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23/01/2026

Porto Alegre, 23 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.560


CONSELEITE – SANTA CATARINA - RESOLUÇÃO Nº 1/2026

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 23 de Janeiro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Dezembro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2026.
 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)


Informativo Conjuntural 1903 de 22 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Observou-se a ocorrência de parasitas em níveis médios a altos. O período foi marcado pelo retorno das altas temperaturas, que influenciaram diretamente a produção de leite. As precipitações recorrentes em algumas regiões prejudicaram o manejo. A produção está estável, com registros pontuais de leve aumento. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nas propriedades com melhor manejo da alimentação e disponibilidade de sombra e água, os efeitos das condições ambientais foram significativamente mitigados, o que manteve os índices produtivos próximos da estabilidade. Já nas propriedades sem esses recursos ideais, ocorreram perdas mais expressivas na produção, o que exigiu ajustes nos horários de pastejo.  

Na de Frederico Westphalen, a produção aumentou devido ao aporte nutricional oriundo da melhoria das pastagens e do maior tempo de pastejo, e as condições ambientais favoreceram o bem-estar animal.

Na de Caxias do Sul, as condições meteorológicas da semana, caracterizadas por elevada precipitação, calor intenso e alta umidade do ar, impactaram os sistemas de produção à base de pasto, resultando em dificuldades de manejo e exigindo pastejo por tempo limitado, com retirada das vacas e suplementação com silagem em cochos cobertos. Essas condições contribuíram para quadros de estresse nas vacas. O excesso de chuvas também dificultou a limpeza dos úberes e interferiu na qualidade do leite, em função da formação de barro em corredores e locais de espera da ordenha não pavimentados. Ainda assim, o leite se manteve dentro dos padrões de qualidade. 

Na de Ijuí, a produção está estável. Os criadores menos capitalizados reduziram a quantidade de complemento alimentar na tentativa de baixar os custos de produção.

Na de Pelotas, as temperaturas elevadas afetaram o bem-estar, o consumo alimentar e a produção de leite, demandando cuidados adicionais relacionados à oferta de sombra, água e ao manejo nutricional. Também foram relatados problemas sanitários pontuais, como aumento da ocorrência de carrapatos e moscas, além de casos de descarte de leite por problemas de qualidade.

Na de Passo Fundo, o rebanho permaneceu com escore corporal acima de 3,5. A alimentação foi baseada em pastagens de verão, silagem e suplementação com concentrados, ajustada às necessidades de cada lote. 

Na de Porto Alegre, a produção está elevada, apesar do estresse térmico em razão das altas temperaturas.

Na de Santa Rosa, a produtividade de leite está estável. As condições ambientais observadas têm favorecido o pastejo rotacionado e para a manutenção da qualidade nutricional da forragem, com adequado aproveitamento das áreas e oferta contínua de alimento aos rebanhos. (Fonte: Emater/RS)

EUA: USDA destina investimentos para impulsionar inovação no setor lácteo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou o investimento de mais de US$ 11 milhões no apoio a pequenas e médias empresas do setor lácteo, por meio do programa Dairy Business Innovation (DBI). Os recursos são destinados ao desenvolvimento, à comercialização e à distribuição de produtos lácteos, com foco em inovação e no fortalecimento das economias locais e da indústria láctea norte-americana.

Em 2025, os recursos serão alocados de forma não competitiva às quatro iniciativas DBI já existentes, conduzidas pela California State University, Fresno; University of Tennessee; Vermont Agency of Agriculture, Food & Markets; e University of Wisconsin. Essas instituições serão responsáveis por oferecer assistência técnica e subvenções a produtores e empresas do setor em suas respectivas regiões.

Entre as ações previstas estão o apoio ao planejamento de negócios, marketing e construção de marca, além da ampliação do acesso a técnicas inovadoras de produção e processamento. O objetivo é estimular o desenvolvimento de produtos lácteos com maior valor agregado, fortalecer os mercados regionais e ampliar a oferta de produtos ao consumidor.

Parte dos recursos será direcionada à Dairy Business Innovation Alliance (DBIA), iniciativa liderada pela Wisconsin Cheese Makers Association (WCMA) em parceria com o Center for Dairy Research (CDR) da Universidade de Wisconsin. Com o novo repasse, a DBIA poderá receber US$ 3,45 milhões para apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, assistência técnica, educação e concessão direta de subsídios a empresas lácteas.

As ações da DBIA abrangem os estados de Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Michigan, Minnesota, Missouri, Nebraska, Ohio, Dakota do Sul e Wisconsin. Desde 2018, o programa já concedeu quase 300 subsídios e ofereceu serviços educacionais e de consultoria a centenas de empresas do setor lácteo. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 04/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, a atuação de um sistema de alta pressão favorecerá a manutenção do tempo estável em todo o estado do Rio Grande do Sul. Entre quinta-feira (22/01) e domingo (25/01), as condições meteorológicas deverão permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Nesse período, não há previsão de chuva significativa em nenhuma das regiões do estado, e as temperaturas seguirão em elevação gradual ao longo dos dias. O predomínio de céu com poucas nuvens e a ausência de precipitação contribuirão para o aumento progressivo das temperaturas máximas. Entre segunda-feira (26/01) e quarta-feira (28/01), o padrão de tempo estável deverá se manter sobre o Rio Grande do Sul. A continuidade da atuação do sistema de alta pressão favorecerá a intensificação do calor em grande parte do estado. Nos dias 27/01 e 28/01, as temperaturas máximas deverão se aproximar dos 40 °C em diversas regiões, podendo ultrapassar essa marca em algumas localidades. Esse cenário indica a ocorrência de um período de calor intenso, com destaque para o interior do estado. De forma geral, não há previsão de chuva em praticamente todas as regiões e, por conseguinte, os acumulados de precipitação previstos não devem superar os 5 milímetros. (Boletim Agrometerologico/SEAPI)