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Na manhã desta terça-feira (18), entidades ligadas ao setor lácteo estiveram reunidas na cidade de Frederico Westphalen para debater a adequação às Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 30 de maio, e que alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. O evento aconteceu no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e contou com a participação de cerca de 150 pessoas, entre representantes de indústrias, acadêmicos e produtores de leite.
Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a realização das reuniões itinerantes pelo interior do Estado têm o objetivo de sanar dúvidas da cadeia produtiva desde o manejo da ordenha até o transporte para a plataforma. "O evento conta com uma série de apresentações que incluem dados que comprovam que as INs vieram para qualificar o produto com objetivo de buscar o mercado da exportação", afirma.

Na oportunidade, Palharini expôs o desempenho do setor leiteiro nas indenizações do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), abrindo os números do primeiro trimestre de 2019. A cadeia do leite foi a que mais arrecadou no período, com o montante de R$ 1,072 milhão. Os investimentos somaram R$ 1,079 milhão, aplicados em indenizações referentes a casos de tuberculose e brucelose, num total de 148 processos e 985 animais abatidos. Até 31 de março deste ano, o saldo era de R$ 24, 8 milhões. Palharini destacou a importância do resultado alcançado pelo setor e lembrou que o desempenho é fruto do resultado do programa Mais Leite Saudável que, cada vez mais, busca a certificação das propriedades e amplia a conscientização sobre a importância desse trabalho dentro da cadeia produtiva. “De 2013 para cá, as indenizações vêm crescendo. Há seis anos, começamos com um valor de R$ 1,23 milhão, e devemos encerrar 2019 com mais de R$ 5 milhões", comemora.

A médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Estado Karla Pivato revelou aos participantes as principais motivações para a criação da Lei do Leite. Sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores, que integra a IN77, e o programa Mais Leite Saudável falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, que explicou as vantagens da assistência técnica dentro das propriedades. No relato do campo, os produtores Elizete e Irineu Perlin, de Caiçara (RS), deram voz às mudanças necessárias para garantir qualidade do leite de ponta a ponta da cadeia. Atendidos pelo projeto Meu Tambo, Meu Futuro, iniciativa da Cotrifred, o casal citou que as exigências para garantir qualidade não são recentes. “Sabíamos o que tínhamos que fazer, mas muito se deixa para depois”, reflete Elizete. Quando ingressaram no projeto, foram capacitados e conscientizados sobre a importância da boa gestão da propriedade e em todas as suas fases de manejo dos animais, além de priorizar a higiene e a limpeza dos equipamentos.

Após exibir um panorama geral sobre as INs 76 e 77, a médica veterinária do Mapa Milene Cé ressaltou que a interrupção das coletas poderá ocorrer após três meses consecutivos de resultados fora da média geométrica padrão. "As novas normas preveem que as empresas façam uma coleta mensal para análise da contagem bacteriana, mas nada impede que se façam mais coletas para elevar a média geométrica trimestral", avalia. Quanto à destinação do produto que não chegar na plataforma dentro da temperatura exigida, Milene informou que, por hora, o mesmo não será descartado.

No final da reunião, os palestrantes responderam as principais dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou via transmissão simultânea no Facebook do Sindilat. O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, URI e Prefeitura Municipal de Frederico Westphalen.

Foto: Beatriz Moraes

Projeto de pequenos que deu certo. Assim definiu o deputado Zé Nunes (PT) a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar), que recebeu a medalha da 55° Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A cerimônia de entrega do mérito ocorreu na tarde desta terça-feira (18/6), no Salão Júlio de Castilhos da ALRS. 

Segundo Nunes, a justificativa da proposição da medalha à cooperativa se deve ao seu intenso trabalho na região de São Lourenço do Sul. "A Coopar surgiu no início dos anos 90, quando não tínhamos política para agricultura familiar", lembrou. A idealização e construção da cooperativa, afirmou o parlamentar, se deu através de uma realidade adversa e desafiadora. "Se desenvolveu, cresceu e é uma referência com duas indústrias transformando leite e três unidades de recebimento de grãos". 

Além disso, a Coopar conta com mais de 4.600 famílias associadas, distribuídas em 14 municípios e, atualmente, recebe até 130 mil litros de leite por dia nas suas duas indústrias. Segundo o presidente da Coopar, Nildo Rutz, a conquista do mérito é um momento histórico. "Essa experiência mostra que vale a pena disponibilizar recursos e alavancar comunidades", finalizou Nunes, que usou a totalidade do seu tempo no Grande Expediente para homenagear a cooperativa. 

Presidente da Coopar (à dir.) e deputado Zé Nunes (à esq.) / Foto: Vitorya Paulo

Na tarde desta segunda-feira (17), representantes de entidades de diferentes setores, entre elas o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), estiveram reunidos na sede da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) com o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luis Antonio Covatti Filho (PP) e o senador Luis Carlos Heinze (PP). O objetivo do encontro foi discutir soluções para a inspeção sanitária para cada setor no Estado.

Na oportunidade, as entidades expuseram os problemas que têm enfrentado no dia a dia das atividades. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, essas reuniões visam a melhoria na qualidade dos produtos, através de uma boa sintonia entre empresas e fiscalização, principalmente no que se refere a procedimentos. "Nesses encontros sempre há um bom diálogo entre as entidades e o setor público, até mesmo quando há divergências", reflete.

De acordo com o secretário da Agricultura do Estado, Covatti Filho, a fiscalização é a peça fundamental para o sucesso dos setores. "Infelizmente,não existe um padrão de fiscalização, mas estamos trabalhando junto aos sindicatos e entidades para fazer o melhor trabalho possível", ressalta.

Ao final da reunião, Covatti Filho sugeriu que os encontros aconteçam de forma periódica para que SEAPDR tenha certeza de que as ações promovidas surtem efeito para a ponta e afirmou que irá trabalhar na criação de um conselho consultivo.

Foto: Stephany Franco

Com casa cheia, a cidade de Santo Cristo recebeu a reunião que debate a adequação às Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As novas regras estabelecem mudanças quanto à produção, coleta e armazenagem do leite cru e estão em vigor desde 30 de maio. O evento foi realizado na tarde desta quinta-feira (13), no Centro Cultural José Paulino Stein, e contou com mais de 500 pessoas. O encontro, que percorre o interior do Estado, tem a finalidade de esclarecer todas as dúvidas da cadeia produtiva sobre as exigências do Mapa, que visam a acabar com a concorrência desleal e aumentar a qualidade do leite.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, é essencial que o setor lácteo saiba que as INs vieram para, acima de tudo, qualificar o produto. Palharini, que abriu o encontro, falou também sobre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e exemplificou os casos em que o produtor poderá ser indenizado pelo fundo, ressaltando a importância da contribuição. ”Atualmente, o leite é a cadeia produtiva que mais arrecada para o Fundesa”, conta.

A médica veterinária do Mapa Milene Cé sinalizou que as INs 76 e 77 se complementam e lembrou que de nada vale o leite sair da propriedade com qualidade se a mesma for perdida durante o transporte até a plataforma. “As normas preveem uma coleta mensal do silo das empresas para verificar a contagem bacteriana e a temperatura”, afirmou. A interrupção das coletas poderá ocorrer após três meses consecutivos de resultados da média geométrica de três meses fora do padrão.

Sobre programa Mais Leite Saudável, que possui mais de 30 mil produtores beneficiados, e o Plano de Qualificação de Fornecedores, previsto na Instrução Normativa 77, falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena. Ele explicou sobre assistência técnica e gerencial, educação sanitária, melhoramento genético e explicou o que fazer para que os padrões exigidos sejam atendidos.
A médica veterinária da Secretaria de Agricultura do Estado Karla Pivato apresentou os principais pontos da Lei do Leite. A estudante de agropecuária e estagiária da cooperativa Coopermil de Santa Rosa Carolina Finger, falou sobre sucessão familiar, a busca por especialização e a inserção dos jovens na atividade leiteira. “Se as novas regras dizem que existe uma forma de deixar o leite melhor, é necessário alterar o manejo da ordenha dentro das propriedades”, enfatizou.

O chefe do escritório municipal da Emater Vanderlei Newhaus apresentou dados sobre o uso de energia fotovoltaica e citou alguns projetos apoiados pela instituição na região. “A Emater incentiva o uso dessa energia limpa na atividade do campo”, declara. Na oportunidade, a empresa HCC Engenharia expôs aos participantes algumas informações sobre o alto custo da energia elétrica e ressaltou que a energia solar, com o tempo, torna-se mais lucrativa.

