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Novo curso aos produtores de leite

16/04/2015

DSC 2587A Embrapa Clima Temperado, através do Projeto Protambo, realiza nesta semana o Curso de Qualidade do Leite Lina na Estação Experimental Terras Baixas, localizada no Capão do Leão. Com capacidade para atender cem inscrições, o curso já possui cerca de 80 inscritos, que vão buscar a troca de experiências e a integração entre técnicos, pesquisadores e laticínios associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat). O evento ocorre nesta quinta-feira, pela manhã e à tarde. Esta será a terceira capacitação do ano nesta temática.

Segundo a pesquisadora e uma das organizadoras do curso, Maira Zanella, o treinamento é oferecido mais uma vez pelo fato de que no curso anterior muitos interessados não conseguiram se programar para participar.

Dentro da programação, que trata do panorama atual da qualidade do leite no Estado e como controlar fatores e obter a qualidade desejável no leite, haverá a palestra sobre o Leite Instável Não Ácido (Lina). Para a pesquisadora este assunto ainda requer atenção por parte dos produtores de leite e técnicos. “Quando é feito o teste do álcool no leite na propriedade e o resultado é positivo, o produtor não sabe como solucionar o problema. Estamos apresentando neste curso quais são as tecnologias disponíveis para realização do diagnóstico e das suas soluções”, explicou. Quem quiser saber mais sobre a programação acesse o site da Embrapa.

O Leite Instável Não Ácido (Lina) é um problema que atinge milhares de produtores leiteiros. Ele é caracterizado por possivelmente apresentar resultado falso positivo no teste da acidez, que em algumas circunstâncias não apresente ácido.

O teste do álcool é realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, com o intuito de avaliar a qualidade do leite de alguns produtores e de cooperativas da Região Sul do Estado. As amostras de leite positivas são descartadas por não serem consideradas aptas para consumo. Uma das importantes alterações que ocorrem durante o teste é a perda da estabilidade da caseína (proteína do leite) que resulta em precipitação positiva.

Em pesquisa, o leite aparenta os mesmos aspectos do leite ácido. Para diferenciá-los o produtor pode coletar pequena quantidade de sua amostra e o ferver, se o leite talhar e não levantar fervura ele é ácido, já se o mesmo ferver ele é identificado como Lina, ressaltando que para comprovar é necessário que se faça o teste do álcool em um laboratório de pesquisa. (Diário Popular de Pelotas)

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