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19/04/2017

 

Porto Alegre, 19 de abril de 2017.                                               Ano 11- N° 2.483

 

   Sindilat e Mapa apresentam resultados do Programa Mais Leite Saudável

Para esclarecer dúvidas e apresentar os relatórios do Programa Mais Leite Saudável, tanto por parte do Ministério da Agricultura (Mapa) quanto das indústrias de laticínios, uma reunião será realizada na quinta-feira (27/04), às 10h, no auditório da superintendência do Mapa no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O encontro conta com o apoio do Sindicato das Indústrias dos Laticínios do RS (Sindilat), que convidará empresas do setor a participarem do encontro para relatar os resultados já obtidos com o programa. 

A iniciativa já beneficiou mais de 16 mil produtores. Até o momento, foram realizados testes de tuberculose e brucelose em animais de 3 mil propriedades, conforme adianta o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Roberto Lucena. No total, já foram investidos R$ 30 milhões, recurso advindo de crédito de Pis/Cofins, em 50 projetos que envolvem ações para os produtores rurais em três áreas: melhoria da qualidade do leite, melhoramento genético e educação sanitária.

Lucena chama a atenção para a boa disponibilidade de recursos a serem investidos por meio do programa. Neste sentido, o técnico destaca que o momento de instabilidade econômica contrasta com as oportunidades oferecidas pelo projeto. "O que entendemos, no meio da crise, é que temos recursos volumosos para investimento no produtor rural e no fomento à qualidade do leite", conclui, ressaltando a importância do engajamento das indústrias na iniciativa. 

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destaca a importância das ações que podem ser viabilizadas pelo programa.

O Programa Mais Leite Saudável trata dos créditos presumidos do Pis/Cofins para as empresas lácteas e cooperativas. Conforme o decreto n. 8.533 do Diário Oficial da União, a lei 13.137/2015 prevê a concessão de crédito presumido de 50% para os laticínios que apresentarem propostas de melhoria da qualidade do leite com investimento de 5% do benefício. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Disparada nas importações 

O Brasil importou, de janeiro a março deste ano, 50,8 mil toneladas de produtos lácteos, um incremento de 57,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando o volume que entrou no País foi de 32,2 mil toneladas. Os principais produtos importados no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram o leite em pó integral e desnatado, queijos e soro de leite. Como as exportações, no trimestre, foram de 13,2 mil toneladas, o saldo negativo foi de 37,6 mil toneladas. Há pelo menos três anos o país registra um movimento crescente de importações de lácteos, com volume de 109 mil toneladas em 2014, 134,8 mil toneladas em 2015 e 241 mil toneladas em 2016, quando o saldo negativo foi de 185 mil toneladas. Para o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat/RS), Darlan Palharini, o preço competitivo de outros países é uma das explicações. Dados do MDIC apontam que, em janeiro, a cotação do quilo do leite em pó integral estava a 11,91 dólares na exportação e 3,19 dólares na importação. 

Em fevereiro, o quilo de leite desnatado foi vendido ao exterior por 5,60 dólares e importado a 2,72 dólares. Na opinião de Palharini, a baixa competitividade dos produtos brasileiros é reflexo do chamado Custo Brasil. "Os tributos, a infraestrutura precária das estradas, tudo contribui para que o nosso produto fique mais caro. Este é o grande desafio que temos para fazer frente às importações", afirma. Preocupados com a situação, produtores e entidades ligadas ao setor pediram ao Ministério da Agricultura, em dezembro, que reavaliasse as regras para a compra de países do Mercosul. "O ministro Blairo Maggi até tentou negociações com o Uruguai, mas eles foram irredutíveis, não aceitaram imposição de cotas", lembra Palharini. O assessor de Política Agrícola da Fetag, Márcio Langer, diz que não vê justificativa, atualmente, para que as importações continuem no mesmo ritmo. "No ano passado havia uma escassez na produção nacional e se importou mais para haver um equilíbrio entre a oferta e a demanda", lembra. "Mas as importações continuam elevadas demais." (Correio do Povo)

 
 
Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 15/2017

Leite/América do Sul - A produção de leite na fazenda está mista na Argentina, em decorrência das condições climáticas variáveis através do país nas últimas duas semanas. Nas Províncias de Buenos Aires e Córdoba fortes chuvas inundaram diversas regiões prejudicando a produção de leite e causando problemas com o transporte.  Por outro lado, em importantes bacias leiteiras, como Entre Rios, o clima seco melhorou a produtividade animal. De um modo geral a captação de leite está adequada às necessidades da indústria. No entanto, o fornecimento de matéria gorda permanece baixo diante de um mercado com aumento da demanda.

