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Marlon Santos

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) recebeu, nesta quinta-feira (10/12), autoridades, lideranças do setor, parlamentares, associados e imprensa para seu tradicional jantar de confraternização. Com a presença do governador José Ivo Sartori, dos secretários de Estado Maria Helena Sartori, Ernani Polo e Tarcísio Minetto e deputados a solenidade foi marcada por emoção e entrega de prêmios e homenagens. Na ocasião, o Sindilat anunciou os vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo e do troféu Destaque 2015, que homenageou personalidades e instituições que atuam em prol do agronegócio.

No jantar, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou as conquistas e dificuldades do sindicato ao longo do ano. No âmbito estadual, citou a Lei do Leite, projeto construído em parceria com entidades do setor, e o enfrentamento de momentos adversos como a greve dos caminhoneiros e o projeto de lei que previa redução de 30% dos créditos presumidos. "Essa medida foi essencial para manter a competitividade do produto gaúcho", destacou Guerra.

Em Brasília, encampou o projeto de lei que permite o uso de créditos de PIS/COFINS para ações de qualificação da produção leiteira. "O setor lácteo viveu um ano de margem ajustadas e muito trabalho para manter-se vivo em meio à crise anunciada", avaliou o presidente do Sindilat. Com o objetivo de assegurar a qualidade do produto e mostrar a seriedade da cadeia produtiva, o Sindilat concretizou, no segundo semestre, um projeto de pesquisa inédito de avaliação do desempenho de medidores de vazão e a coleta automática de amostras de leite. Os estudos que estão sendo operacionalizados pela Embrapa Clima Temperado com apoio da Cosulati, em Capão do Leão, terão os seus primeiros resultados já no início de 2016.

Homenageada com o Troféu Destaque 2015, na categoria Responsabilidade Social, a secretária de Políticas Sociais e primeira-dama, Maria Helena Sartori, agradeceu a parceria do Sindilat em relevantes ações sociais desenvolvidas ao longo do ano. Além da doação de 25 mil litros de leite a hospitais e instituições do Estado no dia Estadual do Leite, esteve ao lado do governo nas arrecadações de mantimentos para os atingidos durante as enchentes de Porto Alegre. Aproveitou a oportunidade para agradecer mais uma doação feita pelo Sindilat, desta vez de mil unidades de achocolatados, que serão repassadas à Fundação de Proteção Especial do RS. Em seu pronunciamento, o governador José Ivo Sartori fez coro ao discurso da primeira dama reforçando a solidariedade das indústrias lácteas gaúchas. E pediu apoio dos presentes para que se envolvam em ações sociais seguindo o exemplo dado pelo Sindilat.

No Prêmio Destaques 2015, além da primeira dama, outras oito personalidades do setor público e privado receberam a distinção por terem se destacado em suas áreas de atuação ao longo do ano. Foram reconhecidos com o prêmio:

Destaque Agronegócio Nacional:
Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu.

Destaque Agronegócio Estadual:
Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo

Destaque Setor Público
Secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto

Destaque Inovação
Sociedade Educacional Três de Maio - SETREM

Destaque Responsabilidade Social
Secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori

Destaque Pesquisa
Embrapa Clima Temperado

Destaque Industrial
Cooperativa Languiru

Destaque Personalidade
Empresário Zildo De Marchi

Destaque Servidor Público
Fiscal federal agropecuário do MAPA, Ana Lucia Stepan

 

Marlon Santos

 

A festa de comemoração do Sindilat ainda foi marcada pela entrega do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo. O objetivo foi reconher os melhores trabalhos produzidos pela mídia especializada no setor lácteo. O primeiro colocado em cada categoria recebeu, além do troféu, um Iphone 6. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, aproveitou para destacar o empenho de todos os profissionais na cobertura diária do setor.

Conheça os vencedores:

Impresso
1º lugar: Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
2º lugar: Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha
3º lugar: Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Queijo com identidade serrana

Eletrônico
1º lugar: Dulciana Sachetti/RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo
2º lugar: Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite

Fotografia
1º lugar: Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
2º lugar: Diogo Zanatta/ Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada
3º lugar: Tarsila Pereira/Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise

On Line
1º lugar: Ângela Prestes/ Destaque Rural (RS) - Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto
2º lugar: Carlos Guimarães Filho/Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite

         

Porto Alegre, 11 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.166

 

   Sindilat entrega prêmios em noite de comemoração

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) recebeu, nesta quinta-feira (10/12), autoridades, lideranças do setor, parlamentares, associados e imprensa para seu tradicional jantar de confraternização. Com a presença do governador José Ivo Sartori, dos secretários de Estado Maria Helena Sartori, Ernani Polo e Tarcísio Minetto e deputados a solenidade foi marcada por emoção e entrega de prêmios e homenagens. Na ocasião, o Sindilat anunciou os vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo e do troféu Destaque 2015, que homenageou personalidades e instituições que atuam em prol do agronegócio.

No jantar, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou as conquistas e dificuldades do sindicato ao longo do ano. No âmbito estadual, citou a Lei do Leite, projeto construído em parceria com entidades do setor, e o enfrentamento de momentos adversos como a greve dos caminhoneiros e o projeto de lei que previa redução de 30% dos créditos presumidos. "Essa medida foi essencial para manter a competitividade do produto gaúcho", destacou Guerra. 

Em Brasília, encampou o projeto de lei que permite o uso de créditos de PIS/COFINS para ações de qualificação da produção leiteira. "O setor lácteo viveu um ano de margem ajustadas e muito trabalho para manter-se vivo em meio à crise anunciada", avaliou o presidente do Sindilat. Com o objetivo de assegurar a qualidade do produto e mostrar  a seriedade da cadeia produtiva, o Sindilat concretizou, no segundo semestre, um projeto de pesquisa inédito de avaliação do desempenho de medidores de vazão e a coleta automática de amostras de leite. Os estudos que estão sendo operacionalizados pela Embrapa Clima Temperado com apoio da Cosulati, em Capão do Leão, terão os seus primeiros resultados já no início de 2016.

