Pular para o conteúdo

27/08/2015

 


 

Porto Alegre, 27 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.094

 

   Sindilat propõe criação de CIDE do leite em audiência pública


 Audiência discute déficit da balança comercial de lácteos

Crédito: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)
 
Na tentativa de equilibrar a oferta de leite importado no mercado interno, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) propôs a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) de 10% sobre o leite em pó importado. A ideia é utilizar a ferramenta para ajuste de mercado sempre que o leite estrangeiro ingressar no Brasil com defasagem de 30% ou mais em relação ao valor definido pelo Conseleite. Os recursos, pagos pelo importador, seriam destinados ao Fundo de Estímulo à Exportação de Leite em Pó, seguindo um modelo similar ao praticado hoje para os combustíveis.

A proposta foi apresentada pelo 2º vice-presidente do Sindilat, Raul Lopes Amaral, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira  (27/8) na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo ele, esta é uma forma de ajustar o mercado, que hoje penaliza o produtor e a indústria brasileira, ameaçando a receita do país e os empregos. Se o modelo proposto pelo Sindilat já estivesse em vigor, só nos primeiros sete meses deste ano, a arrecadação chegaria a R$ 6,6 milhões, o suficiente para incentivar o embarque de 4,4 mil toneladas de leite em pó brasileiras, que hoje não recebem qualquer tipo de incentivo. "As entidades presentes apresentaram a evolução da cadeia e necessidade de que o país construa políticas públicas suficientes para limitar a entrada do leite do Uruguai", salientou Amaral.

A proposta será analisada juntamente com outros apontamentos da audiência pública em nova reunião entre os parlamentares envolvidos e a cadeia produtiva.  A forma como a proposta será operacionalizada e os percentuais a serem pagos ainda devem passar por análise mais aprofundada. "Não é um imposto. Nossa ideia é usar essa verba privada para incentivar a cadeia e criar regulamentação para a exportação", acrescentou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Percentual de diferença do preço do leite em pó importado para o nacional

 
Mapa elabora proposta para fortalecer cadeia de lácteos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve apresentar, nas próximas semanas, uma proposta de projeto de lei destinando R$ 300 milhões para o fortalecimento do setor de lácteos em Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, no Paraná e Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito agora há pouco pelo secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, durante audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Os cinco estados que receberão os recursos, assinalou Caio Rocha, respondem por 80% da produção nacional de lácteos. Segundo ele, os R$ 300 milhões deverão ser investidos em assistência técnica, melhoramento genético e promoção comercial. Em todo o país, a cadeia produtiva do setor envolve 1,3 milhão de produtores. 

Durante a audiência, Caio Rocha destacou ainda que o Mapa tem se empenhado para ampliar as negociações com os representantes do setor privado para garantir aos países do Mercosul uma parcela do mercado brasileiro que não afete a competitividade e crescimento da cadeia nacional de lácteos.

De acordo com o secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, a produção brasileira de lácteos hoje é superior ao consumo interno. Atualmente, a maior parte do excedente de lácteos é exportada para Angola, Argélia e Venezuela. O Brasil embarca para o exterior principalmente leite em pó e leite condensado.

Caio Rocha disse também que o Brasil tem 11 estabelecimentos habilitados a exportador lácteos para a Rússia. A expectativa, acrescentou, é que mais 13 venham a obter autorização para embarcar leite e derivados para aquele país. Recentemente, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) negociou com o governo russo a abertura daquele mercado aos produtos lácteos brasileiros. (As informações são da Assessoria de Comunicação Social)


PIB do agronegócio fica estável em maio, diz CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro ficou estável em maio, com queda acumulada de 0,2% nos primeiros cinco meses de 2015, comparado a igual período do ano passado, informa a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em nota, a entidade diz que o desempenho se deve principalmente ao comportamento da agricultura, que apresentou redução de 0,48% no mesmo período. Com base nesse resultado, a previsão para o PIB da agropecuária em 2015 é de R$ 1,2 trilhão, sendo R$ 825,08 bilhões (67,6%), referentes ao ramo agrícola e outros R$ 396,27 bilhões (32,4%) ao setor pecuário. Os números são da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). 

Conforme o levantamento, a pecuária, mesmo tendo expansão de 0,40% no período de janeiro a maio, especificamente no quinto mês do ano apresentou crescimento de apenas 0,03%. Já a agricultura teve variação negativa de 0,01% no mesmo período. "Na agricultura, o segmento que mais recuou foi o primário, ¬1,61% em 2015", destacou. Esse desempenho negativo, segundo a CNA/Cepea, refletiu a queda dos preços agrícolas, pois em volume a expectativa é de elevação até o fim deste ano. Na pecuária, o segmento primário apresentou crescimento de 0,90%, "o melhor índice obtido nos primeiros cinco meses de 2015". O segmento industrial apresentou os piores indicadores: recuo de 1,19% no mesmo período. Para o segmento primário, a baixa oferta do boi gordo (prontos para o abate) e as exportações em recuperação puxaram as cotações e explicam o cenário de crescimento, diz a CNA. (Estadão Conteúdo)
 

Preços/NZ
A elevação dos preços dos lácteos pode significar uma esperança para o setor, mas, ainda não é tempo de relaxar, assegura a Federação dos Produtores da Nova Zelândia. Pela primeira vez em cinco meses os preços do leilão quinzenal dos lácteos tiveram alta, mas, o presidente da federação dos agricultores kiwis, Andrew Hoggar advertiu que ainda é preciso estar atento. "O registro das últimas vendas sugere que começa a surgir uma luz no fim do túnel, mas precisamos esperar que continue e se consolide".
É bom lembrar que no dia 19 os preços subiram 14,8% dos US$ 1.815/tonelada fechados quinze dias antes, para US$ 1.974/tonelada (NZ$ 3.000) comercializando um volume 33,5% menor de leite em pó. Para muitos analistas isto não é uma surpresa considerando as recentes quedas na produção de leite, "embora os mercados futuros estejam com prognósticos positivos, o teste real teremos nos próximos quatro eventos", asseguram. (Infortambo/Tradução Livre: Terra Viva)
 
 

 

    

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *