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Porto Alegre, 23 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.505

 

  É chegada a hora

Os animais já estão chegando ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para a 40ª Expoleite e 13ª Fenasul. A partir de amanhã, quando começa o evento, será a vez de o público comparecer. A estratégia deste ano foi justamente centrar forças em novas ações para atrair os urbanos, em uma espécie de mini-Expointer.

Depois de percorrer cerca de 400 quilômetros, o produtor Leopoldo Pierini Cavalheiro, de Boa Vista do Cadeado, foi o primeiro a chegar no parque, às 6h de ontem. Trazia a vaca Balili, da raça holandesa, para participar do concurso leiteiro.

- Essa é a primeira vez que participamos da feira - conta Cavalheiro, que tem plantel de 90 vacas, jersey e holandesa, 45 em lactação.

Ao todo, 115 exemplares da raça holandesa estão inscritos para a exposição. Outros 1,5 mil animais, de ovinos a cães de pastoreio, também participam da mostra.

Uma das grandes novidades é o Pub do Queijo, iniciativa liderada pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS). Os consumidores poderão degustar bebidas e queijos no espaço montado na varanda da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) - o tíquete de acesso será vendido a R$ 35.

- Esperamos que tenha uma boa aceitação, que provoque no consumidor a demanda por queijos. Se der certo, a ideia é que a gente possa ter um espaço semelhante na Expointer - conta Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat-RS. A programação segue até domingo, dia 28. (Zero Hora
  

 
Produção/AR

À delicada situação econômica que atravessa a atividade se somaram, no último ano, as inundações que reduziram sensivelmente a produção de leite. Entretanto, em abril mostrou recuperação.

 

Pela primeira vez em 12 meses, a produção nacional de leite cresceu na comparação anual, de acordo com dados divulgados pela Subsecretaria de Leite da Nação. No mês passado, o nível da atividade nas fazendas cresceu 5% em relação a abril de 2016, e 1% em relação a março de 2017. A última vez que a produção de leite havia crescido em relação a um ano atrás, foi em março de 2016, quando aumentou 1%.

Melhora no preço
Para encontrar um valor de crescimento superior ou igual a 5% em abril é preciso ver as estatísticas desde novembro de 2015, quando a melhora foi de 5%. A recuperação da produção vem atrelada à melhora no preço médio pago ao produtor: os 5,29 pesos por litro recebidos durante abril representa uma melhora mensal de 2%.

Córdoba, a pior
Das quatro províncias leiteiras (Buenos Aires, Córdoba, Santa Fe, e Entre Rios) onde a agroindústria elevou os preços em abril, Córdoba foi onde os produtores receberam o menor valor médio: 5,17 pesos. Em Entre Rios o valor foi de 5,37 pesos; em Buenos Aires 5,35; e em Santa Fe 5,26 pesos por litro.

 

Exportações em baixa
Além de ter menor quantidade de matéria prima para processar, a indústria de laticínios mostra no decorrer do ano uma queda no desempenho exportador. No primeiro trimestre, as vendas externas de lácteos caíram 25% em volume em relação ao mesmo período de 2016. O dado positivo é a recuperação do preço do leite em pó integral, que entre janeiro e março, ficou com a cotação média de US$ 3.220/tonelada, 34% a mais que um ano atrás. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

Qualidade

O preço é fator preponderante para a decisão de consumo, embora tenha perdido dois pontos percentuais em 2017 na comparação com o ano anterior, passando de 86% para 84%. Na hora da compra, o critério qualidade cresceu em importância e avançou 6 pontos percentuais no mesmo período de comparação. É o que revela pesquisa nacional da Fecomércio RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com o Instituto Ipsos, realizada entre os dias 5 a 18 de janeiro de 2017. 

Quando analisado de acordo com as classes sociais, há uma inversão nos critérios considerados prioritários para as compras. Na classe AB, o fator qualidade chega ao topo do ranking, com 80% das citações, ante 77% de menções ao preço. Já na classe C, 85% dos consumidores apontam o preço como preponderante e 76%, a qualidade. Entre os brasileiros da DE, o quesito preço atinge 91% das menções, ante 64% da qualidade. De uma forma geral, a pesquisa coloca o fator marca na terceira colocação, com 20% das menções, à frente do conforto, fator citado por 10% dos entrevistados.   

Em relação à prioridade de consumo no ano, reforma da casa (25%) segue no topo - já ocupava essa posição no ano passado -, acompanhada por aquisição de imóvel (14%) e compra de eletrodomésticos (12%). No ano anterior, essas também estavam entre as prioridades de consumo, porém em outra ordem: reforma da casa (21%), aquisição de carro (12%) e de imóvel (10%). Artigos de vestuário foram citados por 11% como prioridade de consumo em 2016, parcela que passou a 8% neste ano. A opção reforma da casa, em 2017, é a mais mencionada por todas as classes, porém com mais intensidade na DE (29%).
 
Internet como fonte 
A televisão segue como o meio de comunicação pelo qual o brasileiro mais percebe ofertas e promoções, segundo 42% dos consumidores, porém, com uma queda de 8 pontos percentuais na comparação com 2016. A segunda colocação ficou para carro de som, com 23% das menções. A pesquisa tem mostrado o crescimento do meio internet na publicidade: o percentual de consumidores que considera essa a melhor forma de se informar sobre promoções chegou a 9%. Em 2010, era mencionado por somente 1% dos entrevistados. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 18 de janeiro, com amostra de 1.200 entrevistados no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife e em mais 64 cidades brasileiras. (Supermercado Moderno)

 

 
Missão/Oriente Médio 
Blairo Maggi encerra viagem ao Oriente Médio, que incluiu também Kuwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita. Na Arábia Saudita, foi visitado um dos maiores empreendimentos para produção de leite e derivados lácteos do mundo. A Almarai, em seis diferentes localidades em pleno deserto saudita, mantém um rebanho de 185 mil animais. (Fonte: Mapa 
 

Porto Alegre, 22 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.504

 

  Prefeitura e Sindilat promovem Fenasul e Expoleite no Centro de Esteio
Com o objetivo de promover e atrair a população de Esteio para a 13ª Fenasul/40ª Expoleite e 3ºRodeio da Fenasul, que acontece de 24 a 28 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, a Prefeitura e o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat), realizaram uma ação diferente. Um pequeno curral com uma vaca holandesa, distribuição de achocolatados e chopp artesanal, deram o que falar na manhã de sábado (20). Crianças e adultos, encantados com a novidade, prestigiaram e aprovaram a iniciativa. Esta é a primeira vez que a Prefeitura participa de forma efetiva da feira, com exposição de artesanato e com a Praça de Alimentação.

A pequena Karina, de apenas cinco anos, chamou a atenção da mãe, a empresária Fernanda Castro, 32 anos, aos gritos, querendo se aproximar da vaquinha. "Adoramos a ideia! A Karina está encantada. Isso nunca aconteceu e é preciso valorizar a ideia da prefeitura em integrar a cidade com o Parque. Adorei", afirmou Fernanda.

O prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, que também participou da ação durante o sábado destacou a importância do envolvimento da Prefeitura de Esteio com a organização da feira. "Este ano, a Fenasul/Expoleite tem uma nova formatação, totalmente voltada para o público. Além disso, nosso objetivo é fazer com que a nossa cidade participe cada vez mais dos eventos realizados no Parque de Exposições. Essa é uma grande oportunidade para que a comunidade esteiense se faça presente em todos os dias da feira, Atrações não vão faltar tanto para adultos, quanto para as crianças", afirmou.

O evento contará neste ano com exposição de artesanato e praça de alimentação, além de uma extensa programação. Entre as novidades, o PUB do Queijo, promovido pelo Sindilat, um espaço de informação e degustação dos mais variados tipos de queijos produzidos no Estado. Com entrada e estacionamento gratuitos a Feira deve atrair público de Esteio e região.

Também estão previstas exposições de máquinas, animais e equipamentos, concurso de gado leiteiro, apresentações teatrais, shows, oficinas, palestras e remates são algumas das opções para quem for ao Parque Assis Brasil. Um dos destaques será o maior arroz de leite do Brasil, que será finalizado na manhã do dia 27 (sábado) e distribuído ao público.

Para quem gosta da cultura campeira tradicionalista, a dica são as atividades do Rodeio da Fenasul, considerado o maior do Brasil em número de laçadores. A expectativa dos organizadores é superar os números do ano passado, quando 730 duplas participaram da competição, além dos inscritos em outras modalidades individuais. O rodeio vai distribuir mais de R$ 100 mil em prêmios para os campeões.

A Fenasul/Expoleite/Rodeio da Fenasul é uma promoção do Governo do Estado, via Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, em conjunto com a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo; Subsecretaria do Parque de Exposições Assis Brasil; Prefeitura de Esteio; Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul); Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag); Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs); Emater/Ascar-RS; Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat); Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do RS (Apil); Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers); Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando); Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC); Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac); Federação Gaúcha de Laço; Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e Conselho Regional de Medicina Veterinária. (Assessoria de Imprensa Prefeitura de Esteio)


Crédito: Gabriel Valença
  

 
Estado vai apresentar programa de combate
Considerado o maior pesadelo dos criadores de gado, em especial de raças britânicas, o carrapato será alvo de um programa a ser apresentado nesta semana pelo governo do Estado. A iniciativa está baseada em dois eixos: a capacitação de produtores e veterinários e a modernização da premunição, que visa combater a tristeza parasitária bovina, doença provocada pelo artróprode. A técnica consiste na inoculação de sangue infectado com os agentes da doença em bovinos a serem imunizados. O programa, que ganhou o nome de Estratégia de Controle Estadual do Carrapato e da Tristeza Parasitária Bovina, será discutido com entidades do setor nesta quinta-feira, durante a Expoleite/Fenasul, em Esteio. 

O combate ao artrópode tem sido discutido desde 2012 pela Secretaria Estadual de Agricultura. A estimativa é de que cerca de 180 mil bovinos morrem por ano em razão da tristeza parasitária. "Se conseguirmos evitar pelo menos 20% destas mortes, o programa já se paga", afirma o coordenador do Serviço de Doenças Parasitárias da Seapi, Ivo Kohek Júnior. A parte educacional será a primeira a ser implementada. Hoje e amanhã, ocorre um treinamento de biocarrapaticidograma destinado a 20 parasitologistas. Outros sete cursos estão previstos ainda em 2017. Já a premunição consiste em coletar o sangue de um bovino doador que é livre de doenças, mas ao mesmo tempo tem cepas atenuadas dos agentes de tristeza parasitária. A ideia é que o material seja disponibilizado para veterinários treinados e habilitados, para que seja inoculado em animais receptores. "Com isso, o animal fica imune à tristeza parasitária", explica Kohek. A forma como o material irá chegar ao produtor ainda não está definida. Segundo o pesquisador José Reck, do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), esta prática durante muito tempo foi feita sem controle. 

