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14/10/2026

Porto Alegre, 14 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.034


Demandas do setor do leite serão encaminhadas aos governos eleitos

Os governos eleitos em todas as esferas receberão minuta com as demandas do setor leiteiro. A pauta única está em construção no Milk Summit Mercosul 2026, evento iniciado nesta manhã (14/10), em Ijuí (RS), que reúne produtores, indústrias, cooperativas, entidades e lideranças de todo o país. O propósito é impulsionar um dos principais setores da economia gaúcha, com foco em políticas públicas que fortaleçam a atividade e ampliem a competitividade.

A redação do documento segue nesta quinta-feira (15/10) acompanhando o segundo dia do evento. “Chegamos nesta segunda edição com o desafio de provocar os governos para que olhem mais a fundo para o setor leiteiro, esse que é um dos pilares da economia gaúcha e tem demandas urgentes para seguir vivo e crescendo”, assinalou o coordenador do evento, Darlan Palharini.  

Para uma plateia de mais de 700 pessoas que acompanhou a abertura do evento, Palharini lembrou que os governos federal e estadual têm responsabilidades fundamentais na formulação e na execução de políticas públicas para o setor. “É evidente que precisamos de políticas estruturantes, que garantam competitividade, segurança e perspectivas de longo prazo para a produção leiteira”. Um trabalho que pode ser feito, garante ele, em conjunto com os municípios. “Conhecem a realidade dos seus produtores, suas dificuldades e suas potencialidades. E, a partir desse conhecimento, podem desenvolver programas, estabelecer parcerias, oferecer assistência e criar iniciativas que façam a diferença”, afirmou o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Compromisso compartilhado com o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin, que participou da abertura do evento. “O agro é um dos pilares da nossa economia. Que daqui saiam diretrizes e documentos para cobrar dos municípios, do Estado e da União”, defendeu direto do Palco das Etnias da Expofest, Parque de Exposições Wanderley Burmann.  

Na avaliação do vice-presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, no aspecto da competitividade a pauta deve trazer a necessidade de investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, infraestrutura, inovação e sanidade animal de olho no mercado internacional. “O Rio Grande do Sul tem condições de ampliar sua participação no mercado nacional e externo de lácteos, e precisamos trabalhar para que esse potencial se transforme em resultados”, afirmou o também representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).  

Citando recentes levantamentos da Emater/RS que indicam a saída de produtores da atividade leiteira e o que avalia suas motivações, Claudinei Baldissera, enfatizou a necessidade de que as políticas públicas sejam integradas e vislumbrem a fixação na produção.

Em termos de políticas do governo RS, citou iniciativas relacionadas à irrigação e à recuperação dos solos, além da importância da extensão rural e da sucessão familiar. “A atuação conjunta entre municípios, governos estadual e federal, pesquisa e assistência técnica é essencial para enfrentar os desafios e criar condições para que os jovens encontrem oportunidades na atividade leiteira”, destacou.  

Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Milton Bernardes informou que há disposição para dialogar sobre o futuro do Programa Mais Leite Saudável, descontinuado pelas mudanças da Reforma Tributária, com efeito nos aportes no campo. Ele destacou que a União iniciou articulações para construir uma nova política nacional voltada ao setor leiteiro, reunindo entidades representativas, confederações, Embrapa Gado de Leite e representantes dos estados. “Que a gente consiga construir políticas para estancar essa redução de produtores no campo além de recuperar os patamares superiores de produção no RS”, afirmou.

Já o secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Alexandre Scheifler, defendeu investimentos e o fortalecimento de programas como o Pronaf e o Bônus Mais Leite. Segundo o representante do Executivo gaúcho, essas iniciativas criam condições para investir nas propriedades e melhorar a eficiência produtiva. O secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, por sua vez, chamou a atenção para os desafios comerciais, incluindo impactos para o leite devido ao Acordo do Mercosul. Ele defendeu políticas de proteção ao produtor e o fortalecimento da presença dos lácteos gaúchos nos mercados.

