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Porto Alegre, 08 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.516

 

Sindilat acompanha o debate Qual o Valor da Transparência? 

Especialistas nacionais e autoridades estaduais debateram sobre a importância da transparência da política fiscal para o equilíbrio das contas públicas. Preocupado em acompanhar o debate, o Sindilat participou do 16º Sefaz com o tema Qual o Valor da Transparência? A programação, realizada, nesta quarta-feira, dia 7 de junho, pelo Afocefe Sindicato dos Técnicos Tributários do Receita Estadual, com apoio da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública e Ajuris, foi realizada nesta quarta-feira, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. 

Questões como a guerra fiscal, falta de segurança jurídica, sigilo fiscal, as desonerações fiscais, contribuições sociais e o suposto rombo na previdência, gestão de créditos fiscais e a transparência na gestão pública marcaram os painéis. O secretário executivo do Sindilat Darlan Palharini marcou presença no evento.  

"A Guerra fiscal chegou ao limite. As regiões mais deprimidas não estão sendo desenvolvidas por incentivos fiscais. Por isso, sou favorável a uma investigação profunda sobre incentivos fiscais feitos pelo Estado do RS", pontuou o ex-governador do Estado, Germano Rigotto Rigotto. 

Conforme o Procurador da Fazenda Nacional e professor universitário, Luis Alberto Reichelt "quando se pensa em gestão na matéria de tributos transparência é o mínimo. Temos uma cultura de não cobrarmos no tempo certo". 

O deputado estadual Luis Augusto Lara destacou que algumas corporações se apropriam do Estado e dificultam o trabalho dos governadores. Além disso, defendeu a importância do Tribunal de Contas do Estado ter acesso aos benefícios fiscais concedidos pelo Estado. "O problema não é o incentivo fiscal. O problema é garantir o incentivo sem a fiscalização do Tribunal de Contas e outros órgãos fiscalizadores", frisa.

Durante o Painel A Transparência na Gestão dos Créditos Fiscais o ex-secretário da Fazenda Orion Cabral destacou que a questão não é só transparência. Ele ressalta ser fundamental o retorno de recursos de crédito. 

No início da tarde, no Painel Transparência nas Desonerações Fiscais, o Subsecretário da Receita Estadual, Mário Wunderlich dos Santos, destacou que, através do site da Secretaria Estadual da Fazenda, é possível conferir a relação das empresas que usaram isenções fiscais, embora não apareçam os valores em função da legislação que prevê o sigilo. (Sindilat)
 

Plano Safra possível' terá mais de R$ 190 bi

Inflado por recursos normalmente contabilizados à parte, o Plano Safra 2017/18 foi anunciado ontem no Palácio do Planalto pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, como o maior da história. Estarão à disposição dos produtores rurais brasileiros, a partir do início de julho, R$ 190,25 bilhões, e a maior parte desses recursos servirá para financiar um novo avanço no plantio de grãos na próxima temporada, que o governo já projeta que será expressivo. Do montante total, R$ 188,3 bilhões são em crédito rural propriamente dito ¬ R$ 149,2 bilhões serão emprestados a juros controlados, subsidiados pelo Tesouro, e R$ 39,1 bilhões a juros livres ¬, 2,4% a mais que no ciclo 2016/17 (R$ 183,9 bilhões). Outros R$ 1,95 bilhão entraram na conta, sendo R$ 1,4 bilhão como "apoio à comercialização" e R$ 550 milhões para o programa federal de subvenção do seguro rural. Os juros das linhas de crédito do novo plano são entre e 1 e 2 pontos percentuais menores que os do atual. Em discursos para uma plateia de cerca de 800 pessoas, Temer realçou que o agronegócio "dá uma injeção de otimismo ao país" e reafirmou sua confiança em permanecer na Presidência até o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2018. 

O plano, entretanto, foi recebido com críticas pelo setor produtivo, ainda que os representantes das entidades que participaram da cerimônia de ontem ¬ caso da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ¬ não as tenham mencionado em seus discursos, que destacaram a importância do agronegócio para a economia do país. De maneira geral, os críticos observaram que o aumento de recursos foi menor que a inflação e o corte de juros perdeu para a queda da Selic. Apesar de reconhecer o "empenho do Ministério da Agricultura" nas negociações, Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), lembrou que os juros reais ficaram maiores que os do plano que vai chegando ao fim. "Enquanto eu olho uma árvore, o governo tem que olhar uma floresta. Fomos até onde pudemos ir para conseguir o que conseguimos. Gostaria de juros mais baratos. Pode ser que não seja o Plano Safra dos sonhos, mas foi o possível", afirmou Blairo Maggi. Nas projeções do Ministério da Agricultura, esse plano possível, cujos principais pontos estão destacados no infográfico ao lado, deverá ajudar o Brasil a produzir entre 235 milhões e 240 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2017/18. (Colaboraram Kauanna Navarro e Fernando Lopes, de São Paulo). (Valor Econômico)

 

 

Analista acredita no crescimento da oferta global de leite em 2017

O preço do leite em pó integral ficará em torno de US$ 3.000 por tonelada, pelo menos até maio 2017, segundo mostram os valores de mercado de futuros da Nova Zelândia, disse a analista de mercados da Bolsa de Valores de Nova Zelândia, Susan Kilsby, durante sua apresentação no Fórum INALE 2017.

A oferta de leite no mundo vai continuar crescendo de forma gradual e a demanda permanecerá firme no decorrer do ano, disse ela. Nos principais países produtores de leite do mundo - Estados Unidos, União Europeia (UE) e Nova Zelândia - a produção vai continuar crescendo gradualmente. "Vê-se um crescimento da produção, resta ver como a demanda evolui".

Na China, maior comprador mundial de produtos lácteos, a demanda continuará forte durante todo o ano, com uma demanda crescente e um aumento no consumo, mas de forma mais lenta.

A expectativa para a gordura é que os preços permaneçam firmes por causa de um aumento no consumo. Devido aos altos preços, os EUA e a UE tendem a produzir maiores volumes. A produção e a demanda de gordura permanecerão fortes em 2017.