O programa visa garantir a segurança ao criador de que a inoculação não trará o risco de disseminar outras doenças, já que o material será multiplicado dentro de um laboratório de referência, no próprio IPVDF. O órgão pertencia à Fepagro, que foi extinta pelo governo do Estado, mas permanece atuando vinculado à Seapi. Para que a iniciativa saia do papel, contudo, ainda é necessário a montagem da estrutura dentro do instituto. Ainda não há uma definição sobre o custo e a fonte dos recursos. O secretário da Agricultura, Ernani Polo, ressalta que a ausência de novos químicos dificulta o combate, já que os carrapatos tornaram-se resistentes aos produtos hoje disponíveis. (Correio do Povo)

Sanidade no programa

No momento em que a indústria projeta um período de aumento no volume de captação de leite -- depois de sucessivas quedas desde 2014 --, a sanidade do rebanho gaúcho é apontada como um fator fundamental para a abertura de mercados e o fortalecimento da cadeia. Para especialistas na área, trata-se de um aspecto da produção que ainda tem muito a melhorar. O tema da sanidade estará em foco durante a programação técnica da 40ª Exposição Estadual de Gado Leiteiro (Expoleite) e 13ª Feira Nacional de Agronegócios do Sul (Fenasul), que serão abertas nesta quarta-feira e seguem até domingo no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Embora a programação deste ano tenha se voltado principalmente para o público urbano (leia mais na página 2), eventos promovidos por entidades do setor, para produtores e veterinários, irão abordar a situação das principais doenças que acometem o gado leiteiro no Rio Grande do Sul. 

O cuidado para evitar o ingresso de doenças e contaminações microbianas começa com medidas simples, como a higienização das botas utilizadas por produtores e veterinários que circulam de uma propriedade a outra. Porém, o entendimento de autoridades do setor é de que ainda há muito a ser feito. "Na cadeia da carne, especialmente de suínos e aves, já existe uma preocupação muito acentuada com a questão da biosseguridade", afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/RS), Rodrigo Lorenzoni. "No leite, é necessário que os produtores e profissionais envolvidos tenham mais atenção com essa situação", recomenda. Por este motivo, segundo Lorenzoni, a biosseguridade será o tema do 7º Simpósio do Leite, que ocorre no dia 25 de maio, às 8h30min. Além da brucelose e tuberculose, as duas doenças mais temidas entre os criadores de gado de leite, outro desafio é a redução dos índices de diarreia viral bovina (DVBV). No Rio Grande do Sul, a prevalência é de 24%, conforme estudo realizado por meio de cooperação técnica entre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Ministério da Agricultura e Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi). "Por ser uma doença viral, é de fácil transmissão", alerta o veterinário André Dalto, professor de Medicina de Grandes Ruminantes na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). 

Outro fator que dificulta o controle é a necessidade de diagnóstico individual em cada animal. "Muitas pessoas acabam não vendo a doença como um grande problema, porque ela não é uma zoonose (não pode ser transmitida ao homem). Mas na verdade ela causa bastante prejuízo", explica Dalto, um dos palestrantes do simpósio. A programação também prevê um treinamento para adequação dos profissionais da área à atualização do regulamento técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), ocorrida em outubro de 2016. O curso será promovido pelo Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), no dia 25, às 9h. O PNCEBT foi instituído em 2001 e, desde então, tem se discutido a necessidade de atualizações. Uma das mudanças, relacionada à vacinação contra a brucelose, é a possibilidade de aplicação tanto da amostra B19 quanto da RB51. Até então, a RB51 só era permitida em casos excepcionais, enquanto a B19 era aplicada até os oito meses. "Agora, fica a cargo do veterinário ver qual a que melhor se adequa à propriedade, podendo aplicar tanto uma quanto a outra", ressalta a presidente do Simvet/RS, Angelica Zollin. (Correio do Povo)

Foco no consumidor

Tradicionalmente voltada à cadeia produtiva, a 40ª edição da Expoleite, que ocorre simultaneamente à 13ª Fenasul, terá como meta principal atrair o público urbano ao Parque de Exposições Assis Brasil. A nova roupagem do evento foi definida por um grupo de entidades, após a feira correr o risco de não ser realizada em 2017. A ideia é mostrar ao público a cadeia da produção e as vantagens do consumo do leite e seus derivados. Para isso, uma série de novidades foi incluída na programação. Uma destas atrações é o Pub do Queijo, iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), que irá funcionar de quinta-feira a domingo, das 11h às 22h, na varanda da Farsul. Ao comprar um ticket, no valor de R$ 35, o visitante terá direito a degustar livremente queijos, embutidos e pratos quentes. Com isso, o Sindilat visa apresentar ao consumidor as particularidades das diferentes marcas e tipos de queijo. "A ideia é justamente trabalhar com o consumidor para que ele possa identificar as diversas marcas de queijo e possamos mudar a política que se tem hoje, em que ele pega o queijo fatiado e não identifica a marca", afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. 

A identificação do produto fatiado pelos supermercados está prevista em uma portaria deste ano da Secretaria Estadual da Saúde. Mas, conforme o Sindilat, nem todos os estabelecimentos têm cumprido a regra. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, acredita que a questão deva estar solucionada dentro de 60 dias. Outra atração voltada ao público urbano será uma sobremesa preparada com o ingrediente principal da feira. O Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), por meio do programa de valorização do cereal, promete preparar o maior arroz de leite do mundo. A receita irá utilizar 200 quilos de arroz polido, 1,2 mil litros de leite integral, 1,2 mil unidades de leite condensado, 100 quilos de açúcar, dois quilos de canela em pau e um quilo de cravos da Índia. O doce será serviço gratuitamente no sábado, a partir das 9h30min. Como é a primeira vez que a Expoleite/ Fenasul será realizada neste formato, não há uma estimativa de público. O subsecretário do Parque de Exposições Assis Brasil, Sérgio "Bandoca" Foscarini da Silva, acredita que a feira possa se consolidar como uma "mini Expointer", evento que costuma atrair mais de 300 mil pessoas ao parque. No entanto, pondera que a falta de recursos para a divulgação possa restringir a participação. Apesar disso, Bandoca calcula que somente o rodeio promovido pela Federação Gaúcha de Laço, que inicia na quarta-feira, deva atrair cerca de 10 mil pessoas, entre participantes e espectadores.

UM ANO ESTÁVEL
A Expoleite/Fenasul deste ano ocorre num momento em que se projeta um crescimento de 2% a 3% na produção gaúcha de leite, segundo previsão do Sindilat, após dois anos de queda. Nos primeiros meses de 2017, o preço pago ao produtor também apresentou leve recuperação. "Ano passado, tivemos problemas de comercialização. Para este ano, a projeção é de mais estabilidade. Isso traz um novo ânimo para o produtor", observa o presidente da Comissão de Leite da Farsul, Jorge Rodrigues. O dirigente destaca, no entanto, a necessidade de que o crescimento da produção venha acompanhado de uma efetiva absorção deste produto pelo mercado. Para o secretário de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Márcio Langer, o aumento no volume de produção até pode ocorrer, mas no segundo semestre, já que nos primeiros meses do ano ele afirma não ter visto sinais de melhora. Na avaliação do dirigente, o incremento ainda irá depender de alguns fatores como a redução do desemprego no país earetomada no consumo de produtos lácteos com valor agregado. Por outro lado, Langer afirma que empresas que contam com um mix maior de produtos derivados do leite têm condições de remunerar melhor o produtor. Hoje os preços oscilam entre R$ 1 e R$ 1,45 o litro. "O leite longa vida e o leite em pó não têm tido uma remuneração muito boa, nem para a indústria e nem para o produtor. Quando se tem outro portfólio, se consegue agregar mais valor", avalia. (Correio do Povo)

 

 
Atividades diversificadas
O tradicional concurso leiteiro do gado Holandês na Expoleite/Fenasul começa na quarta-feira, às 6h, com a primeira das cinco ordenhas dos animais. A última ocorre na quinta-feira, às 14h. Para a classificação final, são excluídos os dois maiores volumes e feita uma média de cada vaca. O vencedor será anunciado às 17h do dia 25, e terá direito ao banho de leite. O julgamento de classificação de machos e fêmeas, por sua vez, se inicia na sexta-feira, às 14h. Neste ano não haverá o concurso de sólidos. O superintendente técnico da Gadolando, José Luiz Rigon, destaca que os criadores estão otimistas com o novo formato da exposição. "O produtor está sendo parceiro, vindo à feira, mesmo com todas as dificuldades", observa. Segundo Rigon, a exposição contará com cerca de 30 produtores de diversas regiões, que levarão a Esteio 124 animais, incluindo aqueles que irão a julgamento e aqueles que participam do concurso leiteiro. Outro destaque, cita, é a participação das cooperativas. (Correio do Povo)
 

Porto Alegre, 19 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.503

 

 Sindilat faz ação neste sábado, em Esteio, para convidar público para a Fenasul

Com o objetivo de ampliar a participação da comunidade local na Fenasul, representantes do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat) e da Prefeitura de Esteio irão se reunir na manhã deste sábado (20/5) na Rua Coberta, no Centro do município, para divulgar as atividades do evento. Na ocasião, o público poderá consumir achocolatados, além de interagir com uma vaca leiteira. O grupo estará reunido a partir das 10h.

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destaca que o diferencial da Fenasul deste ano é a realização de atividades para o consumidor. "A feira normalmente possui um viés agro, mas nós estamos querendo promover um contato mais direito com o público", ressalta Palharini, acrescentando que o engajamento da Prefeitura de Esteio junto à Comissão Organizadora da Fenasul foi fundamental para esta iniciativa.
A 13ª Fenasul, que ocorre entre os dias 24 e 28 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, dará destaque aos derivados do leite, como manteiga, queijo, iogurte, creme de leite. Na programação, destaque para o PUB do Queijo, espaço que ofertará mais de 50 variedades de queijos e preparos harmonizados com vinhos e chopps artesanais. Será de 25 a 28 de maio, na Varanda da Farsul. O ingresso custa R$ 35,00. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
  

 
Conseleite-SC divulga preços de referência do mês de maio

A diretoria do Conseleite-SC esteve reunida no dia 18 de maio em Joaçaba, para mais uma reunião entre produtores e indústrias. Os resultados apresentados pela Universidade Federal do Paraná apontaram queda de preço do leite UHT em maio, o que preocupa por ser o principal produto do mix. Mesmo com a queda de leite UHT os preços de referência apresentaram aparente estabilidade no leite padrão fechando em R$ 1,1743, ou seja, 0,42% acima de abril.

