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Importação preocupa Cadeia leiteira do RS

29/04/2014

O desequilíbrio entre exportações e importações de produtos lácteos no primeiro trimestre do ano acendeu o que o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, define como “alerta do setor”, que vai pedir “medidas corretivas” às autoridades.

Será mobilizada a bancada gaúcha para pedir ao governo federal que dificulte a entrada do produto no mercado interno ou busque mais alternativas para vender o excedente no exterior. Levantamento de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior feito pelo Sindilat mostra que, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil importou 28,8 milhões de quilos de lácteos, ao custo de 100,5 milhões de dólares, volume e valores superiores aos 22,5 milhões de quilos e 95,5 milhões de dólares do mesmo período de 2014.

Ao mesmo tempo, as exportações foram bem menores e decrescentes, caindo de 21,7 milhões de quilos, com ingresso de 78,7 milhões de dólares, para 13,9 milhões de quilos a 51,8 milhões de dólares. Guerra observa que o Brasil produz mais de 36 bilhões de litros de leite por ano e está no caminho de se tornar autossuficiente e exportador, situação que não combina com os atuais números da balança comercial.

Para o dirigente, essas importações acabam desregulando o mercado interno, tirando a margem da indústria e prejudicando os produtores também. “Entendemos que está entrando mais do que é preciso e tem que haver controle”, ressaltou.

Segundo Guerra, no mercado interno o preço do leite longa vida reagiu e o do leite em pó ainda precisa melhorar. “Entrando produto de fora aumenta a oferta e fica difícil recuperar o preço”, salienta. “Os órgãos brasileiros têm que trabalhar protegendo a cadeia láctea brasileira”, reiterou Guerra. O secretário da Agricultura, Ernani Polo, considera a questão “muito preocupante”, pois entende que ampliar importações no momento em que há crescimento na produção significa dificultar o escoamento do produto em todo o país.

A situação é mais crítica para o Rio Grande do Sul, que envia 60% de sua produção para outros estados e para fora do país. As compras no exterior, mesmo que feitas por outros estados, dificultam a circulação do produto gaúcho. Polo frisa que é preciso conscientizar o governo brasileiro da importância que o setor leiteiro tem na economia do país e da necessidade de reduzir a importação. (Correio do Povo)

volume

Tabela Importação/Exportação 1º Trimestre 2014/2015 em Volume (litro):

volume dois

Dias de produção do RS correspondente à diferença exportação/importação:

volume tres

Dados: MDIC

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