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O mês de março iniciou-se com valores estáveis para o preço do leite no Rio Grande do Sul, mas alguns produtos como o UHT têm viés de alta. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (24/3) pelo Conseleite, a análise dos primeiros dez dias do mês indicou uma previsão de R$ 1,1557 pelo litro, redução de -0,62% em relação ao consolidado de fevereiro (R$ 1,1629). Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, os números apontam estabilidade no mix de produção no primeiro trimestre de 2020. “Observando os grupos isoladamente, verifica-se tendência de alta para o leite UHT em um movimento mais forte do que do leite em pó. Nos queijos, o que se viu foi a redução do preço”.

Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, os dados apresentados pela UPF e chancelados pelo colegiado de forma remota devido à quarentena, confirmam um movimento de recuperação do leite UHT o que vem puxando o mercado. “O estudo evidencia claramente o início da recuperação de preços do UHT, produto que estava com valor defasado. Acreditamos que o valor de referência do leite no Rio Grande do Sul deve ter um aumento no próximo levantamento, o que depende do comportamento dos demais produtos além do UHT”. Por outro lado, considera ele, a queda dos queijos pode ser explicada pela redução do mercado de food service em função da quarentena.

A elevação dos preços que já chega ao consumidor no caso do UHT, explica o vice-presidente do Conseleite e presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reflete o momento de entressafra (março-julho). Este ano, a tendência é que o período se prolongue uma vez que a estiagem segue prejudicando as pastagens e a nutrição dos animais. “As previsões climáticas indicam pouquíssima chuva para os próximos meses em meio a um cenário de muitas incertezas sobre o consumo das famílias e o comportamento do mercado. O Rio Grande do Sul já tem 201 municípios em situação de emergência em função da estiagem, o que agrava a produção láctea cada vez mais”. Outro fator a ser considerado é a elevação dos custos na indústria com o dólar próximo de R$ 5,00, os gastos adicionais com a prevenção do Coronavírus e o rearranjo produtivo nas fábricas com o afastamento de funcionários pertencentes ao grupo de risco. “Agora, nossa preocupação principal é manter as fábricas funcionando de forma a manter as principais linhas de produção (leite UHT, pó e queijos) para não faltar alimento à população”, argumentou Guerra.

Rizzo completou que, no campo, os tambos também vêm sentindo elevação de custos. “A assistência técnica está com valores majorados”, completou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – fevereiro de 2020.

Matéria-prima Valores Projetados Fevereiro /20 Valores Finais

Fevereiro /20

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,3183 1,3374 0,0190
II – Valor de referência IN 76/771 1,1464 1,1629 0,0165
III – Menor valor de referência 1,0317 1,0466 0,0149

(1)   Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 76/77 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência IN 76/77, em R$ – março de 2020.

Matéria-prima Março */19
I – Maior valor de referência 1,3291
II – Valor de referência IN 76/77 1,1557
III – Menor valor de referência 1,0402

* Previsão

Foto: Carolina Jardine

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu a obrigatoriedade de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT) por prazo indeterminado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/3) e faz parte do conjunto de medidas para enfrentamento da pandemia ocasionada pelo Coronavírus (Covid-19). Anteriormente, a ANTT tinha prorrogado esta data para o dia 09 de junho de 2020. A resolução também prorroga, até 31 de julho deste ano, a validade dos certificados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), cujo vencimento esteja compreendido entre 1º de março e 30 de junho de 2020.
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) comemora a ação da ANTT, pois entende que é necessário mais tempo para negociação entre governo e empresários, bem como o setor produtivo do leite. "A decisão atende a um pedido do setor produtivo. Neste momento, não podemos dispersar nossa atenção. O foco tem que ser produzir para alimentar a população", afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. A nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas que não sejam feitas em veículo próprio da empresa.
 

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

- A indústria láctea gaúcha vem, na medida do possível e com o empenho e engajamento de seus colaboradores, mantendo a produção em suas fábricas com o objetivo de assegurar o abastecimento da população brasileira com produtos lácteos, fonte de proteína e nutrição diária de milhares de famílias. Atendendo à recomendação das autoridades de saúde pública, mantivemos as já rígidas medidas de higiene e controle em nossa produção, adotamos sistema de Home Office nos setores onde foi possível, redobramos atenção aos nossos colaboradores, implementamos o distanciamento entre postos de trabalho e oferecemos alternativas de transporte até às fábricas de forma a minimizar riscos.