Para o leite em pó desnatado, espera-se que os preços continuem baixos, estáveis nas referências atuais, devido principalmente aos altos estoques na UE. Dentro de um cenário de incertezas e com possíveis flutuações nos valores, não se esperam quedas nos preços tão profundas como em 2015, disse Kilsby. (As informações são do http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Polo apresenta novo modelo
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, apresenta hoje ao setor produtivo uma proposta de um novo modelo de inspeção dos produtos de origem animal, no Estado. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Animal, Antonio Carlos de Quadros Ferreira Neto, pela nova proposta, o Estado habilitaria veterinários para executar a inspeção nas indústrias enquanto o serviço oficial ficaria focado na fiscalização. Para vigorar, no entanto, a ideia teria que ser aprovada na Assembleia Legislativa por meio de um projeto de lei. A reunião ocorre hoje na sede da secretaria, às 14h30min. (Correio do Povo)
 
 

A assistência técnica de qualidade é o que irá criar o diferencial competitivo que o mercado gaúcho necessita. Este foi um dos pontos tratados em debate que abordou assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde desta quarta-feira (7/6), durante o 14º Simpósio do Leite, em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, que fez parte da mesa, destacou que o setor lácteo e o governo precisam ampliar os investimentos em assistência aos produtores para garantir a qualidade da matéria-prima.

“A assistência técnica é essencial pra melhorar a produção de leite por animal e por propriedade. Só com uma boa comunicação iremos aprimorar a qualidade do produto e aumentar a produção”, ressalta Guerra. Uma das tônicas do debate foi a relação de proximidade e de confiança entre técnicos e produtores. Durante o debate, foi reforçada a necessidade da indústria e dos produtores trabalharem em conjunto. Também fizeram parte da mesa de discussão a editora assistente da Revista Leite Integral Maria Thereza Rezende e o agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso.

Durante o debate, foi abordada a necessidade de treinar profissionais para auxiliar os produtores na gestão das propriedades, além de questões de sanidade. Os debatedores também relataram a necessidade dos técnicos em se manterem em constante atualização, principalmente com as novas tecnologias que são lançadas no mercado.

O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) que tem patrocínio do Sindilat. O evento ocorre nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/6), no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie). O evento é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite.

Foto: Edson Castro/PrimeCom

 

 

Porto Alegre, 07 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.515

 

Simpósio do Leite abordou assistência técnica como diferencial competitivo


 CRÉDITO: Edson Castro/PrimeCom

A assistência técnica de qualidade é o que irá criar o diferencial competitivo que o mercado gaúcho necessita. Este foi um dos pontos tratados em debate que abordou assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde desta quarta-feira (7/6), durante o 14º Simpósio do Leite, em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, que fez parte da mesa, destacou que o setor lácteo e o governo precisam ampliar os investimentos em assistência aos produtores para garantir a qualidade da matéria-prima. 
 
"A assistência técnica é essencial para melhorar a produção de leite por animal e por propriedade. Só com uma boa comunicação iremos aprimorar a qualidade do produto e aumentar a produção", ressalta Guerra. Uma das tônicas do debate foi a relação de proximidade e de confiança entre técnicos e produtores. Durante o debate, foi reforçada a necessidade da indústria e dos produtores trabalharem em conjunto. Também fizeram parte da mesa de discussão a editora assistente da Revista Leite Integral Maria Thereza Rezende e o agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso.
 
Durante o debate, foi abordada a necessidade de treinar profissionais para auxiliar os produtores na gestão das propriedades, além de questões de sanidade. Os debatedores também relataram a necessidade dos técnicos em se manterem em constante atualização, principalmente com as novas tecnologias que são lançadas no mercado. 
 
O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) que tem patrocínio do Sindilat. O evento ocorre nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/6), no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie). O evento é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 

EUA: rBST e o fim de uma era

Até o final deste ano, muito poucos processadores de lácteos aceitarão leite produzido com rBST. Ainda haverá alguns recebendo aqui e ali no Centro-Oeste e possivelmente em Idaho, mas, na maioria das situações, o rBST desaparecerá na história - fato direcionado por ignorância, desinformação e medo.

rBST - produção de leite 
Parte da culpa é da própria indústria de lácteos. Os defensores tentaram explicar, mas nunca puderam convencer sobre os benefícios da tecnologia e como essa poderia fornecer mais produtos lácteos a um custo menor, sem comprometer a segurança alimentar ou a saúde das vacas. Os oponentes, tanto dentro como fora da indústria, tocaram nos medos dos consumidores e, pior ainda, em como poderia afetar o crescimento e o desenvolvimento das crianças. O exemplo mais recente veio no mês passado, quando a Arla Foods USA lançou um anúncio de 30 segundos voltado para crianças da escola primária.

Antes de seu lançamento em 1994, os oponentes do rBST dentro do setor temiam um excesso de leite e uma queda nos preços do leite como resultado. Isso nunca aconteceu, com as taxas de adoção provavelmente nunca chegando a um quarto de fazendas. Dados do economista de lácteos da Universidade de Wisconsin, Brian Gould, mostram um crescimento bastante estável, de 2,2%, na taxa de crescimento anual composta desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os dados não permitem perceber o momento da introdução do rBST, não tendo havido mudança perceptível a partir de sua introdução em 1994. E o declínio no número de vacas, na verdade, diminuiu em meados dos anos 90, quando o uso de rBST estava provavelmente em sua taxa mais elevada.

Mas a oposição ao rBST, com base nesse medo, ajudou a criar o ambiente de paranoia do consumidor sobre tecnologia de alimentos em que nos encontramos agora. É um lugar feio entre 'uma pedra e um lugar difícil de estar'.

