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13/08/2026

Porto Alegre, 13 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.692


Leite no pós-treino ajuda a prolongar a saciedade? Entenda

Pesquisa publicada na revista Nutrients reforça evidências de que o alimento é um aliado da saúde muscular, graças a sua rica composição nutricional

Rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e potássio, o leite já é conhecido como um aliado da recuperação muscular. Agora, um estudo publicado na revista científica Nutrients sugere que o alimento também pode aumentar a sensação de saciedade e reduzir a ingestão de calorias na refeição seguinte.

A revisão com meta-análise reuniu resultados de 82 pesquisas, metodologia considerada uma das mais robustas para avaliar o conjunto das evidências científicas disponíveis. Embora haja limitações — como diferenças entre os estudos, no perfil dos participantes, no volume das bebidas utilizadas e em protocolos de exercícios adotados —, a composição do leite ajuda a explicar mecanismos potencialmente envolvidos no controle do apetite.

Como o leite atua na saciedade
Uma das hipóteses envolve a combinação exclusiva de proteínas, com destaque para o soro do leite e a caseína. “O soro do leite é rapidamente digerido e absorvido, promovendo aumento das concentrações de aminoácidos, moléculas orgânicas que formam proteínas, circulantes”, explica o endocrinologista Carlos Minanni, do Einstein Hospital Israelita. Esse processo parece estimular a secreção de hormônios relacionados à saciedade, sobretudo GLP-1 e PYY, além de contribuir para a redução da grelina, hormônio associado à fome. Já a caseína é de digestão lenta, fator que prolonga a sensação de plenitude.

Benefícios para a recuperação muscular
Se os efeitos sobre o controle do peso ainda dependem de mais investigações, os benefícios do leite para a recuperação muscular contam com evidências mais consolidadas. Além de proteínas de alto valor biológico, oferece água, sais minerais, entre outros nutrientes importantes para a saúde muscular.Há trabalhos demonstrando que beber leite depois da atividade física ajuda na síntese proteica muscular, auxilia na reposição dos estoques de glicogênio (reserva energética) e contribui para a reidratação. “Também pode atenuar perdas no desempenho em sessões subsequentes de treinamento,” destaca o nutricionista Guilherme de Freitas Miranda, do Einstein.

Sais minerais, como sódio, potássio, cálcio e fósforo, participam da reposição hídrica e de processos metabólicos relacionados à saúde musculoesquelética. O cálcio, em especial, é reconhecido pela atuação na mineralização dos ossos, contribuindo para fortalecer o esqueleto. “Mais do que a presença isolada de nutrientes específicos, a literatura científica tem destacado a importância da chamada matriz láctea, conceito que considera a interação entre eles”, revela Miranda.

Leite e a crença inflamatória

Apesar das evidências favoráveis, o leite ainda é excluído do cardápio de muitas pessoas pela crença de que seria um alimento inflamatório. “Do ponto de vista fisiopatológico, não existem mecanismos que sustentem a indução de inflamação sistêmica pelo consumo da bebida em indivíduos saudáveis”, afirma o nutricionista. Segundo ele, revisões de estudos e meta-análises já publicadas não relacionam o consumo habitual de lácteos ao aumento de marcadores inflamatórios.

Exceto em casos de intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite — condições que devem ser diagnosticadas por meio de avaliação médica e, quando indicados, exames complementares — , os laticínios podem fazer parte da alimentação cotidiana. “Bebidas lácteas podem representar uma estratégia interessante dentro de um padrão alimentar equilibrado”, afirma Minanni.

O endocrinologista ressalta, porém, que o controle do peso corporal não depende de um único alimento, mas de um conjunto de fatores, como contexto geral da dieta, prática regular de atividade física, qualidade do sono e outros hábitos de vida. (Correio do Povo)


Divisas com a exportação uruguaia de lácteos cresceram 6%

Ultrapassaram a barreira de US$ 500 milhões.

No decorrer de 2026 o faturamento com exportações de produtos lácteos, pelo Uruguai, foi 6% superior ao registrado de janeiro a julho de 2025, totalizando US$ 539 milhões, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).

Considerando os quatro produtos principais, aumentou o faturamento com a exportações de leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga. Mas houve queda na remessa de queijos.

Em volume, houve crescimento nos embarques de leite em pó integral e manteiga, enquanto caíram as vendas de leite em pó desnatado e queijos.

Os dados da análise do Inale

O faturamento gerado pelas exportações uruguaias de lácteos é uma referência de grande importância – e não apenas para a agroindústria de laticínios -, visto que em 2025, esse segmento ficou no quarto lugar no ranking dos produtos exportados pelo Uruguai, atrás da carne bovina, celulose e soja.

