Porto Alegre, 01º de julho de 2026 Ano 20 - N° 4.661
Sindilat celebra 57 anos fortalecendo a cadeia láctea gaúcha e construindo o futuro do setor
No dia 1º de julho, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) celebra 57 anos de atuação em defesa da indústria láctea gaúcha. Fundada em 1969, a entidade consolidou-se como uma das principais representantes do agronegócio estadual, reunindo atualmente 23 empresas associadas responsáveis por mais de 90% do leite industrializado no Rio Grande do Sul. Ao longo de mais de cinco décadas, acompanhou as transformações do setor produtivo, participando de importantes conquistas e ampliando sua atuação em áreas estratégicas como tributação, sanidade, inovação, sustentabilidade, mercado e qualificação dos produtores.
A trajetória do Sindilat/RS começou em um momento desafiador para a indústria de laticínios com o objetivo de defender os interesses do setor diante do rígido tabelamento do leite existente na época. Desde então, tornou-se protagonista em discussões que ajudaram a moldar o desenvolvimento da cadeia láctea gaúcha. Hoje, a atividade leiteira está presente em 493 dos 497 municípios gaúchos, gera mais de 62 mil empregos e garante renda para cerca de 220 mil pessoas, demonstrando sua relevância econômica e social para o Estado.
Entre os marcos históricos estão a participação nas articulações que culminaram no fim do tabelamento do leite em 1997, a busca permanente por isonomia tributária, a criação e fortalecimento de instrumentos como o Fundoleite e o Conseleite, além da atuação junto aos governos estadual e federal para ampliar a competitividade das empresas gaúchas. A entidade também promoveu missões internacionais, aproximando a indústria local de referências mundiais em tecnologia, inovação e gestão, e contribuiu para a abertura de novos mercados para os produtos lácteos brasileiros.
Nos últimos anos, o Sindilat/RS ampliou sua atuação para além das pautas tradicionais da indústria. Projetos voltados à sustentabilidade, à educação alimentar e à valorização da produção leiteira passaram a integrar a agenda da entidade. Entre as iniciativas estão o Milk Summit, principal fórum de debates da cadeia láctea sul brasileira; o Prêmio Sindilat de Jornalismo; o projeto RS Carbon Free; o Prêmio Referência Leiteira; o programa educacional Na Fazenda Doce de Leite; e o concurso cultural Arte na Caixinha.
As ações reforçam o compromisso do sindicato em aproximar a sociedade da realidade da produção leiteira e construir soluções para os desafios futuros da atividade. Conforme o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, esta missão faz parte da história da entidade, resultado da união entre indústria, produtores, entidades parceiras e poder público. "Chegar aos 57 anos representando a maior parte da indústria láctea gaúcha é motivo de orgulho e também de responsabilidade. O Sindilat/RS foi construído por lideranças que compreenderam a importância da união do setor para superar desafios e criar oportunidades. Seguimos trabalhando para garantir competitividade, sustentabilidade e perspectivas de crescimento para toda a cadeia produtiva do leite", afirma.
Portella ressalta que o momento exige adaptação constante diante das mudanças de mercado, das exigências ambientais e das transformações no perfil do consumidor. "O leite continua sendo um dos alimentos mais completos e importantes para a população. Nosso desafio é fortalecer essa imagem, abrir novos mercados e criar condições para que a indústria e os produtores permaneçam gerando desenvolvimento e renda para o Rio Grande do Sul", salienta.
Para o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a entidade mantém sua relevância justamente por conseguir preservar seu legado sem perder a capacidade de se reinventar. "Ao longo desses 57 anos, o Sindilat/RS participou diretamente de algumas das principais conquistas da cadeia láctea gaúcha. Mas tão importante quanto olhar para a história é manter o foco no futuro. Hoje trabalhamos temas como inovação, sustentabilidade, qualidade, consumo e competitividade, sempre buscando construir soluções coletivas para o setor", assinala.