 

- As mudanças em curso obrigaram a suspensão de algumas linhas de produção de itens que não são de extrema necessidade. A decisão – que tem impacto direto na rentabilidade das operações fabris – concentrou as equipes no processamento de produtos de relevância social como o leite UHT, leite em pó e queijos, atualmente os mais demandados no varejo.

 

- Estamos trabalhando para garantir que as famílias brasileiras possam manter seu período de quarentena com saúde. No entanto, para isso, é essencial contar com a colaboração de todos: poder público, produtores de leite e grãos, colaboradores de laticínios, veterinárias, fornecedores de insumos e embalagens, transportadores, oficinas mecânicas, inspeções técnicas oficiais e terceirizadas, etc. Para que muitos possam ficar em casa com segurança e saúde, nós precisamos seguir produzindo alimentos.

 

- Alertamos que, em função da entressafra da produção no campo, o preço do leite deve ter elevação nos próximos meses, um fenômeno vivenciado anualmente na Região Sul entre março a julho. Neste ano, esse período deve estender-se, e a alta ficar acima da média em função da estiagem, da disparada do dólar que elevou o custo dos insumos e dos gastos adicionais realizados na prevenção do coronavírus.

 

Fique em casa. O setor alimentício trabalha por você e por sua família.

 

Porto Alegre, 22 de março de 2020.

Alexandre Guerra
Presidente do Sindilat

 

Foto: Angelo Serrano

A Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional por meio das PECs 45 e 110 precisará ser revista sob pena de comprometer a viabilidade financeira da cadeia produtiva do leite e outros alimentos e corroer o poder de compra da população brasileira. As medidas trazem elevação de carga tributária sobre alimentos, aumento de impostos sobre o produtor rural e maior burocracia para prestação de contas dos tambos, que atualmente são tributados apenas com Imposto de Renda e, de acordo com a proposta, passarão a ser contribuintes do novo Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS).

Segundo estimativa da Viva Lácteos, apresentada na reunião em reunião da Aliança Láctea Sul-Brasileira realizada em Porto Alegre na sexta-feira (13/03), a inclusão do produtor como contribuinte do IBS elevará o custo de produção em 5 centavos por litro de leite, no caso de grandes tambos. Já os pequenos produtores terão um impacto de 9 centavos. “Como o pequeno produtor usa menos insumos, ele terá menos crédito para compensar do que os grandes. Por esse motivo, pagarão mais imposto por litro de leite”, ressaltou o diretor-executivo da Viva Lácteos, Marcelo Costa Martins.

Pela nova regra em discussão, o produtor terá que emitir a nota fiscal de venda e destacar o imposto devido. Os tambos também terão que fazer um livro caixa para creditarem-se da compra de insumos, o que exigirá a contratação de contadores que os auxiliem.

Na indústria, a carga tributária - hoje em 4% - poderá chegar a 25%. Também está prevista extinção dos créditos presumidos e, com eles, programas como o Mais Leite Saudável, que desenvolve ações de melhoria da qualidade e produtividade e vem trazendo benefícios diretos a todo setor leiteiro. “Caso a alíquota do IBS seja de 25%, inviabilizará a produção de produtos lácteos. É preciso o setor participar ativamente desse debate”, alertou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e coordenador da Aliança Láctea Sul-Brasileira, Alexandre Guerra. A ideia da Aliança Láctea é buscar uma alíquota diferenciada para o leite e derivados e a manutenção de créditos presumidos (ou algum instrumento similar), duas medidas que precisarão estar expressas na Constituição. Desta forma, acredita-se será viável manter o valor dos alimentos à população e não comprometer a sobrevivência do segmento.

O setor lácteo alerta que o impacto do aumento da carga tributária sobre a cesta básica recairá sobre as famílias mais pobres. Isso porque a proposta de compensação por meio de elevação do Bolsa Família só contemplará uma fatia pequena da população. Segundo a Pesquisa Orçamento Familiar do IBGE, 71% da população tem renda bruta per capita inferior a R$ 1.200,00 por mês. “Se o governo elevar a tributação, e a compensação via Bolsa Família for concedida aos 20% mais pobre, isso deixará outros 51% pagando mais pelos alimentos”, compara Martins, alertando que 40% do orçamento da população dessa faixa de renda está hoje comprometida com habitação, principalmente com financiamento da casa própria, e não há espaço no orçamento familiar para pagar mais pelos alimentos.

