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02/01/2025

Porto Alegre, 02 de janeiro de 2025                                                        Ano 20 - N° 4.545


BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO Nº  01/2026 – SEAPI

A instabilidade atmosférica atuou sobre o Rio Grande do Sul nesta semana, proporcionando chuvas bem distribuídas na Metade Norte, onde foram registrados os maiores acumulados, com cerca de 200 mm nas regiões de Santa Rosa e Ijuí. 

Na bovinocultura de leite, o incremento na oferta de volumoso resultou em maior disponibilidade de alimento para os animais, refletindo positivamente na produção e possibilitando, em algumas propriedades, a redução da suplementação com fenos e concentrados. As chuvas recentes afetaram o manejo dos rebanhos, dificultando a limpeza dos úberes e o deslocamento dos animais até as pastagens.

As condições corporais e sanitárias estão apropriadas, e a produção estável ou superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

Nos próximos dias, a previsão indica nebulosidade variável, com tendência de elevação das temperaturas e chuvas concentradas, mais frequentes no Norte do Rio Grande do Sul, o que pode favorecer reposição localizada da umidade do solo e aumentar a variabilidade das condições hídricas entre as regiões. 

Em 02/01 (sexta-feira), o sistema de baixa pressão manterá condições de chuva em todas as regiões, com menores acumulados no Sul; as temperaturas máximas devem alcançar 34 °C no Oeste.

No final de semana, a entrada de uma massa de ar frio sobre o território gaúcho deve provocar queda das temperaturas e maior estabilidade atmosférica, reduzindo a ocorrência de chuva e, em geral, diminuindo a demanda evaporativa no curto prazo. 

No entanto, a partir de segunda-feira (05/01), as temperaturas voltam a se elevar. Em 03/01 (sábado), a passagem de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul estabilizará a atmosfera, deixando o dia ensolarado e com poucas nuvens. As temperaturas ficarão mais baixas em todas as regiões, com mínimas de 13 °C no Sul e máximas em torno de 29 °C no Oeste. 

Em 04/01 (domingo), a massa de ar frio associada à frente fria manterá o tempo firme, com dia ensolarado; as temperaturas máximas devem atingir cerca de 33 °C na Metade Oeste. 

Em 05/01 (segunda-feira), o sol predominará, e as temperaturas entrarão em elevação em todo o Estado; as máximas devem chegar a 35 °C na Metade Sul e na Região Metropolitana. 

Em 06/01 (terça-feira), o sol aparecerá entre nuvens, com possibilidade de chuva na Serra no final do dia; a temperatura máxima pode atingir 38 °C na região dos Vales e na Metropolitana. 

Em 07/01 (quarta-feira), a nebulosidade será variável, e há previsão de chuva na região de fronteira com o Uruguai; a temperatura máxima deve alcançar 40 °C na Costa Doce e na Metade Sul. (Boletim Agrometeorológico)


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1900 de 1 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

O incremento na oferta de volumoso aos animais refletiu positivamente na produção e possibilitou, em algumas propriedades, a redução da suplementação com fenos e concentrados. As chuvas recentes afetaram o manejo dos rebanhos, dificultando a limpeza dos úberes e o deslocamento dos animais até as pastagens. As condições corporais e sanitárias estão apropriadas, e a produção estável ou superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, houve necessidade do uso de ventiladores e de vaporizadores para mitigar o calor e reduzir o estresse térmico nos sistemas de confinamento. 

Na de Erechim, as temperaturas mais elevadas têm intensificado o estresse térmico dos animais, exigindo maior atenção ao acesso à sombra e à disponibilidade de água de qualidade nos piquetes e nas instalações, tanto nos sistemas a pasto quanto nos confinados. As chuvas de volumes elevados causaram problemas nos rebanhos manejados em sistemas de pastoreio com ordenha em estábulos.

Na de Frederico Westphalen, houve necessidade de suplementação alimentar, mas os animais apresentaram condições corporais e sanitárias adequadas. 

Na de Ijuí, em função da elevada umidade do solo, o deslocamento dos animais até as áreas de pastejo intensificou a formação de barro, dificultando o acesso às pastagens e ampliando o contato do úbere com o lodo, o que resultou em maior incidência de doenças nas glândulas mamárias. Apesar desse cenário, a produção atingiu volume superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

Na de Santa Maria, a produtividade segue em volumes satisfatórios, em razão da disponibilidade de pastagens. 

Na de Santa Rosa, as temperaturas amenas nas primeiras horas da manhã possibilitaram a ampliação do período diário de pastejo. No entanto, o elevado volume de chuvas, registrado nos últimos dias do período, impôs restrições ao manejo do rebanho e da ordenha. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)

Imposto de Renda em 2026: veja o que muda, quem ganha e quem passa a pagar mais

Nova tabela de tributação entra em vigor a partir deste ano e amplia isenção para até R$ 5 mil mensais

O Imposto de Renda (IR) terá neste ano a maior reformulação dos últimos tempos. A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, medida que retira milhões de brasileiros da base de contribuintes.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo também instituiu uma tributação mínima sobre altas rendas, incluindo pela primeira vez lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas.

As alterações passam a valer a partir do exercício de 2026, com impacto direto no salário mensal, na aposentadoria, no ajuste anual e no planejamento financeiro da população brasileira.

Isenção até R$ 5 mil e desconto até R$ 7.350
A principal novidade é a isenção total do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil. Quem recebe até esse valor deixa de ter qualquer desconto em folha ou cobrança no ajuste anual.

Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto não acaba, mas fica gradualmente menor, com descontos proporcionais que reduzem a carga tributária:

Até R$ 5,5 mil: desconto de 75%
Até R$ 6 mil: desconto de 50%
Até R$ 6,5 mil: desconto de 25%

Na prática, quanto mais próximo dos R$ 5 mil, menor será o imposto efetivamente pago. A regra cria uma transição suave até o limite de R$ 7.350, evitando saltos bruscos na tributação. (Zero Hora)


Jogo Rápido
FRASE DO DIA - JORNAL DO COMÉRCIO 
“O setor leiteiro vem há meses com problema de rentabilidade. Todas as medidas são bem-vindas, mas os governos precisam entender a urgência do momento.”  Darlan Palharini,  secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat).