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11/03/2026

Porto Alegre, 11 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.586


Reguladores aprovam megacordo de compra entre Fonterra e Lactalis

A venda da divisão de consumo da Fonterra para a Lactalis foi aprovada pelas autoridades regulatórias e, agora, o acordo deve ser concluído ainda no primeiro trimestre deste ano. Essa movimentação consolida o objetivo da cooperativa da Nova Zelândia em focar nos seus serviços B2B.

O contrato de NZ$4,22 bilhões (US$2,5 bilhões) vende para a Lactalis maior parte dos negócios de consumo da Fonterra, além de parte de suas operações de foodservice e ingredientes na Austrália, Oceania, Oriente Médio, África e sudeste asiático.

A transação inclui um retorno de ações de NZ$2,00 e proporcionará aos acionistas agricultores um retorno total de capital de NZ$3,2 bilhões, equivalente a cerca de NZ$393.000 por fazenda.

Enquanto isso, a Fonterra espera distribuir os lucros gerados durante o último ano fiscal como dividendo especial, informou a cooperativa em fevereiro.

“Estamos finalizando nossas contas intermediárias e podemos indicar que esperamos que o dividendo especial do Mainland esteja na faixa de 14-18 centavos por ação, refletindo o desempenho operacional do negócio Mainland durante o primeiro semestre deste ano, impulsionado pela gestão contínua de custos e preços favoráveis de commodities de entrada”, disse o CEO Miles Hurrell.

“Isso permanece sujeito à data de liquidação da transação e à finalização de nossas demonstrações financeiras e processo de auditoria.”

O que vem a seguir para Fonterra e Lactalis?

Já se passaram quase dois anos desde que a Fonterra anunciou uma mudança estratégica significativa, buscando transferir seu foco de produtos lácteos como commodities para ingredientes de maior valor agregado e foodservice.

Esse movimento foi precedido por anos de consolidação no setor, culminando com a decisão de vender seu portfólio de negócios de consumo, foodservice e outras atividades auxiliares — conhecidos coletivamente como Mainland Group — para a Lactalis, a maior empresa global do setor lácteo em termos de faturamento.

O processo de venda foi acompanhado de perto pela indústria ao longo de 2025, e inicialmente a Fonterra avaliou tanto uma venda privada quanto um IPO.

A liderança da cooperativa visitou mercados selecionados na Austrália e Oceania para sondar investidores, apoiada por um forte desempenho fiscal do Mainland Group, antes de optar pela venda privada como a forma mais simples de se desfazer de todos os negócios colocados à venda de uma só vez.

A Lactalis acabou sendo a vencedora da disputa, depois que a multinacional francesa também havia adquirido, no início daquele verão, o negócio de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos.

O acordo reforça significativamente a posição já dominante da Lactalis no mercado global de laticínios, dando à empresa uma presença mais forte em mercados onde antes tinha apenas participação marginal. Ao mesmo tempo, a empresa manterá sua relação de fornecimento com a Fonterra por meio de vários contratos de longo prazo, tornando-se um dos maiores clientes da cooperativa neozelandesa e ajudando a garantir estabilidade de fornecimento.

Enquanto isso, a Fonterra poderá concentrar seus esforços em manter o crescimento nas áreas de ingredientes e foodservice, incluindo investimentos para ampliar a capacidade produtiva e maior foco em produtos lácteos de alto valor agregado.

Essa estratégia já trouxe resultados fortes no último ano fiscal, quando o CEO Miles Hurrell anunciou um programa de investimentos de quatro anos voltado a ampliar a capacidade industrial.

Na ocasião, queijos e proteínas foram os principais destaques de desempenho. Com a demanda contínua sustentando o crescimento, a cooperativa agora está posicionada para direcionar ainda mais investimentos para esses motores de expansão, à medida que se transforma em uma empresa mais enxuta e focada em ingredientes.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Chuvas intensas no final do verão e início antecipado do El Niño acendem alerta climático

Chuvas intensas, ondas de calor e mudanças no padrão climático podem marcar o ano de 2026 no Brasil. Alertas recentes e projeções meteorológicas indicam que a combinação entre a atuação da ZCAS e a possível chegada antecipada do El Niño pode trazer uma sequência de eventos extremos nos próximos meses.

Na última segunda-feira, 9 de março, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo para chuvas intensas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país, além de pontos da Amazônia e do oeste da Bahia. O aviso surge em um momento de atenção para o clima no país. 
Nas últimas semanas, tempestades e episódios de alagamento atingiram estados como Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo, reforçando a sensação de um fim de verão particularmente instável em 2026.

Especialistas atribuem parte das chuvas intensas registradas nas últimas semanas à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Esse sistema meteorológico forma um corredor de nuvens que se estende da Amazônia até o Atlântico Sul, atravessando a faixa central do Brasil.

Quando esse corredor de umidade se encontra com temperaturas elevadas na superfície do oceano e na atmosfera, o ambiente torna-se favorável à formação de nuvens carregadas e episódios prolongados de precipitação. Esse tipo de configuração costuma provocar volumes expressivos de chuva em curto período, aumentando o risco de alagamentos e transtornos urbanos.

