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Porto Alegre, 02 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.554

 

UPF e Sindilat vão estudar impacto da alimentação na qualidade do leite
 
A Universidade de Passo Fundo (UPF) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) formarão um grupo de trabalho (GT) para estudar  os motivos da variabilidade dos valores de sólidos totais encontratados no leite. "É uma preocupação das empresas que o leite não chegue na plataforma fora dos padrões da IN 62", destaca o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini.
 
Coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (Sarle) da UPF, o professor Carlos Bondan vai coordenar o GT que será constituído, conforme reunião nesta terça-feira (1/8) em Passo Fundo. Também devem participar do colegiado representantes da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, Ministério da Agricultura, Secretaria da Agricultura, Fetag e Farsul. O primeiro encontro do GT está programado para ocorrer após a Expointer. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

NAFTA para os lácteos na reunião do Congresso

Preservar e atualizar certos elementos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) é crucial para o futuro da indústria de lácteos dos EUA, disse o presidente e CEO do Conselho de Exportações de Lácteos do país (USDEC), Tom Vilsack, ao House Agricultural Committee. "Quero enfatizar a importância das exportações para o setor lácteo", disse Vilsack. "Desde 1994, vimos um aumento de US$ 36 bilhões para produtores e processadores como resultado das exportações".

Grande parte do crescimento do mercado de exportação pode ser creditada ao papel que o México tem desempenhado no acordo de livre comércio, acrescentou Vilsack. Quase um terço de todos os produtos lácteos dos EUA são exportados para o México, representando cerca de 73% de todas as importações de produtos lácteos mexicanos. O aumento das exportações de produtos lácteos dos EUA desde 2004 elevou os preços do leite aos produtores.

Entretanto, o acesso recíproco ao mercado isento de impostos está sendo ameaçado por outros países que buscam o México para acordos similares de comércio de lácteos, aumentando a necessidade de finalizar a modernização do NAFTA, de acordo com Vilsack. "O México agora está em negociação com a União Europeia (UE) para um acordo de livre comércio e penso que o que nos preocupa é qual negociação será completada primeiro".

Adotando uma visão ainda mais ampla, os benefícios competitivos que o NAFTA oferece devem também ser duplicados em outras nações importantes, disse Vilsack. A UE, a Nova Zelândia e a Austrália estão negociando ativamente acordos em todo o mundo. No mês passado, a UE e o Japão (um dos cinco principais importadores de lácteos) anunciaram um acordo que dará aos fornecedores de produtos lácteos da UE uma grande vantagem em relação aos fornecedores dos EUA. "Se os EUA ficar parado, ficaremos para trás. Precisamos urgentemente de uma agenda de política comercial proativa com os principais países importadores da agricultura da Ásia, como Japão, Vietnã e outros, a fim de manter o ritmo dessa área crescente do mundo".

Exportações de queijo desempenham um papel crucial no NAFTA
Vilsack disse ao comitê do Congresso que a modernização do NAFTA também deve incluir proteções contra os esforços da UE para evitar o uso, do que os EUA consideram como nomes comuns de queijo, sem os indicadores geográficos (GIs) adequados.

Por exemplo, o queijo parmesão só pode ser rotulado como tal se vier da região de Parma da Itália: asiago, gorgonzola e feta são outros exemplos de variedades de queijos que seriam afetadas pelos regulamentos de indicadores geográficos. A UE recentemente entrou em um acordo com o Japão que essencialmente restringe o uso mexicano de GIs em produtos lácteos. "Não podemos perder essa corrida com a UE", disse Vilsack.

Além disso, o Canadá entrou com um acordo comercial com a UE que permite a utilização existente de nomes comuns, mas proíbe e impede que futuras instalações possam usar certos nomes de queijo. "Temos que consertar o que está quebrado no Canadá. É um mercado que está muito fechado, não é transparente e suas regras estão mudando constantemente". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Medida Provisória 

O governo publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (1º) uma medida provisória para aliviar dívidas previdenciárias de produtores rurais. O texto também reduz a alíquota paga pelos produtores ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O fundo é usado para auxiliar no custeio da aposentadoria dos trabalhadores rurais, subsidiado pela União. Atualmente, o valor da contribuição do produtor é de 2,1% (2% da receita bruta com a comercialização dos produtos mais 0,1%, também da receita com os produtos, para financiar casos de acidente de trabalho). Com a medida provisória, o valor total vai para 1,3% (1,2% mais 0,1%). Além disso, produtores com atraso no pagamento das contribuições previdenciárias poderão quitar as dívidas com descontos nas multas e de forma parcelada (veja no final desta reportagem as condições de pagamento).

A medida provisória do Funrural vinha sendo uma reivindicação da bancada ruralista desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu como constitucional o pagamento das contribuições previdenciárias. Produtores rurais e associações que representam a categoria contestavam a contribuição na Justiça. Por isso, muitos deles interromperam ou atrasaram os pagamentos ao fundo. Diante da decisão do STF, a bancada ruralista passou a negociar com o governo uma medida provisória para redefinir as contribuições previdenciárias rurais. O governo calcula que há entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em pagamento atrasados ao Funrural. Com o programa de regularização da dívida, a equipe econômica espera arrecadar R$ 2 bilhões em 2017.

Formas de quitação da dívida
Poderão fazer parte do Programa de Regularização Rural as dívidas vencidas até 30 de abril de 2017. Para aderir, o produtor deve desistir das ações na Justiça que contestam a contribuição previdenciária.
Veja as condições de pagamento:
Modalidade produtor rural pessoa física
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções;
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações equivalentes a 0,8% da receita bruta da comercialização rural.
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 100
Modalidade do adquirente - dívidas até R$ 15 milhões •
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações equivalentes a 0,8% da média mensal da receita bruta proveniente da comercialização do ano civil anterior
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 1000
Modalidade do adquirente - dívidas acima de R$ 15 milhões
Entrada de 4% da dívida, em 4 parcelas com pagamento entre setembro a dezembro de 2017, calculada sobre o montante total da dívida, sem reduções
O restante com redução de 25% nas multas e encargos legais e de 100% nos juros, em até 176 prestações
Parcela mínima não pode ser inferior a R$ 1000(G1)

LEITE/CEPEA: preço ao produtor registra queda atrelado ao aumento da captação e fraca demanda

O preço do leite recebido por produtores registrou a segunda queda consecutiva em julho, conforme expectativas de agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Na "média Brasil" (GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA), o preço líquido (que não considera frete nem impostos) recuou 3 centavos/litro (ou -2,7%) frente a junho, a R$ 1,2343/litro. Com a queda, a cotação do leite retomou o patamar de julho de 2014, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho/17). É a primeira vez neste ano que o preço fica abaixo do registrado em 2016 - frente a julho do ano passado, o recuo é de 12,8%. A diminuição dos preços do leite no campo esteve atrelada à demanda ainda enfraquecida por lácteos e ao aumento da captação.

A menor procura por lácteos na ponta final da cadeia continua sendo o principal desafio do setor neste ano. Uma vez que o consumo da maior parte dos derivados ocorre em função da elevação da renda, a diminuição do poder de compra do brasileiro impacta negativamente as negociações. Segundo agentes consultados pelo Cepea, laticínios, atacado e varejo continuam com dificuldades em manter o fluxo de vendas, o que tem estreitado suas margens e, como consequência, pressionado as cotações no campo.  Além disso, de acordo com cálculos do Cepea, o Índice de Captação de Leite(ICAP-L) aumentou 6,8% de maio para junho na "média Brasil". Houve elevação na captação em todos os estados pesquisados, com exceção da Bahia (-2,96%). As variações foram significativas no Sul do País, onde, de modo geral, o clima propício às pastagens e às forrageiras de inverno favoreceu a produção. Santa Catarina e Paraná apresentaram as altas mais expressivas, de 8,57% e 8,13%, respectivamente, e o Rio Grande do Sul, de 5,51%. 

As captações em Goiás, São Paulo e Minas Gerais aumentaram 5,78%, 4,94% e 2,97% respectivamente. O menor preço do leite e a maior competitividade dos laticínios influenciaram na alta da captação. Mesmo com o menor volume de chuvas no Sudeste, a produção não foi tão afetada por conta dos baixos valores do concentrado. Para agosto, a maioria dos agentes consultados pelo Cepea continua esperando queda nos preços. Quase 83% deles (que também respondem por 83% do volume amostrado) apostam em novo recuo no próximo mês, mas 10,8% (4,2% do volume amostrado) esperam estabilidade. A porcentagem de colaboradores do Cepea que acredita em alta nas cotações é de 6,3% (com participação de 12,9% do volume). (As informações são do Cepea-Esalq/USP)

Treze entidades apoiam PL 125/17
Famurs, Farsul, Fundesa, Fetag, Fiergs, Sips, Asgav, Sindilat, Sicadergs, Apil, IGL, Acsurs e
AGL entregaram, ontem, à Secretaria de Agricultura e à Assembleia Legislativa, carta de apoio ao PL 125/17. Proposto pelo governo, o projeto prevê a contratação de veterinários pela iniciativa privada para os serviços de inspeção de produtos de origem animal, desde que capacitados pelo serviço oficial. (Correio do Povo) 

Porto Alegre, 01 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.553

 

GDT: leite em pó desnatado e manteiga recuam no 1º leilão de agosto

No primeiro leilão GDT de agosto (01/08), o preço médio dos lácteos voltou a apresentar queda (1,6%) e fechou a US$3.343/ton. Neste cenário, o queijo cheddar apresentou queda de 4,8% e fechou com média de US$3.932/tonelada, um dos maiores recuos desde abril. A manteiga, que vinha apresentando alta, neste mês recuou 4,9%, com preço médio de US$5.747/tonelada. 

Na mesma linha, o leite em pó desnatado apresentou queda 3,0% e média de US$1.966/tonelada, uma das menores desde abril, o que sinaliza altos níveis de estoque. Na contramão deste mercado baixista, o leite em pó integral fechou a um preço médio de US$3.155/tonelada, aumento de 1,3%. (GDT/Milkpoint)

 

Propriedades leiteiras da Bolívia se tornam adeptas ao compost barn

Com um sistema que oferece conforto às vacas para evitar que sofram de "estresse calórico", produtores argentinos, liderados por Guillermo Rocco, começaram a trabalhar para aumentar a produção de leite na Bolívia. A técnica conhecida como compost barn é aplicada na leiteria Madriles, situada no município boliviano de Pailón, a 51 quilômetros da cidade de Santa Cruz, que conta com 400 vacas.