Outro assunto preocupante abordado novamente na reunião do Conseleite-SC  foi às importações. A balança comercial dos lácteos no mês de maio fechou com uma leve queda, abaixo de 50 milhões de dólares, porém ainda valores muito altos quando comparado há anos anteriores. 

Essas importações vêm principalmente do Uruguai. Para o Presidente do Sindileite-SC, Valter Antônio Brandalise, muito embora a indústria entenda a importância e a necessidade de adequação do setor à competitividade a nível mundial, é importante ficarmos atentos ao princípio da igualdade, para que indústrias e produtores possam ter condições de sobrevivência em um setor no qual os centavos fazem a diferença. A próxima reunião do Conseleite-SC será realizada em Joaçaba no dia 22 de junho de 2017. (As informações são da assessoria de Imprensa Sindileite-SC)

 

Quatro estados concentram quase 70% da produção de grãos do país

A concentração de produção agrícola no Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, que de acordo com levantamento da Conab representa 67% da safra nacional de grãos, se deve, segundo Sávio Pereira, secretário substituto de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, à alta tecnologia e a disponibilidade de terras nesses estados.

O último levantamento de safra, divulgado no último dia 11, indicou produção recorde de 232 milhões de toneladas. Em primeiro lugar, vem Mato Grosso, com 58 milhões de toneladas, em segundo, Paraná com 41,5 milhões, em terceiro, Rio Grande do Sul, com 35,3 milhões e, em quarto lugar, Goiás, com 22 milhões de toneladas. No caso do Mato Grosso, há variáveis relevantes, como a extensão de suas áreas de plantio pouco exploradas até poucos anos. E, ainda, propriedades com tamanho acima da média nacional e uso de tecnologia avançada.

No Paraná, há que se considerar a tradição agrícola, o alto nível de escolaridade e técnico dos produtores, que ajudam a alavancar a produtividade, disse Sávio Pereira. Já em Goiás, a localização próxima ao mercado consumidor é uma vantagem.

O secretário substituto da SPA destacou que o país tem hoje novo patamar de produção. "O plantio e a colheita de soja já nasceram sofisticados e mecanizados no Brasil. O cultivo começou nos anos 70 e se tornou muito lucrativo, forçando a melhoria de competitividade de outras culturas para não cederem áreas para a produção exclusiva de soja. Assim, a soja foi o principal vetor de modernização da agricultura no país", observou.

Uma das culturas mais afetadas pela introdução do cultivo de soja foi a do algodão. O algodão tradicional do Nordeste, arbóreo (dado em árvores) desapareceu, e os pequenos produtores de algodão do Paraná, também. "Todos os produtores de algodão no Brasil também produzem soja, mas nem todos produtores de soja são produtores de algodão", afirmou Sávio Pereira. Ele ainda observa, que essa produção é uma das mais sofisticadas e veio de um apêndice da soja. Produção essa que necessita de muita tecnologia e capital. E mais ainda: nos últimos anos, a produção de algodão está se concentrando na segunda safra, com produtividades que são 60% a 70% superior à dos Estados Unidos.

O secretário ainda destacou feijão, produto de alto consumo popular no Brasil. "A produção de feijão foi sofisticada de forma muito acelerada, com a terceira safra sendo totalmente irrigada, feita através de pivô central. Em meados da década de 1980, a produtividade do feijão atingia cerca de 450 quilos por hectare. Hoje, a produtividade média no país é de 1.076 quilos por hectare, sendo que no Centro-Oeste atinge 1.773 quilos por hectare", explicou.

Mesmo sendo promissor na produção agrícola, São Paulo não está na lista dos maiores produtores de grãos porque concentra o cultivo de produtos como café, cana de açúcar e laranja.

Nas últimas sete safras, a área plantada no país cresceu 13 milhões de hectares. Isso significou a incorporação média de 1,8 milhão ao ano nesse período. "O Brasil tem produtores sofisticados, que sabem usar as ferramentas para crescer e para ampliar sua produção", completou. (As informações são do Mapa)

 

 
Produção/UE 
Nos três primeiros meses de 2017, a captação de leite na União Europeia (UE) chegou a 27,78 milhões de toneladas, o que representa queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, coincidindo com a previsão da Comissão Europeia em seu boletim sobre as tendências de curto prazo, apresentado no início de março. Na Espanha, neste primeiro trimestre, a captação caiu menos que a média da UE, (-1,2%). A grande maioria dos grandes produtores de leite da UE reduziram suas entregas: Alemanha (-4,4%); França (-4,2%), Dinamarca (-3,9%), Reino Unido (-3,2%), e Holanda (-0,5%). Cabe destacar, no entanto, aumentos na Polônia (+3,5%), e Itália (+1,1%). Se for analisada a captação dos últimos doze meses, em relação ao período anterior, alguns países registraram fortes aumentos, como a Holanda (+3,1%), Polônia (+1%), e Irlanda (+0,4%), diante de outras cifras negativas na França (-4%), Alemanha (-2,5%), e Espanha (-0,9%).   (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)
 

Porto Alegre, 18 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.502

 

Sindilat disponibiliza alterações do Riispoa

As atualizações do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), que foram avaliadas e discutidas em reunião no dia 3 de maio, no auditório da Superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa), em Porto Alegre (RS), estão disponíveis no site do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat/RS). O documento foi elaborado pelo Mapa e contém alterações determinadas pelo regulamento às indústrias lácteas.

São cerca de 120 novas regras que esclarecem, por exemplo, questões referentes aos produtos regidos pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF). O decreto está dividido em 12 títulos e aborda desde disposições preliminares, no âmbito da aplicação, até as execuções finais e transitórias. As condições gerais dos estabelecimentos de leite e derivados são abordadas no título II, capítulo IV, em que há especificação sobre as normas de infraestrutura, dimensionamento, disposição, higienização e operacionalização de boas práticas de fabricação de produtos. O texto ainda aborda as regras de inspeção, registro de produtos, análises laboratoriais, além de especificar as multas e seus valores, entre outros pontos. 

CLIQUE AQUI para acessar o documento do Riispoa. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

  

 
Teatro infantil movimenta a Fenasul

Com o objetivo de aproximar as crianças da realidade do campo e mostrar a importância dos produtos lácteos para a saúde, será realizado um circuito de peças teatrais durante a Fenasul 2017, uma das maiores feiras do setor lácteo nacional no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A programação é uma realização do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) em parceria com o Sistema Farsul e Fundesa. 

A agenda inclui dois dias de apresentações. Na quinta-feira (25/5), o grupo teatral encenará a peça "Importância dos Lácteos em Contos".  Na sexta-feira (26/5) será a vez da famosa vaca Mimosa voltar a Esteio. Depois do sucesso na Expointer 2016, ela volta para encenar "Mimosa na  Fenasul".  Nessas datas haverá quatro apresentações diárias, sendo duas pela manhã (9h10min e 10h30min) e duas à tarde (14h e 16h). A entrada é franca e são aguardadas excursões e escolas.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é importante estimular a reflexão entre as crianças de forma lúdica sobre uma alimentação balanceada e nutritiva. "É quando somos pequenos que adquirimos hábitos alimentares saudáveis. A indústria e o setor lácteo têm a responsabilidade de mostrar os benefícios do leite às novas gerações", pontuou.

PUB do Queijo
O Sindilat também participa da Fenasul 2017 com o PUB do Queijo, um projeto inovador de experimentação gastronômica. De 25 a 28 de maio, na Varanda da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, o espaço ofertará mais de 50 tipos de queijos e preparos harmonizados com vinhos, chopps artesanais e sucos naturais. O ingresso custa R$ 35,00 e dá direito a saborear os queijos e quitutes e a uma taça de vinho ou suco. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Entra em vigência o 'Programa Argentino de Qualidade do Leite'

Acaba de entrar em vigência o 'Programa Argentino de Qualidade do Leite', iniciativa público-privada que busca melhorar a competitividade da cadeia e capacitar os produtores de leite e profissionais envolvidos.

O programa contará com um fundo total de 6 milhões de pesos (US$ 385.839) para o desenvolvimento das ações realizadas e se instrumentará através de diferentes convênios que serão fechados com entidades do setor e acadêmicas.

Trata-se de uma iniciativa público-privada, impulsionada pelo Ministério de Agroindústria como parte de uma política do Estado que busca a melhora contínua da qualidade do leite.

As ações que serão realizadas são: 

- credenciamento de profissionais veterinários na implementação de planos de qualidade do leite; 
- estabelecimento de bem-estar animal e rotina de ordenha; 
- evitar perdas econômicas por problemas de qualidade; 
- realização de protocolos de tratamento com antibióticos; 
- planos de prevenção e controle de mastite. 

Além disso, serão realizadas capacitações aos produtores de leite sobre boas práticas de manejo, perdas econômicas por qualidade, manejo da informação e bem-estar animal. Também será criada uma Comissão Técnica, que será encarregada de propor e supervisionar as atividades que se derivem da aplicação do plano atual e da comunicação institucional.

"O Programa Argentino de Qualidade do Leite é a visão de um governo sobre uma Argentina que tem que se projetar ao mundo e oferecer produtos de alta qualidade. É um exemplo mancomunado entre os produtores, a indústria e toda a cadeia", disse o vice-secretário do setor leiteiro, Alejandro Sammartino.

