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Porto Alegre, 05 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.534

 

  Mapa apresenta plano para retirada da vacinação contra aftosa

De olho no mercado externo e nas potencialidades que podem ser abrir ao Brasil, o Ministério da Agricultura dará início, neste segundo semestre, à fase de execução de seu plano de retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho nacional. O projeto foi detalhado nesta terça-feira (4/7), em reunião no Ministério da Agricultura. O encontro contou com a presença do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, do diretor Renato Kreimeier, e do secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo Guerra, o rebanho bovino brasileiro é referência em qualidade e também em sanidade. "Precisamos avançar sempre em busca de novos mercados", pontuou. 

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Erradicação  de Febre Aftosa (PNEFA) do Mapa, Plínio Lopes, a meta é suspender a imunização integralmente até 2021 e ter o status de livre de vacinação reconhecido pela OIE em 2023. Para isso, a execução do projeto começa já no segundo semestre deste ano com a regionalização das ações. Em agosto, o Mapa irá retirar a cepa C da vacina contra febre aftosa usada no país, o que, na prática, quer dizer que, na campanha  de maio de 2018, as doses aplicadas no rebanho já serão bivalentes. Outra mudança em curso é a redução de volume das doses para 2 ml com o objetivo de evitar inflamações e reduzir perdas. 

As operações começarão com a organização do território nacional em cinco blocos de acordo com peculiaridades geográficas e efetivo técnico. Os primeiros estados a retirarem a vacinação serão Acre e Rondônia, com previsão para o primeiro semestre de 2019. Em junho de 2020, será a vez de Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2021, o trabalho se completa com o fim da imunização na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul. 

O coordenador do programa ainda acrescentou que todo o trabalho será coordenado por um grupo nacional composto de representantes do setor e que terá respaldo em fóruns regionais de debate. Lopes garantiu que se esse colegiado julgar que o país não está em condições de "dar esse passo" ele será soberano e a vacina não será retirada. Questionado sobre a metodologia de composição desses grupos, Lopes disse que ainda não há definição. CLIQUE AQUI para acessar o plano na íntegra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine

Embrapa e Sindilat revisam metodologia de projeto dos medidores

Reunidos na tarde desta terça-feira (4/7), representantes do Sindilat e da Embrapa debateram a necessidade de revisão no projeto que avalia a qualidade e confiabilidade  dos medidores de vasão e coleta automática de amostras acoplados aos caminhões tanque em operação no Rio Grande do Sul. Iniciado efetivamente há cerca de um ano e meio, o projeto enfrentou dificuldades logísticas e de adaptação da tecnologia europeia à realidade gaúcha. 

Ao lado do chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, a pesquisadora em Qualidade do Leite Maira Zanela apresentou resultados parciais coletados ontem em Porto Alegre. Contudo, para obter conclusões será preciso readequar o projeto, revisando amostragem das rotas de coleta e operações. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou a importância da iniciativa, que busca dar mais exatidão no controle tanto para quem produz quanto para a sociedade. "Vamos revisar o projeto para que possamos ter dele os resultados", salientou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que a ideia é apresentar um estudo  aos laticínios sobre a viabilidades dos equipamentos. Atualmente, há um equipamento em operação na Cooperativa Piá e dois na Languiru. 


Crédito: Carolina Jardine

O projeto "Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite" teve início em 2016 em uma parceria entre o Sindilat, a Embrapa Clima Temperado e Cosulati. A ideia, na época, era testar equipamentos de cinco empresas (Bartec, Fabbo Bombas, Arsopi, Gea Equipamentos e Gimenez) e traçar um comparativo com os resultados obtidos pelo sistema convencional de amostras (manual). Contudo, nem todos os equipamentos foram instalados como previsto para testagem. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Danone vende Stonyfield, dos EUA, à Lactalis

A francesa Danone fechou acordo para a venda da Stonyfield, uma de suas subsidiárias americanas de laticínios. O negócio visa solucionar preocupações antitruste relacionadas à sua aquisição, por US$ 12,5 bilhões, da WhiteWave, a fabricante americana de alimentos naturais e voltados para a saúde para consumidores de alta renda. A Stonyfield foi vendida à Lactalis por US$ 875 milhões. A operação segue-se ao acordo pactuado pela Danone em março com o Departamento de Justiça dos EUA no qual afirmou que venderia a operação para acelerar o fechamento de sua aquisição da WhiteWave. Em 2016, a Stonyfield faturou cerca de US$ 370 milhões. O preço de venda de US$ 875 milhões representa 20 vezes seus lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (conhecidos pela rubrica contábil Ebitda). O negócio deverá ser concluído até o fim do terceiro trimestre deste ano.

A Lactalis é o segundo maior grupo mundial de laticínios depois da Danone, com uma participação de mercado de 4,1%, mas é apenas a nona maior empresa de iogurtes, com uma fatia de 2,1% do segmento, de acordo com a Euromonitor. A Danone tinha uma participação de mercado de 17,5% em 2016, inferior aos 22% de 2011. A Danone está às voltas com uma desaceleração do crescimento e com a alta significativa dos preços do leite. Em fevereiro, previu uma queda da aceleração do crescimento dos lucros para este ano e lançou uma campanha destinada a cortar € 1 bilhão em custos até 2020. As vendas em bases equivalentes da Danone no ano passado aumentaram 2,9%, para € 21,9 bilhões - o ritmo mais lento dos últimos 20 anos. A transação referente à WhiteWave é parte de uma investida da Danone para incorporar alimentos naturais e orgânicos ao seu portfólio, num momento em que os consumidores buscam opções mais saudáveis e de nicho. 

A aquisição foi fechada em em abril e transformou a Danone na maior produtora mundial de alimentos orgânicos - sua filial na América do Norte dobrou de tamanho. O CEO da Danone, Emmanuel Faber, é um convicto defensor da sustentabilidade no setor de alimentos. "O sistema que nos trouxe onde estamos hoje está chegando a seus limites", disse ele ao "Financial Times" em abril. "Precisamos recomeçar a pensar em marcas locais, recomeçar a pensar em marcas menores, não em marcas mundiais. Há uma revolução da alimentação começando nos EUA." (Valor Econômico)

Preço do leite pago aos produtores subiu pelo quarto mês consecutivo no Uruguai

O preço do leite pago aos produtores no Uruguai subiu pelo quarto mês consecutivo em maio e ficou em uma média de 10,14 pesos (US$ 0,35) por litro. O valor foi o mais elevado desde julho de 2014, de acordo com dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE). Isso representa um aumento mensal de 1% e de 16% em relação a maio de 2016, quando a média era de 8,72 pesos (US$ 0,30) por litro.

 

Conaprole
A diretoria da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole) decidiu manter para a captação de junho o mesmo preço de maio, informou o diretor da cooperativa leiteira, Gabriel Fernández.

Assim, com os sólidos (gorduras e proteínas) médios registrados até agora, o preço médio por litro foi determinado em 10,30 pesos (US$ 0,35).

Fernandez destacou a melhora nos níveis de sólidos e na qualidade que os produtores têm alcançado nos últimos meses, parâmetros chave para alcançar um valor médio que superará os 10 pesos (US$ 0,34) por litro. 

Em 04/07/17 - 1 Peso Uruguaio = US$ 0,03469
27,9889 Peso Uruguaio = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do http://www.lecheriauy.com e http://www.tardaguila.com.uy, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Exportações/AR 
Em maio a Argentina exportou 14.220 toneladas de lácteos pelo valor de US$ 46,5 milhões. Isto representa 10,2% a mais que no mês anterior, segundo o Boletim de Conjuntura OCLA, e queda de 42,3% em relação a igual mês do ano anterior, em volume. Em dólares, no entanto, a variação foi de +8,6% em relação a abril de 2017, e de -32,4% quando comparado com maio de 2016. No acumulado de 2017, até maio, o volume atingiu 81.134 toneladas (-34,8% em relação a 2016), e US$ 259,4 milhões (-21,8% na mesma comparação).   O relatório afirma ainda que em maio de 2017 o principal produto exportado foi o leite em pó, no total de 3.755 toneladas, representando US$ 12,7 milhões. No acumulado até maio, a exportação deste produto chegou a 33.103 toneladas, gerando divisas de US$ 106,7 milhões. "A exportação nos primeiros cinco meses de 2017 em relação a igual período de 2016 foi queda de 47% em volume, e 35,2% em valores. O preço FOB médio do leite em pó exportado foi US$ 3.379/tonelada, enquanto no mês anterior havia sido US$ 3.606, e, em maio de 2016, US$ 2.802/tonelada."Os principais destinos das exportações entre janeiro e maio de 2017 foram: a) em volume: Brasil (44,8%), Rússia (10,3%), Argélia (8%), e China (7,6%); b) em dólares: Brasil (45,1%), Rússia (11,7%), Argélia (7%) e Chile (6,6%). Os produtos que tiveram maior participação em volume exportado em maio de 2017 foram: Leite em pó (30,2%), Soro de leite (24,3%) e Queijos (20,5%). (Infortambo - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 04 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.533

 

  Leilão GDT: com exceção do leite em pó integral, preços se mantêm em queda
 
O leilão GDT desta terça-feira (04/07) manteve a tendência de queda (0,4%) no preço médio dos lácteos, fechando em preço médio de US$3.303/ton. Dentre os produtos, o leite em pó integral foi o único que apresentou variação positiva, com média de US$3.111/tonelada, aumento de 2,6% em relação ao último leilão. 

O leite em pó desnatado registrou uma queda significativa de 4,5%, fechando em média de US$2.090/tonelada, valor que se aproximar dos leilões de março e maio deste ano, quando o produto registrou suas maiores quedas. 

Para o queijo cheddar, o decréscimo nos preços foi de 3,2% e fechando em US$4.051/tonelada. Já a manteiga continua bem valorizada, com queda de apenas 0,1% em relação ao leilão anterior, fechando em US$5.775/tonelada. 

As vendas de lácteos registraram queda bem expressiva, sendo comercializadas 28.574 toneladas, valor 12% inferior ao do último leilão. 

Os preços futuros negociados para o leite em pó integral indicam um preço mais alto no mês de agosto e relativa estabilidade nos meses seguintes até dezembro. 

