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20/02/2017

Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.445

 

  Leite/Oceania 

A Austrália se aproxima do final do verão. Nesta semana houve queda de temperatura. É um lembrete de que o fim da estação está próximo. A produção de leite continua firme e a matéria gorda promete bons retornos. 

Depois de atender à demanda doméstica de leite, as indústrias optam por produzir manteiga. As exportações totais de produtos lácteos da Austrália, entre julho e dezembro de 2016 atingiram 400.607 toneladas, 2,8% acima do volume exportado no mesmo período de 2015, de acordo com dados da Dairy Australia. Em valores, houve crescimento de 2,2% quando comparados com o ano anterior. Na Nova Zelândia a oferta apertada de matéria gorda é uma realidade.

 

Muitas indústrias estão conseguindo preços melhores para a manteiga. Depois de um início de ano com preços relativamente estáveis, esta semana mostraram mais firmes para a manteiga, leite em pó desnatado, leite em pó integral e o queijo cheddar. No leilão de 7 de fevereiro, GDT 181, os preços médios variaram de 7,5% a 12,4% a mais em relação ao anterior. A média geral de todos os contratos e as alterações percentuais foram: manteiga anidra, US$5.765 (+4.0%); manteiga, US$4.593 (+4.9%); manteiga em pó, US$2.245 (-7.5%); queijo cheddar, US$3.798 (+0.1%); lactose, US$910 (+12.4%); rennet caseina, $6.445 (-0.4%); leite em pó desnatado, US$2.608, (+0.1); e leite em pó integral, US$3.314 (+1.0%). (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
  

 
 

 
GOVERNO FEDERAL SIMPLIFICA NORMAS PARA AGROINDÚSTRIAS

O Ministério da Agricultura reduziu as exigências de equipamentos e de instalações que orientam a produção de laticínios, ovos e mel de pequenos negócios. Publicada na quarta-feira, a instrução normativa é voltada para estabelecimentos de até 250 metros quadrados.

No caso da utilização de leite proveniente somente da produção própria, por exemplo, é dispensado o laboratório. As instalações também podem ser anexadas à residência, desde que tenham acessos independentes e não precisam ter uma sede para o Serviço de Inspeção. Mas as propriedades devem manter cuidados relativos à temperatura e tempo de cozimento e de resfriamento. (Zero Hora)

DADOS PARCIAIS DO MILKPOINT RADAR INDICAM ALTA NOS PREÇOS PAGOS EM FEVEREIRO

Dados parciais do MilkPoint Radar, atualizados até o dia 19 de janeiro, apontam para um aumento nos preços líquidos recebidos pelos produtores, considerando os participantes que inseriram seus dados nos últimos 2 meses.

Os dados parciais dos produtores em análise, referentes ao pagamento de fevereiro (com fornecimento de leite em janeiro) apontam um preço líquido médio de R$1,4537/litro neste mês, de cerca de 2 centavos maior do que o de janeiro por estes mesmos produtores. É importante lembrar que este valor é ponderado pelo volume de cada produtor.  Sem esta ponderação, o valor médio recebido pelos produtores sobe para R$1,3320 em fevereiro, cerca de 4 centavos mais alto do que o divulgado no mês anterior (de R$1,2928).

A amostra em questão, dos produtores que inseriram seus dados em janeiro e fevereiro, corresponde a um valor de 231 dados, 76% do total de valores inseridos no aplicativo até agora. 

Até o momento, o mercado apresenta uma tendência de alta para os preços em todas as faixas de produção, com variações entre 2 centavos (produtores de 500 a 1.000 e de 3.000 a 6.000) e 6 centavos (Abaixo de 500 litros/dia). Os produtores com maior volume continuam a ganhar mais em média pelo litro de leite. Até o momento, produtores com volume acima de 6.000 litros por dia receberam 35 centavos a mais do que produtores abaixo de 250 litros/dia.

Gráfico 1 - Preços líquidos de leite por faixa de produção (janeiro x dados parciais de fevereiro). 

 
*Dados parciais, apenas de produtores que inseriram seus dados em janeiro e fevereiro, atualizados até o dia 19/01. Fonte: MilkPoint Radar

Quanto ao volume total da amostra, os dados destes produtores apontam uma produção total de 455.443 litros/dia, cerca de 85% do volume total do aplicativo neste mês, com média de 1.972 litros por produtor.

Em relação à evolução da oferta, analisando dados de produtores que inseriram informações no aplicativo, neste mês e no anterior, podemos verificar, até o momento, uma tendência de queda, com variação de -5,7%. 