Ao final do encontro, houve uma mesa redonda para responder as perguntas de todos os participantes que acompanharam o evento, presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião, promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Prefeitura Municipal de Santo Cristo, ocorrerá, ainda, nas cidades de Frederico Westphalen (18/6) e Palmeira das Missões (19/6).

Foto: Stephany Franco

Com a presença de representantes de entidades, indústrias, produtores e acadêmicos da região, o sexto debate sobre as Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 30 de maio, foi realizado na cidade de Ijuí (RS). A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (12/6), no Salão de Atos da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí).

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, abriu o encontro com alguns dados sobre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). “Depois das últimas discussões sobre as INs, os produtores quiseram entender um pouco mais sobre o Fundesa então, como o objetivo é sanar dúvidas, eu trouxe os valores de recursos, por setor, atualizados, a fim de ressaltar a importância da contribuição ao fundo”, afirma Palharini, lembrando o quão importante é levar a discussão para o interior do Estado.

De acordo com a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul Karla Pivato, desde a primeira reunião, é possível notar o interesse da cadeia produtiva em se adequar às normas, que dividem a responsabilidade pela qualidade do leite com o poder público. Para o produtor da CCGL Almir Karlinski, atender às exigências do Mapa nunca foi um problema. “A minha propriedade sempre trabalhou em busca da qualidade do leite, até por isso fazemos parte do programa de erradicação de tuberculose e brucelose, visando à saúde do rebanho”.

O zootecnista e assistente técnico da CCGL, Guilherme Afonso Muller Rodigues citou a importância da assistência técnica para a produção de leite no Estado. “Não importa se é um pequeno ou grande produtor, leite se faz com assistência técnica de qualidade”, declara. Sobre o Programa Mais Leite Saudável e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, que deu um panorama geral dos projetos para os participantes.

Quanto aos aspectos de inspeção do leite, a médica veterinária do Mapa Milene Cé esclareceu que a interrupção da coleta ocorrerá quando o leite apresentar dados fora da média geométrica padrão, calculada a cada três meses pelas indústrias. Contudo, para a mesma ser retomada, basta o produtor obter um resultado dentro do padrão. “O objetivo não é prejudicar ninguém, pelo contrário, todos ganham com a qualidade do produto”, pontua.

Uma das preocupações dos produtores do setor lácteo, além da manutenção das estradas, é a falta de energia elétrica. Convidada pelo Sindilat, a empresa HCC Engenharia apresentou a energia solar como solução para a produção de leite, visto que é uma energia renovável e, com o tempo, acaba se tornando mais barata.

O encontro encerrou com uma mesa redonda, cujo objetivo foi responder as dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião foi promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Unijuí e Prefeitura Municipal de Ijuí.

As próximas cidades que receberão o evento no mês de junho são Santo Cristo (13/6), Frederico Westphalen (18/6) e Palmeira das Missões (19/6).

Foto: Stephany Franco

A cidade de Palmeira das Missões (RS) receberá a nona reunião que vem percorrendo o Estado para debater as mudanças trazidas pelas Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura. As regras estão em vigor desde 30 de maio e alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. O encontro ocorre no dia 19 de junho, a partir das 8h, no auditório da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Palmeira das Missões (Av. Independência, 3751). As inscrições são gratuitas, limitadas a 200 lugares e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2Wvhf2d.

A realização do evento é resultado do encontro entre o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) de Rio da Várzea, Joel Rubert, e do secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, no dia 27 de maio. Na ocasião, Rubert solicitou a realização do debate sobre as INs no município, visto que as mudanças geraram dúvidas entre os produtores Para Palharini, o principal objetivo é que os participantes esclareçam todas as dúvidas sobre a adequação às INs 76 e 77 para que ninguém tenha prejuízo. "As alterações vão dividir responsabilidades, não só entre a indústria e o produtor, mas, também, com o poder público", explica.

A programação também inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção do leite que se modificam a partir das INs 76 e 77 e sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores. O encontro contará ainda com depoimentos de produtores e da indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável e com uma mesa redonda na qual o público poderá fazer perguntas ao vivo e via WhatsApp pelo número (51) 9 89091934. O evento terá transmissão simultânea por meio do Facebook do Sindilat (https://web.facebook.com/sindilatrs/ ).