Rocco, que vive na Bolívia há mais de 25 anos, decidiu implementar o novo sistema, que costuma ser usado em locais tropicais de Brasil e Argentina, mas que até agora não tinha sido aplicado para estimular a produção de leite na Bolívia. "Acreditamos que inovamos com este sistema na Bolívia, que vimos e aprendemos no Brasil, em uma região com condições climáticas parecidas", disse Rocco, em referência às altas temperaturas do leste boliviano. Com este sistema, Rocco quer que as vacas não sofram de "estresse calórico" e que isso afete a produção de leite.

No processo é montada uma espécie de cama para as vacas com resíduos de capim e cascas de arroz e de amendoim misturados com estrume e urina de gado. "Esta capa faz com que as doenças dos animais ou agentes como as bactérias e os fungos morram devido à temperatura e dá comodidade aos animais e um solo macio, onde podem se acomodar e ruminar tranquilamente", explicou Rocco.

As vacas que estão em lactação não saem deste galpão construído especialmente para sua comodidade e em cujo teto há ventiladores para refrescar o ambiente. A alimentação destes animais é produzida no mesmo local e tem como base sorgo, milho e soja, que ficam em comedouros para que não falte alimento às vacas, explicou o argentino Federico Barreto.

O investimento para aplicar o sistema é de pelo menos US$ 2,5 mil por vaca, a maioria da raça Holstein-Frísia, excelentes produtoras de leite, mas que não suportam os climas tropicais.  A leiteria produz nove mil litros por dia, ou seja, aproximadamente 24 litros por vaca, num total de 270 mil litros por mês. Com o sistema antiestresse, espera-se que a produção aumente para 30 litros por cabeça, ou seja, 12 mil litros diários e pelo menos 360 mil litros por mês.

Rocco contou que os produtores se reúnem periodicamente para expressar seus problemas na obtenção de leite e as melhorias que podem ser feitas para aumentar sua produção. Segundo Barreto, vários produtores da região se interessaram em utilizar este sistema, mas é necessário capacitar as pessoas para tanto.

De acordo com dados do programa estatal Pró Leite na Bolívia, o consumo anual por pessoa no país subiu para 61,8 litros, mas a meta é chegar aos 122 litros. O consumo de leite na Bolívia está abaixo do de outros países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, onde são consumidos mais de 100 litros por ano por pessoa, segundo dados desse programa.

Em 2014, a Bolívia produziu mais de 566 milhões de litros de leite e o departamento com maior produção foi Santa Cruz, com 301 milhões de litros, 53,12% do total. (As informações são da agência EFE)

EUA: alta demanda por gordura láctea beneficiará produtores no longo prazo

O valor da gordura do leite aumentou significativamente no mercado dos EUA, impulsionado pela mudança das atitudes dos consumidores, de acordo com a nova análise da Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF). Parte dessa mudança de percepção do consumidor foi impulsionada por mais de duas décadas de pesquisa sobre gordura do leite, disse o CEO do Dairy Management Inc. (DMI), Tom Gallagher. "Nós acreditávamos que a gordura de leite tinha benefícios para os consumidores e para a população, o que em geral, a política do governo e a orientação profissional não refletiam", disse Gallagher. Nos últimos anos, a gordura láctea passou a ser considerada benéfica para a saúde. Nesse sentido, o assuntou ganhou suporte da política governamental, bem como na orientação profissional de saúde. "Isso tudo ocorreu graças às pesquisas sobre o assunto e ao programa Dairy Checkoff". 

O programa Dairy Checkoff é um fundo geral de promoção de produtos lácteos, ao qual os produtores de leite pagam 15 centavos e os importadores de lácteos pagam 7,5 centavos por cada cem libras (45,36 quilos) de leite que vendem ou importam. Essa receita - supervisionada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - é utilizada para financiar programas destinados a promover o consumo de produtos lácteos e proteger a imagem dos produtores de leite, produtos lácteos e indústria láctea. A demanda recuperada por gordura do leite fortaleceu os preços da manteiga nos EUA, aumentando significativamente a contribuição média do preço reportado pelo USDA recebido pelos produtores pelas vendas de leite - de 38% antes de 2015 para mais de 66% atualmente - de acordo com pesquisa do DMI. 

O valor da gordura do leite também influenciou no volume de vendas de leite integral fluido no mercado interno dos EUA, que tinha sofrido um longo declínio entre 2000 e 2013, de acordo com uma análise do mercado de lácteos feita pela NMPF. "Isso vai muito além da manteiga", disse Peter Vitaliano, vice-presidente de política econômica e pesquisa de mercado da NMPF. "Em termos de leite integral fluido, esse declínio foi revertido em torno de 2013 e estamos vendo maiores vendas". Além disso, o uso de gordura de leite em todo o setor de leite fluido experimentou um aumento e está se encaminhando para as variedades de leite fluido com menor teor de gordura, de acordo com análise de Vitaliano. O uso de gordura do leite também aumentou nas categorias de queijo e iogurte, com Vitaliano prevendo que o setor de alimentos congelados será o próximo. "Temos todas as principais categorias de produtos lácteos aumentando seu de gordura do leite e, em muitos casos, aumentando sua participação na oferta de gordura do leite", disse Vitaliano.

De acordo com a análise, os preços domésticos da manteiga nos Estados Unidos provavelmente não cairão abaixo de US$ 2 por libra (US$ 4,4/kg) devido à manutenção da demanda por gorduras. Para acompanhar a demanda dos consumidores por gordura do leite, a indústria de lácteos dos EUA reduziu suas exportações para o mercado mundial.

"A indústria realmente está retirando a manteiga e os produtos que contêm gordura de leite do mercado mundial; nossas exportações caíram porque precisamos dessa gordura do leite adicional aqui para suprir essa crescente demanda dos consumidores em nosso próprio mercado doméstico", disse Vitaliano. "A demanda por gorduras continua sendo uma força direcionadora dentro da indústria de lácteos. Esta história está apenas começando", completou. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Iraque planeja comprar gado leiteiro do Brasil
A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque informou que o país do Oriente Médio está interessado em comprar gado leiteiro do Brasil. "A raça girolando mostrou que se adapta bem ao nosso clima", afirma Hayder Majeed Hameed Hameed, dono de uma empresa iraquiana de proteína animal, em comunicado divulgado pela entidade.
Há experiências e negociações em andamento e os negócios poderão incluir também equipamentos voltados a fazendas de produção. A câmara lembra que o Iraque já tem importado gado brasileiro nelore e nelore cruzado com angus para engorda e abate, e diz que o objetivo é expandir as compras com animais para produção de leite. Em geral, o rebanho iraquiano sofreu grande redução por causa de ataques do Estado Islâmico, e que o projeto de recomposição faz parte do programa de retomada da atividade agropecuária do país criado pelo governo, que conta com investimentos de US$ 400 milhões. Conforme a entidade, o Iraque tinha um rebanho de 2,5 milhões de cabeças há dois anos, mas que atualmente esse número é 70% menor. (Valor Econômico)

Porto Alegre, 31 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.552

 

Fonterra eleva preço ao produtor para a próxima estação

O aumento do preço do leite pela Fonterra de NZ$ 6,50 (US$ 4,84) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,40) por quilo de leite - para NZ$ 6,75 (US$ 5,02) por quilo de sólidos de leite - equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,41) por quilo de leite - para 2017-18 trará NZ$ 500 milhões (US$ 372,39 milhões) adicionais para a economia da Nova Zelândia. A DairyNZ disse que a receita adicional ao produtor aumentará os ganhos previstos para o leite para um total de NZ$ 12,5 bilhões (US$ 9,3 bilhões) para a estação.

O aumento deve fornecer uma injeção de cerca de NZ$ 104,5 milhões (US$ 77,83 milhões) para a região de Waikato e NZ$ 71,8 milhões (US$ 53,47 milhões) para North Canterbury. A cooperativa também anunciou uma previsão de lucros por ação de 45 centavos a 55 centavos (33,51 a 40,96 centavos de dólar), tornando a previsão de pagamento disponível total para os produtores na estação de 2017-2018 em NZ$ 7,20 a NZ$ 7,30 (US$ 5,36 a US$ 5,43) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60 (US$ 0,44) a NZ$ 0,61 (US$0,45) por quilo de leite], antes das retenções.

O aumento com relação ao NZ$ 6,15 (US$ 4,58) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] esperado para a estação anterior foi uma mudança animadora para os produtores, que precisaram de mais de uma estação boa para que seus balanços entrassem em território positivo após baixos pagamentos em 2014-15 e 2015-16. Chris Lewis, presidente do grupo de produtores de leite da Federated Farmers, disse que essa é uma "notícia fantástica" e que outros processadores precisarão acompanhar esse aumento da Fonterra.

Lewis disse que os processadores que processam produtos de valor agregado e estão aproveitando a crescente popularidade das gorduras estariam em uma boa posição, enquanto aqueles que produzem somente leite em pó integral estariam em uma situação mais difícil. O aumento na previsão de preço ao produtor para a estação de 2017-18 foi é bem-vindo aos produtores que enfrentam condições de muita umidade em todo o país, disse o economista sênior do DairyNZ, Matthew Newman.

"Os produtores usarão essa renda extra para pagar algumas das dívidas adicionais que tiveram que assumir ao longo das estações de baixos pagamentos. Então, muitos aproveitarão a oportunidade para colocar o dinheiro de volta em suas fazendas, realizando a manutenção requerida e adicionando a infraestrutura necessária.

O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a previsão revisada refletiu o reequilíbrio da oferta e da demanda nos mercados globais de lácteos. "Estamos vendo uma confiança crescente nas fazendas em todo o país e, com a demanda global por produtos lácteos se fortalecendo, os sinais são de um bom começo de estação para nossos produtores e suas comunidades rurais, embora seguindo um período desafiador de condições muito úmidas para alguns dos nossos produtores". 

O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse que a empresa está bem posicionada para aproveitar a melhora da demanda por lácteos em seus mercados de ingredientes, produtos aos consumidores e food service. "Nossas previsões são prudentes dado que ainda estamos no início da temporada e estamos começando com níveis muito baixos do estoque; estamos focados em continuar demonstrando um forte desempenho nos negócios, de modo a obter maiores retornos para os nossos produtores". (As informações são do NZFarmer.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Leite orgânico ganha espaço entre grandes e pequenos produtores

O leite também pode ser orgânico. Sua produção exige vacas que passeiam livres em pastos sem pesticidas e recebem até remédios florais para acalmar os ânimos. É um novo mercado aqui, que cresce e convence de pequenos produtores a grandes empresas como a Nestlé. Desde maio deste ano a companhia toca um plano de incentivo para que os seus fornecedores em Araraquara, interior de São Paulo, passem a produzir o leite orgânico. Já são 18 propriedades parceiras da Nestlé no início do processo de conversão do sistema convencional para o alternativo.

