas que comuniquem melhor suas credenciais de sustentabilidade em embalagens e campanhas de marketing. Isso representa uma oportunidade potencial inexplorada de €966 bilhões em relação a um mercado total de bens sustentáveis, estimado em €2,5 trilhões. A escala dessa oportunidade é confirmada pelo desempenho das marcas sustentáveis da Unilever - aquelas que tem um propósito social e/ou ambiental. Marcas como Dove, OMO, Hellmann's, Lifebuoy, VIM e Ben & Jerry's crescem, juntas, 30% mais rápido que o restante do negócio e entregaram quase metade do crescimento global da companhia em 2015. Keith Weed, chefe global de Marketing e Comunicações da Unilever, diz: "A pesquisa confirma que a sustentabilidade é, de fato, um incremento desejável para os negócios. Para obter êxito global, especialmente em economias emergentes, as marcas precisam ir além das áreas de foco tradicionais como desempenho de produto e acessibilidade. Ao invés disso, precisam agir depressa para demonstrar suas credenciais sociais e ambientais e mostrar aos consumidores que, além de bem geridas, são confiáveis no que tange ao futuro do planeta e das comunidades". O estudo identifica dois motivos prováveis pelo maior engajamento do consumidor em economias emergentes: a exposição direta ao impacto negativo de práticas empresariais insustentáveis - como falta de água e energia, escassez de alimentos e qualidade de ar inferior -; e o poder de influência de familiares, amigos e filhos para a compra de produtos mais verdes e socialmente responsáveis. (Supermercado Moderno)

 
 
Avança negociação para rastreabilidade da produção de alimentos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estão avançando na parceria, estabelecida em Termo de Cooperação, que amplia o acesso do agricultor a boas práticas de produção integrada agropecuária. O objetivo é reduzir custos de produção, com vantagens para o consumidor e o abastecimento de alimentos mais saudáveis, livres de resíduos que ofereçam riscos à saúde. Segundo o coordenador de Produção Integrada Agropecuária da Secretaria de Mobilidade e Cooperativismo do Mapa, Helinton Rocha, a cooperação entre o governo e o setor deverá expandir o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Houve experiência piloto bem sucedida em Santa Catarina, envolvendo mais de 30 grandes redes de supermercados.

O Rama será implantado no Rio Grande do Sul e no Paraná. As centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) também deverão estimular seus fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade. O Rama é baseado no monitoramento e rastreabilidade de frutas, de legumes e de verduras (FLV), monitora resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. O principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que a entidade e o Mapa buscam maneiras de incluir todos os envolvidos na produção de vegetais e de frutas, até mesmo fabricantes de agrotóxicos, para que garantam produtos seguros e de qualidade. Agricultores irão receber treinamento para fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros.  Milan informou que os produtos que mais preocupam em relação ao excesso de agrotóxicos são o pimentão, o morango e a laranja. Garantiu que as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) no Mapa, participaram representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal de Viçosa (MG), da Associação Brasileira de Automação (GS1) e da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem). 

 
A Produção Integrada Agropecuária - PI Brasil, que respalda o selo oficial "Brasil Certificado" é um Sistema de Produção capaz de produzir comida segura para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida. Na Europa, mais de 90% das frutas, legumes e verduras são produzidos no sistema integrado. (Mapa)
 

Lácteos: Índia precisa melhorar acesso de produtores ao mercado, diz ministro
O ministro de Agricultura da Índia, Radha Mohan Singh, destacou que o país precisa de uma conexão melhor entre os produtores e o mercado para impulsionar a produção de lácteos local. "É necessário que as instalações de coleta de leite sejam melhoradas e os pecuaristas recebam um preço compatível pelos seus produtos. (...) Isso só é possível (melhorar a produção) quando um sistema de gestão eficaz está em vigor para ligar os agricultores ao mercado", disse o ministro. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas pelo Estadão)

 

Os desafios enfrentados pelo setor lácteo gaúcho ao longo deste ano foram auxiliados pela atuação do Sindicato da Indústria de Lacticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). Ações como a participação em comitivas do governo para a abertura do mercado asiático, a presença nos debates da Aliança Láctea Sul Brasileira, que une Santa Catarina e Paraná, só se tornaram realidade em função das importante e decisiva Contribuição Sindical patronal. As guias para o pagamento da contribuição de 2017, que vence dia 31/01, deverão ser emitidas diretamente no site do Sindilat (www.sindilat.com.br), no banner Contribuição Sindical.