O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, UFSM - Campus Palmeira das Missões e Prefeitura Municipal de Palmeira das Missões.

A cidade de Frederico Westphalen reúne representantes de empresas e entidades do setor lácteo gaúcho, no dia 18 de junho, para debater as principais alterações previstas nas Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que modificam a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru, em vigor deste 30 de maio. O evento será realizado às 8h, no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), localizada na Avenida Assis Brasil, 709. As inscrições são gratuitas, limitadas a 820 lugares e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2HJfGom. Frederico Westphalen é o  oitavo município a receber o ciclo de discussões que foi iniciado em Porto Alegre, no dia 03 de maio.

A programação do evento inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção do leite, sanidade e  plano de qualificação de fornecedores, depoimentos de produtores e indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável, além de mesa redonda com especialistas da área, na qual os ouvintes poderão fazer perguntas ao vivo e via Whatsapp pelo número (51) 9 89091934. O debate contará com transmissão simultânea por meio do Facebook do Sindilat (https://web.facebook.com/sindilatrs/).

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, o tema da reunião é muito relevante, visto que as novas regras já estão em vigor e a adequação de toda a cadeia produtiva se faz necessária. "A ideia é que produtores, indústrias e prefeituras possam sanar dúvidas e perceber que é possível cumprir às normativas do Mapa, que visam a melhoria da competitividade e padronização mínima do leite cru", declara.

O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Prefeitura Municipal de Frederico Westphalen e URI.

Em vigor deste o último dia 30 de maio, as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que alteram a produção, a coleta e a armazenagem do leite cru, foram tema de debate, na tarde desta quarta-feira (05/6), na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS). O encontro contou com a presença de representantes de entidades, indústrias e produtores ligados ao setor lácteo.
A reunião tem o objetivo de criar um ambiente de discussão, aproximando a cadeia produtiva e o poder público em prol da qualificação do leite. Outros encontros nos mesmos moldes estão previstos para ocorrer também no mês de junho nas cidades de Ijuí (12/6), Santo Cristo (13/6) e Frederico Westphalen (18/6).

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, o Brasil é um país importador e as mudanças exigidas pelo Mapa visam, entre outras coisas, a qualidade do leite e a exportação. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, além da qualificação do produto, as INs 76 e 77 têm a intenção de dividir a responsabilidade entre o setor e o poder público.
Durante o encontro, a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul Karla Pivato apresentou as principais motivações para realizar as mudanças nas normativas do leite, enquanto o analista pesquisador da Embrapa Marcelo Bonnet falou sobre exportação, qualidade e consumo de lácteos. “De jeito nenhum o leite fora do padrão pode chegar até o consumidor”, frisou.

Responsável pela captação de leite da Latvida na região, a médica veterinária Lilian Muller contou que, desde o final de 2018, a empresa tem a preocupação de fazer com que todos os seus produtores atendam as novas regras estabelecidas pelo Mapa. “Criamos uma cartilha explicando no detalhe todas as modificações das INs, e a mesma está sendo entregue aos nossos parceiros”, relata. A Latvida certifica as propriedades livres de brucelose e tuberculose, projeto que faz parte do Programa Mais Leite Saudável desenvolvido pelo Mapa que, na oportunidade, foi apresentado pelo médico veterinário Roberto Lucena.

O produtor da Latvida Magno Huttner, de São Lourenço do Sul, destacou que todos os produtores precisam se adequar às INs, caso contrário, o Brasil continuará importando leite. E citou a importância de estar atendo a saúde do rebanho. “Tem que ter planejamento para conseguir cumprir com as exigências, mas não é impossível e não podemos ter medo de descartar os animais”, disse. Quanto à coleta, a médica veterinária do Ministério da Agricultura Milene Cé ressaltou que a interrupção da coleta ocorrerá após três meses consecutivos de média geométrica fora do padrão. “Entendo a angústia, mas a intenção do Mapa não é que os produtores deixem de exercer a atividade, mas, sim, diminuir a concorrência desleal vinda daqueles que não primam pela qualidade do leite”, revela.

Ao final da reunião, houve uma mesa redonda a fim de esclarecer as principais dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou à distância, através do Facebook do Sindilat. O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado, Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Prefeitura Municipal de Pelotas.