É importante ressaltar também a representatividade de cada estado na amostra em análise. É importante ressaltar também a representatividade de cada estado na amostra em análise. O estado com mais contribuições é Minas Gerais, com 28,6% dos dados inseridos, seguido de Paraná (13,9%) e São Paulo (13,9%). Outros estados com representatividade significativa foram Rio Grande do Sul (10,4%), Goiás (9,5%) e Santa Catarina (9,5%). A soma dos demais estados foi 14,2%. Estas informações podem ser analisadas a partir do gráfico abaixo.

Gráfico 2 - Representatividade de cada estado no relatório parcial de fevereiro (considerando produtores que inseriram dados neste mês e no mês anterior). 

 
*Dados parciais, apenas de produtores que inseriram seus dados em janeiro e fevereiro atualizados até o dia 19/01. Fonte: MilkPoint Radar

Sobre o Radar:

O MilkPoint Radar é um sistema gratuito de compartilhamento de informações entre produtores de leite, desenvolvido pela AgriPoint. Nele, os produtores inserem mensalmente dados relativos ao volume, preço e qualidade do leite e tem acesso a relatórios comparativos de sua região e estado.
 
*É importante ressaltar que os dados parciais do MilkPoint Radar, aqui apresentados, ainda não foram revisados, nem consolidados, ou seja, nem todas as informações contidas neste relatório foram checadas e confirmadas como válidas para o resultado final e consolidado. Assim, qualquer informação ou valor aqui apresentado é passível de alteração a qualquer momento, com exclusão e inclusão de novos dados no sistema. Os valores consolidados do leite pago em fevereiro (e entregue em janeiro) serão divulgados no início de março. (Milkpoint)
 
 
Desempregados

Com a taxa de desemprego em alta e sem perspectivas de melhora para os próximos meses, sete em cada dez brasileiros desempregados estão dispostos a ganhar menos do que no último trabalho, mostra pesquisa inédita feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As principais justificativas para aceitar um salário menor são a necessidade de pagar as despesas e de voltar ao mercado de trabalho.
A maioria dos que topariam uma remuneração inferior é formada por homens e pessoas que fazem parte das classes C, D e E.

Entre os se recusam a receber menos, que são principalmente mulheres e pessoas que pertencem às classes A e B, argumenta-se que ganhar um salário menor significaria um retrocesso na carreira profissional. Eles afirmam também que, uma vez dado esse passo para trás, dificilmente conseguiriam voltar à remuneração anterior. Mesmo com a maioria aceitando salários menores, as oportunidades que aparecem são poucas. Segundo a pesquisa, 60% não estão sendo chamados para entrevistas.

Com a baixa oferta de vagas, existe uma parcela de 5,8% que desistiu de procurar trabalho e agora está apenas à espera de uma chance. Outros 14,2% recorrem a fontes alternativas de renda, enquanto não acham um trabalho formal. Os 80% restantes ainda procuram um emprego. "A questão não passa apenas pela qualificação, e sim pela fragilidade atual da economia brasileira, que não oferece as condições necessárias para que sejam criados novos empregos", afirma Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

MELHORA APENAS APÓS JUNHO
De acordo com Pellizzaro, em 2017, a expectativa é de um cenário econômico melhor do que em 2016. No entanto, a recuperação deve se tornar mais sólida apenas no segundo semestre. O levantamento aponta também que metade dos desempregados está nesta condição por um período de até seis meses. A média do período sem trabalho é ainda maior, de 12,2 meses, ou um pouco mais de um ano. E, entre os que foram demitidos, nove em cada dez alegaram motivos externos, como a crise econômica ou a necessidade da empresa de cortar custos. A pesquisa, que entrevistou pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais, destaca que a maioria dos desempregados hoje é formada por mulheres (58%), pessoas que fazem parte das classes C, D e E (89%), possuem filhos (56%) e têm o ensino médio completo (65%). A idade média é de 36 anos. (Fonte: Diário do Comércio/SP )

 
 

 
Alta do preço do leite no mercado spot
Os preços do leite spot, ou seja, o leite comercializado entre as indústrias, subiram na primeira quinzena de fevereiro. Desde dezembro de 2016 as cotações estão em alta e corroboram com o cenário de produção de leite em queda nas principais regiões produtoras do país. egundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço médio está em R$1,375 por litro, posto na plataforma, com negócios em até R$1,50 por litro. Em Minas Gerais e Goiás, os negócios ocorrem em R$1,353 e R$1,345 por litro, respectivamente. Em curto prazo, a expectativa é de mercado firme e alta de preços do leite no mercado spot. (Scot Consultoria)
 

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