{"id":9847,"date":"2022-07-06T20:05:26","date_gmt":"2022-07-06T20:05:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=9847"},"modified":"2022-07-06T20:08:57","modified_gmt":"2022-07-06T20:08:57","slug":"06-07-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/07\/06\/06-07-2022\/","title":{"rendered":"06\/07\/2022"},"content":{"rendered":"<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 06 de julho de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 16 - N\u00b0 3.696<\/p>\n<hr>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Uruguai \u2013 Campe\u00f5es mundiais no consumo de l\u00e1cteos<br \/>\n<\/b><br \/>\nConsumo\/UR \u2013 O consumo de l\u00e1cteos no Uruguai continua aumentando e o n\u00edvel alcan\u00e7ado \u00e9 o dobro do consumo m\u00e9dio mundial, segundo um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (INIA).<\/p>\n<p>\u201cNo Uruguai s\u00e3o consumidos 266 litros de leite por pessoa por ano, se considerarmos o leite fluido e os derivados. Em 1999 eram 202 litros e desde ent\u00e3o, anualmente os uruguaios consomem dois litros mais do que no ano anterior\u201d, explicou o agr\u00f4nomo Santiago Fari\u00f1a, diretor do Programa de Leite do INIA<\/p>\n<p>O profissional destacou que esse registro \u201cchama a aten\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 mais do dobro do consumo de leite per capita do resto do mundo e um dos mais altos da Am\u00e9rica Latina\u201d.<\/p>\n<p>As cerca de 3.000 fazendas leiteiras distribu\u00eddas em todo o pa\u00eds ordenham por ano 2 bilh\u00f5es de litros de leite que s\u00e3o processados pela ind\u00fastria e pelas queijarias artesanais.<\/p>\n<p>De tudo o que \u00e9 produzido, sempre com base na informa\u00e7\u00e3o do INIA, 70% \u00e9 exportado e 30% comercializado no mercado interno, onde o consumo per capita de l\u00e1cteos \u00e9 o dobro do resto do mundo<\/p>\n<p>Tendo isso como marco, o INIA tem como objetivo trabalhar para manter essas cifras com um produto de maior qualidade e produzido em sistemas mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>O que se produz com o leite?<\/p>\n<p>O queijo \u00e9 o protagonista entre os l\u00e1cteos em termos de consumo interno e \u00e9 o produto que absorve 20% de todo o leite produzido anualmente. O produto mais industrializado \u00e9 o leite em p\u00f3, que absorve 50% do leite, e em seguida vem o leite fluido que consome 10% da produ\u00e7\u00e3o. A manteiga representa 7% e o resto \u00e9 destinado a outros produtos (sorvetes, iogurtes, doce de leite entre outros).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 qualidade do leite uruguaio, Fari\u00f1a detalhou que 90% \u00e9 processado pela ind\u00fastria, que se encarrega de avaliar a inocuidade, a aus\u00eancia de antibi\u00f3ticos e o teor de s\u00f3lidos, que s\u00e3o os que cont\u00eam os aportes nutricionais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante esclarecer que os produtores de leite recebem o pagamento em fun\u00e7\u00e3o dos s\u00f3lidos do leite, n\u00e3o pela quantidade de litros. Um leite com poucos s\u00f3lidos \u00e9 perda para o produtor, o consumidor e tamb\u00e9m para a ind\u00fastria\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Com milh\u00f5es de toneladas de leite anuais, o Uruguai atualmente produz duas vezes mais do que pode consumir internamente. Da\u00ed, 70% \u00e9 exportado para mais de 60 pa\u00edses, sendo Brasil, Arg\u00e9lia e China os principais compradores do \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Um de cada tr\u00eas \u00e9 excedente<\/p>\n<p>\u201cNosso leite \u00e9 de exporta\u00e7\u00e3o e isso \u00e9 particular na Am\u00e9rica Latina, onde somente dois outros pa\u00edses t\u00eam mais leite do que consome sua popula\u00e7\u00e3o: Argentina e Costa Rica. O resto produz unicamente para o abastecimento interno\u201d, destacou Fari\u00f1a.<\/p>\n<p>Sustentabilidade, automa\u00e7\u00e3o e robotiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A intensifica\u00e7\u00e3o produtiva e a sustentabilidade s\u00e3o objetivos chave para os pesquisadores do INIA, que buscam solu\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am toda a cadeia a n\u00edvel econ\u00f4mico, social e ambiental. No econ\u00f4mico, se centram em desenvolver sistemas com alta efici\u00eancia no uso de pastagens e em melhorar a sa\u00fade e o conforto das vacas. Tamb\u00e9m trabalham em um sistema de avalia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para que os produtores contem com informa\u00e7\u00f5es para selecionar touros cujas bezerras produzam leite de maior qualidade, sejam mais f\u00e9rteis, vivam mais tempo e adoe\u00e7am menos.