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A segunda edição do Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho, que ocorreu na quinta-feira (3/5), em Erechim, contou com a presença de 600 produtores de leite da região Norte do Rio Grande do Sul para debater os desafios do setor lácteo. Na ocasião, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, apresentou dados e alternativas para o mercado. Ele também abordou a conjuntura atual e as perspectivas da atividade leiteira. "Se não tivermos o escoamento da produção, corremos o risco que o preço do leite não tenha uma recuperação das margens necessárias ao produtor. A indústria precisa trabalhar com resultado positivo nas suas atividades. Por isso, acreditamos que a alternativa seja a regulamentação do PEP (Prêmio de Escoamento do Produto)", pontou, ressaltando que o setor também necessita que o governo trabalhe a simetria de custos de produção dos países do Mercosul e a compras Governamentais.

De acordo com o chefe do escritório municipal da Emater de Erechim, Walmor José Gasparin, o foco principal do seminário foi discutir ações tecnológicas na cadeia produtiva do leite, visando prestar esclarecimentos, principalmente, para os produtores da indústria. Além do debate sobre o cenário geral do setor, os produtores que passaram pelo evento puderam participar de quatro palestras que trataram de assuntos específicos da cadeia produtiva. Segundo Gasparin, os assuntos discutidos vão ao encontro às principais demandas do mercado. “Só irão seguir no setor os produtores que assumirem postura de empresários do leite. Além disso, é preciso aplicar a gestão na produção”, destacou.

A nutrição da vaca leiteira de alta produção foi o tema da primeira atividade do evento, ministrada pelo mestre em zootecnia, Jorge Schafhãuser Junior. Doutor em Agrossistemas da UFSC, Vilmar Fruscalso ministrou palestra a respeito das bezerras de leite lactante. Por sua vez, Marcos Schwarzer, especialista em automação e robótica, apresentou aos produtores como funciona a produção de leite com ordenha robótica. Jorge Lemainski, mestre em Ciências Agrárias (UB), encerrou o evento abordando a fertilidade, manejo, conservação do solo para alta produção de forragem e para produtores de alimentos conversados.

Foto: Darlan Palharini

O mercado futuro do leite e os desafios da cadeia foram os principais assuntos abordados durante a 18ª Reunião Grupo do Leite de Venâncio Aires, que ocorreu na quinta-feira (26/4), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. Segundo o engenheiro agrícola Diego Barden dos Santos, da Emater de Venâncio Aires, havia uma demanda dos produtores para falar sobre este tema. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participou do encontro para esclarecer como funciona a comercialização e a formação de preços.

"Falamos sobre o cenário lácteo e as iniciativas do sindicato para defender o setor. Um dos problemas é o excesso de oferta. Precisamos de alternativas para escoar a produção”, comentou o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, citando como exemplo as compras governamentais e o PEP – Prêmio para o Escoamento de Produto, instrumento muito utilizado pelo setor de arroz, por exemplo. Entretanto, no caso do PEP, é preciso que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) "regre" este ferramenta para que possa ser utilizado também pelo setor lácteo, em leilões para leite em pó, queijos e leite UHT.

Na ocasião, Palharini falou sobre estas e outras ferramentas de incentivo, além de abordar a necessidade de equalização de alguns custos de produção com o Mercosul. "Mas isso requer que os produtores também pressionem os governos, para que demandas como estas sejam atendidas", ressaltou. Mais de 70 produtores participaram da reunião.

Criado em 2015, o Grupo do Leite de Venâncio Aires realiza encontros periodicamente, em geral a cada dois meses. O espaço foi constituído com o objetivo de ser um fórum de discussão da cadeia no município, que tem 176 produtores de leite. Juntos, eles produzem, em média, 8,7 milhões de litros de leite por ano.

Foto: Diego Barden dos Santos/Emater

As alternativas para escoar a produção e aumentar a competitividade do setor lácteo foram debatidas em audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (27/4) em Anta Gorda, durante a 7ª Festileite. Na ocasião, o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, contribuiu com relato sobre os desafios para conquistar novos mercados. “Ainda esbarramos no custo de produção, que é bem mais alto em relação a outros países”, comentou, ressaltando a importância de ter instrumentos, como as compras governamentais e o PEP - Prêmio para o Escoamento de Produto, para acessar mercados internacionais. Certa de 250 pessoas, entre estudantes, produtores de leite e autoridades participaram do encontro, que ocorreu na Sociedade Cultural e Recreativa Carlos Gomes.