Homenageada com o Troféu Destaque 2015, na categoria Responsabilidade Social, a secretária de Políticas Sociais e primeira-dama, Maria Helena Sartori, agradeceu a parceria do Sindilat em relevantes ações sociais desenvolvidas ao longo do ano. Além da doação de 25 mil litros de leite a hospitais e instituições do Estado no dia Estadual do Leite, esteve ao lado do governo nas arrecadações de mantimentos para os atingidos durante as enchentes de Porto Alegre. Aproveitou a oportunidade para agradecer mais uma doação feita pelo Sindilat, desta vez de mil unidades de achocolatados, que serão repassadas à Fundação de Proteção Especial do RS. Em seu pronunciamento, o governador José Ivo Sartori fez coro ao discurso da primeira dama reforçando a solidariedade das indústrias lácteas gaúchas. E pediu apoio dos presentes para que se envolvam em ações sociais seguindo o exemplo dado pelo Sindilat. 

No Prêmio Destaques 2015, além da primeira dama, outras oito personalidades do setor público e privado receberam a distinção por terem se destacado em suas áreas de atuação ao longo do ano. Foram reconhecidos com o prêmio:

Destaque Agronegócio Nacional: 
Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. 

Destaque Agronegócio Estadual:
Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo

Destaque Setor Público
Secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto

Destaque Inovação
Sociedade Educacional Três de Maio - SETREM

Destaque Responsabilidade Social
Secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori

Destaque Pesquisa
Embrapa Clima Temperado 

Destaque Industrial
Cooperativa Languiru

Destaque Personalidade 
Empresário Zildo De Marchi 

Destaque Servidor Público
Fiscal federal agropecuário do MAPA, Ana Lucia Stepan 
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
 
Divulgados vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo
 
A festa de comemoração do Sindilat ainda foi marcada pela entrega do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo. O objetivo foi reconher os melhores trabalhos produzidos pela mídia especializada no setor lácteo. O primeiro colocado em cada categoria recebeu, além do troféu, um Iphone 6. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, aproveitou para destacar o empenho de todos os profissionais na cobertura diária do setor. 
 
Conheça os vencedores: 
 
Impresso
1º lugar: Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
2º lugar: Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha
3º lugar: Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana
 
Eletrônico
1º lugar: Dulciana Sachetti/RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo 
2º lugar: Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite
 
Fotografia
1º lugar: Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
2º lugar: Diogo Zanatta/ Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada 
3º lugar: Tarsila Pereira/Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise
 
On Line
1º lugar: Ângela Prestes/ Destaque Rural  (RS) -  Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto 
2º lugar: Carlos Guimarães Filho/Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram 
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite 
 (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

PIB AGRO/CEPEA: Agronegócio pode ter leve queda em 2015

Nem o agronegócio resiste à crise econômico-política instalada no País. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o PIB do setor recuou 0,51%, sinalizando para queda anual de 0,7% em 2015 em relação a 2014, conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A divulgação de dados oficiais referentes aos meses mais recentes pode alterar ligeiramente este resultado. O movimento baixista ocorre tanto na agricultura quanto na pecuária, que caem a taxas semelhantes: 0,49% e 0,54%, respectivamente, até setembro.

As retrações mais expressivas ocorrem no segmento industrial (queda de 1,31%, até setembro), mas os resultados dos segmentos primário e de serviços relacionados ao agronegócio também recuam: 0,30% e 0,64%, respectivamente, no acumulado até setembro. O único segmento do agronegócio que cresceu neste período foi o de insumos, 1,22%, puxado pela forte alta dos preços de fertilizantes decorrente do câmbio. Em contrapartida, o volume importado diminuiu 13% na comparação de janeiro a outubro de 2015 e o mesmo período de 2014, segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

No segmento "dentro da porteira" do setor agrícola, os preços médios (agregado dos produtos considerados no cálculo do PIB) estão 4,08% menores que na média de jan-set/2014, ao passo que a produção das mesmas culturas pode ter expansão anual de 4,4%. No balanço, registra estabilidade. Já a renda do segmento primário da pecuária tem sido pressionada pelos menores volumes de produção, uma vez que, em preços, o cenário é de alta no comparativo com 2014. O resultado era negativo em 0,55% até setembro.

Na agroindústria, os piores cenários foram registrados para o etanol e produtos têxteis-vestuaristas. A indústria de base agrícola vai acumulando retração de 1,25% e a pecuária, de 1,7%.

Na avaliação da equipe Cepea, o câmbio segue positivo para as exportações, mas a desvalorização do Real não tem sido suficiente para compensar a forte queda dos preços internacionais. De janeiro a setembro, os preços de exportação do agronegócio, em Reais, estiveram 6% abaixo dos observados no mesmo período de 2014.

Para 2016, a maior preocupação dos produtores está relacionada ao crédito. A liberação dos recursos do Plano Safra 2015/16 está atrasada e os produtores têm enfrentado dificuldade na contratação de empréstimos a juros subsidiados previstos no Plano Plurianual Agrícola. Conforme instituições bancárias, a queda nos depósitos à vista e na poupança, ao lado das exigências crescentes de garantias, têm limitado o atendimento à demanda de financiamento rural. Conforme pesquisadores do Cepea, são preocupantes as informações de que o crédito para investimento estaria sofrendo forte queda, podendo comprometer o crescimento em 2016 e, talvez, por mais anos.

"A agropecuária brasileira é movida essencialmente por tecnologia, que alcança os produtores rurais por meio de novos insumos (sementes e melhoria genética animal, agroquímicos, maquinários etc.) e novas práticas agronômicas e administrativas capazes de enfrentar ou mitigar os contínuos desafios ligados ao clima e à incidência maior de pragas e doenças e à volatilidade dos mercados. São fatores que tornam o segmento bastante intensivo no uso de crédito. O prolongamento da crise econômica e política tem grande potencial de atingir o processo de crescimento do agronegócio brasileiro ao reduzir o volume e aumentar o custo do crédito e de outros instrumentos de política agrícola (seguro e apoio à comercialização, pesquisa e extensão), dado o constrangimento fiscal", avalia o professor Geraldo Barros, coordenador do Cepea.

Nas perspectivas do Cepea, a economia doméstica deve permanecer em nível recessivo em 2016, com menores níveis de emprego e salário real. No cenário externo, principal alavanca do agronegócio brasileiro, as perspectivas também trazem preocupação. O dólar deverá seguir em elevação ao mesmo tempo em que os juros norte-americanos deverão dar um primeiro salto depois de anos seguidos de estagnação em níveis baixíssimos. A isso se soma o crescimento mundial mais lento, principalmente da China. Os pesquisadores acrescentam ainda o cenário de preços de commodities estagnados ou em queda.