O cenário reflete o clima de incertezas predominante hoje no mercado internacional. Ainda há um nível considerável de estoques no mercado (principalmente de leite em pó desnatado na União Europeia) e o grande comprador mundial (China) apresenta, até agora, compras muito alinhadas às do ano passado (ou seja, não houve crescimento das importações chinesas de lácteos). 

Ao mesmo tempo, com um incremento dos preços do leite ao produtor em mercados importantes como União Europeia e Nova Zelândia, há uma perspectiva de melhoria (no médio prazo) da oferta global de leite. Por outro lado, os preços se mantém razoavelmente firmes, não demonstrando influência deste cenário mais baixista (bearish) de mercado. (GDT/Milkpoint)

Projeto para Alérgicos 

Em uma passagem rápida pela área de lácteos dos supermercados é possível identificar uma grande oferta de produtos destinados a quem é intolerante à lactose. O mesmo não ocorre para o público que sofre de alergia à proteína do leite de vaca. Uma inovação, no entanto, está sendo gestada no Rio Grande do Sul para a produção de um leite "não-alérgico".

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) anunciou no mês passado que irá desenvolver um projeto-piloto para atender a este nicho de mercado, que hoje é proibido de consumir leite de vaca. A medida poderá, no futuro, ser mais uma opção de diversificação do portfólio da indústria, de melhor remuneração dos produtores e de aumento na profissionalização das propriedades, já que exigiria um controle severo sobre esse leite diferenciado.

No momento, o Sindilat busca parcerias para o projeto-piloto. O secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, diz que os estudos vão considerar que a produção deve ter viabilidade econômica e que, na ponta do consumo, mesmo no caso de dietas especiais, o leite não pode sofrer grandes alterações de preços.

A veterinária Roberta Züge foi a responsável por apresentar os detalhes da novidade do leite destinado a quem tem alergia à proteína, no último Fórum Itinerante do Leite, em junho, em Palmeira das Missões (RS). Ela explica que esta tecnologia já é disseminada na Austrália e Nova Zelândia, países onde inúmeras fazendas comercializam o produto. "Uma empresa australiana detinha patente deste leite, mas isto caiu em 2015 e agora esta tecnologia pode ser usada em qualquer rebanho do mundo. Só que no Brasil ainda carecemos de normativas", comenta Roberta.

A produção de leite sem proteína passa por diversas etapas. As vacas da propriedade têm que passar por testes de genotipagem para verificar se produzem o leite com ou sem a proteína beta-caseína, que causa a alergia. Se o teste indicar a produção de leite tipo A2A2, sem a presença do gene A1, significa que essa vaca serve para disponibilizar leite aos alérgicos. O custo do teste laboratorial para a genotipagem é de cerca de R$ 70 por animal.

Num segundo momento, o produtor teria que segregar o rebanho A2A2 e ordenhá-lo separadamente. "Não muda nada no manejo, nem na alimentação deste gado", esclarece Roberta. De acordo com a veterinária, as pesquisas indicam que, originalmente, todos os bovinos produziam apenas leite A2A2. No entanto, por conta de uma mutação genética, os animais começaram a apresentar também o tipo A1. Estudos apontam ainda que os animais de origem zebuína têm prevalência maior de leite A2A2 do que o gado de origem europeia.

A professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, estima, no entanto, que o custo deste leite não sairia por menos de R$ 12 o litro, cerca de quatro vezes mais do que o longa vida integral. Ela observa que o produtor, o transportador, a agroindústria e o laticínio que vierem a trabalhar com o leite A2A2 terão que estabelecer um controle rigoroso para que não haja contato algum com o leite A1, que é o que provoca reações alérgicas principalmente em bebês e crianças pequenas.

"Só que para viabilizar o processamento deste leite pela indústria teria que ter uma quantidade expressiva. Possivelmente, o A2A2 terá um destino semelhante ao do leite de cabra pasteurizado, para um nicho de consumidores bem específico", prevê Neila.

Para o médico alergista Gil Bardini Alves, a iniciativa é importante na medida em que permitiria às crianças alérgicas ingerirem o alimento. "Mas teria que ser um leite comercialmente acessível. Hoje um grande limitante das fórmulas para tratamento da alergia à proteína do leite de vaca disponíveis é o custo. Algumas fórmulas chegam a custar mais de R$ 200 a lata", repara.

Em Minas Gerais, há uma experiência em andamento há cerca de 2 anos. O Criatório Villefort desenvolve, em larga escala, o mapeamento de animais que produzem leite A2A2. O criador Virgílio Villefort conta que já foi analisada a genotipagem de beta-caseína de quase 7 mil cabeças das raças Gir Leiteiro e Guzerá em fazendas localizadas nas cidades de Jaíba e Morada Nova de Minas.

Atualmente, são produzidos 2 mil litros de leite A2A2 por dia nessas propriedades. Segundo Virgílio, crianças alérgicas já provaram deste leite e relataram não terem sentido sintomas após a ingestão. O mapeamento também visa selecionar reprodutores e doadoras com genótipos A2A2 para abastecer o mercado nacional. O criador acredita que, no futuro, este tipo de leite terá um amplo alcance. "Em 25 anos, toda população mundial estará consumindo o leite A2A2".

Diferenças devem ser conhecidas
O médico alergista Gil Bardini Alves diz que não se pode confundir a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca. A primeira atinge mais os adultos, enquanto que a segunda prevalece mais em bebês e crianças. Os sintomas da intolerância são apenas intestinais: diarreia, cólicas e barriga estufada.

Já a alergia à proteína do leite é mais grave e pode causar manchas na pele, inchaço nos olhos e na boca, vômito e falta de ar. "Após a ingestão, alguns pacientes com alergia à proteína do leite podem ter quadro de anafilaxia (choque anafilático) que, se não for tratado corretamente, pode levar ao óbito", adverte. Para diagnosticar a intolerância à lactose, são usados exames de sangue ou o exame respiratório (teste do hidrogênio expirado).

Para diagnosticar a alergia é preciso fazer exames de sangue ou testes alérgicos. Mas Bardini explica que o exame referência, neste caso, é o de provocação oral, realizado em ambiente hospitalar por médico especialista. O paciente ingere quantidades crescentes do alimento e observa-se se há alguma reação. (Correio do Povo)

Queijo com novo Padrão

Assim como os grandes laticínios, muitas agroindústrias familiares percebem as novas demandas do mercado e preparam produtos para nichos específicos. Uma delas é a Granja Cichelero, de Linha Doze, interior de Carlos Barbosa, que há quase dois meses exibe um novo item em suas prateleiras, o queijo colonial com baixo teor de lactose. As primeiras remessas da novidade foram entregues ao varejo em junho.

• Produção de leite "não-alérgico" é aposta para o mercado

• Alta nas vendas de produtos com baixo teor de lactose aumenta investimentos

Atualmente, a propriedade familiar conta com 130 vacas produzindo diariamente 4,4 mil litros de leite. Todo o volume é transformado em 15 variedades de queijo que totalizam, em média, 470 quilos por dia. Para a fabricação do mais novo item do catálogo, a agroindústria lança mão do mesmo produto que os laticínios utilizam em larga escala: a lactase.

Esse é o nome da enzima colocada dentro da matéria-prima para transformar a lactose (açúcar do leite) em glicose. Depois desse procedimento, o leite transformado é destinado à produção do queijo com baixo teor de lactose, que demora cerca de 30 dias para ficar pronto para comercialização. O tempo é um pouco maior do que se leva para aprontar um queijo tradicional, de 15 a 20 dias. Pelo fato de o processo de fabricação ser diferenciado, a agroindústria cobra cerca de 15% mais do que os outros produtos.

Há cerca de três anos, um dos proprietários da granja, Daniel Cichelero, que é engenheiro de alimentos, já tinha feito uma experiência com queijo sem lactose com uma técnica diferente da atual. Embora o processo de fabricação fosse igual ao dos outros queijos, o tempo de maturação era muito maior, cerca de seis meses.

Pesquisas indicam que ao longo do envelhecimento, o teor de lactose do queijo vai se reduzindo. "Só que este queijo maturado ficava bem encorpado, mais seco e forte, e quem quer produtos sem lactose, prioriza queijos mais leves", percebeu o dono do negócio, que resolveu não levar a ideia adiante.

Desta vez, no entanto, a aposta na novidade é grande. O queijo colonial com baixo teor de lactose será lançado oficialmente durante a Festiqueijo, em Carlos Barbosa, que começou em 30 de junho e segue até 30 de julho. Segundo Daniel, será uma ótima oportunidade para receber o feedback da clientela.

O empreendedor espera atingir um público "interessante" em quatro meses. Habilitada pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), a agroindústria destina grande parte de sua produção para casas de queijos na Serra gaúcha e na Grande Porto Alegre.

A família Cichelero elabora queijos há 14 anos, mas o tambo de leite tem mais tempo, foi inaugurado há mais de 50 anos. Além de renda, o negócio proporcionou transmissão de conhecimento entre as gerações. (Correio do Povo)

Demanda fraca antecipa queda do leite

A demanda enfraquecida por lácteos e o aumento na oferta de leite para processamento no país fizeram os preços médios ao produtor cair mais cedo do que o normalmente esperado neste ano. Em junho, os produtores brasileiros receberam, em média, R$ 1,172 pelo litro do leite entregue no mês anterior, um recuo de 0,26% na comparação com os R$ 1,175 de maio, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Para Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, a principal razão para o recuo do preço é "a demanda ruim", algo inesperado nestes meses mais frios do ano, quando geralmente o consumo de lácteos cresce. Ele acrescenta que a produção ascendente de leite também pressiona o mercado. Há maior oferta de matéria-prima no Sul do país - onde começou a safra - e aumento na captação de leite também em algumas regiões de São Paulo e Minas Gerais, onde o clima favorável e o alimento (milho e soja) mais barato têm estimulado a produção de leite. 