Por si só, a perda do rBST não é tão grande coisa. Os produtores de leite no Nordeste que perderam a tecnologia aprenderam pela primeira vez a viver sem ela, e dentro de um ano ou dois, estão produzindo tanto leite por vaca quanto antes. Mas eles tiveram que intensificar seu manejo reprodutivo, talvez se tornando ainda mais dependentes de tratamentos reprodutivos para que as vacas voltassem a dar cria. Esses tratamentos agora podem ser submetidos a um maior escrutínio do consumidor, novamente impulsionado pela desinformação dos ativistas?

A preocupação ainda maior é a crescente angústia sobre culturas geneticamente modificadas. Tire essas ferramentas e a produtividade diminuirá, o uso de pesticidas aumentará e a incrível história de ganhos de sustentabilidade da indústria de lácteos desde a Segunda Guerra Mundial desaparecerá.

A agricultura tem que encontrar uma maneira melhor de contar sua história. Talvez a nova campanha publicitária da indústria de lácteos, que espera reconstruir a confiança nos produtores de leite ("Undeniably Dairy"), seja um lugar para começar. Esperemos que sim. (Dairy Herd Management, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)

 

Leite é fonte barata de nutrientes

Leite - Como atender às exigências nutricionais humanas pelo menor preço? Para responder a essa pergunta, pesquisa coordenada pela Embrapa investigou alimentos e bebidas consumidos pelos brasileiros e calculou quanto custa atender 30% das necessidades diárias de oito nutrientes: proteína, cálcio, ferro, fibras e vitaminas A, C, D e E. O estudo aponta o leite como uma das fontes mais baratas de nutrientes que existem. O leite integral, por exemplo, pode suprir 30% das necessidades de cálcio de um adulto saudável ao custo de apenas 97 centavos. A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Siqueira, que conduziu os trabalhos, diz que o consumidor teria que pagar mais de R$ 1.000,00 se desejasse obter a mesma quantidade de cálcio por meio de café expresso, caju ou chiclete. O leite é reconhecido como uma ótima fonte de cálcio, e a pesquisa apontou que a maioria dos produtos lácteos supre as necessidades de um indivíduo a um custo inferior a R$ 5,00.

Produtos derivados do leite também ocuparam as primeiras posições no ranking de custo da vitamina D e obtiveram boa colocação no ranking de proteína e vitamina A. Quanto à proteína, o leite integral perdeu apenas para carnes, amendoim moído e ovo de galinha. Já em relação à vitamina A, o lácteo mais bem colocado foi o creme de leite, seguido pelo leite em pó desnatado, leite semidesnatado, manteiga e requeijão. O custo para se adquirir 30% das necessidades diárias de vitamina A por meio desses derivados lácteos é de menos de R$ 2,00. Com o mesmo valor, pode-se adquirir 30% de vitamina D, consumindo leite pasteurizado, integral, semidesnatado e desnatado; ou leite em pó (desnatado e integral). Dos oito nutrientes analisados, os lácteos apresentaram custo competitivo para quatro deles: proteína, cálcio e vitaminas A e D. "Além de reforçar a importância do leite e seus derivados na alimentação humana, o estudo mostra que consumir produtos lácteos faz bem não apenas para a saúde, mas também para o bolso do consumidor", conclui Kennya. Projeto Nutrileite A pesquisa foi desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite (MG), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Denominado "Projeto Nutrileite", o estudo utilizou como base de dados a tabela nutricional e os produtos presentes na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo foram investigados 443 alimentos e bebidas, dos quais 43 eram produtos lácteos. Para minimizar os efeitos da sazonalidade e da inflação, a coleta de preços foi efetuada em abril e outubro de 2016. Foram coletados os menores preços de todos os produtos, sem considerar preços promocionais, em 16 supermercados virtuais de dez estados da federação.

O cálculo do custo por nutriente seguiu a metodologia proposta pelos pesquisadores sul-africanos Friede Wenhold e Christine Leighton:

Pnp =(Nn.Pp)/Qn

Na fórmula, Pnp é igual ao custo do nutriente n no alimento p; Nn é igual a 30% da recomendação nutricional diária do nutriente n; Pp significa o preço de 100 gramas do alimento p e Qn é a quantidade de nutrientes n presente em 100 gramas do alimento.

Os nutrientes selecionados foram baseados na definição de alimento saudável da agência americana Food and Drug Administration e nas deficiências nutricionais da população brasileira, segundo o IBGE. Foi considerado o atendimento de 30% das recomendações nutricionais diárias de um adulto saudável. Com base no resultado obtido, os produtos foram ranqueados do menor para o maior preço.

Leite e saúde
Nos últimos anos, surgiram movimentos contrários ao leite na alimentação, alguns deles ligados ao ativismo vegano, que recomenda a exclusão de qualquer alimento de origem animal da dieta. O principal argumento é de que o ser humano é o único mamífero que continua a beber leite após o período da amamentação. A professora da UFJF Mirella Binoti, que participou do Projeto Nutrileite, argumenta que não há qualquer problema no consumo de leite na fase adulta, a menos que a pessoa apresente intolerância à lactose ou alergia a alguma de suas proteínas. Do contrário, o leite só traz benefícios à saúde. Mesmo em relação à intolerância à lactose, existem alternativas para continuar se beneficiando dos nutrientes do leite. É possível optar por produtos de baixa lactose, como iogurtes e alguns queijos. Há também uma grande variedade de produtos lácteos com "zero lactose". A alergia à proteína do leite já é um problema um pouco mais complexo. Enquanto a intolerância à lactose costuma se manifestar na fase adulta, a alergia é uma reação imune do organismo, que geralmente ocorre nos primeiros meses de vida. Trata-se de um distúrbio potencialmente grave, de diagnóstico mais difícil se comparado à intolerância à lactose. Nesse caso, deve-se excluir qualquer produto que contenha a proteína do leite da dieta. Ativismos à parte, por mais de cinquenta anos o leite esteve associado ao aumento de doenças cardiovasculares. Ainda hoje, órgãos de saúde pública de todo o mundo recomendavam que a ingestão de gordura de origem animal, as chamadas gorduras saturadas, seja evitada. O argumento é que as gorduras saturadas aumentavam o colesterol ruim (LDL), associado ao derrame e ao infarto. Mas, nas duas últimas décadas, isso tem sido fortemente questionado por alguns cientistas.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marco Gama, que também atuou no Projeto Nutrileite, estudos científicos têm mostrado que, embora a gordura saturada promova aumento do colesterol, não há evidências de que a ingestão da gordura do leite aumente o risco de doenças cardiovasculares. "Nem toda a gordura saturada é igual", afirma Gama. "Existem gorduras que elevam o LDL, mas outras promovem um aumento do HDL, que é um tipo de colesterol benéfico à saúde", explica. Além disso, sabe-se atualmente que o colesterol LDL se divide em dois tipos de partículas: grandes e pequenas. As partículas grandes, que não estão associadas a riscos cardiovasculares, são as aumentadas pelas gorduras saturadas. O leite de ruminantes (vacas, búfalas, cabras etc.) possui ainda alguns componentes que não são encontrados em quantidades significantes em outras fontes de gordura. É o caso do Ácido Linoleico Conjugado (CLA). Pesquisas com animais e culturas de células demonstraram que o CLA protege o organismo contra alguns tipos de câncer, além de ter ação anti-inflamatória. Para fechar o quadro de benefícios do leite, há evidências científicas de que a gordura do leite reduz o risco de obesidade, do diabetes do tipo 2 e da síndrome metabólica (HDL baixo; triglicérides altos; glicemia alta em jejum; sobrepeso e pressão arterial alta). Mesmo diante de tantos benefícios, Mirella alerta que nenhum alimento, sozinho, é capaz de suprir todas as exigências do organismo. Uma dieta variada, com boas fontes de gorduras e proteína, frutas, verduras e legumes é insubstituível.

Dia do Leite
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) escolheu o primeiro de junho para se comemorar o Dia Mundial do Leite. Diversos países da União Europeia já celebravam a data com eventos nacionais. O objetivo do "Dia Mundial" é incentivar o consumo de lácteos pela população.
Os cinco primeiros colocados

Confira quanto custa obter quatro nutrientes essenciais para a saúde*

Cálcio

Ovomaltine (derivado lácteo) - R$ 0,87

Leite integral - R$ 0,97

Leite pasteurizado - R$ 1,00

Leite semidesnatado - R$ 1,04

Leite em pó integral - R$ 1,09

Vitamina D

Leite semidesnatado - R$ 1,19

Leite integral - R$ 1,38

Leite pasteurizado - R$ 1,41

Leite em pó integral - R$ 1,54

Leite em pó desnatado - R$ 1,55

Proteína

Frango inteiro - R$ 0,59

Frango em pedaços - R$ 0,68

Peito de galinha - R$ 0,72

Steak de frango - R$ 0,78

Filé de frango - R$ 0,82

Com relação à proteína, o leite integral foi o produto lácteo melhor ranqueado, ao custo de R$ 1,59. (Embrapa)

 

Produção do leite A2A2 gera parceria
O Sindilat vai desenvolver um projeto-piloto em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões, para iniciar a produção de leite A2A2, para pessoas que têm alergia à proteína do leite. Convênios com universidades também serão avaliados. (Correio do Povo)
 
 

 

 

Porto Alegre, 06 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.514

 

Sindilat fará projeto-piloto para produção de leite A2A2

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) vai elaborar um projeto-piloto para dar início à produção de leite A2A2, destinado à pessoas que apresentam reações alérgicas ao alimento, no Estado. A iniciativa poderá ser desenvolvida em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões. A proposta foi debatida com a direção da instituição de ensino na última sexta-feira (2/6), após o IV Fórum Itinerante do Leite, realizado na sede da escola.

A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ficou responsável pela elaboração de uma proposta para dar início aos trabalhos ainda este ano. "O primeiro passo é fazer o teste de genotipagem dos animais", explica Roberta. A seguir, é necessário rever os acasalamentos e dar preferência a sêmen de touros A2A2.

Com 22 vacas em lactação e um total de 40 animais, o perfil do rebanho da escola técnica se assemelha ao de uma propriedade de tamanho médio no Rio Grande do Sul, destaca o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A entidade também avalia fazer parceria com universidades que possuam rebanho leiteiro. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

 

Leilão GDT com leve alta

 

O leilão GDT continuou apresentando tendência de alta no preço médio dos lácteos, fechando em US$3.395/tonelada, com aumento de 0,6%. Diferente do último leilão, no qual o queijo cheddar se manteve com preços estáveis, desta vez o produto registrou a maior alta nos preços, variação de 14,5% com média final de US$4.285/tonelada. Neste leilão, o preço do leite em pó integral teve uma queda de 2,9%, com média de US$3.143/tonelada. Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 7,9%, fechando em US$2.156/tonelada. A manteiga, por sua vez, fechou a média de preços 3,3% acima do último leilão, ficando a US$5.631/tonelada. (GDT/MilkPoint)

 

Importações já acumulam queda em relação a 2016
 
Embora os dados da balança comercial, divulgados nesta terça-feira (06/06), apontem um aumento nas importações de maio em relação a abril, os valores acumulados nos cinco primeiros meses do ano são 1,3% menores, em equivalente leite, em relação a 2016; no período, foram internalizados 625 milhões de litros de leite equivalente.

Em relação ao volume dos derivados lácteos importados, as compras de leite em pó integral tiveram aumento de 2% em relação ao mês passado e, para o leite em pó desnatado, o aumento foi de 30% sobre o volume comprado no último mês. As importações de soro de leite também ganharam destaque, tendo sido o volume comprado em maio cerca de 80% maior que no mês passado (observe a tabela 1).

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. 

Já na quantidade exportada, o movimento é diferente: o volume de 3 milhões de litros registrado em maio é 70% menor do que o registrado em abril. A queda também é observada no volume acumulado do ano, tendo sido exportados 24,3 milhões de litros a menos que nos cinco primeiros meses de 2016. Esse cenário resultou no aumento do déficit da balança comercial, agora de 119 milhões de litros. Uruguai e Argentina seguiram sendo os principais fornecedores das importações lácteas brasileiras. Do total importado em toneladas de produto final, cerca de 43% foram oriundos do mercado uruguaio e 41% foram oriundos da Argentina. (MilkPoint)

 

 

PESO DAS LAVOURAS

Os números do emprego no agronegócio do Rio Grande do Sul trazem em abril más e boas notícias. Dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostram que pela primeira vez no ano houve saldo negativo - o número de desligamentos supera o de contratações. No mês, foram perdidos 2.288 postos de trabalho, reflexo da sazonalidade da safra.

- É um movimento que começa em abril e vai até setembro. Reflete essa transição de admissões para demissões - diz Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.

Dois setores ajudaram a dar essa cadência: as lavouras permanentes (maçã e uva) e o fumo. No acumulado dos quatro primeiros meses, houve criação de 17,58 mil vagas. Mas esse número é inferior ao de igual período de 2016 (veja acima).

- Contribuiu para essa diferença o resultado negativo de abates e fabricação de produtos de carne - afirma Feix.
O quadro positivo vem na comparação dos últimos 12 meses. O RS teve geração de 1.531 empregos. Processamento de fumo, lavouras permanentes e comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais estão entre os que tiveram maior abertura de vagas.(Zero Hora)   

 

STF autoriza cobrança de contribuição sindical de produtor e empresa rural

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Contribuição Sindical Rural, instituída pelo DecretoLei
1.166, de 1971, é constitucional e não caracteriza bitributação, proibida pela Constituição. O tema foi julgado no
Plenário Virtual na última semana. O entendimento deverá ser seguido pelas instâncias inferiores. (Valor Econômico)

 

 
NO RADAR
A Produção Rural Sustentável e a Inovação na Gestão de Recursos são temas do 12º Agrimark, evento organizado pelo I-UMA que ocorre no próximo dia 12. Neste ano, os debates serão no auditório da Emater. Entre as presenças já confirmadas está a de Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. (Zero Hora)
 
 
 
 

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) vai elaborar um projeto-piloto para dar início à produção de leite A2A2, destinado à pessoas que apresentam reações alérgicas ao alimento, no Estado. A iniciativa poderá ser desenvolvida em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões. A proposta foi debatida com a direção da instituição de ensino na última sexta-feira (2/6), após o IV Fórum Itinerante do Leite, realizado na sede da escola.
 
A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ficou responsável pela elaboração de uma proposta para dar início aos trabalhos ainda este ano. "O primeiro passo é fazer o teste de genotipagem dos animais", explica Roberta. A seguir, é necessário rever os acasalamentos e dar preferência a sêmen de touros A2A2.
 
Com 22 vacas em lactação e um total de 40 animais, o perfil do rebanho da escola técnica se assemelha ao de uma propriedade de tamanho médio no Rio Grande do Sul, destaca o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A entidade também avalia fazer parceria com universidades que possuam rebanho leiteiro.
 
Foto: Bruna Karpinski
 

Para esclarecer dúvidas sobre ordenha, mais especificamente sobre o manuseio dos equipamentos utilizados para a atividade, os autores Osmar Redin e Carlos Alberto Machado lançam, dias 7 e 8 de junho, o livro Sistemas de Ordenha. A sessão de autógrafos acontece durante a 14ª edição do Simpósio do Leite, a ser realizada em Erechim, no Parque de Eventos da ACCIE (Rua Henrique Salomoni, s/nº, bairro Frinape).

Conforme explica Redin, a obra foi idealizada para suprir a necessidade de informação aos produtores. “Existem várias pesquisas no Brasil que falam sobre como o produtor entende o sistema de ordenha. A partir delas, nós sabemos que ele consegue operacionalizar o produto na maioria das vezes, mas nem sempre conhece de uma forma completa o equipamento ou o porquê de manusear dessa forma”, afirma.

A ideia, segundo o autor, é esclarecer sobre a higienização e os componentes do equipamento. Além disso, a obra também aborda a legislação que regulamenta o tema, os vários sistemas que integram a atividade e aspectos da fisiologia da lactação da vaca. A sessão de autógrafos inicia na quarta-feira (7/6), a partir das 14h. A obra, que conta com 337 páginas, poderá ser adquirida no local por R$ 85.

“Não existe obra similar no país. Por isso, estamos com uma expectativa muito grande sobre o lançamento desse livro e a importância das informações que serão disponibilizadas nele”, ressalta Redin, destacando que o manuseio incorreto dos equipamentos de ordenha pode afetar diretamente a saúde do úbere do animal.

 

 

Porto Alegre, 05 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.513

 

Livro sobre sistemas de ordenha será lançado em Erechim 
 
Para esclarecer dúvidas sobre ordenha, mais especificamente sobre o manuseio dos equipamentos utilizados para a atividade, os autores Osmar Redin e Carlos Alberto Machado lançam, dias 7 e 8 de junho, o livro Sistemas de Ordenha. A sessão de autógrafos acontece durante a 14ª edição do Simpósio do Leite, a ser realizada em Erechim, no Parque de Eventos da ACCIE (Rua Henrique Salomoni, s/nº, bairro Frinape).

Conforme explica Redin, a obra foi idealizada para suprir a necessidade de informação aos produtores. "Existem várias pesquisas no Brasil que falam sobre como o produtor entende o sistema de ordenha. A partir delas, nós sabemos que ele consegue operacionalizar o produto na maioria das vezes, mas nem sempre conhece de uma forma completa o equipamento ou o porquê de manusear dessa forma", afirma.

A ideia, segundo o autor, é esclarecer sobre a higienização e os componentes do equipamento. Além disso, a obra também aborda a legislação que regulamenta o tema, os vários sistemas que integram a atividade e aspectos da fisiologia da lactação da vaca. A sessão de autógrafos inicia na quarta-feira (7/6), a partir das 14h. A obra, que conta com 337 páginas, poderá ser adquirida no local por R$ 85.

"Não existe obra similar no país. Por isso, estamos com uma expectativa muito grande sobre o lançamento desse livro e a importância das informações que serão disponibilizadas nele", ressalta Redin, destacando que o manuseio incorreto dos equipamentos de ordenha pode afetar diretamente a saúde do úbere do animal. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Valores das multas do RIISPOA são ajustados

Os valores das multas por infrações previstas no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) foram alteradas nesta quinta-feira (1º), por meio do Decreto 9.069, publicado no Diário Oficial da União. Segundo o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve uma adequação para que garantir proporcionalidade e coerência aos valores das infrações leves e moderadas.

As penalidades tinham percentuais mais altos porque eram aplicadas sobre um valor máximo baixo: R$ 15 mil. Agora, o patamar em que incidem os percentuais é R$ 500 mil. As multas mais altas são aplicadas quando é praticada adulteração de produto ou quando há risco à saúde pública. Nestes dois casos pode ser aplicada multa de até R$ 500 mil.

Antes, a tabela das multas era aplicada da seguinte maneira: leve, com percentual que incidia de 10% a 20% sobre a valor máximo de R$ 15 mil; moderada, de 20% a 40%; grave, de 40% a 80%; e gravíssima de 80 a 100%. A maior penalidade chegava a R$ 15 mil. A partir de agora, a escala será de 1% a 15% sobre R$ 500 mil para as multas leves e de 15% a 40% sobre as moderadas. As multas das graves e gravíssimas foram mantidas em 40 e 80% e 80% a 100% do valor máximo, respectivamente.

Também foi feita alteração na redação do artigo 232 do Riispoa, que agora proíbe a venda de ovos para o consumo originários de granjas, aviários e outros estabelecimentos avícolas com casos de doenças zoonóticas (transmissíveis dos animais para os homens), comprovadas pelo serviço veterinário oficial. Antes não havia a proibição expressa.  (As informações são do Mapa)

RASTRO DE ESTRAGOS

A chuva das últimas semanas causou prejuízos em 82,6 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul, segundo dados levantados pela Emater no período de 23 e 31 de maio, em 456 municípios do Estado. As áreas mais atingidas ficam no Noroeste, nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Missões, onde está sendo plantado trigo.

Segundo Gianfranco Bratta, engenheiro agrônomo do Núcleo de Informações e Análises da Gerência de Planejamento da Emater, no acumulado do mês, foram 150 milímetros a mais do que a média de precipitações nas Missões e no Planalto Médio.

E o que mais preocupa é o fato de as projeções indicarem a continuidade de chuva acima do padrão pelo menos até a segunda metade deste mês. O atraso na semeadura poderá fazer com que o produtor de trigo fique fora da janela preferencial de plantio.

- Isso também faz com que se libere mais tarde as áreas para soja. O que está acontecendo hoje tem implicações lá na primavera - diz Bratta.

O Efeito em cada cultura
Um total de 177 municípios registrou prejuízos na produção agropecuária

•    Grãos: 75mil hectares afetados, com impacto sobre 110 mil toneladas (entre perdas e redução da qualidade) e 5,3 mil agricultores atingidos;
•    Frutas: 200 produtores e 1,5 mil hectares 
•    Horticultura: 3,7 mil produtores e 916 toneladas de produtos perdidas 
•    Pecuária: produtores de leite deixaram de coletar 13,8 milhões de litros (cerca de 14% da produção diária do Estado). Nas pastagens, 780 mil hectares, tiveram áreas inundadas. ( Zero Hora)

LEITE SEM GENE DA ALERGIA
Em fase de experiência em outros Estados, a produção do chamado leite A2A2, que não causa alergia, também deve chegar ao Rio Grande do Sul. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) definiu que um pré-projeto será elaborado para a Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, em Palmeira das Missões.
A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, explica que existem dois tipos da proteína caseína. Uma causa alergia, outra não, dependendo do gene: - O A2A2 não causa alergia. O que se precisa fazer é selecionar no rebanho animais com esse gene. A projeção é de que o produto possa chegar ao mercado em até um ano. Segundo Roberta, há maior percentual de animais A2A2 em rebanhos zebuínos. (Zero Hora)
 
 

 

Debater a assistência técnica nas propriedades é fundamental para tornar o leite gaúcho e brasileiro mais competitivo, principalmente frente à economia globalizada que rege o mercado. Pensando nisso, o tema será abordado no 14º Simpósio do Leite, nesta quarta-feira (7/6), em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, é um dos participantes da mesa-redonda sobre assistência técnica no RS e no Brasil, a partir das 14h30min, no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial (Accie) do município.

“Este debate é importante porque nem todos os produtores conseguem receber assistência técnica presencial. Isso ocorre por falta de condições para atender as mini e pequenas propriedades, por falta de verba ou, muitas vezes, pelo perfil dos produtores que nem sempre estão abertos a este fim”, afirma Guerra, ressaltando também a dificuldade que muitas propriedades têm de trabalhar com novas tecnologias.

Guerra ainda destaca que muitas instituições oferecem programas de assistência e profissionalização, fundamentais para aprimorar a qualidade da produção. “A profissionalização é primordial, não existe mais espaço no mercado para quem não se atualiza”. Também irão fazer parte da mesa de discussão o engenheiro agrônomo da Cooperideal Marcelo de Rezende, a zootecnista e editora assistente da Revista Leite Integral, Maria Thereza Rezende e o engenheiro agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso, que será o moderador.

O Sindilat é um dos patrocinadores do evento, que é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite. O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) e ocorre nos dias 7 e 8 de junho.

