Porto Alegre, 15 de setembro de 2026 Ano 20 - N° 5.014
Novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está em vigor
Produtores de bovinos e búfalos do Rio Grande do Sul têm um novo compromisso com a sanidade animal, proposto pelas cadeias produtivas da pecuária de corte e pecuária de leite, e que já está valendo em 2026.
O novo modelo de contribuição ao Fundesa-RS já está vigorando desde o começo do ano, mas a partir de segunda-feira (14) será o início do pagamento da nova modalidade. “É a primeira vez que o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS amplia a base de arrecadação em mais de 20 anos, mesmo com o aumento dos desafios sanitários no mundo com o passar do tempo”, afirma o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.
Antes a contribuição dos produtores ocorria somente no momento do abate e, agora deve ser realizada uma vez ao ano, com base no saldo existente após a Declaração Anual de Rebanho. “O animal passava dois anos ou mais na propriedade e só contribuía uma vez, mesmo exercendo pressão sanitária nas fazendas durante o tempo de sua permanência.”
A medida foi definida pelo Conselho Deliberativo do Fundesa ainda em 2021, logo após a certificação de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, mas só foi implementada no final do ano passado por conta de trâmites relacionados às ferramentas de parceria do Fundesa com o Governo do Estado.
A medida visa custear o seguro pecuário do rebanho gaúcho contra a febre aftosa, bem como outras medidas relacionadas à doença. Os valores arrecadados com a nova contribuição ficarão em uma conta específica para bovídeos. Agora, o produtor pagará R$ 1,33 por animal, uma vez ao ano, valor inferior ao custo que existia com a vacinação e custos com a movimentação de animais e perdas durante o período da imunização.
Na prática, a alteração reorganiza as obrigações dos criadores de corte e leite, estabelecendo uma taxa anual fixa por animal. Para os produtores de leite, o modelo soma-se à contribuição sobre o volume entregue ao laticínio, que continua assegurando indenizações para brucelose e tuberculose. Já o recolhimento sobre o abate de animais segue sendo realizado pelos frigoríficos.
Prazos
A partir do dia 14 de setembro, os criadores com cadastro atualizado na Secretaria da Agricultura começarão a receber por e-mail o link direto para a emissão do boleto. Para os produtores que não receberem a mensagem digital, a guia poderá ser emitida de forma simples diretamente no portal fundesa.com.br, bastando clicar no banner específico e informar o CPF ou CNPJ da propriedade. Neste ano, em decorrência da prorrogação da declaração anual de rebanho, o prazo final para a quitação sem incidência de juros ou multa foi fixado em 30 de outubro.
Após o vencimento, incidirá multa de 2% e juros de 4% ao mês. “É importante lembrar que o não pagamento não impede a movimentação de animais nas propriedades, entretanto, o produtor que estiver inadimplente não estará coberto pelo seguro pecuário.”
GDT - Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade / Adaptado pelo Sindilat/RS
IBGE: Aquisição de leite tem acréscimo de 1,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior
A aquisição de leite cru, no 2° trimestre de 2026, foi de 6,61 bilhões de litros, alta de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e redução de -2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.


Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS
No 2º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru foi de 6,61 bilhões de litros, equivalente a um acréscimo de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e uma redução de –2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de abril, maio e junho de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando os respectivos meses de todos os segundos trimestres.
Maio foi o mês de maior captação, com mais de 2,23 bilhões de litros.
O preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,70, uma recuperação expressiva da baixa do preço verificada nos trimestres anteriores. O preço foi 1,5% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior, porém, em comparação ao preço médio do 1º trimestre de 2026, houve crescimento de 20,5%.
No comparativo do 2º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 64,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.
Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+49,61 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+44,28 milhões de litros) e Santa Catarina (+17,92 milhões de litros). As principais quedas ocorreram em: Goiás (-38,11 milhões de litros), Rondônia (-11,57 milhões de litros) e Tocantins (-9,63 milhões de litros).
Minas Gerais liderou o ranking de aquisição de leite, com 23,8% da captação nacional, seguido por Paraná (16,2%) e Rio Grande do Sul (13,1%).
Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat/RS
Jogo Rápido
SOJA/CEPEA: Chuvas favorecem semeadura e sustentam preços no Brasil
Cepea, 14/09/2026 – O cultivo da safra 2026/27 de soja já começou no Brasil, favorecido pelas recentes chuvas. Segundo o Cepea, o ritmo deve se intensificar assim que as precipitações diminuírem, já que produtores pretendem aproveitar as boas condições climáticas para antecipar as atividades de campo e, assim, tentar minimizar os possíveis efeitos do El Niño na safra 2026/27. Segundo pesquisadores do Cepea, com a atenção de agentes voltada às condições climáticas, os vendedores estão retraídos das negociações envolvendo grandes volumes, reduzindo a liquidez e elevando os preços no mercado spot nacional na primeira dezena deste mês. Os preços do farelo de soja também seguem em alta no Brasil, impulsionados pela maior disputa entre compradores brasileiros e internacionais. De acordo com o Cepea, consumidores domésticos mostram necessidade de repor os estoques, enquanto a demanda global segue agressiva. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)