Conforme o Índice Scot de Captação de Leite, a captação da matéria-prima, na média nacional, teve alta de 1,4% em maio passado sobre abril, e dados parciais indicam aumento de 1,8% em junho sobre maio. Diante desses fatores, os preços ao produtor, no spot, no atacado e no varejo, que geralmente sobem até agosto, apresentam comportamento diferente. O levantamento da Scot mostra que o preço no mercado spot (negociação entre as empresas) de São Paulo em junho ficou em R$ 1,384, abaixo dos R$ 1,576 por litro de maio passado. No varejo e no atacado, os preços ficaram praticamente estáveis em junho, também algo inesperado, segundo Rafael Ribeiro. No atacado paulista, o litro de leite longa vida foi cotado a R$ 2,52, em média, em junho ante R$ 2,53 em maio. No varejo, o preço se manteve em R$ 3,38 por litro, em média, segundo a Scot. No atual ambiente, a maior parte dos 140 laticínios ouvidos pela Scot em sua pesquisa mensal, em 17 Estados, espera queda dos preços ao produtor este mês. Uma fatia de 61% prevê recuo, 33% creem em manutenção e apenas 6% veem espaço para alta. (Valor Econômico)

 

 

Balança

A balança comercial brasileira acumulou recorde histórico de US$ 36,219 bilhões no primeiro semestre de 2017, valor 53,1% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, o que representa o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1989. (Fonte: MDIC)

 
 

 

Porto Alegre, 03 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.532

 

Leite UHT será tributado a partir de 2018 
 

A partir de 1º de janeiro de 2018 o leite UHT comercializado em todo o Rio Grande do Sul, até então isento de ICMS, passará a ser tributado em 18%. A modificação foi oficializada por meio do decreto nº 53.612, publicado na última sexta-feira (30/7) no Diário Oficial do Estado. 

"Esperamos que a tributação do leite UHT dê condições de o Estado tornar-se competitivo em outros produtos lácteos", comenta o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, destacando que a ideia é valorizar o leite industrializado no Rio Grande do Sul.

A medida resulta de trabalho do Sindilat para ajustar a legislação vigente e esclarecer as dúvidas dos laticínios associados no que diz respeito à data de início da tributação. Em maio deste ano, o governo do Estado publicou a Lei nº 14.988 fazendo referência à data de 1º de janeiro de 2017 para início da tributação do leite UHT. Com o decreto, o prazo foi corrigido. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades ligadas à proteína animal planejam viagem à Ásia para abrir novos mercados

 

Créditos: Fernando Groff - SEAPI

 

Representantes de entidades ligadas à produção de proteína animal participaram de reunião para tratar de viagem à Ásia em novembro deste ano. A comitiva, coordenada pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico, deve contar com lideranças da indústria da carne bovina, aves, suínos e leite. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira (3/7) pela manhã na Secretaria da Agricultura (Seapi).

Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, os países da Ásia têm demanda por produtos lácteos. "Queremos conhecer mais detalhadamente qual é esta demanda. Uma das possibilidades é o mercado de queijos", avalia. Outros produtos de valor agregado, como o leite A2A2, indicado para pessoas que apresentam alergia à proteína do leite, também tem potencial de exportação.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destaca que o objetivo da missão à Ásia é apresentar o potencial do Rio Grande do Sul e prospectar novos mercados. Entretanto, ressalta o titular da pasta, esta foi uma primeira reunião para tratar da viagem. Nas próximas semanas, outros encontros devem ocorrer. Enquanto isso, a Seapi aguarda que as entidades do setor manifestem interesse em participar da missão. 

Também estiveram presentes na reunião dirigentes do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de representantes da Famurs e Fiergs. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Mercado Crescente 

As vendas de leite com baixo teor de lactose (açúcar do leite) cresceram 40% em 2015 e mais 40% em 2016, revelaram dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). A comercialização desta variedade já corresponde a 5% do mercado de leite no Rio Grande do Sul.

Em contrapartida, o volume de vendas do tradicional leite longa vida caiu 5% do final de 2014 ao final de 2016. De olho na forma como o alimento tem transitado na mesa dos gaúchos, as indústrias se movimentam para atenuar o enfraquecimento das vendas e aproveitar as oportunidades que surgem com um novo nicho de mercado.

Diante da equação, os laticínios atuam em pelo menos três frentes. Em uma delas buscam ampliar o portfólio de produtos. Em outra tentam desfazer os mitos criados em torno do leite longa vida para que o consumo do "carro-chefe" volte a crescer. E na terceira apostam na área de pesquisa para atender as novas exigências dos consumidores, que são crescentes (na página 2, conheça o projeto de produção de leite sem a proteína causadora de alergia).

Levantamento do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS) mostra que há potencial para fomentar o consumo no País. O brasileiro ingere, em média, 178 litros por ano. Os vizinhos argentinos e uruguaios consomem 203 e 242 litros, respectivamente. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomenda o consumo anual de 220 litros por pessoa. 

O aumento do consumo, contudo, depende da melhoria do poder de compra dos gaúchos impactados pela crise econômica, da reconquista da confiança perdida pelas fraudes de adulteração do leite reveladas nos últimos anos e também da disseminação de mais informações sobre o alimento, que é fonte barata de diversos nutrientes. "De tempos em tempos, aparecem informações sobre vilões da alimentação, como já ocorreu com o ovo e com o glúten. Agora, a vilã da vez é a lactose.

Mesmo sem um diagnóstico, as pessoas ouvem falar da intolerância à lactose e da alergia à proteína do leite de vaca e acabam restringindo o leite das suas dietas", observa o médico alergista Gil Bardini Alves, integrante da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Para a professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, dois terços das pessoas que preferem o leite com baixo teor de lactose são influenciados por "moda" e não por necessidade. "O aumento exagerado do consumo do leite com baixo teor de lactose chega a ser um problema porque o organismo daquelas pessoas que não têm intolerância, quando fica muito tempo sem ingerir nada com lactose, começa a perder a enzima que tinha a função de quebrar o açúcar do leite", alerta.

A veterinária Roberta Züge, participante do Conselho Científico Agro Sustentável, recomenda que as pessoas busquem conhecer melhor os benefícios do leite. "Muitas vezes, circulam informações contrárias ao leite que são totalmente prejudiciais para aqueles que deixam de ingeri-lo. A conta vem com o tempo", adverte. Segundo a FAO, o leite contém proteínas, calorias, cálcio, magnésio, selênio, riboflavina e vitaminas A, B5, B12, C e D.

Valor agregado
Se a lactose é motivo para uma parcela de consumidores refutarem o tradicional leite longa vida, ela também abre oportunidades de mercado para os laticínios. O presidente do Sindilat e do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite), Alexandre Guerra, afirma que grande parte das indústrias já tem em seus portfólios produtos especiais. Para elaborá-los, as indústrias reduzem os níveis de lactose do leite, mas preservam todos os outros nutrientes.

Segundo Guerra, em 2016, uma parcela de 2,5% do total de leite processado no Brasil era destinada às linhas especiais, sobretudo para a de baixo teor de lactose. Em 2017, o percentual passou para 3,3%. "É uma oportunidade que existe para as indústrias e para os produtores. Quando uma empresa lança um novo produto, ela consegue agregar valor, ter uma margem diferenciada de lucro e remunerar melhor o fornecedor da matéria-prima", ressalta Guerra, que também é diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Santa Clara. Em 2014, a empresa disponibilizou ao mercado o leite zero lactose e, na sequência, queijos, nata e doce de leite.

Atenta às tendências de consumo, a Cooperativa Piá também embarcou nesse mercado. De dois anos para cá, lançou leite, iogurte, requeijão, doce de leite e, mais recentemente, o achocolatado, tudo voltado para o público que restringe lactose na alimentação.

O presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, diz que o mercado desse tipo de produto cresce na ordem de dois pontos percentuais ao ano. Segundo o executivo, os itens da linha especial saem da indústria com valor maior porque é necessário considerar os custos de produção mais elevados, bem como o tempo de fabricação, já que se inclui no processo industrial a etapa do uso da lactase, enzima que transforma a lactose em glicose.

O assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Márcio Roberto Langer, confirma que o produtor de leite consegue ser melhor remunerado na medida em que surgem novos produtos no mercado. No entanto, vai depender muito da região onde ele está inserido. "As marcas atentas às tendências estão muito concentradas no Vale do Taquari, na Serra e no Norte do Estado. Lá, há uma disputa mais acirrada pelo leite dos produtores, principalmente aqueles com melhor qualidade".

Segundo Langer, há um esforço da Fetag e outras entidades para se chegar a uma fórmula de formação de preço e de remuneração mais justa aos produtores, levando em consideração as mudanças no mix de produtos na área do leite nos últimos anos. (Correio do Povo)

Estados Unidos: novo kit de diagnóstico rápido para Febre Aftosa
Direção de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (DHS S&T) anunciou a concessão de licenças de um kit de diagnóstico da Febre Aftosa de resposta rápida (três horas) pelo Centro de Produtos Biológicos Veterinários (CVB) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Desenvolvido por um grande consórcio de investigação de agências federais, académicos e cientistas da indústria de sanidade animal, este é o primeiro kit de diagnóstico de Febre Aftosa que pode ser fabricado nos Estados Unidos, crítico para uma resposta rápida no caso de um surto de Febre Aftosa. Este kit de diagnóstico proporciona uma ferramenta importante para mitigar os impactos potencialmente catastróficos de um surto de Febre Aftosa. Este teste de alto rendimento pode ser utilizado para gado vacum, suínos e ovinos. "Este ensaio será uma ferramenta fundamental para a preparação e resposta perante emergências dos Estados Unidos e para assegurar a resiliência da pecuária dos Estados Unidos, uma infra-estrutura crítica", disse William N. Bryan, sub-secretário do DHS. "Fazer chegar com êxito este teste ao mercado exemplifica o tipo de associação público-privada entre o DHS S&T, os Centros de Excelência, os laboratórios governamentais e a indústria necessários para apoiar os programas pecuários e o controlo mundial e erradicação da Febre Aftosa. (IIAD/ Estados Unidos / 3três3)

 
 

 

Porto Alegre, 30 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.531

 

Produção de leite da Nova Zelândia aumentará à medida que os preços se recuperam

 

A produção de leite na Nova Zelândia aumentará em 2017-18 pela primeira vez em três anos, segundo projeções da Fonterra, embora os volumes devam permanecer abaixo dos recordes, em meio a algumas preocupações financeiras persistentes na indústria. A Fonterra, que processa a grande maioria da produção de leite da Nova Zelândia, em sua primeira previsão de produção para a estação de 2017-18, que começou este mês, previu um volume de 1,575 bilhão de quilos de sólidos de leite (18,74 bilhões de quilos de leite). Isso representaria um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e colocaria fim em um período de queda da produção estimulado pela queda dos preços do leite, cortando os valores para menos dos custos de produção e deixando muitos produtores com dívidas substanciais.