Desta forma, o setor lácteo rechaça a elevação da carga tributária, a inclusão dos produtores de leite como contribuintes do IBS e solicita a rápida restituição de créditos da exportação, de investimentos e os acumulados no período de transição. Segundo Martins, diversas reuniões estão sendo feitas para apresentar essas demandas a lideranças e membros do governo. “O momento é de participarmos do debate para que pontos sensíveis para o setor sejam incluídos nas PECs”, ressaltou Martins.

Entenda mais
-Pela Reforma Tributária, serão criados tributos que incidirão sobre todas as operações de bens e serviços. As medidas foram apresentadas por meio de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que estão tramitando na Comissão Mista da Reforma Tributária no Congresso Nacional.

-PEC 45/2019: Extingue cinco tributos (IPI, PIS/Pasep, Cofins, ICMS e ISS) e os substitui por outros dois (Imposto sobre Bens e Serviços - IBS e Imposto Seletivo).

-PEC 110/2019: Extingue 8 tributos (IPI, PIS/Pasep, Cofins, ICMS, ISS, Cide, IOF e Salário Educação) e os substitui por três outros (IBS Federal, IBS Subnacional e Imposto Seletivo). Incorpora CSLL e IRPJ. Prevê alíquotas menores para alimentos.

Na foto: Alexandre Guerra / Crédito: Carolina Jardine

A Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado do RS (Mapa/RS) tem nova chefia. A engenheira agrônoma Helena Pan Rugeri foi nomeada pelo secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, no dia 27 de fevereiro. Helena assume o cargo no lugar do médico veterinário Bernardo Todeschini, que deixa a Superintendência por conta da aprovação no cargo de adido agrícola para a União Europeia.
 
Foto: Marcelo Bertani/ALRS

Representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina reunirão sugestões do setor lácteo a serem enviadas ao Ministério da Agricultura a respeito do Plano de Competitividade Leite Brasil (CompeteLeite BR), que trata de questões diversas que influenciam direta ou indiretamente na competitividade do segmento. A base do trabalho será o levantamento preliminar realizado no Rio Grande do Sul e que foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, na reunião da Aliança Láctea Sul-Brasileira, realizada nesta sexta-feira (13/03) na sede da Farsul, em Porto Alegre. O resultado será levado à reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados no dia 7 de abril.

Um apontamento importante mencionado em relação ao CompeteLeite BR é sobre a inexistência de um nivelamento de informações e ações dos inspetores federais, o que resulta em exigências diferentes no ato de controle das indústrias. A sugestão é a realização de fóruns e encontros de nivelamento interno e com a iniciativa privada.

A reunião também tratou da necessidade de revisão de normas de sanidade animal e fiscalização no país. Com o objetivo de desenvolver ações compartilhadas de controle da brucelose e tuberculose nos três estados do Sul, foi criado um grupo de trabalho específico para tratar das sugestões sobre as normas de sanidade animal. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ronei Volpi, salientou que o Sul tem a menor prevalência do país. “Temos que adotar uma política de trabalho para avançarmos no controle de brucelose e tuberculose em complementação ao que já fizemos com a aftosa”, salientou.

Outra questão que preocupa os estados do Sul refere-se à nova exigência dos controles estatísticos diários sobre as entradas e o processamento na indústria, tema que veio recentemente à tona por meio do chamado Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).

Retirada da vacinação
O calendário de retirada de vacinação contra a febre aftosa no Brasil também foi tema da reunião da Aliança Láctea. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, informou que a situação do Rio Grande do Sul está em análise e que o maior indicador de que não há circulação de vírus em território gaúcho é “o fato de Santa Catarina não vacinar o rebanho e não ter registro de caso”.  

Volpi argumentou que o certificado de status livre de aftosa sem vacinação é um passaporte. “Cabe às empresas buscarem seus mercados”, ressaltou.

O presidente do Sindilat e coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Alexandre Guerra, sustentou que a abertura de novos mercados, seja no Mercosul, na União Europeia ou na China, é de extrema relevância para o cenário lácteo nacional. "É com a exportação que teremos mais oportunidades de expandir os negócios dos laticínios na Região Sul", afirma. Segundo Guerra, a união dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná é uma estratégia forte para levar as necessidades da região até Brasília.

