Pular para o conteúdo

11/08/2015


 

Porto Alegre, 11 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.082

 

  FEPALE pede apoio aos governos da América Latina diante da situação de mercado

 
"Dada a situação crítica do setor lácteo na América Latina e no mundo, o Conselho Executivo da Federação Panamericana do Leite, reunidos em Montevidéu, Uruguai, na última sexta-feira (07/08), representando a FEPALE, se sente na obrigação de alertar os governos americanos sobre o enorme prejuízo e os danos irreparáveis que esta situação, sem precedentes na história do setor lácteo, está causando.
A queda, nunca antes vista, dos preços do leite internacionais, a contração da demanda por produtos lácteos nos mercados internacionais estratégicos e os baixos preços que os agricultores recebem hoje, prevê-se uma crise iminente no setor.
O setor de lácteos na América Latina não é apenas um fator-chave na geração de valor econômico para todos os países, mas também, e mais importante, é um pilar essencial das nossas sociedades, onde o produtor, a sua família e os trabalhadores, situados no campo, continuam a ser o núcleo, a própria essência da segurança alimentar, a nossa cultura e os nossos valores.
Tudo isto está em risco.
A cadeia de lácteos como um todo precisa de um apoio excepcional e urgente durante este ciclo negativo - para enfrentar tal cenário imprevisível.
Pedimos a nossos governos que implementem, urgentemente, medidas que reduzam a carga dos custos de produção em toda a cadeia, complementados com ações que também contribuam para melhorar o faturamento do setor.
É necessário o apoio do Estado para garantir a sustentabilidade e manter em vigor uma atividade distinta e fundamental na vida da América. 
Ainda há tempo." (O texto é da FEPALE, traduzido pela Equipe MilkPoint)
 

 
SP se antecipa e estabelece logística reversa obrigatória 
Empresas instaladas no Estado de São Paulo que produzem artigos com impacto ambiental e à saúde pública serão obrigadas a implementar e operacionalizar sistemas de logística reversa. Ainda sem regulamentação, a determinação entrou em vigor no fim de junho e tem o objetivo de estabelecer a responsabilidade pós¬ consumo das companhias na medida em que exige coleta, destinação final ou tratamento adequado para resíduos e embalagens que representam riscos ambientais. 
A medida atinge 13 setores que representam 10 mil empresas aproximadamente, segundo estimativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Encarregada de fiscalizar o cumprimento das metas de logística reversa, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicará diretrizes e prazos para adaptação neste segundo semestre. O atendimento das regras permitirá a renovação de licenças de operação, inclusive, de empresas que pretendem participar de licitações do governo para compra de produtos que constam da resolução, como lâmpadas e equipamentos eletroeletrônicos.
A lista de produtos ainda inclui óleo lubrificante usado, óleo comestível, filtro de óleo lubrificante automotivo, pilhas e baterias, incluindo as automotivas, pneus inservíveis e medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, além de embalagens de agrotóxicos, alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, artigos de limpeza e outros que compõem a fração seca dos resíduos sólidos urbanos. "O fabricante pensava antes em fazer o produto e entregar ao consumidor e pronto. Agora, terá que pensar na destinação ambientalmente adequada", afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias. A iniciativa do governo estadual procura se adequar ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionado em agosto de 2010, mas que ainda não foi regulamentado. Com o objetivo de reduzir os resíduos, a lei determina a extinção dos lixões e a implementação de reciclagem, reuso, compostagem, tratamento e coleta seletiva nos municípios. Também prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos que, em última instância, não serão reaproveitados. 
O plano deveria ter entrado em vigor em agosto do ano passado. Tem esbarrado, contudo, na falta de regulamentação federal e nas dificuldades de adaptação dos municípios, segundo a secretária. Diante deste cenário, o Senado aprovou no início de julho projeto que prorroga, de forma escalonada, o prazo para cumprir as metas do PNRS. Capitais e municípios de regiões metropolitanas terão até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões, enquanto cidades de fronteira e com mais de 100 mil habitantes terão até 31 de julho de 2019. Já municípios com 50 mil a 100 habitantes devem cumprir as regras até 31 de julho de 2020 e os com menos de 50 mil pessoas terão até 31 de julho 2021. 
São Paulo, de acordo com Patrícia, é o primeiro Estado a cumprir a meta, uma vez que já eliminou os lixões, embora ainda existam aterros sanitários mal operados, classificados como "inadequados". A secretaria disse que a resolução, embora acarrete aumento de custos em um primeiro momento, pode representar uma oportunidade às empresas interessadas em gerar um novo negócio dentro da cadeia produtiva, mesmo em um cenário de crise econômica e retração dos investimentos. "O fabricante pode unir esse esforço na produção para criar um novo negócio que leve em conta o reaproveitamento do resíduo sólido. Ajuda a agregar valor", explica Patrícia. 
A secretária acredita que alguns setores não terão dificuldade de adaptação já que firmaram em 2011 um termo de compromisso para implantar os sistemas de logística reversa. É o caso de embalagens de agrotóxicos, pneus e óleos lubrificantes, que já adotavam a prática. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considera a resolução positiva, mesmo com algumas inseguranças jurídicas que devem afetar alguns setores menos desenvolvidos na operação de sistemas de logística reversa, como eletroeletrônicos. A entidade defende um maior envolvimento dos governos na promoção de políticas públicas. Gerente de meio ambiente da entidade, Anícia Pio, observa que o custo para reprocessar resíduos a fim de torná¬-los matéria¬-prima costuma ser, em alguns casos, maior do que quando se utiliza a matéria¬-prima virgem. Cobrados em cascata, os impostos (IPI e ICMS) aplicados a esses materiais também oneram o produto reciclado. A falta de incentivos, acrescentou Anícia, desestimula o desenvolvimento da cadeia. "O ônus não pode ficar apenas para o setor produtivo. O sistema só vai funcionar quando todos os elos na cadeia estiverem cientes e cumprindo devidamente seu papel. E isso inclui governos e usuários", afirmou. (Valor Econômico)
Produção de leite dos EUA aumentou em 0,7% em junho