O preço do leite da Fonterra aos produtores caiu de NZ$ 8,40 (NZ$ 6,12) por quilo de sólidos de leite em 2013-14 [equivalente a NZ$ 0,70 (US$ 0,51) por quilo de leite] para NZ$ 3,90 (US$ 2,84) por quilograma de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,32 (US$ 0,23) por quilo de leite] duas estações depois. Entretanto, os valores se recuperaram para NZ$ 6,15 (US$ 4,48) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] na última estação, com um pagamento previsto pela Fonterra de NZ $ 6,50 (US$ 4,73) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para 2017-18. "O melhor cenário de preço do leite deve dar suporte aos planos de produção de leite dos produtores", disse a cooperativa. Entretanto, as captações permanecerão abaixo do recorde de 1,62 bilhões de quilos de sólidos de leite estabelecidos em 2014-15, incentivados pelo impulso do pagamento recorde da estação anterior, com a natureza da produção de leite levando a um atraso na eficácia da influência dos preços nos volumes de produção.

De fato, recentemente o Instituto Reinz, embora tenha previsto uma recuperação de 6,8% nos valores das propriedades leiteiras da Nova Zelândia com relação ao ano passado, sinalizou a perspectiva de vendas forçadas. "A atividade instigada pelo financiador confirma os recentes comentários do Reserve Bank de que alguns produtores podem ter que lidar com os níveis de dívida acumulados nas últimas estações, sendo a venda a única opção nesses casos". Ainda assim, dados recentes de produção de leite da Nova Zelândia foram muito melhores do que se esperava, com a Fonterra inicialmente prevendo uma queda de 7% em suas captações para a estação passada, mais de duas vezes a taxa de queda realmente registrada.

No mês passado, a agência do Departamento de Agricultura dos EUA em Wellington aumentou em mais de 700 mil toneladas, para 21,9 milhões de toneladas, sua previsão para a produção de leite da Nova Zelândia em 2017, citando fatores que incluem clima favorável no início do ano, além de preços mais altos do leite. No geral, a recuperação do preço do leite está "aumentando a confiança dos produtores", que levará a compra de mais insumos para a fazenda, se for necessário. A previsão do número de vacas leiteiras não foi reduzida tanto quanto previsto anteriormente. Foi estimado 5 milhões de cabeças, 100.000 cabeças a mais do que o previsto anteriormente". (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 Fundesa recebe homenagem de fiscais agropecuários


Foto: Sarah Souza/Divulgação

A primeira edição do Prêmio Afagro Destaque Fiscalização Agropecuária, que reconhece personalidades e entidades que se empenharam pela valorização e fortalecimento da atividade no Estado, homenageou o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). A distinção foi na categoria Representação do Setor Produtivo, por ser entidade parceira nas demandas da fiscalização, culminando no fortalecimento do agronegócio gaúcho. O troféu foi entregue nesta quinta-feira (29/6), em Porto Alegre.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, recebeu o prêmio das mãos da fiscal estadual agropecuária Lucila Carboneiro dos Santos. O dirigente destaca que o fundo não é apenas uma instituição arrecadatória, ressaltando que o Fundesa mantem uma relação próxima do serviço oficial. "Isso garante a aplicação de recursos em insfraestrutura e capacitação dos técnicos de forma complementar ao que deve ser feito pelo setor público", comenta.

Confira a lista dos demais homenageados pela Associação dos Fiscais Agropecuários do RS:
- Ministério Público do RS
- Valdeci Oliveira, deputado estadual
- Jerônimo Goergen, deputado federal
- Luis Fernando Mainardi, deputado estadual e ex-secretário da agricultura
- João Carlos Machado, ex-secretário da agricultura
- CRMV-RS
- Sintergs
- DS-RS Anffa Sindical
- Fundesa
- Danton Jr. do jornal Correio do Povo
- Athia de Mello, fiscal aposentada
- Ex-presidentes da Afagro: Fanfa Fagundes Barbosa, Nilton Rossato, Maria da Graça Dutra, Fernando Thiesen Turna e Antonio Augusto Medeiros
- Homenagem especial: fiscal estadual agropecuária Paula Devicenzi (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Exportações/NZ

As exportações da Nova Zelândia atingiram o maior nível mensal em mais de três ano, em maio, uma vez que o país foi beneficiado pelo aumento dos preços dos produtos lácteos exportados para a China. As exportações aumentaram 8,7%, chegando a NZ$ 4,95 bilhões em maio, comparadas com o mesmo mês do ano passado, e chegando ao maior nível desde março de 2014, de acordo com o Statistics New Zealand. As exportações de produtos lácteos lideraram o crescimento, com 42% de aumento nas divisas, que saíram de NZ$ 342 milhões, para NZ$ 1,16 bilhões. As exportações de leite em pó, manteiga e queijo da Nova Zelândia aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, à medida que os preços dos produtos lácteos melhoravam no mercado internacional, proporcionando maior remuneração aos agricultores, e movimentando a economia local. 

As exportações para a China, o maior mercado da Nova Zelândia, saltaram 17% em maio, chegando a NZ$ 969 milhões, lideradas pelo aumento de 76% na venda de produtos lácteos. "Os preços mais elevados do leite em pó ajudaram a aumentar os valores das exportações nos últimos meses", disse Daria Kwon, gerente de estatísticas internacionais do Stats NZ. "As exportações de produtos lácteos para a China lideraram o aumento dos valores". (The Country - Tradução livre: Terra Viva)

Nova fórmula de comercialização de leite

Empresas criam consórcios. Haverá contratos e arbitragem da Bolsa. A ideia é garantir os preços. Consignação do leite, um instrumento criado em Santa Fe para mediar entre produtos e fábricas de laticínios, começou a funcionar como prova piloto. O projeto, desenvolvido durante o último ano e meio, é uma organização de segundo grau, onde cooperativas e bacias de produção colocam o leite cru à disposição da indústria. A ideia deste espaço é que funcione sob contrato, com arbitragem da Bolsa de Comercio de Rosario, e que gere um mercado institucionalizado que centralize uma parte da oferta. Desta forma, espera-se melhorar as condições de comercialização, bem como facilitar questões de logística e distribuição e os controles dos laboratórios sobre qualidade do leite. "Já estamos trabalhando com 7 empresas: 5 cooperativas, uma sociedade anônima e um Acordo de Comercialização Empresarial (ACE). Começamos o teste em maio, formando um grupo, o que representa um caminhão aproximadamente 30.000 litros por dia. 

Em junho duplicamos o volume: cada empresa contribuiu com duas equipes", explicou Marcelo Dándolo, presidente da Sociedad Rural Las Colonias e membro da Consignação, que já vende matéria prima a 3 PyMES. Assim, nesta primeira fase, o consórcio vendeu 200.000 litros de leite em maio e uns 400.000 em junho. Segundo Dándolo, o projeto estará em operação em um prazo de aproximadamente 70 dias, uma vez que concluídos os trâmites jurídicos para que o organismo seja um Consórcio de Cooperação Empresarial. "A Consignatária venderá a qualquer empresa, buscando eliminar a venda informal do produtor para a indústria. Agora a transação será feita através de contratos e os preços não serão por litro, mas, por sólidos e qualidade da matéria-prima", assegura o presidente da Sociedad Rural Las Colonias. Desta forma, a ideia é melhorar as condições do setor lácteo, que atravessa um momento de crise, mantendo preços fixos que permitam a subsistência dos produtores. "Agora haverá um preço de referência, assim como por exemplo, existe para a soja. A província produz 5 milhões de litros de leite por dia. Esperamos que paulatinamente se chegue a canalizar toda esta produção através da Consignação", conclui Dándolo. (Campo En Acción - Tradução livre: Terra Viva)

 

Estoques/UE
A intervenção permite que a Comissão Europeia compre 60.000 toneladas de manteiga e 109.000 toneladas de leite em pó desnatado (SMP), entre 1º de março e 30 de setembro, todo o ano, com os preços fixos de €2.217/tonelada e €1.698/tonelada, respectivamente. O objetivo é estabelecer um piso mínimo no mercado durante períodos de preços baixos. Depois que o volume atinge o limite, o produto pode ser oferecido nos estoques de intervenção através de licitação, e não será mais a preços pré-estabelecidos. Não houve oferta de SMP para os estoques públicos de intervenção desde 15 de maio. Desde o dia 1º de março foram adquiridas apenas 7.937 toneladas. Houve, no entanto, uma proposta bem-sucedida de vendas dos estoques de intervenção na última rodada, com a Bélgica vendendo 100 toneladas ao preço de €1.850/tonelada. (AHDB - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 29 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.530

 

  Nestlé fomenta produção de leite orgânico no país

Líder na captação de leite no Brasil, a suíça Nestlé iniciou um movimento no setor que, embora modesto à primeira vista, tem potencial para gerar mudanças significativas no mercado de lácteos nos próximos anos se for bem-sucedido. Atenta ao crescimento da demanda por alimentos naturais nos últimos anos, a empresa decidiu fomentar a produção de leite orgânico e está começando a experiência na região de Araraquara (SP), onde tem fábrica e produz leite longa vida com as marcas Molico, Ninho, além de leite condensado. O projeto-piloto começou há um ano, quando a área de captação de leite da empresa na região iniciou a busca por interessados em produzir a matéria-prima de forma orgânica, isto é, de maneira sustentável, sem a utilização de adubos químicos ou agrotóxicos na produção do alimento do gado leiteiro e com uso de medicamentos homeopáticos ou fitoterápicos no cuidado dos animais.

