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13/10/2017

 
 

Porto Alegre, 13 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.602

 

Mapa fará auditoria no serviço veterinário oficial do RS entre 23 e 27 deste mês

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fará auditoria no serviço veterinário oficial (SVO) do Rio Grande do Sul entre os dias 23 e 27 deste mês. O trabalho, feito a cada três anos, visa avaliar a capacidade técnica e operacional do estado, o que envolve recursos humanos, físicos e financeiros. O resultado permitirá ao Mapa, caso necessário, indicar correções para melhoria dos serviços.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, a auditoria no RS avaliará a capacidade de resposta do serviço veterinário e sua atuação nas ações desenvolvidas pelos diversos programas sanitários. Será feito, acrescentou, um diagnóstico de eventuais inconformidades e dos pontos fortes, a fim de indicar mudanças, caso necessário.

Em novembro, entre os dias 20 e 24, o Mapa fará auditoria no serviço veterinário de Santa Catarina, informou Marques.

O Mapa começou as auditorias em 2016 e deverá concluí-las em 2018.  Até agora, foram auditados os serviços veterinários oficiais do Pará, de Alagoas, do Piauí, de Pernambuco, do Maranhão, de Sergipe, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, do Acre e de Rondônia.

Em 2018, serão feitas 12 auditorias: Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Amazonas, São Paulo, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Amapá, Roraima e Distrito Federal. Também no ano que vem será realizada inspeção para avaliação dos programas direcionados à febre aftosa.

Para as auditorias foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação da qualidade do SVO, adaptando metodologia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) usada pelos serviços veterinários dos países membros, conhecida como PVS/OIE Tool (Performance of Veterinary Services).

O serviço veterinário oficial é composto pelo Mapa e por órgãos estaduais de sanidade agropecuária, além de veterinários credenciados. A missão do SVO é garantir proteção e segurança aos consumidores dos produtos de origem animal e o acesso dessas mercadorias aos mercados interno e externo, por meio da prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais, além do controle do uso de insumos e atividades que possam afetar a saúde e o bem-estar animal. (Mapa) 

Leite deve ficar mais caro com veto a produto uruguaio

O litro do leite deve ficar mais caro para o consumidor depois que o governo proibiu as importações do Uruguai. A decisão atendeu a um pedido dos produtores brasileiros que acusam o país vizinho de concorrência desleal. Assista a reportagem na íntegra. (Jornal da Band)

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 41/2017

Leite/América do Sul - Em termos de produção leiteira agrícola, durante o ano passado, a  indústria leiteira sul americana passou de uma crise profunda para uma recuperação drástica, principalmente devido a uma melhoria no clima do continente.

Nas principais bacias leiteiras da Argentina e do Uruguai a produção do leite de fazenda continua variando enquanto a primavera se aproxima. O fornecimento de leite / creme é grande, acima dos níveis do ano passado. Os volumes excedentes de leite estão sendo destinados à fabricação de leite engarrafado / UHT, queijo, iogurte e secagem. As remessas para vários canais de varejo e serviços de alimentação estão fortes esta semana. Em geral, os estoques de produtos lácteos estão consistentes.     

No Brasil, a produção de leite é robusta, mais do que suficiente para cobrir a maioria das necessidades domésticas de processamento. Com grandes volumes de leite / creme prontamente disponíveis no mercado, os processadores estão pagando menos aos produtores. Isso está afetando negativamente as receitas de várias indústrias de lácteos. Alguns produtores culpam as importações de produtos lácteos como a causa das margens negativas. Assim, muitos pressionam o governo brasileiro para regular as importações de produtos lácteos vindos do Uruguai. Na verdade, durante essa semana o governo brasileiro suspendeu a importação de produtos lácteos do Uruguai.
Esta medida está em vigor até o Uruguai provar a origem do leite exportado para o Brasil. Enquanto isso, no mercado brasileiro, a demanda por queijo está melhorando enquanto a produção está muito ativa. Além disso, devido aos grandes estoques de leite UHT, alguns processadores estão reduzindo a fabricação de UHT. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 


 