Para elevar a oferta de manteiga, muitos processadores intensificam a produção de leite em pó desnatado. As bonificações para a matéria gorda do leite continuam altas, o que faz aumentar o custo operacional de muitas fábricas de queijo, ao ponto, de afetar a demanda doméstica do produto. No Uruguai a produção de leite encontra-se estável, dentro da tendência sazonal, e a captação adequada às necessidades das indústrias. Houve queda na demanda por leite fluido/UHT por parte das instituições de ensino, diante dos feriados de Páscoa, quando os estabelecimentos estiveram fechados. A encomenda de leite fluido para supermercados e restaurantes estão normais. A concorrência por matéria gorda entre as indústrias é intensa, diante da oferta apertada.

No Brasil as chuvas sazonais foram favoráveis à segunda safra de milho e algodão nas principais bacias leiteiras do Brasil Central e Nordeste, encerrando várias semanas de seca. Contudo, a produção de leite caiu, como é normal acontecer nesta época do ano. Com isto a redução da oferta o preço do leite ao produtor é pressionado para cima. A demanda por leite fluido/UHT de vários canais está fraca. O maior custo do leite cru reflete no aumento nos preços do queijo, prejudicando as vendas, e elevando os estoques. De acordo com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (CEPEA), o Índice de Captação de Leite (ICALP-L/Cepea), em fevereiro, no Brasil foi de 176 pontos, apresentando queda de 3,1% em relação ao mês anterior e 0,7% quando comparado com um ano atrás. Este índice tem o objetivo de monitorar a captação de leite pela indústria. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Cooperativa Languiru corrige capital social de seus associados em 12% ao ano

Durante assembleia, realizada no dia 31 de março, a Cooperativa Languiru apresentou o novo modelo de capitalização do seu associado em relação à correção do capital social. Na oportunidade o presidente Dirceu Bayer e a contadora Carla Gregory detalharam o processo, que corrige as quotas-partes dos associados da Languiru em 12% ao ano, o que representa, hoje, aproximadamente R$ 6 milhões do capital social. Como consta na Lei 5.764/71, que define a política nacional de cooperativismo, a quota-parte é uma quantia em dinheiro que os associados depositam no momento em que ingressam no quadro social de uma cooperativa. Na Languiru, por exemplo, o estatuto social prevê que, ao ser admitido, cada associado deverá subscrever, no mínimo, cem quotas-partes, cada uma delas com valor equivalente a um litro de leite do preço base pago ao produtor no mês de seu ingresso ao quadro social.  O somatório das quotas-partes dos associados compõe o capital social de uma cooperativa, recurso que contribui para o suporte de desenvolvimento da instituição. Em outras palavras, é o capital social que dá ao associado a sua participação na entidade cooperativa que integra, o que lhe permite usufruir dos produtos e serviços oferecidos pela organização cooperativa, com direitos e deveres. O incremento do capital social de uma cooperativa ocorre pela adesão de novos associados e, neste caso da Languiru a partir da última assembleia, com o novo modelo de capitalização e correção das quotas-partes de seus associados.