"A válvula de escape para o Brasil será uma alta ainda maior do dólar no mercado interno, compensando a evolução dos preços internacionais. Entretanto, o recrudescimento da inflação poderá levar as autoridades monetárias a avançar na elevação dos juros e nas intervenções no mercado cambial, em prejuízo do agronegócio (mesmo considerando-se o contrapeso do impacto sobre os preços nos insumos)", comenta Geraldo Barros.

No balanço, dizem os pesquisadores, não há como não antever um ano de 2016 difícil para o agronegócio e também para os demais setores da economia. O agronegócio ficará à mercê de como se consumarem os fatores de incerteza (clima, pragas e doenças, dólar, preços internacionais) que definirão em que direção o PIB do setor vai se mover em relação à baixa taxa observada no ano que termina. Independentemente dessa direção, a mudança não deve ser expressiva, antecipam. (As informações são do Cepea)

Dália Alimentos apresenta nova era na atividade leiteira
 

Uma nova era na atividade leiteira, em que máquinas desempenham a função do homem na realização da ordenha, já é realidade na Dália Alimentos. Na última quinta-feira, dia 10 de dezembro, a cooperativa inaugurou um projeto único na América Latina onde robôs são os responsáveis pela ordenha dos animais.

Pioneiro e inovador em sua concepção, o projeto associativo possui 16 produtores de leite associados e recebeu investimento de R$ 5 milhões, financiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O projeto inaugurado está localizado na comunidade de Linha Tigrinho Baixo, em uma área com 13 hectares no município de Nova Bréscia. Outros três encontram-se em fase de construção nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária.

Durante a inauguração, os olhares do público - mesclado entre delegados, suplentes, conselheiros, direção, comunidade local, regional e estadual, lideranças e autoridades, associados e familiares - estiveram voltados para as instalações do empreendimento. O pavilhão central, dividido em pista de alimentação, área de camas e sala de espera, tem capacidade para 262 animais. No momento encontram-se alojados 115 animais em lactação e 66 vacas secas e novilhas. A produção atual é de 2,5 mil litros, com estimativa de atingir 6,5 mil litros em sua capacidade máxima.

Totalmente automatizado, o projeto opera com três robôs da marca DeLaval, importados da Suécia, os quais realizam a ordenha das vacas 24 horas por dia, sete dias por semana. Cancelas, que são abertas conforme diagnostico de um chip acoplado em cada animal, determinam a direção de cada vaca. Desta forma, elas sabem o momento exato de ordenhar ou se alimentar. (Assessoria de Imprensa Dália)

 
Descerramento da placa alusiva à inauguração 
Foto: Carina Marques

Balança comercial de lácteos: importações de leite em pó caem 50% em novembro

A balança comercial de produtos lácteos teve um déficit de 371 toneladas em novembro, volume 25 vezes menor que o apresentado em outubro. Em valores, a balança de lácteos voltou a ter saldo positivo: enquanto em outubro houve um saldo negativo de US$12,6 milhões, em novembro houve um superávit de US$14,3 milhões.

Tabela 1 - Exportações e importações por categoria de produto

Fonte: MDIC

Novamente, o maior volume das exportações foi de leite em pó integral, com pouco mais de 5.800 toneladas exportadas a um preço médio de US$5.417/ton, com grande parte do volume destinado ao mercado venezuelano.

As importações de leite em pó, tanto integral quanto desnatado, tiveram origem majoritariamente da Argentina (48,8%), seguido por Uruguai (46,8%) e Estados Unidos (4,4%). Desde julho deste ano, Uruguai e Argentina tem mantido praticamente as mesmas participações nas importações brasileiras de leite em pó.


 
Analisando as quantidades em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para a fabricação de cada produto), a quantidade importada foi de 81,6 milhões de litros em novembro, baixa de 41,8% em relação a outubro. Por outro lado, as exportações em equivalente-leite tiveram alta de 15%, totalizando 66,7 milhões de litros.

De janeiro a novembro deste ano, o déficit acumulado da balança comercial de lácteos em equivalente-leite é de cerca de 496 milhões de litros, mais do que o triplo do déficit apresentado ao longo do ano inteiro de 2014, que foi de 159 milhões de litros. O gráfico 2 a seguir apresenta este cenário, mostrando o histórico mensal do saldo da balança de lácteos 2014 x 2015. (A matéria é da Equipe MilkPoint, a partir de dados do MDIC)

 

 
Seapi entrega 40 veículos
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) entrega 40 veículos para inspetorias veterinárias municipais utilizarem em ações de defesa sanitária animal e vegetal, hoje. São dez caminhonetes Mitsubishi L200 tracionadas e 30 veículos Renault Sandero, adquiridos com recursos federais, em convê- nio com o Ministério da Agricultura. O secretário Ernani Polo disse que "aparelhar e dar condições aos servidores para realizar ações em defesa agropecuária é uma meta a ser perseguida constantemente". (Correio do Povo)
 

 

Foto: Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, falou sobre os desafios do lácteo gaúcho / Crédito: Vinicios Sparremberger

 

Investir em tecnologia e sanidade animal, aumentar a produtividade, ampliar os mercados e fortalecer a imagem do leite são alguns dos desafios listados pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, para 2016, durante o lançamento da 5ª edição do AVISULAT, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (10/12), na Fiergs, em Porto Alegre. No AVISULAT – Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que será realizadao entre os dias 22 e 24 de novembro de 2016, serão discutidas a situação das cadeias produtivas de aves, suínos e laticínios.

Segundo Guerra, o primeiro semestre do próximo ano promete ser complicado para o setor, visto o aumento nos custos de produção. “Por trás da indústria láctea, nós temos mais de 100 mil famílias no campo que precisam se manter”, ressaltou. Na ocasião, o economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, Oscar Frank Junior, destacou que o aumento da energia elétrica em 52,3% e de combustíveis em 17,7% impactou diretamente nesse custo. De acordo com o economista, o aperto monetário, a inflação e a instabilidade política foram responsáveis pela queda de confiança e investimentos na indústria, no setor de serviços e também para o consumidor.

