{"id":9285,"date":"2022-04-13T17:42:31","date_gmt":"2022-04-13T17:42:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=9285"},"modified":"2022-04-14T17:11:29","modified_gmt":"2022-04-14T17:11:29","slug":"13-04-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/04\/13\/13-04-2022\/","title":{"rendered":"13\/04\/2022"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 13 de abril de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 16 - N\u00b0 3.638<\/p>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Audi\u00eancia p\u00fablica sobre a competitividade no setor l\u00e1cteo \u00e9 remarcada para 27 de abril<\/strong> &nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<p>Aprovada pelas Comiss\u00e3o de Economia, Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e do Turismo e Comiss\u00e3o de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Pesca e Cooperativismo, visa tratar da carga tribut\u00e1ria desigual vivida pelo segmento e agravada com a implementa\u00e7\u00e3o do Fator de Ajuste de Frui\u00e7\u00e3o (FAF). A audi\u00eancia ocorrer\u00e1 a partir das 10h, no 3\u00ba andar da Assembleia Legislativa, e ter\u00e1 transmiss\u00e3o ao vivo pelo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/tvalrs\">canal da ALRS<\/a>. A pauta foi proposta pelo deputado Z\u00e9 Nunes.<\/p>\r\n<p>Secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat\/RS), Darlan Palharini, defende que medidas sejam tomadas pelo governo para que o RS deixe de ficar atr\u00e1s de outros estados no que diz respeito \u00e0 competitividade do setor l\u00e1cteo. \u201cTemos batido nessa tecla h\u00e1 anos e o governo ainda n\u00e3o tomou nenhuma medida efetiva para que essa situa\u00e7\u00e3o mude. Enquanto isso, temos visto produtores abandonarem a atividade, e o RS perder competitividade em rela\u00e7\u00e3o a estados como Santa Catarina, Paran\u00e1 e Minas Gerais\u201d, destaca. Segundo ele, 60% do leite produzido no RS precisa ser escoado, sendo assim, \u00e9 preciso que n\u00e3o somente se expanda a competitividade em solo ga\u00facho, mas que se viabilize vendas junto a p\u00f3los consumidores, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/p>\r\n<p>O presidente da Comiss\u00e3o de Agricultura, deputado Adolfo Brito, destaca a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o de uma audi\u00eancia p\u00fablica, para que se amplie o debate, e refor\u00e7a, ainda, que a Comiss\u00e3o \u00e9 o ambiente para unir for\u00e7as e se trabalhar em conjunto com as principais lideran\u00e7as do setor. Neste sentido, \u00e9 aguardada uma agenda com o governador do RS, Ranolfo Vieira J\u00fanior, para que seja poss\u00edvel compor um melhor cen\u00e1rio ao setor produtivo do leite em fun\u00e7\u00e3o das recentes altera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. <span style=\"font-size: 1rem;\">(Assessoria de imprensa Sindilat\/RS)&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\r\n<\/div>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Custos e estiagem elevam pre\u00e7o do leite <\/strong><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Um dos principais itens na lista de compra dos brasileiros, o leite apresenta aumento de pre\u00e7o expressivo na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. No acumulado de 12 meses fechados em mar\u00e7o, o valor do tipo longa vida avan\u00e7ou 20,47%, segundo dados do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Em mar\u00e7o, o produto apresentou alta de 14,06%. O item foi respons\u00e1vel pelo maior impacto dentro do grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas no m\u00eas, segundo a unidade do IBGE no Rio Grande do Sul. Em ambos os recortes, o percentual est\u00e1 acima do \u00edndice geral do IPCA - em mar\u00e7o, de 1,61%, e em 12 meses, de 11,30%. Press\u00e3o do pre\u00e7o dos insumos nos custos de produ\u00e7\u00e3o e efeitos da estiagem est\u00e3o entre os principais fatores que explicam esse movimento, segundo especialistas.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Consequentemente, a alta no pre\u00e7o do leite acaba respingando em produtos que t\u00eam esse item como base. Dentro do IPCA, leites e derivados apresentaram aumento de 12,66% em 12 meses. Esse segmento tamb\u00e9m teve varia\u00e7\u00e3o mensal expressiva em mar\u00e7o, de 7,33%. O secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS), Darlan Palharini, afirma que existia defasagem nos pre\u00e7os desde o \u00faltimo trimestre de 2021.