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26/01/2026

Porto Alegre, 26 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.561


Inale | Exportações lácteas do Uruguai batem recorde e chegam a US$ 962,7 mi 

As exportações lácteas cresceram 13% em 2025, impulsionadas pelo avanço da leite em pó integral e da manteiga 

As exportações lácteas do Uruguai alcançaram em 2025 o maior faturamento já registrado, segundo dados finais divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita somou US$ 962,7 milhões, resultado 13% superior ao observado em todo o ano de 2024, quando o setor havia gerado US$ 853,9 milhões.

Com esse desempenho, a agroindústria láctea uruguaia atingiu um novo recorde histórico em valor exportado. O marco anterior havia sido registrado em 2022, com US$ 925,2 milhões, em um contexto de forte valorização internacional. Ao longo da série histórica, esta é apenas a terceira vez que o país supera a barreira simbólica dos US$ 900 milhões em exportações lácteas, após os resultados de 2013 e 2022.

Os dados consolidados elaborados pelos técnicos do Inale, com base em informações da Direção Nacional de Aduanas (DNA), consideram quatro principais rubros: leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga. Em 2025, o crescimento do faturamento foi sustentado principalmente pelo desempenho da leite em pó integral e da manteiga, enquanto os demais produtos apresentaram retrações.

No detalhamento por produto, a receita com leite em pó integral alcançou US$ 671,2 milhões, alta de 19% em relação a 2024. A manteiga somou US$ 74,9 milhões, com crescimento de 6%. Em contraste, a leite em pó desnatado registrou queda de 1%, totalizando US$ 54,8 milhões, e os queijos recuaram 13%, com faturamento de US$ 91,2 milhões.

Apesar do recorde em valor, o comportamento dos volumes exportados foi distinto. Ao longo de 2025, o Uruguai embarcou 214.980 toneladas de produtos lácteos, número inferior ao registrado em 2024, quando as exportações haviam alcançado 241.135 toneladas. Historicamente, os maiores volumes foram observados em 2012 e 2024, ambos acima de 240 mil toneladas.

Por produto, o volume de leite em pó integral cresceu 6%, chegando a 168.449 toneladas. Já a leite em pó desnatado teve retração de 9%, com 17.048 toneladas exportadas. Os queijos apresentaram queda mais acentuada, de 15%, totalizando 18.259 toneladas, enquanto a manteiga recuou 9%, com 11.224 toneladas.

Mesmo com a redução do volume total, a elevação dos preços médios internacionais contribuiu de forma decisiva para o resultado financeiro. Na comparação anual, os preços médios obtidos em 2025 foram 12% superiores para a leite em pó integral, 10% maiores para a leite em pó desnatado, 2% acima no caso dos queijos e 17% mais elevados para a manteiga.

Considerando apenas os negócios fechados em dezembro de 2025, os preços médios alcançaram US$ 3.854 por tonelada de leite em pó integral, US$ 3.019 para a desnatada, US$ 5.133 para queijos e US$ 6.809 por tonelada de manteiga. Em relação a dezembro de 2024, houve aumento de preços em todos os produtos, com variações positivas entre 4% e 8%.

No ranking geral das exportações uruguaias, os produtos lácteos ocuparam em 2025 a quarta posição entre os principais bens exportados, atrás da carne bovina, da celulose e da soja, e à frente dos concentrados de bebidas. O dado reforça o peso estratégico do setor para a economia do país.

Quanto aos destinos, Argélia e Brasil mantiveram a liderança como principais mercados para as exportações lácteas do Uruguai. Considerando os últimos 12 meses, a Argélia respondeu por 36% do total exportado, enquanto o Brasil concentrou 26%. Rússia, Chile e Mauritânia apareceram na sequência, cada um com participação de 3%.

A análise por produto mostra uma forte concentração: o Brasil absorveu 79% da leite em pó desnatado e 27% dos queijos exportados, enquanto a Argélia foi o principal destino da leite em pó integral, com 49%. Já a manteiga teve como principal mercado a Arábia Saudita, responsável por 23% das compras.

No contexto regional, os preços internacionais da leite em pó apresentaram ajustes no fim do ano. Em dezembro de 2025, o preço médio da leite em pó integral exportada pela América do Sul foi de US$ 3.900 por tonelada, 10% abaixo de novembro e 4% inferior ao de dezembro de 2024. Para a leite em pó desnatado, o valor médio foi de US$ 3.288 por tonelada, com queda mensal de 3% e retração anual de 13%. (Escrito para o eDairyNews, com informações de El Observador)


Quais são os queijos preferidos dos brasileiros? Confira a lista

Iguaria láctea ganha destaque em diferentes preparações na culinária

Presente em diversas refeições ao longo do dia, o queijo é um dos alimentos mais democráticos na mesa do brasileiro. Ele pode surgir derretido no sanduíche do café da manhã, em pedaços e cru na salada do almoço, ou ralado para dar o toque final ao macarrão do jantar.

Diante de inúmeras variedades disponíveis no mercado, algumas se destacam na preferência do consumidor por fatores como preço, versatilidade e agradabilidade ao paladar.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), a ordem dos tipos mais consumidos no país pode variar conforme a região, mas mussarela, requeijão e queijo prato estão entre os favoritos de Norte a Sul. Juntos, eles representam cerca de 65% do consumo nacional.

Em seguida, cinco variedades se sobressaem no ranking: Minas frescal, Minas padrão, parmesão ralado, coalho e cream cheese, completa a ABIQ.

Entre os queijos considerados especiais e, por consequência, com o preço mais elevado nas prateleiras, os três preferidos para incrementar receitas são parmesão, gouda e gorgonzola.

Os queijos mais consumidos no Brasil

  • Mussarela;
  • Requeijão;
  • Prato;
  • Minas frescal;
  • Minas padrão;
  • Parmesão ralado;
  • Coalho;
  • Cream cheese.

O consumo mundial

Apesar de presente na alimentação dos brasileiros de diversas formas, o consumo médio per capita é de 5,6 quilos por ano, número considerado baixo quando comparado a outros países. Na Argentina, por exemplo, também na América do Sul, o valor mais que dobra, alcançando 12 quilos por pessoa.

A França, com 26,3 quilos, lidera o levantamento mundial, seguida por Islândia (25,9 kg) e Finlândia (25,8 kg). Em nível global, a média é de 6,5 quilos per capita e deve aumentar 1,4% até 2030, estima a ABIQ. (Globo Rural editado pelo Sindilat/RS)

MILHO/CEPEA: Com maior oferta e menor demanda, preços têm novas quedas

Milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea.

Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores.

Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores. 

Ainda segundo o Centro de Pesquisas, compradores continuam priorizando a utilização dos lotes negociados anteriormente. Parte desses agentes, além de terem estoques, acredita que, conforme a colheita de soja avança, vendedores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa. 

No campo, paralelamente à colheita da safra verão no Sul e no Sudeste do País, a semeadura da segunda safra teve início em algumas regiões do Sul e do Centro-Oeste. (Cepea)  


Jogo Rápido

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