Além do Sindilat, o encontro reuniu os presidentes da ASGAV, SIPS e FIERGS, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e outros representantes da indústria. Foram apresentados, ainda, os preparativos para a edição 2016 do AVISULAT. A proposta do evento é promover novos negócios, apresentar inovações e ampliar o debate sobre as principais demandas dos setores. Durante o encontro, Ernani Polo destacou a importância de criar espaços para debater as dificuldades e conquistas de cada setor. “Ações integradas, como o AVISULAT, precisam ser promovidas, pois é por meio da construção coletiva que iremos encontrar as melhores saídas para enfrentar as dificuldades impostas pelo cenário político e econômico do país”, disse.

Porto Alegre, 10 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.165 

   Lançamento do AVISULAT - Setores debates desafios das cadeias produtivas para 2016

Investir em tecnologia e sanidade animal, aumentar a produtividade, ampliar os mercados e fortalecer a imagem do leite são alguns dos desafios listados pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, para 2016, durante o lançamento da 5ª edição do AVISULAT, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (10/12), na Fiergs, em Porto Alegre. No AVISULAT - Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que será realizadao entre os dias 22 e 24 de novembro de 2016, serão discutidas a situação das cadeias produtivas de aves, suínos e laticínios. 

Segundo Guerra, o primeiro semestre do próximo ano promete ser complicado para o setor, visto o aumento nos custos de produção. "Por trás da indústria láctea, nós temos mais de 100 mil famílias no campo que precisam se manter", ressaltou. Na ocasião, o economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, Oscar Frank Junior, destacou que o aumento da energia elétrica em 52,3% e de combustíveis em 17,7% impactou diretamente nesse custo. De acordo com o economista, o aperto monetário, a inflação e a instabilidade política foram responsáveis pela queda de confiança e investimentos na indústria, no setor de serviços e também para o consumidor. 

Além do Sindilat, o encontro reuniu os presidentes da ASGAV, SIPS e FIERGS, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e outros representantes da indústria. Foram apresentados, ainda, os preparativos para a edição 2016 do AVISULAT. A proposta do evento é promover novos negócios, apresentar inovações e ampliar o debate sobre as principais demandas dos setores. Durante o encontro, Ernani Polo destacou a importância de criar espaços para debater as dificuldades e conquistas de cada setor. "Ações integradas, como o AVISULAT, precisam ser promovidas, pois é por meio da construção coletiva que iremos encontrar as melhores saídas para enfrentar as dificuldades impostas pelo cenário político e econômico do país", disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, falou sobre os desafios do lácteo gaúcho
Crédito: Vinicios Sparremberger
 
 
 
De acordo com USDEC, excedente de lácteos pode estar em 400.000 toneladas em todo o mundo

O mercado de lácteos está mais do que adequadamente abastecido em 2016, à medida que há cerca de 400.000 toneladas de excedente em produtos lácteos no mundo, a maioria na forma de leite em pó, de acordo com o Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC). O vice-presidente executivo de estratégias e insights do USDEC, Marc Beck, disse que grande parte do leite da Europa foi transformado em pó durante esse período de excesso de produção.

Na China, onde Beck disse que é difícil calcular os números, o crescimento daprodução de leite no país deverá manter a boa oferta. Beck falou durante um webinário recente do USDEC. Para que o mercado de lácteos veja uma recuperação, terá que haver uma construção sustentada dos preços, que permitirá que margens atrativas retornem aos produtores. Em seu "cenário perfeito", Beck disse que haverá a necessidade de ter piso de preços equivalentes a US$ 3.000 por tonelada, para ter uma recuperação real.

"Precisamos que os mercados voltem ao equilíbrio", disse ele. "Uma das coisas que estamos sentindo é que os mercados hoje parecem altamente sensíveis, considerando a tensão pela qual a cadeia de abastecimento está passando agora. Isso resistirá a alguma volatilidade contínua. É um mercado altamente emocional". O mercado de lácteos é sensível, disse Beck, de forma que haverá "solavancos" ao longo do caminho para a recuperação. A recuperação real, disse ele, provavelmente não acontecerá até o terceiro ou quarto trimestre de 2016.

"Eu acho que também precisamos ver uma expansão mais forte da demanda que pode ajudar a levantar o que o mercado perdeu, da China e da Rússia. Essas são grandes questões; por essa razão, acho que provavelmente teremos que passar pelo primeiro e pelo segundo trimestre antes de começarmos a ver algumas mudanças de preços". Beck acredita que os preços do queijo retornando ao normal é tão importante quando os preços dos produtos em pó para o mercado de lácteos. Os preços globais dos queijos estão abaixo da média agora. Os preços, que tiveram uma média dos últimos 10 anos de US$ 3.865 por tonelada, estão atualmente em cerca de US$ 3.000. "Teremos que ver mais expansão no setor de fast food e de serviços alimentícios que podem acabar aumentando os níveis dos preços".

Alan Levitt, vice-presidente de comunicações do USDEC, disse que a proteína continuará importante em um futuro previsível, embora tenha permanecido fraca no último ano e meio. Entretanto, Levitt disse que a população ainda está aumentando e isso será área de foco para os produtores de leite. Beck disse que a proteína do soro do leite, em particular, pode ter grandes conversões no mercado global. (As informações são do Dairy Reporter)

Reação nas exportações do campo

Contrariando uma tendência de queda que deu o tom desde janeiro, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram em novembro. Nos 11 primeiros meses do ano ainda houve recuo, puxado pelas quedas das cotações internacionais de boa parte das commodities agrícolas vendidas pelo país no exterior. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques do setor somaram US$ 6,6 bilhões no mês passado, 8,2% mais que em novembro de 2014. Na comparação, as importações caíram 20,3%, para US$ 993 milhões. Assim, o superávit setorial subiu 15,5%, para US$ 5,6 bilhões.

 

De acordo com Tatiana Palermo, secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, "o aumento das exportações só não foi maior por causa da queda, quase generalizada, dos preços médios dos principais produtos de exportação do agronegócio". No caso do "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações do agronegócio brasileiro, as vendas externas aumentaram 68% em novembro sobre o mesmo mês de 2014, para US$ 1,1 bilhão. 