Segundo Palharini, a força da entidade está na capacidade de reunir diferentes elos da cadeia em torno de objetivos comuns. "O Sindilat/RS nasceu para representar a indústria, mas sua atuação beneficia toda a cadeia produtiva. Cada avanço conquistado fortalece produtores, transportadores, empresas, trabalhadores e consumidores. Esse espírito de cooperação continuará sendo a base do nosso trabalho nos próximos anos", projeta. (SINDILAT/RS)
Preço do leite ao produtor apresenta relativa estabilidade em maio, aponta Cepea
De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite pago ao produtor em maio/26 apresentou estabilidade e fechou em R$ 2,6617/litro na “Média Brasil”, com ligeira queda de 0,45% frente ao de abril/26 e 3,8% abaixo do registrado em maio do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/26).
No Sudeste e no Centro-Oeste, os valores do leite se mantiveram em alta em maio, mas, no Sul do Brasil, registraram queda. Isso porque, no Sudeste e Centro-Oeste, a produção ainda está mais limitada em função da sazonalidade e da diminuição do potencial produtivo – pelo fato de muitos produtores terem reduzido investimentos depois das margens apertadas em 2025. Com isso, a concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru seguiu sustentando as negociações nessas bacias leiteiras. Já no Sul do País, o clima favorável, as boas pastagens de inverno e a produção se recuperando rapidamente pressionaram as cotações. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou aumento de 0,07% de abril para maio na Média Brasil, porém, no acumulado do ano, a queda é de 13,7%.
Segundo a pesquisa do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou em maio a primeira queda de 2026, de 1,39% na “Média Brasil”. Apesar do recuo mensal, o COE ainda registra avanço de 1,80% no acumulado deste ano. A elevação em 2026 está atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas. A expectativa para junho ainda é de comportamento desigual entre as bacias leiteiras. É possível que o Sul continue registrando quedas, mas que Sudeste e Centro-Oeste mantenham tendência altista rumo à estabilidade.
Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de maio/2026)
Fonte: Cepea-Esalq/USP.
As informações são do Cepea.
RS lança painel de dados fiscais que aponta lacunas de produção e oportunidades para investir no Estado
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), lançou nesta terça-feira (30), na sede da pasta, uma versão ampliada do Radar do Mercado da Receita Estadual, um painel interativo que, de maneira inédita no país, utiliza a base de dados da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produzir e publicar indicadores econômicos estratégicos da indústria para empresas, investidores e gestores públicos. O objetivo da ferramenta é oferecer dados confiáveis para basear as tomadas de decisão do setor industrial, ampliando o ganho de competitividade da produção gaúcha.
A ferramenta,que terá atualização mensal, passa a oferecer uma visualização de forma detalhada do perfil de vendas da indústria gaúcha, além de mapear as origens de todos os produtos comprados no Estado. No painel, é possível identificar a origem dos produtos demandados pelo mercado gaúcho e o destino da produção da indústria gaúcha (discriminado por unidade da federação e país), além dos mercados consumidores e os principais concorrentes de cada setor produtivo.
Um dos principais diferenciais da ferramenta é mapeamento das carências de atendimento da demanda estadual por meio da produção local. O painel identificará os produtos com maior demanda interna no Estado e baixa produção local, que acabam sendo adquiridos em larga escala de fornecedores de outros estados ou do exterior. Esses itens serão classificados por níveis de dependência externa, o que vai facilitar a identificação de setores com potencial para expansão de investimentos, substituição de importações e fortalecimento das cadeias produtivas gaúchas.
O Radar do Mercado da Receita Estadual também mostrará quem são os consumidores e os concorrentes das indústrias gaúchas, com uma visão abrangente da dinâmica econômica estadual no mercado nacional. No mercado interno, a ferramenta vai mapear o marketshare (composição de mercado) dos produtos associados a cada setor industrial do Rio Grande do Sul. Para cada produto, o painel identifica sua origem, diferenciando entre produção local, compras de outros estados e importações.
“Com a ampliação dessa ferramenta, a Receita Estadual dá um salto importante na forma como utiliza os dados fiscais, abrindo um novo horizonte de atuação ao transformar essas informações em conhecimento com valor público para a sociedade. Estamos disponibilizando uma plataforma inovadora, baseada em dados censitários e permanentemente atualizados, com potencial para apoiar tanto a tomada de decisões empresariais quanto a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico”, destacou o subsecretário-adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.
