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08/05/2018

 
 

Porto Alegre, 08 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.730

 

Sul discute a padronização
A consulta pública que está em andamento para revisar a instrução normativa (IN) 62, que estabelece os padrões de qualidade do leite cru produzido no país, e a padronização de procedimentos nos três Estados do Sul para controle da brucelose e tuberculose bovina são dois dos temas que estarão em pauta na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, hoje, em Chapecó (SC). O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, diz que a ideia é que os três Estados do Sul unifiquem ações para aprimorar o status sanitário regional. Ele exemplifica que Santa Catarina não vacina mais o rebanho contra brucelose, diferentemente do Rio Grande do Sul e Paraná, que defende a manutenção da vacinação. (Correio do Povo)
 
O ano da Expoleite e da Fenasul possíveis

Os organizadores bem que tentam manter o otimismo em relação à 41ª Expoleite e à 14ª Fenasul, vitrines do setor leiteiro do Estado e que ocorrem na próxima semana, de 16 a 20, no parque Assis Brasil, em Esteio. A Gadolando projeta a participação de 150 animais, acima do ano passado. Mas na cerimônia de lançamento, ontem, ficou evidente que os eventos estão um pouco órfãos. Falta aquele abraço generoso que é dado à Expointer e que se ensaiou na edição do ano passado, quando o foco foi o público urbano. Sem a participação da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e com recursos escassos, as feiras ficaram um tanto quanto esvaziadas e chegaram a correr o risco de não sair. A demora na confirmação também inviabilizou atrações, como o Pub do Queijo, inovação de 2017. O alto custo dos produtores - estimado entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por animal - para participar da exposição é outro obstáculo a ser superado. São necessários R$ 240 mil para a realização dos eventos. Até o momento, o patrocínio de Badesul, BRDE e Banrisul soma R$ 100 mil.

- Os produtores estão estrangulados. E vir para a feira significa custos - argumenta Jorge Fonseca da Silva, presidente da Gadolando, organizadora da Expoleite/Fenasul, com o governo do RS.

Isso em meio a grave crise que, nos últimos anos, teria feito 25 mil produtores de leite abandonarem a atividade. A Farsul, que em 2017 coordenou comissão executiva do evento, neste ano decidiu não participar, após apresentar proposta declinada pela Gadolando. E a dificuldade em obter terneiros também fez o tradicional remate da federação ser cancelado.
É um mero simbolismo, mas até o lançamento da Expoleite/Fenasul, que costumava ganhar espaço no Palácio Piratini, foi feito dentro do gabinete da Secretaria da Agricultura. (Zero Hora)

 
 
Em 2017 o queijo foi o produto de crescimento mais rápido na América Latina

Queijo - Segundo dados do Euromonitor Internacional, em 2017 o queijo foi o produto lácteo de mais rápido crescimento na América Latina, registrando crescimento em todos os mercados. Neste mesmo ano, o mercado de produtos lácteos da América Latina gerou divisas de US$ 63,6 bilhões, perto de 15% de todo o mercado mundial de lácteos de US$ 430 bilhões. O Brasil teve baixo crescimento, enquanto Argentina, México, Chile e Peru apresentaram boas performances de vendas em todos os âmbitos. 

 
No relatório do Euromonitor Internacional dos Lácteos na América Latina, o analista Leonardo Freitas comenta que enquanto os mercados de leite, iogurte e queijo cresceram amplamente na América Latina, o consumo per capita continua sendo mais baixo do que nos mercados desenvolvimentos, conforme informou o site web especializado em lácteos DairyReporter.com. "Com uma sólida produção local e anos de experiência, os fabricantes de queijos aproveitaram para vender aos  consumidores com mais poder aquisitivo, assim como diversificar categorias e produzir tipos de queijos internacionalmente conhecidos localmente como Brie e Parmesão, que vendem como tipos inspirados, já que são protegidos pelos seus certificados de origem", escreveu. Freitas também estima que poderá haver espaço para desenvolver categorias alternativas como leite com baixo teor de matéria gorda e queijo sem lactose.

Brasil, um mercado para ser observado
Freitas escreveu que o Brasil é um mercado de produtos lácteos a ser observado na América Latina porque é o maior e responde por 37% do faturamento total de produtos lácteos na região. "O Brasil sempre é um jogador chave e seu desempenho continuará influindo no mercado lácteo em geral na América Latina", escreveu.

O Euromonitor Internacional sugere que o Brasil deverá experimentar um sólido crescimento interanual até 2022, junto com Argentina e Equador. (Todo El Campo - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 
França proíbe rotulagem de produtos vegetais usando termos como "carne" e "leite"

Os alimentos veganos e vegetarianos não podem mais ser rotulados com termos específicos de carne ou lácteos, como "hambúrguer" ou "leite" na França. Uma emenda aprovada pelo parlamento francês tornou ilegal aos processadores de alimentos rotular alimentos vegetarianos e veganos com a terminologia comumente usada para carne e produtos lácteos. Isso inclui produtos originários de animais como bife, queijo, linguiça ou qualquer outro termo usado para carnes e lácteos tradicionais. De acordo com a British Broadcasting Company, uma violação da nova lei pode resultar em multas de até 300.000 euros (US$ 363.156). A emenda foi proposta por Jean Baptiste Moreau, agricultor e membro do Parlamento da França, e aprovada em 19 de abril em um projeto de lei agrícola. Moreau também é membro do partido político do presidente Emmanuel Macron, La République En Marche.

"É importante combater falsas alegações. Nossos produtos devem ser designados corretamente: os termos 'cheese' ou 'steak' serão reservados para produtos de origem animal", disse Moreau em um tweet.

Moreau argumentou que os rótulos de lácteos ou carne em comida vegana e vegetariana eram enganosos para os consumidores. Um processo judicial de 2017 pelo Tribunal de Justiça Europeu serviu de precedente, porque esse caso determinou que os alimentos de origem vegetal não podiam mais usar termos como leite, manteiga e queijo para rotular produtos na União Europeia. (As informações são da Drovers, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Negócios vão a R$ 4,5milhões
A 11ª Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos (Expoclara) recebeu um público de 36 mil pessoas durante quatro dias (3 a 6 de maio) de atividades no Parque da Fenachamp, em Garibaldi. A exposição contou com 229 animais das raças Jersey e Holandês, de propriedade de associados da Cooperativa Santa Clara, organizadora do evento. Também participaram 108 expositores de máquinas e equipamentos. Os negócios fechados por expositores e produtores associados à cooperativa chegaram a R$ 4,5 milhões. (Correio do Povo) 

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