<\/p>\n<p>No social, o instituto estuda alternativas tecnol\u00f3gicas como a automa\u00e7\u00e3o e a robotiza\u00e7\u00e3o que facilitam tarefas e rotinas da fazenda, e assim conseguir melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e tornar mais atrativa a produ\u00e7\u00e3o de leite para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em mat\u00e9ria ambiental, o foco do INIA \u00e9 obter a autossufici\u00eancia dos sistemas, para que n\u00e3o requeiram insumos externos e melhorar o balan\u00e7o de nutrientes na pr\u00f3pria fazenda e gest\u00e3o de res\u00edduos, de forma a preservar os recursos naturais: solo e \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cO Uruguai \u00e9 pioneiro na Am\u00e9rica Latina em cuidado ambiental nos sistemas produtivos, um pouco por seu perfil exportador, que o faz ficar atento ao que se passa no mundo, e tamb\u00e9m porque tivemos alertas cedo, com o problema de efluentes no rio Santa Luc\u00eda em 2013, que nos fez ver que ter\u00edamos que tomar medidas concretas, como o Plano de Uso e Manejo de Solos que temos hojes\u201d, destacou Fari\u00f1a.<\/p>\n<p>O especialista lembrou que \u201cmais na frente vai determinar a forma como se trabalha nos campos e se produz leite em geral estar\u00e1 relacionado n\u00e3o somente com os consumidores e mercados, mas tamb\u00e9m com os vizinhos e a popula\u00e7\u00e3o que passar pelas rodovias e denunciar quando os campos n\u00e3o estiverem de acordo\u201d.<\/p>\n<p>Neste sentido, destacou a oportunidade de envolver a sociedade no mundo rural nas discuss\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o de alimentos, sa\u00fade e sistemas agropecu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Diante disso, Fari\u00f1a disse que \u201co principal objetivo da ci\u00eancia deve ser contribuir para que os produtores possam ter renda est\u00e1vel a partir de sistemas que sejam o mais parecido com a natureza em seu estado original, cuidando dos recursos naturais, com animais pastando ao ar livre e reduzindo a necessidade de utilizar insumos externos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEntretanto faltam muitas coisas para melhorar e, n\u00f3s das ci\u00eancias estamos trabalhando para conseguir, porque o objetivo \u00e9 manter a produtividade e a qualidade do leite uruguaio, assegurando a sustentabilidade de toda a cadeia\u201d, concluiu. (Fonte: El Observador - Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos: importa\u00e7\u00f5es seguem ganhando for\u00e7a<br \/>\n<\/b><br \/>\nSegundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (05\/07) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (SECEX), o saldo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos foi de -75 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite no m\u00eas de junho, uma diminui\u00e7\u00e3o de 23 milh\u00f5es, ou aproximadamente 43,6% em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Ao se comparar ao mesmo per\u00edodo do ano passado (junho\/2021), o saldo deste ano tamb\u00e9m foi mais negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse per\u00edodo foi de -52 milh\u00f5es de litros, representando uma diferen\u00e7a de aproximadamente 24 milh\u00f5es de litros, ou 45,7%. Confira a evolu\u00e7\u00e3o no saldo da balan\u00e7a comercial l\u00e1ctea no gr\u00e1fico 1.<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 1. Saldo mensal da balan\u00e7a comercial brasileira de l\u00e1cteos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/GR6VacABF0431\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/GR6VacABF0431\"><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma forte queda entre abril e maio, novamente ocorreram recuos nas exporta\u00e7\u00f5es. O per\u00edodo apresentou um decr\u00e9scimo de -3,6 milh\u00f5es de litros no volume exportado, representando um recuo de 32%. Ao se comparar com 2021, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais destoante, ocorrendo um decr\u00e9scimo de -11,2 milh\u00f5es de litros, representando um recuo de aproximadamente -58,9% no volume exportado no per\u00edodo. Sendo assim, o cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es se manteve em junho, ocorrendo decr\u00e9scimos no volume exportado de produtos l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 2. Exporta\u00e7\u00f5es em equivalente-leite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/mZ074bABF0416\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/mZ074bABF0416\"><\/p>\n<p>Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o cen\u00e1rio de ganho de competitividade dos produtos internacionais refletiu em altas nos volumes destinados a estas negocia\u00e7\u00f5es. O m\u00eas de junho apresentou um aumento de 30% nas importa\u00e7\u00f5es, com um acr\u00e9scimo no volume de importa\u00e7\u00f5es de 19,3 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite.<\/p>\n<p>Analisando o mesmo per\u00edodo do ano passado, tamb\u00e9m nota-se um aumento entre os volumes importados; em junho de 2021, 70,7 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite foram importados, j\u00e1 em 2022 esse valor teve uma varia\u00e7\u00e3o positiva de aproximadamente 18%, totalizando um aumento de 12,5 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gr\u00e1fico a seguir:<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 3. Importa\u00e7\u00f5es em equivalente-leite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/0TID14ABF0415\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/0TID14ABF0415\"><\/p>\n<p>Esse aumento nos volumes importados e recuo das exporta\u00e7\u00f5es acarretaram um saldo mais negativo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos para o m\u00eas de junho, apresentando o resultado mais negativo do ano, at\u00e9 o momento, e o menor valor desde novembro de 2021.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio se formou devido alguns fatores-chave, tais como: os recuos apresentados nos pre\u00e7os internacionais, a baixa disponibilidade de leite no Brasil e os pre\u00e7os dos derivados l\u00e1cteos no mercado interno, que est\u00e3o operando pr\u00f3ximos de m\u00e1ximas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Em meio a menor demanda chinesa frente a pol\u00edtica de controle da covid-19 no pa\u00eds e temores de uma poss\u00edvel recess\u00e3o econ\u00f4mica mundial, os pre\u00e7os dos derivados l\u00e1cteos no mercado internacional v\u00eam emplacando baixas.<\/p>\n<p>Esse fato associado a baixa disponibilidade de leite no mercado interno, que vem impactando nos pre\u00e7os, e impulsionando os valores para pr\u00f3ximo de m\u00e1ximas hist\u00f3ricas, trouxe um ganho de competitividade para os produtos internacionais, o que refletiu em maiores negocia\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Desta forma, mesmo em meio ao avan\u00e7o do d\u00f3lar nas \u00faltimas semanas, o m\u00eas de junho se mostrou favor\u00e1vel as negocia\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o e manteve a janela de exporta\u00e7\u00f5es fechada.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos produtos mais importantes da pauta importadora em junho, temos o leite em p\u00f3 integral, os queijos, o leite em p\u00f3 desnatado e o soro de leite, que juntos representaram 92% do volume total importado. O leite em p\u00f3 integral teve uma eleva\u00e7\u00e3o de 95% em seu volume importado. Al\u00e9m do leite em p\u00f3 integral, os produtos que tiveram maiores varia\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o foram o soro de leite, os queijos e as manteigas, com aumentos de 20%, 23% e 14%, respectivamente.<\/p>\n<p>Os produtos que tiveram maior participa\u00e7\u00e3o no volume total exportado foram o leite condensado, o leite UHT, o creme de leite e os queijos, que juntos, representaram 81% da pauta exportadora. O leite em p\u00f3 integral teve um recuo de 95% em seu volume exportado, e o soro de leite um recuo de 100%.<\/p>\n<p>A tabela 1 mostra as principais movimenta\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio internacional de l\u00e1cteos no m\u00eas de junho deste ano.<\/p>\n<p>Tabela 1. Balan\u00e7a comercial l\u00e1ctea em junho de 2022.&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/6qu241ABF0459\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/6qu241ABF0459\"><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Milkpoint<\/p>\n<p><b>Relat\u00f3rio detalha efeitos do La Ni\u00f1a no mercado global de gr\u00e3os<br \/>\n<\/b><br \/>\nUm novo relat\u00f3rio da hEDGEpoint Global Markets avalia os impactos do La Ni\u00f1a nas culturas da soja, milho e trigo. Segundo a companhia, o atual padr\u00e3o \u00e9 classificado como Ativo, o que significa que o clima global est\u00e1 sob influ\u00eancia. O fen\u00f4meno deve se prolongar no m\u00eas de junho, enfraquecendo entre julho-agosto, com impacto nas lavouras de gr\u00e3os ao redor do mundo.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, a primeira leitura do USDA para a safra 22\/23 (a \u00faltima neste momento) j\u00e1 penalizou a produtividade de milho dos EUA pelos atrasos no plantio, projetando-a 2,2% abaixo da tend\u00eancia\u201d, avalia Pedro Schicchi, analista de Gr\u00e3os e Prote\u00edna Animal da hEDGEpoint Global Markets. \u201cPor outro, os rendimentos de soja foram projetados em 1,2% acima da tend\u00eancia neste mesmo relat\u00f3rio\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Soja e Milho<\/p>\n<p>Os analistas destacam que a janela junho-agosto \u00e9 marcada pela esta\u00e7\u00e3o de cultivo nos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, a saber, EUA e Ucr\u00e2nia. Nos anos em que ocorre o La Ni\u00f1a, geralmente h\u00e1 secura e calor no Centro-Oeste dos EUA. Embora haja um ganho de produtividade na soja este ano, os rendimentos costumam cair 1,7% (milho) e 1,3% (soja) no hist\u00f3rico do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, ao contr\u00e1rio dos EUA, o La Ni\u00f1a tem uma correla\u00e7\u00e3o relativamente alta com precipita\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia em algumas regi\u00f5es do Leste Europeu. Em anos an\u00e1logos, os rendimentos tiveram alta, em m\u00e9dia, de 7,5%. Mas o clima n\u00e3o \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o dos produtores ucranianos nesta safra.