O pasto sem químicos e aditivos não é a única diferença em relação à produção leiteira convencional. A instrução normativa que regulamenta a produção sem aditivos ainda prevê que as vacas tenham a dieta complementada com ração orgânica -pelo menos 85% do total de toda a alimentação deve ser especial- e a saúde, tratada com fitoterapia. O processo de transição, que leva até dois anos, impõe uma série de restrições, além de insumos que podem ser até 40% mais caros do que os tradicionais, segundo André Novo, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, que trabalha em parceria com a Nestlé. "Por outro lado, a produção é mais sustentável, remunera melhor o produtor e é benéfica para o ambiente", afirma ele.

Os parceiros da Nestlé recebem um valor mais alto pelo leite desde o início do processo de transição e têm as despesas com a certificação, feita pelo IBD, cobertas. A empresa, que não divulga os valores pagos aos produtores nem o investimento, quer alcançar a marca dos 30 mil litros por dia até 2019 -o dobro da produção orgânica atual no Brasil. Hoje, o leite dessas propriedades é misturado ao convencional, mas o plano é vendê-lo separadamente no futuro.
"Após consolidar a produção do leite sem químicos em Araraquara, queremos levar para outras regiões", diz Rachel Muller, gerente de Lácteos da Nestlé Brasil.

VIABILIDADE
Produzir leite orgânico por aqui é viável e vale a pena, de acordo com João Paulo Guimarães Soares, zootecnista e pesquisador da Embrapa Cerrados. Para isso, o preço pago ao produtor precisa ser 70% maior do que o valor pago pelo leite convencional, segundo ele, que estuda o tema há quase 20 anos. O preço ao consumidor final aumenta também, podendo ser até 50% maior. "Mas levantamentos indicam que ele está disposto a pagar mais por produto de melhor qualidade", afirma. Estudo publicado em 2012 na revista científica britânica "Journal of the Science of Food and Agriculture" revelou que índices de alguns nutrientes, como proteínas e ômega 3, são maiores no leite orgânico.

"A dieta dos animais baseada no pasto também colabora para que o leite tenha mais gordura de boa qualidade", diz Soares.

O ator Marcos Palmeira, que é dono da fazenda orgânica Vale das Palmeiras, em Teresópolis (RJ), usa o leite para produção de queijos e iogurtes.

"Estou entregando para o consumidor um produto livre de resíduos e feito com respeito pelo ambiente", diz.

Conforme o ator, as 40 vacas da propriedade geram hoje cerca de 600 litros de leite por dia. Mas, no começo, foi difícil conseguir o domínio técnico para produzir dentro desse modelo. A solução, diz Palmeira, foi entrar em contato com outros criadores de vacas e "aprender juntos".
Treinar produtores para o sistema do leite orgânico é um dos focos do CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), em Pinhais, no Paraná.

Ali são mantidas 58 vacas que produzem 300 litros do produto por dia. Como nesse sistema os bezerros se alimentam com o leite materno por um tempo, mães e filhotes são tratados com florais para ajudar a passar pelo período desmame. Na visão do veterinário Evandro Richter, do CPRA, essa forma de produção não é uma inovação, mas um retorno ao modelo que era utilizado há 40 anos.

"Esse leite, hoje, é jogado na vala comum, misturado ao convencional para a venda, mas com o fomento da cadeia a realidade pode mudar", afirma Richter.

Vai pastar
Como funciona a produção do leite orgânico
PRATO FEITO
A alimentação dos animais deve ser baseada no pasto e complementada com pelo menos 85% de produtos orgânicos
Saem os aditivos para crescimento, estimulantes de apetite e qualquer alimento transgênico

PLANO DE SAÚDE
As vacinas determinadas pela lei são mantidas, mas o tratamento de saúde é feito preferencialmente com fitoterapia e homeopatia
Ficam de fora os antibióticos, hormônios e vermífugos; se há necessidade de tratar a vaca com antibióticos, ela deve ser tirada da produção

CASOS DE FAMÍLIA
Na produção orgânica, os bezerros mamam na mãe nas primeiras semanas. O processo de desmame, no CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), é auxiliado por florais, que acalmam mães e filhos
Os florais também são dados para as vacas que têm dificuldade para socializar com os outros animais

SPA RURAL
Os animais devem permanecer livres no pasto pelo maior tempo possível -o mínimo estabelecido pela regulamentação é de seis horas por dia
Sombra e água precisam estar sempre disponíveis
No CPRA, as vacas têm um momento de relaxamento com a escovação dos pelos
Fontes: Lei 10.831/03, CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia) e João Paulo Guimarães Soares (Embrapa Cerrados) (Folha de SP)

 

Mudanças à vista na vacinação contra aftosa

O Ministério da Agricultura deverá decidir, até a próxima sexta-feira, sobre as mudanças na vacina contra a aftosa. O anúncio foi feito na última quarta-feira, em reunião do ministro Blairo Maggi com a Frente Parlamentar Agropecuária e representantes do setor. Uma das propostas de alteração trata da forma de aplicação da vacina, optando pela via subcutânea para reduzir o risco de lesões. Outra recomendação é a retirada da saponina, componente que pode estar causando reações. Entidades pedem ainda limitação da faixa etária da vacinação para animais de até 30 meses e fim da obrigatoriedade da vacina para animais que serão abatidos em até 180 dias.

Sobre a retirada da saponina, o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Eduardo Rangel, afirmou que estão sendo tomados cuidados antes de adotar posição. O assunto passou a ser discutido após a suspensão pelos Estados Unidos da compra de carne bovina in natura em razão de abcessos na carne, provocados pela vacina. (Zero Hora) 

 

I-UMA
O Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio, promovido pelo Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA) em parceria com lideranças empresariais, fará a sua quarta etapa em Passo Fundo, amanhã. Nesta fase, a temática será o setor leiteiro. As inscrições, gratuitas e limitadas, podem ser feitas pelo agrocircuito.com.br. (Zero Hora)

Porto Alegre, 28 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.551

 

Uruguai: preço do leite continua em queda; 163 fazendas deixaram a atividade em 2016

O preço do leite recebido pelos produtores de leite uruguaios ainda está entre os mais baixos da região. Segundo os últimos dados apresentados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE), os produtores receberam US$ 0,36 por litro e "o que foi relatado pelas indústrias é que não têm espaço para aumentá-los", porque os preços internacionais "estão pressionados", disse o presidente do INALE, Ricardo De Izaguirre.

Ele disse que "não há muitas perspectivas de que o preço suba. Hoje, estamos esperando que estes preços não caiam." Os preços baixos e o endividamento do setor - de cerca de US$ 400 milhões -, tanto com os bancos e com os fornecedores, estão deixando fazendas leiteiras pelo caminho.

No ano passado, segundo dados do Serviço de Estatísticas Agropecuárias (DIEA) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai, havia 163 fazendas leiteiras a menos enviando leite à indústria com relação a 2015. O volume médio por fazenda - também considerado um indicador do tamanho produtivo - descontinuou o aumento prolongado e caiu para 1.832 litros por dia, de acordo com a pesquisa oficial do DIEA.

A produção comercial foi estimada em 2,026 bilhões de litros, cerca de 115 milhões de litros abaixo de 2015. O envio às indústrias de processamento permanece sendo o principal destino: 1,816 bilhão de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e as vendas diretas acumularam 133 milhões de litros; enquanto que os restantes - 79 milhões de litros - são utilizados para consumo nas próprias fazendas leiteiras.

Por sua vez, o volume total de lácteos exportados, convertidos em litros equivalentes durante 2016, totalizou 1,649 milhões, um aumento de 179 milhões com relação ao ano anterior. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ciclo da crise mundial do leite chega ao fim

Crise do setor lácteo - A última grande crise do setor lácteo no âmbito mundial, entre 2015 e 2016, chegou agora ao seu final. Esse foi o principal destaque da 18º Conferência Anual da IFCN (sigla em inglês para Rede Internacional para a Comparação de Sistemas de Produção de Leite), realizada em junho de 2017 na Alemanha, tendo a Embrapa como representante brasileira. Nesse último mês de junho, o preço mundial para o leite recuperou seu patamar histórico dos últimos dez anos. 

Como comparação, em maio de 2016, o preço representava apenas 58% desse valor. Em decorrência da citada crise, a produção mundial cresceu apenas 1,1% em 2016, menor crescimento desde 1998, enquanto que o número de produtores de leite, que apresentou crescimento constante nas últimas décadas, no biênio 2015/2016 reduziu-se pela primeira vez. No Brasil, a produção total cresceu 3,6% ao ano entre 2006 e 2015, enquanto que em 2016, estima-se retração entre 3% e 4%. No período, os custos de produção se mantiveram dentro da média mundial. No entanto, os produtores nacionais receberam preços melhores do que o preço médio de referência mundial. Nesse cenário, a sinalização de preços no final deste primeiro semestre indica condições mais promissoras para recuperação da produção em 2017. (CILeite)

Fonterra projeta aumento de leite para a próxima temporada

Preços/NZ - A cooperativa Fonterra alterou a previsão do preço do leite ao produtor para a atual temporada para NZ$ 6,75/kgMS, [R$ 1,18/litro]. A previsão inicial era de NZ$6,50/kgMS, [R$ 1,17/litro]. No momento do anúncio, os economistas já previam essa alteração diante da estabilidade nos preços globais dos produtos lácteos.

Para a temporada encerrada em 31 de maio de 2017, o preço do leite foi de NZ$ 6.15/kgMS, [R$1,11/litro], uma grande melhoria em relação à temporada anterior que foi de NZ$ 3,90/kgMS, [R$ 0,70/litro], quando os preços mundiais dos produtos lácteos estavam em níveis mínimos. Os agricultores ficarão bem mais confortáveis diante dessa atualização da Fonterra. No entanto, durante o anúncio dos preços os diretores previram manutenção dos dividendos. Eles devem ficar na faixa de NZ$ 0,45 a NZ$ 0,55, a mesma da temporada passada. Para o exercício financeiro 2016/2017 a Fonterra projeta dividendos de NZ$ 0,40, o mesmo previsto para a temporada 2017/2018, iniciada agora. O que proporcionará um retorno total de NZ$ 7,15. Mas ainda é cedo para avaliar.
 

