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O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, destacou, durante a 91ª Expofeira de Pelotas, a importância de se construir um mercado competitivo no setor, a fim de buscar a ampliação da produção no Estado. "Precisamos nos transformar em um país exportador". O assunto foi debatido na quinta-feira (12/10), durante a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. Na ocasião, Guerra tratou sobre o mercado de importação e exportação do leite. Durante a palestra, também fez comparações entre a produção por animal no Uruguai e no Brasil.

Guerra aproveitou a oportunidade para tratar sobre o anúncio feito pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na última terça-feira (10/10), em Brasília (DF), que suspende a importação de leite do Uruguai até que o país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. Na data, o presidente representou as indústrias gaúchas em reunião e alertou sobre a concorrência desleal no mercado que o setor tem enfrentado.

Alexandre Guerra palestra na Expofeira de Pelotas. Foto: Ayrton Seyffert

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, reuniu-se nesta terça-feira (10/10) em Brasília com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar do pedido de compras governamentais de leite em pó e UHT. Durante o encontro, o titular da pasta comprometeu-se a dar uma posição sobre o pleito no início da próxima semana.

Segundo Guerra, Terra disse que está trabalhando para que o governo federal faça a aquisição do produto. O ministro informou ainda que está negociando a medida em regime de prioridade com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O volume de leite que será comprado ainda não foi definido. O pleito do Sindilat é a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT.

Durante a conversa em Brasília, Guerra também solicitou ao ministro uma linha de crédito para financiar estoques com rebate na taxas de juros.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta terça-feira (10/10) que suspenderá a importação de leite do Uruguai até que aquele país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. O anúncio foi alvo de reunião no início da tarde, em Brasília, entre representantes do setor laticinista e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Representando as indústrias gaúchas, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrou que a decisão atende a pedido feito pelo secretário das Agricultura, Ernani Polo, ainda durante a Expointer, em agosto, em Esteio. “É uma ação concreta e importante. É o que estávamos esperando do governo para poder apurar os fatos”, pontuou, alertando que o setor vem enfrentando concorrência desleal no mercado e está unido pedindo apoio em Brasília.

Na agenda das indústrias desta tarde em Brasília também está encontro com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar das compras governamentais e de linhas de crédito com taxas de juros subsidiadas para viabilizar a estocagem de produtos. 

Foto: kitthanes/Istock

Reunião no Fundesa debateu, na tarde de quinta-feira (5/10), a falta de reagentes para exames de brucelose e tuberculose no Rio Grande do Sul. Conforme o relato dos representantes do Ministério e da Secretaria da Agricultura, a escassez dos reagentes é uma realidade nacional. “Estamos buscando alternativas para não comprometer os programas nacionais de sanidade”, afirmou o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

A região Sul é a que mais constata casos das doenças. Em 2016, por exemplo, dos 4311 casos de brucelose e tuberculose constatados no país, 84% foram nos três estados do Sul.

Ficou definido que o Fundesa vai solicitar ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, que leve o tema ao Ministro da Agricultura, em reunião que será realizada nesta semana em Brasília. “Também vamos manter a busca incessante de material para os diagnósticos em todas as vias possíveis, seja na importação ou compra no mercado interno”, disse Kerber.

Com Informações: Thaís D'avila Produtora de Conteúdo 

Reunião no Fundesa. Foto: Thais D'Avila

O prefeito de Água Santa, Jacir Miorando, esteve reunido na tarde desta segunda-feira (09/10) com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, para entregar convite para que as indústrias associadas participem do 1º Seminário Regional do Leite: Ações e Perspectivas, no dia 12 de dezembro. A ideia do evento é valorizar a produção primária no formato de minifeira, integrando debate técnico e político do setor. Em comemoração aos 30 anos de emancipação do munícipio, o seminário deve reunir 400 pessoas, com destaque para produtores que vivem no dia a dia os dilemas do agronegócio gaúcho. Água Santa produz diariamente entre 80 e 100 mil litros de leite em cerca de 500 propriedades.

Acompanhado do vice-prefeito Carlos Alberto Possebom e do gerente de política leiteira da Unibom Laticínios, Ideno Pietrobelli, o prefeito convidou a diretoria do Sindilat para participar dos debates, encorpando o debate técnico. Miorando informou que a economia de Água Santa é baseada no agronegócio tendo a avicultura como principal atividade, seguida do leite. O prefeito, que também representa a associação dos municípios da região Nordeste do RS, frisou a situação do agronegócio na região e as dificuldades trazidas pela redução do preço do leite. “É um impacto importante em um município com 4 mil habitantes”, ressaltou. Palharini destacou o momento de crise do segmento. “Quase todas as atividade do agronegócio estão trabalhando com uma realidade de preço diferente. O consumidor ajustou seus gastos e o setor está sentindo isso”, pontuou Palharini.