Outras iniciativas que contaram com a participação intensa do Sindilat foram a criação, junto à Fiergs, da ASLORE, que busca o gerenciamento da logística reversa no Estado. Além disso, ao longo do ano, o sindicato pode participar de reuniões da Câmara Setorial do Leite em Brasília e em São Paulo. O Sindilat ofereceu ainda aos seus associados orientação para o desenvolvimento do projeto de Crédito Presumido PIS/COFINS e no assessoramento às empresas para obtenção do SISBI-POA Leite, que terá como objetivo habilitar indústrias para venderem para fora do Estado e manutenção e avanço de política fiscal (créditos presumidos) para fazer frente a guerra fiscal.

A contribuição sindical é calculada proporcionalmente ao capital registrado das empresas, seguindo os parâmetros da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No caso daqueles que tiverem também filiais e outros estabelecimentos no RS é preciso emitir guia individual para cada um. Após o prazo, há o acréscimo de multa, juros. Maiores informações podem ser adquiridas nos telefones (51) 3211.1111 ou (51) 3028.1529.

 

 Tabela para Contribuição Sindical

Linha

Classe de Capital Social (R$)

Alíquota (%)

Valor a Adicionar (R$)

1

De

0,01

  a  

14.070,17

Contrib. Mínima

112,56

2

De

14.070,18

  a  

28.140,34

0,80

0

3

De

28.140,35

  a  

281.403,35

0,20

168,84

4

De

281.403,36

  a  

28.140.335,29

0,10

450,25

5

De

28.140.335,30

  a  

150.081.788,20

0,02

22.962,51

6

De

150.081.788,21

 

Em diante

Contrib. Máxima

52.978,87

O projeto de implantação de sistemas de aferimento do funcionamento de equipamentos de ordenha e de resfriamento do leite foi escolhido como prioridade para ser submetido em edital da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). A decisão veio de reunião de integrantes da governança do Arranjo Produtivo Local do Leite da Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul (APL Leite FN), nesta terça-feira (17/01), no Auditório da Unijuí, no campus Santa Rosa. O objetivo do encontro foi avaliar os projetos prioritários de APLs, referentes ao Edital Nº 05/2016 da AGDI.

A professora do curso de laticínios da Setrem, Vanessa Gass da Silveira, esteve presente representando o Sindilat. Ela explica que a decisão do grupo em tornar esse projeto prioridade tem como objetivo desenvolver cada vez mais a qualidade do leite produzido na região. “É muito importante que técnicos verifiquem se os aparelhos de ordenha e de resfriamento do leite estão funcionando corretamente, e que ensinem os produtores a utilizá-los de maneira adequada”, afirma.

Além deste, e também identificado como uma necessidade para a região, os participantes farão a submissão de um segundo projeto, previsto pelo edital, que contempla a avaliação laboratorial da qualidade nutricional da alimentação das vacas leiteiras, visto que é um importante fator relacionado à eficiência dos sistemas de produção de leite.

Definiu-se em votação que os projetos serão enquadrados na categoria de “Geração local e disponibilização de serviços técnicos, tecnológicos, de metrologia e/ou de certificação de produtos e serviços, bem como a capacitação referente ao uso destes serviços”. O projeto prioritário será submetido pela categoria II, correspondente à faixa de valores entre R$ 200.000,00 e 400.000,00, enquanto o outro será enquadrado na categoria III, entre R$ 400.000,00 e 600.000,00.

De acordo com o gestor do APL Leite FN, Diórgenes Albring, o enfoque dos projetos é dar sustentabilidade à Governança e trazer soluções aos agentes da cadeia produtiva, tornando-a mais competitiva.

 

Crédito: Diórgenes Albring

 

Porto Alegre, 19 de janeiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.426

 

Contribuição Sindical permitiu avanços em 2016 

 Os desafios enfrentados pelo setor lácteo gaúcho ao longo deste ano foram auxiliados pela atuação do Sindicato da Indústria de Lacticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). Ações como a participação em comitivas do governo para a abertura do mercado asiático, a presença nos debates da Aliança Láctea Sul Brasileira, que une Santa Catarina e Paraná, só se tornaram realidade em função das importante e decisiva   Contribuição Sindical patronal. As guias para o pagamento da contribuição de 2017, que vence dia 31/01, deverão ser emitidas diretamente no site do Sindilat (www.sindilat.com.br), no banner Contribuição Sindical.