O presidente, John Wilson, disse que o preço reflete o contínuo "equilíbrio da oferta e da demanda dos mercados globais de produtos lácteos. Os agricultores estão mais confiantes diante do fortalecimento de demanda global dos produtos lácteos, o que significa um bom começo de temporada, embora, estejam enfrentando um período bastante desafiador, com muita umidade em muitas regiões".

O aumento do preço do leite ao produtor é uma boa notícia para os agricultores, que poderão investir em sua atividade, melhorando a temporada 2016/2017, "mas, é preciso cautela, mesmo porque estamos no início da temporada", disse Wilson. O diretor executivo, Theo Spierings disse que a Fonterra ficou bem posicionada para aproveitar a melhoria na demanda por ingredientes lácteos, para o mercado consumidor e segmento de foodservice. "Aumentou o número de consumidores que preferem produtos lácteos como fonte diária de nutrição em nossos mercados globais, e isso está se transformando em uma forte demanda, particularmente em produtos de consumo e foodservice." Spierings também lembrou que a Fonterra está sendo prudente em suas previsões, já que estão em início de temporada e a cooperativa está com os estoques em níveis baixos. "estamos focando em continuar a demonstrar um forte desempenho nos negócios, de modo a proporcionar maiores retornos para os nossos agricultores". (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

Mapa implementa programa de avaliação da qualidade dos serviços veterinários oficiais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou oficialmente nesta terça-feira (25) o Programa de Avaliação da Qualidade e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários Oficiais das instâncias Sistema de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), o Quali-SV, por meio da Instrução Normativa 27, publicada no Diário Oficial da União. 

O Quali-SV será apresentado pelo Mapa durante reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa) nesta quinta-feira (27), em Rio Branco (Acre). O programa reforçará os controles sobre a saúde dos rebanhos, o que tem reflexos positivos na segurança alimentar. 

Segundo o responsável pela Coordenação de Avaliação e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários (Casv) do Mapa, José Ricardo Lôbo, o programa deverá ser transparente e alinhado aos exigentes padrões internacionais, para promover melhorias contínuas e necessárias ao desempenho do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Os serviços veterinários estaduais e do Distrito Federal serão monitorados não apenas por dados técnicos (indicadores), mas também serão submetidos a avaliações presenciais por meio de auditorias e supervisões. O método, desenvolvido pela Casv, permitirá ter uma visão mais objetiva, atualizada e global dos serviços veterinários.

O serviço veterinário dos estados e do DF passarão por auditoria dos auditores fiscais federais agropecuários do Mapa a cada três anos. Para as auditorias foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação da qualidade do SVO, adaptando metodologia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) usada pelos serviços veterinários dos países-membros, conhecida como PVS/OIE Tool (Performance of Veterinary Services).

Cronograma
O Mapa já tem cronograma de auditorias até 2019. Neste ano, elas devem ser realizadas em 10 estados. A previsão para 2018 é de nove auditorias e de oito (em sete estados e no DF) para 2019.

As avaliações envolvem recursos humanos, físicos e financeiros, além da capacidade técnica e operacional do SVO. Os relatórios das auditorias serão divulgados pelo Mapa. Os órgãos auditados deverão implementar medidas corretivas específicas para os achados e recomendações, visando a melhoria dos serviços.

O Serviço Veterinário Oficial (SVO) é composto pelo Mapa e por órgãos estaduais de sanidade agropecuária, além de veterinários credenciados. O SVO tem como missão garantir proteção e segurança aos consumidores dos produtos de origem animal e o acesso desses produtos aos mercados interno e externo, por meio da prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais, além do controle do uso de insumos e atividades que possam afetar a saúde e o bem-estar animal. (As informações são do Mapa)

Leite: o impacto da alta dos combustíveis no setor
A alta do PIS/Cofins sobre os combustíveis vai dificultar ainda mais a vida dos produtores de leite. Quem comenta esse impacto é o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges. Assista o Vídeo (Canal Rural)

Porto Alegre, 27 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.550

 

  Aumento da oferta e crise política provocam queda do preço do leite 
 

O aumento da produção de leite no campo e a importação que eleva a oferta do alimento no mercado interno refletiram nos preços no Rio Grande do Sul. Dados divulgados pelo Conseleite, nesta quinta-feira (27/7), indicam que o valor de referência do litro projetado para o mês de julho é de R$ 0,9515, queda de 3,77% em relação ao consolidado de junho (R$ 0,9888).  O movimento foi puxado pela baixa de 6% no valor do leite UHT, de 3,5% no pasteurizado e de 3,4% no queijo mussarela. "Tivemos uma importante redução no mercado do UHT, que é quem puxa os preços. Estamos vivendo tempos de preços ruins", frisou o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra. Nos últimos três meses, a redução, segundo o Conseleite, chega a 8,09%.Apesar disso, na ponta, o produtor vive um momento de custos de produção menores e recebe mais pelo litro, uma vez que soma bonificação mensais por qualidade e quantidade que elevam o recebido a valores próximos a R$ 1,20 por litro. 
 
 A preocupação, alerta Guerra, é que o setor já vem de um primeiro semestre difícil. "A indústria enfrentou meses de prejuízo e, agora, se começa um semestre com valores muito baixos", salientou, lembrando que o pico da safra ocorre em agosto. Uma das soluções é o governo sinalizar favoravelmente ao pedido feito pelo setor de compra governamental de 20 mil toneladas de leite pó. O pleito foi levado pelo Sindilat e Fetag ao Ministério da Agricultura em reunião em Brasília neste mês.
 
Guerra alega que o cenário de preços em baixa reflete diversos fatores. Além do aumento de 20% na captação entre maio e julho, típica nesse período do ano, a importação crescente de leite a preços menores do que o praticado no país também contribuiu. A crise política também chegou ao varejo, o que demostra a queda do poder de consumo da população. "Esse cenário ainda será impactado pelo aumento dos combustíveis recentemente anunciado", completou o também presidente do Sindilat. Contudo, o Conseleite acredita que os preços chegaram ao "fundo do poço", visto que as pastagens - prejudicadas pela estiagem e pela recente geada - não sustentarão um aumento substancial de produção nas próximas semanas.
 
O assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, citou o aumento de produção como um dos principais responsáveis pelos preços praticados atualmente. Os dados apresentados pelo Conseleite são resultado de levantamento realizado pela UPF com indicadores coletados nas indústrias. Os números foram apresentados pelo professor Eduardo Finamore.
 
Carne Fraca - Durante a reunião, o presidente do Conseleite pontuou a importância de o setor reagir de forma unificada contra o acordo firmado recentemente pelo ministro Blairo Maggi para abrir o mercado de lácteos brasileiro, o que seria uma possível contrapartida a nações importadoras de carne. "O setor de leite e derivados vai entrar como moeda de troca para amenizar o impacto internacional da Operação Carne Fraca. Não podemos deixar isso acontecer", concluiu Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 Crédito: Carolina Jardine

Sindilat reúne-se com secretário Fábio Branco

Os laticínios associados ao Sindilat reuniram-se na tarde desta quinta-feira (27/7) com o secretário da Casa Civil, Fábio Branco, quando debateram os projetos de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Branco reforçou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado e a coragem da atual administração de promover as mudanças necessárias para tentar ajustar as finanças públicas.  "Esse não é um projeto de apenas um governo. Esperamos que tudo o que estamos fazendo não seja perdido", reforçou.

O secretário agradeceu o convite do Sindilat e a parceria pelo desenvolvimento durante o período que atuou junto à Sedai. Agora, na Casa Civil, garantiu que as portas seguem abertas para as indústrias do setor lácteo. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, agradeceu o apoio do governo em causas importantes para o segmento, como a questão do ajuste tributário do leite UHT. As empresas também pontuaram posição em relação ao Fundoleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Carolina Jardine

 

Wilson Zanatta descerra foto em galeria de ex-presidentes

O ex-presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, descerrou sua foto na galeria de dirigentes do sindicato no início da tarde desta quinta-feira (27/7), em Porto Alegre. Ao lado do presidente Alexandre Guerra e do secretário executivo, Darlan Palharini, ele destacou sua admiração pelo trabalho da entidade e pelo crescimento vivenciado pela bacia leiteira gaúcha. Lembrou das importações de vacas leiteiras do Uruguai realizadas na década de 90 e dos avanços de manejo e nutrição animal verificados nas últimas décadas.  "O Sindilat é uma entidade respeitada, sinto-me orgulhoso de ter passado por aqui", salientou.

Zanatta foi dirigente da Laticínios Bom Gosto e, há alguns anos, está afastado do segmento.  Contudo, segue com atividade rural no cultivo de soja e criação de gado. Entre seus projetos, está um empreendimento diferenciado e em menor escala no setor leiteiro fora do Rio Grande do Sul. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Carolina Jardine

 

Nova Zelândia

As exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia para a China aumentaram 102% em valor, atingindo NZ $ 373 milhões (US $ 277 milhões) em junho, um aumento de 63% em quantidade, o que aumenta as exportações do país, informou o departamento de estatísticas Stats NZ nesta quarta-feira. As exportações da Nova Zelândia aumentaram 11% ano a ano até atingir NZ $ 4,7 bilhões (US $ 3,5 bilhões) em junho, disse um comunicado do departamento. O leite em pó, a manteiga e o queijo lideraram o aumento, 45% acima de NZ $ 1,2 bilhão (US $ 890 milhões) e 11% em quantidade. "O grupo do leite em pó, da manteiga e do queijo continua a ser uma mercadoria de exportação chave e representa mais de um quarto de nossas exportações totais", disse a diretora de estatísticas internacionais Daria Kwon no lançamento. As importações mensais totais foram avaliadas em NZ $ 4,5 bilhões (US $ 3,3 bilhões), um aumento de 7,7% em relação a junho de 2016, informou a Stats NZ. (The Diary Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Mercosul x Canadá

Representantes do Mercosul e do Canadá se reuniram em Buenos Aires para continuar as conversas exploratórias sobre a eventual negociação de um acordo comercial, informaram nesta quarta-feira (26) fontes oficiais. A informação é da Agência EFE. As delegações se encontraram na última segunda-feira (24) na sede do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina, que disse hoje em nota que Canadá e o Mercosul estão "mais perto de iniciar um diálogo para um acordo comercial".

"Na reunião foram consideradas as principais posições sobre os possíveis temas e capítulos do acordo: comércio de bens e serviços, tratamento de barreiras não tarifárias e investimentos, entre outros", explicou o comunicado.

