Porto Alegre, 10 de março de 2026 Ano 20 - N° 4.586
Pecuária leiteira tem novos valores de indenizações sanitárias
O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) publicou nova tabela de indenizações para a pecuária leiteira, destinada a produtores que tenham animais sacrificados ou submetidos a abate sanitário em função de diagnóstico de brucelose ou tuberculose.
Os valores foram aprovados na Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada em 9 de março, após proposição do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira (CTOPL). A medida foi homologada por meio da Resolução CD nº 001/2026, publicada no site www.fundesa.com.br/legislacao.
A nova tabela estabelece um reajuste de 8% em relação aos valores anteriores, que passam a valer em 2026 e variam de acordo com a categoria e a idade dos animais. Pela atualização, as indenizações vão de R$ 1.636,00 para animais sem registro de até 12 meses, até R$ 4.548,00 para animais com registro puro de origem entre 25 e 36 meses. Para bovinos machos com idade superior a 2 anos, o valor é de R$ 1.918,00.
As indenizações fazem parte do sistema de defesa sanitária da pecuária gaúcha e têm o objetivo de compensar produtores que eliminam animais positivos para doenças de controle obrigatório, contribuindo para a sanidade do rebanho e para a segurança da produção de leite no estado, em conformidade com o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). No caso do setor leiteiro, a contribuição ao Fundesa é recolhida pela indústria e pelos produtores de leite. (Sindilat/RS)
Sindilat/RS marca presença em debates sobre produção, inovação e sustentabilidade na Expodireto
Nesta quinta-feira, 10/03, o Sindilat/RS esteve presente na Expodireto Cotrijal, representado pelo secretário-executivo Darlan Palharini, que participou de uma série de agendas voltadas ao setor produtivo.
Pela manhã, Palharini participou do 36º Fórum Nacional da Soja, promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS. O encontro debateu o cenário e a conjuntura do setor, reunindo lideranças e especialistas do agronegócio. O secretário-executivo também acompanhou o lançamento do programa Campo Inovador – Leite e Derivados. A iniciativa, desenvolvida pelo Sebrae RS e conduzida pela Regional Noroeste, é voltada à principal bacia leiteira do Estado e busca conectar desafios da cadeia produtiva a soluções desenvolvidas por jovens, universidades, escolas técnicas, produtores e startups.
À tarde, o dirigente participou do 10º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água. O encontro, realizado pela CCGL, Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Embrapa, reuniu especialistas, produtores e representantes do agronegócio para discutir práticas sustentáveis e a conservação dos recursos naturais no Rio Grande do Sul. Na sequência, esteve presente na reunião com o setor produtivo e no lançamento da Fase 3 do Programa Irriga + RS. Durante a tarde, também atendeu a demandas de agendas com a imprensa. A programação da Expodireto Cotrijal segue até a próxima sexta-feira, 13/03/2026. (As informações são do Sindilat/RS)
Petróleo puxa alta de etanol e açúcar, mas incertezas dominam a indústria
Entre agentes de mercado, expectativa é de que conflito no Oriente Médio leve Petrobras a reajustar gasolina, o que evitaria a queda de preços na nova safra
Ontem, depois que o preço do barril do petróleo rompeu a barreira de US$ 100, ganhou corpo entre agentes da indústria sucroenergética a leitura de que a Petrobras poderia reajustar o preço da gasolina, o que deu sustentação ao etanol no mercado interno e ao açúcar no front internacional. Porém, as perspectivas para esses mercados ainda são turvas dadas as declarações erráticas do presidente americano Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio, deflagrado após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, há pouco mais de uma semana.
Por ora, analistas dizem que o choque decorrente do conflito pode impedir que os preços de etanol e açúcar caiam nos próximos meses. Esse movimento das cotações iria no sentido oposto das expectativas iniciais.
No mercado interno, os preços do etanol, que caíram em fevereiro sob a expectativa de antecipação da moagem de cana-de-açúcar, passaram a subir neste mês. O indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado vendido pelas usinas de São Paulo (sem impostos) subiu 3,13% na semana de 2 a 6 de março, em relação à anterior, para R$ 2,9352 o litro.
O açúcar também reagiu ontem. Os contratos do demerara que vencem maio subiram 3,48% na bolsa de Nova York, a 14,59 centavos de dólar a libra-peso.
Para analistas, ainda é cedo para estimar o efeito no médio e longo prazos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados de açúcar e etanol, uma vez que ainda não se sabe quando, e se, a Petrobras reajustará a gasolina. Se a estatal fizer alguma alteração, no mínimo isso deve impedir uma queda mais significativa do etanol nos próximos meses, como se esperava.
“Com o preço do petróleo a US$ 100, se a Petrobras fizer o repasse integral, isso praticamente anularia toda a queda que prevíamos [para o preço do etanol na safra]”, disse Cristian Quiles, analista da consultoria FG/A. Em suas projeções, se a Petrobras repassasse o US$ 100 por barril ao mercado interno, o preço da gasolina A, às distribuidoras, subiria cerca de R$ 1 o litro, e o efeito no preço médio do etanol hidratado da safra 2026/27 seria de uma alta de R$ 0,50 o litro.