 

O primeiro compost barn construído em ambiente de pesquisa será inaugurado nesta quinta-feira (12/3), dentro do Campo Experimental da Embrapa Gado de Leite, no município mineiro de Coronel Pacheco. Fruto da parceria entre Embrapa e Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (GIR), com um investimento de R$ 1,2 milhão, as instalações se caracterizam pela oferta de conforto máximo aos animais, em um espaço limpo, climatizado, sustentável e que respeita as condições e exigências de bem-estar dos bovinos. A entrega do compost barn vai reunir autoridades a partir das 10h, entre eles o presidente da Embrapa, Celso Moretti, além da sinalização de presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “O espaço chamado ‘Sistema de Produção Compost Barn Vacas e Pessoas Felizes’ terá como foco a produção de pesquisa e conhecimento para a geração de indicadores que serão utilizados pelos produtores para que possam otimizar seus ganhos nas propriedades”,explica o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. 

Segundo Martins, no mesmo dia da inauguração, vão ingressar no sistema Compost Barn 80 vacas das raças Holandês e Girolando, quando será dado início ao trabalho de monitoramento em ambiente de pesquisa para a produção de indicadores ao setor leiteiro. “O Compost Barn vai produzir conhecimento dentro de um espaço que se diferencia pela inovação e conectividade”, afirma Martins. A tecnologia presente no espaço será possível graças à parceria com startups que, ao longo dos últimos anos, participaram do Desafio Ideas For Milk (Cowmed, Onfarm e Bionexus), que todos os anos expõe o trabalho de empresas que desenvolvem soluções inovadores para a cadeia leiteira. 

O Composto Barn será multifuncional, com uma instalação voltada a experimentos convencionais (recria) e outra podendo ser utilizada de forma convencional ou com a tecnologia Túnel do Vento. Construído em ambiente de I0TCP– ou chamado de Internet de Interação entre Coisas, Vacas e Pessoas, a estrutura ainda servirá para o início de pesquisa e demonstração do uso de energia solar em Compost Barn. A adoção do Compost Barn tem crescido entre os produtores nacionais. Já são mais de 2.000 em funcionamento, mas ainda há poucos resultados de pesquisa sobre o novo sistema de produção.

 

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu novo prazo para que o setor produtivo adapte-se às novas exigências de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT), determinação que impõe obrigações e diversos custos adicionais a empresas que utilizam serviço de transporte de cargas. Publicada nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial da União, a resolução 5.873/2020 altera a 5862/2019 e determina que a exigência de emissão do documento, inicialmente limitada a transportadores autônomos, será obrigatória também para o setor industrial, comercial e produtores rurais a partir de 9 de junho de 2020. A medida inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de fevereiro, acabou postergada para 16 de março e, agora, teve novo adiamento.

A decisão atende a pedido do setor produtivo, inclusive a pleito realizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a prorrogação dá mais prazo para governo e empresários negociarem a questão, que classifica como medida burocrática e que tira competitividade do setor produtivo. “Na prática, a medida obriga as empresas e produtores a custearem um setor inteiro apenas para emitir guias e controlar as cargas, e isso não pode nem mesmo ser delegado a fornecedores porque a responsabilidade é do contratante. É um contrassenso com a política apregoada até aqui. Precisamos combater essa posição”, reformou. Segundo cálculo do Sindilat, para atender à medida do governo uma empresa que industrializa 100 mil litros/dia de leite terá um custo adicional com novas contratações de, no mínimo, R$ 10.000,00 por mês.

O Sindilat defende que a obrigatoriedade de emissão do CIOT e que suas responsabilidades sejam atribuídas aos transportadores contratados. A preocupação do setor é que a medida corroa ainda mais a competitividade da produção láctea brasileira que, há anos, vem amargando a concorrência dos lácteos dos países do Mercosul. “É mais um peso sobre um setor que já enfrenta dificuldades. Como trabalhamos diariamente com transporte do produtor à indústria e da indústria ao varejo, essa exigência sobre as cargas torna-se um ônus gigantesco”, completou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. As indústrias também pedem a inconstitucionalidade da Tabela de Frete uma vez que defendem a livre negociação sobre o custo do serviço de transporte. “Precisamos ter preservado nosso direito ao livre mercado”, ressalta Guerra.

O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, até agora, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. A nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas que não sejam feitas em veículo próprio da empresa.