A Fundação Mokiti Okada, que pesquisa agricultura natural, e a Embrapa Pecuária Sudeste também participam do projeto. Segundo Taissara Martins, agrônoma responsável pelo desenvolvimento de fornecedores da Nestlé, houve interesse por parte de 50 produtores de leite na região, mas apenas 11 foram contratados na atual fase do projeto. A razão para esse número restrito é que parte deles não tinha como readequar a propriedade à produção orgânica, caso de um pecuarista cuja fazenda tem, com frequência, sobrevoo de aviões para fumigação de lavouras de cana vizinhas. Atualmente, esses 11 produtores -- um já tem o selo de produção orgânica e os demais estão em conversão - fornecem 6 mil litros de leite por dia à fabrica da Nestlé em Araraquara, e segundo a agrônoma há outros 20 a 30 produtores em prospecção. "O plano é, com esses novos produtores, alcançar 20 mil a 30 mil litros por dia, no primeiro semestre de 2019", afirma ela. Se essa meta da Nestlé for alcançada, a produção brasileira de leite orgânico, hoje estimada em apenas 20 mil a 30 mil litros por dia em todo o país, irá praticamente dobrar, observa Taissara Martins. Essa produção diária nacional atualmente equivale a 5 milhões de litros por ano, o mesmo volume de leite que a Nestlé recebe a cada dia para processamento em suas 10 fábricas do Brasil. 

Por ora, o projeto de orgânicos da Nestlé está restrito à região de Araraquara, mas o plano é expandir para outras áreas do país, afirma Rachel Müller Galvão, gerente executiva de marketing lácteos da empresa. Até porque é necessário ter escala. Segundo ela, o "propósito da Nestlé de impactar positivamente a vida das pessoas" é um dos motores do projeto, além da busca do consumidor por produtos considerados mais saudáveis. O plano da companhia, diz, é lançar leite UHT orgânico, mas a marca ainda não está definida. A Nestlé já atua no segmento de orgânicos em outros países. Na Europa, onde a agricultura orgânica é bastante desenvolvida, produz iogurtes, café, chá e papinhas. Nos Estados Unidos e México, tem linha de iogurtes e produtos culinários, por exemplo. No Brasil, a oferta de leite orgânico é restrita. Uma das marcas mais conhecidas é o leite Timbaúba, produzido pela Fazenda Timbaúba, de Alagoas. 

De acordo com estimativas de mercado citadas pela Nestlé, há hoje no Brasil apenas 50 fazendas produzindo leite orgânico, daí a oferta bastante modesta. Um dos grandes desafios, diz Taissara Martins, é a necessidade de desenvolver as cadeias de produção orgânica dos grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação do rebanho. "Estima-se que menos de 1% da produção do milho do Brasil seja orgânica", afirma. O tempo necessário para a conversão à produção orgânica de leite é outro desafio: de 21 a 24 meses entre a conversão do pasto e dos animais e a adequação de estrutura para a produção. Conforme explica a agrônoma, a conversão do pasto leva 12 meses e a dos animais, seis meses. A certificação de orgânica - neste caso, conferida pelo IBD - só é obtida após 18 meses e auditorias que verificam se as exigências estão sendo seguidas. Diante das dificuldades, o projeto de fomento da Nestlé busca dar estímulos para que o pecuarista aposte na produção orgânica, pois há custos na adequação. A empresa, que fez contratos de 36 meses com os produtores, ainda está recebendo leite convencional da maior parte dos fornecedores que aderiram, uma vez que eles ainda estão em processo de conversão. No entanto, paga pelo litro do produto como se fosse leite orgânico. "É uma forma de encorajar o produtor, já que ele ficará durante 18 meses com custos maiores, fazendo as adequações", observa Taissara. 

Afora isso, a empresa auxilia na compra da ração orgânica para o consumo das vacas. De acordo com a agrônoma, a Nestlé contata os fornecedores dos grãos orgânicos e lhes garante que o produto será adquirido pelos pecuaristas. Com isso, consegue preços mais competitivos. Os produtores também obtêm mais prazo para pagar. A Nestlé também subsidia a assistência técnica aos produtores, que é feita pela Fundação Mokiti Okada, de Ipeúna (SP). Além disso, a equipe de profissionais (zootecnistas, agrônomos e técnicos agrícolas) da Nestlé na região recebe capacitação técnica da Embrapa para que promovam a adoção de tecnologias sustentáveis e boas práticas na fazenda entre os produtores. (Valor Econômico)

 

 Rótulos/EUA 

A etiqueta com base na proposta Country Of Origin Labeling (COOL), [Rotulagem do País de Origem], está de volta ao noticiário. A controversa rotulagem havia caído por decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas ressurgiu através de um processo do Departamento de Agricultura (USDA). Os apoiadores da COOL dizem que o USDA não deveria ter suspendido o programa e nem impedido o Congresso de fazê-lo. Espera-se que o COOL seja incluído nas renegociações do NAFTA e proposto para votação no Congresso. Os apoiadores da lei acreditam que agora têm um advogado de defesa na Casa Branca com o presidente Trump adotando sua agenda pró-América. Será que esta estratégia conseguirá trazer a COOL de volta? Ainda existem grandes obstáculos a serem superados. Encontrar uma forma de obter aprovação da OMC é crítico. Se você acredita que devemos ser parte da OMC ou não, devemos respeitar as regras, enquanto formos membros. 

Os críticos muitas vezes ignoram os casos em que a OMC decide a favor dos norte-americanos. Além disso, quem realmente conhece a intenção do Congresso? Não tenho certeza e talvez nem eles saibam. Além disso existem os consumidores. É até compreensível a paixão dos apoiadores pelo COOL, mas não acho que a paixão seja compartilhada pela maioria dos consumidores que tendem a considerar o preço na hora da compra, mais do que o rótulo de origem. Se as empresas estivessem certas de que obteriam algum benefício econômico com a rotulagem, esta forma de rotulagem seria adotada voluntariamente. Embora seja um conceito atraente, isso não é o suficiente para justificar a adoção do COOL. (Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva)

Aftosa - RS prepara informações

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, e o coordenador do plano estratégico do Programa de Febre Aftosa, Plínio Lopes, estarão em Porto Alegre para receber informações sobre como o Rio Grande do Sul tem se organizado para atender os requisitos do plano estratégico que visa manter as condições de erradicação da doença, com a retirada da vacinação, no dia 4 de julho. Ontem, o serviço veterinário oficial do Estado e entidades fizeram uma reunião preparatória. (Correio do Povo)

Fiscalização - Ministério quer temporários 

O Ministério da Agricultura pediu autorização ao Ministério do Planejamento para a contratação temporária de veterinários até a realização de concurso público. Entre os argumentos está o de que a falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas e represa o aumento da produção nacional. A delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Estado, Consuelo Paixão Cortes, criticou a iniciativa, que pode levar a nomeações políticas, e defendeu e a contratação por concurso público. (Correio do Povo)

 

 

Projeto prevê privatização
O Executivo protocolou ontem, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei 125/2017, que autoriza as empresas a contratarem veterinários privados para o trabalho de inspeção sanitária de produtos de origem animal. O projeto vinha sendo discutido desde 2016 pela Secretaria de Agricultura e foi alvo de críticas dos fiscais agropecuários da casa. O governo defende que a contratação privada irá agilizar o serviço e atender a uma demanda para a qual não há pessoal disponível. (Correio do Povo)

 
 
 

 

Porto Alegre, 28 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.529

 

Conferência da IFCN na Alemanha avalia ciclo do preço do leite

A 18ª Conferência de Lácteos da International Farm Comparison Network (IFCN) foi realizada de 10 a 14 de junho em Kiel, na Alemanha, com participantes que avaliaram a análise mais recente dos desenvolvimentos em 2016 e 2017. Na última conferência da IFCN, durante a crise dos preços do leite, foi previsto que os mesmos se recuperariam no final de 2016.

Torsten Hemme, diretor-gerente da IFCN, comentou que é importante ver um cenário mais amplo dos ciclos no setor leiteiro, observando que o que começou em 2013 chegou ao fim.

Declínio na produção de leite
Os preços baixos persistentes nos últimos dois anos desencadearam uma resposta da oferta, com 2016 mostrando o menor crescimento da produção de leite desde 1998. Liderando o crescimento da produção de leite no ano passado estiveram Índia, EUA e Países Baixos, que compensaram o menor crescimento da produção com China, Brasil, Argentina e Oceania. A IFCN disse que o crescimento da demanda ainda não se recuperou com relação a 2006 ou níveis médios, ainda que não tenha sido devastador. Além disso, a demanda de importação de leite aumentou na China, Brasil, Filipinas e México.

Estabilizar ao invés de crescer
A IFCN disse que, em um futuro próximo, no entanto, vários elementos sugerem que os preços do leite provavelmente não aumentarão significativamente, mas sim, estabilizarão. Em termos de produção, desde outubro de 2016, o crescimento da produção de leite foi retomado em todo o mundo e vem aumentando. A questão dos estoques continua sendo uma grande incerteza e os níveis estimados ainda são substanciais. Além disso, os preços do petróleo e dos alimentos animais, importantes direcionadores do preço do leite, devem permanecer estáveis.

A IFCN disse que, após um crescimento constante nos números de fazendas no passado, houve uma redução global gradual desde 2014 em torno de 1,5% ao ano. No entanto, a produção de leite continua aumentando. Anders Fagerberg, presidente do conselho da IFCN, concluiu no final da conferência que a chave é lidar com a mudança e ter confiança e acesso aos dados. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 Uruguai - Preço do leite ao produtor continua em recuperação

O preço do leite pago ao produtor subiu pelo quarto mês consecutivo e ficou na média de UYU$10,14 por litro, [R$ 1,19/litro], conforme dados publicados pelo Instituto Nacional de la Leche (Inale). 

É o maior valor médio desde julho de 2014. O avanço foi de 1% em relação a abril e de 16% em relação a maio do ano passado, quando o preço médio foi de UYU$9,72 o litro. Em dólares o valor médio foi de US$ 0,36/litro, 30% a mais que os US$ 0,28/litro de um ano atrás. (Blasina y Asociados- Tradução livre: Terra Viva)

Cientistas criaram um leite de vaca com mais cálcio e menos lactose

Leite enriquecido - Pesquisadores do Conicet-Rosario apresentaram um leite de vaca rico em cálcio e com lactose reduzida, um alimento ideal para a maior parte da população. O fizeram através de um método que se baseia em casca de ovo e do kéfir, um conjunto de microorganismos similar ao iogurte originário do Cáucaso, que é milenar e se consome majoritariamente na Ásia. 

