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27/08/2025

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 27 de agosto de 2025                                                        Ano 19 - N° 4.467


​Conseleite Paraná

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de agosto de 2025 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Agosto de 2025, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Agosto de 2025 é de R$ 4,3122/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.


Estudantes criam ração para reduzir emissão de metano na pecuária

Pesquisa tem parceria de rede de pesquisa e inovação

Inspirado pelo trabalho dos avós agropecuaristas, o estudante João Pedro Decarli, de 14 anos, está desenvolvendo uma ração para bovinos que visa reduzir as emissões de metano na pecuária. A ração é enriquecida com peptídeos antimicrobianos e metabólitos secundários extraídos do fungo Trichoderma.“Diante das mudanças climáticas e dos problemas gerados por elas na nossa região e no país, a ideia foi colocar essa funcionalidade, da redução de emissão do gás metano, na composição da ração”, ressalta João Pedro.O projeto está sendo desenvolvido na Academia Donaduzzi do Biopark Educação, em Toledo (PR), sob a orientação da docente Jessica Pandini Klauck. O estudante Leonardo Schroder Volkweis, também de 14 anos, se juntou ao colega no desenvolvimento da pesquisa. Em entrevista à Globo Rural, eles ressaltam que o objetivo também é potencializar a produção de leite, melhorar a qualidade da carne e fortalecer a imunidade dos animais.A professora afirma que a iniciativa alia biotecnologia e sustentabilidade, “buscando soluções naturais para diminuir os gases de efeito estufa e tornar a pecuária mais produtiva e ambientalmente responsável”.

O primeiro passo foi pesquisar os dados referentes à produção de metano na atividade pecuária. Leonardo destaca que o setor é responsável por cerca de 28% das emissões globais desse gás, principalmente devido à digestão dos ruminantes. “É um grande desafio ambiental, com forte impacto no aquecimento global”, reforça.

Pesquisa
Jessica explica que a principal estratégia da pesquisa é o uso da ração enriquecida com compostos antimicrobianos extraídos do fungo Trichoderma harzianum, capazes de reduzir a produção de metano no rúmen. Outra alternativa estudada é a macroalga vermelha Asparagopsis taxiformis, que pode diminuir em até 99% as emissões quando incluída em pequenas quantidades na dieta. “Já em testes nos Estados Unidos, seus resultados preliminares são bastante promissores”, acrescenta a professora.

João Pedro também destaca os benefícios do composto não envolver produtos químicos ou artificiais e que várias análises estão sendo feitas a fim de se chegar no melhor resultado. “Pensamos não só na melhora da produtividade, mas também na saúde do animal”, frisa.

Para dar andamento à proposta, foi firmada uma parceria com o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) do Biopark, que possibilitará que pesquisadores auxiliem na parte experimental do projeto. Os dois estudantes desejam que o produto seja disponibilizado no mercado e pretendem acompanhar os trâmites para aprovação. "Acredito que a pesquisa tem capacidade de ir para frente e revolucionar a indústria pecuarista", avalia Leonardo.

Premiações
João Pedro participa das atividades do clube de ciências no Biopark desde 2021. “É uma grande oportunidade, a gente pode realizar projetos, participar de feiras e ampliar nosso conhecimento”, comenta. Em 2022, ele criou um suplemento alimentar para bovinos, formulado com ingredientes naturais, com o objetivo de aumentar a produção de leite. Com esse projeto, conquistou o segundo lugar na categoria Ensino Fundamental II na 12ª Feira de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná - Campus Palotina.

Em 2023, João Pedro desenvolveu um novo suplemento natural para bovinos, dessa vez com foco na redução da emissão de gás metano, contribuindo para a sustentabilidade ambiental. (Globo Rural)

SOJA/CEPEA: Indicadores atingem as máximas do ano

Soja estão firmes no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação vem da maior demanda pelo grão e da valorização do dólar – o câmbio movimentou as negociações nos portos, acirrando a disputa entre consumidores domésticos e importadores. 

Os preços do complexo soja estão firmes no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação vem da maior demanda pelo grão e da valorização do dólar – o câmbio movimentou as negociações nos portos, acirrando a disputa entre consumidores domésticos e importadores. Além disso, a redução dos custos com frete elevou os valores no interior do País. 

Nesse cenário, os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná da soja em grão operam nas máximas do ano. Para os derivados, as negociações estão aquecidas, sobretudo as envolvendo o farelo para a exportação. Pesquisadores do Cepea indicam que, atentos às recentes valorizações e temendo altas mais significativas, consumidores domésticos realizaram novas aquisições de farelo para completar os estoques. (Terra Viva)


Jogo Rápido
MILHO/CEPEA: Quedas nos preços domésticos perdem força
Milho perdeu a força ao longo da semana passada, com algumas regiões chegando a apresentar leve alta. Pesquisadores do Cepea indicam que a sustentação aos preços veio da posição firme de vendedores e das valorizações nos portos. Mesmo com a colheita em fase final, o movimento de queda nos preços do milho perdeu a força ao longo da semana passada, com algumas regiões chegando a apresentar leve alta. Pesquisadores do Cepea indicam que a sustentação aos preços veio da posição firme de vendedores e das valorizações nos portos, que, por sua vez, foram influenciadas pela melhora no ritmo dos embarques e pelos avanços do dólar e das cotações externas. Parte dos vendedores consultados pelo Cepea voltou a limitar a oferta no spot, se concentrando nas atividades de campo e no aguardo de melhores oportunidades. Outros que já estão com o cereal colhido e armazenado não mostram necessidade de venda imediata. Compradores domésticos, por sua vez, priorizam o consumo dos estoques e/ou preferem guardar a entrega dos lotes negociações antecipadamente – pesquisadores do Cepea destacam, inclusive, que esse contexto limitou maiores avanços preços internos. (Terra Viva)