{"id":9430,"date":"2022-05-06T19:45:54","date_gmt":"2022-05-06T19:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=9430"},"modified":"2022-05-06T19:48:01","modified_gmt":"2022-05-06T19:48:01","slug":"06-05-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/05\/06\/06-05-2022\/","title":{"rendered":"06\/05\/2022"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 06 de maio de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 16 - N\u00b0 3.655<\/p>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Estudo aponta avan\u00e7os e desafios da cadeia do leite<br><\/b><br>A produtividade m\u00e9dia nas fazendas leiteiras do pa\u00eds cresceu 59% na \u00faltima d\u00e9cada, com os Estados do Sul na dianteira.<br><br>Reflexo do aumento de produ\u00e7\u00e3o entre 2011 e 2020, os latic\u00ednios compraram mais leite cru, convertendo-o principalmente em queijos, leite UHT e leite em p\u00f3, os derivados que puxaram a produ\u00e7\u00e3o.<br><br>O consumo per capita, no entanto, cresceu apenas 3%, menos do que a popula\u00e7\u00e3o, que aumentou 8% no per\u00edodo.<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/i8XDd6ABF0412\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/i8XDd6ABF0412\"><br><br>Como em toda atividade econ\u00f4mica em que os perfis dos agentes s\u00e3o muito distintos entre si, o potencial inexplorado ainda \u00e9 muito grande. A avalia\u00e7\u00e3o e os dados s\u00e3o do estudo \u201cAgroneg\u00f3cio do Leite: produ\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e oportunidades\u201d, elaborado pelo Departamento de Agroneg\u00f3cio da Fiesp.<br><br>No campo, uma das conquistas no per\u00edodo foi o aumento da produtividade por vaca, resultado de investimentos em gen\u00e9tica, nutri\u00e7\u00e3o, sa\u00fade animal e tecnologia. A produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia saiu de 1,382 bilh\u00e3o de litros por animal, em 2011, para 2,192 bilh\u00f5es em 2020 - uma alta de 59%.<br><br>O ganho \u00e9 relevante em uma atividade econ\u00f4mica que tem sofrido transforma\u00e7\u00f5es paulatinas. O setor retrata um Brasil de v\u00e1rios Brasis ao reunir desde os megaprodutores aos fazendeiros com poucas cabe\u00e7as de gado \u2013 casos em que as \u201cmimosas\u201d representam a \u00fanica renda e o investimento da fam\u00edlia. Com as adversidades, muitos pequenos produtores t\u00eam deixado a atividade, que passa por concentra\u00e7\u00e3o.<br><br>Apesar das mudan\u00e7as, a produtividade brasileira ainda \u00e9 menor que a de grandes produtores globais. Na Nova Zel\u00e2ndia, a m\u00e9dia \u00e9 de 4,5 mil litros por animal ao ano, na Uni\u00e3o Europeia, de 7,2 mil litros, e, nos EUA, a 10,8 mil. Mas as m\u00e9dias nessas regi\u00f5es cresceram de 11% a 16%, enquanto o avan\u00e7o no Brasil foi de 59% no per\u00edodo.<br><br>\u201cNo Brasil o setor ficou um pouco atrasado se comparado com outros segmentos que hoje lideram a pauta exportadora do agroneg\u00f3cio. Mas h\u00e1 muito potencial para conquistar\u201d, diz Antonio Carlos Costa, superintendente de departamentos da Fiesp. O momento \u00e9 desafiador e o setor penou sobretudo em 2021, com a disparada dos custos.<br><br>Segundo o estudo, o custo da opera\u00e7\u00e3o industrial dos latic\u00ednios j\u00e1 vinha subindo \u2013 de 2010 a 2019, o aumento foi de 58%, para R$ 61 bilh\u00f5es. No per\u00edodo, o valor bruto da produ\u00e7\u00e3o dos latic\u00ednios cresceu 33%, para R$ 82 bilh\u00f5es. Apesar do quadro, que inclui a baixa evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita, a Fiesp apresenta uma vis\u00e3o de longo prazo positiva.<br><br>Para os analistas, a atividade tem potencial para novos ganhos em produtividade e consumo, assim como para atrair investimentos.<br><br>Roberto Betancourt, diretor do Departamento de Agroneg\u00f3cio da Fiesp, pontua ser preciso aprimorar o sistema produtivo, j\u00e1 que melhoria de produtividade reduz custos. Para ele, os produtores em pior situa\u00e7\u00e3o continuar\u00e3o deixando a pecu\u00e1ria leiteira. \u201cA busca da efici\u00eancia passa por todos os elos, desde o produtor ao varejo\u201d, acrescenta Cicero Hegg, s\u00f3cio fundador da Latic\u00ednios Tirolez.