"Um adulto precisa ingerir, diariamente, o equivalente em cálcio ao conteúdo de um litro de leite. Mas, nem todos consomem esta quantidade, porque na idade adulta se perde o hábito de consumir lácteos, principal fonte de cálcio, somado a que algumas pessoas são intolerantes à lactose e tendem a evitá-los", explicou à Agência Télam, Alfredo Rigalli, diretor do Laboratório de Biologia Óssea da Faculdade de Ciências Médicas da Universidad Nacional de Rosario (UNR). Por isso, o pesquisador recorreu a "uma técnica doméstica" para provar em pessoas. "Foram feitas testes em voluntários, entre 15 e 20 pessoas sãs que trabalhavam no nosso próprio laboratório. Foram comparadas a urina dos voluntários que beberam leite sem tratar por um dia, com outros que durante o mesmo período, tomaram a bebida preparada com kéfir e casca de ovo". Dessa maneira, comprovou que "o corpo incorpora uma maior quantidade de cálcio com a segunda opção". "O resultado animou o laboratório: Desenvolver coisas que sejam aplicáveis, de baixo custo e bom resultado", destacou Rigalli, contando ainda que junto com a sua equipe de pesquisa já vinha experimentando a casca de ovo como fonte de cálcio para a alimentação. "Mas, para enriquecer o leite não era útil, porque é muito difícil de dissolver. Então, o kéfir foi a solução", acrescentou.

"Estes microorganismos consomem a lactose do leite produzindo o ácido láctico que por sua vez tem a capacidade de dissolver a casca do ovo, fazendo com que o cálcio passe para a bebida. Com este tratamento se conseguiu reduzir a lactose em 50%, e elevar o cálcio em outros 50%. Obtivemos assim um leite enriquecido com cálcio mediante um método natural e econômico, porque para isso utilizamos a casca de ovo", finalizou. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

As importações chinesas de lácteos, em maio, se mantiveram firmes

Importações/China - Nos primeiros cinco meses do ano as importações chinesas de produtos lácteos cresceram 23% em dólares em relação ao mesmo período de 2016.  Em volume o crescimento foi de 1,4%. As importações de leite em pó integral (LPE) caíram 5% em volume, mas, aumentaram 21% em faturamento, segundo estatísticas publicados pelo site italiano CLAL.it. Apesar da baixa, continua sendo o principal produto importado com 253.781 toneladas. As compras de creme registraram o maior crescimento interanual medido em volume com uma alta de 35% nos cinco primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2016. Em valor, o soro de leite em pó foi o produto estrela, com elevação interanual de 52%. 

A participação do mercado dos Estados Unidos e da União Europeia cresceu em comparação com um ano atrás. Recentemente os Estados Unidos assinou um Memorando de Entendimento com Beijing para facilitar as exportações de mais de 200 empresas norte-americanas a esse mercado. Já a Comissão Europeia chegou a um acordo com a China sobre 100 produtos com certificação de origem protegida. As importações procedentes da Nova Zelândia caíram. (Blasina y Asociados - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

PL 214/2015
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) informa que foi retirado o regime de urgência do Projeto de Lei 214/2015, que trata da redução de 30% nos créditos presumidos do setor lácteo. A decisão atende a requerimento protocolado no final da tarde de terça-feira. Com a retirada da urgência, a matéria retorna à tramitação na Comissão de Constituição e Justiça, na qual está sob a relatoria do deputado Elton Weber (PSB).  O sindicato segue acompanhando o assunto, principalmente levando-se em conta a necessidade de o governo apresentar contrapartidas que viabilizem a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

Porto Alegre, 27 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.528

 

 O mapa do Agro

Em 2006, a produção de soja no Rio Grande do Sul era de 7,7 milhões de toneladas. Hoje, soma 18,71 milhões de toneladas, aumento de 140%.

Essa é apenas uma das mudanças verificadas no hiato de 11 anos que separa o último Censo Agropecuário do atual, que começará a ser feito a partir de 1º de outubro em todo o país.

- Se o produtor responder corretamente o censo, isso irá lhe propiciar uma política pública correta - afirma Antonio Carlos Simões Florido, gerente do Censo Agropecuário do IBGE, que esteve no Estado para cerimônia que marcou a contagem dos cem dias para o início da pesquisa.

O trabalho deveria ter iniciado antes - o ideal seria fazer o censo a cada cinco anos -, mas foi postergado devido a cortes no orçamento. No projeto original, estava previsto R$ 1,6 bilhão para a execução. Mas a proposta fechou com R$ 505 milhões para 2017 e R$ 277 milhões para 2018. Foi necessário fazer adptações, como a do questionário, que ficou menor.

No Brasil, serão 18,8 mil recenseadores para mapear 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários (veja no mapa abaixo dados do RS). (Zero Hora)

 

Fatiamento - Um ano para a adaptação

O secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, assinou ontem, no Palácio Piratini, a portaria que estabeleceu o prazo de um ano para que mercados e açougues façam as adequa- ções físicas necessárias para atender às novas normas de fatiamento de produtos de origem animal. As regras para fracionar queijos e embutidos entraram em vigor em janeiro deste ano, mas não davam um tempo para as adaptações. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, Caroline Vaz, ressaltou que o Ministério Público "sempre esteve de acordo com este prazo, não só para os pequenos comerciantes, que têm mais dificuldades para uma rápida adequação, como para os gestores públicos municipais, que necessitam de capacitação prévia na área da Saúde para trabalharem essas mudanças". (Correio do Povo)

 

Leite/NZ 

A produção na Nova Zelândia crescerá em 2017/18 pela primeira vez em três anos, de acordo com projeções da Fonterra, ainda que os volumes permaneçam abaixo dos níveis recordes, em meio a preocupações financeiras da indústria. A Fonterra, que processa a grande maioria do leite produzido na Nova Zelândia, em sua primeira previsão para a captação em 2017/18, calcula 1.575 bilhões de quilos de sólidos totais (kg/MS). Isso representa crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior, e encerrar a desaceleração provocada por preços desencorajadores, que ficavam abaixo do custo de produção, deixando muitos agricultores com dívidas substanciais. O preço do leite ao produtor pago pela Fonterra despencou de NZ$ 8,40/kgMS em 2013/14, para NZ$ 3,90/kgMS duas temporadas mais tarde.

Luta com as dívidas
No entanto, o valor foi recuperado para NZ$ 6,15/kgMS na última temporada, com a previsão da Fonterra de iniciar 2017/18 com NZ$ 6,50/kgMS. "A melhora dos preços deve incentivar planos de produção nas fazendas", disse a cooperativa. No entanto, a coleta permanecerá abaixo do recorde de 1,62 bilhões de kgMS em 2014/15, incentivada pelo pagamento recorde da temporada anterior. A característica da produção de leite estabeleceu um atraso na eficácia da percepção dos sinais que afetariam os preços em decorrência do aumento da produção. O instituto Reinz, no início da semana, detectou recuperação de 6,8% no valor das fazenda de leite da Nova Zelândia em relação ao ano passado, sinalizando perspectivas de vendas forçadas. "A atividade, incentivada pelo financiador... confirma os recentes comentários do Banco Central de que alguns agricultores lutam para cobrir as dívidas acumuladas nas últimas temporadas, e em alguns casos, a venda é a única opção".

Redução do rebanho
Ainda assim, a produção registrada recentemente na Nova Zelândia foi muito melhor do que o esperado, com a Fonterra prevendo, inicialmente, 7% de queda na captação em relação ao ano passado, duas vezes mais, do que o declínio realizado. No último mês, o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Wellington acrescentou 700 mil toneladas, às previsões sobre a produção de leite da Nova Zelândia em 2017, chegando a 21,9 milhões de toneladas, atribuindo ao clima favorável no início do ano, junto com os preços elevados do leite. De um modo geral, a recuperação do pagamento do leite "aumenta a confiança dos agricultores, que poderão comprar insumos extras, se for necessário", disse a Agência. "O número de vacas leite não foi reduzido como o esperado anteriormente. A estimativa é de que existam 5 milhões de cabeça, o que representa 100.000 cabeças a mais em relação à previsão inicial". (Agrimoney- Tradução livre: Terra Viva)

 

CIRCULAR PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO TRIBUTÁRIA (PERT)
CLIQUE AQUI para acessar a CIRCULAR sobre o parcelamento FEDERAL, a partir das regras da regulamentação da Receita Federal publicadas dia 21/06/2017. (Sindilat)

 
  

Porto Alegre, 26 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.527

 

Regras completam um ano

Um ano após a assinatura do decreto que regulamentou o Programa de Qualidade de Produção do Leite, por meio da chamada Lei do Leite, ocorrido no dia 24 de junho de 2016, entidades do setor comemoram avanços, mas ainda discutem formas de aperfeiçoar o texto. A identificação
dos caminhões, por meio de um adesivo, é uma das mudanças já observadas, embora o prazo para adequação não tenha se encerrado. "Como não temos perna para fiscalizar todo o leite transportado, um caminhão identificado serve para o consumidor observar se ele está fazendo alguma prática irregular", afirma o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes. 

Uma das principais novidades implementadas pela lei é a rastreabilidade dos produtores, a cargo das indústrias. "Antes, qualquer produtor que tivesse animais poderia estar entregando leite num laticínio", explica a fiscal agropecuária Karla Pivato Oliz, da Seção Técnica de Laticínios, Ovos e Mel da Seapi. O sistema identifica pendências, por exemplo, relacionadas às vacinas obrigatórias e à declaração do rebanho. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o grande mérito foi eliminar a figura do atravessador, o que "fez com que se tivesse uma segurança maior". O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirma que entidades tem se reunido para discutir ajustes. Um dos pontos a serem trabalhados é a integração entre os sistemas federal, estadual e municipal. "A lei veio preencher uma lacuna e, no decorrer do tempo, vamos ter que fazer os ajustes e adequações necessários.". (Correio do Povo)

Novo decreto prevê prazo para adaptação

O governo do Estado publicou no Diário Oficial, na sexta-feira, o decreto 53.598, que determina que a Secretaria Estadual da Saúde estabeleça um prazo para que supermercados, açougues e fiambrerias se adaptem às normas para o fatiamento de produtos de origem animal nestes estabelecimentos. O porcionamento é permitido desde que não sejam alteradas as características organolépticas (de cor, sabor, textura) dos alimentos. O deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia Legislativa, adiantou que o período para as adequações será de um ano. O parlamentar, representantes das secretarias da Agricultura e Saúde e entidades irão hoje ao Ministério Público Estadual (MP/RS) para combinar os detalhes deste período de transição. Publicado em novembro de 2016, o decreto 53.304 instituiu as normas para que os estabelecimentos fizessem o fracionamento das carnes, queijos e embutidos, em substituição à antiga lei, de 1974. 