“Um dos grandes desafios é transformar o leite em um ativo de exportação”, afirmou Madalena. Para ele, ampliar a participação comercial exige investimentos em tecnologia, atenção à sanidade e condições para manter as famílias na atividade.

Arena da Inovação

A inovação também integra a programação desta edição, com a Arena Láctea de Inovação, realizada em parceria com o Sebrae. O espaço aproxima startups, empresas, cooperativas e produtores, apresentando soluções tecnológicas voltadas aos desafios da cadeia leiteira. Milton Pereira, da Regional Noroeste do Sebrae/RS, destacou que a iniciativa busca conectar negócios inovadores às necessidades reais da produção. “A proposta é ampliar o acesso a tecnologias que possam ser aplicadas no campo e na indústria, contribuindo para a eficiência e a competitividade do setor”.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Ike Fabrin


 
Pecuária familiar preserva o Bioma Pampa e gera renda a milhares de famílias no Estado, diz Emater/RS

Nesta quarta-feira (14) é o Dia Nacional da Pecuária. No Rio Grande do Sul a pecuária familiar desempenha um papel estratégico ao combinar geração de renda, preservação ambiental e permanência das famílias no campo. Presente em diferentes atividades, como bovinocultura de corte e leite, ovinocultura, avicultura e suinocultura, o segmento é uma das principais bases econômicas de diversas regiões rurais do Estado.

"A pecuária, quando associada ao manejo sustentável dos campos nativos, é uma importante aliada da conservação do Bioma Pampa. O pastejo adequado contribui para a manutenção da vegetação campestre, da biodiversidade e dos processos ecológicos desses ambientes. Valorizar a pecuária familiar é também reconhecer o papel fundamental dos produtores rurais na conservação dos campos nativos, conciliando produção de alimentos, geração de renda e conservação ambiental", destaca Thais Michel, médica-veterinária e coordenadora de Projetos Ambientais da Emater/RS-Ascar.

Nas regiões da Campanha, Zona Sul, Campos de Cima da Serra, Depressão Central e Fronteira Oeste, a atividade se destaca pelo manejo extensivo dos animais e pela utilização sustentável dos campos nativos. Esse modelo produtivo contribui diretamente para a conservação do Bioma Pampa, um dos ecossistemas mais característicos do território gaúcho.

Reconhecendo a relevância social, econômica e ecológica do setor, a Emater/RS-Ascar tem a pecuária familiar como um de seus focos de atuação. Em parceria com universidades e instituições do setor, a Entidade promove ações voltadas à qualificação dos sistemas produtivos, ao manejo sustentável dos rebanhos e à melhoria da infraestrutura das propriedades. Entre as iniciativas estão orientações sobre reprodução animal, manejo de campo nativo, valorização da produção leiteira e fortalecimento da ovinocultura.

Além da assistência técnica, a Instituição participa da organização de eventos, feiras e exposições agropecuárias e auxilia produtores na elaboração de projetos de crédito rural por meio de programas de apoio aos pequenos estabelecimentos rurais.

Entre as demandas mais frequentes dos produtores estão o acesso a tecnologias adequadas à realidade das pequenas propriedades, o controle de doenças parasitárias e a busca por novas alternativas de alimentação para os rebanhos. Questões relacionadas à saúde, transporte e fornecimento de energia elétrica também impactam a qualidade de vida das famílias rurais.

Para especialistas e produtores, o fortalecimento da pecuária familiar representa mais do que uma atividade econômica. Trata-se de um modelo que une conservação ambiental, produção de alimentos, geração de renda e desenvolvimento sustentável para o meio rural gaúcho.

Fonte: Emater/RS-Ascar

 
 
Tetra Pak apresenta três formas de impulsionar a produção de requeijão

Em um mercado de lácteos cada vez mais diversificado e competitivo, a indústria tem investido em tecnologia para aumentar a eficiência sem abrir mão da qualidade. No caso do requeijão, presente no dia a dia dos brasileiros, o desafio dos fabricantes é encontrar uma forma de acelerar o ritmo da produção sem aumentar os custos operacionais ou perder o padrão de qualidade esperado para o produto.