<br><br>Na mesma d\u00e9cada que a produtividade cresceu no campo, o volume de leite cru adquirido pelos latic\u00ednios subiu 18%, para 25,6 bilh\u00f5es de litros em 2020. Queijos, UHT e leite em p\u00f3 lideraram o segmento. Entre eles, o destaque s\u00e3o os queijos. \u201cFoi o segmento que segurou o consumo\u201d, diz Nilson Muniz, diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de L\u00e1cteos Longa Vida (ABLV).<br><br>O queijo foi o derivado que mais ampliou sua participa\u00e7\u00e3o, seja no volume de derivados produzido pela ind\u00fastria ou no valor faturado por esse elo da cadeia com as categorias de l\u00e1cteos. Em volume, a participa\u00e7\u00e3o de queijos cresceu de 27,8%, em 2010, para 38,7% em 2019, enquanto em valor saiu de 21% para 27%. Segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Queijo (Abiq), Fabio Scarcelli, em queijos o consumo per capita cresceu cerca de 2 quilos desde 2013, para 6 quilos.<br><br>Para ampliar o volume a 7,5 quilos de queijo por habitante em dez anos, conforme projeta a Abiq, ser\u00e1 preciso trabalhar em frentes distintas, como em campanhas informativas para estimular o consumo. \u201cA carne \u00e9 uma prote\u00edna animal que faz mais sucesso por aqui. Na Europa, onde se aprende sobre tipos de queijo desde crian\u00e7a, \u00e9 o contr\u00e1rio\u201d, cita Scarcelli. O consumo per capita de queijo na Europa chega a 20 quilos.<br><br>Naquele continente, a estrela dos churrascos n\u00e3o \u00e9 o bife. \u201cTive a oportunidade de participar de um onde havia 12 tipos de queijos e apenas dois hamb\u00fargueres abandonados em uma churrasqueira descart\u00e1vel\u201d, comenta. O fato \u00e9 que o brasileiro gosta de queijo, mas conhece pouco, e por essa raz\u00e3o as campanhas sobre o produto devem continuar ocorrendo. Apesar de as vendas esbarrarem em poder de compra, o produto \u00e9 quase uma unanimidade, refor\u00e7a Hegg, da Tirolez. \u201cUma pesquisa recente que fizemos relatou 95% de aceita\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<br><br>O queijo est\u00e1 entre os derivados l\u00e1cteos que representam papel importante para explorar o potencial de consumo que a ind\u00fastria enxerga para o setor. O brasileiro consome 172 litros de leite per capita por ano, indica a pesquisa, abaixo do absorvido no mercado americano, onde o volume \u00e9 de 327 litros a cada ano. Na Europa, s\u00e3o 233 litros ao ano e, na Argentina, 265 litros.<br><br>\u201cNosso consumo m\u00e9dio de l\u00e1cteos tem potencial de aumentar mais de 50% e se equiparar ao da Argentina, pa\u00eds com o qual compartilhamos aspectos econ\u00f4mico-sociais semelhantes\u201d, diz Carlos Humberto, presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Derivados do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindileite).<br><br>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Valor Econ\u00f4mico.<\/div>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<div><b>Europa: custos explosivos nos latic\u00ednios colocam em risco a produ\u00e7\u00e3o de alimentos<br><br><\/b>Os aumentos de custos na produ\u00e7\u00e3o de leite atingem propor\u00e7\u00f5es alarmantes e amea\u00e7am a sobreviv\u00eancia dos produtores de leite e, portanto, a produ\u00e7\u00e3o de leite na Europa.<br><br>Embora os pre\u00e7os do leite tenham apresentado uma leve tend\u00eancia de alta nos \u00faltimos meses, esses aumentos n\u00e3o compensam o aumento extremo dos custos devido aos pre\u00e7os mais altos de insumos como fertilizantes, ra\u00e7\u00f5es e energia. Mas essa compensa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria, como claramente exige o Comit\u00ea Executivo do European Milk Board (EMB).