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28/08/2025

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 28 de agosto de 2025                                                        Ano 19 - N° 4.468


​Conseleite Minas Gerais

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 27 de Agosto de 2025, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2025 a ser pago em Julho/2025.
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2025 a ser pago em Agosto/2025.
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2025 a ser pago em Setembro/2025.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.


China puxa demanda por lácteos: manteiga +72%, queijo +14% 

As importações lácteas da China cresceram 6%, impulsionadas por manteiga e queijo, enquanto leite em pó perde espaço pela produção interna.As importações lácteas da China registraram um aumento de 6% em volume nos primeiros sete meses do ano, segundo os dados mais recentes do setor.
Esse crescimento confirma o papel estratégico do país asiático como um dos principais motores da demanda global por lácteos.

No entanto, o avanço não foi uniforme: enquanto manteiga e queijo puxaram a alta, categorias tradicionais como leite em pó e leite UHT perderam ritmo, reflexo de mudanças estruturais na produção e no consumo interno.

De acordo com os números divulgados, a manteiga teve um salto impressionante de 72,6% nas importações, acompanhada por um aumento de 12,7% na demanda por creme de leite.

Essa tendência beneficia especialmente exportadores da Oceania, como a Nova Zelândia, e países europeus, entre eles França e Itália, que têm visto um incremento expressivo em seus embarques para a China.

No segmento de queijos, as compras chinesas cresceram 14,5%, com destaque para os produtos italianos, que vêm ganhando cada vez mais espaço nas gôndolas e no food service chinês.

Em contrapartida, o cenário é distinto para o leite em pó e o leite envasado, que apresentaram uma desaceleração nas compras.

Especialistas atribuem esse movimento a dois fatores centrais: o aumento da produção interna de leite na China, incentivado por políticas públicas voltadas para a autossuficiência, e uma demanda doméstica mais fraca para esses itens básicos.

Essa reconfiguração indica uma estratégia de importação mais seletiva, priorizando produtos de maior valor agregado e categorias que complementam — e não competem com — a produção nacional.

O valor das importações também apresentou crescimento expressivo. Em julho, houve um aumento de 13% em dólares, e no acumulado do ano, a alta chegou a 15,6%.

Esse avanço é resultado tanto do incremento no volume total quanto do aumento do preço médio por tonelada, reforçando a tendência de um mercado que busca qualidade e diferenciação, mesmo diante de um consumo doméstico que segue ajustando-se às novas dinâmicas econômicas e alimentares do país.

Para os exportadores globais, a notícia traz um misto de oportunidade e alerta.

O mercado chinês continua sendo vital para os lácteos internacionais, mas a segmentação crescente exige adaptação: o apetite chinês está cada vez mais voltado para produtos premium, ricos em gordura e com apelo gastronômico, enquanto commodities como leite em pó enfrentam mais barreiras competitivas.

Países da União Europeia e da Oceania seguem sendo os maiores beneficiados, enquanto outros players exportadores, como América do Sul e América do Norte, avaliam estratégias para não perder espaço.

Esse panorama também pode gerar impactos indiretos nos preços globais do leite e derivados, uma vez que a China dita grande parte do equilíbrio entre oferta e demanda internacional.

Caso essa tendência de valorização dos produtos premium se mantenha, é possível que novos investimentos em capacidade de produção e adaptação de portfólios sejam observados nos próximos meses, especialmente de indústrias que visam o mercado asiático como destino estratégico.

Em conclusão, o crescimento de 6% nas importações lácteas da China demonstra que o país mantém sua relevância no comércio internacional, mas com um perfil cada vez mais seletivo e orientado por valor.

Exportadores que entenderem esse movimento e ajustarem suas estratégias poderão não apenas preservar, mas também expandir sua participação nesse mercado-chave para o setor lácteo global.

*Adaptado para eDairyNews BR, com informações de eDairyNews ES

Laticínios podem proteger o coração

Novas pesquisas mostram que leite, queijo e iogurte podem reduzir riscos cardíacos e derrames, desafiando antigas recomendações sobre gordura saturada.

Nas últimas duas décadas, um conjunto crescente de pesquisas tem demonstrado uma ligação entre o consumo de laticínios e um risco reduzido de doenças cardiovasculares (DCV). O Conselho Nacional de Laticínios dos EUA (NDC) financia estudos e compartilha informações com base científica para esclarecer o impacto dos laticínios na saúde cardíaca.
 
Por que as orientações nutricionais estão mudando
Nos últimos 40 anos, as principais recomendações nutricionais indicavam reduzir a ingestão de gordura saturada, incluindo laticínios integrais, para diminuir o risco de doenças cardiovasculares. A justificativa era a preocupação com o aumento do colesterol LDL, considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas.