Para Quiles, a tendência é que o preço do etanol se ajuste de forma a manter uma correlação de 64% a 65% em relação à gasolina ao longo da próxima safra, devido à alta oferta esperada. A FG/A estima que as usinas de cana vão produzir 4 bilhões de litros a mais do que na safra 2025/26, e as de milho, 1,7 bilhão de litros a mais.
Segundo Rafael Borges, analista da StoneX, o preço do etanol começou a cair em fevereiro — na contramão do que ocorre nessa época, quando a oferta recua —, diante da expectativa de que as usinas antecipassem a moagem para aproveitar os preços do biocombustível, mais favoráveis que o açúcar. “Com o conflito, os preços voltaram a subir”, disse.
Em fevereiro, os preços do etanol vendido pelas usinas de Ribeirão Preto saíram de R$ 3,75 o litro para R$ 3,45, segundo a StoneX. Já nos últimos dias, os preços voltaram a R$ 3,60 o litro, refletindo a expectativa de impacto da guerra — embora as incertezas tenham reduzido o volume de negócios.
Tendência
Para Borges, porém, a tendência para o etanol ainda é de queda na primeira metade da safra. “Mesmo que tenha reajuste [da Petrobras], a safra vai ter oferta recorde. Só de etanol de milho serão 2 bilhões de litros a mais”, afirmou. Em sua análise atual, o preço do etanol terá que cair para assegurar competitividade suficiente em relação à gasolina nas bombas e demanda para todo o etanol que for produzido.
Já as cotações do açúcar só reagiram ontem, após mais de uma semana de conflito. Para o analista da StoneX, o preço do açúcar deve se guiar pelo tamanho da safra de cana de 2026/27 no Centro-Sul e pelo mix — que, a princípio, deve ser menos açucareiro. “Se o etanol remunerar mais, o mix tende a ser menos açucareiro”, disse.
Mas os analistas ponderam que se trata ainda de um cenário muito volátil. Ontem, no fim da tarde, Trump declarou que a guerra estaria “praticamente concluída”, o que provocou uma reviravolta nos mercados. Os futuros do petróleo, que bateram os US$ 120 o barril no meio do pregão, caíram abaixo dos US$ 100 o barril no fim do dia.
“Não é uma volatilidade qualquer”, afirmou Tarcilo Rodrigues, sócio da Bioagência. Para ele, ainda que o cenário mude, “dificilmente” os preços do petróleo voltarão para onde estavam devido ao “prêmio de risco” — há um mês, o Brent estava em US$ 70 o barril. (Globo Rural)
Após escassez de diesel, postos enfrentam corte no fornecimento de gasolina
Origem do problema está na disparada de preços após o ataque ao Irã e a intensificação do conflito no Oriente Médio
O problema de escassez de diesel, principalmente nas lavouras, começa a chegar à gasolina. A coluna amanheceu nesta terça-feira (10) recebendo relatos de que distribuidoras estão suspendendo entrega do combustível aos postos. Em breve começará a falta na bomba ao consumidor se a situação não se resolver. Questionado, o sindicato que representa as revendas, o Sulpetro, diz que atualizará a situação ainda pela manhã com as distribuidoras, mas o presidente, João Carlos Dal'Aqua, afirma que ainda são casos pontuais e para postos que não têm convênio.
- Acho que a Petrobras vai se movimentar de alguma maneira. Ou vai importar ou vai flexibilizar preço (aumentar) para que os demais importem. Não há desabastecimento geral. As distribuidoras têm seus estoques para atender seus contratados, mas não este aumento de demanda - diz.
Esse desajuste de mercado tem origem no preço. A coluna vem avisando dos sinais desde a metade da semana passada. Distribuidoras não querem importar diesel e gasolina porque os valores estão muito acima do que os cobrados pelas refinarias da Petrobras, que sinalizou no final da semana passada que não aumentaria agora com esta volatilidade. O setor diz que a estatal está limitando a venda em cotas. Há ainda a desconfiança de que distribuidoras estão retendo carga para vender com preço maior. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) diz que pedirá esclarecimentos — mas não diz quando —, pois a produção está suficiente. A Petrobras não comenta as cotas, mas diz estar entregando o que está programado.
O preço do petróleo e do diesel disparou no mercado internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, por onde passa 20% da produção mundial. A situação crítica piorou com os ataques a refinarias e outras bases de produção, levando à redução da fabricação em países como Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Na madrugada de segunda-feira (9), a cotação do petróleo saltou 30%. Só acalmou quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou antes do fechamento do mercado que a guerra está "praticamente concluída". Ainda que essa afirmação vá contra as anteriores do próprio Trump, fez o preço cair ao patamar do final da semana passada, mas não afasta a tensão e a volatilidade dos próximos dias. (Zero Hora)
Jogo Rápido
A FIERGS manifesta preocupação com as recentes informações sobre dificuldades na distribuição de combustíveis no Rio Grande do Sul
O abastecimento regular de diesel e de outros combustíveis é essencial para o funcionamento da indústria, da logística e das cadeias produtivas, especialmente em um momento estratégico para o agronegócio gaúcho. A situação exige atenção e monitoramento para possíveis impactos na economia do Estado. Seguiremos acompanhando a evolução do cenário e reforçamos a importância da atuação coordenada entre empresas do setor energético e autoridades públicas para assegurar a normalidade no abastecimento. Confira a nota completa no site da Fiergs, clicando aqui.