A produção de leite nos Estados Unidos em junho aumentou em 0,7%, para 7,2 milhões de litros, com relação ao ano anterior, embora tenha havido queda com relação à produção de maio, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A produção de leite em junho caiu em 351 milhões de litros com relação a maio de 2015, e essa queda é a segunda maior queda na produção em 2015. A produção em maio foi de 7,5 milhões de litros e aumentou em 1,5% com relação ao mesmo mês de 2014.
O leite produzido por vaca nos 23 estados de maior produção ficou em média em 832 litros em junho, ou seja, sem mudanças com relação ao recorde de junho de 2014. O número de vacas leiteiras nas fazendas desses 23 estados foi de 8,63 milhões de cabeças, 56.000 cabeças a mais que em junho de 2014. Esse número foi 2.000 cabeças a menos que em maio de 2015.
A produção de leite nos Estados Unidos no período de abril a junho de 2015 totalizou 24,7 milhões de litros, que o USDA disse que foi 1,4% maior que no mesmo período de 2014.
O número médio de vacas leiteiras nos Estados Unidos durante o trimestre foi de 9,32 milhões de cabeças, 14.000 cabeças a mais que de janeiro a março e 66.000 cabeças a mais do que no mesmo período do ano anterior.
O USDA em maio previu que o crescimento na produção de leite nos Estados Unidos deverá ser menor do que o esperado nesse ano, mas deverá retornar a um forte crescimento em 2016. O departamento disse que a produção de leite para 2016 deverá ser 2,4% maior à medida que a melhor disponibilidade de forragem e os custos moderados dos alimentos animais deverão apoiar ganhos no leite por vaca.
O USDA também previu que os números de vacas leiteiras também serão levemente maiores em 2016. Esse crescimento levará a produção anual para 94,1 bilhões de litros. (A reportagem é do Agriland, traduzida pela Equipe MilkPoint)