Valores e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +11%; US$ 366 milhões

- Leite em pó desnatado: +4%; US$ 33 milhões

- Queijos: -1%; US$ 50 milhões

- Manteiga: +1%; US$ 42 milhões

Volumes e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +21%; 99.709 toneladas

- Leite em pó desnatado: -1%; 9.834 toneladas

- Queijos: -3%; 9.928 toneladas

- Manteiga: +17%; 7.425 toneladas

Preços e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: -8%; US$ 3.797/tonelada

- Leite em pó desnatado: +5%; US$ 3.478/tonelada

- Queijos: +1%; US$ 5.149/tonelada

- Manteiga: -13%; US$5.386/tonelada

Os preços de julho de 2026, comparados com os de dezembro de 2025, tiveram as seguintes variações:

- Leite em pó integral: +26%

- Leite em pó desnatado: -10%

- Queijos: +1%

- Manteiga: -21%

Principais países importadores: Brasil e Argélia

Concluídos os dois trimestres iniciais de 2026, sempre com base na análise do Inale, tiveram dois mercados liderando de janeiro a junho (em valores).

De janeiro a março o Brasil foi o líder com participação de 32%, seguido por: Argélia (29%); México (4%); Arábia Saudita (4%) e Mauritânia (3%).

No período seguinte, abril a junho, o Brasil liderou com 31%, seguido por: Argélia (29%); Egito (4%); México (4%); e Nigéria (4%).

Fonte: El Observador  Tradução livre: Terra Viva

 
 

A indústria de laticínios argentina concorda com uma agenda comum para melhorar sua competitividade.

Durante o 6º Seminário Internacional de Laticínios, realizado em Rafaela, representantes da produção, da indústria e do setor público concordaram em criar um espaço de trabalho permanente para promover propostas que fortaleçam a competitividade e o desenvolvimento da cadeia de valor do leite.

A cadeia de laticínios argentina deu um passo rumo a uma maior coordenação institucional durante o  6º Seminário Internacional de Laticínios (SIL) , realizado em Rafaela, onde representantes da produção, da indústria e de órgãos públicos concordaram com a criação de um espaço permanente de diálogo para promover políticas e ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do setor.
O encontro, organizado pela  Sociedade Rural de Rafaela , reuniu autoridades nacionais e provinciais, líderes agrícolas, representantes da indústria e produtores para analisar a situação atual da atividade e definir uma agenda de trabalho comum.

Uma estrutura permanente para toda a cadeia.
Um dos principais resultados do seminário foi o compromisso de institucionalizar um grupo de trabalho composto por todos os elos da cadeia de produção de laticínios.

A primeira reunião desse grupo estava agendada para o final de agosto, novamente em Rafaela, com o objetivo de avançar com as propostas acordadas para o desenvolvimento do setor.

Representantes do governo nacional, de Santa Fé, Córdoba e Entre Ríos participaram do painel institucional, juntamente com líderes das  Confederações Rurais Argentinas (CRA) , do  Centro da Indústria Láctea (CIL) ,  da APYMEL ,  da Adecoagro ,  do Grupo Gloria  e da  Mesa Redonda dos Produtores de Leite de Santa Fé (MEPROLSAFE) .

Competitividade e previsibilidade
Os participantes concordaram que a coordenação entre produção, indústria e Estado será fundamental para melhorar a competitividade da indústria de laticínios argentina e gerar condições que favoreçam o investimento.

Entre os principais tópicos analisados ​​estavam a produção primária, a industrialização, as condições de mercado, a incorporação de tecnologia e as oportunidades de crescimento de uma atividade estratégica para as economias regionais.

Do diálogo às propostas
Embora os diversos intervenientes já mantivessem mecanismos de intercâmbio, o acordo alcançado durante a SIL procura transformar esse diálogo num mecanismo institucional de trabalho permanente.

O objetivo será desenvolver propostas conjuntas e chegar a um consenso sobre iniciativas de médio e longo prazo que contribuam para o fortalecimento de toda a cadeia.

A CRA   destacou a importância de consolidar esses tipos de espaços para promover políticas que melhorem a competitividade e aproveitem as oportunidades oferecidas pelo mercado internacional para os produtos lácteos argentinos .

O desafio de transformar acordos em ações.
Os representantes da cadeia de suprimentos concordaram que o principal desafio será traduzir o consenso alcançado em medidas concretas que promovam a produção, o investimento, a inovação tecnológica e o crescimento sustentável da indústria de laticínios argentina.

A criação de uma agenda comum marca o início de uma nova etapa de trabalho conjunto, com o objetivo de construir uma cadeia mais integrada e competitiva, preparada para responder às demandas do mercado.

Fonte:  El Litoral


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)