O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícolas e considerado umas das referências no setor lácteo nacional, participou do debate. Para o deputado Alceu Moreira, proponente da audiência pública, o debate “não poderia ter sido melhor”. Segundo o parlamentar, o amplo conhecimento técnico de Spies possibilita uma discussão que mostra quais são as possibilidades sem trabalhar com “coitadismos”. Moreira se comprometeu a alguns encaminhamentos para debater em Brasília: a simetria com o Mercosul – possibilidade de livre comércio para insumos entre os países e o preço mínimo para o leite.

Também estavam presentes na audiência pública o diretor da Laticinios Domilac, Rodrigo Pohlo, o assessor da Fetag Márcio Langer, o veterinário Fernando Groff, da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), e o fiscal federal agropecuário da superintendência do Ministério da Agricultura no RS, Roberto Lucena, responsável pelo Programa Mais Leite.

 

 

Foto: Pietro Marques

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, em conjunto com os presidentes dos sindicatos representativos dos estados de Mato Grosso, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Ceará, entregou na quinta-feira (26/4) ao diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura (Mapa), José Luis Vargas, ofício relatando as dificuldades das indústrias em se adequar às exigência contidas no novo Regulamento e Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), em vigor desde março de 2017.
O artigo 258 do Decreto 9.013/2017 (RIISPOA) prevê que os estabelecimentos devem manter permanentemente o leite sob temperatura de 4°C. Com base na realidade do setor, as entidades sugerem que a temperatura determinada para conservação e estocagem do leite passe a ser de 6ºC. Embora as indústrias de laticínios estejam trabalhando para se adequar à determinação, algumas dificuldades impedem que o regulamento seja colocado em prática, independentemente do porte do estabelecimento.
Entre os gargalos apontados pelos dirigentes está o fato de que as fábricas foram dimensionadas para atender às regras da Instrução Normativa 62 (IN 62), que prevê o resfriamento do leite a 4°C sem a necessidade de manter a essa temperatura; a forte demanda na aquisição de equipamentos para o frio para atender a um mercado formado por cerca de 3 mil fábricas; o alto valor do investimento em equipamentos em um período de queda significativa do consumo; o aumento do fluxo de entrega do produto, associado às altas temperaturas externas que impedem a manutenção da temperatura exigida; além da escassa oferta energética, dependendo da região onde o laticínio está localizado.
De acordo com o ofício assinado pelo presidente do Sindilat gaúcho e pelos demais estados, existem trabalhos publicados no Brasil e também no exterior que mostram que a manutenção do leite a 6°C por 48 horas não altera as contagens de psicrotróficos (micro-organismos) quando comparados a 4ºC.
O documento foi entregue dentro da programação do 4º Intercâmbio de Lideranças Setoriais da Indústria da Alimentação e de Laticínios, realizado nos dias 26 e 27 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O evento, que reuniu 22 presidentes de sindicatos e contou com a representação de 16 estados brasileiros, além de trocas de experiências também abriu espaço para debater questões sindicais e de oportunidades para o setor.
De acordo com Guerra, a agenda incluiu conversa com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante a reunião na CNI e visita ao Ministério da Agricultura (Mapa). “Abordamos o tema relativo ao Impacto Regulatório, e fomos informados de que a Anvisa está criando um novo fluxo de execução para permitir uma construção mais efetiva dessa regulação”, salientou o presidente do Sindilat. Segundo ele, o setor terá a oportunidade de falar sobre os prazos necessários para implantação das mudanças.  “A reestruturação da agenda vai minimizar os impactos com gastos devido às constantes mudanças de embalagens, por temas definidos na Anvisa”, destacou o dirigente.
No Ministério da Agricultura, a comitiva de representantes da indústria conheceu o funcionamento do SISMAN - Sistema de Monitoramento de Atos Normativos, ferramenta da Agricultura que até o próximo ano permitirá que pessoas físicas e jurídicas deem sugestões em processos de consultas públicas.
Foto: Miguel Ângelo/CNI

Para debater o atual momento e alternativas do setor leiteiro, representantes da cadeia produtiva participarão de audiência pública nesta sexta-feira (27/4) em Anta Gorda (RS). O debate, que integra a programação da 7ª Festileite, iniciará as 9h no Parque Municipal de Eventos. O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, estará presente para contribuir com relato referente aos desafios da indústria, produtores e Governo da crescente necessidade de exportar achar canais para escoar a produção de leite.

Na terça-feira (24/4), durante reunião dos Associados, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, convidou os associados a participarem das audiências públicas que estão sendo realizadas para debater o setor lácteo em todo o país.

Foto: coward_lion/ Istock

O secretário-executivo do Sindicato Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat), Darlan Palharini, será o palestrante da 18ª Reunião Grupo do Leite de Venâncio Aires, que acontece nesta quinta-feira (26), a partir das 10h30min, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires.