No entanto, décadas de pesquisas revelaram que a relação entre gorduras lácteas e saúde do coração não é tão simples. Estudos da NDC e de terceiros indicam que o consumo de leite, queijo e iogurte, sejam integrais ou com baixo teor de gordura, não está associado ao aumento do risco de DCV.

 Revisões científicas apontam impacto neutro ou protetor
Diversas revisões sistemáticas e meta-análises constataram que os laticínios podem ter impacto neutro e, em alguns casos, até efeito protetor para a saúde cardiovascular.

Uma revisão sistemática de 2016, parcialmente financiada pelo NDC, encontrou uma associação neutra ou favorável entre o consumo de laticínios e os desfechos cardiovasculares. Os pesquisadores destacaram que a recomendação de priorizar laticínios com baixo teor de gordura não se baseia em evidências científicas sólidas e reforçaram a necessidade de mais estudos sobre o tema.
 
Queijo e leite podem reduzir riscos de doenças cardíacas e derrames
Uma revisão sistemática e meta-análise mais recente, de 2023, constatou que há evidências moderadas de que o consumo de cerca de uma porção de queijo por dia está associado a:

Redução de doenças cardíacas e derrames

Menor risco de mortalidade cardiovascular

Os pesquisadores observaram que a matriz do queijo, formada pela sua estrutura complexa de componentes físicos, nutricionais e bioativos, pode desempenhar um papel essencial na digestão, absorção e no impacto final na saúde humana.

Estudo reforça benefícios dos laticínios integrais
No estudo histórico Prospective Urban Rural Epidemiology (PURE), publicado em 2023, os pesquisadores descobriram que o consumo de duas porções diárias de laticínios, principalmente integrais, associado à ingestão de frutas, verduras, nozes, leguminosas e peixes, estava relacionado a:

30% de redução no risco de mortalidade por todas as causas

19% de redução no risco de acidente vascular cerebral

18% de redução no risco de doenças cardiovasculares

14% de redução no risco de ataque cardíaco

Os autores concluíram que os laticínios, incluindo os integrais, desempenham um papel importante na promoção da saúde do coração.
 
Associação positiva dos laticínios com a saúde
Outro estudo de 2023, baseado em dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição  (NHANES) com mais de 46 mil adultos nos EUA, revelou que o consumo de laticínios está associado à redução de 26% no risco de mortalidade por doenças cardíacas em pessoas com 19 anos ou mais.

Além disso, os pesquisadores constataram que o consumo de laticínios não aumenta a mortalidade por todas as causas nem está associado ao risco de morte por câncer.

Gorduras lácteas têm composição única
Os resultados dessas pesquisas destacam que a gordura láctea possui uma composição exclusiva, formada por mais de 400 ácidos graxos que parecem interagir de forma distinta em comparação com outras fontes de gordura saturada.

Além disso, os laticínios apresentam matrizes físicas e nutricionais complexas, que podem influenciar diretamente a digestão, a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes, ampliando seus potenciais benefícios para a saúde cardiovascular.

As informações são da Dairy Foods Magazine, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint


Jogo Rápido
Sict terá ações focadas em inovação, ciência e tecnologia para o agronegócio na 48ª Expointer 
A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) marcará presença na 48ª Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A pasta terá uma programação especial relacionada ao Centro de Inteligência do Agronegócio, incluindo atividades do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, e um evento de certificação do programa Produtos Premium. “Estar presente na Expointer é fundamental para reafirmarmos o papel da Sict como articuladora da inovação no agronegócio gaúcho. É nesse espaço que conseguimos mostrar, na prática, como políticas públicas na área de inovação, ciência e tecnologia se conectam à produção rural. Um exemplo disso é o Centro de Inteligência do Agronegócio, um hub estratégico para transformar dados em decisões, apoiar produtores e impulsionar a competitividade do setor”, destaca a titular da Sict, Simone Stülp. A programação do Centro de Inteligência do Agronegócio acontecerá no estande do governo do Estado na Expointer e será concentrada nos dias 5 e 6 de setembro, com início às 10h e final previsto para em torno das 17h. Entre os destaques do dia 5, estão os painéis “Azeites de Oliva do Rio Grande do Sul”, às 12h; “Living Labs no Agro: Inovação Colaborativa e Conexões Globais”, às 13h30; “Selo Cordeiro Premium Gaúcho: Organização da Cadeia, Qualidade e Valor Agregado”, às 15h; e “Certificação e Valorização da Lã Gaúcha: Rumo ao Selo Premium”, às 15h30. Já no dia 6, a Sict estará no painel “Inovação Agrícola 4.0: Tecnologias e Impactos Sustentáveis”, às 11h.  (Expointer)