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O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) dará início a um mapeamento das políticas públicas municipais de incentivo à atividade leiteira. Considerando que o 6º Fórum Itinerante será realizado em Santa Rosa, no dia 26 de junho, o levantamento começará pela Fronteira Noroeste do Estado. A definição é resultado de reunião que ocorreu nesta terça-feira (15/5), no auditório do Instituto Federal (IF) de Santa Rosa.

A ideia, explica o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é reunir os prefeitos dos 20 municípios da região para apresentarem as ações em andamento. "Queremos aproveitar o evento para que as prefeituras que têm iniciativas de destaque possam apresentar seus projetos", explicou. Na noite do dia 25 de junho, um dia antes do fórum, será realizado um coquetel para os prefeitos. A expectativa é reunir pelo menos 100 pessoas. Além disso, acrescenta Palharini, o objetivo também é a troca de experiências entre os municípios e o estímulo à implantação de novas políticas. Na ocasião, os presentes poderão degustar diversos tipos de queijos.

Segundo Palharini, a intenção é ampliar o mapeamento para as demais regiões do Estado. Para o 7º Fórum Itinerante do Leite, que ocorre no dia 7 de agosto de 2018, em passo Fundo, está previsto um painel sobre os municípios que possuem políticas de incentivo à produção leiteira.

Foto: Tarciane Andres

Na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, que ocorreu nesta terça-feira (8/5), em Chapecó (SC), foi apresentado um plano para ampliar a competitividade para o setor lácteo do país. A iniciativa trabalha com a meta de que o Brasil passe a exportar 5% do volume produzido. De acordo com o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, o plano foi endossado pelo presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Júnior.

Segundo Palharini, o projeto voltado ao mercado externo foi apresentado pelo consultor Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. “Para Barral, a Região Sul é que reúne as melhores condições para alcançar este objetivo”, relatou o representante da indústria gaúcha presente no encontro. Diante das considerações feitas por um dos maiores especialistas em defesa comercial e negociações internacionais, a CNA encampou a ideia e decidiu apoiar uma pesquisa de mercado e levantamento de regras para que as empresas do Sul possam participar do estudo.

“A Região Sul tem no mínimo 10 plantas de leite em pó que possam ser inseridas neste grupo de trabalho”, afirmou Palharini, destacando a observação de Barral de que o produto em pó é o mais transacionado no mercado internacional. Palharini ressalta a importância de também focar em alternativas para equilibrar o mercado, entre elas o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e as compras governamentais. Segundo o secretário executivo, é necessário uma ação positiva tanto do governo federal quanto do estadual, pois a solução não está somente nas mãos da indústria e produtores, já que temos mais de 1,1 milhão de produtores de leite no Brasil.

O presidente da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ronei Volpi, reforçou que o trabalho será organizado a partir da estrutura industrial dos estados do Sul do país, que possuem linhas de produção de leite em pó. Por meio de um esforço conjunto do setor, a expectativa é atingir a meta de exportar 5% da produção brasileira mas sem descuidar do mercado interno, no prazo de três a cinco anos. O objetivo é enviar lácteos para países da América Latina e Caribe, como Chile, Colômbia, México e Peru, mas também a países da Ásia, África e Rússia.

Na opinião do presidente da Comissão do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, para alcançar o volume mínimo de 5% da produção para exportação – que praticamente representa a produção do Uruguai - é preciso antes se credenciar ao mercado externo. “Ou seja, deve-se antes de tudo buscar uma normatização e um programa de qualidade que possam ser auditado externamente. Precisamos ter a capacidade de cumprir normas e exigências dos compradores internacionais”, afirmou.

Como resultado da exposição realizada em Chapecó, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, encaminhou ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pedido para que seja realizada a regulamentação do PEP para produtos derivados do leite cru, especialmente leite em pó, UHT e queijos.