As conversas deram continuidade às realizadas em abril, também em Buenos Aires, quando o Mercosul era presidido temporariamente pela Argentina. Agora, o posto é ocupado pelo Brasil. "Se pretende que as conversas progridam e que se dê início, prontamente, à negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá", conclui o comunicado. (Agência Brasil) 

Produção/Uruguai
A situação crítica do setor lácteo voltou a dar sinais preocupantes: em 2016 foram fechadas 163 fazendas de leite e caiu o número de litros coletados, segundo informou o Departamento de Estatísticas Agropecuárias (DIEZ) do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca. DIEA apresentou os resultados da pesquisa anual efetuada com as indústrias processadoras de leite em todo o território nacional em 2016. A produção obtida com a produção de leite comercial chegou a 2.026 milhões de litros, uns 115 milhões de litros a menos do que o registrado no ano anterior. A captação pelas indústrias processadoras continua sendo o principal destino: 1.816 milhões de litros (87% da produção total). O processamento nas fazendas e vendas diretas foi avaliada em 133 milhões de litros; enquanto os restantes 79 milhões de litros foram utilizados para consumo próprio (humano e animal) nas fazendas. O número de explorações leiteiras contabilizadas chegou a 2.716, 163 a menos do que em 2015, continuando a tendência de queda dos últimos anos, disse a DIEA. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 26 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.549

 

SUPER CONECTADOS

Os produtores rurais gaúchos estão em primeiro lugar no Brasil entre os que mais usam celular - com índice de 98,5% dos entrevistados. Apesar da liderança em telefones móveis no campo, o Rio Grande do Sul tem uma das cinco piores avaliações de conexão do país. Os dados constam na pesquisa Tecnologia da Informação no Agronegócio, realizada pelo Sebrae em todo o país, com 4.467 produtores rurais.

Entre os entrevistados no Estado, 51,4% não têm provedor ou o sinal da região é ruim. A insatisfação com a qualidade da conexão pode estar relacionada com o tipo de internet usada nas propriedades - 44,2% via rádio, que costumar oscilar com variações climáticas.

Outra contradição no Estado que mais utiliza o celular no campo é a aplicação das ferramentas de comunicação. Os agricultores daqui são os que mais fazem o controle das receitas e despesas no papel, com 55,3% dos entrevistados - enquanto 17,3% fazem a gestão no computador com planilhas e 4,6%, em programas para controle financeiro. (Zero Hora)
 

Nestlé acelera lançamentos e ajusta estratégia no Brasil

A Nestlé ajusta sua estratégia diante de tempos difíceis para o consumidor brasileiro. A empresa direciona investimentos para categorias em que é mais forte, acelera o ciclo de inovação e passa a buscar novos segmentos de mercado. A novidade mais recente é a comercialização de grãos de café torrados e processados em máquinas, que serão fornecidos a bares, restaurantes, lojas de conveniência, confeitarias e outros pontos de venda, como parte de uma nova linha de café espresso. O guatemalteco Juan Carlos Marroquín, presidente da operação brasileira da Nestlé desde 2012, diz que a inovação nunca foi tão necessária na indústria quanto agora, quando o país atravessa a pior crise de sua história. "Em tempos de bonança, a Nestlé não faria em tão pouco tempo o desenvolvimento de uma nova categoria de café para uso profissional", afirmou o executivo ao Valor durante evento no Museu do Café, em Santos (SP), onde apresentou a nova linha de Nescafé, com máquinas que moem os grãos na hora. 

Até então, a venda era feita por meio de misturas solúveis. Entre a definição do projeto, a escolha do grão e o desenvolvimento de tecnologia para as máquinas, a Nestlé levou menos de um ano. Marcelo Citrângulo, diretor da Nestlé Professional, diz que o projeto é exemplo da nova proposta do grupo, que quer ganhar velocidade ao responder às demandas do mercado. A Nestlé foi pioneira ao lançar o café solúvel, desenvolvido a pedido do governo brasileiro em 1938. No mundo, inaugurou o segmento de café em cápsula, com a marca Nespresso. A mudança de marcas e a tentativa do consumidor de fazer o dinheiro render em um contexto de perda de emprego e de queda de renda estão mudando a estratégia da Nestlé no Brasil, diz Marroquín. "Fizemos escolhas para direcionar os investimentos a categorias em que temos mais oportunidade de vencer. 

A inovação está mais focada e é feita mais rapidamente." A Nestlé assumiu neste mês um novo posicionamento em chocolate, com a assinatura "Pare o mundo que eu quero Nestlé", com a intenção de se aproximar do público jovem. A campanha recebeu investimento de R$ 3 milhões. Entre as marcas consideradas importantes para a companhia na América Latina estão os chocolates Kit Kat, a ração úmida Purina e o mercado de cafés, incluindo a produção de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto. A matriz aprovou um orçamento de R$ 480 milhões no Brasil em 2017, para a melhoria operacional e tecnológica de parte de suas 31 fábricas e para a construção da segunda linha de produção dos chocolates na unidade de Caçapava (SP). Marroquín mantém a expectativa de um crescimento orgânico de 2% a 4% neste ano. 

A Nestlé investiu R$ 10 milhões na nova versão de café e espera vender 400 milhões de xícaras de espresso até 2020. Os grãos virão de Minas Gerais e serão processados na fábrica de Araras (SP). Hoje, a Nestlé atua com 15 mil máquinas em pontos comerciais, um parque construído ao longo de 10 anos, em que predominam as vendas de bebidas com leite, como cappuccinos e achocolatados. Em três anos, o plano é instalar 10 mil novas máquinas, que oferecem 4 tipos de café e 8 bebidas cremosas. A Nestlé cogita substituir parte do parque atual de máquinas de café, importadas da Itália e Suíça, mas essa não é a principal estratégia, segundo o diretor. A ideia é buscar a expansão adicionando novos estabelecimentos comerciais. Por isso, firmou parceria com a rede de docerias Sodiê e com a Coop, que vai instalar as máquinas de cafés em seus supermercados. (Valor Econômico) 

Produção/França - O crescimento da coleta de leite terá que esperar

Em maio, a captação de leite de vaca caiu 2,9% em relação a maio de 2016, na França. Uma primavera com condições climáticas anormalmente frias e depois escaldantes prejudicaram o crescimento das pastagens. Assim, a recuperação na coleta de leite terá que esperar na França, e apesar do rebanho bem ajustado, os agricultores não compensaram o déficit de pastagens com alimentos suplementares. Os recuos nas grandes bacias leiteiras foram: Grande Oeste (-0,8%); queda marcante em outras duas bacias leiteiras: Normandia (-3,7%), e Grande Leste (-3,5%). As maiores baixas observadas foram na bacia Charente-Poitou (-7,6%), Sudoeste (-7,5%), e Auvergne-Limousin (-6,2%). O leite orgânico correspondeu a 2,7% do total captado em maio de 2017.
Preço do leite padrão estável em maio
Em maio de 2017, o preço do leite padrão ficou em €318/1.000 litros em média e do leite total com bonificação € 334/1.000 litros. O preço do leite padrão aumentou € 33/1.000 litros em relação a um ano antes, e praticamente estável em quando comparado com abril de 2017. De acordo com a Eurostat, a coleta de leite europeia (UE28) subiu ligeiramente em abril em relação a abril de 2016 (+0,6%). A evolução da captação continua em queda na Alemanha (-3,2%), e na Holanda (-04,%). Em compensação, ela cresceu quase 14% na Irlanda em um ano, aumentou 4% na Polônia Reino Unido (+0,9%), e na Itália (+1,7%).

Recuo de 10% em matéria gorda
Em maio de 2017, as indústrias de produtos lácteos evoluíram de forma diferente de acordo com o produto. O acondicionamento de leite de consumo caiu 5,5% em relação a maio de 2016, enquanto a produção de iogurtes e sobremesas lácteas crescia 1,5% e de creme fresco 10,1%. Entre os principais produtores de queijos, os de queijo fresco diminuíram 7,3%, em maio de 2017 em relação a um ano antes, enquanto a produção de queijos cremosos aumentava 11,6%, e os de massa mole 5,6%. A produção de queijo de massa prensada não cozida e massa prensada cozida recuaram 2,1% e 2,4%, respectivamente, na mesma base de comparação. Já a indústria de queijos de massa filada cresceu 5,5%. Entre os produtos industriais, a fabricação de matéria gorda recuou 10,1% bem como a secagem de pó que também caiu 10,2% em relação a um ano antes. A fabricação de leitelho em pó caiu 5,1%, contrastando com a secagem de soro de leite que aumentou 5,7%, em relação a maio de 2016. (Mon Cultivar - Tradução Livre: Terra Viva)

Jovens tratam da sucessão
A Cooperativa Santa Clara promove hoje, em Carlos Barbosa, seu 2˚ Encontro de Jovens, com foco na sucessão familiar e uso de tecnologias. O presidente da cooperativa, Rogério Bruno Sauthier, diz que é preciso criar espaços para debater os motivos de o jovem deixar a propriedade rural e para incentivá-lo a permanecer no campo. A ênfase da programação será no papel do jovem na propriedade e nas tecnologias que influenciarão a agricultura. (Correio do Povo)

 

Porto Alegre, 25 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.548

 

Custo cai, mas não alivia produtor

O custo de produção do leite caiu 3,28% no Estado durante os quatro primeiros meses do ano, segundo o Cepea/Esalq. Os produtores avaliam que a redução não foi suficiente para ajudá-los porque os preços de venda na entressafra não subiram como nos anos anteriores. "A perspectiva não é das melhores; neste ano as pastagens de inverno não estão com a qualidade esperada", comenta o assessor de política agrícola da Fetag, Márcio Langer Para o técnico em pecuária leiteira da Emater/RS em Bagé, Fábio Schlick, minimizar o prejuízo com a entressafra atípica vai depender de quanto o agricultor irá conseguir melhorar sua produção dos próximos meses.

"Se tiver à sua disposição uma boa quantidade de forragens, a retirada do milho e do farelo de soja vai fazer diferença significativa nos custos", afirma. "Quem entregar maior volume é que conseguirá liquidez." (Correio do Povo)

O sabor afeta a escolha do consumidor por bebidas não lácteas

Consumo/EUA - Nos últimos anos, as vendas de leite fluido no varejo caíram significativamente, fazendo com que o consumo per capita retraísse 830 ml desde 1975. Entre 2011 e 2014, as vendas de leite fluido caíram 3,8%, enquanto que as vendas de bebidas não-lácteas, cresceram 30% entre 2010 e 2015.  Para entender mais sobre o que afeta a decisão do consumidor em relação ao consumo de leite, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte utilizaram diversos tipos de análises para descobrir quais valores subjacentes o consumidor utiliza para optar pelo leite ou bebida não láctea. O resultado foi o mesmo para os dois produtos: benefícios à saúde e sabor. Nenhum trabalho anterior estudou o que sustenta a opção do consumidor e como suas atitudes influenciam na compra do leite. 