Valorização do associado
A grave crise econômica e política brasileira, aliada ao aumento dos custos de produção, afeta a imensa maioria das empresas instaladas no Brasil, e nisso também se enquadram as cooperativas, especialmente as do agronegócio e do ramo de produção. Nesse contexto, a Languiru também sentiu os reflexos e, principalmente nos anos de 2015 e 2016, enfrentou dificuldades financeiras. "Em termos econômicos, nossos balanços estão muito bons, em termos financeiros, nem tanto. O ano de 2016 ainda foi melhor que o ano de 2015, ao contrário do que muitos diziam. Felizmente, cumprimos nossas obrigações e, para o ano de 2017, já existem sinais de melhora na economia, especialmente no segmento do agronegócio. Entendemos que este será um ano bom para o setor", avalia Bayer. Na assembleia, o presidente reforçou a importância do novo modelo de capitalização em relação à correção do capital social dos associados. "Se por um lado não houve a possibilidade de distribuição de sobras, considerando que não houve sobras no ato cooperativo, por outro lado estamos implementando a correção do capital social de cada associado em 12% ao ano", explica. Bayer avalia que em 61 anos de existência da cooperativa, nunca ocorreu essa correção do capital, juros sobre capital próprio. "A correção foi maior do que a própria poupança. É algo inédito e, no global da Languiru, isso representa R$ 6 milhões de correção do capital social da cooperativa", enaltece, mencionando que essa remuneração segue o padrão adotado por outras cooperativas, especialmente de crédito. Para ele, a iniciativa se trata de "uma forma de reconhecimento ao associado, que sempre esteve ao lado da sua cooperativa, com a valorização da sua conta capital, o que possibilita à Languiru o acesso à recursos financeiros no longo prazo". Inclusive, extrato das quotas-partes de cada associado está sendo disponibilizado pela Languiru, em documento entregue junto às contas de leite do produtor, e dúvidas podem ser esclarecidas junto ao Departamento Técnico da cooperativa. "Esse extrato deve ser usado pelos produtores na declaração do Imposto de Renda, com valores já pagos pela Languiru e a serem restituídos pelos associados", acrescenta o presidente.

Retorno
Em 2016 a Languiru desenvolveu programa de subscrição de quotas-partes junto ao seu quadro social, iniciativa que contribui para o desempenho econômico da Languiru e acesso ao crédito de longo prazo junto aos entes financeiros. Nesse momento, com a correção do capital em 12% ao ano, Bayer usa exemplo de associado que participou do procedimento no último exercício. "Para quem assinou quotas-partes de R$ 40 mil, por exemplo, terá na sua conta capital a correção de 12% sobre este valor do qual são avalistas de empréstimo financeiro, com valor pago até o presente momento e com bens em garantia de propriedade da Languiru, preservando o nosso produtor. A partir desse novo modelo, o associado é valorizado financeiramente na sua conta capital" exemplifica. Bayer justifica a implantação do novo modelo considerando que atualmente o capital social da cooperativa está em cerca de R$ 52 milhões, dos quais R$ 50 milhões são dos produtores de leite e dos integrados de aves e suínos que assinaram quotas-partes. "Se não adotássemos esse modelo, em oito anos teríamos apenas R$ 2 milhões como capital social da Languiru, o que é muito pouco e preocupante. Dessa forma como está sendo contabilizado, a Languiru preserva esse total de R$ 52 milhões. " Ele ainda destaca que a medida também busca incrementar o número de associados produtores ativos da Languiru. "É um movimento muito forte por novos associados. Estamos contentes em poder compartilhar isso com os associados produtores, uma forma de reconhecimento ao esforço e dedicação à Languiru", conclui Bayer, agradecendo o apoio e motivação de associados e colaboradores. Nesse mesmo contexto de ampliação do quadro social, o presidente também cita a criação do Cartão Verde, para produtores de milho, e o projeto de inclusão social e produtiva, idealizado pela Cooperativa Languiru, com apoio e envolvimento da Emater, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura de Teutônia, Estrela e Westfália, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e da Sicredi Ouro Branco. (Assessoria de Imprensa Languiru)

 

 
Fonterra quer vender mussarela para o Brasil
A gigante de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, deverá entrar para o mercado de mussarela no Brasil com  a marca Quick Frozen (IQK). O gerente de serviços de alimentos da empresa, o brasileiro Hugo Melo, diz que o potencial do mercado é enorme, já que o produto economizará o tempo dos pizzaiolos, dinheiro, custos de mão de obra e reduzirá o desperdício. Para atender a esse projeto, a Fonterra anunciou que está construindo uma nova fábrica, que permitirá que a empresa dobre a capacidade de produção de mussarela. Ela será inaugurada em setembro de 2018. Uma vez concluída, a fábrica de Clandeboye da Fonterra passará a ser a maior produtora de mussarela natural do Hemisfério Sul e aposta nos brasileiros como consumidores. (Revista Balde Branco)
 

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