Porto Alegre, 28 de maio de 2026 Ano 20 - N° 4.640
Associada do Sindilat, RAR apresenta case de produção de biogás e reaproveitamento de resíduos
A RAR Agro & Indústria apresentou case de sustentabilidade e produção de biogás durante atividade do programa ABC+ RS – Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Governo gaúcho. A empresa, associada ao Sindilat/RS, usa sistemas de tratamento fechado, com reaproveitamento total dos resíduos sólidos e líquidos na produção de biogás, geração de energia térmica renovável e fertirrigação das lavouras.
Segundo Ângelo Serrano, Médico Veterinário e Gerente da Fazenda RAR Alimentos, o projeto demonstra como a integração entre produção leiteira, manejo ambiental e geração de energia pode trazer ganhos econômicos e ambientais. “O reaproveitamento dos resíduos permite transformar passivos em soluções sustentáveis. Hoje conseguimos utilizar a produção de biogás em substituição de diesel, mitigando emissões”, afirmou. Ao todo, a unidade produz cerca de 330 mil metros cúbicos de biogás por ano, substituindo aproximadamente 190 mil litros de diesel anuais, com redução estimada de 270 toneladas de CO2 equivalente. Na propriedade em Vacaria (RS) são criados cerca de 4 mil animais, sendo 1,7 mil em lactação, com produção superior a 50 mil litros de leite por dia.
A atividade foi acompanhada pela gerente de comunicação do Sindilat/RS, Jéssica Aguirres, que destacou a importância de ampliar a divulgação de iniciativas sustentáveis desenvolvidas pelas indústrias lácteas gaúchas. “O setor lácteo do Rio Grande do Sul possui bons exemplos de inovação, eficiência e responsabilidade ambiental. Mostrar essas práticas é importante para aproximar a sociedade da realidade das indústrias e evidenciar o compromisso do segmento com a sustentabilidade”, ressaltou. (Sindilat/RS)
CONSELEITE MINAS GERAIS CONSELHO PARITÁRIO DE PRODUTORES E INDÚSTRIAS DE LEITE DE MINAS GERAIS - RESOLUÇÃO MAIO/2026
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 27 de Maio de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Março/2026 a ser pago em Abril/2026 b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026. c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026.
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.
Estratégia da Italac indica avanço das categorias funcionais e de maior valor agregado no mercado lácteo brasileiro
Italac amplia linha proteica e busca consumidor menos sensível a preço
A Italac ampliou sua estratégia de valor agregado ao reforçar categorias ligadas à proteína, digestibilidade e conveniência, movimento que evidencia uma mudança importante no posicionamento das grandes indústrias lácteas brasileiras diante de um consumidor menos focado apenas em preço.
Ao completar 30 anos, a companhia vem acelerando lançamentos voltados a públicos que buscam funcionalidade, praticidade e percepção de qualidade dentro do consumo diário. A estratégia inclui produtos zero açúcar, zero lactose, itens proteicos e o leite A2, categoria associada à alta digestibilidade.
Segundo Andréia Alvares, gerente de Marketing da Italac, a alimentação saudável deixou de ocupar um espaço restrito e passou a fazer parte do consumo cotidiano. Ao mesmo tempo, a executiva afirma que o consumidor continua valorizando sabor e indulgência, combinação que ajuda a explicar os movimentos recentes da empresa.
Entre os lançamentos apresentados estão o doce de leite zero açúcar, a manteiga zero lactose e novos itens da linha Pro+Play, com 15 gramas de proteína. A companhia também anunciou uma parceria com a The Hershey Company para ampliar sabores da linha protéica, incluindo versões como cacau com cranberry, cookies & cream e café. Um dos sabores aposta no caramelo salgado como forma de atender à demanda por indulgência.
Mais do que ampliar portfólio, o movimento mostra como a proteína vem ganhando espaço como plataforma estratégica dentro do setor lácteo. A lógica deixa de estar concentrada apenas no leite tradicional e avança para produtos capazes de agregar conveniência, diferenciação e maior fidelização do consumidor.
Outro eixo importante da estratégia é a digestibilidade. O leite A2 passou a integrar o portfólio da companhia como alternativa voltada a consumidores com sensibilidade à proteína do leite convencional. Segundo a executiva, trata-se de um produto formulado com uma caseína diferente da tradicional, permitindo digestão mais fácil.
A empresa também lançou um leite proteico em embalagem individual, reforçando a aposta no consumo prático ao longo do dia. O formato acompanha mudanças nos hábitos de compra e alimentação observados pela companhia.
No varejo, a Italac avalia que o avanço do digital e do omnichannel amplia possibilidades comerciais, mas não reduz a relevância do supermercado físico na jornada de consumo. Para a empresa, os canais funcionam de maneira complementar, especialmente em categorias que dependem de experiência de compra, descoberta e exposição de portfólio.
Com cerca de 180 produtos, incluindo itens destinados ao foodservice, e capacidade produtiva aproximada de 7,5 milhões de litros por dia, a Italac sinaliza um reposicionamento voltado a categorias de maior valor agregado. O foco, segundo a executiva, é ampliar a conexão com consumidores considerados mais fiéis e mais atentos à qualidade dos produtos.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por M&C
Jogo Rápido
Renegociação avança mais uma casa
Com apenas um voto contrário, o relatório do senador Renan Calheiros foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), abrindo caminho para o avanço da renegociação do passivo de agricultores. Depois de idas e vindas, com o governo apresentando uma proposta alternativa na tarde de terça-feira, a manifestação de contrariedade do setor produtivo derrubou o que a União considerava como acordo. O texto do relator voltou à mesa e, com o aval dado, busca a votação no plenário – o que deve ocorrer no dia 9 de junho. – É um grande dia, porque não é só a questão do endividamento, é um novo modelo de financiamento, abrimos um novo leque – comemorou Domingos Velho Lopes, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). A entidade havia produzido um texto analisando o substitutivo ao Projeto de Lei 5.122 apresentado pelo governo e elencando as razões para a contrariedade. Nos bastidores, a solução costurada pelo governo passava pela edição de uma Medida Provisória em substituição ao projeto. Neste modelo, as regras de renegociação seriam semelhantes à proposta que o Ministério da Fazenda apresentou e foi rejeitada pela CAE. – Lastimamos não ter havido um acordo com o governo, porque tinha possibilidade de tramitar mais rápido. Mas o projeto, como foi aprovado, encaminha bem a solução do problema da agricultura, especialmente no RS – completa Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag-RS). Relator do PL 5.122, aprovado na Câmara dos Deputados em julho do ano passado, Afonso Hamm (PP-RS) acrescentou: – Cabe ao governo apoiar esse projeto. Não há condições de apresentar um plano sem resolver a questão do alongamento da dívida. Líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS) diz que a situação cria um impasse: – Tínhamos um acordo que não foi cumprido. Não temos mais garantia de cronograma de votação. (Zero Hora)