Para apoiar o setor, a Tetra Pak oferece soluções que contribuem para dar mais agilidade e flexibilidade às fábricas. Diante de demandas de consumo tão variadas, a multinacional destaca três pilares fundamentais para otimizar essa operação: eficiência, flexibilidade e qualidade do produto.

“Além de aumentar a capacidade produtiva, os fabricantes precisam avaliar onde estão as oportunidades de ganho durante o processo. Nosso papel é combinar equipamentos de ponta com processos que podem fazer diferença tanto no aproveitamento de ingredientes quanto no tempo de processamento e na qualidade do produto”, comenta Ana Paula Forti, Diretora da área de Processamento da Tetra Pak Brasil.

1. Produza mais em menos tempo com eficiência.

Para acompanhar as demandas do mercado, a indústria precisa encontrar maneiras de aumentar a produtividade sem elevar os custos da operação. A simplificação do fluxo de ingredientes, a redução de etapas e o melhor aproveitamento de recursos são alguns dos caminhos para tornar a produção mais rápida e econômica.

Entre as tecnologias que podem contribuir para esse objetivo está o Tetra Pak® High Shear Mixer. Esse equipamento centraliza todo o processo, e trituração, fusão, homogeneização e desaeração são realizados em uma única etapa. 

Ao concentrar a operação, o fabricante pode trabalhar com capacidades de bateladas maiores em um menor tempo, simplificando o fluxo de produção e aumentando a capacidade da linha. “O alto desempenho mecânico desse equipamento permite atingir a textura desejada utilizando até 20% menos ingredientes modificadores de textura, como gomas”, relata a Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

2. Mais flexibilidade para atender diferentes demandas

A capacidade de adaptar a produção é outro fator importante para a indústria de requeijão. Linhas de produção flexíveis permitem trabalhar com diferentes tipos de produtos, ajudando os fabricantes a desenvolverem novos produtos e liderarem a inovação em um mercado tão competitivo, reduzindo a necessidade de novos investimentos em tecnologias complementares.

Nesse contexto, a Tetra Pak oferece soluções que permitem ajustar diferentes parâmetros do processo de acordo com a formulação e as características desejadas para o produto. A tecnologia embarcada no Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta um programa de receitas automáticas que possibilita ajustes finos de processo para atender as características de cada tipo de produto. Esse recurso permite a produção de requeijão tradicional, requeijão culinário, queijos cremosos e processados com a mesma tecnologia, além de garantir as características de textura, cremosidade, consistência e melhoria em rendimento.

3. Padrão e consistência em cada batelada

Para manter a qualidade do requeijão batelada após batelada, o controle rigoroso sobre as diferentes etapas do processo é essencial. Fatores como umidade, pH e tipo de coagulação da massa podem influenciar diretamente na textura, no sabor e na aparência. A redução do número de bateladas gera menor variabilidade no produto, garantindo uma melhor padronização ao longo de todo o processo até o consumidor final.

O Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta uma unidade turbo que pode operar com baixo ou alto cisalhamento, uma tecnologia patenteada que traz flexibilidade e versatilidade para o desenvolvimento de produtos.

A malha cisalhadora para cima permite uma maior intensidade e turbulência da mistura para melhor dispersão dos ingredientes; por sua vez, a malha cisalhadora para baixo permite uma homogeneização mais fina, lisa e uniforme. Esse controle contribui para um produto mais estável e para um requeijão padronizado.

“Mais do que aumentar a capacidade produtiva, é importante olhar para o processo como um todo e entender onde a tecnologia pode gerar ganhos. 

Quando eficiência, flexibilidade e controle de qualidade são considerados em conjunto, o fabricante consegue aproveitar melhor a estrutura disponível e responder às demandas do mercado com mais consistência, além de ter uma gestão otimizada da mão de obra, uma vez que a rotatividade de pessoas é cada vez maior dentro das indústrias”, conclui Ana Paula Forti.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Tetra Pak.

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda
Cepea, 13/10/2026 – As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar frente ao Real e da retração de compradores. Segundo o Cepea, a queda nos preços internacionais (o que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas. Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo. O Centro de Pesquisas destaca que parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis. Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)