Para avaliar isso, uma pesquisa utilizou 999 compradores entre 25 e 70 anos de idade, sendo 78% mulheres e 22% homens. Eles afirmaram que compram leite, e bebida não láctea, ou ambos, pelo menos duas a três vezes por mês. A maioria dos consumidores pesquisados não seguiam nenhuma dieta (87,8%), e afirmaram não ter intolerância à lactose (88,4%). Vinte e sete por cento dos consumidores compraram uma ou as duas bebidas mais de uma vez por semana, 47% compraram uma ou as duas bebidas uma vez por semana, e 25% entre duas ou três vezes por mês. Os consumidores mostraram preocupação com a gordura do leite, enquanto que a preocupação com as bebidas não lácteas é o açúcar. Os consumidores de leite disseram preferir o produto com 2% ou 1% de gordura, e perto de 70% das vendas em 2014 foram de leite desnatado ou semidesnatado. 

Os consumidores de bebidas não lácteas preferiam aquelas de origem vegetal adoçadas naturalmente, e sem a adição de açúcar. Entre as bebidas não lácteas, as feitas com amêndoas representaram 65% das vendas em 2014. A proteína foi uma opção universal. Os níveis de proteínas eram fundamentais para escolher tanto o leite como a bebida não láctea. "Detectamos que os consumidores escolhem o leite com base no hábito ou porque gostam do sabor. Leite com sabores atraentes podem convencer um bebedor de não lácteo a consumir leite. Da mesma forma, o leite sem lactose ou o leite procedente de vacas que são alimentadas com pastagens são diferenciais importantes na escolha", disse Kara McCarthy, que coordenou o estudo. "Focar na educação do consumidor estabelecendo uma confiança, bem como no teor nutricional, boas práticas de produção na fazenda, e bem estar animal, pode atrair o consumidor para o leite fluido". Com os dados deste estudo, junto com os critérios de avaliação dos consumidores de leite e bebidas não lácteas, a indústria de laticínios pode se posicionar mais efetivamente no mercado e colocar o leite em destaque, além de dissipar equívocos. ((The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)

 Leite pode proteger organismo da ação de metais pesados 

Leite não é panaceia para qualquer intoxicação, como muitos acreditam. Mas é verda¬de que o alimento ajuda a pro¬teger o organismo humano da ação de metais pesados, como o chumbo. E tudo se deve ao cálcio, mineral abundante no leite e seus derivados, capaz de competir com o chumbo no or¬ganismo e fazer com que o me¬tal tóxico seja eliminado com mais facilidade. 

O poder neutralizador de nutrientes já presentes na die¬ta sobre compostos tóxicos já é conhecido. Quanto ao chumbo, diversos estudos apontam para uma possível ação protetora do cálcio. Mas agora, grupo de pes¬quisadores de Universidade de São Paulo (USP), Unifesp e Uni¬versidade Federal do ABC su¬gerem que a ingestão de leite e produtos lácteos pode diminuir concentrações de chumbo em trabalhadores cronicamente ex¬postos ao metal. 

Ao contrário de estudos an¬teriores, feitos com animais de laboratório ou populações ex¬postas ambientalmente a bai¬xas concentrações do metal, desta vez foram avaliados 237 funcionários de indústrias pro¬dutoras de baterias automoti¬vas brasileiras.  Conta Willian Robert Go¬mes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Pre¬to (Fcfrp) da USP e responsável pela pesquisa, que estes indiví¬duos são "expostos ao chumbo por períodos longos, já que al¬guns passam anos trabalhando com o metal". Mesmo com resultados po¬sitivos de uma simples dieta na redução dos males provocados pelo metal, o pesquisador afir¬ma que a segurança de traba¬lhadores expostos ao chumbo só pode e deve ser garantida por meio do uso de equipamentos de proteção adequados - como luvas e máscaras - e da rigorosa observação das diretrizes legais. 

Gomes é pesquisador do programa de pós-graduação em toxicologia da Fcfrp. Reali¬za seus estudos nos laboratórios do professor Fernando Barbosa Júnior, com orientação do pro¬fessor Gustavo Rafael Mazzaron Barcelos, da Unifesp da Baixada Santista. Os principais resulta¬dos da pesquisa com funcioná¬rios de fábricas de baterias auto¬motivas estão em edição recente da revista Biological Trace Ele¬ment Research. Também participaram do estudo as pesquisadoras Paula Picoli Devóz, da Fcfrp; Marília Ladeira Araujo, da Faculdade de Medicina da USP e Bruno Le¬mos Batista, da Universidade Federal do ABC. (Jornal do Comércio)

Batavo lança novo formato de iogurte com frutas

Cremoso e versátil, o novo Batavo Pedaços traz a combinação do iogurte Batavo com pedaços de frutas de verdade em um formato mais prático de embalagem 100g, com apenas 100 calorias por unidade. A novidade carrega a nutrição e o sabor de um iogurte integral com pedaços de morango, coco, pêssego ou abacaxi, unindo todas as características nutricionais do iogurte com dez vezes mais pedaços frutas. Saboroso e nutritivo, tem a quantidade de energia equilibrada para compor um lanche entre as principais refeições do dia, sendo uma excelente opção de snack balanceado.

Pronto para ser consumido em qualquer lugar e a qualquer momento do dia, Batavo Pedaços 100g reforça a tradição da marca por prezar por qualidade e sabor para os seus consumidores. O Iogurte Batavo Pedaços tem como matéria-prima leite em toda sua integridade, que contém cálcio e proteínas de elevado valor nutricional, além de uma combinação única de nutrientes e compostos que se relacionam aos benefícios do consumo habitual de lácteos.

Lançada pela primeira vez em 2012, a linha Batavo Pedaços possui a maior variedade de sabores do segmento no país e traz o melhor do iogurte, como feito nos bons tempos, reforçando a tradição da marca na categoria e a liderança no segmento de pedaços. A marca sustenta investimentos constantes em inovação de novos sabores e embalagens, portanto a nova versão de iogurte, com 100g, complementa os formatos 170g (versão individual) e 500g (versão família, mais econômica).

Para Daniel Assef, Diretor de Marketing e Trade da Lactalis, a embalagem 100g amplia o portfólio e proporciona mais variedade ao segmento. "Já oferecíamos outras duas versões bastante consumidas dessa linha e, agora com a apresentação do Batavo Pedaços 100g com desembolso unitário menor, temos a meta de ampliar o consumo do iogurte para mais pessoas que desejam incorporar mais opções de lácteos na dieta mais de uma vez ao dia, de forma equilibrada, e tudo isso com muito sabor. A vantagem prática disso é oferecer o benefício da elevada densidade nutricional junto com o verdadeiro sabor das frutas, com menor desembolso, tudo em uma só composição". (Assessoria de Imprensa Batavo)

 

Produtores adotam práticas para melhorar a qualidade do leite no Rio Grande do Sul
Qualidade/RS - O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Durante a ordenha, e mesmo antes, algumas práticas podem ser adotadas para melhorar a qualidade do produto. O produtor de leite Cristiano Didoné tem 125 vacas em lactação em uma propriedade de Ijuí, na Região Noroeste do estado. O trabalho para melhorar a qualidade do leite na produção começa no confinamento dos animais. "Aqui é uma cama coletiva. Uma cama toda de serragem e maravalha [aparas de madeira], onde as vacas tem muito conforto, por isso elas conseguem expressar tanto produtividade como qualidade do leite", explica o produtor. Assista Vídeo (G1/RS)
 

 

 

Porto Alegre, 24 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.547

 

  Sindilat participa do 1º Workshop Nuplac

Com o intuito de estreitar as relações da pecuária com a tecnologia, o Núcleo de Pesquisa em Pecuária Leiteira e Comportamento Animal (Nuplac) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está organizando o 1º Workshop Nuplac - Formulação de Dietas para Bovinos de Leite. O evento ocorrerá no dia 8 de setembro, na Faculdade de Agronomia da UFRGS, das 8h às 17h30min. A programação está dividida em módulos teóricos e práticos, ministrados pela professora Vivian Fischer (Ufrgs), que vai abordar os nutrientes do leites e as diferenças de cada dieta para os animais, e o professor brasileiro Phil Cardoso, que atua na University Of Illinois, nos Estados Unidos (EUA), que será responsável pela parte prática. Na ocasião, o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) estará promovendo dois milk-breaks com queijos e bebidas lácteas que serão oferecidos pela manhã e à tarde.

Segundo Vivian, o workshop pretende reforçar a importância de oferecer aos animais uma dieta que seja eficiente e dê retorno financeiro. Além disso, os participantes aprenderão a usar os programas Spartan e NRC, específicos para as funções pecuárias. "Cada aluno terá o seu computador para formular a sua própria dieta. É muito importante que os técnicos saibam usar a ferramenta correta", diz, destacando que 50% dos custos de uma propriedade leiteira são destinados à alimentação. 

Serão 25 vagas para o workshop. O valor da inscrição até 11 de agosto é R$ 300 e após R$400. As inscrições serão feitas pelo site: www.workshopnuplac.com. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Grãos devem alcançar 288,2 milhões de toneladas no Brasil em 10 anos

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de toneladas em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/2027. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período. As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações. O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. 

O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário. Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão. A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no País está concentrada em soja (9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar ( 1,9 milhão) e milho ( 1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade. Ainda conforme a publicação, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço. 

A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/2017 e 2026/2027, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o nal das projeções. Em 2026/2027, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho ( 55,5%) e de café ( 45%) também deve ser consumida internamente. "Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do País", observa Gasques. (Jornal do Comércio)

No radar

É esperada para os próximos dias a regulamentação da lei nº 15.007, sancionada pelo governador do Estado, que reduz o valor das multas aplicadas a produtores rurais em razão de questões sanitárias até 30 de junho deste ano. (Zero Hora)

Mais graúda

Com avanço da produtividade, aumento no consumo do mercado interno e expansão das exportações como adubo, a produção brasileira de grãos deve crescer 51 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. É o que mostra estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O levantamento envolve um total de 29 produtos como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose e papel.