O item mais vendido nessa lista, a soja em grão, rendeu US$ 551 milhões, ante US$ 80,9 milhões em novembro do ano passado. As exportações de óleo de soja e as de farelo foram menores ¬ 7,6% e 7,4%, respectivamente. As exportações de carnes caíram 9,7% em novembro, para US$ 1,3 bilhão, as de açúcar e etanol diminuíram 5,2%, para US$ 780 milhões, e as de café caíram 18,7%, para US$ 498,3 milhões. Dentre os itens que tiveram resultado positivo em relação ao mesmo mês de 2014 estão os produtos florestais (US$ 813 milhões, alta de 7,9%) e os cereais, farinhas e preparações (US$ 862 milhões, alta de 46%), grupo puxado pelo milho. Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou US$ 836 milhões em novembro, aumento de 77,5% frente ao mesmo mês de 2014. 

Nos primeiros 11 meses do ano, as vendas externas do agronegócio nacional caíram 9,6%, para US$ 81,4 bilhões. As importações renderam US$ 12,2 bilhões, uma queda de 20,8% nesse período, e o superávit setorial caiu 7,3%, para US$ 69,18 bilhões. No intervalo, as exportações de soja e derivados recuaram 12%, para US$ 27,1 bilhões, enquanto as de carnes caíram 15,6%, para US$ 14 bilhões, e as de açúcar e etanol diminuíram 20%, para US$ 7,5 bilhões. No caso dos produtos florestais houve alta de 3,6%, para US$ 9,4 bilhões. (Valor Econômico)
 

Classe Rural terá desconto
A presidente Dilma Rousseff sancionou a medida provisória 688, que prevê novos descontos para bandeiras tarifárias aplicadas a consumidores da classe rural. Estão incluídas as cooperativas de eletrificação rural que fornecem energia para irrigação e aquicultura. "As bandeiras não serão mais cobradas da classe rural", simplifica o diretor financeiro da Federarroz, Gustavo Thompson Flores. No entanto, ainda é necessário aguardar que a Aneel regulamente a medida. Em nota, a Casa Civil informou que, por outro lado, irá onerar os demais consumidores de energia que ratearão o valor correspondente ao desconto concedido na bandeira tarifária à classe rural. (Correio do Povo)
 

 

    

         

Porto Alegre, 09 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.164

 

  Desafios das cadeias produtivas de avos, suínos e laticínios para 2016 serão apresentados em Porto Alegre

As entidades organizadoras do V AVISULAT - Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios realizam no dia 10 de dezembro, quinta-feira, às 9h, no Centro de Eventos FIERGS (Av. Assis Brasil, 8787 - Sala D3 - 300), em Porto Alegre/RS, Café da Manhã com o tema Desafios das cadeias produtivas para o cenário econômico de 2016, para imprensa e convidados do setor.

O evento tem como objetivo refletir o ano que encerra sob o ponto de vista desses setores, destacar os desafios para 2016 a partir de dados e leitura de cenários e apresentar os preparativos para a 5ᵃ edição do AVISULAT, de 22 a 24 de novembro de 2016. O café da manhã contará com a Palestra Cenário Econômico Perspectivas para 2016, apresentada por Oscar Frank Junior, Economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS.

"A magnitude da crise que atinge o Brasil e o RS impõe desafios para os governos e o setor privado. O entendimento dos principais balizadores da atual conjuntura e dos possíveis cenários para 2016 pode ser decisivo para o ramo empresarial, qualificando o processo de tomada de decisão. Além disso, o setor de alimentos apresenta algumas peculiaridades que o diferenciam dos demais. Quando levadas em consideração, essas características ajudam a delimitar de forma mais acurada a resposta do segmento diante de mudanças na economia.", avalia o economista.

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura - Asgav; Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do RS - SIPS e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do RS - Sindilat, em parceria com a FIERGS, o V AVISULAT (www.avisulat.com.br) reunirá toda a cadeia produtiva da Avicultura, Suinocultura e Laticínios para promover negócios, apresentar inovações, ampliar o debate sobre as demandas dos setores e divulgar trabalhos e pesquisas da comunidade científica. Destaca-se na programação, o Encontro Internacional de Negócios, área especial reservada para estreitar relacionamentos e fechar negócios entre exportadores e importadores de carnes de aves e suínos, ovos e leite e produtos industriais destes setores.

"O AVISULAT reúne três setores que, apesar da crise desse ano, estão em plena atividade. Preparar-se para 2016 a partir da análise de cenários é fundamental para equilibrar áreas que ainda precisam de recuperação. Produzimos alimentos que têm a preferência na mesa do consumidor, fator que nos ajuda a enfrentar a crise", destaca José Eduardo dos Santos, Coordenador Geral AVISULAT 2016. Na última edição, em 2014, o AVISULAT contou com um público de 5 mil pessoas por dia, US$ 18 milhões em expectativa de negócios, compradores de 7 países e 114 reuniões no Encontro Internacional de negócios. (Fonte: Exame, adaptado pela Equipe Milknet)
 
 
Mercado de lácteos deverá ser desafiador em 2016, diz USDEC

O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) espera outro ano desafiador para o mercado de lácteos em 2016 à medida que Rússia e China continuam reduzindo sua dependência das importações. Embora a produção continue crescendo firmemente desde 2010, com um extra de 2% ou 5 milhões de toneladas a cada ano, o mercado se enfraqueceu bastante nos últimos 18 meses. Uma grande razão para a queda na demanda tem sido o crescimento das importações da China - ou a falta dele - nos dois últimos anos. 

A Rússia cortou grande parte de suas importações de lácteos de todo o mundo. Rússia e China, combinados, importaram 18 milhões de toneladas de leite em 2014; hoje, importam 10 milhões de toneladas. "É um declínio enorme. São 8 milhões de toneladas de leite ou 11% do leite mundial. Para piorar, a produção de leite continua crescendo", disse o vice-presidente de comunicações do USDEC, Alan Levitt.

Levitt disse que as tendências deverão continuar em 2016 à medida que os fornecedores ainda estão empurrando quantidades que correspondem aos níveis de importação para 2014, níveis que ele disse que "não existem mais". Embora Levitt espere que a China aumente suas importações nos próximos anos, ele não prevê crescimento como nos anos anteriores.