Outras iniciativas que contaram com a participação intensa do Sindilat foram a criação, junto à Fiergs, da ASLORE, que busca o gerenciamento da logística reversa no Estado. Além disso, ao longo do ano, o sindicato pode participar de reuniões da Câmara Setorial do Leite em Brasília e em São Paulo. O Sindilat ofereceu ainda aos seus associados orientação para o desenvolvimento do projeto de Crédito Presumido PIS/COFINS e no assessoramento às empresas para obtenção do SISBI-POA Leite, que terá como objetivo habilitar indústrias para venderem para fora do Estado e manutenção e avanço de política fiscal (créditos presumidos) para fazer frente a guerra fiscal.
 
A contribuição sindical é calculada proporcionalmente ao capital registrado das empresas, seguindo os parâmetros da Confederação Nacional da Indústria (CNI), como demonstrado na tabela.  No caso daqueles que tiverem também filiais e outros estabelecimentos no RS é preciso emitir guia individual para cada um. Após o prazo, há o acréscimo de multa, juros. Maiores informações podem ser adquiridas nos telefones (51) 3211.1111 ou (51) 3028.1529. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Tabela para Contribuição Sindical

Linha

Classe de Capital Social (R$)

Alíquota (%)

Valor a Adicionar (R$)

1

De

0,01

  a  

14.070,17

Contrib. Mínima

112,56

2

De

14.070,18

  a  

28.140,34

0,80

0

3

De

28.140,35

  a  

281.403,35

0,20

168,84

4

De

281.403,36

  a  

28.140.335,29

0,10

450,25

5

De

28.140.335,30

  a  

150.081.788,20

0,02

22.962,51

6

De

150.081.788,21

 

Em diante

Contrib. Máxima

52.978,87

 
 
Qualidade do leite é o foco do noroeste gaúcho

O projeto de implantação de sistemas de aferimento do funcionamento de equipamentos de ordenha e de resfriamento do leite foi escolhido como prioridade para ser submetido em edital da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). A decisão veio de reunião de integrantes da governança do Arranjo Produtivo Local do Leite da Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul (APL Leite FN), nesta terça-feira (17/01), no Auditório da Unijuí, no campus Santa Rosa. O objetivo do encontro foi avaliar os projetos prioritários de APLs, referentes ao Edital Nº 05/2016 da AGDI. 

A professora do curso de laticínios da Setrem, Vanessa Gass da Silveira, esteve presente representando o Sindilat. Ela explica que a decisão do grupo em tornar esse projeto prioridade tem como objetivo desenvolver cada vez mais a qualidade do leite produzido na região. "É muito importante que técnicos verifiquem se os aparelhos de ordenha e de resfriamento do leite estão funcionando corretamente, e que ensinem os produtores a utilizá-los de maneira adequada", afirma. 

Além deste, e também identificado como uma necessidade para a região, os participantes farão a submissão de um segundo projeto, previsto pelo edital, que contempla a avaliação laboratorial da qualidade nutricional da alimentação das vacas leiteiras, visto que é um importante fator relacionado à eficiência dos sistemas de produção de leite.

Definiu-se em votação que os projetos serão enquadrados na categoria de "Geração local e disponibilização de serviços técnicos, tecnológicos, de metrologia e/ou de certificação de produtos e serviços, bem como a capacitação referente ao uso destes serviços". O projeto prioritário será submetido pela categoria II, correspondente à faixa de valores entre R$ 200.000,00 e 400.000,00, enquanto o outro será enquadrado na categoria III, entre R$ 400.000,00 e 600.000,00. De acordo com o gestor do APL Leite FN, Diórgenes Albring, o enfoque dos projetos é dar sustentabilidade à Governança e trazer soluções aos agentes da cadeia produtiva, tornando-a mais competitiva. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 


Crédito: Diórgenes Albring
 
 
Saldo do Fundesa supera R$ 68 milhões

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), composto de recursos arrecadados da cadeia dos suínos, aves, ovos, bovinos, ovinos e leite, apresentou saldo de R$ 68 milhões em 31 de dezembro de 2016, com destaque de R$ 2,4 milhões para repasses a produtores de leite. O valor inclui indenizações por abate de animais com tuberculose e brucelose e recursos para reembolso de vazio sanitário em propriedades com criação de gado de leite. Entre contribuições e rendimentos financeiros, foram R$ 16,1 milhões. Os dados foram divulgados na segunda-feira (16/01), em Porto Alegre, durante assembleia de prestação de contas referente ao exercício de 2016. No exercício de 2015, o saldo total foi de R$ 56,5 milhões. 

