Porto Alegre, 05 de maio de 2016 Ano 10- N° 2.260
A Embrapa acaba de divulgar seu Balanço Social de 2015. O documento coloca a Rede Leite entre as oito experiências brasileiras que mais contribuíram no período para o lucro social da entidade, no valor de R$ 26,87 bilhões. Esse número leva em conta o impacto econômico das 104 tecnologias e de aproximadamente 200 cultivares, desenvolvidas e transferidas à sociedade no ano passado. Investir em tecnologia, segundo a Embrapa, realmente vale a pena, pois a relação lucro social/receita líquida, em 2015, foi de 9,23, ou seja, cada real aplicado gerou R$ 9,23 para a sociedade brasileira.
"É o reconhecimento a um trabalho desenvolvido em rede, que envolve vários parceiros e que não tem a Embrapa como protagonista", disse o pesquisador da Rede Leite da Embrapa Pecuária Sul, Gustavo Martins da Silva. "A Rede Leite tem gerado algumas referências positivas, importantes a outros processos de desenvolvimento rural, a partir de alguns aprendizados, como, por exemplo, a metodologia de pesquisa e extensão", completou o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul.
Em Ijuí, onde a Embrapa ocupa uma sala no Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, a notícia foi bem recebida pelo gerente regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí. "A atividade leiteira tem coesão social e o Programa reforça isto, um olhar para o social, o econômico e o ambiental, voltado à geração de renda e à sucessão rural", disse Carlos Turra.
Na lista de destaques do Balanço Social da Embrapa há duas experiências do Rio Grande do Sul, sendo uma delas a Rede Leite (Programa em Rede de Pesquisa-desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira). Nos últimos quatro anos, a Rede aponta aumento médio de produtividade de 6.000 litros/ha/ano para mais de 9.000 litros/ha/ano, com a produção anual por vaca atingindo 5.500 litros de leite. Contudo, a Rede Leite também ressalta melhora de indicadores sociais, ambientais e econômicos nas mais de 50 pequenas propriedades rurais do Noroeste gaúcho, acompanhadas pelo
Programa
Formalmente, participam da Rede Leite oito instituições: Emater/RS-Ascar, Embrapa, Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Instituto Federal Farroupilha campus Santo Augusto, Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Coperfamiliar e Rede Dalacto.
Destaques
Também são destaque no Balanço Social 2015 da Embrapa as seguintes experiências: Sistema de saneamento básico rural, Variedades de uva sem sementes, Chip reduz tempo do melhoramento genético do eucalipto, Sistema de produção de pupunha para palmito na agricultura familiar, Consórcio de pesquisa consolida liderança mundial do café brasileiro, Sistema de produção agroecológica demonstra soluções da pesquisa para a agricultura orgânica e Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) completa 50 anos de bons serviços ao agronegócio brasileiro. (Fonte: Emater/RS-Ascar)
A presidente Dilma Rousseff e a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) assinaram, nesta quarta-feira (04), o decreto que institui a Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (FN-Suasa). O grupo de elite será formado por fiscais agropecuários para executar medidas de prevenção, vigilância, assistência e controle de situações de risco epidemiológico e de desastres fitossanitários e zoossanitários que ameacem lavouras e rebanhos.
"Em qualquer foco, evento e ameaça nos estados ou na fronteira com outros países, a Força Nacional poderá agir rapidamente, com metodologias e critérios, para que possamos ter confiança em toda parte do mundo", disse a ministra Kátia Abreu.
A FN-Suasa será articulada por entidades públicas e privadas, coordenada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como instâncias intermediárias as agências estaduais de defesa agropecuária dos estados e do Distrito Federal. "Temos que estar muito bem preparados para defender nossa produção agropecuária da forma mais valente possível. E para isso contamos com todos os servidores do ministério", ressaltou a ministra.
O grupo terá 628 fiscais agropecuários federais, estaduais e municipais. Desse total, 270 são do quadro do ministério. Eles receberão equipamento, coletes e uniformes. "A criação de uma força nacional eleva o nível da importância estratégica para a atividade da agricultura e pecuária nacional", afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel.
A iniciativa faz parte do Plano de Defesa Agropecuária 2015-2020, apresentado pelo Mapa em maio de 2015. (As informações são do Mapa)
As matérias-¬primas que têm influência sobre a inflação brasileira registraram o terceiro mês consecutivo de queda em abril. Pelos cálculos do Banco Central (BC), o Índice de Commodities Brasil (IC¬Br) caiu 3,09% no mês passado, após baixa de 4,4% em março. No ano, o índice tem queda de 6,01%, mas sobe 8,56% em 12 meses. O indicador é construído partindo dos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertido para reais. Seu equivalente internacional, o "Commodity Research Bureau" (CRB), mostrou variação negativa de 0,33% em abril, e sobe 15,71% em 12 meses. Entre os três subgrupos que compõem o IC¬Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) mostrou queda de 3,88% no mês, após baixa de 5,46% em março. No ano, a queda é de 8,25%, mas em 12 meses o índice ainda sobe 11,69%. Houve queda também no preço das commodities metálicas, que recuaram 2,06% em abril, após baixa de 1,89% em março. No ano, sobem 2,75% e em 12 meses, 6%. As commodities energéticas (petróleo Brent, gás natural e carvão) mostraram alta de 1,36% no mês, após leve aumento de 0,21% em março. No ano, no entanto, acumulam queda de 2,26%, e baixa de 8,85% em 12 meses. Observando o comportamento da média móvel trimestral, indicador mais usado para captar tendência, o IC¬Br aponta queda de 2,98% em abril após retração de 0,99% em março e alta de 0,9% em fevereiro. (Valor Econômico)
Os custos de produção elevados e os preços baixos pagos pelo leite em Minas Gerais têm comprometido a capacidade de os pecuaristas investirem na produção. O desestímulo, aliado ao início da entressafra do leite, fez com que a captação no Estado recuasse 8,8% em março. Com um volume menor, o preço líquido do litro subiu 6,43% em abril, referente à produção entregue em março. Mesmo com a valorização, a margem do produtor continua limitada e a tendência é de nova queda produtiva e de elevação de preços. Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram ainda que Minas Gerais, principal bacia leiteira do País, registrou o maior recuo na captação, 8,8%. Além do período de entressafra, muitos produtores adiantaram a secagem das vacas para reduzir os custos, uma vez que os preços atuais do leite são insuficientes para garantir lucro. (Diário do Comércio)