El Niño pode antecipar mudanças no padrão climático

Se as últimas semanas já chamam atenção pelo volume de chuva, o cenário climático para os próximos meses também merece monitoramento. Projeções indicam que os efeitos do El Niño podem começar a ser sentidos mais cedo do que o habitual em 2026, possivelmente já a partir de maio.

Segundo o meteorologista Vinicius Lucyrio, da Climatempo, as projeções atuais apontam para um evento climático com intensidade significativa.

“Possivelmente, o El Niño este ano terá um início acelerado, e a expectativa é de que seja, no mínimo, um evento climático com intensidade de moderada a forte”, afirma o meteorologista.

Uma das principais preocupações associadas ao fenômeno é o aumento da frequência de temporais severos. Com o ar e as águas do oceano mais quentes, cresce a disponibilidade de energia na atmosfera: um fator que pode intensificar eventos climáticos extremos.

Ondas de calor e tempestades no horizonte

As projeções indicam que o Brasil pode voltar a enfrentar um padrão semelhante ao observado em 2023, marcado por extremos climáticos mais frequentes.

De acordo com Lucyrio, a tendência é de que, a partir do final do inverno e ao longo da primavera de 2026, ocorram episódios prolongados de calor intenso e períodos de tempo seco em grande parte do interior do país. Ao mesmo tempo, outras regiões podem experimentar o efeito oposto.

No Sul, por exemplo, o inverno já pode apresentar aumento da instabilidade, com maior presença de nuvens e tempestades. Eventos de chuva abrangente, com potencial para enchentes, e sistemas convectivos intensos tendem a se tornar mais frequentes na primavera. Parte dessa instabilidade também pode alcançar estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Um ano de extremos climáticos?

O conjunto dessas projeções sugere que 2026 pode ser marcado por uma alternância mais intensa entre eventos climáticos extremos, com episódios de chuva forte, ondas de calor prolongadas e períodos de seca em diferentes regiões do país.

Embora previsões climáticas sempre carreguem incertezas, o cenário atual reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições meteorológicas. Em um contexto de oceanos cada vez mais quentes, a tendência é que fenômenos naturais como ZCAS e El Niño tenham impactos cada vez mais perceptíveis no cotidiano das cidades e das atividades econômicas.

As informações meteorológicas são do Instituto Nacional de Meteorologia e Climatempo, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 

Sooro Renner recebe R$ 197,6 milhões do BNDES para ampliar produção de lactose e whey no Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner Nutrição S/A ampliar a produção de lactose e whey protein na sua unidade em Francisco Beltrão (PR). Os recursos serão usados na implantação de uma estação de tratamento de efluentes com produção de biogás para geração de energia térmica na empresa.

A medida reduz o consumo de biomassa e as emissões de gases de efeito estufa da unidade. Essa será a primeira indústria brasileira a produzir ingredientes lácteos com altíssimo padrão de qualidade e pureza exigidas para o segmento no mercado. Os itens são usados em fórmulas infantis e alimentos especiais, de acordo com o BNDES. A tecnologia empregada no projeto utiliza água de reúso, extraída da própria matéria-prima, o soro de leite, e gera uma economia de um milhão de litros de água por dia.

“Ao apoiar esse projeto o BNDES fomenta a modernização da produção de derivados de alto valor agregado, que é o caso da whey protein, a proteína do soro do leite, reduzindo a dependência de importações”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Os recursos são oriundos do Finem, BNDES Mais Inovação e Fundo Clima. O projeto também deverá gerar impactos positivos no mercado de trabalho e na economia regional. A iniciativa prevê a criação de cerca de 250 empregos diretos ao longo da execução, além de aproximadamente 1.250 vagas indiretas associadas às obras e à cadeia produtiva. (Globo Rural via Valor Econômico)


Jogo Rápido

Piracanjuba ProForce anuncia patrocínio estratégico à FURIA
A Piracanjuba ProForce oficializou uma parceria estratégica com a FURIA, um dos maiores clubes de esportes e entretenimento do mundo, assumindo o posto de patrocinadora oficial da organização. A iniciativa marca a entrada definitiva da marca de bebidas proteicas no universo dos esportes eletrônicos e das competições de alto rendimento, visando estreitar o diálogo com as novas gerações e comunidades conectadas ao cenário digital. Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a escolha é um passo estratégico para acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo e nos estilos de vida dos jovens. Do lado da FURIA, o diretor comercial Pedro Lopes destacou que a chegada da ProForce reforça o momento de expansão da organização, que busca parceiros capazes de construir conexões reais com seu ecossistema, unindo os conceitos de performance e identidade. Reconhecida internacionalmente, a FURIA atua em diversas frentes, incluindo modalidades como Counter-Strike, VALORANT e League of Legends, além de competições físicas como o Futebol 7 e a Porsche Cup. Para a Piracanjuba, a associação consolida seu posicionamento em contextos que unem esporte e cultura, reforçando a premissa de que o movimento e o equilíbrio são fundamentais para a evolução constante, tanto dentro quanto fora dos jogos. (ASCOM Piracanjuba editado pelo Sindilat)