Porto Alegre, 28 de outubro de 2026 Ano 20 - N° 5.044
Não é apenas sobre vender leite, mas sim melhorar a vida das pessoas
No Dairy Vision 2026, Adriano Torres destacou sabor, significado, novas ocasiões de consumo e acesso como pilares para desenvolver produtos lácteos mais relevantes.
Agregar valor aos lácteos exige mais do que desenvolver produtos com bons atributos nutricionais. É preciso entender o que importa para o consumidor, em quais ocasiões ele busca determinada solução e como tornar o produto relevante em sua rotina. Essa foi a mensagem de Adriano Torres, vice-presidente de Growth & Transformation da MJV Technology & Innovation, durante o Dairy Vision 2026, realizado em Atibaia (SP).
Com experiência em crescimento, inovação e estratégia na The Coca-Cola Company, onde liderou plataformas globais de lácteos e bebidas vegetais, Torres apresentou quatro pilares para construir valor: sabor, significado, inovação e novas ocasiões de consumo, além da facilidade de encontrar e compreender o produto.
Sabor: o primeiro critério para competir
O primeiro pilar é o sabor. Segundo Torres, 76% das pessoas preferem dedicar tempo a saborear um snack indulgente a se concentrar em seus ingredientes. O dado reforça a importância da experiência sensorial na escolha dos alimentos, mesmo em um mercado que valoriza cada vez mais os benefícios nutricionais.
Para ilustrar esse ponto, o executivo apresentou o caso de uma marca mexicana de leite saborizado (Santa Clara) que buscou ocupar um espaço associado à experiência proporcionada pelo sorvete, investindo na qualidade e no prazer do sabor. A estratégia contribuiu para que a marca se tornasse líder no segmento de leite saborizado no México.
A lição, segundo Torres, é que a inovação precisa superar a expectativa do consumidor também na experiência de consumo. Se um lançamento não apresenta sabor competitivo, a recomendação é não levá-lo ao mercado
Significado: entender a necessidade antes de definir o concorrente
O segundo pilar é compreender o significado que o produto pode assumir na vida das pessoas. Para Torres, identificar a necessidade do consumidor pode mudar completamente o mapa de concorrentes de uma categoria.
O executivo citou o caso do Nutri Boost, na Ásia. Inicialmente, a empresa identificou adultos jovens como um público promissor e aprofundou a análise sobre sua rotina e suas necessidades. O perfil encontrado tinha semelhanças com o de muitos jovens brasileiros: pessoas com pouco tempo disponível, renda limitada, rotina de trabalho intensa e que passam boa parte do dia fora de casa.
A necessidade de energia desse público era atendida principalmente por refrigerantes e bebidas energéticas. A empresa percebeu, então, que estava olhando para a gôndola errada e comparando seus produtos com as referências erradas. Em vez de disputar diretamente com essas bebidas, reposicionou a proposta para oferecer uma fonte de energia saudável para o dia a dia.
O exemplo mostra como compreender a necessidade por trás do consumo pode abrir novas oportunidades para os lácteos, inclusive fora das categorias em que tradicionalmente são comercializados.
Inovação também significa criar novas ocasiões
Torres também defendeu que as empresas pensem nas ocasiões de consumo, e não apenas em marcas e produtos. Uma mesma base pode atender a necessidades diferentes quando a proposta é adaptada ao contexto em que será utilizada.
Como exemplo, citou a evolução da linha Core Power para Nutrition Plan. Segundo o executivo, ampliar as ocasiões de consumo nem sempre exige uma transformação radical do produto: mudanças na apresentação e no posicionamento podem permitir que uma proposta já existente alcance novos públicos e situações de consumo.
O desafio é identificar onde há espaço para expandir o uso dos produtos, em vez de concentrar toda a estratégia no lançamento de novas marcas ou formulações.
Acesso: inovação precisa estar disponível e ser compreendida
O quarto pilar é facilitar o acesso do consumidor ao produto, tanto em termos de disponibilidade quanto de entendimento. Torres citou a Fairlife, marca adquirida pela Coca-Cola por US$ 7 bilhões, para destacar a importância da estratégia de distribuição e exposição.
Segundo ele, antes mesmo de investir em mídia para divulgar uma inovação, a indústria precisa pensar em sua colocação na gôndola. O produto deve estar disponível, visível e ser compreensível exatamente no local em que o consumidor procura uma solução para sua necessidade.
A recomendação reforça que o valor de uma inovação não depende apenas de sua formulação ou comunicação: também está relacionado à capacidade de chegar ao público certo, no momento e no contexto adequados.
O desafio brasileiro: valor percebido e custo-benefício
No Brasil, a percepção de valor precisa considerar também o orçamento das famílias. Torres apresentou dados segundo os quais 53% dos consumidores citam o custo-benefício como principal motivo para trocar de alimento, enquanto 41% apontam benefícios à saúde.
Os números reforçam a necessidade de equilibrar atributos valorizados pelo consumidor e acessibilidade. Produtos com benefícios diferenciados precisam comunicar com clareza o que entregam e por que podem fazer sentido na rotina de quem os compra. Ao sintetizar sua abordagem, o executivo apresentou um roteiro de cinco etapas, usando as letras da palavra LEITE:
L: ler a vida das pessoas
E: entregar relevância
I: investir com critério
T: testar em ciclos curtos
E: escalar o que gera valor
A mensagem final resume o desafio da indústria: mais do que vender leite, é preciso entender como os lácteos podem melhorar a vida das pessoas. Para isso, a criação de valor começa antes do desenvolvimento do produto e depende de compreender necessidades, ocasiões e expectativas que orientam as escolhas de consumo
Fonte: MilkPoint
CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO DO PARANÁ – CONSELEITE–PARANÁ
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 28 de outubro de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Setembro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.




Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia.
Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisadoque contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução.
Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Outubro de 2026
é de R$ 4,3146/litro.
Fonte: Conseleite/PR
Governo renova subsídio de R$ 2,12 para o diesel
Subvenção ganha prorrogação de 30 dias em razão da volatilidade no exterior
Brasília – O governo federal informou ontem que renovará por mais um mês a subvenção de R$ 2,12 por litro para o óleo diesel. A medida é formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.
A renovação já havia sido sinalizada mais cedo pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ao ser questionado sobre o tema, ele disse que o governo ainda discute os detalhes das medidas. Em nota, além de informar que a iniciativa será renovada por 30 dias, o Ministério do Planejamento e Orçamento detalhou que poderá haver nova prorrogação conforme a evolução dos preços no mercado internacional de combustíveis.
“A gente vai tratar dessa questão da renovação da subvenção do diesel. Temos reuniões marcadas e faremos anúncios”, declarou o ministro. De acordo com o governo, o impacto fiscal da prorrogação será compensado por receitas extraordinárias provenientes do petróleo, preservando a neutralidade fiscal.
A iniciativa do governo está prevista na Medida Provisória número 1.391, de 11 de setembro de 2026, que autorizou a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel enquanto persistirem as instabilidades no mercado internacional de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos como a guerra entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio. A legislação federal tem como objetivo reduzir os efeitos da volatilidade do mercado internacional sobre o preço do diesel no país.
Fonte: Correio do Povo
Jogo Rápido
Fim da escala 6×1: sua empresa está preparada?
Entenda os possíveis impactos na jornada, nos custos e na operação, além dos pontos que exigem atenção no planejamento das empresas. Clique aqui para ver o conteúdo na íntegra. Fonte: Sindilat/RS com informações do escritório Andrade Maia