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">O avan\u00e7o expressivo em mar\u00e7o ocorre diante do represamento do repasse ao consumidor e dos efeitos da falta de chuva que castigou a agropecu\u00e1ria ga\u00facha nos \u00faltimos meses, segundo o dirigente.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">- Isso \u00e9 efetivamente resultado do aumento dos insumos e da pr\u00f3pria estiagem, porque houve tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. A\u00ed entra aquela quest\u00e3o de oferta e procura, porque tem essa produ\u00e7\u00e3o menor por causa da estiagem - explica Palharini.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Eug\u00eanio Zanetti, vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) e integrante do Conseleite, entidade que representa o setor, tamb\u00e9m destaca a quest\u00e3o da procura pelo produto. Zanetti afirma que mar\u00e7o tradicionalmente costuma registrar maior busca pelo leite. Esse fato somado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o afetada pela chuva insuficiente eleva o pre\u00e7o do alimento, segundo o executivo: - O m\u00eas de mar\u00e7o tem a volta \u00e0s aulas, que d\u00e1 regularidade maior ao mercado e aumenta a procura e o consumo de l\u00e1cteos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Outro fator \u00e9 que est\u00e1 faltando leite no mundo inteiro, o que causa tend\u00eancia de alta nos produtos l\u00e1cteos. Zanetti destaca que o aumento de pre\u00e7os n\u00e3o significa que os produtores estejam ganhando mais, mas sim uma recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s per\u00edodos de preju\u00edzo.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Futuro<\/span><\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Olhando apenas a varia\u00e7\u00e3o acumulada de 12 meses e do m\u00eas de mar\u00e7o na Regi\u00e3o Metropolitana, o leite perde em volume percentual para itens como cenoura, alface e tomate. No entanto, o leite \u00e9 um dos itens principais da alimenta\u00e7\u00e3o dentro dos lares, principalmente dos que contam com crian\u00e7as no grupo familiar. Palharini afirma que a ind\u00fastria tenta balancear o repasse ao consumidor com um valor que cubra os gastos de produ\u00e7\u00e3o e mantenha o produto acess\u00edvel. Para os pr\u00f3ximos meses, ele estima poss\u00edvel estabiliza\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os:<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">- A gente acredita que o pre\u00e7o dos derivados, com esse aumento, dever\u00e1 se manter. At\u00e9 porque em maio e junho come\u00e7a a safra. Se n\u00e3o vier geada antes do tempo, acredito que a gente consegue manter os custos sem ter esse repasse maior ao consumidor. At\u00e9 porque a gente sabe que o poder aquisitivo do consumidor est\u00e1 muito baixo. (Zero Hora)<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-9286\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Imagem1zh.png\" alt=\"\" width=\"593\" height=\"873\"> &nbsp; &nbsp;<\/p>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>A produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos no Brasil \u00e9 suficiente para atender o consumo?<\/strong><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Quando a pergunta \u00e9 se a produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos no Brasil \u00e9 suficiente para atender o consumo, a primeira vista a resposta parece ser sim, mas, uma an\u00e1lise mais criteriosa indica que provavelmente a resposta \u00e9 n\u00e3o, abrindo a perspectiva de um significativo potencial de crescimento para o setor produtivo. Apesar de alguns pa\u00edses como Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Chile, Argentina e Jap\u00e3o estabelecerem recomenda\u00e7\u00f5es de consumo de leite e\/ou derivados, tanto a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), quanto a Organiza\u00e7\u00e3o para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), n\u00e3o estipulam quantidades m\u00ednimas espec\u00edficas de consumo de alimentos por dia.