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29/01/2026

Porto Alegre, 29 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.564


CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO DO PARANÁ – CONSELEITE–PARANÁ 

RESOLUÇÃO Nº 01/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 28 de janeiro de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Dezembro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2026 é de R$ 3,9940/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/.  


Whey protein com frutas: ranking das melhores combinações

Nutricionista explica como combinar whey protein e frutas para ganhar músculo ou emagrecer, com foco em digestão, saciedade e desempenho.

O whey protein é um dos suplementos mais consumidos por quem pratica musculação e atividades físicas regulares, mas seu uso vai além do ganho de massa muscular.

Segundo a nutricionista e farmacêutica Verônica Dias, do Instituto Nutrindo Ideais, a combinação do whey protein com frutas pode ampliar benefícios nutricionais, melhorar a digestão e apoiar tanto estratégias de hipertrofia quanto de emagrecimento.

A proteína do soro do leite é reconhecida por seu alto valor biológico e rápida absorção. No entanto, Verônica explica que, quando consumido isoladamente, o suplemento pode ter sua experiência nutricional limitada. “Integrar frutas ao whey protein potencializa a refeição, agregando fibras, vitaminas e minerais que complementam a proteína”, afirma a especialista, que também é pós-graduada em terapias integrativas.

Entre os principais efeitos dessa combinação estão a melhora da digestão, maior estabilidade energética e aumento da saciedade. As fibras presentes nas frutas ajudam a modular a absorção do whey protein, evitando picos glicêmicos e favorecendo um fornecimento mais gradual de energia. Além disso, frutas ricas em antioxidantes contribuem para neutralizar os radicais livres produzidos durante o exercício físico.

Para quem busca ganho de massa muscular, a escolha das frutas tende a priorizar fontes de carboidratos e calorias que auxiliem na reposição de glicogênio e na recuperação pós-treino. A banana aparece como uma das opções mais indicadas. Rica em carboidratos e potássio, ela ajuda a repor energia e a prevenir cãibras. Segundo a nutricionista, pode ser combinada com beterraba para melhorar a oxigenação muscular.

O abacate também entra nessa lista por seu perfil de gorduras saudáveis e alta densidade calórica. “Ele contribui para o ganho de peso de forma equilibrada, oferecendo energia sustentada”, explica Verônica. Já a manga se destaca pelo teor de carboidratos e vitamina C, sendo indicada tanto para o pré quanto para o pós-treino, com impacto positivo na imunidade. O damasco, por sua vez, fornece carboidratos rápidos, úteis para a reposição eficiente do glicogênio muscular.

No contexto do emagrecimento, a lógica muda. O foco passa a ser frutas com baixo índice glicêmico, alta concentração de fibras e menor densidade calórica. As frutas vermelhas lideram essa escolha por seu potente efeito antioxidante e baixa carga energética, auxiliando na definição muscular sem comprometer o déficit calórico.

O kiwi é apontado como outro aliado relevante. Rico em vitamina C e fibras, ele favorece a digestão, contribui para o controle da fome e apoia a saúde intestinal. A pera completa o grupo por seu baixo índice glicêmico e alta capacidade de promover saciedade prolongada, o que ajuda no controle do apetite ao longo do dia.

Além dos shakes, o whey protein pode ser incorporado a preparações simples do cotidiano. Verônica sugere receitas práticas, como bolo de caneca proteico e panqueca de banana com whey, que facilitam a adesão à suplementação sem comprometer a rotina alimentar. “O mais importante é alinhar as combinações ao objetivo individual e manter atenção às porções”, ressalta.

A escolha correta das frutas, portanto, transforma o whey protein de um suplemento isolado em uma refeição funcional, adaptável a diferentes estratégias nutricionais e estilos de vida.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Minha Vida

Mercado de lácteos do Brasil entra em fase de ajuste em 2026, diz Rabobank

Após um ano excepcional, o mercado de lácteos do Brasil entra em 2026 com preços ajustados e crescimento mais cauteloso

O mercado de lácteos do Brasil deve apresentar um crescimento mais moderado em 2026, após o forte desempenho registrado ao longo de 2025.