<br><br><i>Aumentos maci\u00e7os de pre\u00e7os na Europa<br><\/i>Na Alemanha, os principais latic\u00ednios em North Rhine-Westphalia pagaram aos produtores de leite 44 centavos (46,44 centavos de d\u00f3lar) por quilo de leite em fevereiro. Embora este tenha sido um aumento no pre\u00e7o ao produtor, estava longe de ser suficiente para compensar o aumento de custo de 10 centavos (em compara\u00e7\u00e3o com o ano cont\u00e1bil 2020\/2021), conforme calculado pela C\u00e2mara de Agricultura de North Rhine-Westphalia, que fixa o total custos de produ\u00e7\u00e3o de 53 centavos (55,94 centavos de d\u00f3lar)\/kg de leite.<br><br>Nas palavras da C\u00e2mara da Agricultura, \u201cneste caso, o aumento calculado dos custos nega inteiramente o aumento do pre\u00e7o do leite\u201d. E os custos incorridos pelos produtores continuam aumentando. Por exemplo, o pre\u00e7o do farelo de colza para ra\u00e7\u00e3o proteica j\u00e1 ultrapassou os 500 euros (US$ 527,69) por tonelada em abril.<br><br>Em Portugal, foram reportados aumentos de pre\u00e7os de 62 por cento para o gas\u00f3leo, 77 por cento para o milho e 140 por cento para os fertilizante em abril de 2022 em compara\u00e7\u00e3o com abril de 2021.<br><br>Na Noruega tamb\u00e9m, os pre\u00e7os dos fertilizantes aumentaram acentuadamente e mais que dobraram em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Os pre\u00e7os da eletricidade, de fato, mais que triplicaram nos \u00faltimos dois anos.<br><br>Na Fran\u00e7a, os custos de energia aumentaram cerca de 30% e os custos de fertilizantes aumentaram mais de 80% ao longo de um ano (compara\u00e7\u00e3o fevereiro 2021\/2022).<br><br>Relat\u00f3rios recebidos de pa\u00edses como It\u00e1lia e Holanda afirmam que, devido \u00e0 explos\u00e3o nos pre\u00e7os das ra\u00e7\u00f5es, um n\u00famero crescente de produtores foi for\u00e7ado a enviar suas vacas leiteiras para o abate.<br><br>Um c\u00e1lculo recente para uma fazenda de amostra com 200 vacas leiteiras na regi\u00e3o italiana da Lombardia revela custos adicionais de cerca de 13 centavos (13,72 centavos de d\u00f3lar) por litro de leite em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. \u201cEsta situa\u00e7\u00e3o incrivelmente tensa est\u00e1 atualmente for\u00e7ando muitos produtores a abandonar a produ\u00e7\u00e3o de leite e est\u00e1 corroendo as estruturas agr\u00edcolas na UE a n\u00edveis perigosos\u201d, diz o presidente da EMB, Sieta van Keimpema.<br><br>De acordo com o membro do Comit\u00ea Executivo da EMB, Elmar Hannen, a\u00e7\u00f5es imediatas devem ser tomadas para neutralizar esse desenvolvimento amea\u00e7ador: \u201cAl\u00e9m disso, perdas maci\u00e7as no n\u00famero de produtores s\u00e3o a pior coisa que pode acontecer conosco na Europa. Ser\u00e1 imposs\u00edvel se recuperar disso. Este r\u00e1pido definhamento do setor certamente levar\u00e1 a dificuldades na produ\u00e7\u00e3o de alimentos na Europa\u201d.<br><br>Ele continua dizendo que um setor agr\u00edcola sem fazendas vi\u00e1veis, um setor agr\u00edcola essencialmente altamente industrializado, n\u00e3o ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de se desenvolver na dire\u00e7\u00e3o ambientalmente correta desejada. Portanto, o EMB apela a todos os decisores para que tomem medidas imediatas.<br><br><i>O que precisa acontecer agora para uma produ\u00e7\u00e3o de leite est\u00e1vel e sustent\u00e1vel?<br><\/i>Os custos de produ\u00e7\u00e3o explosivos devem ser repassados e, portanto, cobertos pelos pre\u00e7os.<br><br>O EMB apela explicitamente aos compradores e processadores para que desempenhem o seu papel para lidar com o aumento dos custos quando se trata de leite.<br><br>A sustentabilidade social na PAC e no Green Deal deve ser imediatamente ancorada e implementada.<br><br>Sem fazendas vi\u00e1veis, n\u00e3o pode haver soberania alimentar nem uma transi\u00e7\u00e3o bem-sucedida para a sustentabilidade ambiental. Portanto, a UE deve fazer da sustentabilidade social uma prioridade urgente em suas estrat\u00e9gias e regulamentos.