 
 
SEBRAE: Centros de recria - Melhoria e aumento da produção de leite
Com o intuito de aumentar a produção de leite de forma mais rápida, sem comprometer o tamanho das áreas das unidades de produção, muitos empreendedores têm investido na terceirização da recria, ou mais especificadamente, nos conhecidos centros de recria. Neles, os animais recebem um acompanhamento desde a fase de bezerro até o estágio de vaca lactante, com técnicas aprimoradas de manejo, alimentação, saúde animal e melhoramento genético, com objetivo de promover o aumento da produtividade.
O Sistema de Inteligência Setorial do SEBRAE elaborou um Boletim de Tendências apresentando as principais características desses centros de recria, os serviços oferecidos e quais as vantagens para o empresário que está inserido na atividade.
Logo no início o boletim diferencia cria, recria e lactação:
Cria: fase logo após o nascimento até a época da desmama do bezerro.
Lactação: período depois do parto, quando a vaca produz leite. Normalmente, a duração desse período varia entre 12 e 13 meses.
Recria: fase que vai do desmame até o primeiro parto, quando a vaca entra em processo de lactação. É neste período que as vacas são levadas para centros de recria e recebem o tratamento adequado para aumentarem seu rendimento produtivo.
O processo dos sistemas de recria é bastante conhecido nos Estados Unidos. A prática que utiliza sistema de recrias vem ganhando adeptos no Brasil, no entanto, ainda está em fase de implantação e avaliação em propriedades de leite.
Geralmente o processo funciona da seguinte forma: começa com o produtor; são estabelecidas parcerias para dar início a atividade; ou são comercializados os animais, estando desmamados ou não, para recriadores especializados. Os animais serão recriados, conforme as normas técnicas, com o intuito de possibilitar máxima resposta produtiva. No fim do tempo de recria, os animais são vendidos, ou retornam para as propriedades de origem. É possível observar que o sistema produtivo se torna mais técnico quando acompanhado por um especialista, e os animais produzem mais em uma vida produtiva maior, segundo o SIS.
Vantagens dos centros de recria
Os centros de recria são responsáveis pelo desenvolvimento (no pasto) das futuras produtoras de leite. Mas, antes de escolher se vai ou não adotar esta nova prática, o empreendedor precisa conhecer as vantagens e características do sistema.
•    Otimiza espaço para as vacas leiteiras que estão em lactação na propriedade, uma vez que as improdutivas são levadas para os centros de recria;
•    Descentraliza a mão de obra, ou seja, permite que o trabalho, antes focado em todo rebanho, seja minimizado e concentrado apenas nos animais em fase de lactação;
•    Os animais voltam mais produtivos por terem recebido tratamento e acompanhamento adequados;
•    Os animais são aprimorados zootecnicamente, podendo ser melhorados geneticamente;
•    O investimento não é superior, se compararmos à terceirização da recria, com a criação do rebanho na propriedade;
•    Movimenta a cadeia produtiva do setor, uma vez que os produtores podem investir na criação desses centros.
Avaliação do rebanho
O rebanho passa por uma avaliação antes de ser enviado aos centros de recria. Nela, são conferidos alguns critérios. Entre eles, as vacinas aplicadas, os atestados de brucelose e tuberculose, além do peso e da raça dos animais.
É possível conferir o relatório completo no site do SIS, no qual ainda há a exemplificação e orientações sobre o Centro de Recria de Terneiras Leiteras, de Bagé, no Rio Grande do Sul. (Milkpoint)
 
Diretoria do Sindilat prestigia homenagem da Asgav
 A diretoria do Sindilat prestigiou no início da tarde desta terça-feira a homenagem aos 50 anos da fundação da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav). A celebração foi tema do Grande Expediente na Assembleia Legislativa do Estado. Durante a homenagem, os deputados estaduais se intercalaram em elogios ao trabalho realizado pela Associação no fortalecimento da indústria e do setor na economia gaúcha. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
 
 

 

    

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *