Porto Alegre, 21 de maio de 2026 Ano 20 - N° 4.635
A EXPOFEST IJUÍ 2026 deu mais um importante passo em sua construção
Na primeira reunião geral de trabalho, a presidência e os diretores foram apresentados oficialmente a todo o grupo de trabalho, marcando o início das atividades em conjunto.
Durante o encontro, também foram apresentadas as melhorias já realizadas no Parque de Exposições, a atual situação da comercialização dos espaços e uma visão geral das ações desenvolvidas pelas áreas de Cultura, Agro e Comunicação.
O Milk Summit Mercosul também esteve presente, representado pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que apresentou os principais focos de trabalho do projeto para a próxima edição.
A reunião teve também a presença do prefeito municipal Andrei Cossetin, reforçando o apoio institucional e a importância da EXPOFEST para o desenvolvimento de Ijuí e da região. (Expofest via instagram)
Associados do Sindilat/RS ampliam portfólio com lançamentos em diferentes categorias
Empresas associadas ao Sindilat/RS anunciaram novos produtos voltados aos segmentos de conveniência, gastronomia e suplementação proteica.
A Scala lançou o Fondue de Queijos Scala para a temporada de inverno. O produto combina queijos gruyère, prato, muçarela e parmesão maturado por seis meses e pode ser preparado em até cinco minutos no fogão, micro-ondas ou réchaud. Segundo a empresa, o lançamento busca atender o consumo doméstico e ocasiões de compartilhamento.
Durante a APAS Show 2026, a RAR Agro & Indústria apresentou o Queijo Ralado Rar Gastronomia, produzido com um blend de parmesão e Gran Formaggio Rar. A empresa afirma que o lançamento amplia sua atuação em produtos gourmet e de conveniência.
A Piracanjuba e a Milky Moo também anunciaram novos produtos voltados ao segmento proteico. A parceria inclui milkshakes com 28 gramas de proteína por embalagem e o lançamento do Whey Protein ProForce Milky Moo, com versões zero lactose.
Os lançamentos refletem o avanço das indústrias lácteas em categorias de maior valor agregado e produtos voltados à praticidade no consumo diário. (As informações são do portal Grandes Nomes da Propaganda, da Assessoria de imprensa da RAR e portal GKPB, editadas pelo Sindilat/RS)
Estudo mapeia pegada de carbono do soro de leite no Brasil
Um estudo desenvolvido em cooperação técnica entre a Embrapa Gado de Leite (MG), a Sooro Renner Nutrição e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) redefiniu critérios de medição do impacto ambiental do soro do leite e derivados no setor. O soro em pó destaca-se hoje como um insumo estratégico, amplamente utilizado na formulação de produtos que vão da nutrição esportiva à indústria de panificação, agregando valor econômico a um componente historicamente tratado como resíduo.
Coordenado pelo professor Fábio Puglieri, da UTFPR, o projeto se baseou na Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), uma ferramenta que mensura os impactos ambientais potenciais de produtos e serviços, de forma integrada e inédita no Brasil, expandindo a análise para além da "porteira da fazenda". Segundo a analista da Embrapa Gado de Leite Vanessa Romário de Paula, o estudo abrange toda a complexidade da cadeia: desde a produção do leite in natura, passando pelo transporte e processamento industrial, até a obtenção do soro de leite em pó, popularmente conhecido como whey protein. “A cadeia láctea brasileira acaba de dar um passo decisivo rumo à transparência ambiental e à eficiência produtiva”, comemora a analista.
A principal ruptura desse projeto em relação a estudos anteriores é a sua abordagem sistêmica e completa. Em vez de analisar os elos de forma isolada, a metodologia conectou múltiplas etapas produtivas em uma única avaliação. “Ao incluir os fluxos de transporte e as sucessivas transformações industriais, o projeto oferece um diagnóstico fiel do desempenho ambiental do setor. Assim é possível identificar onde estão os maiores gargalos de emissão de gases de efeito estufa”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Thierry Ribeiro Tomich.
A pesquisa foi dividida em duas etapas. Na primeira, focada na produção primária, houve a caracterização e tipificação dos sistemas de produção de leite da base de fornecedores da Sooro, considerando critérios de representatividade geográfica e tecnológica. Na segunda etapa, o foco voltou-se para a indústria e transporte, onde foram levantados dados primários sobre os processos de industrialização da Sooro e de seus laticínios parceiros.
Um dos pilares da iniciativa é a democratização do conhecimento, com os resultados do projeto compartilhados com a sociedade. Os Inventários de Ciclo de Vida (ICV) do soro foram disponibilizados na plataforma SICV Brasil, gerida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), para acesso livre e gratuito. “Essa iniciativa permite que outros pesquisadores, indústrias e órgãos governamentais utilizem dados reais da produção brasileira para outros projetos de ACV, facilitando tomadas de decisão”, diz Thiago Oliveira Rodrigues, pesquisador do IBICT.
Compromissos globais
O projeto está alinhado a compromissos internacionais, como a Agenda Global para o Desenvolvimento Sustentável (ODS 17) da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Compromisso Global de Metano, do qual o Brasil é signatário, visando reduzir as emissões em 30% até 2030.