Embora China e Rússia não tenham ajudado o mercado, houve ganhos na Europa, particularmente na Irlanda e na Holanda. Levitt disse que esses dois países aumentaram em 10% a produção. Do lado da compra, ele disse que as importações de muitos países viram crescimento de duplo dígito, mas não o suficiente para preencher as lacunas que a China criou.

Levitt disse que ainda haverá "estoques que pairarão sobre o mercado" e que adiarão a recuperação do mesmo, incluindo os estoques europeus de leite em pó desnatado, que está em seu maior nível em cinco anos. Levitt disse que há mais de 250.000 toneladas, o dobro do nível desejado de mercado, em estoque e isso pode aumentar mais antes de terminar 2015. "Nos Estados Unidos, temos um estoque acumulando também", disse Levitt, dizendo que os estoques de leite em pó comercial alcançaram um recorde no final de julho.

Os estoques continuarão sendo problemáticos também em 2016, disse ele, e vão provavelmente mais que adiar a recuperação do mercado mesmo após a recuperação da oferta e da demanda. (As informações são do Dairy Reporter)

Mobilização por novo PPCI

Representantes das entidades ligadas às cadeias de aves, suínos e pecuária de corte e de leite iniciaram mobilização pela flexibilização das exigências dos Planos de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) de granjas, aviários, pocilgas, estábulos e galpões. A demanda será apresentada ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, amanhã. 

Na avaliação do setor produtivo, as construções localizadas em áreas afastadas devem ser tratadas de forma diferenciada. A ideia é estabelecer uma estratégia de trabalho que leve à revisão do marco legal dos estabelecimentos de produção que oferecem "risco desprezível" devido à localização em áreas de pouca movimentação. "Estamos falando de construções destinadas à produção e que não têm a presença permanente de pessoas", explica o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber. Na avaliação das entidades, as edificações rurais não podem ser comparadas à indústria ou áreas destinadas ao lazer, que oferecem mais riscos devido à aglomeração de pessoas. "Buscamos uma adequação da lei à nossa realidade", comenta o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos. 

Segundo o secretário Ernani Polo, o setor busca um mecanismo para alteração na lei. "Vamos trabalhar para excluir estabelecimentos de baixo risco", prometeu. Conforme Polo, a exigência atual gera custos e aumenta a burocracia. "Não faz muito sentido ter um PPCI para um aviário. É um custo a mais e entendemos que não uma necessidade que ele seja implementado." Em Santa Catarina, a diferenciação do PPCI para atividades rurais foi feita por meio de instrução normativa. (Correio do Povo)

Kátia Abreu negocia reforço de R$ 350 milhões para o seguro rural em 2016

O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) pode ganhar reforço em 2016, passando de R$ 400 milhões para R$ 750 milhões. Isso porque a ministra Kátia Abreu negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e o Tesouro Nacional o remanejamento de R$ 350 milhões do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para o seguro rural. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8) pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar, em Brasília.

"A proposta é que se busque consenso dentro do governo para que seja realocada para o seguro rural parte dos recursos de garantia de sustentação de preço, como o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Prêmio para Escoamento do Produto (PEP)", disse Nassar.

De acordo com o secretário de Política Agrícola, o Mapa fez um levantamento dos montantes destinados ao Pepro e PEP e chegou à conclusão que, ao final do ano, os valores não são integralmente usados. Desta forma, assinalou Nassar, esses recursos poderão ser transferidos para o PSR, dando apoio aos produtores rurais. "Com isso, praticamente dobrará o volume de recursos para o seguro", enfatizou o secretário. (As informações são do Mapa)

Cesta básica 
Em novembro, houve aumento do conjunto de bens alimentícios básicos nas 18 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas ocorreram em Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). O menor aumento foi registrado em Belém (1,23%). A capital com maior custo da cesta básica foi Porto Alegre (R$ 404,62), seguida de São Paulo (R$ 399,21), Florianópolis (R$ 391,85) e Rio de Janeiro (R$ 385,80). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15).  Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. (Fonte: Jornal do Comércio)


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Pessoas e instituições com atuação destacada no desenvolvimento do agronegócio gaúcho foram reconhecidas com o Prêmio Folha Verde, nesta segunda-feira (07/12). O mérito foi concedido pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo. Na 5ª edição, foram homenageadas pessoas, instituições e empresas em dez categorias. A solenidade ocorreu no Teatro Dante Barone, em Porto Alegre.

Segundo o presidente da Comissão, Adolfo Brito, o prêmio valoriza o setor rural gaúcho, responsável por 40% do PIB gaúcho. "Dar valor a quem produz é dar valor a quem coloca o alimento na mesa de todos nós", afirmou. O presidente da Assembleia, Edson Brum, também prestigiou a solenidade, ressaltando a importância do setor primário no desenvolvimento do Estado. Os vencedores foram eleitos por uma comissão julgadora a partir de indicações de deputados estaduais.

Vencedores

-Agrícola: Tarcísio José Minetto, secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS

-Pecuário: Associação Brasileira de Angus

-Florestal: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS)

-Cooperativas Agrícolas: Sistema Ocergs – Sescoop/RS

-Sindicato de Empregados e Trabalhadores Rurais: Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Propriedade Agropecuária Modelo: Olivas do Sul Agroindústria Ltda.

-Mídia Agrícola: Programa Rio Grande Rural, Emater

-Reforma Agrária: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Setor Público Agropecuário: Emater

-Agricultura Ecológica: Cooperação de Produtores Ecologistas de Garibaldi Ltda. (Coopeg)

Foto: Marcelo Bertani/Agência ALRS
Legenda: Prêmio Folha Verde distinguiu pessoas, instituições e empresas com atuação em prol do setor primário e do desenvolvimento da economia gaúcha

         

Porto Alegre, 08 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.163

 

 Projeto associativo de ordenha robotizada será inaugurado em Nova Bréscia

A Dália Alimentos inaugura no dia 10 de dezembro o primeiro condomínio com ordenha robotizada executado de forma associativa. Instalado no município de Nova Brécia, o empreendimento, que teve o investimento de R$ 5 milhões, utiliza robôs na ordenha das vacas e tem capacidade para alojar 262 animais. É o único do Brasil e da América Latina constituído por pequenos produtores de leite associados. O evento ocorre a partir das 15h na sede do condomínio, localizado na linha Tigrinho Baixo. 

