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20/01/2026

Porto Alegre, 20 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.557


GDT - 20/01/2026

(Fonte: GDT)


A previsão para o leite em 2026

O setor do leite terminou 2025 com o preço pago ao produtor no menor patamar do ano. Este cenário, de preços próximos de R$ 2 por litro, foi retratado no boletim do Centro de Inteligência do Leite, da Embrapa Gado de Leite, referente ao mês de dezembro. Para 2026, o setor enxerga uma lenta recuperação dos preços.

Clima favorável e custos mais controlados no início do ano passado impulsionaram a produção, de acordo com Glauco Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, mas o consumo não acompanhou. A produção nacional, que tradicionalmente cresce entre 2% e 3% ao ano, deve fechar 2025 com alta entre 7% e 8%, enquanto o consumo avançou, no máximo, 2%. Além disso, as importações seguiram elevadas e somaram 2,14 bilhões de litros.

No RS, a pressão foi ainda maior. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, aponta que a produção gaúcha cresceu mais de 12% em relação a 2024. “Isso gerou superoferta e pressionou diretamente o preço pago ao produtor”.

Nesse ambiente de margens apertadas, estoques elevados e consumo reagindo lentamente, o que o setor espera em 2026. A primeira diferença é de que a oferta tende a crescer menos, segundo Carvalho. A expectativa é de avanço entre 1% e 1,5%. (Zero Hora)

Do campo à praia: queijo coalho estrutura ativação no litoral gaúcho

O queijo coalho voltou a ocupar espaço no litoral do Rio Grande do Sul durante a temporada de verão como parte de uma estratégia de ativação territorial da Cooperativa Santa Clara.

Após a experiência registrada no último veraneio, a cooperativa retomou a circulação de carrinhos do produto em praias do Litoral Norte e do Litoral Sul, ampliando a visibilidade da marca em um período de alta concentração de consumidores.

De acordo com informações divulgadas pela cooperativa, os carrinhos de queijo coalho estão presentes nos municípios de Torres, Atlântida, Capão da Canoa, Xangri-lá, Tramandaí e Rio Grande. A ação teve início em 22 de dezembro e está programada para seguir até o encerramento da temporada de verão, após o Carnaval, acompanhando o fluxo turístico típico do período.

A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de estratégias de verão adotadas por indústrias de alimentos que buscam aproximar produtos tradicionais do consumo imediato, fora do ambiente convencional de varejo. No caso da Santa Clara, o foco recai sobre um item de forte apelo sensorial e cultural, especialmente associado a momentos de lazer e consumo informal.

Como novidade em relação à edição anterior, o portfólio de queijo coalho oferecido nos carrinhos foi ampliado com a inclusão da versão zero lactose. O produto passa a dividir espaço com as versões tradicional, com orégano e com pimenta, todas disponibilizadas com opções de adicionais. A diversificação, segundo a cooperativa, acompanha mudanças no perfil de consumo e amplia o alcance do produto a públicos com restrições alimentares específicas.

Além da venda direta nas praias, a Santa Clara estruturou uma ação complementar de comunicação visual ao longo dos principais corredores de acesso ao litoral gaúcho. Painéis da campanha “Queijo Coalho? É Claro que Eu Quero” foram instalados em pontos estratégicos da Estrada do Mar, da Rota do Sol e no pedágio da Freeway, em Gravataí. A escolha das rotas reforça a lógica de exposição durante o deslocamento dos veranistas, antes mesmo da chegada às praias.

No final de janeiro, a cooperativa também confirmou presença pelo terceiro ano consecutivo no Paleta Atlântida, evento gastronômico realizado no litoral norte do estado. A participação integra o mesmo conjunto de iniciativas de verão e reforça a associação da marca a experiências de consumo fora do ponto de venda tradicional, ampliando a recorrência da exposição ao longo da temporada.

A estratégia evidencia uma combinação de ativação de marca, experimentação de produto e ocupação de território, com foco em períodos de alta circulação de pessoas. Ao levar o queijo coalho diretamente ao ambiente de consumo, a cooperativa reduz a distância entre produção e consumidor final, ao mesmo tempo em que testa formatos de comercialização e relacionamento fora da estrutura clássica do varejo.

Fundada há 114 anos, a Santa Clara é reconhecida como a cooperativa de laticínios mais antiga em atividade no Brasil. Com sede em Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, a organização atua em 162 municípios gaúchos por meio de quase 5 mil associados. Suas operações abrangem diferentes frentes, incluindo laticínios, frigorífico, fábrica de rações, cozinha industrial e uma rede própria de 31 unidades de varejo, entre supermercados, mercados agropecuários e farmácia.

O portfólio da cooperativa inclui 47 tipos de queijos, distribuídos em 106 apresentações, além de produtos do frigorífico, doces, itens para food service, bebidas proteicas e uma linha de iogurtes. Dentro desse conjunto, o queijo coalho ocupa um espaço estratégico por sua versatilidade de consumo e capacidade de adaptação a diferentes contextos regionais.

A presença contínua da Santa Clara no litoral gaúcho durante o verão sinaliza uma aposta na consolidação do produto como item de consumo imediato e sazonal, sem desvinculá-lo de sua origem cooperativa. Ao estruturar ações recorrentes, a cooperativa transforma o período de veraneio em uma vitrine para testar formatos, observar comportamento do consumidor e reforçar a conexão entre território, produto e identidade produtiva. (Escrito para o eDairyNews, com informações de Cooperativa Santa Clara Ltda)


Jogo Rápido

Live para atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil

Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, no dia 20/01, às 10h, houve uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil. A live foi uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, CLIQUE AQUI. (Seapi, adaptado pelo Sindilat)