Fotos: Guilherme Mossa de Souza Dias

Com a finalidade de promover e incentivar o desenvolvimento das relações comerciais e econômicas entre a Argentina e o Estado do Rio Grande do Sul, foi fundada nesta segunda-feira (7/5) em Porto Alegre, a Câmara Empresarial Argentino-Brasileira do Rio Grande do Sul (CEAB-RS). A solenidade, que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), contou com a participação do embaixador do país no Brasil, Carlos Magariños. 
A nova entidade terá Fiergs, Fecomercio e Farsul são associados honorários. Os demais associados, pessoas físicas e jurídicas, terão seis meses de carência para contribuir. A presidência da CEAB-RS será exercida de forma rotativa entre os representantes dos três setores – indústria, comércio e agricultura. 
O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, participou da cerimônia e destacou a importância desta parceria estratégica para o setor lácteo. “Vamos fazer conversações e troca de experiências em busca de novos mercados por meio de ações conjuntas entre os dois países”, comentou Palharini. A Argentina tem 10 mil produtores de leite e produz 10 bilhões de litros por ano. 
Entre as atividades já programadas pela CEAB-RS para 2018 está uma missão comercial do setor de alimentos com visita de empresas argentinas ao Rio Grande do Sul; uma missão comercial, organizada pela Fiergs, de empresas brasileiras à Argentina; e a participação da CEAB-RS na Federação de Câmaras de Comércio Brasil-Argentina.
Foto: Dudu Leal / Assessoria de Comunicação do Sistema FIERGS

A Fenasul 2018, de 16 a 20 de maio, deve marcar um movimento de união do setor laticinista para enfrentar as dificuldades que vêm corroendo a rentabilidade de toda cadeia produtiva.  A tônica foi destaca nos discursos de autoridades presentes no lançamento da exposição, realizado na manhã desta segunda-feira (7/5) no Gabinete da Secretaria da Agricultura, em Porto Alegre. Confiante, o secretário da Agricultura, Odacir Klein, disse que a exposição terá muito sucesso porque, além de diversos patrocinadores, terá esforço expressivo do setor e do governo do Estado, que garantiu infraestrutura e serviços. O evento também contou com a presença do deputado e ex-secretário Ernani Polo, que deu início às tratativas para realização da mostra ao fim de seu mandato.  “Apesar da crise, será um evento excelente com bons resultados”, frisou Klein.

Neste ano, a Fenasul e a Expoleite ocorrerão em paralelo a evento da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC), a Copa do Mundo do Cavalo Crioulo. A ideia é reunir forças e levar público ao Parque de Exposições Assis Brasil. Ação essa que deve contar com o apoio da Prefeitura de Esteio.

A exposição também espera ter aumento na participação de animais. Segundo o presidente da Gadolando, Jorge Fonseca da Silva, a previsão é ter de 30 a 40 produtores e cerca de 200 exemplares da raça Holandês, bem acima dos 136 inscritos em 2017. “Os produtores estão estrangulados e trazer um animal para Esteio custa entre R$ 800 e 1200. Se tivermos recursos para subsidiar a vinda de produtores, podemos chegar a 250 inscritos”, prevê, lembrando que o prazo para cadastrar bovinos da raça terminar no final desta semana.  Com o objetivo de enxugar despesas, a organização da feira estuda cortar o uso de pistas cobertas, um conforto implementado apenas nos últimos anos. Além do gado Holandês e do Crioulo, a Fenasul ainda deve contar com provas do cavalo Árabe e aguarda-se confirmação de exposição de aves.

Presente no lançamento, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, anunciou apoio ao evento com cota de patrocínio.

Foto: Carolina Jardine

A 11ª Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos, a Expoclara, realizada pela Cooperativa Santa Clara, associada do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat/RS), foi aberta oficialmente na quinta-feira (03/5), em Garibaldi. A solenidade contou com a presença do presidente do sindicato e diretor Administrativo e Financeiro da Cooperativa, Alexandre Guerra, além de autoridades municipais e estaduais, direção, associados, entre outros.

Em sua manifestação, Guerra reforçou o principal pleito do Sindilat atualmente, que é a compra governamental de leite em pó e o Prêmio para o Escoamento da Produção (PEP). “Já estamos há três meses com alta de preços no litro do leite ao produtor, mas ainda não atingimos os valores do ano passado”, pontuou Guerra, que ressaltou que as indústrias também não alcançaram os preços de 2017, e estão comercializando seus produtos a menor valor.