Em 17/05/17 - 1 Peso Argentino = US$ 0,06431
15,5410 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são do Ministério da Agroindústria da Argentina, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Laticínio chinês de olho em mercados estrangeiros

Yili - A maior indústria de laticínios da China, Inner Mongolia Yili Industrial Group Co Ltd, disse que seus planos para o futuro vai em direção a mercados estrangeiros nos próximos três ou quatro anos. No último ano, a Yili alcançou vendas de 60,6 bilhões de Yuans (US$ 8,78 bilhões), e lucro líquido de 5,67 bilhões de yuan, aumento de 21,8% em relação ao ano passado. No primeiro trimestre de 2017 o lucro líquido já atingiu 1,74 bilhões de yuan. O vice-presidente da Yili, Xu Ke disse que o grupo agora é oitavo no ranking mundial. "Nosso objetivo é ficar entre os cinco maiores do mundo em futuro próximo e atingir vendas anuais de mais de 100 bilhões de yuan", disse Xu, acrescentando que a China ainda tem um singnificativo potencial de crescimento de consumo de leite. 

De acordo com a Associação das Indústrias de Laticínios da China, o atual consumo de leite no país é apenas a metade da média mundial, e um terço dos volumes médios da Ásia. Enquanto isso, a Yili está focando no exterior para consolidade sua liderança. O grupo anunciou recentemente que estava pretendo obter o controle total da principal marca de iogurte orgânico dos Estados Unidos, a Stonyfield, que também produz leite e creme, eé atualmente concorrente da francesa Danone. Nos últimos anos, a Yili vem expandindo seus investimentos e países e regiões que estejam relacionados com a iniciativa do "Cinturão e Rota". Em 2014, estabeleceu o maior centro de produção de leite na Nova Zelândia, chamado Yili Group Oceania Dairy Ltd, com um investimento de 3 bilhões de yuan, que produz, atualmente, 47 mil toneladas de fórmulas infantis por ano. 

Em março, a gigante da indústria de laticínios apresentou o projeto de expansão da segunda fase em seu centro na Nova Zelândia. Nesta segunda fase a Yili introduzirá a produção de leite UHT, leite em pó e outros produtos. A fábrica está localizada na pequena cidade de Waimate, onde a Yili tem 100 postos de trabalho, tornando-se um dos maiores empregadores da região. Além disso a empresa criou um programa de bolsa de estudos para financiar graduandos da universidade local, particularmente aqueles que estejam dispostos a seguir a carreita na pesquisa de laticínios, bem como os que estiverem dispostos a promoverem a comunicação entre a China e a Nova Zelândia. O presidente da Yili, Pan Gang, disse que a iniciativa "Cinturão e Rota" é um projeto visionários que já superou as expectativas iniciais. "Nossa base também é um exemplo do que pode ser alcançado com a visão, recursos e capital, chineses, a inovação da Nova Zelândia e a liderança mundial na agro-ciência e abundância natural de recursos", disse Pan. Ele disse que ao fazer parceria com os melhores agricultores, pesquisadores, acadêmicos e cientistas da Nova Zelândia, a Yili conseguiria avanços significativos em tecnologia de lácteos e alimentos. "Nós nos comprometemos com a Nova Zelândia no longo prazo, e, mesmo que os benefícios levem anos para se concretizarem, terá valido a pena esperar", acrescentou. (The Dairy Site - Tradução livre: Terra Viva)

 

Parque pronto para feiras
O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está pronto para receber a 13ª Fenasul e a 40ª Expoleite, no período de 24 a 28 de maio. O subsecretário do Parque, Sérgio Foscarini da Silva, explica que, mesmo que não tenham sido feitas obras desde a última Expointer, a estrutura está em perfeitas condições para receber os expositores. A entrada de animais começa na próxima segunda-feira. Neste ano, a programação conta com mostras de bovinos, caprinos, equinos, feira de agricultura familiar, festival de queijos, feira de terneiros e vaquilhonas e venda de máquinas. A Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul não vai participar do evento. Segundo a assessoria da entidade, não foi atingido o número mínimo de 50 animais para que o evento pontue para a raça. Entre os bovinos, neste ano, participam 115 animais da raça Holandês. Do dia 26 ao dia 28, também ocorre dentro do parque a Expofeira de Ovinos Coloridos e Ovinos de Carne. O número de inscritos ainda não foi divulgado.(Correio do Povo)
 

Porto Alegre, 17 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.501

 

  Alta de lácteos reduz competitividade da importação

Pela quinta vez seguida, o índice de preços dos lácteos negociados na plataforma Global Dairy Trade (GDT) registrou alta ontem. A cotação média dos lácteos no leilão ¬ que acontece quinzenalmente e é referência para os preços no mercado internacional ¬ subiu mais 3,2% na comparação com o pregão anterior, para US$ 3.313 por tonelada. A principal razão para a valorização recente é a redução na produção de matéria¬prima na Europa, após um período de aumento na oferta, segundo analistas. O preço do leite em pó integral registrou alta de 1,3%, para US$ 3.312 por tonelada no leilão de ontem. Com isso, a cotação voltou aos patamares históricos de US$ 3.300 no mercado internacional. As cotações do leite em pó desnatado, por sua vez, subiram 1%, para US$ 1.998 por tonelada, segundo dados da plataforma. Outro produto que registrou alta no pregão foi a manteiga, reflexo da escassez de oferta de gorduras lácteas no mercado mundial e da demanda crescente. 

A valorização foi de 11,2%, e a tonelada alcançou US$ 5.479. No caso da gordura láctea anidra, a alta foi de 8,2%, para US$ 6.631 por tonelada. Valter Galan, analista da MilkPoint, afirma que a Europa tem reduzido a produção de leite após uma elevação da oferta, que derrubou os preços. Esse fator tem dado sustentação às cotações, apesar dos estoques elevados de leite em pó desnatado no continente europeu, da demanda chinesa ainda hesitante e da produção crescente de leite nos Estados Unidos. Segundo ele, nesse ambiente de preços internacionais mais altos, as importações de lácteos perdem competitividade. E isso já se refletiu nas quantidades adquiridas no exterior pelo Brasil em abril passado. "Os volumes estão caindo porque está menos competitivo e há pouca oferta de leite no Mercosul", diz. O Brasil importa lácteos sobretudo de Argentina e Uruguai. Em abril, as importações brasileiras caíram 41% na comparação com o mesmo mês de 2016, para 100 milhões de litros equivalente¬leite, conforme dados da Secex, elaborados pela MilkPoint. Em março, já haviam sido 15% menores. Entre janeiro e abril, ainda há alta, de 17%, sobre o mesmo intervalo de 2016, para 503 milhões de litros equivalente¬leite. Diante do atual cenário global, não é possível dizer que o preço internacional dos lácteos "tenha fôlego para subir muito mais", observa Galan, acrescentando que as safras da Nova Zelândia e da Argentina começam em junho. (Valor Econômico)
 

 
Lácteos/NZ

A renda dos produtores de leite da Nova Zelândia aumentou no primeiro trimestre, puxada pelos produtos lácteos industrializados de um lado, e de outro, a queda no preço de insumos como petróleo e carvão. O índice dos produtores de leite subiu 1,4% no primeiro semestre, e atingiram crescimento anual de 4,1%, diz o Statistics New Zealand. O preço pago ao produtor, o PPI, subiu 0,8% no trimestre e 4,2% no ano. O Índice GDT dos preços subiu cerca de 112% desde a acentuada baixa de agosto de 2015, e está agora em seu mais alto nível desde junho de 2014, incluindo o leilão da noite passada.

A previsão da Fonterra para pagamento ao produtor nesta temporada é de NZ$ 6/kgMS, e a diretoria da cooperativa tem uma reunião marcada neste mês, quando deve anunciar as projeções dos pagamentos para a temporada de 2017/18. Em março de 2017 o preço do leite ao produtor, e os produtos lácteos industrializados aumentaram 49% e 22%, respectivamente. As indústrias pagaram 43% a mais, em um ano, pelo combustível, principalmente pela elevação nas cotações do óleo cru, disse Sarah Williams, gerente do departamento de preços e negócios. Isso mostra uma recuperação a partir de 2016, quando as indústrias pagavam o menor valor, em 13 anos, pelo combustível. (NZ Herald - Tradução livre: Terra Viva)

Seapi e Embrapa integram pesquisas

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) decidiu ontem que criará um Sistema Integrado de Pesquisa em parceria com as unidades da Embrapa. A ideia é readequar a pesquisa gaúcha, já que no final de 2016 foi extinta a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). A proposta surgiu durante uma reunião, em Porto Alegre, com as chefias da Embrapa do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. "Vamos unificar forças, integrar áreas que atuam nos mesmos focos, misturar nossos pesquisadores com o pessoal da Embrapa. 

A nossa ideia converge com os objetivos da Embrapa", explica o secretário Ernani Polo. "O importante é entregar o melhor produto para quem está no campo", complementa. Ficou definido que, em 30 dias, a Seapi irá compartilhar com a Embrapa todas as informações sobre a estrutura de pesquisa que o Estado possui. A partir deste mapeamento e da consolidação da integração, Polo diz que será possível decidir qual parte da estrutura pertencente à antiga Fepagro o Estado vai querer manter ativa. "Hoje, temos cerca de 15 centros com trabalhos de pesquisa. Vamos deixar aqueles que são necessários e que vão produzir trabalhos importantes para o desenvolvimento agropecuário", promete. (Correio do Povo) 

Comitê cuidará de ações prévias à declaração do Brasil como livre de aftosa com vacinação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um comitê para preparar as ações destinadas a marcar a declaração do Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação. A previsão é que o anúncio seja feito durante a reunião anual da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), marcada para maio de 2018, em Paris.

A certificação oficial pela OIE de que todo o território nacional é livre da doença, com vacinação, deve contribuir para ampliar e abrir novos mercados internacionais às carnes brasileiras. A primeira reunião do comitê do Mapa deverá ser realizada nas próximas semanas. Entre as suas atividades, está a elaboração de logomarca da Certificação do Brasil pela OIE. O comitê organizador foi criado por meio de portaria assinada pelo ministro Blairo Maggi e publicada na edição da última sexta-feira (12) do Diário Oficial da União.

Na reunião deste ano da OIE, que vai ocorrer entre 21 e 26 deste mês, em Paris, será tratada a ação global para reduzir a ameaça da resistência aos agentes antimicrobianos, além das expectativas de adesão do setor privado aos programas internacionais de saúde animal e desenvolvimento da pecuária. (As informações são do Mapa)

Intenção de consumo das famílias cresce na comparação anual

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,7 pontos em maio de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado é a terceira variação positiva consecutiva, fato que não ocorria desde 2012. Na comparação com abril, o indicador apresentou leve queda de 0,2%. "A confiança das famílias segue em trajetória positiva apesar da pequena queda mensal nos meses de abril e maio. A melhora nas expectativas das famílias se dá, principalmente, pelas notícias favoráveis à retomada da economia, como a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação de recursos de contas inativas do FGTS", aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, em nota.

