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Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.579


Indústrias temem risco do acordo Mercosul-UE para o setor leiteiro

Impactado por meses de baixa rentabilidade no campo e na indústria, o setor lácteo brasileiro teme os efeitos adversos do acordo que avança entre Mercosul e União Europeia. O texto prévio de tratado de incentivo comercial entre blocos econômicos foi aprovado esta semana na Câmara dos Deputados e segue para apreciação do Senado e foi tema da reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) na tarde desta quinta-feira (26/2), em Porto Alegre (RS).
 
Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o risco é que o setor entre como moeda de troca internacional para a concessão de benefícios a outros segmentos. “Esse é um acordo que certamente aumentará a corrente de comércio entre os países, favorecendo a economia brasileira. No entanto, precisamos operar para resguardar setores sensíveis e estratégicos, como o do leite, como forma de garantir autonomia alimentar e a sobrevivência da produção leiteira”, completou.

Pelo acordo em tramitação, está prevista redução de tarifas de importação para diversos setores. A política em debate prevê desoneração entre países dos dois blocos econômicos por até 18 anos, prazo que variará de acordo com o produto. “O acordo é inevitável. Precisaremos que o governo crie salvaguardas como existem hoje na União Europeia, concedendo subsídios ao setor produtivo que favoreçam a competitividade local frente aos importados ao lado de ações já existentes como o Mais Leite Saudável”, sugeriu Palharini. (Assessoria de imprensa do Sindilat/RS)


CONSELEITE – SANTA  CATARINA 

RESOLUÇÃO Nº 2/2026 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 27 de Fevereiro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Janeiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2026.  

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1908 de 26 de fevereiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

A produção de leite foi afetada pela oferta limitada de pastagens cultivadas e nativas, associada ao estresse térmico dos animais. Em algumas propriedades, foi necessário utilizar ventiladores e aspersores, em determinados períodos do dia, para mitigar o impacto do calor sobre as vacas em produção.  A qualidade do leite ficou dentro dos padrões adequados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o volume de leite entregue para a indústria sofreu redução em Bagé, em Hulha Negra e em Manoel Viana. Na Fronteira Oeste, a silagem feita em janeiro foi disponibilizada às matrizes para diminuir custos com suplementação e evitar a perda de peso dos animais.    

Na de Caxias do Sul, a produção aumentou, favorecida pelo maior consumo de alimentos dos animais. 

Na de Erechim, a atividade apresentou desempenho geral satisfatório, com volumes diários de 4 a 6 mil litros nas propriedades com sistemas extensivos. 

Na de Ijuí, houve redução de volume coletado em comparação aos períodos anteriores, principalmente nos sistemas conduzidos a pasto. Alguns animais apresentaram peso abaixo do ideal, mas, de maneira geral, o escore corporal do rebanho está adequado.  

Na de Pelotas, o bem-estar dos animais foi favorecido pelas condições meteorológicas e pela melhor oferta de forragem. Em algumas propriedades, a população de carrapatos aumentou. 

Na de Santa Maria, a rentabilidade da atividade tem preocupado os produtores.  

Na de Santa Rosa, observou-se diminuição nos volumes de leite produzidos diariamente em razão das altas temperaturas, que impuseram estresse térmico aos animais. 

Na de Soledade, houve leve redução na produção, pois as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, que reduziram o consumo de alimentos. (As informações são da Emater/RS editadas pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Previsão é de tempo estável em todo o Rio Grande do Sul
A previsão do tempo indica estabilidade em decorrência da atuação predominante de um sistema de alta pressão que favorece a manutenção do tempo estável no Rio Grande do Sul. Para semana que vem, não há previsão de chuva expressiva em nenhuma região do Estado e as temperaturas devem seguir em elevação gradual, especialmente no período da tarde. As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 09/2026 produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Sábado (28/2) e domingo (1/3):  as condições meteorológicas devem permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Ao longo desse período, não há previsão de chuva expressiva em nenhuma das regiões do Estado, e as temperaturas devem seguir em elevação gradual, especialmente durante o período da tarde. Segunda (2/3), terça (3/3) e quarta-feira (4/3): o padrão atmosférico deve se manter, com predomínio de tempo estável em todo o RS. Assim, não há indicativo de precipitação significativa e as temperaturas devem continuar em elevação gradual, mantendo a condição de calor em grande parte do território gaúcho. De maneira geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 10 milímetros (mm) ao longo da semana e devem ocorrer apenas em pontos isolados, com maiores acumulados sendo previstos para região da Fronteira Oeste (10 mm). Já na maioria das regiões, não deve ocorrer precipitação. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.