Darlan Palharine entrega convite para que as indústrias associadas participem do 1º Seminário Regional do Leite. Foto: Carolina Jardine

Entidades do setor lácteo irão à Brasília na próxima semana para cobrar do Governo Federal a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) voltou a defender a medida nesta quinta-feira (5/10), durante reunião do Grupo de Trabalho da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa que trata sobre a importação do leite em pó do Mercosul. No encontro, a comissão validou documento que foi entregue no dia 12 de setembro ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, formalizando o pedido de compra. O mesmo documento também foi entregue nesta quinta-feira ao deputado Zé Nunes, que coordenou a reunião.

Com a presença do presidente do sindicato, Alexandre Guerra, a demanda do setor foi debatida como medida emergencial para reverter a situação de crise do setor leiteiro gaúcho. A ida da comitiva a Brasília também será uma oportunidade para reivindicar soluções para a possível triangulação de leite uruguaio.

Segundo o diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, é fundamental que se faça uma regulação de produtos importados para atender o abastecimento nacional de forma equilibrada. "São dois pontos-chaves dessa questão: manutenção da suspensão de incentivos de importação e de estoques por via de compras governamentais". O deputado Zé Nunes reiterou a fala, alertando para a necessidade de unidade do setor produtivo. “Precisamos ter uma voz única na questão do leite neste momento”.

A reunião também contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura (Seapi), Ministério da Agricultura (Mapa), Federação da Agricultura do RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RS (Fetraf), Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Cosulati.

Entidades do setor lácteo irão a Brasília na próxima semana. Foto: Vitorya Paulo

Representantes da indústria de alimentos participam, nos dias 20 e 21 de novembro, do Desafio Startups. O objetivo do evento, que ocorre durante o dia inteiro no Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (avenida Sertório, 473), zona norte de Porto Alegre, é apresentar problemas recorrentes nas empresas para que seja possível ir em busca de propostas de soluções. 

Segundo a coordenadora técnica do Conselho da Agroindústria da Fiergs, Tânia Sette, o evento oportuniza que as organizações tenham contato com empresas inovadoras, que apresentarão soluções com custo simbólico. "Nosso objetivo é que as ideias contribuam não só com o ganho financeiro, mas também como o de mercado", afirma.

O Desafio Startups é uma realização do Conselho da Agroindústria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas. O custo será de R$ 80,00 por empresa.

Foto: IstockPhoto/LDProd

A cadeia produtiva do leite no Estado, no Brasil e no mundo será a pauta do debate durante a terceira edição do seminário Cenários da Produção Leiteira, no dia 12 de outubro, na 91ª Expofeira de Pelotas. Na ocasião, às 13h45, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, ministrará a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. O cadastramento para o evento começa às 13h, no auditório Casa da Amizade.

Guerra falará sobre mercado, importação e exportação do leite no Brasil. "Temos que melhorar a nossa competitividade, através de melhor produtividade por animal, maior volume por propriedade e produção em escala nas indústrias, com o apoio do governo para desonerar o setor lácteo. Assim, deixamos de ser importadores e passamos a ser um país exportador e competitivo.", afirma.

Segundo o coordenador técnico do seminário Eduardo Xavier, o momento será oportuno para unificar a cadeia leiteira e levantar problemáticas importantes sobre os temas que são de interesse do setor, além de mostrar cases de sucesso. “Queremos entender o mercado e que pessoas tragam suas experiências na área”, pontuou. O evento contará ainda com palestra do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, que falará sobre as ferramentas para busca de sanidade do rebanho. A expectativa é de receber 200 participantes no evento.

A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo email: cenariosdaproducao@gmail.com

Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com.

O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017.

Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu.

Confira os documentos necessários para inscrição no regulamento.

Ficha de Inscrição: 

Com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre medidas de segurança na pecuária leiteira, a Embrapa Clima Temperado promove, no dia 19 de outubro, o seminário Bioseguridade na Cadeia Produtiva do Leite. O evento, que acontece no auditório da Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), a partir das 13h30min, contará com palestras de especialistas e representantes de outros segmentos da Embrapa. A atividade é destinada para profissionais da veterinária que desempenham funções no campo e assistência técnica a cooperativas de leite.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Ligia Pegoraro, as práticas que serão debatidas visam a segurança do rebanho, como uso de roupas limpas durante o manejo dos animais e esterilização de materiais de inseminação. "Quanto mais medidas de segurança, menos gastos com antibióticos e tratamentos", afirma, lembrando da economia que os produtores têm com as ações. Ligia alerta para a diferença que o rebanho leiteiro possui de outras espécies, em que os prejuízos demoram mais tempo para aparecer. Assim, os produtores acabam atribuindo a redução da produção a outros motivos e não se atentam à prevenção contra agentes patógenos. "É necessário avaliar os fatores de risco, seguir o calendário de vacinações e as práticas de manejo recomendadas. Prevenir é melhor que tratar", conclui.

Ao todo, serão cerca de 60 vagas disponíveis para o seminário. A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo e-mail: ligia.pegoraro@embrapa.br.