EMPREGO
Ainda que acima da zona de indiferença (100 pontos), com 108,5 pontos, o componente Emprego Atual teve pequena queda de 0,1% em relação a abril. Na comparação anual, no entanto, teve elevação de 8,4%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,8%, ante 31,6% em abril. A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 98,8 pontos, o subitem apresentou queda de 1,6% na comparação mensal. Em relação a maio do ano passado, teve aumento de 6,3%.

CONSUMO
O componente Nível de Consumo Atual teve variação anual positiva de 16,6% e aumento de 1,9% ante abril. Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (60,2%, ante 60,87% em abril). O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 0,5% em relação a abril e de 28,2% ante o mesmo período de 2016, a nona variação anual positiva desde agosto de 2014.

CRÉDITO RESTRITO
De acordo com a CNC, o crédito, ainda restrito e caro para os consumidores, impactou os resultados dos componentes ligados às compras a prazo. Apesar de o item Acesso ao Crédito, com 70 pontos, ter apresentado queda de 0,1% na comparação mensal, teve aumento de 5,3% em relação a maio de 2016. Para o ano de 2017, a CNC manteve a sua previsão anterior de crescimento das vendas no varejo ampliado (1,5% em relação a 2016). Para que setor retome um ritmo de crescimento mais intenso nos próximos meses, ainda são necessárias perspectivas mais favoráveis no que diz respeito à velocidade de queda dos juros, o que provocaria impactos positivos no mercado de trabalho, destacou a CNC. (Diário do Comércio)

 

 
Agronegócio ajuda a recuperar o emprego, diz Novacki
O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, que visitou nesta segunda-feira (15), a Expoagro Dourados, em Mato Grosso do Sul, disse que fomentar o agronegócio ajudará o país a recuperar mais rapidamente o emprego, já que o setor é responsável por uma a cada três vagas do mercado de trabalho. A importância do setor, lembrou, se revela também na fatia que tem no Produto Interno Bruto (PIB) do país, chegando a quase 23%. Novacki lembrou o desafio a que se propôs o Mapa de aumentar a participação do agronegócio brasileiro no mundo dos atuais 6,9% para 10% em cinco anos. "É uma meta ousada, mas possível", afirmou, durante reunião com produtores rurais da região. O ministro interino viajou acompanhado do secretário de Mobilidade Social, José Dória. (As informações são do Mapa)
 

Porto Alegre, 16 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.500

 

  IN estabelece novas regras para empresas do Programa Mais Leite Saudável 

Empresas de laticínios que integram o Programa Mais Leite Saudável devem passar a enviar relatórios periódicos dos seus projetos para a Superintendência Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/Mapa). A medida, que visa melhorar a supervisão da entidade sobre as iniciativas em curso no programa, é uma das alterações impostas pela Instrução Normativa (IN) nº 8, publicada na última segunda-feira (15/05) no Diário Oficial da União. A IN estabelece os procedimentos para habilitação, aprovação e fiscalização de projetos. 

A norma antiga estabelecia apenas um relatório de atividades anual. A partir de agora, os documentos deverão ser intermediários, correspondendo ao primeiro e ao segundo terço da duração total do projeto, e de conclusão, ao final das atividades. Após os períodos, há 30 dias para o envio. As empresas que não submeterem os relatórios serão identificadas e terão prazo de mais 10 dias. A IN nº 8 também orienta sobre a elaboração desses relatórios, para a concretização dos resultados quantitativos, qualitativos e diferenças de execução, etc. 

Segundo o fiscal federal agropecuário do Mapa Roberto Lucena, os registros criam uma relação mais próxima entre empresa e órgão regulador. "Essas regras foram desenvolvidas para melhorar a visualização dos recursos utilizados em um determinado período de tempo", afirma. Para ele, a nova IN dá velocidade aos processos do programa. "No início houve um momento de ajuste. Agora, entendemos que precisamos de agilidade nessa fase da iniciativa", pontua, lembrando que, antes da nova regra, alguns processos demoravam de dois a três meses para serem concluídos.

Se for constatada alguma outra irregularidade nos requisitos dos projetos em si, a SFA notificará a empresa para realizar adequações também no prazo máximo de 30 dias. Caso as correções não sejam feitas, o projeto poderá ser reprovado. Além disso, as indústrias deverão comunicar qualquer alteração dos seus projetos, sem comprometer os objetivos gerais da proposta. Se for identificada inconformidade, haverá prazo de 15 dias para apresentação das correções com seu respectivo cronograma. A nova medida revoga a IN 45 e as Portarias SMC (Secretaria da Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo) nº 29, SMC nº 174, e a SMC nº 30, que estavam em vigor. CIQUE AQUI para acessar a IN 8. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

 
Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 16 de Maio de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Abril de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Maio de 2017 é de R$ 2,3692/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)
 

GDT

O GlobalDairyTrade nº 188 fechou com o índice em US$ 3.313/tonelada, subindo 3,2% em relação ao evento anterior. O valor é 4% menor que o índice obtido na primeira venda do ano, em 04 de janeiro.  Apesar disso, é 45% superior ao índice de um ano atrás, em maio de 2016, quando a média geral do evento ficou em US$ 2.283/tonelada.

O desempenho dos três principais produtos da plataforma foi positivo. A maior recuperação verificada em relação ao mesmo período de 2016 foi na manteiga de leite anidra, 98,5%, que também teve cotação superior à verificada no início do ano.

O leite em pó integral (WMP) também está apresentando recuperação consistente em relação ao ano anterior, 47%, e 0,5% em relação a janeiro de 2017. O leite em pó, teve o pior desempenho, ainda bastante pressionado pelos elevados estoques. Em relação a maio de 2016 seu preço subiu 20,5%. Entretanto, em relação a 4 de janeiro de 2017, está perdendo 24,8% de sua cotação. (globaldairytrade/Terra Viva)
 
Exportações de leite em pó da Argentina se recuperaram

Nos três primeiros meses deste ano, as exportações argentinas de leite em pó caíram devido à disponibilidade limitada de leite presente no mercado local. Mas essa tendência se reverteu a partir de abril, graças à recuperação dos preços internacionais e do imposto de 3% implementado este ano pelo governo nacional.

As exportações argentinas de leite em pó integral a granel em abril totalizaram 13.037 toneladas, com um valor médio ponderado de US$ 3.417 por tonelada, contra 14.001 toneladas por US$ 2.670 por tonelada no mesmo mês do ano passado (US$ 2.131/tonelada, sem considerar os embarques para a Venezuela).

A grande diferença é que, enquanto no mês passado não foi enviada nem uma única tonelada para a Venezuela, em abril de 2016, a SanCor exportou 4.536 toneladas para esse destino, por um valor FOB médio de US$ 3.797 por tonelada (que ainda não foram totalmente pagos). Os maiores preços em abril foram em cargas enviadas ao Brasil e os menores preços do mês passado foram registrados pela SanCor para a Rússia. 

O Brasil, apesar de ser uma nação que importa grandes volumes de leite em pó integral, é um mercado limitado para a indústria de lácteos da Argentina, já que existe uma cota de exportação de 51.600 toneladas para o ciclo de 2016/17 (média 4.300 toneladas por mês).

No primeiro trimestre de 2017, as exportações de leite em pó integral totalizaram 20.892 toneladas por um valor FOB de US $ 68,2 milhões, contra 51,626 toneladas por US$ 136,1 milhões no mesmo período de 2016 (39.026 toneladas por US$ 87 milhões se não forem consideradas as vendas da SanCor à Venezuela). (As informações são do Valor Soja, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 
Mudança nas coordenações
As câmaras setoriais da Secretaria Estadual da Agricultura estão em processo de mudança. A coordenação desses fóruns, que estava a cargo de servidores da pasta, passou a ser oferecida a entidades do setor. Segundo o coordenador das câmaras, Rodrigo Rizzo, a nova orientação busca um alinhamento com as câmaras nacionais, que são presididas por representantes de cada segmento. Porém, nas duas câmaras onde o assunto já foi discutido -- Trigo e Arroz --, optou-se pela continuidade dos atuais coordenadores. As próximas câmaras a debaterem a mudança serão a de Meliponicultura (dia 24) e Leite (dia 25). Atualmente, a Seapi conta com 25 câmaras setoriais. (Correio do Povo)
 

 

Porto Alegre, 15 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.499

 

  Mais leite na indústria

Após dois anos com números estáveis, as indústrias gaúchas esperam voltar a ampliar em 3% a captação neste ano, na comparação a 2016, quando a média diária era de 13 milhões de litros por dia. Mesmo que em volume baixo, a reação é positiva em razão da retomada da rentabilidade da atividade para o produtor, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do RS (Sindilat), Alexandre Guerra.

Segundo dados do Conseleite, o preço de referência para abril era de R$ 1,0411, cenário que ainda reproduz o impacto da entressafra, quando a menor quantidade de leite produzida pelas vacas geralmente eleva o patamar dos valores praticados.

- Os preços nestes primeiros quatro meses estão acima dos valores pagos nos últimos anos, e ainda houve queda nos custos de produção puxada pela redução dos insumos - observa Guerra, que ressalta a importância do aumento da safra para a busca de novos mercado aos produtos lácteos gaúchos e para abastecer os laticínios que hoje operam com capacidade ociosa de cerca de 35%. (Zero Hora)
 

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 12 de maio de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de abril de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de maio de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 
 

 
Governo estuda dobrar isenção de IRPF e tributar os dividendos

Depois da liberação dos saques das contas inativas do FGTS, o governo prepara um novo "pacote de bondades" para neutralizar o impacto negativo da aprovação das reformas da Previdência Social e trabalhista. A principal medida em estudo é a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja eventual adoção ajudaria o governo e a base aliada no Congresso nas eleições de 2018. Para compensar o impacto fiscal bilionário, a contrapartida seria tributar dividendos, que são isentos de imposto. A proposta que circula em um grupo restrito no governo dobra a faixa de isenção do IRPF, dos atuais R$ 1.903 para R$ 4 mil. O impacto fiscal efetivo da medida ainda será calculado, mas ela já conta com restrições dentro da área econômica. Por outro lado, é vista com bons olhos pelos aliados, que teriam o que levar ao eleitor para justificar seus votos nas reformas. O assunto já foi discutido pelo presidente Michel Temer com deputados e senadores, inclusive do PMDB, com quem manteve conversas reservadas nos últimos dias. A proposta é uma resposta à cobrança de aliados para que o governo faça novo aceno (além da liberação das contas inativas do FGTS) às classes mais populares para proporcionar um discurso aos que voltam às urnas em 2018. 