Dia 07/06/2017

MANHÃ:

8h – Inscrições
8h30min às 10h - Apresentação dos trabalhos inscritos na mostra Científica
10h - Intervalo milk break
10h30min - PALESTRAS
10h3min - PALESTRA 1 - Trigo TBIO Energia I: Novo conceito em produção de volumoso. Zootecnista e Mestre em Produção Animal Ederson Luis Henz Apoio: Biotrigo
11h15min - PALESTRA 2 - Manejo de novilhas e pré-parto, com o Professor e Doutor José Carlos Peixoto Modesto da Silva; Eng. Agrônomo e Pós-Doutorado em Zootecnia Diretor-Presidente do Grupo Universidade do Leite
Apoio: Universidade do Leite
12h - Intervalo para almoço no CTG (compra ingresso no local)

TARDE:

13h - Inscrições
13h30min - Abertura oficial do 14º simpósio do leite
14h30min - 8º Fórum nacional de Lácteos
Tema: Assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, como está?
Convidados:
Engenheiro Agrônomo Marcelo de Rezende – Cooperideal
Zooetcnista e Editora Assistente da Revista Leite Integral - Maria Thereza Rezende
Presidente do Sindilat - Alexandre Guerra
Moderador:Engenheiro Agrônomo Vilmar Fruscalso – Emater(RS)
17h - Coquetel
19h30min - Encontro festivo Pub Mosaico (musica ao vivo)

08/06/2017

MANHÃ:

7h15min às 8h15min - Inscrições
8h15min - PALESTRA 1 - Utilização de aditivos na nutrição de vacas leiteiras – Profº e Dr Médico Veterinário Francisco Palma Rennó FMVZ/USP - APOIO OLIGO BASICS
9h - 1º Espaço empresarial:  CASSUL
9h15min - PALESTRA 2 - Secagem da vaca – Profº e Dr. Médico Veterinário Alexandre Souza Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Doutorado Universidade de São Paulo Reprodução e Pós Doutorado nos EUA - APOIO CEVA
10h - 2º Espaço empresarial: CEVA
10h10min -  Intervalo milk break
11h - PALESTRA 3 - Os setes hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes - Zootecnista Dr.Renato Palma Nogueira - APOIO SALUS
12h15min - Intervalo para almoço (01 almoço incluso na inscrição )

TARDE:

13h15min - Premiação da 6ª Mostra de Trabalhos Científicos
14h30min - PALESTRA 4 - Seleção genômica, acelerando o melhoramento genético na bovinocultura leiteira - Dr. Médico Veterinário Cleocy Fam de Mendonça - APOIO ZOETIS
15h15min - 3º Espaço empresarial:  ZOETIS
15h25min - Intervalo milk break
16h - PALESTRA 5 - Cetose em vacas leiteiras: desafios e soluções – Dr e Profº Médico Veterinário Márcio Nunes Corrêa NUPEEC e UFPEL - APOIO BAYER
16h45min – Encerramento

 
 
 

 

Porto Alegre, 02 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.512

 

Safra de leite mais 'justa' no Sul tende a sustentar preços 

Problemas climáticos no período de formação das pastagens de inverno, preços baixos no ano passado e concorrência com culturas mais rentáveis como soja e milho estão reduzindo a produção de leite no Rio Grande do Sul, segunda maior bacia leiteira do país. Além da oferta menor, a safra também tende a atrasar, o que deve manter os preços sustentados em nível nacional. Isso porque a produção do Sul costuma amenizar a escassez durante a entressafra no Sudeste e Centro¬Oeste, quadro que está mais grave neste ano. O presidente do Conselho Estadual do Leite (Conseleite¬RS), que reúne entidades de produtores e indústrias, Jorge Rodrigues, estima que a produção gaúcha no acumulado até maio ficará cerca de 20% menor do que no mesmo período de 2015. 

 
De acordo com ele, os volumes de junho e julho também devem permanecer abaixo do normal por conta do atraso das pastagens. Conforme o IBGE, as indústrias no Rio Grande do Sul adquiriram 1,373 bilhão de litros de leite cru no Estado de janeiro a maio de 2015. Em junho e julho foram mais 590,7 milhões de litros. O Estado é o segundo maior produtor nacional de leite, com 3,488 bilhões de litros vendidos para a indústria em 2015, atrás de Minas Gerais, com 6,440 bilhões de litros. Rodrigues afirma que os preços aos produtores não acompanham o aumento dos custos há dois anos, e a tendência deve persistir nos próximos meses. Por isso, a soja ocupou áreas de pastagens devido à melhor rentabilidade. Segundo ele, o preço de referência do produto padrão foi de R$ 0,9886 por litro em abril e deve avançar para R$ 1,0091 em maio. "Estamos abaixo da média [de produção] no segundo trimestre, e a dificuldade deve se manter no terceiro", diz o assistente técnico estadual de leite da Emater¬RS, Jaime Rias. Segundo ele, o desestímulo gerado pela redução (deflacionada pelo IGP¬M) de 9,7% nos preços médios ao produtor apurados pela entidade em 2015, soma¬se à alta dos custos com insumos como fertilizantes, e também do milho e farelo de soja usados na ração para o gado leiteiro. 
 
Para o consumidor, a alta nos preços do leite UHT nos supermercados gaúchos chegou a 30% desde o início do ano, para cerca de R$ 2,70 o litro, calcula o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat¬RS), Alexandre Guerra. Rias diz que o excesso de chuva e de geadas no outono prejudicou a formação das pastagens de azevém e aveia, típicas de inverno, e algumas áreas serão ocupadas por lavouras de milho em julho e agosto, o que sinaliza problemas mais adiante. Valter Galan, analista da MilkPoint, consultoria especializada em mercado de lácteos, acrescenta que houve menor disponibilidade de sementes para o plantio das pastagens este ano. Essa escassez é decorrência do excesso de chuvas em abril de 2015, que levou ao alagamento de algumas regiões de plantio no Sul. Agora, as áreas de pastagens plantadas em abril deste ano enfrentam escassez de chuvas em alguns regiões e excesso em outras, segundo Galan. "Deve haver um comprometimento da produção das pastagens", diz. Outro fator que pode afetar a oferta de leite na região Sul são os preços altos do milho que desestimulam o investimento, pelos produtores, na ração para o gado. 
 
