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01/03/2017

 

Porto Alegre, 01 de março de 2017.                                               Ano 11- N° 2.450

 

Comissão Executiva dá largada para Fenasul 2017

A Comissão Executiva da Feira Nacional de Agronegócios do Sul (Fenasul) irá se reunir para dar início à organização do evento no dia 14 de março. O encontro, agendado para a Secretaria da Agricultura (Seapi), deve mobilizar promotores e entidades parceiras da exposição. A agenda de organização foi definida em reunião preliminar entre entidades e o secretário da Agricultura, Ernani Polo, na tarde desta quarta-feira (01/03), que contou com a presença da gerente administrativa do Sindilat, Julia Bastiani. 

Além do Sindilat, representantes da Gadolando, do Parque de Exposições Assis Brasil, Farsul, Simers, Ocergs, Fetag e Senar deverão ser indicados para participar da Comissão Executiva, que também será responsável pela divulgação da feira. A Fenasul 2017 será realizada de 24 a 28 maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A exposição é uma das grandes vitrines da pecuária leiteira gaúcha. Além de concurso morfológico, o evento reúne debates técnicos e lideranças voltadas à produção laticinista. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

  

 
LEITE/CEPEA: preço reage impulsionado pela menor oferta

O preço do leite recebido pelo produtor subiu em fevereiro, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Na "média Brasil" (GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA), o valor líquido foi de R$ 1,2152/litro, aumento de 2,7 centavos/litro ou de 2,2% em relação a janeiro e de 17,0% sobre fev/16. Contabilizando-se frete e impostos, o preço bruto médio foi de R$ 1,3219/litro, 2% superior ao do mês anterior e 18,6% acima do de fev/16, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de jan/17). 

Segundo pesquisadores do Cepea, as reações nos preços do leite, que caíram entre setembro e dezembro e se estabilizaram em janeiro, estiveram atreladas principalmente à menor oferta. Além do clima adverso, especialmente excesso de chuvas, em algumas bacias produtoras, que vem refletindo em queda na produção desde janeiro, os menores investimento na atividade leiteira - reforma e manutenção das pastagens, compra de animais, medicamentos - reforçam a diminuição na disponibilidade do produto. O típico aquecimento do consumo com o retorno das aulas contribuiu para as valorizações do leite, embora a demanda continue abaixo do esperado por agentes.

A captação do leite pelos laticínios/cooperativas diminuiu em todos estados acompanhados pelo Cepea em janeiro. Em relação a dezembro/16, houve queda de 3,69% no Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L), ante um ligeiro recuo observado no mês anterior, de 0,1%, após seis meses consecutivos de aumentos. Bahia e Goiás registraram as maiores quedas em jan/17, de 5,48% e de 4,15%, respectivamente, seguidos por Santa Catarina (3,93%), São Paulo (3,21%), Minas Gerais (2,47%), Rio Grande do Sul (1,64%) e Paraná (0,27%). 

Para março, a expectativa é que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima e pela recuperação gradativa da demanda. Dos agentes entrevistados pelo Cepea, 58,5% apostam em nova valorização do leite no próximo mês, enquanto 38,5% acreditam em estabilidade. Apenas 3,1% dos colaboradores consultados esperam queda nas cotações para março.

Por outro lado, segundo colaboradores do Cepea, nesta entressafra, prevista para iniciar entre março e abril, não são esperados aumentos de preços na intensidade ocorrida no mesmo período do ano passado. Isso porque os menores custos, influenciados principalmente pela desvalorização dos concentrados, podem estimular produtores de leite a aumentar a quantidade de ração fornecida aos animais, elevando o volume de leite produzido.

Quanto aos derivados, o preço do leite UHT subiu 4,33% de janeiro para fevereiro no atacado do estado de São Paulo - foi o terceiro aumento seguido -, com a média mensal (até o dia 23) indo para R$ 2,472/litro. No ano, a alta desse derivado chega a 9%. Para o queijo muçarela, após seis meses de queda, devido à baixa demanda e o acúmulo de estoques na indústria, os preços reagiram, acompanhando o UHT. A média parcial de fevereiro foi de R$ 14,93/kg, aumento de 1,94% em relação à de janeiro. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (As informações são do CEPEA/Esalq.)

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em FEVEREIRO/17 referentes ao leite entregue em JANEIRO/17.  
 
 
Tabela 2. Preços em estados que não estão incluídos na "média Brasil" - RJ, MS, ES e CE.
 
 
 
Desburocratização do Agro+ é modelo para outros ministérios
 
O programa Agro+ do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, iniciativa do ministro Blairo Maggi, que visa a desburocratização e modernização do setor, está sendo seguido por outros ministérios, a pedido do presidente Michel Temer. Propostas de ministros de diferentes áreas estão sendo examinadas na Casa Civil, disse o presidente, durante cerimônia, nesta segunda-feira (20), em que o governo de São Paulo lançou a versão local do programa em parceria com a Federação da Agricultura estadual (Faesp). "Depois que o Blairo fez, reuni os ministros para que fizessem o mesmo", observou em seu discurso, no evento que teve a presença do governador Geraldo Alckmin. Temer destacou a importância do agronegócio para a economia brasileira. "É a força motriz da economia", enfatizou. Destacou as missões internacionais que Maggi tem realizado, "divulgando a agricultura brasileira" e as ações de sustentabilidade ambiental, "que mantém preservados 61% do território nacional na forma original". E acrescentou que "o Brasil respeita o meio ambiente e o Acordo do Clima de Paris".