A cobrança ganhou mais corpo no Senado, a quem caberá "chancelar" as reformas trabalhista e previdenciária, para que não retornem à Câmara. Muitos senadores já terão de explicar ao eleitor seu envolvimento com a Justiça, inclusive na Operação Lava¬-Jato, e contam com a adoção de medidas positivas pelo governo para justificar o voto favorável às mudanças na aposentadoria, um remédio amargo para a maioria dos brasileiros. Um cacique do PMDB afirma que o governo não pode dialogar, exclusivamente, com "o PIB nacional e a classe política". Este parlamentar ¬ que tentará se reeleger em 2018 ¬ alerta que o governo precisa acenar aos mais pobres. "Não dá pra recair tudo sobre os nordestinos e nortistas", reclama o pemedebista. "Por que o Funrural não é cobrado do agronegócio, por que as operações desoneradas [como os dividendos] não pagam um pouco dos déficits?", questiona o parlamentar, que se reuniu recentemente com Temer. Em troca dos votos da bancada do agronegócio, com 220 deputados e 16 senadores, o governo aceitou renegociar as dívidas dos produtores rurais relativas ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), a contribuição previdenciária dos trabalhadores rurais: uma transação estimada em R$ 10 bilhões, com o perdão de juros e multas. O parlamentar do PMDB reclama que não adianta anistiar parte do Funrural, porque essa "bondade" não alcança grande parte dos brasileiros, muito menos nas regiões Norte e Nordeste, de onde vêm 48 senadores. (Para aprovar a reforma previdenciária, são necessários 49 votos). 

A ideia de aumentar a faixa de isenção do IRPF vem circulando no governo há alguns meses, mas esbarra na resistência dos técnicos. Uma fonte destaca que a ideia de levar a faixa de isenção para R$ 4 mil eliminaria contribuintes que ganham muito acima da renda média nacional. Em 2015, a renda per capita do brasileiro foi de R$ 1,113 mil. "Seria uma medida regressiva", diz a fonte, ponderando que o Brasil já é conhecido por ter uma estrutura tributária que penaliza os mais pobres. A retomada da tributação de dividendos, por sua vez, já foi discutida no governo Dilma Rousseff, na gestão de Joaquim Levy na Fazenda. A tese não prosperou diante da forte resistência do Congresso à elevação de impostos. Na proposta em discussão no governo Temer, essa nova tributação atingiria inclusive os chamados sócios--cotistas, que recebem seus vencimentos na forma de dividendos. Existe, ainda, nessa questão uma controvérsia sobre bitributação, já que as empresas já pagam imposto sobre o lucro, por meio do IRPJ e da CSLL. No entanto, muitos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de países desenvolvidos no qual o Brasil tem interesse em ingressar, têm tributação sobre dividendos. 

Estudos dos economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, em 2015, apontavam potencial de ganho de mais de R$ 40 bilhões com essa medida, considerando uma alíquota de 15% sobre essa renda. Paralelamente, a tributação de dividendos também poderia ser um caminho para fechar uma das brechas já utilizadas na chamada "pejotização", quando pessoas físicas são transformadas em empresas. Há muitos casos em que trabalhadores são contratados como sócios-¬cotistas e recebem seus salários na forma de dividendos, deixando de pagar o imposto de renda e de recolher a contribuição previdenciária. Contudo, há ceticismo na área econômica sobre o real potencial arrecadatório da medida e se ela realmente seria suficiente para compensar a forte perda de arrecadação com a elevação agressiva da faixa de isenção do imposto de renda da pessoa física. (Valor Econômico)

 
 

 
Veja como acabar com a infestação de carrapatos em bovinos
O problema com carrapatos afeta diversas raças de bovinos. São várias as doenças que ele provoca ao animal. Só no corpo do bovino, o ciclo do carrapato é de 21 dias.
O controle dos carrapatos não é fácil. É importante verificar o tipo de produto adequado para elimiar os carrapatos que estão atacando o gado de cada produtor. como coletar os carrapatos e enviar para a Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora - MG, uma referência neste tipo de teste. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. CLIQUE AQUI para acessar o folheto com o passo a passo. (G1) 
 

Porto Alegre, 12 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.498

 

 Somente quatro países da América Latina tomam leite suficiente

Eram aproximadamente 300 representantes de diferentes elos da cadeia de produção de leite da região assistindo à inauguração do Terceiro Encontro Pan-Americano de Jovens Leiteiros no Equador, país onde o consumo de 100 litros de leite por habitante/ano, não alcança o parâmetro mínimo de 150 litros recomendado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). 

Assim foi aberto, no dia 25 de abril de 2017, o Terceiro Encontro Pan-Americano de Jovens Leiteiros, que foi realizado no país andino. Segundo Daniel Pelegrina, presidente da Federação Pan-Americana de Leite (Fepale), os únicos que superam a cifra - dos 18 países latino-americanos - são: Uruguai (250 litros), Argentina (210), Costa Rica (199), e Brasil (176). A nação onde os habitantes tomam menos leite é a Bolívia, com 58 litros por habitante/ano.

Os principais problemas para ter acesso aos laticínios estão relacionados a fatores demográficos, educacionais, culturais, econômicos e de saúde, segundo uma pesquisa da Fepale. A informação abriu o encontro regional, que durou até o dia 27 de abril. O encontro foi realizado na Cidade do Conhecimento, Yachay, no norte do Equador. As reuniões da Fepale ocorrem a cada dois anos. Anteriormente foram realizadas em Colônia, no Uruguai, 2013, e Juiz de Fora, Brasil, em 2015. Ariel Londinsky, secretário geral da Fepale se mostrou otimista. Considera que a América Latina está se emergindo como o melhor produtor de leite do planeta, devido às suas condições físicas (espaço, alimento e água), para atender à crescente demanda de lácteos do mundo. (Agrositio - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 
Embarques de lácteos recuam em abril

As exportações de lácteos pelo Brasil, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, totalizou US$ 4,2 milhões em abril. Na comparação com o mês anterior, o faturamento diminuiu 61,6%. O volume embarcado reduziu na mesma proporção. Passou de 4.620 toneladas em março para 1.610 toneladas em abril, queda de 65,2%.

O produto mais exportado foi o leite em pó, que somou 926.700 toneladas e US$1,99 milhão em faturamento. Os principais compradores, em valor, foram os Emirados Árabes (15,7%), os Estados Unidos (10,6%) e Trinidad e Tobago (9,7%).Na comparação com igual período do ano passado, o volume e o faturamento referentes às exportações brasileiras reduziram 36,3% e 10,2%, respectivamente. O cenário de menor oferta de matéria-prima no mercado brasileiro colabora para o cenário. (Milknet)

Exportações de lácteos dos EUA cresceram 14% no primeiro trimestre

As exportações de lácteos dos EUA no primeiro trimestre de 2017 aumentaram 14% em volume e 17% em valor em relação ao ano anterior - o melhor resultado no primeiro trimestre desde 2014. Os exportadores obtiveram ganhos em quase todos os mercados e em quase todas as categorias de produtos.

Durante o trimestre, os exportadores enviaram 461.898 toneladas de leite em pó, queijo, gordura, soro de leite e lactose. As exportações totais de lácteos foram avaliadas em US$ 1,32 bilhão. O valor das exportações de março, de US$ 482 milhões, foi o maior em 22 meses, e o volume de exportação superou os níveis do ano anterior por 10 meses seguidos.

Após um início mais lento do ano, as exportações para o México se recuperaram em fevereiro e março. Durante o trimestre, as exportações de lácteos dos EUA foram avaliadas em US$ 328 milhões, 10% a mais que no ano anterior. Entre outros mercados importantes, as vendas para a China (+74%), o Sudeste Asiático (+16%) e o Canadá (+8%) apresentaram tendência de alta.

Queijo, leite em pó e soro de leite compõem agora mais de dois terços das exportações de produtos lácteos dos EUA. Em volume, as exportações de soro de leite aumentaram 27% no primeiro trimestre, as de leite em pó desnatado, 19% e as de queijos, 12%.

Continuando com um aumento de volume que começou em julho passado, as exportações de soro de leite dos EUA para a China totalizaram 60 mil toneladas no primeiro trimestre, um aumento de 90% em relação ao ano passado. As exportações de soro desidratado (+146%), concentrado de proteína de soro de leite (+87%) e soro modificado (+58%) para a China aumentaram também.

As exportações de leite em pó desnatado ao México no primeiro trimestre foram de quase 68.000 toneladas, um aumento de 18%. Além disso, os exportadores venderam mais leite em pó desnatado para a China no primeiro trimestre - 8.895 toneladas, mais do que o dobro que no ano anterior. As vendas ao Paquistão (6.843 toneladas, +61%) também foram maiores. Em contraste, as exportações de leite em pó desnatado para o Sudeste Asiático caíram em março: foram de apenas 8.430 toneladas, a menor nível desde novembro de 2012.

As exportações de queijos alcançaram os níveis do ano anterior no primeiro trimestre, embora os volumes ainda estejam próximos dos níveis de 2014 e 2015. Durante o trimestre, as vendas para a Coreia do Sul aumentaram 29% (para 12.656 toneladas) e as vendas para a Austrália quase duplicaram (para 6.918 toneladas). Enquanto isso, as exportações ao México caíram 5% no primeiro trimestre, à medida que os volumes recordes (10.377 toneladas) em março não conseguiram compensar as vendas baixas de janeiro.

Com base no total de sólidos do leite, as exportações norte-americanas foram equivalentes a 14% da produção de leite nos Estados Unidos no primeiro trimestre. As importações foram equivalentes a 3,6% da produção. (As informações são do Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Reformas fazem clima econômico reagir

A perspectiva de aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária levou o clima econômico brasileiro a atingir melhor nível em três anos no trimestre encerrado em abril. O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) avançou nove pontos entre janeiro e abril, para 78 pontos. Subiu de 62 pontos para 79 pontos. Foi a maior pontuação desde o trimestre finalizado em janeiro de 2014 (86 pontos), afirmou a professora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Lia Vals.