&nbsp;<br><br>O mercado deve contribuir para a transforma\u00e7\u00e3o do setor agr\u00edcola. O objetivo deve ser pre\u00e7os que ofere\u00e7am cobertura total de custos \u2013 incluindo todos os custos de sustentabilidade. Para que isso seja poss\u00edvel, o mercado deve contribuir para a transforma\u00e7\u00e3o da sustentabilidade no setor agr\u00edcola. Os decisores pol\u00edticos precisam criar as ferramentas necess\u00e1rias para o mesmo. Se continuarmos com os neg\u00f3cios como de costume, ser\u00e1 imposs\u00edvel frear o decl\u00ednio constante do n\u00famero de agricultores e essa tend\u00eancia s\u00f3 ser\u00e1 acelerada.<br><br>As organiza\u00e7\u00f5es horizontais de produtores devem ser estabelecidas de forma permanente e eficaz.<br><br>As organiza\u00e7\u00f5es de produtores que negociam contratos e pre\u00e7os com processadores em nome dos agricultores devem ser estabelecidas em todas as f\u00e1bricas de latic\u00ednios e em toda a UE com poder de negocia\u00e7\u00e3o suficiente.<br><br>Como explica Boris Gondouin, membro do Comit\u00ea Executivo da EMB da Fran\u00e7a, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o s\u00e3o as organiza\u00e7\u00f5es de produtores com uma estrutura horizontal real que n\u00e3o esteja vinculada a um \u00fanico latic\u00ednio. \u201cEles ter\u00e3o o poder de mercado necess\u00e1rio para negociar com processadores em p\u00e9 de igualdade apenas se puderem negociar com v\u00e1rios latic\u00ednios ao mesmo tempo.\u201d Ele continua que \u00e9 absolutamente essencial que os agricultores das cooperativas estejam representados nessas organiza\u00e7\u00f5es de produtores. \u201cMuitos produtores s\u00e3o cooperados, o que significa que cobrem grande parte do volume de leite. Os pre\u00e7os que cobrem os custos tamb\u00e9m precisam ser negociados para essas entregas\u201d, diz Gondouin.<br><br><i>As medidas de espelho devem ser aplicadas aos produtos agr\u00edcolas importados<br><\/i>O EMB \u00e9 a favor de que os produtos agr\u00edcolas importados sejam sujeitos a medidas-espelho (normas sanit\u00e1rias e ambientais), para que os produtos agr\u00edcolas que n\u00e3o cumpram as normas da UE n\u00e3o sejam colocados no mercado da UE. O objetivo \u00e9 garantir que os consumidores da UE tenham sempre o mesmo n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e do meio ambiente.<br><br>Al\u00e9m disso, isso tamb\u00e9m evitaria que os produtos locais da UE, que s\u00e3o mais caros de produzir devido aos padr\u00f5es locais, fossem marginalizados e substitu\u00eddos por importa\u00e7\u00f5es \"baratas\". Isso levaria simplesmente ao deslocamento da produ\u00e7\u00e3o e, portanto, \u00e0s emiss\u00f5es para fora da UE. Isso seria contr\u00e1rio \u00e0s desejadas melhorias ambientais globais no setor agr\u00edcola.<br><br>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do European Milk Board, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><br>&nbsp;<br><br>&nbsp;<br><b><\/b><b><\/b><b>Copom eleva a taxa Selic para 12,75% ao ano<br><br><\/b><i>Infla\u00e7\u00e3o influencia a decis\u00e3o. Mesma iniciativa tomou ontem o Fed, o \u2018banco central\u2019 americano, promovendo a maior alta em 22 anos<br><\/i><br>O Banco Central (BC) decidiu ontem elevar a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, de 11,75% para 12,75% ao ano. Ao cumprir a indica\u00e7\u00e3o dada na \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), a institui\u00e7\u00e3o chega \u00e0 10\u00aa alta seguida desde mar\u00e7o de 2021, quando o patamar de 2% era o menor da hist\u00f3ria. Ao mesmo tempo, ontem, o Federal Reserve (Fed), \u201cbanco central\u201d americano, elevou os juros b\u00e1sicos dos Estados Unidos em 0,5 ponto percentual para a faixa entre 0,75% e 1% ao ano, a maior magnitude em 22 anos. A decis\u00e3o ocorre devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o elevada nos Estados Unidos, causada em boa parte por aumento de pre\u00e7os de commodities de energia. No Brasil, analistas j\u00e1 previam um ponto a mais. O Copom j\u00e1 havia reafirmado que a decis\u00e3o tem objetivo de conter a infla\u00e7\u00e3o, atualmente a caminho de fechar 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano.<br><br>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa de juros funciona como o instrumento de pol\u00edtica monet\u00e1ria mais usado para reduzir pre\u00e7os. Jjuros mais altos encarecem o cr\u00e9dito, reduzem a disposi\u00e7\u00e3o para consumir e estimulam novas alternativas de investimentos pelas fam\u00edlias. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso leva reflexos aos pre\u00e7os. J\u00e1 quando o Copom reduz os juros&nbsp; b\u00e1sicos, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo. Mais recentemente as expectativas do mercado financeiro apontavam ainda para uma \u00faltima alta de 0,5 ponto percentual no encontro previsto para junho. O \u00edndice, agora, fica vigente por ao menos 45 dias, ou seja, at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do comit\u00ea.<br><br>O presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os oito diretores da autoridade monet\u00e1ria iniciaram as apresenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas desta \u00faltima reuni\u00e3o na ter\u00e7a, expondo evolu\u00e7\u00e3o, perspectivas da economia e comportamento do mercado. A Selic \u00e9 conhecida como taxa b\u00e1sica porque \u00e9 a mais baixa e funciona como piso para demais juros cobrados no mercado.<br><br>\u00c9 usada nos empr\u00e9stimos entre bancos e nas aplica\u00e7\u00f5es que as institui\u00e7\u00f5es financeiras fazem em t\u00edtulos p\u00fablicos federais. A Selic \u00e9 a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repass\u00e1-lo a empresas ou consumidores em forma de empr\u00e9stimos. (Correio do Povo)<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr><\/div>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><i style=\"font-size: 1rem;\"><b>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/b><\/i><\/p>\r\n<\/div>\r\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>Uruguai: faturamento bruto das fazendas leiteiras no primeiro trimestre \u00e9 o maior em 8 anos<br><\/b>O faturamento bruto das fazendas leiteiras no primeiro trimestre do ano foi o maior desde janeiro-fevereiro de 2014, totalizando US$ 169,42 milh\u00f5es, 20% acima da m\u00e9dia do mesmo per\u00edodo de 2021, de acordo com os dados de refer\u00eancia e pre\u00e7os divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). No mesmo trimestre de 2014, o valor acumulado foi de US$ 194 milh\u00f5es. Medido em pesos, o aumento ano-a-ano foi de 20,7%, com receitas atingindo 7.335 milh\u00f5es, o n\u00edvel mais alto para o trimestre desde que h\u00e1 registros (2002). O aumento responde \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o recebido pelo produtor, n\u00e3o \u00e0 remiss\u00e3o do leite para a f\u00e1brica, que registra um decr\u00e9scimo m\u00e9dio de 1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Apesar da recupera\u00e7\u00e3o do faturamento bruto, o poder aquisitivo do leite apresentou queda em mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro, devido ao aumento do \u00edndice de custos que n\u00e3o foi acompanhado pelo aumento do pre\u00e7o do leite ao produtor. Em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2021, a melhora no pre\u00e7o do leite foi maior que o aumento nos custos. Os custos que tiveram maior incid\u00eancia foram fertilizantes, sementes e herbicidas, detalhou o INALE. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.<\/i><\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr><\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 06 de maio de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 16 - N\u00b0 3.655 Estudo aponta avan\u00e7os e desafios da cadeia do leiteA produtividade m\u00e9dia nas fazendas leiteiras do <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/05\/06\/06-05-2022\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"06\/05\/2022\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9430","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9430"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9430\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9438,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9430\/revisions\/9438"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}