No entanto, apesar dos sete meses de vigência, as apreensões de produtos fracionados nas empresas tiveram continuidade. O parlamentar afirma que muitas empresas confundem o fracionamento com a alteração do produto. "Se o mercado, por exemplo, temperar uma carne de porco para vender, ele terá que contar com um serviço de inspeção permanente, como acontece nas indústrias. Se ele só for fatiar o alimento atendendo claramente às regras deste novo decreto, está dispensado da inspeção", detalha Souza. O vice-presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Ezequiel Stein, diz que a entidade espera há 45 dias que o secretário da Saúde, João Gabbardo do Reis, valide uma cartilha informativa elaborada pela entidade. Este documento será distribuído aos associados com o objetivo de explicar didaticamente as novas normas. 

No entanto, a Agas ainda não obteve retorno por parte da secretaria. "A Agas sempre esteve ao lado do Ministério Público e das vigilâncias sanitárias porque somos totalmente contrários à venda de produtos clandestinos, vencidos, mau conservados", observa Stein. "Mas também somos contrários às apreensões de carnes e frios fatiados nos mercados. As empresas têm que se adequar às exigências do consumidor. Quem compra hoje em dia um queijo de cinco quilos para levar para casa?", acrescenta o dirigente. O decreto 53.304, de 2016, foi elaborado por um grupo técnico, que uniu governo, Ministério Público (MP) e entidades, para estabelecer regras claras para o porcionamento de produtos de origem animal. A ideia de uma nova lei surgiu após operações do Ministério Público que apreenderam grande quantidade de alimentos em mercados, restaurantes e outros, a partir de dezembro de 2015. (Correio do Povo) 

 

Entraves na diversificação

Alternativas ao fumo esbarram na infraestrutura precária e na dificuldade de acesso ao crédito
Na ordenha de balde ao pé, realizada duas vezes ao dia, os produtores de Venâncio Aires Alex Lauermann, 31 anos, e a mulher Micheli Freitas, 25 anos, perderam as contas de quantas vezes ficaram sem energia. Nem o transformador, instalado há cerca de dois anos pela prestadora do serviço que atende a região, resolveu o problema. A propriedade, com 10,9 hectares, destinava seis hectares para o fumo há cinco anos, quando a família decidiu investir em nova atividade antes do nascimento da filha Érica Laís, de um ano. A motivação foi a demanda do cultivo por mão de obra, cara e escassa. Hoje, são apenas dois hectares de fumo e o restante abriga 24 bovinos, sendo 10 de leite, além de açudes para irrigação e criação de carpas.

Sem tensão suficiente, o projeto de migrar do balde ao pé para ordenha canalizada está inviabilizado, assim como melhorar a irrigação na propriedade, já que o equipamento utiliza motor potente, demandando mais do sistema elétrico.

- Com energia, iríamos investir no leite, mas hoje o tabaco traz segurança - conta Lauermann, que enfrenta outro problema de infraestrutura: os 3,5 quilômetros de estrada de chão batido que o separam de uma rodovia asfaltada.

Quando chove, muitas vezes o produtor precisa socorrer o caminhão que vai até a propriedade de dois em dois dias fazer o recolhimento de 350 litros de leite.

Os obstáculos enfrentados por Alex e Micheli não são novidade para quem cultiva tabaco e entre os que buscam outras fontes de renda. Pesquisa sobre o perfil do produtor na Região Sul (veja na página ao lado), mostra que infraestrutura é um dos principais entraves na área rural - especialmente no Rio Grande do Sul.

- Energia elétrica é gargalo em todas as atividades e a diversificação fica especialmente impactada. Por exemplo: é necessário resfriador para o leite, secador para milho, energia para a criação de aves ou de suínos. E, à medida que se afasta da cidade, mais atividades alternativas e maiores as deficiências de estrada, telefonia, energia - explica Vicente João Fin, chefe do escritório municipal da Emater em Venâncio Aires. (Zero Hora)

Qual a tendência para o clima no segundo semestre?
De acordo com as últimas simulações dos órgãos de meteorologia internacionais, a expectativa para o segundo semestre de 2017 ainda será de neutralidade climática, mesmo com as águas do Oceano Pacífico equatorial central levemente aquecidas, mas ainda não o suficiente para classificar como El Niño. Com isso, a tendência para o clima no sul do país será de chuvas dentro e acima da média climática. Nas áreas que fazem fronteira com Uruguai e Argentina os desvios tendem a ser maiores, porém não com volumes muito elevados como ocorreu durante o outono. O impacto da chuva durante o inverno para as culturas é de forma positivo, pois com a ocorrência de episódios de chuva a umidade do solo segue elevada, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. Em relação às temperaturas, as ondas de frio devem ser menos frequentes e duradouras, diferentemente do ano de 2016. Com isso, as lavouras de inverno podem ser afetadas com episódios de temperaturas baixas mais espaçadas. (Zero Hora)

 

 

Porto Alegre, 23 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.526

 

  Leite condensado desbanca leite em pó nas exportações

A crise na Venezuela gerou uma mudança no perfil das exportações brasileiras de lácteos. Nos últimos anos, o principal produto da pauta de exportações do Brasil era o leite em pó, graças às compras do país vizinho. Mas o recrudescimento da crise no país governado por Nicolás Maduro afastou os exportadores brasileiros. Como reflexo, o leite condensado, que até o ano passado era o segundo item mais exportado em valor, tornou-se o primeiro da lista neste ano, e já é vendido para mais de 20 países, segundo dados compilados pela Viva Lácteos, que reúne empresas do setor.

Entre janeiro e maio deste ano, a receita com as vendas externas de leite condensado correspondeu a 43,2% do total de US$ 50,728 milhões em lácteos exportados pelo Brasil. Em igual intervalo do ano passado, equivaliam a 24,1% do valor das exportações, que então somaram US$ 52,229 milhões. Já a receita com os embarques de leite em pó correspondeu a apenas 15,6% do total de janeiro a maio deste ano. No mesmo período de 2016, as vendas de leite em pó representavam 48,2% do total exportado.

 


Com a redução nas vendas de leite em pó para a Venezuela, o país também perdeu relevância entre os importadores. No acumulado até maio, Caracas importou apenas US$ 8,15 milhões em lácteos do Brasil, ou 16,1% do total. Um ano antes, havia importado 49,1% do total. De uma certa forma, o Brasil foi obrigado a reduzir o que o setor chegou a chamar de "Venezuelodependência", e as empresas tiveram de buscar diversificar produtos e destinos.

Hoje, segundo Gustavo Beduschi, assessor técnico da Viva Lácteos, o Brasil exporta leite condensado para 22 países da África, Oriente Médio e América Latina, principalmente. Apesar da redução das vendas à Venezuela, o país segue como o principal mercado para o leite em pó brasileiro. Bolívia e Paraguai também adquirem o produto do Brasil.

Embora os montantes ainda sejam pequenos, as exportações de queijos e requeijão pelo Brasil também vêm ganhando importância, segundo a Viva Lácteos. Entre janeiro e maio deste ano já representaram 14,3% do total exportado. Além da Rússia, o Brasil também exporta esses itens a Chile, Argentina e Uruguai.

Enquanto as exportações de lácteos seguem com pouco fôlego, as importações continuam em alta no acumulado do ano. As compras no exterior vinham perdendo força até abril, mas em maio voltaram a subir em relação ao mês anterior. Até maio, já totalizaram US$ 272,005 milhões, alta de 33,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2016. 

Mas a expectativa de analistas é que as importações recuem no segundo semestre. De acordo com Valter Galan, da MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, a maior oferta no Brasil com a safra e o menor custo de produção devem desestimular as compras no exterior. Ele afirma que se as cotações internacionais do leite se mantiverem no patamar de US$ 3 mil a US$ 3,3 mil por tonelada e se o dólar ficar no nível atual "importar fica menos interessante". Isso porque com o aumento na produção, os preços domésticos tendem a cair tornando o leite nacional mais competitivo.

De fato, o mercado já sinaliza queda de preços da matéria-prima ao produtor, observa Laércio Barbosa, do Laticínios Jussara. Além do incremento da oferta de leite, a demanda está pouco aquecida. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Produção global de leite tende a se recuperar lentamente

Os níveis da produção global de leite continuam a se recuperar após a forte contração no fim de 2016, informa o Rabobank em seu relatório trimestral sobre o mercado de lácteos. No entanto, o ritmo da retomada é mais lento do que o esperado por analistas do mercado.

De acordo com análise do banco holandês, os preços mais altos ao produtor e as condições climáticas mais favoráveis estão dando um "necessário alívio" para os produtores de leite ao redor do mundo depois de três anos de declínio nas cotações do produto.

Os preços nos EUA continuam acima dos valores na Europa e Oceania, estimulados pela demanda local e exportações maiores, em função do dólar ligeiramente mais fraco. A expectativa do Rabobank é que se as margens de produção seguirem boas, a produção de leite nos EUA continuará a crescer, depois de um leve tropeço no primeiro trimestre deste ano. Nos primeiros quatro meses do ano, a alta foi de 2% sobre igual intervalo de 2016. Além disso, o consumo doméstico de manteiga e queijo também deverá continuar a aumentar no país.

O Rabobank observa que as cotações médias ao pecuarista na Europa subiram no fim de 2016, mas permaneceram em patamares apenas moderadamente interessantes, o que levou a diferentes respostas por parte dos produtores. Pecuaristas na Irlanda, Polônia e Itália continuam a expandir a produção e também houve uma arrancada na produção tardia no Reino Unido no segundo trimestre deste ano.

No entanto, a produção como um todo na Europa cresce mais lentamente do que muitos esperavam, diz o relatório. No primeiro trimestre, foi 1,1% inferior a igual intervalo em 2016, e as indicações são de que a produção deve ficar atrás nos grandes países produtores também no segundo trimestre.