Segundo o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o destaque no setor leiteiro demonstra que mais produtores estão buscando o saneamento do rebanho para tuberculose e brucelose. "Essas enfermidades são graves para o setor, por isso avaliamos como positiva esta adesão", afirma. Os investimentos do fundo, de R$ 4,45 milhões, foram realizados também em outras áreas como treinamento de técnicos do serviço veterinário oficial e aquisição de insumos e equipamentos. Além disso, o Fundesa recuperou mais de R$ 1,2 milhão em contribuições que estavam pendentes no último ano. Com isso, mais empresas e produtores ficaram regularizados e aptos a receber indenizações. 

O Fundesa é composto por nove entidades, entre elas o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), e tem a missão de propor e apoiar o desenvolvimento de ações de defesa sanitária animal, além de garantir agilidade e rapidez na intervenção em casos de eventos sanitários. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito da foto: Thais D'Avila

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Janeiro de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Dezembro de 2016 e a projeção dos preços de referência para o mês de Janeiro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 

 
Câmara Setorial Regional do Leite promove reunião para articular ações de desenvolvimento do setor
No intuito de discutir e articular propostas de ações para desenvolver a cadeia produtiva do leite na região Norte do Estado, que contempla os 42 municípios das regiões Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea, a Câmara Setorial Regional do Leite promoveu uma reunião na manhã desta quarta-feira (18/01), no Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen. Entre as entidades representadas na reunião, participaram a Emater/RS-Ascar, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Regional Sindical da Fetraf e Fetag, Cotrifred, Cooper A1, Coopac, Instituto Federal Farroupilha, Universidade Regional Integrada, Laticínio Stefanello e Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do RS (Apil). O assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar na área de leite, Jaime Ries, e o médico veterinário da SDR, Ivandré Merlin, participaram da reunião como representantes da Câmara Setorial Estadual do Leite. A atividade foi conduzida pelo assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial Regional do Leite, Valdir Sangaletti. Para iniciar a discussão, foi feito um relato das ações desenvolvidas em 2016 e apresentação do resultado da atualização da pesquisa sobre a cadeia produtiva do leite nos 42 municípios da região, realizada em julho do ano passado. Além disso, o grupo discutiu propostas de ações de cada entidade visando o apoio às famílias que produzem até 4,5 mil litros de leite por mês. Na oportunidade, os representantes da Câmara Setorial Estadual do Leite fizeram uma apresentação ao grupo, falando sobre a regionalização das Câmaras Setoriais. Foi solicitado à Câmara Setorial Regional do Leite o envio de um documento que descreve os objetivos e funcionamento do grupo, juntamente com a indicação de dois nomes como representantes para compor a Câmara Setorial Estadual do Leite. Durante a reunião, o grupo elegeu como titular o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, e o presidente da Coopac, Ivor Vicentini, como seus representantes. "Outro encaminhamento que ficou dessa reunião foi separar uma agenda com o secretário da SDR, Tarcísio Minetto, e com o secretário da Seapi, Ernani Polo, para discutir uma proposta de apoio, em nível de Estado, para as famílias com baixa escala de produção de leite e que queiram continuar na atividade e evoluir. Depois dessa agenda articulada pela Câmara Setorial Regional e pela Emater, levaremos a discutição novamente aos prefeitos da região para intensificar as ações em nível local, de acordo com a realidade de cada município, trabalhando de forma articulada com produtores, poder público nos três níveis, empresas que adquirem leite, Emater e demais entidades envolvidas no setor", esclareceu Sangaletti. A intenção da Câmara Setorial Regional do Leite é fomentar e manter a articulação dos grupos locais de leite constituídos no último ano nos 42 municípios da região. As próximas reuniões da Câmara Setorial Regional acontecerão de forma itinerante. A partir do momento em que a Câmara Setorial Regional for oficializada ela passará a ser vinculada e seguirá o regimento interno da Câmara Setorial Estadual do Leite. (Emater)