O governo do Estado foi representado pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein. Em sua fala, Klein lembrou que a Expoclara demostra como é um trabalho organizado e de cooperação. “Essas ações agregam valor ao produtor”, ponderou.

A feira reúne 229 animais, mais de 100 expositores e a expectativa é receber mais de 30 mil visitantes até o próximo domingo, 6 de maio. Ainda durante o final de semana haverão diversas atrações, como shows com Thomas Machado, vencedor do The Voice Kids 2017, João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo e Guri de Uruguaiana. A programação completa pode ser conferida no site www.coopsantaclara.com.br/expoclara.

Foto: Thiago Couto

Evento realizado em Passo Fundo pela CapLab abordou temas técnicos-científicos de interesse da cadeia láctea

Troca de informações e atualização profissional proporcionada pelo conhecimento técnico/científico de renomados especialistas na área da cadeia de produção de leite. Assim, foi a quinta-feira (3/5) em mais uma edição do 8º Seminário Técnico Dairy Quality Day – Qualidade em Leite, evento realizado pela CapLab, empresa fornecedora de equipamentos e insumos para laboratórios, em Passo Fundo (RS). Segundo o diretor comercial da CapLab, Vinicius Capeleto, a proposta do evento é estar mais próximo da indústria para promover a troca de conhecimentos. Capeleto destacou a participação de mais de 200 representantes de laticínios. O seminário é itinerante e, a cada ano, ocorre em um estado diferente.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, apresentou o cenário lácteo na visão da indústria e ponderou que o grande desafio é que 99% da produção de leite e derivados é destinada ao mercado interno. "Temos produto com qualidade para exportar, mas o grande entrave é o nosso custo de produção que tem duas variáveis determinantes, que é a produtividade baixa por propriedade rural e alguns insumos na produção de leite no Brasil são mais caros do que na Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, por exemplo", pontou. Neste sentido, é que que o Sindilat está trabalhando para ter acesso a esses custos e apresentar a demanda aos governos estaduais e federais.

A consultora do Sindilat, Letícia Vieira, acompanhou as palestras que destacaram temas de grande interesse da cadeia, com uma extensa programação que abordou, de forma geral, o controle de qualidade na indústria de lácteos. Segundo Letícia, o evento aprofundou temas de interesse do setor. Tradicionalmente, os encontros promovidos pela CapLab colaboram para a adoção de melhorias que resultem na maior qualidade do leite e seus derivados produzido nas indústrias.

Para Letícia, eventos com esse perfil, ou seja, 100% focados em questões técnicas e científicas de interesse da cadeia produtiva, são importantes para levantar quais são os erros e acertos que vêm sendo praticados pelas indústrias nos seus processos de fabricação. “O Sindicato precisa estar junto nessas ocasiões, pois além de uma integração com todos os elos da cadeia, é uma oportunidade para conhecer as demandas das empresas sobre questões de qualidade. Consideramos fundamental saber que tipo de conhecimento estão gerando e qual experiência ainda estão precisando”, destacou Letícia.

Entre os palestrantes da edição de Passo Fundo estiveram Carlos Boldan (professor na Universidade de Passo Fundo e orientador do Programa de Residência Integrada em Medicina Veterinária da UPF), que falou sobre a qualidade do leite no Rio Grande do Sul; Antônio Carvalho (especialista em Microbiologia e coordenador do Inovaleite), mostrou uma abordagem diferenciada em relação à microbiologia do leite; Múcio Furtado (técnico em laticínios da DuPont), que abordou os defeitos de fabricação em queijos; Paulo Henrique Fonseca da Silva (técnico em laticínios e mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos), que mostrou como escolher a melhor destinação para o leite (UHT, em pó ou queijos); Maria Cristina Mosquim (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ) sobre pontos importantes da revisão da IN 51 e 62; e por último, Alexandre Leal (médico veterinário e auditor fiscal federal do MAPA) e Ivone Suffert (auditora fiscal federal do MAPA), que informou como o Ministério da Agricultura está abordando o controle de resíduos biológicos e antibióticos na cadeia láctea. 

Foto: Leticia Vieira

A segunda edição do Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho, que ocorreu na quinta-feira (3/5), em Erechim, contou com a presença de 600 produtores de leite da região Norte do Rio Grande do Sul para debater os desafios do setor lácteo. Na ocasião, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, apresentou dados e alternativas para o mercado. Ele também abordou a conjuntura atual e as perspectivas da atividade leiteira. "Se não tivermos o escoamento da produção, corremos o risco que o preço do leite não tenha uma recuperação das margens necessárias ao produtor. A indústria precisa trabalhar com resultado positivo nas suas atividades. Por isso, acreditamos que a alternativa seja a regulamentação do PEP (Prêmio de Escoamento do Produto)", pontou, ressaltando que o setor também necessita que o governo trabalhe a simetria de custos de produção dos países do Mercosul e a compras Governamentais.

De acordo com o chefe do escritório municipal da Emater de Erechim, Walmor José Gasparin, o foco principal do seminário foi discutir ações tecnológicas na cadeia produtiva do leite, visando prestar esclarecimentos, principalmente, para os produtores da indústria. Além do debate sobre o cenário geral do setor, os produtores que passaram pelo evento puderam participar de quatro palestras que trataram de assuntos específicos da cadeia produtiva. Segundo Gasparin, os assuntos discutidos vão ao encontro às principais demandas do mercado. “Só irão seguir no setor os produtores que assumirem postura de empresários do leite. Além disso, é preciso aplicar a gestão na produção”, destacou.

A nutrição da vaca leiteira de alta produção foi o tema da primeira atividade do evento, ministrada pelo mestre em zootecnia, Jorge Schafhãuser Junior. Doutor em Agrossistemas da UFSC, Vilmar Fruscalso ministrou palestra a respeito das bezerras de leite lactante. Por sua vez, Marcos Schwarzer, especialista em automação e robótica, apresentou aos produtores como funciona a produção de leite com ordenha robótica. Jorge Lemainski, mestre em Ciências Agrárias (UB), encerrou o evento abordando a fertilidade, manejo, conservação do solo para alta produção de forragem e para produtores de alimentos conversados.

Foto: Darlan Palharini

O mercado futuro do leite e os desafios da cadeia foram os principais assuntos abordados durante a 18ª Reunião Grupo do Leite de Venâncio Aires, que ocorreu na quinta-feira (26/4), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. Segundo o engenheiro agrícola Diego Barden dos Santos, da Emater de Venâncio Aires, havia uma demanda dos produtores para falar sobre este tema. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participou do encontro para esclarecer como funciona a comercialização e a formação de preços.

"Falamos sobre o cenário lácteo e as iniciativas do sindicato para defender o setor. Um dos problemas é o excesso de oferta. Precisamos de alternativas para escoar a produção”, comentou o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, citando como exemplo as compras governamentais e o PEP – Prêmio para o Escoamento de Produto, instrumento muito utilizado pelo setor de arroz, por exemplo. Entretanto, no caso do PEP, é preciso que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) "regre" este ferramenta para que possa ser utilizado também pelo setor lácteo, em leilões para leite em pó, queijos e leite UHT.

Na ocasião, Palharini falou sobre estas e outras ferramentas de incentivo, além de abordar a necessidade de equalização de alguns custos de produção com o Mercosul. "Mas isso requer que os produtores também pressionem os governos, para que demandas como estas sejam atendidas", ressaltou. Mais de 70 produtores participaram da reunião.

Criado em 2015, o Grupo do Leite de Venâncio Aires realiza encontros periodicamente, em geral a cada dois meses. O espaço foi constituído com o objetivo de ser um fórum de discussão da cadeia no município, que tem 176 produtores de leite. Juntos, eles produzem, em média, 8,7 milhões de litros de leite por ano.

Foto: Diego Barden dos Santos/Emater

As alternativas para escoar a produção e aumentar a competitividade do setor lácteo foram debatidas em audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (27/4) em Anta Gorda, durante a 7ª Festileite. Na ocasião, o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, contribuiu com relato sobre os desafios para conquistar novos mercados. “Ainda esbarramos no custo de produção, que é bem mais alto em relação a outros países”, comentou, ressaltando a importância de ter instrumentos, como as compras governamentais e o PEP - Prêmio para o Escoamento de Produto, para acessar mercados internacionais. Certa de 250 pessoas, entre estudantes, produtores de leite e autoridades participaram do encontro, que ocorreu na Sociedade Cultural e Recreativa Carlos Gomes.