O fraco crescimento da produção na União Europeia, num período do ano em que os níveis de oferta de gorduras lácteas estão naturalmente deprimidos, e o forte aumento da demanda nos EUA têm contribuído para uma escassez global de gorduras lácteas, levando os preços da manteiga e do creme de leite a "níveis excepcionais". Neste ano, a tonelada alcançou quase US$ 6 mil, segundo o Rabobank, praticamente o dobro do patamar de 2016. "No curto prazo, para aliviar a pressão, processadores ficarão certamente tentados a elevar os preços ao produtor para estimular maior oferta de gordura láctea", afirma o relatório.

O Rabobank destaca ainda que a recuperação da produção de leite na América do Sul continua em ritmo lento, mas estável. No Brasil, os custos começaram a recuar e a produção e o consumo estão em recuperação. Ainda conforme o relatório, a Argentina também deve voltar a ampliar a produção no segundo semestre do ano.

Na Nova Zelândia, há mais otimismo com a nova safra do que havia nos últimos três anos e os preços iniciais ao produtor estão ao redor de 6,50 dólares neozelandeses por quilo de sólidos de leite. Conforme o banco holandês, o clima favorável na safra deve estimular um forte crescimento da produção.

Na China, relata o Rabobank, os preços ao produtor têm perdido força, restringindo o crescimento do volume de grandes fazendas de produção e forçando pequenos produtores a deixar a atividade. Isso significa que "mesmo um crescimento medíocre do consumo tem conseguido superar o aumento da oferta".

Como os estoques no país asiático estão baixos, a expectativa do Rabobank é que os níveis de importação da China terão de aumentar muito mais rápido no segundo semestre de 2017 e que o crescimento da importação em todo o ano ficará perto dos 20% já previstos.

De uma maneira geral, diz o banco, a expectativa é que recuperação da produção mundial continuará. Para a instituição, o aumento estrutural da demanda por gorduras lácteas é uma questão que levará mais tempo para ser solucionada, e há necessidade de que os preços se ajustem para refletir as mudanças nos padrões de consumo. Será preciso também novos incentivos de longo prazo para estimular a produção de mais gordura. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Estados defendem modernizar legislação de inspeção

Os secretários estaduais de Agricultura defenderam, nesta quarta-feira (21), mudanças para modernizar a inspeção de produtos de origem animal. Eles querem autorização, por lei federal, para inspeção privada, com a permissão para que estados que adotam esses serviços possam comercializar os produtos dentro do país. O pedido foi apresentado durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), em Brasília.

A inspeção é tratada distintamente da fiscalização e da auditoria, ambas de competência exclusiva de governo. Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), Guilherme Marques ressaltou que trata-se de uma experiência já adotada no mundo inteiro e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Um dos principais defensores da mudança é o Rio Grande do Sul. Seguindo modelos já adotados em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o estado elaborou proposta de lei estadual para contratar inspeção privada para esses produtos. O governo gaúcho alega que, da maneira como está a lei federal atualmente, a comercialização, nesse caso, é limitada a municípios do próprio estado de origem. O secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, disse que o Mapa vai estudar o assunto. (As informações são do Mapa)

Leite/Oceania 

A média de manteiga de leite na Austrália em abril foi 0,6% acima do valor de um ano antes. A média de proteína foi de 0,1% na mesma comparação, de acordo com a Dairy Australia. Em abril de 2017 a produção de leite caiu 6,3% em relação a abril de 2016. A produção de leite na Austrália na temporada está 8% menor, em relação à temporada imediatamente anterior. Muitos analistas acreditam que a produção de leite na Nova Zelândia no final da temporada será maior do que o esperado. As pastagens estão boas. Embora tenha sido antecipado preços melhores na próxima temporada, o valor ainda é incerto. Os produtores estão esperançosos. A recente força nas cotações, especialmente da manteiga, deverá ajudar a manter o preço do leite ao produtor. A preocupação agora é que, após alguns anos difíceis, os produtores respondam com maior produção de leite ao aumento da remuneração da matéria-prima, o que pode pressionar novamente os preços para baixo. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Produção/UE
A captação de leite na União Europeia (UE) aumentou ligeiramente em abril passado (+0,7%) em comparação com abril de 2016. Foi o primeiro mês a registrar aumento desde maio de 2016. 15 Estados membros tiveram queda de produção de leite em abril. No caso da Espanha houve incremento de 2,3%. As entregas acumuladas de leite entre janeiro e abril de 2017 foi 1,5% menor do que as verificadas no mesmo período de 2016. Todos os países apresentaram queda na captação, exceto, Chipre, Irlanda, Polônia, Bulgária, Itália e Romênia, que aumentaram. Os dados acumulados da Espanha apresentaram queda de 0,3%. A produção de leite desnatado em pó na UE diminuiu 9,7%, e de manteiga 5,3%, entre janeiro de abril de 2017. A produção de leite em pó integral, leite de consumo e leite fermentado também caiu, mas, em menor proporção. Já queijo, leite concentrado e creme, foram os únicos produtos que tiveram aumento de produção de janeiro a abril de 2017. (AAgrodigital- Tradução livre: Terra Viva)

 
 
 

 

Porto Alegre, 22 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.525

 

  Conseleite pede atenção aos prejuízos com PL 214

O Conseleite/RS encaminhou nesta quinta-feira (22/06) um ofício aos membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), que pede que o Projeto de Lei (PL) 214, que prevê a retirada de 30% de créditos presumidos das indústrias, não prejudique o setor lácteo. O presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, entregou o documento ao deputado estadual Elton Weber e lembrou da importância do diálogo entre as instituições responsáveis para o andamento do projeto. "Corte de crédito é aumento de impostos", alertou, salientando que os incentivos das indústrias de laticínios são fundamentais para a manutenção de uma produção rentável.

Para Guerra, um dos fatores que enfraquecem a competitividade é o perfil importador que o país possui, o que contrapõe o caráter exportador do Estado. "O que vem de fora entra no Brasil por 35 centavos de dólar, equivalente a R$ 1,15. Não conseguimos produzir a custo de leite importado", destacou. Segundo o presidente, o índice de redução de produtores de leite do Estado, por ano, é de 7%, o que encarece e prejudica a produção. "Somos a cadeia que mais emprega, mais exige esforços e atenção". Ele lembrou, ainda, que não existe espaço para novas cargas tributárias, visto o dinamismo e a fragilidade do setor lácteo. "No mês passado, a soja e o milho caíram de preço, diminuindo os custos para o produtor. Neste mês, o excesso de chuvas fez o preço subir", exemplificou. "O Rio Grande do Sul fez e continua fazendo a sua parte para que possamos manter as famílias nas suas atividades".

O ofício foi entregue na presença dos deputados Edson Brum e Zé Nunes. O documento foi assinado pelo Sindilat, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Associação Gaúcha de Laticínios e Laticinistas (AGL), Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Gado Jersey, Gadolando e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Vitorya Paulo

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Junho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Maio de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

Leite/Reino Unido 

Os produtores de leite no noroeste do condado de Cheshire pretendem exportar leite fresco para a China, estendendo a vida útil e mantendo-o fresco. A NEMI Dairy Ltd, em Audlem, perto de Nantwich, disse estar negociando para vender seu leite para as principais cidades do território chinês. O leite produzido pelos produtores tem vida útil longa e é enriquecido naturalmente com selênio.

Trabalhando com uma equipe de especialistas do Reaseheath College, a empresa de laticínios espera ter seu leite à venda na China até 1º de agosto deste ano e se tornar a primeira empresa britânica a exportar leite fresco para a segunda maior economia do mundo. Andrew Henderson, fundador e diretor geral da NEMI Dairy, disse à publicação Farming Life: "Devido ao tempo e à distância necessária para atravessar os continentes, há um problema em conseguir leite fresco para a China, mas nós encontramos um processo que não só tem a vida útil estendida, mas garante que o leite mantenha seu sabor fresco ". A unidade de produção de alimentos da Reaseheath trabalhou com Henderson para testar o leite e certificar que permanecesse fresco por mais tempo.

Henderson também participou de uma aula empresarial administrada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da faculdade e financiou o Programa de Crescimento Empresarial das PMEs em outubro. Ele lançou a empresa há mais de três anos, mas trabalha no conceito há mais de 10 anos.

"A equipe do Reaseheath foi excelente ao trabalharem na pesquisa e desenvolvimento para a vida útil do leite", disse Henderson. As propostas sobre a exportação de lácteos para a China estão sendo elaboradas há algum tempo. No início deste mês, Henderson recebeu uma delegação chinesa na Reaseheath para mostrar o trabalho que foi feito. Henderson e sua equipe também viajarão para Xangai para continuar as negociações. A Farming Life observou que a empresa de embalagens Shepton Mallet Framptons Ltd é um dos três únicos processadores britânicos com credenciamento e licenças necessárias para exportar para a China.

A distribuição será tratada com a Shanghai Extend Import and Export Co, que já forneceu e distribui produtos e frutos do mar na China. "Sabíamos que não podíamos realmente importar e distribuir fisicamente o leite, mas confiamos nos parceiros que identificamos", acrescentou Henderson. Ele disse que, se receber a permissão para abastecer a China será um grande diferencial para os produtores de leite britânicos. (The Dairy Site- Tradução Livre: Terra Viva)

 

Fundoleite terá novo debate
A proposta de remodelação do Fundoleite feita pela Ocergs foi apresentada ontem em reunião da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Na próxima semana, o assunto voltará ao debate, em reunião com o titular da Secretaria da Agricultura, Ernani Polo. - Vamos tentar fazer uma minuta de projeto de lei - diz o presidente da Frencoop, deputado Elton Weber (PSB). A sugestão da Ocergs é para que haja redução de 90% do valor cobrado na arrecadação do Fundoleite - quem paga são as indústrias de leite e o governo estadual. Outro ponto seria a diminuição do número de entidades que fazem parte do conselho gestor do fundo. A partir da modificação, a ideia seria retomar o convênio com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), que faria controle das políticas públicas do leite. O Fundoleite tem R$ 1,4 milhão em caixa - e passivo de R$ 4,5 milhões. (Zero Hora)