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Sindilat celebra 57 anos fortalecendo a cadeia láctea gaúcha e construindo o futuro do setor

No dia 1º de julho, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) celebra 57 anos de atuação em defesa da indústria láctea gaúcha. Fundada em 1969, a entidade consolidou-se como uma das principais representantes do agronegócio estadual, reunindo atualmente 23 empresas associadas responsáveis por mais de 90% do leite industrializado no Rio Grande do Sul. Ao longo de mais de cinco décadas, acompanhou as transformações do setor produtivo, participando de importantes conquistas e ampliando sua atuação em áreas estratégicas como tributação, sanidade, inovação, sustentabilidade, mercado e qualificação dos produtores.

A trajetória do Sindilat/RS começou em um momento desafiador para a indústria de laticínios com o objetivo de defender os interesses do setor diante do rígido tabelamento do leite existente na época. Desde então, tornou-se protagonista em discussões que ajudaram a moldar o desenvolvimento da cadeia láctea gaúcha. Hoje, a atividade leiteira está presente em 493 dos 497 municípios gaúchos, gera mais de 62 mil empregos e garante renda para cerca de 220 mil pessoas, demonstrando sua relevância econômica e social para o Estado.

Entre os marcos históricos estão a participação nas articulações que culminaram no fim do tabelamento do leite em 1997, a busca permanente por isonomia tributária, a criação e fortalecimento de instrumentos como o Fundoleite e o Conseleite, além da atuação junto aos governos estadual e federal para ampliar a competitividade das empresas gaúchas. A entidade também promoveu missões internacionais, aproximando a indústria local de referências mundiais em tecnologia, inovação e gestão, e contribuiu para a abertura de novos mercados para os produtos lácteos brasileiros.

Nos últimos anos, o Sindilat/RS ampliou sua atuação para além das pautas tradicionais da indústria. Projetos voltados à sustentabilidade, à educação alimentar e à valorização da produção leiteira passaram a integrar a agenda da entidade. Entre as iniciativas estão o Milk Summit, principal fórum de debates da cadeia láctea sul brasileira; o Prêmio Sindilat de Jornalismo; o projeto RS Carbon Free; o Prêmio Referência Leiteira; o programa educacional Na Fazenda Doce de Leite; e o concurso cultural Arte na Caixinha.

As ações reforçam o compromisso do sindicato em aproximar a sociedade da realidade da produção leiteira e construir soluções para os desafios futuros da atividade. Conforme o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, esta missão faz parte da história da entidade, resultado da união entre indústria, produtores, entidades parceiras e poder público. "Chegar aos 57 anos representando a maior parte da indústria láctea gaúcha é motivo de orgulho e também de responsabilidade. O Sindilat/RS foi construído por lideranças que compreenderam a importância da união do setor para superar desafios e criar oportunidades. Seguimos trabalhando para garantir competitividade, sustentabilidade e perspectivas de crescimento para toda a cadeia produtiva do leite", afirma.
Portella ressalta que o momento exige adaptação constante diante das mudanças de mercado, das exigências ambientais e das transformações no perfil do consumidor. "O leite continua sendo um dos alimentos mais completos e importantes para a população. Nosso desafio é fortalecer essa imagem, abrir novos mercados e criar condições para que a indústria e os produtores permaneçam gerando desenvolvimento e renda para o Rio Grande do Sul", salienta.

Para o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a entidade mantém sua relevância justamente por conseguir preservar seu legado sem perder a capacidade de se reinventar. "Ao longo desses 57 anos, o Sindilat/RS participou diretamente de algumas das principais conquistas da cadeia láctea gaúcha. Mas tão importante quanto olhar para a história é manter o foco no futuro. Hoje trabalhamos temas como inovação, sustentabilidade, qualidade, consumo e competitividade, sempre buscando construir soluções coletivas para o setor", assinala.

Segundo Palharini, a força da entidade está na capacidade de reunir diferentes elos da cadeia em torno de objetivos comuns. "O Sindilat/RS nasceu para representar a indústria, mas sua atuação beneficia toda a cadeia produtiva. Cada avanço conquistado fortalece produtores, transportadores, empresas, trabalhadores e consumidores. Esse espírito de cooperação continuará sendo a base do nosso trabalho nos próximos anos", projeta.