O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícolas e considerado umas das referências no setor lácteo nacional, participou do debate. Para o deputado Alceu Moreira, proponente da audiência pública, o debate “não poderia ter sido melhor”. Segundo o parlamentar, o amplo conhecimento técnico de Spies possibilita uma discussão que mostra quais são as possibilidades sem trabalhar com “coitadismos”. Moreira se comprometeu a alguns encaminhamentos para debater em Brasília: a simetria com o Mercosul – possibilidade de livre comércio para insumos entre os países e o preço mínimo para o leite.

Também estavam presentes na audiência pública o diretor da Laticinios Domilac, Rodrigo Pohlo, o assessor da Fetag Márcio Langer, o veterinário Fernando Groff, da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), e o fiscal federal agropecuário da superintendência do Ministério da Agricultura no RS, Roberto Lucena, responsável pelo Programa Mais Leite.

 

 

Foto: Pietro Marques

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, em conjunto com os presidentes dos sindicatos representativos dos estados de Mato Grosso, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Ceará, entregou na quinta-feira (26/4) ao diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura (Mapa), José Luis Vargas, ofício relatando as dificuldades das indústrias em se adequar às exigência contidas no novo Regulamento e Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), em vigor desde março de 2017.
O artigo 258 do Decreto 9.013/2017 (RIISPOA) prevê que os estabelecimentos devem manter permanentemente o leite sob temperatura de 4°C. Com base na realidade do setor, as entidades sugerem que a temperatura determinada para conservação e estocagem do leite passe a ser de 6ºC. Embora as indústrias de laticínios estejam trabalhando para se adequar à determinação, algumas dificuldades impedem que o regulamento seja colocado em prática, independentemente do porte do estabelecimento.
Entre os gargalos apontados pelos dirigentes está o fato de que as fábricas foram dimensionadas para atender às regras da Instrução Normativa 62 (IN 62), que prevê o resfriamento do leite a 4°C sem a necessidade de manter a essa temperatura; a forte demanda na aquisição de equipamentos para o frio para atender a um mercado formado por cerca de 3 mil fábricas; o alto valor do investimento em equipamentos em um período de queda significativa do consumo; o aumento do fluxo de entrega do produto, associado às altas temperaturas externas que impedem a manutenção da temperatura exigida; além da escassa oferta energética, dependendo da região onde o laticínio está localizado.
De acordo com o ofício assinado pelo presidente do Sindilat gaúcho e pelos demais estados, existem trabalhos publicados no Brasil e também no exterior que mostram que a manutenção do leite a 6°C por 48 horas não altera as contagens de psicrotróficos (micro-organismos) quando comparados a 4ºC.
O documento foi entregue dentro da programação do 4º Intercâmbio de Lideranças Setoriais da Indústria da Alimentação e de Laticínios, realizado nos dias 26 e 27 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O evento, que reuniu 22 presidentes de sindicatos e contou com a representação de 16 estados brasileiros, além de trocas de experiências também abriu espaço para debater questões sindicais e de oportunidades para o setor.
De acordo com Guerra, a agenda incluiu conversa com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante a reunião na CNI e visita ao Ministério da Agricultura (Mapa). “Abordamos o tema relativo ao Impacto Regulatório, e fomos informados de que a Anvisa está criando um novo fluxo de execução para permitir uma construção mais efetiva dessa regulação”, salientou o presidente do Sindilat. Segundo ele, o setor terá a oportunidade de falar sobre os prazos necessários para implantação das mudanças.  “A reestruturação da agenda vai minimizar os impactos com gastos devido às constantes mudanças de embalagens, por temas definidos na Anvisa”, destacou o dirigente.
No Ministério da Agricultura, a comitiva de representantes da indústria conheceu o funcionamento do SISMAN - Sistema de Monitoramento de Atos Normativos, ferramenta da Agricultura que até o próximo ano permitirá que pessoas físicas e jurídicas deem sugestões em processos de consultas públicas.
Foto: Miguel Ângelo/CNI