O projeto de produção associativa visa o aumento da produtividade e renda dos associados. Os produtores são sócios do condomínio e participam por meio da aquisição de cotas, variáveis de acordo com o número de animais alojados. Inicialmente, o condomínio opera com 115 vacas em lactação e 66 animais entre vacas secas e novilhas. Com produção inicial de 2,5 mil litros/dia, a estimativa é atingir 6,5 mil litros/dia em sua capacidade máxima. 

Trata-se do primeiro de um total de quatro empreendimentos que demandaram o investimento total de R$ 20 milhões. Os outros três projetos, localizados nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária, ainda estão em fase de construção. Cada condomínio utiliza três conjuntos de robôs da marca DeLaval, importados da Suécia. Segundo a cooperativa, cada projeto integrará, em média, 15 famílias e 262 animais, totalizando 1.048 animais alojados e 60 famílias envolvidas diretamente na iniciativa.

Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o valor foi utilizado para a aquisição de 12 conjuntos de robôs, além da edificação dos pavilhões com 120 metros de comprimento cada, silos, habitação para os funcionários, máquinas, equipamentos, programas e sistema de informática, entre outros. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Legenda: Condomínio em Nova Bréscia será o primeiro a ser inaugurado no dia 10
Foto: Carina Marques
 
 
 
Prêmio Folha Verde destaca os melhores do setor primário 

Pessoas e instituições com atuação destacada no desenvolvimento do agronegócio gaúcho foram reconhecidas com o Prêmio Folha Verde, nesta segunda-feira (07/12). O mérito foi concedido pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo. Na 5ª edição, foram homenageadas pessoas, instituições e empresas em dez categorias. A solenidade ocorreu no Teatro Dante Barone, em Porto Alegre.   

Segundo o presidente da Comissão, Adolfo Brito, o prêmio valoriza o setor rural gaúcho, responsável por 40% do PIB gaúcho. "Dar valor a quem produz é dar valor a quem coloca o alimento na mesa de todos nós", afirmou. O presidente da Assembleia, Edson Brum, também prestigiou a solenidade, ressaltando a importância do setor primário no desenvolvimento do Estado. Os vencedores foram eleitos por uma comissão julgadora a partir de indicações de deputados estaduais.
 
Vencedores

-Agrícola: Tarcísio José Minetto, secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS

-Pecuário: Associação Brasileira de Angus

-Florestal: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS)

-Cooperativas Agrícolas: Sistema Ocergs - Sescoop/RS

-Sindicato de Empregados e Trabalhadores Rurais: Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Propriedade Agropecuária Modelo: Olivas do Sul Agroindústria Ltda.

-Mídia Agrícola: Programa Rio Grande Rural, Emater

-Reforma Agrária: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Setor Público Agropecuário: Emater

-Agricultura Ecológica: Cooperação de Produtores Ecologistas de Garibaldi Ltda. (Coopeg)
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 


Legenda: Prêmio Folha Verde distinguiu pessoas, instituições e empresas com atuação em prol do setor primário e do desenvolvimento da economia gaúcha
Crédito: Marcelo Bertani/Agência ALRS

Estudo do Rabobank estima que consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado no Brasil

Depois de uma década de crescimento expressivo, a demanda por lácteos está esfriando no Brasil. Um estudo do banco holandês Rabobank estima que o consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado em 174 litros (equivalente leite) neste ano no país e cair para 170,7 litros em 2016. A recuperação deve começar a partir de 2017 - uma demanda per capita de 171,16 litros -, com a esperada retomada da atividade econômica.

Segundo o estudo, assinado por Andrés Padilla, analista sênior do Rabobank Brasil, a atual crise econômica no país - com desemprego crescente e inflação em alta - está impactando a renda real do brasileiro, um fator determinante para o crescimento do consumo desse tipo de produto. Com isso, as vendas de lácteos devem se retrair antes de se recuperar, de forma gradual, entre 2017 e 2020.


 
"Os efeitos da recessão vão continuar em 2016", afirma o analista. Conforme o banco holandês, a expectativa hoje é que economia brasileira tenha contração de 2,9% em 2015 e recue mais 1,4% no próximo ano.

Segundo o estudo, no fim de 2014, o consumo de lácteos no Brasil alcançou o equivalente a 174 litros per capita, um incremento de 32% sobre os 132 litros de 2005. O Rabobank aponta, entretanto, que o aumento da demanda não foi equilibrado durante a década passada. Entre 2005 e 2010, a taxa de crescimento anual foi de 3,7% e entre 2010 e 2015, ficou em 1,9%.

Padilla observa que o crescimento da renda real e da população tem uma correlação de 98% com o avanço do consumo de alguns alimentos, como lácteos. Assim, o menor crescimento da população e da renda a partir de 2010 explicam a desaceleração no consumo. Enquanto a real da renda avançou 3,5% por ano de 2005 a 2010, desacelerou para 2,7% de 2010 a 2014. A população também cresceu menos - o avanço foi de 1,1% ao ano no primeiro período e de 0,9% no segundo período. A previsão do IBGE é que cresça apenas 0,74% por ano no período 2015-2020. O envelhecimento da população também tem impacto no consumo de lácteos.

Segundo o analista, a correlação entre renda real e consumo de alimentos é forte em países de renda média baixa, como o Brasil. Naqueles de renda média maior, a situação é diferente. "As pessoas não vão consumir mais [lácteos] do que já consomem", afirma Padilla.

Ele acrescenta que nos últimos anos o consumo de lácteos no food service (restaurantes e lanchonetes) cresceu muito e que quando há redução da renda real "essa é a primeira coisa que as pessoas diminuem [as idas a restaurantes]".

Outros fatores explicam a desaceleração no crescimento do consumo de lácteos, de acordo com o estudo do Rabobank. A maturação do consumo em algumas categorias, em particular de leite fluido, é uma delas. O consumo de leite fluido hoje no Brasil é de 39 litros per capita, um volume superior à maioria dos outros países latino-americanos e não tão distante de níveis vistos em alguns países desenvolvidos, como a Itália (48 litros) e França (51 litros).