A presença de Palharini, representando a indústria gaúcha, foi definida ainda em novembro de 2017, quando os pecuaristas da região manifestaram a intenção de conhecer mais a fundo o funcionamento do mercado de leite. O secretário-executivo do Sindilat vai abordar o tema “Mercado Futuro do Leite e Desafios da Cadeia”, em evento que promete casa cheia, com a participação que deve superar 100 produtores de leite de Venâncio Aires e municípios do entorno.

Segundo o engenheiro agrícola do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Diego Barden dos Santos, o atual preço pago pelo litro do leite é o grande gargalo do produtor. Mesmo com as dificuldades, conta o técnico, a produtividade vem se mantendo, e, em alguns casos, até crescendo na região. “Apesar da queda no número de produtores na nossa cidade, registramos uma maior produção e até mesmo ampliação do rebanho”, afirma Santos. Nos últimos anos, em função da crise, 16 criadores abandonaram a atividade. Hoje, o município conta com 160 propriedades leiteiras.

A produção de leite na região de Venâncio Aires é realizada em propriedades com média de 9 a 10 hectares e, o rebanho médio, flutua entre 12 a 15 cabeças por produtor.

Foto: sserg_dibrova/Istock

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, convidou os associados a participarem das audiências públicas que estão sendo realizadas para debater o setor lácteo em todo o país. Depois do encontro realizado em Lajeado ontem (23/04), na quinta-feira (26/04) haverá agenda na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis (SC). Na sexta-feira (27/04), está previsto debate em Anta Gorda (RS), durante a 7ª Festleite. O dirigente pediu apoio dos laticínios para dar voz aos dilemas vividos pela indústria frete à opinião pública.

Durante reunião de associados realizada na tarde desta terça-feira (24/04), Guerra ainda apresentou dados divulgados pelo Fundesa que relatam os avanços de contribuições e indenizações do setor lácteo. Os números, indicam ele, apontam aumento considerável das indenizações referentes a abates de animais decorrentes de casos de tuberculose e brucelose. Em 2017, foram feitos 406,8 mil testes para as duas doenças, valor 7,7% maior do que os 377,4 mil do ano de 2016. Desde que o Fundesa foi criado, em 2007, já foram pagas indenizações referentes ao abate de 10,3 mil animais em relação à tuberculose e à brucelose, sendo que parte desse total se refere à ação motivada pelo programa Mais Leite Saudável que estimulou a testagem dos rebanhos gaúchos.

IN 62 - Durante a reunião, os representantes dos laticínios ainda conheceram os recentes dados apresentados pelo Ministério da Agricultura sobre uma possível alteração nas INs 62 e 51, que regulam os padrões de qualidade do leite. Presente em Brasília quando da apresentação oficial da proposta, a consultora do Sindilat Leticia Vieira relatou as possíveis alterações aos associados. O Sindilat é favorável a ações que contribuam com a qualidade desde que praticadas em prazos exequíveis. O sindicato aguarda a publicação da consulta pública para se manifestar sobre o tema.

Foto: Carolina Jardine

Com o avanço da entressafra do leite no Rio Grande do Sul que coloca a produção no menor nível do ano, o valor de referência do litro voltou a subir em abril. Segundo dados apresentados pelo Conseleite durante reunião na manhã desta terça-feira (24/04), na Fetag, o valor projetado para o leite padrão com base nos primeiros dez dias do mês é de R$ 1,0579, 2,2% acima do consolidado de março, que fechou em R$ 1,0351, também acima dos R$ 0,9901 estimados. Nos últimos três meses (fevereiro-abril), o Conseleite indica alta acumulada de 9,58%.

O professor da UPF Eduardo Finamore explicou que a trajetória de alta do leite justifica-se pelo aumento de praticamente todos os produtos do mix, com exceção do requeijão (-1,13%). O leite UHT teve elevação de 2,84% e o leite condensado, 10,37%. Contudo, alerta Finamore, apesar do reajuste verificado, o leite no Rio Grande do Sul este ano ainda está abaixo dos valores praticados em 2016 e 2017.

Conduzindo a reunião, o presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, pontuou que, comparando os primeiros meses de 2018 com o mesmo período de 2017, a produção vem em expansão e o impacto da entressafra está menor este ano, com baixa de 15% da captação em relação à média do Estado que é de 12,6 milhões de litros/dia. “O primeiro trimestre indica crescimento de captação em relação ao mesmo período de 2017”, complementa.