 O indicador foi impulsionado por melhora nas expectativas. A avaliação sobre situação atual do país continua muito ruim, frisou ela. O ICE da América Latina é indicador¬síntese da Sondagem Econômica da América Latina, que abrange entrevistas, em abril, com 132 especialistas econômicos em 17 países. Ao detalhar sobre o desempenho dos dois sub-indicadores usados para cálculo do ICE brasileiro, Lia observou que o Índice de Expectativas (IE) subiu de 154 pontos para 189 pontos no trimestre encerrado em abril ¬ o maior nível desde o início da série, em 1989. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu de 4 pontos, nível mínimo da série, para 11 pontos, no mesmo período de comparação. A especialista notou que o ligeiro avanço pode ter sido influenciado por pequenos sinais de melhora no contexto macroeconômico brasileiro, como inflação mais baixa; e redução de juros. (Valor Econômico)

 

 
Preços/AR
O valor de 5,4 pesos por litro, [R$ 1,10/litro], recebido pelo produtor é o motivo de uma nova queixa por parte dos elos da cadeia láctea, que pedem reajustes. Segundo avaliam, esse valor não permite recompor as necessidades de rentabilidade, e consideram que o acordo firmado entre o Governo, as Indústrias, e a Atilra (que representa os trabalhadores nas indústrias de laticínios), não contempla a situação da produção. Esta foi a reclamação de Julio Aimar, dirigente da bacia leiteira de Abasto Sul, segundo a agência DyN. O dirigente afirma que o documento acordado "tem prazo de validade e é um salvo conduto em ano eleitoral". Acrescentou que o preço justo para o produtor, deveria ser em torno de 7 pesos/litro, [R$ 1,43/litro]. (Agrositio - Tradução Livre: Terra Viva)
 

Porto Alegre, 11 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.497

 

Laticínios esperam expansão de produção em 2017

Depois de dois anos sem crescimento na produção de leite no Rio Grande do Sul, as indústrias gaúchas esperam aumento na captação em 2017. A estimativa do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, é de um crescimento de 3% sobre uma base de 13 milhões de litros por dia. O movimento, explica o dirigente, deve-se à retomada na rentabilidade da atividade ao produtor. Segundo dados do Conseleite, o preço de referência para abril era de R$ 1,0411, cenário que ainda reproduz o impacto da entressafra, quando a menor quantidade de leite produzida pelas vacas geralmente eleva o patamar dos valores praticados.  

 
"Os preços nestes primeiros quatro meses estão acima dos valores pagos nos últimos anos, e ainda se registrou queda nos custos de produção puxada pela redução dos insumos", salienta. Segundo ele, a retomada da atividade e o crescimento da safra são importantes para galgar novos mercado aos produtos lácteos gaúchos e para abastecer os laticínios que operam com capacidade ociosa média de 35% neste momento.

Segundo dados do Índice de Custo de Produção de Leite (ICPLeite), divulgado pela Embrapa Gado de Leite, o custo de produção teve queda de 4,72% em abril, quarto mês de deflação nos insumos do setor.  A redução foi puxada pela redução de 10,13% no valor do concentrado.  Dos oitos critérios analisados pela Embrapa para compor o indexador (mão de obra, produção e compra de volumoso, concentrado, sal mineral, sanidade, qualidade do leite, reprodução e energia e combustível), cinco apresentaram diminuição do valor base.  Com isso, o acumulado do primeiro trimestre indica deflação dos custos de produção de 6,46% no ICPLeite. "Esses dados confirmam o movimento de redução dos custos no campo por quatro meses consecutivos, um fator inédito no setor lácteo", completou o vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, lembrando que a rentabilidade é extremamente importante para o produtor rural. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 
Estudo associa substância do queijo à prevenção de câncer

A espermidina é uma substância presente em vários alimentos, a exemplo de queijos curados (como gorgonzola, Roquefort e parmesão), cogumelos, produtos à base de soja, milho e grãos integrais. Se você nunca havia ouvido esse nome, aí vai um motivo para gravá-lo: segundo um estudo publicado em abril de 2017 na revista Cancer Research, o composto está ligado à prevenção de câncer no fígado e a um aumento da expectativa de vida.

Na pesquisa - conduzida por cientistas da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos -, os estudiosos notaram que a vida dos ratos que tomaram suplementos orais de espermidina aumentou em 25%. "Em humanos, isso significaria que, ao invés de viver até os 81 anos de idade, o americano comum poderia viver até os 100 anos", comenta Leyuan Liu, principal autor da investigação.

Mas, para ter esse benefício, seria preciso inserir a substância na fase em que o bebê começa a comer alimentos sólidos. Na análise em laboratório, os ratinhos que suplementaram mais tarde aumentaram a expectativa de vida em apenas 10%.

Quanto à prevenção de tumores, Liu já havia constatado, em estudos anteriores, que a espermidina é capaz de evitar a replicação de células danificadas, processo que leva à formação do câncer. Na nova pesquisa, as cobaias expostas ao composto do queijo e dos cogumelos apresentaram menor incidência de lesões no fígado e de fibrose hepática, condições que costumam causar a doença no órgão. Descubra: Comer mais vegetais ajuda a prevenir câncer? 

Mais estudos
Apesar dos resultados animadores, Leyuan Liu pondera que é preciso investigar mais a fundo os benefícios da espermidina para a redução do risco de tumores e o aumento da longevidade. "Ainda é cedo, mas talvez um dia essa será uma nova estratégia para prolongar o tempo de vida, prevenir e reverter a fibrose hepática e atrasar ou até curar o câncer de fígado em humanos", declara o cientista.

Liu espera que, se a suplementação de espermidina se provar segura e eficiente, ela possa ser adicionada a produtos -- assim como foi feito com ácido fólico. "Imagine: se adicionássemos espermidina em todas as garrafas de cerveja, isso iria equilibrar o álcool e ajudar a proteger o fígado", afirma o pesquisador.

Segundo o expert, o próximo passo é avaliar se os efeitos da substância são igualmente benéficos em humanos. Até lá, não custa incluir na dieta - com a orientação de um nutricionista, claro - os alimentos que são fonte do composto. Vai um queijinho aí? (Revista Boa Forma)

Produtos lácteos cada vez mais inacessíveis

Em abril de 2017, segundo os últimos dados publicados pelo INDEC, a cesta básica de produtos lácteos básicos na cidade de Buenos Aires registrou um aumento médio de 15,3% em relação a dezembro do ano passado, enquanto o aumento de alimentos e bebidas ficou em 8,9%. O ranking de reajustes dos preços de produtos lácteos no primeiro trimestre do ano é encabeçado pelo iogurte pastoso (+24,8%); o queijo cremoso (+18,1%); a manteiga (+16,4%); o pategras (+16,0%); e o sardo (+15,1%). Nas posições seguintes temos: leite em pó integral (+11,9%); leite fresco em saquinhos (+10,7%); e doce de leite (+10,4%). Nos últimos doze meses (abril de 2016 a abril de 2017) a cesta registrou alta média de 45,4%, enquanto o conjunto dos alimentos e bebidas tiveram elevação de 29,1%, segundo o INDEC.

Desde o ano passado a produção de leite vem sofrendo quedas abruptas por causa de desastres climáticos (excessos hídricos) ocorridos em muitas das principais bacias leiteiras, combinado com preços pagos aos produtores que são insuficientes para cobrir os custos de produção. Além de queda de produtividade decorrente de alagamentos e inundações - as vacas sofrem muito nessas situações - no último ano muitos produtores diminuíram seus rebanhos, enquanto outros simplesmente desistiram da atividade. A escassa disponibilidade de leite, que obriga as indústrias de laticínios a pagarem pela matéria-prima acima de um valor teórico rentável, junto com os crescentes custos comerciais, de logística e trabalhistas, acabam sendo repassados aos consumidores. (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

Uruguai: crise do setor leiteiro continua sendo preocupação nacional

A crise do setor leiteiro continua sendo uma preocupação nacional. A dívida atual é de US$ 500 milhões entre produtores (US$ 350 milhões) e indústrias. Por isso, o presidente, Tabaré Vázquez, anunciou uma série de medidas para mitigar a "situação difícil" que o setor leiteiro vem passando há alguns anos.

Vazquez anunciou uma baixa nos custos de tarifas de UTE (energia elétrica) para as fazendas leiteiras. O presidente disse que "por três meses - junho, julho e agosto - reduzirá em 15% a energia para todas as fazendas leiteiras".

Ele também disse que, em médio e longo prazo, o objetivo é "melhorar a produtividade de alguns estabelecimentos nesse setor, que têm uma produtividade muito baixa e são os que mais sofrem com a crise". Para isso, ele disse que o governo vai trabalhar e anunciar soluções específicas em uma semana.

Por outro lado, Cone Ruíz, diretor da Associação Nacional de Produtores de Leite (ANPL) e produtor da Flórida, disse que o benefício "não tem efeito, nem significa nada" para uma fazenda leiteira. "Esperamos que, mais para frente, sejam anunciadas novas medidas e tudo melhore". 

O produtor explicou que se reuniu com o ministro de Economia e Finanças, Danilo Astori e eles "estão muito preocupados" com a produção de leite e "realmente acreditam que devem estar", já que as fazendas leiteiras "não aguentam mais". "Esperamos que no correr da semana sejam anunciadas outras medidas, porque as anunciadas hoje não vemos como positivas". 

A dívida do setor leiteiro representa um ano de exportações de US$ 500 milhões entre produtores e indústrias. Para o diretor da ANPL, criar um fundo de cerca de US$ 100 milhões para pagar com restituição de imposto seria uma "solução para continuar produzindo". Astori disse que "estudará" e terá uma "resposta positiva" nesta semana. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Governo estuda uma proposta
O governo deve apresentar nos próximos dias uma proposta para a cobrança dos produtores rurais que deixaram de recolher a contribuição previdenciária, o chamado Funrural. De acordo com o deputado Luis Carlos Heinze, a Receita e o Ministério da Fazenda se reuniram ontem com a finalidade de chegar a um consenso. Políticos e entidades pressionam por uma solução que favoreça os produtores rurais. (Correio do Povo)
 
 

Porto Alegre, 10 de maio de 2017.                                               Ano 11- N° 2.496

 

 Sindilat entrega convites para o Fórum Itinerante do Leite
 
O 4º Fórum Itinerante do Leite deve reunir autoridades e centenas de produtores e lideranças no próximo dia 1º de junho em Palmeira das Missões. Iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o encontro busca alinhar projetos concretos de desenvolvimento para a bacia láctea gaúcha e debater questões relacionadas diretamente ao consumo de produtos lácteos. Para divulgar a programação do fórum, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, esteve com o governador do Estado, José Ivo Sartori, no final da tarde deste quarta-feira (10/5). A meta é reunir 1,5 mil pessoas em painéis, palestras e seis oficinas técnicas. 
 