Cauteloso, brasileiro abre mão de iogurte

Apesar dos sinais de recuperação econômica, o brasileiro continua preocupado, achando que a inflação pode subir e o desemprego, também. Por isso, ele ainda abastece a despensa com produtos básicos como açúcar, café solúvel e detergente em pó. E está aprendendo a viver sem iogurte e creme de leite, entre outros produtos. Essa cautela tem a ver com o cenário que a população desenha para os próximos seis meses. "A percepção de que a inflação e o desemprego aumentarão subiu devido à queda recente na renda pessoal e à situação financeira futura", afirma Márcia Cavallari Nunes, presidente do Ibope Inteligência. No mês passado, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor apurado pelo Ibope Inteligência e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 3,1% na comparação com agosto, para 98,5 pontos. Esse recuo reverteu o crescimento observado no mês anterior e levou o indicador ao menor patamar deste ano. O brasileiro mostrou pessimismo em relação ao emprego, endividamento e à inflação. O medo do desemprego atingiu o segundo maior patamar da série histórica iniciada em 1996, a 67,7 pontos, apesar dos sinais de recuperação da produção e do emprego. "Para o consumidor, a situação financeira futura não irá melhorar", disse a executiva do Ibope. Diante disso, o consumidor continua cauteloso quando vai ao supermercado. Pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel, em 11,3 mil domicílios em todo o país, identificou que esse comportamento reflete um orçamento apertado. 

"Mesmo que 2017 esteja melhor em termos de inflação, a taxa de desemprego segue elevada. Este cenário beneficia os alimentos e os produtos que são comprados com mais frequência. Por enquanto, os consumidores estão mais racionais para fazer suas compras, procurando as melhores ofertas e as embalagens mais adequadas", afirmou Christine Pereira, diretora comercial da Kantar. Segundo ela, embora o estudo tenha sido realizado nos seis primeiros meses do ano, o retrato dos hábitos do brasileiro permanece inalterado na metade deste semestre. A pesquisa, que abrange 82% da população nas cidades com mais de 10 mil habitantes, detectou que o consumidor está aprendendo a viver sem alguns produtos como creme de leite, queijo tipo "petit suisse", alisantes para cabelos e leite pasteurizado. Batata congelada, bebidas à base de soja, achocolatado em pó e hambúrguer estão sendo comprados com mais parcimônia. 

Os produtos tiveram retração por dois semestres consecutivos e crescimento nos seis primeiros meses deste ano. No primeiro semestre, a cesta de perecíveis teve retração de 10,2% em unidades compradas e de 13,1% em toneladas, em relação a igual período do ano passado. Se forem considerados todos os produtos, o volume consumido em toneladas subiu 1,2% no semestre, na comparação anual. Neste caso, o destaque é para o impulso nas vendas de bebidas no Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e Paraíba. Os brasileiros do Norte e do Nordeste estão indo menos vezes às compras, mas lideram o volume consumido, em toneladas, no país. A diretora da Kantar explicou que esse movimento é causado pelo crescimento dos atacarejos, sobretudo no Ceará. Na região Sul também registra-se aumento da quantidade de produtos comprados, com redução na frequência às lojas. Na Grande São Paulo, houve queda de 2,1% em toneladas consumidas, enquanto as idas às lojas ficaram estáveis. A Grande Rio, por sua vez, teve recuo de 3,3%, em toneladas, mas o número de compras subiu 5,6%. Nas regiões metropolitanas, as compras de maior frequência são feitas para pequenas reposições da despensa, principalmente no Rio de Janeiro. (Valor Econômico) 

Economia da América Latina deve crescer 1,2% este ano e 2,2% em 2018, diz Cepal. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revisou as projeções da atividade econômica da região e estima crescimento de 1,2% para este ano e de 2,2% para 2018. De acordo com os dados, divulgados hoje (12),  esse aumento foi impulsionado pela produção de matérias-primas. Segundo o organismo multilateral, Brasil e México, as maiores economias da região, crescerão em 2017 0,7% e 2,2%, respectivamente, e 2% e 2,4%o em 2018. O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrará alta de 2,4% este ano e de 2,7% no próximo ano, enquanto a Colômbia crescerá 1,8% e 2,6% nos dois anos, respectivamente. Conforme os números, a economia da Venezuela registrará uma contração de 8% este ano e cairá 4% em 2018. Os indicadores da Cepal revelam que, mantendo a característica dos último anos, a dinâmica de crescimento mostra diferenças entre países e regiões. O exemplo são as economias dos países da América do Sul, especializados na produção de bens primários, especialmente petróleo, minerais e alimentos, que registraram uma taxa de crescimento de 0,7% em 2017 (Agência Brasil)

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