Milho e soja continuarão sendo os grandes destaques. Em área cultivada, por exemplo, a oleaginosa deverá acrescentar mais 9,3 milhões de hectares no período. Esse avanço se dará sobre áreas novas, pastagens naturais e outras culturas.

O Brasil promete ultrapassar os Estados Unidos, se tornando o maior produtor mundial de soja na próxima década, segundo outro relatório, o da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A colheita deve crescer 2,6% ao ano, acima do 1% no território americano. (Zero Hora)

R$ 2 MILHÕES
É o valor do convênio firmado com cooperativas da agricultura familiar do RS para entrega de arroz, feijão, leite e carne suína, pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os produtos abastecerão 17 unidades prisionais de Charqueadas, Osório, Montenegro e Porto Alegre. (Zero Hora)

 

 

Porto Alegre, 21 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.546

 

Setor lácteo formaliza pedido para compras governamentais de 20 mil toneladas de leite em pó

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) protocolou nesta sexta-feira (21/7) pedido de compras governamentais, de forma emergencial, de 20 mil toneladas de leite em pó ao governo federal. O pleito foi oficializado com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha, no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). A expectativa é de que a medida retire a pressão do mercado no período de safra e evite a queda do preço do leite. As compras solicitadas representam em torno de R$ 300 milhões aos cofres públicos.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o pedido é uma alternativa emergencial, já que está entrando grande quantidade de leite importado com preços mais competitivos. "Nesse momento em que estamos com a safra no pico da produção de leite, se faz necessária essa ação para compras governamentais para que o preço não continue caindo. Tratamos de leite em pó porque é o produto que mais entra de fora via Mercosul", explicou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou da cerimônia no Palácio. O pedido foi feito em conjunto com entidades do setor, entre elas Fetag, Famurs, IGL e Secretaria da Agricultura.

Rocha afirmou que o governo está priorizando as compras governamentais, mas que precisa aguardar a queda do preço do leite para efetivar a aquisição. "Para que a gente possa chegar nas 20 mil toneladas, precisamos que o preço baixe do mínimo", explica Rocha, lembrando que o preço mínimo é estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Se baixar, estaremos entrando no mercado, porque é nossa obrigação fazer esse estoque regulador", disse o secretário. 

Recursos para a agricultura familiar 
Na manhã desta sexta-feira, o MDS anunciou a liberação de quase R$ 20 milhões em investimentos, que serão destinados ao fortalecimento da agricultura familiar em 19 municípios gaúchos, além de prever recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Fomento e Programa Cisterna, que garante acesso à água de qualidade para escolas rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Foto: Jézica Bruno

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 20 de Julho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Junho de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Julho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 

Lobby do setor de lácteos dos EUA aumenta a pressão sobre o Canadá

O lobby da indústria de lácteos dos Estados Unidos está aumentando a pressão sobre o Canadá à medida que as negociações para renegociar o NAFTA se aproximam, demandando concessões que o governo canadense parece não querer conceder. O resultado pode ser uma briga que envolve esforços para modernizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, segundo o qual o Canadá envia a maior parte de suas exportações para os Estados Unidos. O México é o terceiro membro do acordo.

Os produtores dos EUA vêm criticando o controle da oferta, os termos do sistema de tarifas e cotas do Canadá para manter os preços domésticos altos e as importações baixas. Um acordo de 2016 permitiu que os produtores canadenses vendessem proteínas do leite - que são usadas para fazer queijo e iogurte - para processadores domésticos com desconto, diminuindo o fluxo das importações americanas. Esse fato aumento o descontentamento do setor americano.

Jaime Castaneda, vice-presidente sênior do Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), disse que o influente grupo de lobby buscará novos desafios através da Organização Mundial do Comércio, a menos que o Canadá interrompa a venda de proteínas. "Se não pudermos resolver isso por meio de negociações, acredito que meus membros serão muito claros para que tudo esteja na mesa", disse ele em uma entrevista por telefone.

Um painel da OMC decidiu em 2002 que o Canadá violou suas obrigações comerciais através de subsídios ilegais à sua indústria de lácteos. Os Estados Unidos e o Canadá chegaram a um acordo em 2003. Castaneda disse que os desafios contra as vendas de proteínas podem eventualmente resultar em decisões que obrigam o Canadá a abandonar o controle da oferta.

Em junho, o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse que preferiria resolver as irritações do setor de lácteos antes que as negociações do NAFTA começassem e disse que o controle da oferta estava bem desde que não prejudicasse a indústria dos EUA. Mas em 14 de julho ele pareceu endurecer sua posição, dizendo que, através de uma porta-voz, sentiu que "todas as opções deveriam estar na mesa" nas negociações do NAFTA e que a indústria de lácteos continuava sendo uma preocupação. Washington divulgou as suas metas para negociar o NAFTA na segunda-feira, dizendo que procurou eliminar barreiras não-tarifárias às exportações agrícolas dos EUA.

O Canadá, no entanto, sente que a linguagem está mais dirigida para o México, que gera um grande superávit comercial com os Estados Unidos, disse uma fonte familiar com o pensamento do governo canadense. O comércio de bens e serviços do Canadá com os Estados Unidos é mais ou menos equilibrado. Embora os produtos lácteos tenham sido originalmente excluídos do acordo original de 1994, os Estados Unidos podem pressionar para que eles façam parte das negociações sobre um novo acordo.

Apesar disso, o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau tem pouco interesse em comprometer-se. "Somos totalmente compatíveis com o comércio e o comércio de produtos lácteos favorece massivamente os Estados Unidos", disse uma fonte do governo canadense. O setor de lácteos do Canadá inclui C$ 6 bilhões (US$ 4,75 bilhões) em vendas anuais de leite pelos produtores. Com medo da força do lobby da indústria doméstica, os políticos canadenses tratam os produtos lácteos como algo sagrado.

Em maio, os produtores de leite ajudaram a garantir a derrota de um candidato líder do partido conservador que defendeu a eliminação da gestão da oferta. "Os produtores de leite são uma força a ser considerada. Penso que (os políticos) farão bem em ouvir nossas preocupações", disse o produtor de leite de Manitoba, David Wiens, executivo da influente Dairy Farmers of Canada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em abril que defenderia os produtores nacionais de produtos lácteos contra o que ele chamou de práticas injustas do Canadá. O lado americano também quer que o Canadá comece a reduzir as tarifas para permitir mais importações. Como parte das negociações sobre um tratado comercial do Pacífico incluindo 12 países proposto em 2015, o Canadá concordou em abrir 3,25% anualmente de seu fornecimento de lácteos. Esse tratado ainda estava nascendo e os produtores canadenses deixaram de falar de concessões. 

Em 20/07/17 - 1 Dólar Canadense = US$ 0,79260
1,26150 Dólar Canadense = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são da Reuters, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectiva positiva pode estimular investimentos no setor agropecuário da Nova Zelândia

A indústria agrícola da Nova Zelândia, incluindo seu principal setor, o setor leiteiro, enfrenta uma "perspectiva positiva", que deverá impulsionar o investimento, disseram agentes, revelando um aumento ainda maior nos valores das fazendas leiteiras. O Real Estate Institute of New Zealand (Reinz), afirmou que, embora o volume das vendas domésticas tenha diminuído, a tendência esteve de acordo com os ciclos sazonais históricos, "à medida que os produtores rurais se concentraram nas atividades de inverno e na temporada seguinte". De fato, "a moral em todo o setor rural está sendo estimulada pelas perspectivas positivas para produtos lácteos, carne bovina, de cordeiro, de cerdos e horticultura", disse Brian Peacocke, porta-voz rural do instituto.

Esse sentimento "provavelmente incentivará a continuação dos investimentos" nesses setores, incluindo o setor de lácteos, que, como setor, viu o maior volume de vendas de junho desde 2014, antes da queda dos preços. Na verdade, o mercado de fazendas leiteiras viu um "aumento tardio da atividade em Canterbury", uma região de produção importante na Ilha do Sul. Os preços das fazendas leiteiras na Nova Zelândia, o principal país exportador de leite, ampliaram sua recuperação com relação à baixa ocorrida no outono, ficando em um índice de 1.881 no mês passado, um aumento de 17,7% com relação ao ano anterior. No entanto, eles permanecem 13% abaixo de uma alta ocorrida em setembro do ano passado. O preço médio por hectare em todas as fazendas vendidas nos três meses até junho de 2017 foi de US$ 25.993 por hectare. (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Rebanho leiteiro da China deve recuar 6% neste ano, prevê USDA
O rebanho leiteiro da China deve recuar 6% em 2017 ante o ano anterior, afirma o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório. A perspectiva é que passe de 8 milhões de cabeças para 7,5 milhões de cabeças. Apesar disso, a produtividade deve subir no país, diante do melhoramento genético, ponderou o órgão. O USDA acrescentou que espera uma produção de leite no país em torno de 35,5 milhões de toneladas em 2017, queda de 1% ante 2016. "Os preços do leite devem aumentar neste ano juntamente com o menor custo da ração. A silagem de milho deve favorecer a maior produção de leite", disse a agência. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)

 

 

Porto Alegre, 20 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.545

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 18 de Julho de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Julho de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2017 é de R$ 2,3700/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Brasil cria barreira de proteção sanitária na fronteira com a Venezuela

O trânsito de veículos e pessoas que circulam com produtos de origem animal in natura no município roraimense de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, está sob rigorosa fiscalização por causa de focos de febre aftosa detectados na Colômbia.

Segundo a chefe do Setor de Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA/RR), Terezinha Brandão, a barreira de proteção é formada por três equipes permanentes: uma na entrada de Pacaraima, a segunda em regime de vinte e quatro horas na saída do município e a terceira em possíveis passagens clandestinas localizadas ao longo da fronteira seca do estado com o país vizinho.

Na primeira semana de atuação, diz Terezinha Brandão, foram aprendidos mais de 40 kg de produtos, entre carnes, queijos e embutidos. O trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem o apoio da Agência de Defesa Agropecuária (Aderr) do estado. A ação é por tempo indeterminado, assinala a chefe de Fiscalização Agropecuária da SFA/RR. O Mapa está monitorando, por meio de boletins, a evolução das medidas adotadas pela Colômbia para conter a proliferação do vírus.