Sartori salientou a importância da realização de eventos como este. "O Fórum Itinerante do Leite é uma bela promoção que vai ganhar cada vez mais potencialidades. Quando todo mundo fica junto, todo mundo se sente protegido", frisou, lembrando dos avanços da produção leiteira gaúcha. O governador ainda destacou que o leite é o salário mensal do produtor, uma colaboração social essencial às famílias no campo. "Um fórum como esse agrega valor, princípios e conhecimento e ajuda na sucessão rural. Sem semente não tem planta que nasce. Estamos trabalhado em um futuro melhor", pontuando que fará um esforço pessoal para participar, mas que sua presença dependerá de agenda disponível.

Também participaram da comitiva o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini; o secretário de Agricultura de Palmeira das Missões, Olavo José Borges; o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), João Pedro Velho; e o diretor da Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, Luiz Carlos Cosmann.  
 
O dia foi intenso para encaminhar os convites às autoridades que participarão do 4º Fórum Itinerante do Leite. Ainda pela manhã, a comitiva de organização do evento esteve com os secretários de Educação, Ronald Krummenauer; da Casa Civil, Fábio Branco; do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto; do Desenvolvimento Econômico, Márcio Biolchi; e da Agricultura, Ernani Polo. O convite também foi entregue ao presidente do Fundesa, Rogério Kerber; ao presidente da Farsul, Carlos Sperotto; e ao presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva.

Destacando a importância da adesão dessas lideranças ao evento, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, disse que é isso que contribui para o alto nível dos debates que já caracteriza o encontro, que teve três edições com casa cheia em 2016. "No Dia Mundial do Leite, é importante reunir produtores, indústrias, consumidores e autoridades para demostrar a importância dos laticínios no Rio Grande do Sul e dar respaldo aos pleitos do setor", conclui.
 
Atuando na preparação do evento, o diretor da Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato ressalta que a parceria com o Sindilat é fundamental para o crescimento dos lácteos gaúchos. "O evento vem para abrir novas oportunidades e possibilidades e, em conjunto, potencializar a cadeia do leite na região Norte e Noroeste do Estado", disse Cosmann. 

O evento tem apoio da Farsul, Fetag, Fundesa, Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, Secretaria da Agricultura (Seapi), Ministério da Agricultura (Mapa) e Canal Rural. As inscrições são gratuitas e já estão disponíveis no site www.sindilat.com.br. O evento será transmitido ao vivo pelo Canal Rural. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Foto: Carolina Jardine
 

 
Leite: Período de entressafra no RS pode melhorar preços pagos aos produtores rurais

De acordo com Darlan Palharini, secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), o mercado de leite tem, a cada ano, uma realidade diferente. "Não dá pra ter base no ano anterior. No ano passado tivemos situação diferente de comportamento de mercado junto ao produtor e também ao próprio consumidor", diz o secretário-executivo.

Nesse instante, o Rio Grande do Sul está no período de entressafra. A safra deve começar até o final da primeira quinzena de julho. O preço para o produtor, segundo Palharini, está bem atrativo, tendo em conta os custos menores com os insumos.

O custo médio, com base no estudo da Universidade de São Paulo (USP) e da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), era de R$0,26 no primeiro trimestre de 2016. Em 2017, essa margem subiu para R$0,50, com produtor recebendo, em média, de R$1,35 a R$1,45 pelo litro de leite, dependendo da quantidade, da qualidade e do tipo de indústria que compra o produto.

Entretanto, depois do período de entressafra, os produtores devem ficar atentos ao clima, que ainda pode mexer com a relação do custo de produção. Uma possível ocorrência de geadas por afetar as pastagens. Por sua vez, os produtores podem optar por compra antecipada de alguns insumos, como o milho, para que esses custos não sofram muita redução no final das contas, como aconselha Palharini.

As importações de produtos lácteos feitas pelo Brasil também são apontadas como um complicador aos produtores brasileiros pelo vice-presidente, mas ele destaca que o leite também precisa se firmar como um importante produto de exportação. CLIQUE AQUI para conferir a entrevista com Darlan Palhariani, secretário executivo do Sindilat na íntegra. (Notícias Agrícolas)

Fiesp: PIB do agronegócio paulista cresce 7,4% em 2016 e atinge R$ 276 bilhões

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio paulista cresceu 7,4% em 2016 e atingiu R$ 276 bilhões, segundo levantamento do Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). O PIB do setor representa 13,8% do total do Estado e ainda 18,7% do PIB de todo o agronegócio brasileiro.

O PIB do agronegócio de São Paulo é calculado a partir da soma do valor agregado pelas "indústrias antes da porteira da fazenda" aos insumos agropecuários, com participação de 5,6%; a atividade "dentro da porteira da fazenda" ou agropecuária, com 11%; as indústrias "depois da porteira", com 40,7%; e os serviços diretamente ligados ao agronegócio com 42,7% do resultado total.

O PIB do segmento de atividade primária, dentro das propriedades rurais, cresceu 19,7%, com destaque para a atividade agrícola, com alta de 25,4% no ano passado. Segundo o levantamento, a recuperação nos setores de cana e laranja, principais culturas do Estado, aliada ao aumento da confiança do produtor a partir do segundo trimestre do ano passado foram determinantes para o resultado apresentado no campo.

Nos insumos agropecuários, o crescimento foi de 4,8% no ano em São Paulo, com destaque positivo para os insumos pecuários (8,2%) e alta de 2,9% nos insumos agrícolas. No segmento industrial houve avanço de 5,9% sobre 2015, influenciado especialmente pelo ramo agrícola, com aumento de 6,8%, já que na indústria da pecuária houve recuo de 0,9% no ano. No abate de bovinos, houve queda de 4,6% nos preços e de 6,3% na produção. "A fraca demanda doméstica limitou os preços da carne, e a crise econômica, com inflação ainda elevada e alto desemprego, levou a quedas nos preços de todos os elos da cadeia", informa o Deagro/Fiesp.

O agronegócio paulista gerou, em 2016, perto de 2 milhões de postos formais de trabalho. Desse total, 17% correspondem à atividade agropecuária, 34% à agroindústria e 45% aos serviços. O segmento de insumos absorveu cerca de 4%. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)

Brasil e Nigéria debatem cooperação na área do agronegócio; lácteos estão na pauta

O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria, Audu Ogbeh, e representantes daquele país, nesta sexta-feira (5), para tratar de cooperação bilateral na área do agronegócio. Os nigerianos têm interesse em importar a tecnologia usada na agropecuária pelo Brasil - como equipamentos agrícolas, principalmente os empregados na pequena produção - e material genético de bovinos e aves, carnes e lácteos. Além disso, querem fazer investimentos conjuntos com empresas brasileiras.

De acordo com Odilson Ribeiro, uma missão empresarial brasileira deverá ir à Nigéria, em agosto, para negociar a venda de equipamentos agrícolas. Ainda segundo o secretário, o Mapa já encaminhou propostas de certificação zoossanitária à Nigéria, o que permitirá a exportação de material genético de bovinos e aves e de lácteos. Com uma dieta alimentar baseada em carboidratos, a Nigéria tem interesse em proteínas animais e lácteos. Odilson Ribeiro disse que o Brasil deseja cooperar com o país africano. Destacou ainda a importância de a Nigéria responder as propostas de certificação sobre material genético e lácteos.

Em contrapartida, o Mapa pleiteia, por exemplo, a redução da tarifa de importação de arroz, o que hoje inviabiliza o comércio do produto brasileiro. "A cooperação, em sentido amplo, é uma via de duas mãos que não inclui apenas a transferência de tecnologia, mas também o comércio entre os países." (As informações são do Mapa)

Uruguai 

Ainda não está no horizonte um mercado internacional de lácteos que possa melhorar os preços de forma a transferir aos produtores. Por isso é que "precisa continuar olhando dentro da fazenda e conseguir maior eficiência para ficar protegido dos fortes impactos que ocorrem em períodos críticos", afirmou a El Observador o vice-presidente da Conaprole, Alejandro Pérez Viazzi. O diretor desenvolveu este conceito logo depois de realizada a Assembleia dos 29, órgão de administração da cooperativa, e ainda admitiu que apesar das dificuldades o produtor sempre está disposto a contribuir com seu trabalho para levar adiante a produção. O encontro analisou as oportunidades do futuro que tem o setor lácteo, de onde surgem as maiores incertezas nos mercados, caracterizados por alta volatilidade e preços baixos, mas, onde se espera que comecem a retornar valores mais aceitáveis, disse Pérez Viazzi. Em sua opinião, o maior desafio que têm os produtores "é ter os custos controlados para competir em um contexto internacional".

Redirecionamento
O delegado da Sociedade de Produtores de Leite de Florida (SPLF), Alfredo Morales, ressaltou a apresentação efetuada pelo gerente da Conaprole, "especialmente no redirecionamento que está sendo realizado pela cooperativa até 2020, nos mercados e produtos porque cada dia tem que ser mais eficiente para ser mais competitivo". Pérez Viazzi disse ainda que "foram apresentadas mais informações sobre o teor do leite recebido, em termos de composição da matéria gorda, proteína, e células somáticas, que de um modo geral chega a 80% dos produtores. Isto é o que determina a qualidade do leite e servirá para que o produtor possa tomar as decisões para melhorar o mais rápido possível", sua produção. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

 
Simpósio do leite 
O CRMV-RS realizará na Fenasul/Expoleite o VII Simpósio do Leite com a temática "Biosseguridade em propriedades leiteiras". O evento é direcionado a médicos veterinários, estudantes e produtores e vai abordar os principais cuidados para garantir maior sanidade dos rebanhos e evitar a disseminação de doenças que prejudicam a produção e a saúde pública. O vice-presidente do CRMV-RS, José Arthur Martins, que participou do lançamento da Fenasul nesta segunda-feira (8), afirma que "a biosseguridade é um tema que deve estar presente diariamente na vida de profissionais e produtores". A Fenasul acontece de 24 a 28 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento do CRMV será realizado no dia 25, a partir das 8h30 no auditório da Farsul (no parque). (CRMV-S)