{"id":9518,"date":"2022-05-19T19:22:23","date_gmt":"2022-05-19T19:22:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=9518"},"modified":"2022-05-19T19:22:23","modified_gmt":"2022-05-19T19:22:23","slug":"biosseguridade-garante-resultados-efetivos-na-producao-e-manutencao-de-status-sanitario-em-relacao-a-aftosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/05\/19\/biosseguridade-garante-resultados-efetivos-na-producao-e-manutencao-de-status-sanitario-em-relacao-a-aftosa\/","title":{"rendered":"Biosseguridade garante resultados efetivos na produ\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de status sanit\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aftosa"},"content":{"rendered":"<p>A biosseguridade \u00e9 um calibrador de resultados na produ\u00e7\u00e3o animal. De um lado, o criador, que precisa arcar com custos de produ\u00e7\u00e3o como nutri\u00e7\u00e3o, m\u00e3o de obra e medicamentos. De outro, o animal tem que, al\u00e9m de ter boa qualidade, precisa pagar a conta do produtor. E o que, segundo a m\u00e9dica veterin\u00e1ria D\u00e9bora Bernardes, da empresa MS Schippers, pode fazer com que essa balan\u00e7a se desloque para um lado ou para o outro \u00e9 a biosseguridade. Ela destacou a import\u00e2ncia da gest\u00e3o destas pr\u00e1ticas nas propriedades durante o F\u00f3rum Estadual da Febre Aftosa nesta quarta-feira (18\/5). O evento integrou a 43\u00aa Expoleite e 16\u00aa Fenasul, que acontece no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Assis Brasil, em Esteio (RS), at\u00e9 domingo (22\/5).<\/p>\n<p>Segundo D\u00e9bora, a biosseguridade tem como objetivo construir barreiras para que microorganismos n\u00e3o consigam infectar os animais. \u201cOs microorganismos agem como motoqueiros no tr\u00e2nsito. Eles v\u00e3o desviando de tudo o que podem e passando por qualquer fresta que exista at\u00e9 conseguir infectar um animal\u201d, exemplificou. De acordo com ela, o conceito vem de encontro a preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m da otimiza\u00e7\u00e3o de recursos utilizados nas fazendas. \u201cBiosseguridade n\u00e3o \u00e9 um bicho de sete cabe\u00e7as. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 fundamental e vai trazer mais lucro, al\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o, para o plantel e melhores resultados produtivos\u201d.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a m\u00e9dica veterin\u00e1ria apresentou os principais pilares do Programa HyCare, no qual a higiene \u00e9 a principal ferramenta para a obten\u00e7\u00e3o de bons resultados na produ\u00e7\u00e3o. Medidas como manter o ambiente com superf\u00edcies imperme\u00e1veis, galp\u00e3o sem pragas, atentar \u00e0 qualidade da \u00e1gua oferecida aos animais, e ter um manejo otimizado, contribuem na preven\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00e3o a\u00e7\u00f5es simples, que podem bloquear os agentes patog\u00eanicos no geral\u201d.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia para o status sanit\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>A biosseguridade \u00e9, inclusive, uma das formas de manter o status sanit\u00e1rio do Rio Grande do Sul como zona livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o. Neste m\u00eas, o Estado comemora um ano da conquista da certifica\u00e7\u00e3o concedida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal (OIE). \u201cEm maio de 2021 n\u00f3s demos um grande recado ao mundo: no Brasil o sistema de sa\u00fade animal est\u00e1 se fortalecendo, est\u00e1 primando pela qualidade, e esse certificado internacional reflete um pouco isso\u201d, ponderou o diretor do Departamento de Sa\u00fade Animal do Minist\u00e9rio da Agricultura, Geraldo Moraes.<\/p>\n<p>Segundo ele, hoje, 20% do rebanho bovino em praticamente 20% do territ\u00f3rio nacional tem reconhecimento de livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o. \u201cTemos um grande desafio que \u00e9 ampliar gradativamente toda essa condi\u00e7\u00e3o zoosanit\u00e1ria para o restante do pa\u00eds. E ter a experi\u00eancia do RS, o conhecimento que \u00e9 produzido aqui nos ajuda e nos traz indica\u00e7\u00f5es e diretrizes para atuar tamb\u00e9m no restante do pa\u00eds\u201d, afirmou Moraes.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Kerber, presidente do Fundesa, destacou, ainda, a necessidade de se manter a vigil\u00e2ncia ativa, a aten\u00e7\u00e3o por parte dos produtores, a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os oficiais, o comprometimento por parte do Estado, al\u00e9m de um fundo compat\u00edvel com a atividade para a preserva\u00e7\u00e3o do status. \u201cEntendemos que o produtor \u00e9 um elo important\u00edssimo dentro do sistema de defesa, porque aquele que tem presen\u00e7a constante com os seus animais, \u00e9 ele quem tem que dar o primeiro sinal de alerta, o primeiro movimento, procurando as autoridades sanit\u00e1rias oficiais ou os t\u00e9cnicos privados no sentido de equacionar as quest\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>O chefe da Divis\u00e3o de Defesa Sanit\u00e1ria Animal, do Departamento de Vigil\u00e2ncia e Defesa Sanit\u00e1ria Animal da Secretaria da Agricultura, Fernando Groff, explicou que o controle de tr\u00e2nsito interno dos animais no RS segue sendo realizado atrav\u00e9s do registro dessas atividades. \u201cS\u00e3o cerca de 4 mil registros em bovinos por dia, que \u00e9 o elo principal da cadeia de transmiss\u00e3o. E, claro, tentamos manter as AMRs (atividade de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos), que \u00e9 aquela barreira que n\u00e3o \u00e9 fronteira ou divisa\u201d, disse, ressaltando que o maior problema \u00e9 o tr\u00e2nsito irregular, os produtores que escapam do controle. \u201cE essa \u00e9 a nossa finalidade em fiscaliza\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>Foto em destaque: YouTube\/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A biosseguridade \u00e9 um calibrador de resultados na produ\u00e7\u00e3o animal. De um lado, o criador, que precisa arcar com custos de produ\u00e7\u00e3o como nutri\u00e7\u00e3o, m\u00e3o de obra e medicamentos. De outro, o animal tem que, al\u00e9m de ter boa qualidade, precisa pagar a conta do produtor. 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