A avaliação é do Rabobank, que aponta para um cenário de ajuste gradual, influenciado por preços ligeiramente mais baixos ao produtor no início do ano e por uma base de comparação elevada, resultado da expansão significativa observada no ciclo anterior.

Segundo Andrés Padilla, analista do Rabobank, a dinâmica do setor em 2026 será marcada por maior equilíbrio entre oferta e demanda. Pelo lado do consumo, a leitura é de que o ambiente macroeconômico tende a permanecer moderadamente favorável, criando sustentação para a demanda doméstica por lácteos ao longo do ano.

Padilla destaca que o início de um ciclo de corte de juros, o nível ainda elevado de gastos públicos e a manutenção do desemprego em patamares baixos compõem um conjunto de fatores que contribuem para preservar o poder de compra das famílias. “Esses elementos devem ajudar a sustentar o consumo de lácteos ao longo do próximo ano”, afirmou o analista, ao comentar as perspectivas para o mercado interno brasileiro.

Do lado da produção, o Rabobank avalia que os fundamentos permanecem relativamente sólidos, ainda que o ritmo de crescimento deva desacelerar. O desempenho de 2025 é descrito como especialmente positivo para os produtores de leite, com aceleração da produção primária no primeiro semestre, apoiada por custos de ração controlados, rentabilidade positiva e condições climáticas menos voláteis.

De acordo com Padilla, a menor ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes e secas severas, foi um diferencial relevante em relação aos anos anteriores. “Diferentemente dos anos recentes, houve menos problemas climáticos, o que facilitou o trabalho dos produtores”, afirmou. A expectativa do Rabobank é que 2025 seja encerrado com crescimento da produção de leite em torno de 6,8% em comparação com 2024.

Esse avanço expressivo cria uma base robusta para 2026, mas também impõe limites naturais à continuidade do ritmo observado. Para o banco, o ajuste nos preços ao produtor tende a atuar como um fator moderador da expansão, especialmente em um contexto em que a produção já atingiu um patamar elevado.

Na leitura do Rabobank, o ano de 2026 deve ser marcado menos por movimentos abruptos e mais por decisões estratégicas voltadas à eficiência operacional. A combinação de custos ainda controlados, porém com margens mais pressionadas, tende a favorecer produtores e empresas que priorizem gestão, escala e previsibilidade, em detrimento de estratégias agressivas de expansão.

Embora o relatório não aponte riscos imediatos de retração, o banco sinaliza que o desempenho do mercado de lácteos do Brasil em 2026 dependerá da capacidade do setor de absorver o ajuste de preços sem comprometer a rentabilidade. Nesse contexto, a leitura é de que o ambiente permanece construtivo, mas menos permissivo do que em 2025.

Com uma demanda doméstica resiliente e uma oferta que segue em expansão, ainda que em ritmo menor, o Rabobank avalia que o setor entra em uma fase de normalização. Para agentes da cadeia láctea, o cenário reforça a importância de decisões calibradas, com foco em eficiência produtiva e leitura atenta dos sinais macroeconômicos que moldarão o consumo ao longo do próximo ano.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Feed & Food


Jogo Rápido

Juros altos criam ambiente desfavorável para a indústria produzir, aponta Fiergs
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, a decisão de manter a taxa de juros em 15% ao ano cria mais um dos muitos obstáculos enfrentados pelo setor produtivo, que já opera com margens pressionadas, confiança em baixa e dificuldades para investir. Bier acrescenta que a medida também prejudica a indústria gaúcha. Segundo ele, estudo da Fiergs mostra que os juros elevados seguem entre os principais entraves à atividade, ao lado de problemas estruturais como carga tributária, demanda interna insuficiente e o ambiente de negócios. O dirigente destaca ainda que manter a Selic em patamar tão elevado restringe o acesso ao crédito, desestimula investimentos e impede a retomada da atividade industrial. “Reconhecemos que o Banco Central atua dentro dos limites que lhe cabem, diante de um cenário ainda marcado por fortes incertezas fiscais e expectativas de inflação desancoradas. A raiz do problema está na ausência de sinais mais claros de responsabilidade com as contas públicas por parte do governo federal. Sem um ambiente favorável, não há redução sustentada dos juros e, com isso, não se cria um ambiente favorável para a indústria produzir”, diz Bier. (Jornal do Comércio)