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo essas entidades, como os pa\u00edses possuem oferta de alimentos, condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e pr\u00e1ticas alimentares distintas, seria inadequado determinar diretrizes globais de alimenta\u00e7\u00e3o, com a exce\u00e7\u00e3o de casos em que haja robusta evid\u00eancia cient\u00edfica, como ocorre para algumas frutas e vegetais. No Brasil n\u00e3o h\u00e1 normativas espec\u00edficas da quantidade di\u00e1ria m\u00ednima ou ideal de ingest\u00e3o de leite e derivados. Entretanto, o pr\u00f3prio Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, publicado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, reconhece que esses produtos, presentes principalmente no caf\u00e9 da manh\u00e3 dos cidad\u00e3os, s\u00e3o fontes importantes de prote\u00ednas, c\u00e1lcio, vitaminas entre outros; e que o seu consumo, de prefer\u00eancia minimamente processados, deve fazer parte de uma dieta saud\u00e1vel e balanceada.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">No entanto, lamentavelmente o consumo de alimentos l\u00e1cteos talvez n\u00e3o esteja acess\u00edvel a toda a sociedade, em fun\u00e7\u00e3o da baixa renda de milh\u00f5es de fam\u00edlias. De acordo com o Anu\u00e1rio Leite de 2021, publicado pela Embrapa, apesar do pa\u00eds se destacar pela produ\u00e7\u00e3o de leite, atingindo em 2020 produ\u00e7\u00e3o (recorde) inspecionada de 25,53 bilh\u00f5es de litros, desde 2014 o consumo de l\u00e1cteos em domic\u00edlio ficou praticamente estagnado. Segundo o Relat\u00f3rio Anual de 2020, publicado pela a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV), o consumo aparente per capita por dia de leite fluido (incluindo o leite em p\u00f3 reconstitu\u00eddo) e produtos l\u00e1cteos (sem considerar o leite fluido) \u00e9 de 145 ml e 323 ml, respectivamente, totalizando 468 ml.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao se considerar os dados da FAO, a produ\u00e7\u00e3o total de leite em 2020 no Brasil (inspecionado e n\u00e3o inspecionado) foi de 36 bilh\u00f5es de litros. Se apenas a produ\u00e7\u00e3o brasileira fosse utilizada para alimentar o pa\u00eds, o consumo aparente per capita por dia seria de 460 ml, o que est\u00e1 pouco abaixo do recomendado por alguns pa\u00edses. Noruega, Finl\u00e2ndia e \u00c1frica do Sul recomendam um consumo di\u00e1rio de produtos l\u00e1cteos (incluindo leite fluido) para adultos equivalente a entre 500 a 750 ml por dia. Ademais, n\u00e3o se pode concluir apenas pelas m\u00e9dias, uma vez que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses com mais elevada desigualdade de renda do mundo. Ou seja, a m\u00e9dia at\u00e9 pode ser adequada, mas, na pr\u00e1tica, h\u00e1 muita gente consumindo bem menos do que um n\u00edvel razo\u00e1vel.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), as regi\u00f5es Sul e Sudeste apresentam os maiores \u00edndices de consumo, em compara\u00e7\u00e3o com Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Al\u00e9m disso, de acordo com a An\u00e1lise Mensal do Leite, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), desde maio de 2020 o pre\u00e7o de leite e derivados no atacado e no varejo vem aumentando. Em janeiro de 2022, o pre\u00e7o do litro de leite longa vida UHT nos atacados e nos varejos das cidades de S\u00e3o Paulo SP, Belo Horizonte MG, Goi\u00e2nia GO e Porto Alegre RS variaram entre R$ 3,12 e R$ 4,15.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, o valor gasto para sustentar o consumo mensal aparente per capita de leite, nos padr\u00f5es divulgados pela ABLV, de um cidad\u00e3o adulto, pode variar de R$ 13,57 a R$ 18,05. Ainda segundo a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2017\/2018, publicada pelo IBGE, a despesa m\u00e9dia mensal com alimenta\u00e7\u00e3o por pessoa por fam\u00edlia foi de R$ 209,12, e que no grupo de pessoas em condi\u00e7\u00f5es de inseguran\u00e7a alimentar esse valor foi de R$ 153,49.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Numericamente, o custo para se garantir o consumo de leite mensal parece razo\u00e1vel, por\u00e9m tais valores eram referentes ao per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia de Covid-19. Desde ent\u00e3o, a infla\u00e7\u00e3o vem mantendo-se em alta, acumulando aumento de 10,06% em 2021. Ademais, houve aumento da taxa de desemprego, chegando a 11,1% no quarto trimestre de 2021, o que contribui para a redu\u00e7\u00e3o da capacidade de consumo de produtos l\u00e1cteos no Brasil, principalmente pelas classes sociais C e D.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Finalmente, deve-se considerar o contingente de pessoas consideradas \u201cpobres\u201d e \u201cextremamente pobres\u201d. S\u00e3o conceitos do Banco Mundial e valem para todos os pa\u00edses. Uma pessoa \u201cpobre\u201d \u00e9 aquela que vive com at\u00e9 US$ 5,50 por dia (equivalente a R$ 28\/dia ou R$ 855\/m\u00eas). Uma pessoa \u201cextremamente pobre\u201d \u00e9 aquela que sobrevive com at\u00e9 US$ 1,90 por dia (equivalente a R$ 9,70\/dia ou R$ 295\/m\u00eas).<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo dados oficiais do IBGE para antes da pandemia (ano de 2019), o Brasil tinha aproximadamente 52 milh\u00f5es de pessoas pobres e 14 milh\u00f5es de pessoas extremamente pobres. \u00c9 poss\u00edvel que esse enorme contingente tenha algum acesso ao leite fluido, mas n\u00e3o deve ter acesso a derivados como iogurtes e queijos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Com uma boa margem de seguran\u00e7a podemos sugerir que essas pessoas n\u00e3o consomem uma quantidade minimamente satisfat\u00f3ria nem de leite e derivados, nem de outros tipos quaisquer de alimentos. Portanto, \u00e9 imprescind\u00edvel destacar que, apesar do evidente potencial para o crescimento do consumo interno, apenas o aumento bruto da produ\u00e7\u00e3o de leite n\u00e3o reflete no aumento de sua acessibilidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. O crescimento produtivo deve ser acompanhado de aumento da renda dos consumidores, pr\u00e1ticas sociais inclusivas, pol\u00edticas e econ\u00f4micas que aumentem o poder de compra.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse aspecto, o Brasil pode avan\u00e7ar no combate \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o com a contribui\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos. Al\u00e9m dos benef\u00edcios aos consumidores, obviamente haveria benef\u00edcios tamb\u00e9m para o segmento produtor (pecuaristas e latic\u00ednios). (Autores: Lucca Zanini e Augusto Hauber Gameiro\/Milkpoint)<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr><\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><em><b>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/b><\/em><\/p>\r\n<div style=\"text-align: center;\"><em><strong>Brasil est\u00e1 avan\u00e7ando, diz Guedes<\/strong> &nbsp; <\/em><\/div>\r\n<div style=\"text-align: center;\"><em>O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que o Brasil est\u00e1 avan\u00e7ando bastante para o acesso do pa\u00eds \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). Segundo ele, o momento \u00e9 de aumento do risco geopol\u00edtico e press\u00f5es protecionistas, com a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia. \u201cA guerra atinge gr\u00e3os, fertilizantes e petr\u00f3leo. O Brasil n\u00e3o pode hesitar e est\u00e1 pronto para fazer o seu papel e contribuir para manter civiliza\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XXI. N\u00e3o podemos voltar ao passado de guerras f\u00edsicas e interrup\u00e7\u00e3o dos fluxos de com\u00e9rcio e investimentos\u201d, disse Guedes, ao participar de um evento no Minist\u00e9rio da Economia, com membros da OCDE e do governo do Reino Unido, que trata do novo sistema de pre\u00e7os de transfer\u00eancias para o Brasil. Conforme o ministro, o Brasil celebra um cap\u00edtulo decisivo para o acesso \u00e0 OCDE, e a Receita Federal trabalha h\u00e1 anos na converg\u00eancia de um sistema de transfer\u00eancia de pre\u00e7os. \u201cQueremos evitar dois extremos com esse novo sistema, que \u00e9 a bitributa\u00e7\u00e3o e a evas\u00e3o fiscal. A converg\u00eancia de transfer\u00eancia de pre\u00e7os evita bitributa\u00e7\u00e3o que impede investimentos\u201d, frisou. (Correio do Povo)<\/em><\/div>\r\n<hr>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\r\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 13 de abril de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 16 - N\u00b0 3.638 Audi\u00eancia p\u00fablica sobre a competitividade no setor l\u00e1cteo \u00e9 remarcada para 27 de abril <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/04\/13\/13-04-2022\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"13\/04\/2022\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9285","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9285"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9285\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9300,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9285\/revisions\/9300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}