Diante desse cenário, diz o analista, a produção na safra de leite do Sul não deve ser tão grande quanto se imaginava. "Normalmente, o pico de preços do leite [no país] acontece em maio e junho e a partir de julho começa a cair. Mas, este ano, os preços mais altos tendem a se sustentar". Com a menor produção local de leite e os baixos preços internacionais, as importações de leite em pó pelo Brasil subiram 26,8%, para 35,7 mil toneladas de janeiro a abril deste ano, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro¬RS), Paulo Pires, essa é mais uma "ameaça" que pode desestimular os produtores gaúchos. (Jornal Valor Econômico)
 
 

Fundo americano Arlon compra 20% da Betânia

Pouco menos de um mês após o anúncio da entrada da suíça Emmi no setor de lácteos brasileiro, outro negócio nessa área envolvendo capital estrangeiro acaba de ser fechado no país. O fundo de investimentos americano Arlon Latin America Partners comprou 20% de participação na CBL Alimentos, dona da marca Betânia, que tem sede em Fortaleza (CE), por valor não revelado.

Fontes do setor de lácteos estimam que o negócio, que ainda tem de ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tenha sido fechado por entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões. 
O Arlon é um gestor de fundos de private equity, que tem como foco o investimento principalmente em empresas ligadas aos setores de agronegócio e alimentício. No Brasil, o fundo já tem participação na Sotran SA Logística e Transporte, e na Grano Alimentos S.A, que faz legumes em conserva. A CBL Alimentos, que faturou R$ 678,093 milhões em 2016, é o terceiro negócio do fundo no país. Fundada há 46 anos em Quixeramobim (CE), a CBL Alimentos (mais conhecida como Betânia) tem forte atuação no mercado do Nordeste. Produz e comercializa leite pasteurizado, leite longa vida, bebidas lácteas, iogurtes, queijos, requeijão, doce de leite, leite em pó, creme de leite e leite condensado e atua com cinco marcas: Betânia, Lebom, Jaguaribe, Cilpe e Latimilk.

 

Hoje, a empresa tem cinco unidades industriais localizadas no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe e oito centros de distribuição de produtos. Tem 1.800 empregados e adquire leite de 3.500 produtores na região Nordeste do país, segundo informações do site da companhia. A CBL foi adquirida em 1975 por Luiz Girão e hoje tem como sócios Vitor Bruno Machado Girão, Stella Machado Girão, Jorge Parente Frota Júnior, David Machado Girão e Antônio Arinilo Macena Maia. Conforme apurou o Valor, uma das razões para a venda da participação foi uma reestruturação societária na companhia, uma vez que um sócio está deixando a CBL Alimentos.

O Arlon foi fundado em 2007 pela Continental Grain Company, uma empresa familiar, com tradição em negócios ligados ao setor agrícola. Sediado em Nova York, tem aproximadamente US$ 1 bilhão em ativos sob sua gestão, também segundo informações que constam em seu site. Procurada, a CBL Alimentos não se manifestou. O Arlon também preferiu não comentar.
A entrada do Arlon no capital da CBL Alimentos é mais uma operação que reforça o crescente interesse do capital estrangeiro no setor de lácteos brasileiro. O movimento mais significativo ocorreu em 2014 quando a francesa Lactalis - que já tinha comprado a Balkis, de queijos, um ano antes - adquiriu as operações de lácteos da BRF e unidades da LBR- Lácteos Brasil. No fim de 2015, a Coca-Cola comprou a mineira Verde Campo.

Em abril passado foi a vez da suíça Emmi concretizar uma transação no Brasil. A companhia suíça, que já vende seus queijos no mercado brasileiro, comprou participação de 40% no mineiro Laticínios Porto Alegre. A Emmi tentava havia anos entrar no Brasil. No fim de 2015 chegou a negociar a aquisição do paulista Laticínios Shefa, mas a transação não vingou. Conforme apurou o Valor, a Emmi também negociou, sem sucesso, com a catarinense Tirol, em 2014.
E o movimento no setor de lácteos não deve parar por aí. A J&F holding que controla a Vigor, vem tentando vender a empresa de lácteos desde o fim do ano passado, movimento que deve se intensificar após a divulgação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista e executivos da holding, sobre supostos casos de corrupção envolvendo deputados, agentes do governo e o próprio presidente da República Michel Temer.

No primeiro trimestre do ano, a multinacional americana PepsiCo chegou a fazer uma proposta de R$ 6 bilhões pela Vigor, mas as negociações entraram em banho-maria porque a J&F queria receber mais pela operação. A PepsiCo tem interesse no negócio de lácteos pois, assim como a Coca-Cola, busca depender menos do segmento de refrigerantes. Além da PepsiCo, apurou o Valor, a J&F também tem mantido conversas para uma eventual venda da Vigor com a francesa Lactalis e com a mexicana Lala - a última tenta há anos entrar no Brasil. (Jornal Valor Econômico).

Números preliminares da média diária das importações de leite e derivados

Importação de leite e derivados - Os números preliminares da média diária das importações de leite e derivados, em dólar, na quinta semana de maio de 2017 foram 7,0% menores que os de maio 2016 e 3,5% maiores em relação a abril de 2017. (MDIC/Terra Viva) 

 

 

 
Frente a desânimo, produção de leite tem queda de 5% no Paraguai
O presidente da Câmara Paraguaia das Indústrias Lácteas (Capainlac), Erno Becker, comentou que há uma estimativa de que a produção de leite do Paraguai deverá ter uma redução de 5%, ou seja, 80.000 litros a menos. Segundo Becker, isso se deve ao efeito do clima instável e da entrada correspondente à época de frio, que produz um alimento menos vitaminado para o gado. Outro fator a ser considerado é um maior destaque da carne e da soja, o que desanima o setor leiteiro. A associação toma algumas medidas para enfrentar a situação. O setor lácteo é de reação lenta, mas há um plano de investimento de 15 a 20 anos no Chaco paraguaio, embora haja o reconhecimento de que a produção de leite é um trabalho intenso e não atrai os produtores. (ElAgro.com.py Notícias Agrícolas)