 
Prazos
O ministro Blairo Maggi disse esperar que todos os estados implantem o Agro+ local até o fim deste ano, assim como os municípios, informou. São Paulo foi o segundo estado a aderir ao programa, depois do Rio Grande do Sul. O Distrito Federal está com lançamento agendado para a segunda quinzena de maio, durante a feira AgroBrasília. Os estados de Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás, já demonstraram interesse ou estão com seus planos avançados.

"As regras precisam ser ajustadas para estados para que a flexibilização feita pelo governo dê resultado", enfatizou o ministro, acrescentando que a reprodução do modelo demonstra tratar-se de uma política consistente . É preciso evitar que novas barreiras locais emperrem os negócios, segundo ele. Maggi destacou que, em relação ao crédito rural, o Banco do Brasil já adotou medidas de desburocratização.

O ministro enviou recentemente à Casa Civil da Presidência da República sugestões de mudanças no Riispoa, que facilitarão a vida dos produtores rurais, sendo, muitas das alterações, relativas à carne. O Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal) prevê normas de inspeção industrial e sanitária de recebimento, manipulação, transformação, elaboração e preparo de produtos. Essas mudanças estavam previstas como parte das medidas do Agro+, quando do lançamento do programa, em agosto do ano passado.

 
Veja outras medidas que integram o Agro+:
 
Transparência e Parcerias
- Lançamento do Sistema de rótulos e produtos de origem animal;
- Acordo com a CNA (troca de informações sanitárias, de 2 anos para 3 meses);
- Cooperação com a ABRAFRIGO, ABIEC, ABPA, VIVA LÁCTEOS;
- Parcerias com entidades da sociedade civil organizada;

Melhoria do processo regulatório e normas técnicas
- Alteração da temperatura de congelamento da carne suína  (-18°C para -12°C);
- Isenção de registro para estabelecimentos comerciais de produtos veterinários;

Facilitação do comércio exterior
- Fim da reinspeção nos portos e carregamentos vindos de unidades com SIF;
- Revisão de regras de certificação fitossanitárias;
- Aceite de laudos digitais também em espanhol e inglês;
- Permitir a utilização de containers para armazenamento de produtos lácteos
- Simplificação de procedimentos da vigilância internacional, em portos e aeroportos, sem abrir mão da qualidade e segurança do serviço.
- Atualização do RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, de 1952. (As informações são do Mapa)

C'EST QUI LE PATRON?

Imagina se o consumidor pudesse escolher o quanto vai pagar pelo litro de leite em vez de apenas decidir entre ofertas pré-determinadas? É o que acontece na França. A marca C'est qui le patron? (Quem é o chefe?, em tradução livre) já vendeu 5 milhões de caixas em quatro meses oferecendo essa possibilidade. Detalhe: o preço médio pago tem sido maior do que o cobrado por outras marcas. O motivo? A quantia paga aos produtores estava muito baixa.

A definição do preço final que será cobrado é determinada a partir de uma pesquisa na internet. Além do valor, os consumidores acompanham todo o processo produtivo: desde o tipo de alimentação das vacas, sem organismos geneticamente modificados, até a embalagem, onde letras garrafais indicam que "este leite paga ao seu produtor o preço justo". É um alento para o setor, que tem enfrentado uma crise decorrente da queda das cotações no mercado.

A partir do preço médio do litro do leite de 0,69 euros, cada escolha do internauta - como produção 100% francesa, período de pastagem, remuneração dos produtores e até a possibilidade de eles tirarem férias - aumenta ou diminui o valor do produto. Atualmente, o litro vendido pela marca custa 0,99 euros. Graças ao sucesso, já estão sendo planejados lançamentos futuros como manteiga, iogurte, ovos, purê de maçã, pêssegos, carne moída e presunto. (Zero Hora)

 

CNA PEDE APOIO AO MERCOSUL
Em um momento em que os principais líderes mundiais seguem atônitos com o discurso e atitudes protecionistas do primeiro mês de governo do presidente americano Donald Trump, a superintendente de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Lígia Dutra Silva, mostrou que tem presença de espírito: em visita a Washington para debater segurança alimentar e o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC), aproveitou a oportunidade e fez duras críticas à política de subsídios adotada no país. Durante a apresentação, pediu comércio internacionalmais justo e capaz de oferecer aos produtores brasileiros e do Mercosul os meios para alcançar novos mercados. No seminário, realizado pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI), a representante da CNA citou especificamente a questão dos custeios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores, que têm alto poder de distorção ao comércio agrícola e prejudicam os produtores do bloco sul-americano - o apoio doméstico a agricultores é considerado um dos principais entraves das tratativas multilaterais. Apesar de não ter efeito prático, o gesto da dirigente é importante. Espera-se que o Brasil, como um dos grandes produtores mundiais de alimentos e dono de papel estratégico para garantia da segurança alimentar do mundo, seja o primeiro a se levantar e criticar o endurecimento de discursos protecionistas. Ainda mais quando vem do país que mais ganhou com acordos de livre comércio. (Zero Hora)
 
 

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