O reforço na fiscalização se impõe porque a Venezuela tem extensa fronteira com a Colômbia. A medida objetiva garantir não só a sanidade do gado de Roraima, mas também a do restante do país. O estado tem cerca de 800 mil cabeças de gado e foi declarado como livre de aftosa pelo Mapa em abril deste ano. O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa com vacinação e tem o maior rebanho comercial do mundo, com 217,5 milhões de cabeças. (As informações são do Mapa)

Brasil facilita entrada de produtos agropecuários da UE; leite e produtos lácteos são beneficiados

O Brasil concedeu autorizações sanitárias para a União Europeia (UE) que vão facilitar a entrada de uma série de produtos de origem animal do bloco no mercado brasileiro, como Bruxelas vinha exigindo em meio às discussões sobre problemas com a carne brasileira. "Atendemos a uma série de pedidos da UE na área fitossanitária. Para eles, o impacto será importante"', afirmou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, que trabalha em Genebra.

Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos beneficiados são carne e produtos cárneos de aves, bovinos e suínos, envoltórios naturais de bovinos e suínos, gelatina e colágeno, leite e produtos lácteos e mel e produtos apícolas e ovos. Conforme o diplomata, as autorizações não têm relação com as discussões acerca das inspeções envolvendo carne brasileira, que até agora não satisfizeram Bruxelas.

Pedro Miguel da Costa e Silva disse que a agenda SPS, que inclui medidas sanitárias e fitossanitárias, é permanente entre Brasil e UE, e que questões específicas fazem parte do dia a dia dessas discussões. E que é em decorrência de inspeções, convergências regulatórias e análises técnicas que os produtos são liberados nos respectivos mercados.

Porém, ao retornar de uma viagem ao Brasil logo depois de deflagrada a Operação Carne Fraca, em março, o comissário de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Vytenis Andriukaitis, não escondeu que Bruxelas estava usando o problema para tentar arrancar rapidamente do Brasil melhor acesso para suas exportações agroalimentares.

Na ocasião, ele contou que aproveitou a viagem ao Brasil "para destacar a forte insatisfação dos Estados-membros" com as dificuldades no acesso de produtos europeus do setor no país. E disse que elas contrastava "com a abordagem transparente e construtiva [da UE] em relação ao Brasil", inclusive naquela situação. 

Em Genebra, no exame da política comercial brasileira, a UE fez perguntas sobre inspeção, reconhecimento de produtos e outros aspectos técnicos. Foi o que levou a delegação brasileira a destacar que, na semana passada, uma série de autorizações para atender à demanda europeia havia sido enviada. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Languiru recebe distinção pela atuação no mercado internacional

A Cooperativa Languiru foi reconhecida como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação do Rio Grande do Sul. O presidente Dirceu Bayer, acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do diretor administrativo Euclides Andrade, do gerente industrial Fabiano Leonhardt e do jornalista Leandro Augusto Hamester, participaram da solenidade de premiação realizada na noite de 13 de julho no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre. Considerado o principal reconhecimento na área de comércio exterior no Rio Grande do Sul, o Prêmio Exportação RS é uma promoção da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). A distinção busca valorizar empresas gaúchas ou com sede no Estado que obtiveram os melhores resultados no comércio internacional, colaborando para a economia do Rio Grande do Sul com o desenvolvimento de estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado externo. O 45º Prêmio Exportação RS teve 43 empresas de diferentes setores agraciadas, valorizando os melhores resultados mercadológicos e estratégias inovadoras no âmbito global. A premiação é baseada no desempenho quantitativo e qualitativo das exportações, avaliados por Conselho formado por lideranças de instituições relacionadas ao cenário exportador gaúcho: ADVB/RS, Agenda 2020, Apex-Brasil, Badesul, Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Banco do Brasil, Governo Federal, BRDE, Banrisul, Governo do Estado, Farsul, Fecomércio-RS, Federasul, Fundação de Economia e Estatística, Fiergs, Movimento Brasil Competitivo, PGQP, Porto do Rio Grande, Secretaria dos Transportes do Rio Grande do Sul, PwC e UFRGS.

As empresas agraciadas, provenientes de diferentes regiões do Estado, foram reconhecidas em 21 categorias. Além disso, a edição deste ano do Prêmio também reconheceu a personalidade Revelação em Comércio Internacional, entregue ao diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, e Personalidade Competitiva Internacional 2017, concedida ao presidente da Cotrijal, Nei Mânica. A cerimônia de premiação reuniu mais de 500 convidados, em especial lideranças empresariais e políticas do Estado, formadores de opinião e imprensa. 

Destaque Mercadológico
A Cooperativa Languiru foi laureada com a distinção Destaque Mercadológico, balizando a aplicação de avançadas técnicas de marketing no mercado internacional. O reconhecimento notabiliza o trabalho da cooperativa, da prospecção ao pós-venda, com a estratégia de fidelização de clientes em diferentes mercados consumidores, atendendo altas exigências quanto ao padrão de qualidade dos produtos, e sua participação nas maiores feiras de alimentos no mundo. Na mesma categoria também foram homenageadas as empresas Leeboy Brazil, de Porto Alegre, e Schio, de Vacaria. O presidente Dirceu Bayer recebeu o troféu das mãos do presidente da Fecoagro, Paulo Pires. "O agronegócio mais uma vez mostra a sua força para o desenvolvimento econômico do país, e precisa ser valorizado por isso. Precisamos seguir em frente, procurando um lugar ao sol diante do cenário de perda de confiança na economia e na política brasileira. É essencial valorizarmos bons exemplos, como os que foram reconhecidos no Prêmio Exportação RS. Momentos como esse são muito importantes e nos motivam a seguir em frente", agradeceu Bayer. Consolidada como a segunda maior cooperativa de produção do Estado (Ranking da Revista Amanhã 2016), o presidente enalteceu a qualidade dos produtos Languiru e o empenho de associados e colaboradores. "O segredo da nossa qualidade está na atuação próxima aos associados, a grande maioria com pequenas propriedades. Também somos caracterizados pela diversidade de negócios da cooperativa e o excelente trabalho de assistência técnica ao produtor. Em momentos de crise, essa diversificação contribui significativamente para o desempenho positivo da Languiru ao longo dos últimos anos. Com este mix de alternativas, conseguimos nos posicionar de maneira diferenciada no mercado. Com o trabalho de gestão, aliado à dedicação de associados e colaboradores, a Languiru vive um excelente momento", avaliou. Considerando a presença da Languiru no mercado externo, Bayer reiterou o incremento nos volumes comercializados. "Estamos muito animados com o acréscimo registrado nas exportações de produtos de aves e suínos, com o advento dos investimentos realizados no nosso novo Frigorífico de Suínos e alicerçado na nossa tradição e qualidade empregada no Frigorífico de Aves. Passamos a atender novos e importantes mercados e hoje os produtos Languiru estão presentes em mais de 40 países. Consolidamos o projeto da cooperativa, cujo desempenho reflete no faturamento que superou R$ 1,2 bilhão no último exercício, com perspectiva de crescimento para 2017." Apesar do cenário de incertezas, Bayer se disse otimista. "Vivemos um momento diferenciado e importante, com redução dos custos de produção, especialmente de insumos como o milho e o farelo de soja, o que nos permite resultados promissores tanto na avicultura como na suinocultura, refletindo no excelente desempenho econômico e financeiro da Languiru, especialmente neste primeiro semestre de 2017", concluiu.

Agenda positiva
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também se disse contente com o reconhecimento e valorizou a importância da distinção como Destaque Mercadológico. "Esse é o 'Oscar da exportação', o Rio Grande do Sul e o Brasil precisam marcar território também no mercado global. É muito importante divulgar esses cases de sucesso, as boas notícias, num momento conturbado no cenário político e econômico. É uma honra podermos, mais uma vez, integrar este seleto grupo de empresas exportadoras bem-sucedidas. É um momento comemorado por toda 'Família Languiru'", frisou. Da mesma forma, também enalteceu os recentes investimentos realizados pela cooperativa no seu parque industrial, bem como as melhorias implementadas pelos associados nas suas propriedades. "Tanto a Languiru quanto o nosso produtor realizaram uma série de investimentos em infraestrutura e tecnologia. Hoje, a cooperativa está preparada para atender aos mercados mais exigentes do mundo globalizado."

Kreimeier lembrou a história da Languiru no mercado internacional, com a exportação de cortes de frango há mais de 20 anos e o início das exportações de produtos suínos. "A Languiru vive um bom momento, graças à eficiência e trabalho dos associados e medidas de gestão e reestruturação adotadas pela cooperativa a partir de 2015. Hoje, produzimos mais de 735 mil quilos de alimentos diariamente, além de 1,4 milhão de quilos de alimentos para nutrição animal. Estamos entre as maiores cooperativas de produção do Rio Grande do Sul, com previsão de faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2017, bons números que também se refletem nas propriedades dos nossos associados, além da oferta de produtos de qualidade e com valor agregado ao mercado nacional e internacional", finalizou o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru) 

A qualidade dos produtos lácteos chineses continua melhorando, mostra relatório
Qualidade/China - Cerca de 99,8% do leite fresco e 99,5% das amostras de produtos lácteos testados no último ano atingiram os padrões estabelecidos, de acordo com o relatório sobre qualidade dos lácteos publicado nesta quarta-feira. A qualidade dos produtos lácteos domésticos continuou a melhorar em 2017, de acordo com o relatório conjunto realizado pela Associação Láctea da China (DAC) e o Ministério da Agricultura (MOA). A indústria de laticínios do país se recuperou do escândalo de 2008, quando a fórmula infantil produzida pelo Grupo Sanlu, então maior empresa de laticínios, apresentou contaminação por melamina, matando seis bebês e internando outros milhares com sérios problemas. Verificações periódicas do ano passado não detectaram aditivos ilegais, como a melamina, diz o relatório. Cerca de 98,7% das fórmulas infantis testas atenderam os padrões recomendados, um percentual muito acima de outros alimentos produzidos no mercado interno. Os indicadores de padrões de qualidade e segurança encontrados são compatíveis com os dos países desenvolvidos, disse Wang Jiaqi do MOA, em uma coletiva de imprensa, na ocasião do lançamento do relatório. A qualidade do leite e dos produtos lácteos melhorou, uma vez que a China tomou medidas severas nos últimos anos, incluindo melhorando os regulamentos e os padrões para a indústria, e reforço na fiscalização, disse Liu Yaqing, diretor do DAC. A China produziu 37,12 milhões de toneladas de leite e 29,93 milhões de toneladas de produtos lácteos no ano passado, ocupando o terceiro lugar, depois dos Estados Unidos e da Índia, segundo o relatório. (The Dairy Site - Tradução Livre: Terra Viva)