Para Michel Camara, chefe da Seção de Análises Econômico-Fiscais da Receita Estadual, trata-se da primeira plataforma de inteligência de mercado do Rio Grande do Sul desenvolvida a partir de dados censitários, reunindo a totalidade das operações fiscais registradas no Estado. “O novo Radar do Mercado disponibiliza um amplo conjunto de informações estratégicas para a sociedade, especialmente para o setor produtivo. A ferramenta permite identificar oportunidades de negócios, orientar investimentos, explorar novos mercados e compreender, com elevado grau de detalhamento, a dinâmica econômica do Estado”, afirmou.
Na avaliação do economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Giovani Baggio, o novo painel tem potencial para transformar a forma como empresas e gestores públicos analisam o mercado. “A Receita Estadual já desenvolve, há algum tempo, um trabalho de excelência ao converter dados fiscais em informações acessíveis e relevantes para o desenvolvimento econômico. O painel lançado agora representa um avanço ainda maior, ao reunir, em uma única plataforma, informações detalhadas sobre clientes, fornecedores, fluxos comerciais e oportunidades de mercado, oferecendo uma base qualificada para a tomada de decisões”, ressaltou.
Outros boletins e painéis
O Radar do Mercado da Receita Estadual se junta a outros produtos já desenvolvidos pela Sefaz-RS, por meio do programa Desenvolve RS, a partir do arcabouço de dados fiscais. Entre elas está o Boletim Econômico-Tributário, divulgado mensalmente e voltado ao acompanhamento dos indicadores de vendas da indústria gaúcha. Também é publicado o Boletim de Comércio Exterior, que oferece uma visão detalhada do desempenho das exportações do setor industrial do Estado.
Outro destaque é o Boletim de Preços Dinâmicos, que monitora os preços dos 80 alimentos mais consumidos pelos gaúchos. Divulgado mensalmente, a publicação é feita com base nas Notas Fiscais do Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas nas operações do varejo e atacado. Dentro desse boletim, também é divulgado o índice de inflação dos alimentos por faixa de renda e região do Estado. A iniciativa conta com um painel de atualização diária dos preços.
Outro produto é a Revista RS360, publicação que reúne indicadores de vendas, compras, investimentos e valor adicionado dos setores de varejo, atacado e indústria, com detalhamento por segmento econômico. Os indicadores da revista são debatidos mensalmente com representantes do setor produtivo em lives transmitidas no canal da Sefaz-RS no YouTube.
Com periocidade trimestral, também é publicado o Boletim de Volume de Vendas da Indústria, conteúdo que traz análises detalhadas sobre o volume de vendas (visão quantitativa) e o desempenho da indústria de transformação do Rio Grande do Sul. Os relatórios apresentam indicadores de variação trimestral e acumulada, além de avaliações setoriais e de mercado interno, interestadual e externo. (FAZENDA RS)
Jogo Rápido
Curiosidade: dieta do jogador Haaland inclui leite para manter alto rendimento
Autor do gol da vitória da Noruega que classificou o time como o próximo adversário do Brasil, Erling Haaland é um dos grandes destaques na Copa do Mundo até o momento. Porém, o atacante também chama atenção fora do campo. O jogador de 25 anos é amplamente conhecido pela dieta que segue diariamente. O camisa 9 da Noruega consome cerca de 6 mil calorias por dia, em um cardápio que inclui leite, fígado e coração bovino para manter o condicionamento físico. Os alimentos fazem parte de uma estratégia nutricional voltada para fornecer grande quantidade de proteínas, vitaminas e minerais. Segundo o jogador, a prioridade é consumir produtos de alta qualidade e, sempre que possível, de origem local, em vez de alimentos ultraprocessados. Haaland já defendeu publicamente esse estilo de alimentação, afirmando que é preciso diferenciar produtos industrializados dos provenientes de produtores locais. O atacante acredita que essa escolha faz diferença para a saúde e para o rendimento esportivo. Os hábitos fazem parte da rotina mostrada no documentário Haaland: A Grande Decisão, no qual o atacante revela detalhes de sua preparação física. Além do centroavante, a seleção norueguesa também aposta nos lácteos como fonte de proteínas e nutrientes. A comitiva decidiu levar um pedaço de casa para a Copa do Mundo 2026, trazendo 116 kg do queijo marrom brunost, um dos alimentos mais tradicionais do país escandinavo. As informações são do R7, adaptadas pela equipe MilkPoint.