Guerra indicou que maio deve ser marcado por estabilidade de produção nos tambos gaúchos, um movimento que será reforçado pelo aumento de consumo das famílias em função de períodos de temperaturas mais baixas. Além disso, acrescenta o dirigente, a importação de leite em pó está 56% menor neste primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017, e os produtos estão chegando a preços 8% menores no Brasil. “Temos que ver como produzir de forma viável com o mercado desta forma como está está agora. Como ainda não temos essa competência, precisamos da ajuda do governo neste momento”. O alerta, indica Guerra, refere-se ao leite UHT que está sendo comercializado abaixo de valores de anos anteriores e que configura 80% da produção do Rio Grande do Sul. “Isso nos preocupa porque tem impacto forte na indústria e no produtor”, salientou.

Representando o Ministério da Agricultura, o fiscal e ex-superintendente do Mapa/RS Roberto Schöreder acredita que as importações do Uruguai não são responsáveis pela crise no setor. Em sua participação na reunião do Conseleite, Schöreder indicou que a fiscalização no Rio Grande do Sul é rigorosa e que, em todas as últimas análises realizadas, os resultados estavam dentro de padrões de conformidade. “O leite gaúcho vai bem e hoje é o mais fiscalizado e totalmente confiável”.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Março de 2018.

Matéria-prima

Valores Projetados Março /18

Valores Finais

Março /18

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

1,1386

1,1904

0,0518

II – Valor de referência IN 62

0,9901

1,0351

0,0450

III – Menor valor de referência

0,8911

0,9316

0,0405

(1)    Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 62 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1 IN 62, em R$ – abril de 2018.

Matéria-prima

Abril*/18

I – Maior valor de referência

1,2165

II – Valor de referência IN 62

1,0579

III – Menor valor de referência

0,9521

 Foto: Carolina Jardine

A importância dos sistemas de vigilância passiva, com a notificação de suspeitas, foi reforçada durante a 45ª Reunião Ordinária da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), que ocorreu na semana passada (16, 17, 19 e 20/4), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O evento, que ocorre anualmente, contou com a participação de quatro técnicos da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi). Durante o encontro, foi debatido o recente caso de aftosa na Venezuela.

“Precisamos reforçar a vigilância, para evitar que a doença reingresse, e cobrir os pontos de risco, priorizando ações de fiscalização na fronteira, por exemplo”, explicou o veterinário Fernando Groff, coordenador do Programa de Combate à Febre Aftosa no Rio Grande do Sul, da Seapi. Em seu relato sobre o encontro, o técnico também destacou a importância de ter sistemas de compensação eficientes, citando como exemplo o Fundesa, que no Estado indeniza os produtores que eliminarem animais com a doença.

Diante do atual cenário, Brasil e Rio Grande do Sul devem manter-se alerta. Segundo Groff, todos os atores envolvidos na cadeia produtiva, desde produtores, transportadores e indústria, incluindo as entidades ligadas ao Fundesa e o poder público, precisam estar alinhados à esta preocupação constante com a vigilância. Entre os cuidados que devem ser tomados, está a desinfecção dos equipamentos e a inspeção clínica dos animais.

O coordenador do Programa de Combate à Febre Aftosa ressaltou ainda que os novos focos da doença na Venezuela impactam a médio e longo prazo nas diretrizes gerais previstas pelo plano estratégico com metas para 2020. “Mesmo que tenhamos áreas livres de aftosa, não podemos deixar de ter um plano. Temos que nos manter mobilizados”, enfatizou, recordando episódio que ocorreu no Japão, país onde a doença retornou após mais de cem anos.

Também participaram da reunião da Cosalfa os técnicos Graziane Rigon, Marcelo Goecks e Michele Maroso, todos da Seapi.

Foto: Fernando Groff

Com o objetivo de informar os protutores de leite do Estado sobre o setor lácteo por meio de uma linguagem de fácil entendimento, a Emater realizará o 2º Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho no dia 3 de maio, em Erechim (RS). O evento, que ocorre a partir das 9h, na Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), deve reunir entre 650 a 900 pessoas, especialmente pequenos agricultores de 32 municípios da região.  
Na ocasião, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participará de debate sobre a conjuntura atual e a perspectiva da atividade leiteira. Segundo Palharini, eventos como este são uma oportunidade para conversar sobre as demandas do setor. Também participa do debate o veterinário Antonio Carlos Ferreira Zanini, coordenador de Bovinocultura da Cooperalfa, membro da Câmara Técnica do Conseleite-SC. Quem mediará o debate é o zootecnista Jaime Ries, assistente técnico estadual da Emater.
O evento também contará com palestras sobre bezerra leiteira lactante e produção de leite com simplicidade através de ordenha robótica. Além disso, será tratado sobre fertilidade, manejo, conservação do solo para alta produção de forragem e para produção de alimentos conservados. As inscrições podem ser realizadas no dia do evento, a partir das 8h, ou antecipadamente pelo link.
Foto: Karine Heller/Secom/PME