A pesquisa Marcas de Quem Decide 2020, promovida pelo Jornal do Comércio e realizada pela Qualidata, divulgou nesta terça-feira (10/3) as marcas mais lembradas e preferidas dos consumidores gaúchos na categoria Produtos Lácteos. Empresas associadas do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) receberam destaque entre as cinco primeiras colocações tanto nas marcas mais lembradas como nas marcas preferidas. Nas mais lembradas, a Cooperativa Santa Clara, Piá, Elegê, Languiru e Tirol, respectivamente, foram as que melhor ranquearam neste ano. Já nas preferidas, o ranking manteve-se quase o mesmo, apenas substituindo a quinta colocação pela Nestlé. O resultado da pesquisa foi acompanhado por autoridades estaduais e representantes do setor empresarial gaúcho no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

A Cooperativa Santa Clara liderou o segmento de produtos lácteos pelo terceiro ano consecutivo, obtendo 36,4% na marca preferida e 34,9% na mais lembrada. Entre as preferidas, também foram destaque as empresas Piá (22,8%), Elegê (10,5%), Languiru (3,1%) e Nestlé (2,5%). No ranking das mais lembradas, a Piá assumiu a segunda colocação com 22,2% dos votos, seguida da Elegê (11,1%), Languiru (4,3%) e Tirol (2,2%).

A Piá (4,0%) e a Santa Clara (3,7%) também conquistaram o segundo e terceiro lugar nas marcas preferidas da categoria Agrícola, uma das novidades desta edição da pesquisa. A primeira colocação ficou para a Cotrijal, com 6,2%. Nas cooperativas mais lembradas, a Piá permaneceu em segundo lugar e a Santa Clara conquistou a quarta colocação. A Cooperativa de Carlos Barbosa também se destacou entre as dez primeiras colocações da categoria especial Grande Marca Gaúcha do Ano – empatando com a Lojas Renner – com 3,1%. O ranking completo foi composto pelas empresas Tramontina, Gerdau, Cia Zaffari, Radon, Panvel, Grupo RBS, Fruki e Marcopolo, respectivamente.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ter no ranking de produtos lácteos empresas associadas ao sindicato mostra a evolução do trabalho que vem sendo realizado em conjunto entre os laticínios e a entidade. “Cada empresa tem a sua estratégia, desenvolvem seus produtos e o público que quer atingir, mas o que norteia todas é a qualidade que produzem e inovam, proporcionando o destaque das indústrias lácteas gaúchas em todo o território nacional", afirmou. Segundo ele, a pesquisa deste ano foi a comprovação de um trabalho que só tende a crescer. "O Sindilat tem atuado na defesa dos interesses de nossos associados para contribuir no crescimento contínuo do setor lácteo gaúcho, que teve, por mais um ano, um grande reconhecimento na pesquisa Marcas de Quem Decide."

Crédito: Letícia Breda

O Despertar Empreendedor, evento promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mais uma vez mostrou a que veio. Em sua oitava edição, o evento que desde segunda-feira (02) reúne 52 participantes chega ao final nesta quinta-feira (05) com o cumprimento de um cronograma que oportunou uma imersão no mundo de gestão e de negócios.

Aberta à comunidade e com o patrocínio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o programa iniciado em 2013 em parceria com o Sebrae proporcionou experiências e vivências no mundo do empreendedorismo, com uma participação heterogênea de empresários e futuros empresários. “Todos os anos aprimoramos as ações dentro do programa. Inicialmente buscávamos participantes sem nenhum conhecimento em empreendedorismo. Hoje esse perfil mudou bastante, pois temos pessoas já com negócios estabelecimentos e bastante diversidade de gênero, idade e raça”, afirma Ana Beatriz Michels, coordenadora do Programa de Empreendedorismo da universidade.

Durante quatro dias, os participantes foram convidados a explorar características empreendedoras individuais e a se posicionar em uma equipe na busca de um negócio de impacto que solucione problemas da sociedade. O Despertar foi desenvolvido em quatro etapas, abrangendo aspectos da figura do empreendedor, das questões a serem resolvidas e a busca pelas soluções. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é importante fomentar o empreendedorismo, cada vez mais, nos ambientes acadêmicos. "Sabemos que o futuro é empreendedor. Precisamos de líderes que vejam necessidades de mercado e consigam supri-las agregando responsabilidade e inovação", afirma. O Sindilat marcou presença no evento dispondo produtos para o milkbreak.

Crédito: Carina Pasqualotto