A parceria entre a Embrapa, a Sooro e a UTFPR prevê ainda a entrega de um plano de ação detalhado com recomendações de práticas para mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE). Essas estratégias serão fundamentais para que o setor lácteo não apenas cumpra exigências de mercados internacionais, mas também responda a um consumidor cada vez mais atento à procedência e ao impacto dos alimentos que coloca na mesa.
O desafio ambiental do soro de leite
Historicamente, o soro de leite representou um dos maiores desafios ambientais para a indústria de laticínios. Devido à sua altíssima carga orgânica (elevada Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO), o descarte inadequado do soro líquido em cursos d'água pode causar a rápida depleção de oxigênio, levando à morte de peixes e ao desequilíbrio total dos ecossistemas aquáticos.
Além disso, o soro é rico em lactose e proteínas que, se não processadas, transformam-se em um passivo ambiental oneroso. “A transformação desse "subproduto" em soro em pó (whey, em inglês) não é apenas uma estratégia de lucro, mas uma necessidade de sustentabilidade operacional”, afirma Tomich. Ao converter o soro em um ingrediente nobre, a indústria mitiga riscos de contaminação e reduz o desperdício de nutrientes valiosos que já consumiram recursos (água, energia e terra) para serem produzidos.
O que é a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)?
A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica metodológica utilizada para mensurar o impacto ambiental potencial de um produto, processo ou serviço ao longo de toda a sua existência. É frequentemente chamada de análise "do berço ao túmulo", pois examina desde a extração das matérias-primas naturais até o descarte final, passando por todas as etapas intermediárias, como transportes, processos industriais e o uso do produto.
Para realizar uma ACV, os pesquisadores quantificam todas as entradas (energia, água e matérias-primas) e saídas (emissões de gases, efluentes líquidos e resíduos sólidos) de cada fase da cadeia produtiva. No caso do projeto que uniu a Embrapa e a Sooro, a análise contemplou:
- Produção primária: o impacto da criação do gado e a produção do leite;
- Transporte: o gasto de combustível e as emissões no deslocamento do leite e do soro;
- Processamento industrial: o consumo de energia e os insumos nas fábricas para transformar o soro líquido em pó.
A ACV é realizada em quatro fases, baseadas nas normas ISO 14040/14044. A primeira é a definição de objetivo e escopo, que determina o que será analisado (por exemplo, 1 kg de soro em pó) e quais fronteiras serão estabelecidas. Em seguida, é feita a Análise de Inventário (ICV), ou seja, a coleta de dados técnicos sobre cada recurso utilizado e cada resíduo gerado. A terceira fase é a avaliação de impacto, que traduz os dados do inventário em categorias de impacto ambiental, como pegada de carbono (aquecimento global), consumo de água ou acidificação do solo. A fase final é a interpretação dos dados, quando os resultados são analisados para identificar oportunidades de melhoria e redução de danos.
Diferentemente de uma análise comum, que poderia se concentrar apenas em melhorias pontuais como troca de embalagens ou uso de energia renovável e biocombustíveis, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) evita o "deslocamento de carga ambiental", isto é, quando uma solução em uma etapa gera problemas em outra.
Na produção de soro de leite em pó, por exemplo, cerca de 85% das emissões totais ocorrem no campo. Assim, diminuir o impacto ambiental nessa etapa inicial proporciona uma redução muito maior no impacto final do produto do que qualquer alteração na embalagem ou na matriz energética da indústria, uma vez que essas atuam sobre uma parcela minoritária das emissões.
Embrapa Gado de Leite é pioneira em ACV do leite demonstra sustentabilidade
Desde 2023, a Embrapa Gado de Leite adota a metodologia de ACV para identificar o desempenho ambiental de todas as fases produtivas, analisando desde a produção dos alimentos da dieta dos animais até o leite resfriado pronto para sair da fazenda. Essa abordagem revelou que a eficiência produtiva caminha lado a lado com a preservação ambiental: sistemas que produzem mais leite por hectare ou por vaca tendem a apresentar uma pegada de carbono significativamente menor.
Os estudos liderados pela Embrapa mostram que, com manejo adequado e tecnologia, o Brasil possui um dos leites mais sustentáveis do mundo. O projeto consolidou a Empresa como referência em métricas de sustentabilidade, servindo de base para parcerias atuais que agora expandem essa análise para toda a cadeia industrial, como no caso do processamento do soro de leite.
As informações são da Embrapa
Jogo Rápido
RS conta com 29,86% de rebanho declarado; prazo se encerra em 30 de junho
O Rio Grande do Sul declarou 29,86% de seu rebanho, por meio da Declaração Anual de Rebanho e atualização cadastral junto à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Tendo iniciado em abril, o período para declaração e atualização se encerrará em 30 de junho. A Declaração de Rebanho é uma obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais. Até o momento, foram entregues 103 mil declarações de rebanho, o que representa quase 30% das 358 mil declarações esperadas para este ano. Das declarações entregues, 9,95% foram por meio do canal do Produtor Online. A Supervisão Regional com melhor índice de entrega é a de Palmeira das Missões, computando 37,37% de declarações. Já a Supervisão Regional Alegrete é a que possui mais entregas por meio do Produtor Online, com 33,07% de declarações feitas neste canal. Em todo o estado, o município de Vanini é o único com 100% de declarações entregues. A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado no site da Seapi. Para mais informações: www.agricultura.rs.gov.br/declaracao (SEAPI)