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o russa imp\u00f5e quest\u00f5es operacionais, como escassez de m\u00e3o de obra, insumos e capacidade de armazenamento. Dessa forma, espera-se que a produ\u00e7\u00e3o de milho do pa\u00eds reduza em 40 a 50%. Atualmente, espera-se que os rendimentos caiam 22% abaixo da tend\u00eancia. Ainda assim, embora provavelmente n\u00e3o mude a situa\u00e7\u00e3o atual dos produtores ucranianos, um clima favor\u00e1vel tamb\u00e9m n\u00e3o prejudica.<\/p>\n<p>Trigo<\/p>\n<p>O mercado de trigo tem muitas preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de inverno no Mar Negro, mas o La Ni\u00f1a provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 uma delas, dado que a colheita j\u00e1 est\u00e1 em andamento na janela analisada (jun-ago). Nas Am\u00e9ricas, a Argentina provavelmente ter\u00e1 o inverno mais frio j\u00e1 registrado no come\u00e7o do ciclo de crescimento ap\u00f3s o plantio em julho, enquanto os n\u00edveis de chuva tendem a se manter est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Se o padr\u00e3o verificado nos \u00faltimos anos com ocorr\u00eancias se repetir, n\u00e3o se deve esperar que o La Ni\u00f1a tenha um grande papel cortando produtividades nas lavouras argentinas. Outros fatores, como a falta de fertilizantes e competi\u00e7\u00e3o de \u00e1rea com o sorgo, t\u00eam mais chance de reverter a tend\u00eancia de crescimento do trigo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nos EUA, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida com a R\u00fassia: o La Ni\u00f1a deste ano deve chegar tarde demais para comprometer a performance do trigo de inverno. Os impactos maiores tendem a recair sobre a safra de primavera, que corresponde a em torno de 30% da produ\u00e7\u00e3o total. \u201cQualquer dano maior \u00e0 safra de primavera adicionaria mais press\u00e3o para um mercado que j\u00e1 est\u00e1 estressado, dado que acrescentaria \u00e0s tens\u00f5es geradas pelas m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es da safra de inverno\u201d, disse David Silbiger, analista de Commodities da HedgePoint Global Markets.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Agrolink, adaptadas pela Equipe MilkPoint.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><i style=\"font-size: 1rem;\"><b>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/b><\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><em><strong>Por que participar do MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade?<br \/>\n<\/strong>A sustentabilidade deixou de ser uma pauta do passado e distante. Ela j\u00e1 e realidade e indispens\u00e1vel para o futuro. Mundialmente, a preserva\u00e7\u00e3o como meio ambiente e manuten\u00e7\u00e3o dos recursos naturais s\u00e3o pautas pulsantes no trip\u00e9 ambiental da sustentabilidade. No setor l\u00e1cteo, as a\u00e7\u00f5es ambientalmente sustent\u00e1veis j\u00e1 permeiam todos os elos da cadeia produtiva. Nas fazendas de leite, do Brasil e do mundo, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas em prol do meio ambiente inclui, o uso de dejetos para aduba\u00e7\u00e3o, fontes alternativas de energia, reaproveitamento da \u00e1gua das chuvas, uso de bioinsumos, e a produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s a partir dos dejetos dos animais, entre outros. Por ser um assunto relativamente recente, muitos produtores, t\u00e9cnicos e outros profissionais envolvidos no setor, t\u00eam d\u00favidas de como aplicar na rotina das fazendas de leite as alternativas sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o. Por isso, criamos o MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade. Um evento \u00fanico, in\u00e9dito e exclusivo sobre o assunto. <a href=\"https:\/\/www.asaas.com\/c\/392344514941\">Associados do Sindilat\/RS t\u00eam 30% de desconto na inscri\u00e7\u00e3o, clicando aqui.<\/a> (Milkpoint adaptado Sindilat\/RS)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 06 de julho de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 16 - N\u00b0 3.696 Uruguai \u2013 Campe\u00f5es mundiais no consumo de l\u00e1cteos Consumo\/UR \u2013 O consumo de l\u00e1cteos no <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/07\/06\/06-07-2022\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"06\/07\/2022\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9847","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9847"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9856,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9847\/revisions\/9856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}