Além disso, como observa o estudo, 80% do consumo do leite fluido no Brasil ocorre no Sudeste e Sul, onde o volume per capita ficou em 53 litros e 63 litros, respectivamente em 2014. "Nesses níveis, há espaço limitado para o crescimento nessas duas regiões. Considerando que outras regiões do Brasil têm mercados dinâmicos e demografia diferente - nos quais o leite fluido é menos importante -, uma desaceleração no Sul e Sudeste não pode ser compensada pelo avanço em outra categoria", diz o estudo.

O Rabobank aponta ainda que outras categorias, como queijo e iogurte, "têm muito mais espaço para crescimento no Brasil e não enfrentam saturação em regiões importantes".

A avaliação é que as únicas categorias que devem registrar retração de 2015 a 2020 são leite pasteurizado e cru, que já vem numa trajetória de declínio de longo prazo. Essa redução, diz o banco, continuará a beneficiar o consumo de leite longa vida.

Nesse período, a perspectiva é de um crescimento marginal no consumo de lácteos como um todo, mas algumas categorias devem desempenhar melhor que outras, segundo o banco (ver gráfico). A demanda por leite longa vida e por queijo deve crescer a uma taxa anual próxima de 2% em volume até 2020. (As informações são do Valor Econômico)

 
 
Tecnologia retém produtor
Após identificar a gestão como uma das principais necessidades da atividade leiteira, o estudante Dionatan Hamester, 23 anos, desenvolveu uma ferramenta para ajudar o produtor a tomar decisões. Foi assim que nasceu, há cinco anos, a Control Milk, uma startup com sede em Teutônia que fornece relatórios zootécnicos, financeiros e gráficos da criação e ordenha. O sistema usa dados históricos, avalia padrões de produção, detecta problemas a serem resolvidos preventivamente e aponta datas corretas para reprodução, alertando o produtor para não esquecer do período recomendado. Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Univates e sem ligação com o campo, Hamester uniu-se ao sócio, Vilson Mayer, formado em Ciências Agrárias, para criar o programa que hoje está em mais de 200 propriedades dos três estados da região Sul e na Bahia. A ferramenta também tem despertado o interesse de cooperativas, que podem fazer a tecnologia chegar à propriedade rural. Usuário do software, o produtor de leite Diego Dickel, 22 anos, de Teutônia, afirma que a possibilidade de acesso à tecnologia na propriedade pesou na opção que fez por permanecer no campo. "Consigo ver exatamente o período de lactação e verificar bem a previsão de parto, por exemplo", explica. (Correio do Povo)

 

Condomínio em Nova Bréscia será o primeiro a ser inaugurado  |  Crédito: Carina Marques
Condomínio em Nova Bréscia será o primeiro a ser inaugurado | Crédito: Carina Marques

A Dália Alimentos inaugura no dia 10 de dezembro o primeiro condomínio com ordenha robotizada executado de forma associativa. Instalado no município de Nova Brécia, o empreendimento, que teve o investimento de R$ 5 milhões, utiliza robôs na ordenha das vacas e tem capacidade para alojar 262 animais. É o único do Brasil e da América Latina constituído por pequenos produtores de leite associados. O evento ocorre a partir das 15h na sede do condomínio, localizado na linha Tigrinho Baixo.

O projeto de produção associativa visa o aumento da produtividade e renda dos associados. Os produtores são sócios do condomínio e participam por meio da aquisição de cotas, variáveis de acordo com o número de animais alojados. Inicialmente, o condomínio opera com 115 vacas em lactação e 66 animais entre vacas secas e novilhas. Com produção inicial de 2,5 mil litros/dia, a estimativa é atingir 6,5 mil litros/dia em sua capacidade máxima.

Trata-se do primeiro de um total de quatro empreendimentos que demandaram o investimento total de R$ 20 milhões. Os outros três projetos, localizados nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária, ainda estão em fase de construção. Cada condomínio utiliza três conjuntos de robôs da marca DeLaval, importados da Suécia. Segundo a cooperativa, cada projeto integrará, em média, 15 famílias e 262 animais, totalizando 1.048 animais alojados e 60 famílias envolvidas diretamente na iniciativa.

Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o valor foi utilizado para a aquisição de 12 conjuntos de robôs, além da edificação dos pavilhões com 120 metros de comprimento cada, silos, habitação para os funcionários, máquinas, equipamentos, programas e sistema de informática, entre outros.

Publicado dia 08/12/2015

Representantes do Sindilat e do Instituto Tecnológico Nutrifor durante encontro Crédito: Vinícios Sparremberger/ Sindilat
Representantes do Sindilat e do Instituto Tecnológico Nutrifor durante encontro Crédito: Vinícios Sparremberger/ Sindilat

Representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) reuniram-se, na última sexta-feira (04/12), com integrantes do Instituto Tecnológico em Alimentos para a Saúde (itt Nutrifor), da Unisinos, em São Leopoldo, para discutir futuras parcerias. O objetivo é investir no desenvolvimento de novas pesquisas no setor lácteo em geral, a fim de aprimorar a qualidade nos processos de produção de leite.

A visita ao Instituto vem de encontro com a preocupação do Sindilat em desenvolver novas técnicas que auxiliem no crescimento do setor lácteo gaúcho. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é trabalhar em prol da cadeia do leite e servir de intermediário entre o mercado e a academia. "Essa aproximação é fundamental para que possamos modernizar os nossos processos, avançar em alguns marcos regulatórios e auxiliar na idealização de novos produtos", destacou.

A coordenadora do itt Nutrifor, Denize Righetto Ziegler, avaliou que o investimento em pesquisas no setor lácteo é um passo importante. "O estudo nessa área ainda é muito escasso. Nós, como universidade, estamos de braços abertos para mudar esse cenário", disse. Segundo a profissional, esse encontro foi fundamental para estreitar ainda mais as relações com o sindicato. "O Sindilat é um parceiro de muito tempo e foi fundamental na construção do instituto, colaborando desde o início", completou.

Durante o encontro, os representantes do Sindilat puderam conhecer toda a estrutura do itt Nutrifor, cuja atuação está ligada ao desenvolvimento de novos alimentos, tecnologias e processos, estudos clínicos e nutricionais, segurança alimentar e análises de alimentos.

Publicado dia 07/12/2015