Foto: Stephany Franco

Representantes da indústria da alimentação do Brasil estiveram reunidos em Brasília nesta semana (dias 3 e 4/6) em Brasília para debater temas de interesse do setor e compartilhar experiências em gestão, visando o fortalecimento da cadeia, da rede sindical e do sistema de representação da indústria. A 5ª edição do Intercâmbio de Lideranças Setoriais foi realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e contou com a participação do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra.

A participação gaúcha foi intermediada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e possibilitou o encontro de sindicatos de diversos estados do país. “Compartilhamos boas práticas sindicais e debatemos assuntos de interesse do setor de alimentos”, destacou o presidente do Sindilat. De acordo com Guerra, os temas em pauta envolveram desde negociações coletivas após a reforma trabalhista e projeções com base nas possíveis aprovações das reformas previdenciária e tributária.

“Salientamos que as reformas são fundamentais para a retomada da economia e ressaltamos a importância do Sistema S para o desenvolvimento e educação profissional”, salientou Guerra. O dirigente afirmou ainda que a presença na capital federal também possibilitou uma aproximação com deputados federais para alinhar os temas discutidos no Congresso Nacional.

Foto: Miguel Angelo / divulgação CNI

O otimismo deu o tom no primeiro debate sobre as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura (Mapa) após as mudanças entrarem em vigor. Desde o dia 30 de maio, ambas trouxeram uma série de alterações que modificam a forma de produção, coleta e armazenamento do leite cru. Na tarde desta terça-feira (04/06), representantes de entidades ligadas ao setor, produtores e estudantes lotaram o auditório do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (USFM) para discutir o tema - que já faz parte da pauta da cadeia produtiva do leite.

A abertura do evento ficou a cargo do reitor da UFSM, doutor Paulo Afonso Burmann, que citou a importância da realização da discussão dentro da Universidade, promovendo a aproximação dos acadêmicos com a cadeia produtiva. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a regionalização da discussão sobre as INs 76 e 77 é extremamente benéfica para os produtores, tendo em vista que engloba representantes específicos de cada região.

Durante o evento, que reuniu cerca de 150 pessoas, técnicos e especialistas apresentaram as principais mudanças das INs e reforçaram a intenção da cadeia produtiva em se adequar a todas as normas estipuladas pelo Mapa. Também citaram projetos já consolidados que tratam da qualidade do leite, como o Programa de Sanidade Total, desenvolvido pela CCGL, que engloba um projeto de certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose e que foi apresentado pela médica veterinária e produtora Lisiane Griceu. O Programa Mais Leite Saudável, desenvolvido pela Mapa, foi apresentado pelo médico veterinário do Mapa Roberto Lucena. Representando as indústrias de leite do Estado, o zootecnista da Latvida Marcelo de Freitas defendeu o empenho do setor para se adequar às mudanças. “Depois que a lei é formulada, cabe-nos cumprir, só temos que trabalhar para isso”, frisou. Além disso, Freitas citou o programa de controle de brucelose e tuberculose desenvolvido pela empresa que integra o projeto Mais Leite Saudável.

Favoráveis às mudanças apresentadas nas INS, os produtores também puderam explanar seu posicionamento. De acordo com o produtor Conrado Kunert, adequar-se às normas não é problema, o gargalo maior está direcionado à infraestrutura. Segundo ele, as más condição das estradas e o fornecimento precário de energia elétrica estão entre os pontos que encarecem a produção de leite. “Desde setembro de 2018 estou trabalhando com gerador de energia, pois a energia fornecida na propriedade não é suficiente para utilizarmos a ordenha robotizada e o refrigerador”, destacou.

A médica veterinária da Secretaria da Agricultura Karla Pivato apresentou os avanços conquistados com a Lei do Leite. A médica veterinária do Mapa Milene Cé desmembrou as mudanças apresentas nas IN’s,e reforçou que a primeira média geométrica trimestral será coletada apenas em setembro, a partir dos resultados de junho, julho e agosto de 2019, ponto bastante tencionado pelos produtores de leite.

O evento foi encerrado com uma mesa redonda sobre os temas discutidos na reunião. A série de reuniões sobre as INs 76 e 77 é uma promoção da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), da Secretaria da Agricultura, do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Univates.

Fotos: Camila Silva